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31 de dez. de 2007

Mensagem Curiosidades Católicas

“Quem não conhece Deus, mesmo podendo ter muitas esperanças, no fundo está sem esperança, sem a grande esperança que sustenta toda a vida. A verdadeira e grande esperança do homem, que resiste apesar de todas as desilusões, só pode ser Deus - o Deus que nos amou, e ama ainda agora até ao fim, até à plena consumação”.

Feliz 2008

O CARDINALATO

Nos primeiros séculos da Igreja no ocidente, surgiu a expressão "clerici cardinales" para designar os agentes pastorais mais importantes, que constituíam uma espécie de Conselho do bispo. A partir do século XI, o conferimento do título de "cardeal" ficou reservado só para os clérigos mais importantes da Diocese de Roma. Daí surgiram os cardeais-presbíteros, que dirigiam os tituli, que eram as paróquias mais importantes da cidade de Roma. Depois foram feitos os cardeais-diáconos, que administravam a caridade nas sete diaconias ou sete regiões de serviço na cidade de Roma. Por fim, foram criados os cardeais-bispos, que governavam as seis dioceses suburbicárias (sub urbe) ou seis dioceses mais próximas de Roma. Por isso, até hoje os cardeais são distribuídos nessas três ordens: os cardeais-bispos, que são seis cardeais e que recebem os títulos das dioceses suburbicárias e residem em Roma, dirigindo uma Congregação da cúria romana;os cardeais-diáconos são sete, que recebem os títulos das diaconias da Cidade e residem em Roma, servindo à cúria romana; os cardeais-presbíteros são todos os outros cardeais, que têm sua arquidiocese, residem fora de Roma e servem como membros de um dos três dicastérios da cúria de Roma : as seis congregações, os tribunais e os ofícios. Cada dicastério é presidido por um cardeal. Pelo Motu Próprio Cum gravíssima, de 15 de abril de 1962, o Papa João XXIII conserva a divisão do colégio cardinalício nas três ordens - bispo, presbítero e diácono - mas dispõe que todos recebam a ordenação episcopal. Acabou com norma do Papa Sisto V (1585-1590), que fixava em 70 o número de cardeais do Colégio Cardinalício.O papa Paulo VI, a 1º de outubro de 1975, pela Constituição Apostólica Romano Pontífice eligendo, estabelece que 120 é o número máximo de cardeais eleitores do Papa. O Papa João Paulo II forma o colégio cardinalício mais numeroso da história da Igreja, com 185 cardeais, a partir do consistório ordinário público, de 21 de fevereiro de 2001, em que criará 44 novos cardeais de todos os continentes da terra. A palavra cardeal vem do latim cardo, que significa gonzo da porta. O "cardeal" é o eixo principal, a realidade em torno da qual giram outras realidades. Por isso, temos os pontos cardeais (4) : norte, sul, leste e oeste, em torno dos quais orientamos nossa direção.Por isso, também, existem as virtudes cardeais (4) : prudência, justiça, fortaleza e temperança, eixo ao redor do qual se agrupam todas as outras virtudes humanas.Por isso, os cardeais da Igreja são a espinha dorsal sobre a qual gira o governo universal da Igreja de Roma. O Brasil foi o primeiro país da América Latina a ter cardeal, em 1905, dom Joaquim Albuquerque Cavalcanti, Cardeal Arcoverde, pernambucano de Pesqueira (1850-1930), arcebispo do Rio de Janeiro (1897-1930), cujo sucessor cardeal Leme, dom Sebastião da Silveira Cintra, paulista de Pinhal (1882-1942), foi o segundo cardeal brasileiro. Cardeal é o prelado da Igreja católica investido na dignidade de membro de um colégio especial, ao qual compete assegurar a eleição do Papa. Os Cardeais, também, assessoraram o Santo Padre, agindo colegialmente, quando são convocados para tratar juntos as questões de maior importância, ou individualmente nos diversos ofícios que exercem, prestando ajuda ao Romano Pontífice, principalmente no cuidado cotidiano da Igreja universal. O cardinalato não é sacramento da ordem, como o episcopado e o presbiterato, mas função consultiva ou administrativa nas congregações, tribunais e ofícios, que constituem a cúria romana, competindo-lhe com exclusividade a eleição do Papa. Foi o Papa Nicolau II, no ano 1059, que reservou aos cardeais essa exclusividade da eleição do Papa. Foi o Papa Inocêncio IV, em 1245, quem instituiu as insígnias do anel cardinalício, símbolo da fidelidade ao governo pontifício da Igreja, e do chapéu vermelho, hoje barrete vermelho vivo, símbolo do seu poder sagrado de servir ao Papa e elegê-lo. Desde o século XIII, o cardeal-bispo de Óstia, diocese suburbicária, é o cardeal-deca no que preside o Sacro Colégio dos Cardeais. No seu impedimento, o cardeal-subdecano faz as vezes dele. O decano e o subdecano devem ser considerados como primeiros entre os pares e são eleitos somente pelos cardeais-bispos, que são os seis cardeais com título de uma Igreja Suburbicária. Eles elegem entre si o decano e o subdecano, cujos nomes são levados ao Papa, a quem compete aprovar os eleitos.O cardeal-protodiácono, chefe dos cardeais-diáconos, anuncia ao povo, na praça de são Pedro, o nome do Sumo Pontífice eleito no conclave e pode impor o pálio aos arcebispos em lugar do Papa. O cardeal-decano é quem convoca e preside o conclave, após a morte do Papa, para a eleição do novo Romano Pontífice.

30 de dez. de 2007

IGREJAS E SEITAS

Todas as igrejas ou seitas cristãs têm seu fundador e data de sua origem.Eis as datas de algumas delas:
Protestantes Luteranos: fundados por Martinho Lutero (1484-1546) na Alemanha, sacerdote agostiniano - que depois casou-se com uma ex-freira.
Batistas: fundada por John Smith, clérigo anglicano, na Inglaterra e Holanda, no século XVII. Vieram para o Brasil em 1817.
Presbiterianos: fundada por John Knox, sacerdote católico, contagiado pela doutrina de Lutero e Calvino. Esta igreja nasceu na Escócia, em 1560.
Congregacionistas: fundada por Robert Brawne, clérigo anglicano, na Inglaterra, em 1727.
Anglicanos Episcopais: fundada pelo rei da Inglaterra, Henrique VII, em 1534, pelo “Ato de supremacia Régia”. Este rei, obcecado pela paixão, casou-se 8 vezes, mandando executar algumas de suas ex-esposas.
Adventistas: fundada por William Miller - Estados Unidos, em 1831. Agricultor, sem estudos, predisse algumas vezes o fim do mundo, sem efeito!
Testemunhas de Jeová: fundada por Charles Taze Russel, Estados Unidos, em 1874.No Canadá, em pleno Tribunal jurou conhecer a língua grega. Sendo-lhe apresentado o Novo Testamento em grego, foi convencido de perjúrio. Sua mulher divorciou-se dele em 1897, acusando-o de adultério com duas mulheres e de maus tratos.
Igreja Apostólica: fundada por Eurico Matos Coutinho, que chama a si mesmo de “bispo”. Morava em São Paulo.
Pentecostais e Assembléia de Deus: fundada por pastores de cerca de 100 congregações diferentes dos Estados Unidos, em 1914.
Evangelho Quadrangular: é um ramo de Pentecostalismo, iniciado pro Harold Williams, nos Estados Unidos, e promovido no Brasil desde 1940.
Congregação Cristã no Brasil: fundada pelo italiano Luigi Francescon, em 1910, em Platina - Paraná, Brasil. Depois estabeleceu-se entre os migrantes italianos em São Paulo.
Mórmons ou Igreja dos Santos dos Últimos dias: fundada por José Smith, em 1830, nos Estados Unidos.
Universal do Reino de Deus: fundada por Edir Macedo, em 1977, no Rio de Janeiro.
Internacional da Graça de Deus: fundada por R.R. Soares, cunhado de Edir Macedo, em 1980.
O Brasil para Cristo: foi fundada pelo pernambucano Manoel de Melo, um operário, filho de agricultores nordestinos, em 1955-56.
Deus é Amor: fundada por Davi Miranda, filho de um sitiante paranaense, em São Paulo, 1962.

Fonte: Pe. Estevão Bettencourt, OSB

29 de dez. de 2007

A ORIGEM E O SIGNIFICADO DO ROSÁRIO

O costume de rezar breves fórmulas de oração consecutivas e numeradas mediante um artifício qualquer (contagem dos dedos, pedrinhas, ossinhos, grãos), constitui uma das expressões da religiosidade humana, independentemente do Credo que alguém professa. Entre os cristãos, tal hábito já estava em uso entre os eremitas e monges do deserto nos séculos IV e V. Tomou incremento especial no ocidente: no "Pai Nosso" certo número de vezes consecutivas. Tal praxe teve origem, provavelmente, nos mosteiros, onde muitos cristãos professavam a Vida Religiosa, mas não estavam habilitados a seguir a oração comum, que compreendia a recitação dos salmos. Em conseqüência, para esses irmãos ditos "conversos", os Superiores religiosos estipularam a recitação de certo número de "Pais-Nossos" em substituição do Ofício Divino celebrado solenemente no coro.
Para favorecer esses exercícios de piedade, foi-se aprimorando a confecção das correntes que serviam à contagem das preces: cada um desses cordéis de grãos se dividia geralmente em cinco décadas; cada décimo grão era mais grosso do que os outros, a fim de facilitar o cálculo (portanto, ainda não se usavam, como hoje, séries de dez grãos pequenos separados por um grão maior, pois só dizia o "Pai nosso"). Esses instrumentos eram chamados "Paternoster" tanto na França como na Alemanha, na Inglaterra e na Itália ou, menos freqüentemente, "numeralia, fila, computum, preculae". Os seus fabricantes constituiam prósperas corporações, ditas dos "Paternostriers" ou dos "Paternosterer".
Ao lado de tal praxe, ia-se desenvolvendo entre os fiéis outro importante exercício de piedade, ou seja, o costume de saudar a Virgem Santíssima; repetiam a saudação do anjo a Maria ("Ave, cheia de graça...", Lc. 1,28), acompanhada das palavras de Isabel ("bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto de tuas entranhas", Lc. 1,42). A invocação subseqüente "Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós..." ainda não estava em uso na Idade Média.
Em conseqüência, por volta do ano 1150 ou pouco antes, os fiéis conceberam a idéia de dirigir a Maria, 150, 100 ou 50 saudações consecutivas, à semelhança do que faziam repetindo a oração do Senhor. Cada uma das séries de saudações (às quais cá e lá se acrescentava o "Pai-Nosso") devia, segundo a intenção dos fiéis, constituir uma coroa de rosas ofertada à Virgem Santíssima; daí os nomes de "rosário" e "coroa" que se foram atribuindo a tal prática; a mesma era também chamada "Saltério da Virgem Santíssima", pois imitava as séries de 150, 100 ou 50 "Pais nossos", que faziam as vezes de saltério dos irmãos conversos nos mosteiros. Assim se vê que os "Paternoster" e, posteriormente, os "rosários" entraram na vida de piedade dos fiéis à guisa de Breviário dos leigos, com o objetivo de entreter nos fiéis a estima para com os salmos e a oração oficial da Igreja; o rosário tem assim o seu cunho de inspiração bíblica.
Quanto ao nome "rosário" em particular, foi muito fomentado por um relato popular do século XIII: narrava-se que um monge cisterciense se comprazia em recitar freqüentemente 50 Ave-Marias, as quais emanavam de seus lábios como rosas que se iam depositar na cabeça da Virgem Santíssima.
Um passo ulterior no desenvolvimento do Rosário se deve ao monge cartuxo Henrique de Egher ou de Calcar (+ 1408). Este redigiu um poema intitulado "Psalterium beatae Mariae", no qual estimulava a recitação em "Pai-Nosso" antes de cada dezena de "Ave Marias" 'ora, este uso foi encontrado espontânea aceitação por parte dos fiéis e veio a tornar-se comum.
Outra etapa importante foi a associação da meditação à recitação vocal das "Ave-Marias". No século XIV, tal praxe estava em vigor nos mosteiros das monjas dominicanas de Töss e Jatharinental. Contudo, a difusão desse costume se deve a um monge cartuxo, Domingos Rteno, que viveu no início do século XV; Domingos propunha a recitação de 50 "Ave Marias", cada qual com seu ponto de meditação próprio. Outros sistemas de meditação entraram aos poucos em vigor: houve quem as aplicasse a 150, 165, 200... pontos ou mistérios. O dominicano Alano da Rocha (+ 1475) sugeria a recitação de 150 mistérios, que percorriam os principais aspectos da obra da Redenção, desde o anúncio do anjo a Maria até a morte da Virgem Santíssima e o juízo final.
Mais uma faceta da evolução do rosário, já insinuada pelos precedentes, foi a inclusão dos mistério dolorosos da Paixão do Senhor entre os temas de meditação. Isto se explica pelo caráter sombrio e tristonho que, por vezes, tomou a piedade popular no fim da Idade Média: o de pestes, os temores de fim do mundo, a guerra dos cem anos, muito chamaram a atenção dos fiéis para as tristezas da vida, em particular para as dores de Cristo e de Maria; muito então, além das sete alegrias de Maria, focalizavam devotamente as suas sete dores. A consideração destes tópicos da História mostra claramente que, durante séculos, a maneira de celebrar o "Saltério de Maria" variou muito, ficando ao arbítrio da devoção dos fiéis a forma precisa de honrar a Virgem por essa via. Papel de relevo na orientação geral da prática do rosário coube, sem dúvida, à benemérita Ordem de são Domingos, à qual foi sempre muito caro esse exercício de piedade; através de Irmandades do Rosário, assim como por meio de pregações, escritos, devocionários etc., os dominicanos difundiram largamente a devoção.
Foi, finalmente, um papa dominicano, são Pio V (1566 - 1572) quem deu ao rosário a sua forma atual, determinando tanto o número de "Pais nossos" e "Ave Marias" como o teor dos mistérios que o vem integrar. O santo Pontífice atribuiu à eficácia dessa prece a vitória naval de Lepanto, que, aos 7 de outubro de 1571, salvou de grande perigo a cristandade ocidental; em conseqüência, introduziu no calendário litúrgico da Ordem de são Domingos a festa do Rosário sob o nome de "Festa de Nossa Senhora do Rosário". A solenidade foi, em 1716, estendida à Igreja universal, tomando mais tarde o nome de "Festa de Nossa Senhora do Rosário". A devoção foi, daí por diante, mais e mais favorecida pelos Pontífices Romanos, merecendo especial relevo o papa Leão XIII, que determinou que fosse o mês inteiro de outubro dedicado, em todas as paróquias, à recitação do rosário. Na base destas notícias, vê-se o quanto é falso afirmar, como de vez em quando se lê, que o Rosário é inovação introduzida no cristianismo em 1090.
O costume antigo de repetir orações à guisa de coroa espiritual não se concretizou apenas no Rosário de Nossa Senhora. Além deste, estão em uso entre os fiéis, outras coroas espirituais representadas por um colas de contas correspondente. Assim, a Coroa dos Crucíferos, a Coroa das sete dores de Maria, a Coroa das sete alegrias de Maria, a Coroa angélica, a Coroa de santa Brígida...Por fim, é importante notar que o rosário não é uma oração meramente vocal. A repetição das mesmas preces tem o objetivo de criar um clima contemplativo, que permita a meditação e o aprofundamento dos grandes mistérios da nossa fé, associados a cada dezena do rosário. O aspecto meditativo ou contemplativo do rosário é de valor capital.

28 de dez. de 2007

Curiosidades sobre os Papas

264 papas reinaram na história da Igreja Católica desde o primeiro, Simão Pedro, quemorreu como mártir no ano 64 depois de Cristo, até o polonês João Paulo II.Na lista, aparecem apenas 262 nomes, já que um deles, Bento IX, reinou três vezes. Eleito em 1032, foi deposto em 1044. Recuperou o trono de Pedro em 1045, ano em que abdicou, para depois voltar em 1047 e ser deposto definitivamente um ano depois.Se Bento IX foi o último papa a ser destituído, não foi o único. Sete tiveram o mesmodestino antes dele. O papa Silvério (536-537) foi o primeiro. Cinco abdicaram.No total, 21 papas morreram como mártires e outros nove sob o martírio.Quatro faleceram no exílio e um na prisão. A esta lista, somam-se nove pontífices que desapareceram em circunstâncias violentas: seis assassinados, dois mortos devido a ferimentos durante revoltas e um pelo desabamento do teto do local onde estava.Oitenta e cinco papas foram santificados. Outro sete papas foram beatificados. O anuáriopontifício reconhece também 37 antipapas (entre eles São Hipólito) e mais duas figurascitadas nas notas de páginas.O nome de Estevão não aparece no anuário porque morreu poucas horas depois da eleição.O pontificado de Urbano VII foi o mais curto da história da Igreja, durou 13 dias.O reinado mais longo, 34 anos, foi o de São Pedro, o príncipe dos apóstolos. Depois,somente Pio IX reinou mais de 30 anos (de junho de 1846 a fevereiro de 1878).Treze papas reinaram mais de 20 anos, mas a média dos pontificados é de 8 anos.Desde Simão Pedro, o período mais longo sem um papa foi de três anos, sete meses eum dia (de 26 de outubro de 304 a 27 de maio de 308), entre Marcelino e Marcelo I.

FRASES DOS SANTOS

"Nada te perturbe, nada te assuste, tudo passa. Deus nunca muda. A paciência tudo alcança. Quem a Deus tem, nada lhe falta. Só Deus basta!" Santa Tereza d'Avila

"Sentimos raiva principalmente contra aqueles aos quais pensamos que propositadamente nos prejudicaram" Santo Tomás de Aquino

"A alma se degrada quando não se eleva com a esperança da imortalidade" Clemente XIV (1705 - 1774 * papa que aboliu a ordem dos jesuítas)

"Onde estarão o passado e o futuro, se é verdade que existem" Santo Agostinho (354 - 430 * teólogo e filósofo)

"Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível." São Francisco de Assis

"Tudo tem o seu tempo determinado e há tempo para todo propósito debaixo do céu: há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de chorar e tempo de rir; tempo de abraçar e tempo de afastar-se; tempo de amar e tempo de aborrecer; tempo de guerra e tempo de paz." Eclesiastes

"Pertence aquele que tem fome o pão que tu guardas; àquele que está nu a capa que tu conservas nos teus guarda-vestidos; àquele que está descalço, os sapatos que apodrecem em tua casa; ao pobre o dinheiro que tu tens guardado. Assim tu cometes tantas injustiças quantas as pessoas às quais poderias dar." São Basílio

"Uma prova de que Deus esteja conosco não é o fato de que não venhamos a cair, mas que nos levantemos depois de cada queda." Santa Teresa de Ávila

"Não devemos permitir que alguém saia de nossa presença sem sentir-se melhor e mais feliz." Madre Teresa de Calcutá

"Senhor, reforma teu mundo, começando por mim." De uma oração chinesa

"Quando rezamos, falamos com Deus. Quando lemos a Sagra Escritura, Deus fala conosco." Santo Isidoro

27 de dez. de 2007

A ORIGEM DA GUARDA SUÍÇA PONTIFÍCIA

Durante a segunda guerra entre Carlos V e Francisco, a Cidade Eterna foi invadida e saqueada pelas tropas do Imperador. Luteranos e espanhóis protagonizaram a mais triste das jornadas da história moderna. Resgatamos este episódio do esquecimento e recordamos com honra a origem da Guarda Suíça papal.
É curioso: a recente polêmica sobre em relação ao saque a Constantinopla não trouxe à baila outro saque acaso mais sangrento e que aconteceu no coração mesmo do mundo civilizado. Trata-se do ataque a Roma por parte do Imperador Carlos V, em meio à segunda guerra contra o rei Francisco I.
O exército imperial se compunha de uns 18.000 mercenários, entre os quais a maioria era de luteranos, com o consagrado ódio irrefreável contra a Santa Igreja.
Em 6 de maio de 1527, tomam de assalto à Cidade Eterna. as cenas de violência e crueldade são inexprimíveis. O saque é cometido por tropas ensandecidas e caotizadas pela falta de líderes. A ambição pelo lucro e o ódio contra a religião se convertia em uma orgia de pilhagem, violações e torturas contra a população civil. Um manuscrito veneziano contemporâneo relata: "O Inferno não é nada se comparado com a visão que oferece a Roma de hoje".
Erasmo de Roterdã, um humanista pouco suspeito de fanatismo religioso pro-católico, escreve: "Roma não era só a fortaleza da religião cristã, a sustentadora dos espíritos nobres e o mais sereno refúgio das musas; era também a mãe de todos os povos. Porque, para muitoso, Roma era mais querida, mas doce, mais benfazeja que seus próprios países. Em verdade, esse episódio não constituiu tão-somente o ocaso desta cidade, mas o do mundo".
Há cinco séculos desse triste fato, ninguém exige ao Rei da Espanha que peça perdão à Igreja ou ao Papa por esse atropelo. Nem nós católicos guardamos ressentimento contra o povo espanhol ou alemão. Nos ataques à Santa Igreja por parte de cismáticos, hereges ou pecadores, brilha a veracidade e autenticidade exclusivamente católica: a Igreja é una no tempo e no espaço. Enquanto o resto das instituições humanas se renovam, nascem e morrem, a Igreja é eterna e imutável.
A ORIGEM DA GUARDA SUÍÇA PONTIFÍCIA
Pouco anos antes, em 1506, formava-se a Guarda Suíça Pontifícia. Três anos antes, sua Santidade o papa Júlio II havia solicitado a proteção dos nobres suíços. 150 dos melhores e mais valentes nobres desse país, procedentes dos cantões de Zurique e Lucema, chegam à Cidade Eterna sob o comando do capitão Kaspar von Silenem.
Esse 6 de maio de 1527, quando as tropas invasoras assaltavam Roma, ficou marcado como o mais épico e glorioso dentre os numerosos feitos da Guarda Suíça. Frente à basílica de São Pedro, os cento e cinqüenta soldados da Guarda se enfrentam com mais de mil soldados alemães e espanhóis. Combatem ferozmente protegendo a augusta pessoa do Soberano Pontífice. A contenda se desenvolve nas escadas do Altar-Mor.
A bravura dessa Guarda ficou marcada a fogo na memória da humanidade: só sobreviveram 42 dos 150 guardas papais. Formados em círculo em torno de sua Santidade o Papa Clemente VII, logrando criar uma via de escape a fim de colocá-lo a salvo no castelo de Santo Ângelo. A violência do combate e o zelo pelo Santo Padre ficou manifesto no quão caro venderam suas vidas ao inimigo: para cada um deles, morreram cinco oponentes; 800 inimigos caíram mortos ante as armas suíças.
Rememorando esse heróico gesto, a cada 6 de maio os novos "alabarderos" prestam juramento diante do Papa e são empossados. Com a mão direita levantada, os três dedos abertos recordam os três primeiros cantões suíços que se reuniram em confederação: Zurique, Uri Unterwalden e Lucema.
A bandeira da escolta pontifícia porta, desde então, no quartel inferior as armas de Júlio II e no superior as do Papa reinante.

PORQUE UM CATÓLICO NÃO PODE SER MAÇOM?

Ao longo de sua história a Igreja Católica condenou e desaconselhou seus fiéis à pertença a associações que se declaravam atéias e contra a religião, ou que poderiam colocar em perigo a fé. Entre essas associações encontra-se a maçonaria. Atualmente, a legislação se rege pelo Código de Direito canônico promulgado pelo papa João Paulo II em 25 de janeiro de 1983, que em seu cânon 1374, afirma: "Quem ingressa em uma associação que maquina contra a Igreja deve ser castigado com uma pena justa; quem promove ou dirige essa associação deve ser castigado com entredito".
Esta nova redação, entretanto, apresenta duas novidades em relação ao Código de 1917: a pena não é automática e não é mencionado expressamente a maçonaria como associação que conspire contra a Igreja. Prevendo possíveis confusões, um dia antes de entrar em vigor a nova lei eclesiástica no ano de 1983, foi publicada uma declaração assinada pelo cardeal Joseph Ratzinger, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. Nela se apresenta que o critério da Igreja não sofreu variação em relação às anteriores declarações, e a nominação expressa da maçonaria foi omitida para assim incluir outras associações. É indicado, juntamente, que os princípios da maçonaria seguem sendo incompatíveis com a doutrina da Igreja, e que os fiéis que pertençam a associações maçônicas não podem ter aceder à Sagrada Comunhão.
Neste sentido, a Igreja condenou sempre a maçonaria. No século XVIII, os papas o fizeram com muito mais força, e no XIX persistira nisto. No Código de Direito canônico de 1917 eram excomungados os católicos que fizessem parte da maçonaria, e no de 1983 o cânon da excomunhão desaparece, junto com a menção explícita da maçonaria, o que pôde criar em alguns a falsa opinião de que a Igreja por pouco aprovaria a maçonaria.
É dificil encontrar um tema - explica Federico R. Aznar Gil, em seu ensaio La pertenencia de los católicos a las agrupaciones masónicas según la legislación canónica actual (1995) - sobre o qual as autoridades da Igreja Católica tenham se pronunciado tão reiteradamente com no caso da maçonaria: desde 1738 a 1980 conservam-se não menos de 371 documentos, aos quais deve-se acrescentar abundantes intervenções dos dicastérios da Cúria romana e, a partir sobretudo do concílio Vaticano II, as não menos numerosas declarações das Conferencias Episcopais e dos bispos de todo o mundo. Tudo isto está indicando que nos encontramos frente a uma questão vivamente debatida, fortemente sentida e cuja discussão não pode se considerar fechadas.
Quase desde a sua aparição, a maçonaria gerou preocupações na Igreja. Clemente XII, "In eminenti", havia condenado a maçonaria. Mais tarde, Leão XIII, em sua encíclica "Humanum genus", de 20 de abril de 1884, a qualificava de organização secreta, inimigo astuto e calculista, negadora dos princípios fundamentais da doutrina da Igreja. No cânon 2335 do Código de Direito Canônico de 1917 estabelecia-se que "aqueles que dão seu nome à seita maçônica, ou a outras associações do mesmo gênero, que maquinam contra a Igreja ou contra as potestades civis legítimas, incorrem ipso facto em excomunhão simplesmente reservada à Sede Apostólica".
O delito - segundo Federico R. Aznar Gil - consistia em primeiro lugar em dar o nome ou inscrever-se em determinadas associações. (...) Em segundo lugar, a inscrição devia se realizar em alguma associação que maquinasse contra a Igreja: se entendia por maquinar "aquela sociedade que, em seu próprio fim, exerce uma atividade rebelde e subversiva ou as favorecesse, quer pela própria ação dos membros, quer pela propagação da doutrina subversiva; que de forma oral ou por escrito, atua para destruir a Igreja, isto é, sua doutrina, autoridades em quanto tais, direitos, ou a legítima potestade civil". (...) Em terceiro lugar, as sociedades penalizadas eram a maçonaria e outras do mesmo gênero, com o qual o Código de Direito Canônico estabelecia uma clara distinção: enquanto o ingresso na maçonaria era castigado automaticamente com a pena de excomunhão, a pertença a outras associações tinha que ser explicitamente declarada como delitiva pela autoridade eclesiástica em cada caso. Os motivos que argumentava a Igreja católica para sua condenação à maçonaria eram fundamentalmente: o caráter secreto da organização, o juramento que garantia esse caráter oculto de suas atividades e os perturbadores complôs que a maçonaria empreendia contra a Igreja e os legítimos poderes civis. A pena estabelecia diretamente a excomunhão, estabelecendo-se também uma pena especial para os clérigos e os religiosos no cânon 2336.
Também recordavam as condições estabelecidas para proceder à absolvição desta excomunhão, que consistiam no afastamento e a separação da maçonaria, reparação do escândalo do melhor modo possível, e cumprimento da penitência imposta. As conseqüências da excomunhão incluíam, por exemplo, a privação de sepultura eclesiástica e de qualquer missa exequial, de ser padrinho de batismo, de confirmação, de não ser admitidos no noviciado, e o conselho - no caso das mulheres - de não contrair matrimônio com maçons, assim como a proibição ao pároco de assistir núpcias sem consultar o Ordinário.
A partir da celebração do Concílio Vaticano II, um incipiente diálogo entre maçons e católicos fez com que a situação começasse a mudar. Alguns episcopados (França, Países Escandinavos, Inglaterra, Brasil ou Estados Unidos) começaram a revisar a atitude frente a maçonaria; por um lado revendo na história os motivos que levaram a Igreja a adotar essa atitude condenadora, tais como sua moral racionalista maçônica, o sincretismo, as medidas anticlericais promovidas e defendidas pelos maçons; e por outro lado, foi questionado que se pudesse entender a maçonaria como um bloco único, sem levar em conta a cisão entre a maçonaria regular, ortodoxa e tradicional, religiosa e aparentemente apolítica, e a segunda, a irregular, irreligiosa, política, heterodoxa.
Estes motivos e as mais ou menos constantes petições chegadas de várias partes do mundo a Roma, diálogos e debates, fizeram com que, entre 1974 e 1983, a Congregação para a Doutrina da Fé retomasse os estudos sobre a maçonaria e publicasse três documentos que supuseram uma nova interpretação do cânon 2335. Neste ambiente de mudanças, não é de se estranhar que o cardeal J. Krol, arcebispo de Filadélfia, perguntasse à Congregação para a Doutrina da Fé se a excomunhão para os católicos que se afiliavam à maçonaria seguia estando em vigor. A resposta a sua pergunta foi dada por seu Prefeito, em uma carta de 19 de julho de 1974. Nela é explicado que, durante um amplo exame da situação, tinha-se dado uma grande divergência nas opiniões, segundo os países. A Sede Apostólica acreditava oportuno, conseqüentemente, elaborar uma modificação da legislação vigente até que se promulgasse o novo Código de Direito canônico. Advertia-se, entretanto, na carta, que existiam casos particulares, mas que continuava a mesma pena para aqueles católicos que dessem seu nome a associações que realmente maquinassem contra a Igreja. Enquanto que para os clérigos, religiosos e membros de institutos seculares a proibição seguia sendo expressa para a sua afiliação em qualquer associação maçônica. A novidade nesta carta residia na admissão, por parte da Igreja católica, de que poderiam existir associações maçônicas que não conspirassem em nenhum sentido contra a Igreja nem contra a fé de seus membros.
As dúvidas não tardaram em surgir: qual era o critério para verificar se uma associação maçônica conspirava ou não contra a Igreja?; e que sentido e extensão devia se dar a expressão conspirar contra a Igreja?
O clima generalizado de aproximação entre as teses de alguns católicos e maçons foi quebrado pela declaração de 28 de abril de 1980 Conferência episcopal alemã sobre a pertença dos católicos à maçonaria. Como aponta Federico R. Aznar Gil, a declaração explicava que, durante os anos de 1974 e 1980, foram se mantendo numerosos colóquios oficiais entre católicos e maçons; que por parte católica tinham sido examinados os rituais maçônicos dos três primeiros graus; e que os bispos católicos tinham chegado à conclusão de que havia oposições fundamentais e insuperáveis entre ambas as partes: "A maçonaria - diziam os bispos alemães - não mudou em sua essência. A pertença à mesmas questiona os fundamentos da existência cristã. (…) As principais razões alegadas para isso foram as seguintes: a cosmologia ou visão de mundo dos maçons não é unitária, mas relativa, subjetiva, e não pode se harmonizar com a fé cristã; o conceito de verdade é, também, relativista, negando a possibilidade de um conhecimento objetivo da verdade, o que não é compatível com o conceito católico;
Também o conceito de religião é relativista (…) e não coincide com a convicção fundamental do cristão, o conceito de Deus simbolizado através do "Grande Arquiteto do Universo" é de tipo deístico e não há nenhum conhecimento objetivo de Deus no sentido do conceito pessoal de Deus do teísmo, e está impregnado de relativismo, o qual mina os fundamentos da concepção de Deus dos católicos (…).Em 17 de fevereiro de 1981, a Congregação para a Doutrina da Fé publicava uma declaração que afirmava de novo a ex-comunhão para os católicos que dessem seu nome à seita maçônica e a outras associações do mesmo gênero, com o qual a atitude da Igreja permanece invariável, e invariável permanece ainda em nossos dias.

26 de dez. de 2007

Veja o nome e o motivo

Cadeias de Pedro
Festa em honra das cadeias com que São Pedro esteve preso, em Jerusalém e em Roma.Conforme a tradição, as duas uniram-se numa só, quando postas em contato na ocasião em que a filha do Imperador Teodósio ofereceu a de Jerusalém ao Papa. Assim são conservadas até hoje.
Calendário eclesiástico
Do verbo grego Kalein (publicar), o termo calendário significava, na antiguidade, a publicação, no primeiro dia de cada mês, das festas a celebrar. Mais tarde, os cristãos adotaram o “calendário” para o catálogo das festas litúrgicas da Igreja Católica. Chama-se também calendário romano.
Cálice
Vaso sagrado que abriga o vinho, que, após a consagração, torna-se no Sangue de Cristo. Este vaso já era utilizado na celebração da Páscoa judáica. Por isso, ao instituir a Eucaristia, durante a celebração da Última Ceia, com seus apóstolos, Jesus tomou “um cálice...”Fonte: Dicionário da Missa,Itamar de Souza
Campainha
Pequeno instrumento de percussão, feito de metal, que o acólito toca antes da consagração do pão e do vinho, chamando a atenção da assembléia para aquele momento. Às vezes, em algumas igrejas, é tocada a campainha durante a elevação da hóstia e do cálice.Fonte: Dicionário da Missa, do Prof. Itamar de Souza
Capelão
Sacerdote encarregado de atender uma capela ou um grupo de fiéis, normalmente menor que uma paróquia, como por exemplo, um colégio, uma universidade, uma corporação militar.
Caráter Sacramental
É o sinal espiritual e indelével, impresso na alma com a recepção dos Sacramentos do batismo, da crisma e da ordem, em virtude do que tais Sacramentos não podem ser recebidos mais de uma vez. Quem é batizado, crismado ou ordenado e se torna infiel à graça, pode recobrá-la com a penitência sem de novo o mesmo Sacramento.
Cardeal
Termo que vem do latim: cardinalis, que, por sua vez, vem de cardo que significa: eixo.O cardeal faz parte de um colégio que forma o senado do Papa, e lhe assiste no governo da Igreja.Cardeal é um eixo que une.
Carrilhão
Conjunto de sinos de diversos tamanhos e afinados com precisão, o que permite a execução de melodias.O carrilhão é tocado manualmente ou através de um mecanismo eletro-eletrônico. Foi inventado em Flandres, na Holanda, e hoje se encontra nas torres de diversas igrejas do mundo.
Catedral
É a Igreja mãe e sede de uma Diocese ou Arquidiocese. Nela, o Bispo ou Arcebispo exerce o seu Magistério Episcopal, a sua função ministerial de ensinar a reta doutrina cristã. Na Catedral, a cadeira onde o Bispo se senta, na presidência das celebrações litúrgica, é chamada de Cátedra. Daí, o nome Catedral.
Cíngulo
É de origem romana e funciona como peça complementar da túnica. Na Idade Média, era feito de linho, em formato de uma faixa com seis ou sete centímetros de largura. O uso do Cíngulo, em forma de cordão, generalizou-se depois do século XV.
Cinzas
A cinza usada na quarta-feira que dá início à Quaresma é feita com a queima dos ramos bentos, no Domingo de Ramos. É guardada de um ano para outro e colocada sobre a cabeça dos fiéis, na celebração da Quarta-feira de Cinzas. Na ocasião, o celebrante lembra a passagem bíblica: “Tu és pó e ao pó tonarás” (Gn 3, 19).
Círio Pascal
Vela de cera, de maiores proporções, benta no sábado de aleluia, que representa o Cristo ressuscitado e a coluna de fogo que precedia o povo de Israel através do deserto.Cinco grãos de incenso lhe são encravados, e simbolizam as chagas contidas no corpo glorioso de cristo.
Colação
Pequena refeição que nos dias de jejum era permitido se tomar. À tarde. O costume foi introduzido nos mosteiros, a partir do VI século. Tal refeição era tomada enquanto se fazia uma leitura das obras dos Santos Padres, no período quaresmal.
Confessor
Um termo como várias significações:a) durante o tempo das perseguições, era sinônimo de mártir;b) posteriormente, um santo que confessou sua fé em Cristo com virtudes heróicas;c) sacerdote com jurisdição para ouvir a confissão sacramental dos fiéis.
Confraria
Associação pia que promove a vida cristã, aprovada pela autoridade eclesiástica.Distinguem-se três espécies:- Pia-União (sem constituição orgânica);- Sodalício (organicamente constituída);- Confraternidade (que promove o culto público). Sua expansão maior data do séc. XVI.
Cômputo
É o complicado cálculo que os liturgistas fazem para organizar o calendário litúrgico. Sua dificuldade resulta da diferença de 11 dias que existe entre o ano solar do qual dependem os meses, semanas e festas fixas em determinado dia, e o ano lunar que regula a páscoa e as festas móveis.
Cores Litúrgicas
Para cada tempo litúrgico é usada uma cor, que aparece nos paramentos dos celebrantes, nos panos do altar, na cortina do Sacrário etc. Cada uma tem seu significado. O uso das cores está definido nas normas das Instruções Gerais sobre o Missal Romano (nºs 308 e 309).O verde - é a cor da esperança, usada nos ofícios e missas do tempo comum, que se celebra agora.Branco - simboliza a vitória, a paz, a alma pura, a alegria. É usado nos ofícios e missas do tempo pascal e do natal; nas festas e memórias do Senhor, exceto as da Paixão; nas festas e memória da Virgem Maria, dos Santos Anjos, dos Santos não mártires, de Todos os Santos, São João Batista, São João Evangelista, Cátedra de São Pedro e conversão de São Paulo.Vermelho - simboliza o fogo, o sangue, o amor divino, o martírio. É usado no domingo de Ramos, na sexta-feira santa, no Pentecostes, na Paixão do Senhor, nas festas dos Apóstolos, Evangelistas e Santos Mártires.Roxo - simboliza a penitência. É usado no advento e na quaresma. Pode ser usado, também, nos ofícios e missas pelos mortos.
Credência
Pequena mesa, colocada nas proximidades do altar, sobre a qual se coloca objetos que vão ser utilizados durante a celebração, especialmente no momento do ofertório, como por exemplo: o pão, o vinho, o cálice, a patena, a água etc.
Cripta
Recinto subterrâneo, geralmente por baixo do presbitério da igreja, onde se colocam sarcófagos com corpos de santos, e se sepultam pessoas de distinção (como os bispos). Na cripta também se celebra a eucaristia. Suas formas arquitetônicas se desenvolveram a partir do século IX. São mais freqüentes nas igrejas de estilo romano.
Crucifixo
É uma cruz com o corpo de Nosso Senhor. A mais antiga representação existente da crucificação data do século V.Depois de Gregório Magno, apresentava-se Jesus vivo na cruz, como vencedor. No IX século, o Senhor era representado como rei, interpretando as palavras da Escritura: “Dizei às nações que o Senhor reinou”... (Sl 95)CruzPatíbulo sobre o qual Jesus morreu. Não se deve admirar que nos primeiros séculos a cruz não se encontrasse como símbolo da liturgia, a não ser veladamente (crux dissimulata), somente inteligível aos cristãos: era considerada sinal de vergonha e humilhação para pagãos e judeus...
Culto das Relíquias
Baseia-se na colaboração do corpo nas obras de virtude e no dogma da futura ressurreição, e, por isso, é tão antigo quanto a própria Igreja. De início, limitava-se às relíquias dos mártires: o seu sangue era guardado como lembrança preciosa. A partir do IV século, a veneração das relíquias se estendeu às dos santos, em geral.
Culto de Latrão
É o culto prestado somente a Deus e que se manifesta principalmente no reconhecimento de Deus como supremo senhor. É ato de adoração. Compete também à humanidade de Cristo, inseparavelmente, à segunda pessoa da Santíssima Trindade. A sagrada eucaristia também recebe o Culto de Latria em virtude da presença real de Cristo

Veja também

REFLITA

Ter uma vida positiva é ter consciência que o universo precisa de você; é lutar pelos SONHOS de maneira determinada; é crescer sem precisar diminuir ninguém; é ter a verdade como um principio vital; é usar o poder da ousadia construtiva; é saber agradecer e perdoar, fraterna e totalmente; é priorizar a família; é viver cada dia de uma vez, sendo alegre no presente e otimista no futuro; é respeitar o próprio corpo; é se preocupar com os mais carentes; é preservar a natureza; é não se abater nos momentos de dor; é jamais perder a esperança; é ter auto estima; é ser rico em humildade; é sempre fazer a sua parte...Pois quando você faz a sua parte tenha certeza de que Deus fará a parte dele.

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