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23 de jan. de 2008

OFFIDA, Itália, ano 1273

Esta Manifestação Sobrenatural também poderia ser chamada de Milagre Eucarístico de Lanciano II (número dois), porque embora denominado Milagre de Offida, na verdade aconteceu em Lanciano.
Giacomo e Ricciarella eram dois jovens recém casados que moravam na zona rural, bem próximo do subúrbio de Lanciano. Mas não viviam em harmonia e numa desejada comunhão amorosa. Ao contrário, revelavam incompatibilidade de gênios, principalmente pelo lado dele, que direcionava sua atenção exclusivamente ao trabalho. Não se conhece o motivo que o levou a proceder assim. Contudo, Ricciarella não concordava com aquela situação e se esforçava, reagindo contra uma série de pequenas ocorrências domésticas insignificantes, mas que ganhavam intensidade e cresciam estimuladas pelo mal-humor do marido, formando barreiras que interferiam de maneira preponderante no viver cotidiano do casal. Acrescente-se que Giacomo era por demais impulsivo e às vezes extremamente severo com a esposa, a ponto de se exaltar e partir para a agressão física.
Ricciarella resistia a tudo com muita bravura e paciência, procurando contornar todas as dificuldades. Ela só queria uma vida melhor para os dois.
Foi assim, que buscando conseguir um meio para converter o grosseiro gênio de seu marido, a fim de que o casal pudesse encontrar um pouco de felicidade e viver em paz, procurou os serviços de uma feiticeira.
A bruxa era famosa e segundo diziam, alcançava feitos admiráveis com a sua alquimia. Por isso mesmo, Ricciarella a procurou cheia de esperanças. A feiticeira lhe recomendou o seguinte:
“Receba a Sagrada Comunhão numa Igreja, mas guarde a Hóstia e leve-a para a sua casa. Coloque-a numa telha de barro em forma de canal para cozinhá-la ao fogo. Transforme-a em pó e vai colocando diariamente na sopa ou no vinho de seu marido. Depois de uma semana volte aqui para me contar o resultado. A transformação nele será visível e benéfica.”
A descrição feita pela feiticeira de como o seu esposo se sentiria sob os efeitos da bruxaria, deu a moça o impulso e a coragem que faltavam, deixando-a animada e até impaciente, com pressa em executar o trabalho.
Todavia, Ricciarella, do mesmo modo que seus pais e irmãos, foram criados na fé católica e por isso, ela sabia que o seu ato era um pecado mortal, um terrível sacrilégio. Então, não é difícil imaginar o quanto ela lutou contra a sua própria consciência, que lhe indicava o caminho do direito e da razão, antes de tomar a decisão de cometer o abominável ato. Mas ela repetia em sua mente para manter a coragem: “È necessário que eu faça isso para converter o meu marido...”
E assim decidida, entrou na Igreja. A Santa Missa já tinha começado. No momento da Comunhão foi receber JESUS acompanhando os fieis que estavam devidamente preparados e que se aproximavam da balaustrada de madeira que separava o Altar do povo. Assim que o sacerdote colocou a Sagrada Hóstia em sua língua, veio rapidamente para a entrada da Igreja e sem que ninguém percebesse, guardou o Santíssimo Sacramento.

Não esperou o fim da cerimônia. Imediatamente saiu e correu pelas ruas de Lanciano até a sua casa. Suas mãos tremiam vigorosamente. Assustada, mas repleta de emoção, pos em ação a segunda parte do plano da feiticeira. Acendeu o fogo e encima acomodou uma telha de barro em forma de canal, igual àquelas que usamos nas cumeeiras das casas. Dentro da telha colocou a Hóstia e tratou de cozinhá-la. Entretanto, logo que a Sagrada Espécie foi deixada naquele utensílio, começou a sair uma densa fumaça. Ao redor da Hóstia Sagrada se transformou em Carne do SENHOR e começou a Sangrar profusamente, enquanto o centro da Pequena Partícula continuava com o aspecto das Hóstias que os fieis recebem na Santa Missa. A mulher ficou aterrorizada... Não sabia o que fazer... O Sangue da Hóstia já cobria o fundo da telha! Ela rapidamente apagou o fogo e jogou cera encima para cobrir o Sangue, a Carne e a Hóstia. Encheu o resto da telha com terra e ficou pensando o que devia fazer. Todavia o Sangue do SENHOR passou por entre a terra e apareceu na parte superior! Ela ainda mais assustada, pegou uma toalha de fibra e envolveu a telha com tudo. Mas onde colocá-la? Com uma ferramenta foi até o estábulo, cavou um buraco num local protegido. Era o cantinho onde a mula de seu esposo gostava de deitar. Ali enterrou a telha com a Eucaristia.
À noite, quando seu marido voltou do trabalho e deixou a mula próximo ao estábulo, observou que o animal ficou agitado e não queria permanecer ali. A mula não quis entrar no estábulo, como era o costume. Giacomo cansado, ansioso para descansar, vendo aquele comportamento esquisito do animal, tratou de empurrá-lo de qualquer jeito, para dentro do estábulo, aplicando-lhe inclusive algumas chicotadas. Diante da violência, o animal caiu com os joelhos e o peito no chão e permaneceu assim, imóvel no seu local preferido, quase numa posição de adoração. Giacomo espantado percebeu que algo havia acontecido, porque observou, o chão tinha sido recentemente escavado. Entrou em casa e logo ofendeu Ricciarella pelo estranho comportamento do animal, dizendo que ela era a culpada, que tinha feito algum feitiço e enterrado no estábulo. E extravasando sua ira, castigou a esposa com diversos golpes de chicote, que ainda mantinha em suas mãos.
Para ela, a vida se transformou num verdadeiro inferno a partir daquele momento. Além de sentir uma grande angústia por estar com a consciência pesada em face de seu grande pecado, sentia que a falta de paciência e os maus tratos de seu marido aumentaram de maneira insuportável.
E assim se passaram sete anos de um tempo difícil e penoso, porque tinha que esconder o seu segredo, suas angústias e seus sofrimentos, carregando viva em seu coração a maldita lembrança de um erro que lhe torturava a alma e a estava deixando em ponto de enlouquecer. Com a mente pertubada e mal organizada acreditava que os maus tratos que recebia de Giacomo faziam parte do castigo que DEUS lhe enviava por causa de sua transgressão. E assim, perdeu todas as esperanças em querer convertê-lo. Por outro lado, guardava uma imensa tristeza pelo crime imperdoável que cometeu contra o SENHOR. Logo contra ELE que nunca lhe fizera nenhum mal! Ao contrário, JESUS já lhe havia socorrido em diversas situações difíceis na vida! Por isso, estava envergonhada com o seu procedimento, chorava e sentia uma profunda angústia, pois pensava em reparar o mal que cometeu, mas não tinha coragem. Queria aproximar-se de um sacerdote para confessar o seu pecado e livrar-se daquela monstruosa culpa, mas imaginava coisas terríveis, como por exemplo, uma violenta reação do padre excomungando-a pelo absurdo pecado. E assim, decorriam os dias e ela não sabia o que fazer.
Entretanto, quando não suportou mais viver com aquela pena imposta por ela mesma durante sete longos anos, Ricciarella entrou em contato com Padre Diotallevi, que pertencia a Ordem de Santo Agostinho e era o Pároco em Lanciano. Arrependida e com o rosto banhado em lágrimas, confessou o seu grave pecado... O sacerdote surpreso e pasmo, a ouviu em silêncio, deixando que ela esvaziasse o coração. Depois, sem que ninguém percebesse, a acompanhou até a casa dela. Entraram no estábulo e cavaram no local. Quando o Padre encontrou a toalha e descobriu o que estava dentro, viu admirado que a Carne que sangrou e a parte central da Hóstia permaneceram incorruptas e perfeitas através dos anos, e que portanto, eram verdadeiramente o Corpo e o Sangue do SENHOR JESUS. Então, respeitosamente pegou a toalha manchada de Sangue e a telha de barro que continha a Carne, o Sangue e o centro da Hóstia Consagrada e levou-os para o Convento Agostiniano em Offida, uma cidade próxima.

Para justificar o seu procedimento, Padre Diotallevi disse que agiu assim por dois motivos: primeiro pensou na segurança do Milagre, tinha medo que malfeitores aparecessem ou que algum fanático quisesse destruí-lo por alguma razão inconfessável; segundo, porque ele mesmo residia no Convento em Offida. Depois, na continuidade dos dias, levou o fato ao conhecimento do Padre Miguel Mallicani, que era o Superior Geral dos Agostinianos e que diante daquela notícia, ficou vivamente interessado no assunto e não permitiu que o Milagre fosse levado para outro local. Em obediência a ordem de seu superior hierárquico, concordou em que o Milagre ficasse definitivamente em Offida.
Padre Mallicani mandou preparar uma Capela especial no Santuário de Santo Agostinho, que passou a ser conhecido como o Santuário do Milagre Eucarístico. O Milagre foi colocado dentro de um rico e precioso Relicário em forma de Cruz, feito em Veneza e pode ser venerado pelos fieis somente no dia 3 de Outubro de cada ano, data em que é festejado o acontecimento. Contudo, a "Telha de Barro" e a "Toalha de Fibra com manchas de Sangue do SENHOR", encontram-se disponíveis a visitação pública na Capela especial.

19 de jan. de 2008

O QUE É UM MONGE?

O monge é um homem chamado pelo Espírito Santo a renunciar aos cuidados, desejos e ambições dos outros homens para dedicar toda a sua vida à procura de Deus. O conceito é conhecido. A realidade significada pelo conceito é um mistério. Pois, concretamente, ninguém na terra sabe com precisão o que seja "buscar a Deus" enquanto não se tiver posto em marcha para achá-Lo. Homem algum pode dizer a outro em que consiste essa procura, se esse outro não for, ao mesmo tempo, iluminado pelo Espírito que fala em seu coração. Em suma, ninguém pode procurar a Deus a não ser que já tenha começado a encontrá-Lo. Ninguém pode encontrar Deus sem que primeiro Deus o tenha encontrado. O monge é o homem que procura Deus porque por Ele foi achado.
Em resumo, um monge é um "homem de Deus".
Uma vez que todos os homens foram criados por Deus para que o pudessem encontrar, todos são, de certo modo, chamados a ser "homens de Deus". Mas nem todos são chamados a ser monges. Um monge, portanto, é alguém chamado a se dar exclusiva e perfeitamente ao único necessário a todos os homens - a busca de Deus. A outros é-lhes permitido procurar a Deus por caminho menos direto, levar no mundo uma vida digna, fundar um lar cristão. O monge põe essas coisas de lado, embora possam ser boas. Dirige-se a Deus pelo atalho direto, "recto trámite". Retira-se do "mundo". Entrega-se inteiramente à oração, à meditação, ao estudo, ao trabalho, à penitência, sob o olhar de Deus. A vocação do monge se distingue até das outras vocações religiosas, pelo fato de que ele se dedica essencial e exclusivamente à busca de Deus, em lugar da busca das almas para Deus.
Encaremos o fato de que a vocação monástica tem tendência a se apresentar ao mundo moderno como um problema e um escândalo.
Numa cultura basicamente religiosa, como a da Índia ou a do Japão, o monge é, por assim dizer, coisa normal. Quando a sociedade inteira está orientada para além da busca meramente transitória dos negócios e do prazer, ninguém se espanta de que homens dediquem a vida a um Deus invisível. Numa cultura materialista, porém, fundamentalmente irreligiosa, o monge se torna incompreensível porque ele "não produz nada". Sua vida parece completamente inútil. Nem mesmo os cristãos têm sido isentes dessa ansiedade por causa da aparente "inutilidade" do monge. Estamos acostumados com o argumento de que o mosteiro é uma espécie de dínamo que, embora não "produza" a graça, consegue esse bem-estar espiritual infinitamente precioso para o mundo.
Os primeiros pais do monarquismo não se preocupavam com tais argumentos, se bem que possam ter valor quando bem aplicados. Eles não sentiam que a procura de Deus fosse algo que necessitasse ser defendido. Ou, antes, viam que se os homens não tivessem, em primeiro lugar, consciência de que Deus deve ser procurado, nenhuma outra defesa do monaquismo adiantaria.
Deus deve, então, ser procurado?
A mais profunda lei no ser do homem é a necessidade de Deus, de vida. Deus é vida. "Estava nele a vida e a vida era a luz dos homens E a luz brilhou nas trevas e as trevas não a compreenderam" (Jo 1,4 - 5). Compreender a luz que no meio delas brilha é a maior necessidade que têm nossas trevas. Por isso, deu-nos Deus como seu primeiro mandamento: "Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças". A vida monástica nada mais é do que a vida daqueles que tomaram o primeiro mandamento com a maior seriedade, e, como diz são Bento, "nada preferiram ao amor de Cristo".
Mas quem é Deus? Onde está?
O monarquismo cristão é busca de alguma pura intuição do Absoluto? Um culto do Bem supremo? A adoração da Beleza perfeita e imutável? O próprio vazio de tais abstrações torna o coração frio. O Santo, o Invisível, o Todo-Poderoso é infinitamente maior e mais real do que qualquer abstração inventada pelo homem. Mas Ele próprio disse: "O homem não me pode ver e viver" (Ex 33,20). Entretanto, o monge persiste em exclamar com Moisés: "Mostra-me a Tua face" (Ex 33,13).
O monge, portanto, é alguém que procura tão intensamente a Deus que está pronto a morrer para poder vê-Lo. Por isso é que a vida monástica é um "martírio" bem como um "paraíso"; uma vida ao mesmo tempo "angélica" e "crucificada".
São Paulo resolve, do seguinte modo, o problema: "Deus que disse: ‘Do seio das trevas brilhe a luz' foi quem fez brilhar sua luz em nossos corações, para que façamos brilhar o conhecimento da glória de Deus, que resplandece na face de Jesus Cristo" (2 Cor 4,6).
A vida monástica é a rejeição de tudo que obstrui os raios espirituais dessa misteriosa luz. O monge é alguém que deixa atrás de si a ficção e as ilusões de uma espiritualidade meramente humana, para mergulhar na fé em Cristo. A fé é a luz que o ilumina no mistério. É a força que se apodera das íntimas profundezas de sua alma e o entrega à ação do Espírito divino. Espírito de liberdade. Espírito de amor. A fé o segura e, como outrora fez com os antigos profetas, "firma-o sobre seus pés" (Ez. 2,2) diante do Senhor. A vida monástica é vida no Espírito de Cristo, vida em que o cristão se dá inteiramente ao amor de Deus que o transforma na luz de Cristo.
"O Senhor é o Espírito, e onde está o Espírito do Senhor, ali está a liberdade. E todos nós que, com o rosto descoberto, refletimos como espelhos a glória do Senhor, nós nos transformamos nesta mesma imagem, cada vez mais resplandecente, conforme a ação do Senhor, que é espírito" (2 Cor 3,17 - 18). O que São Paulo diz da vida interior de todo 0 cristão, torna-se, em realidade, o principal objetivo do monge vivendo em solidão no claustro. Procurando a perfeição cristã, procura o monge a plenitude da vida cristã, a inteira maturidade da fé cristã. Para ele, "viver é o Cristo".
Para estar livre da liberdade dos filhos de Deus, renuncia o monge ao exercício da sua própria vontade, ao direito à propriedade, ao amor do conforto e do bem-estar, ao orgulho, ao direito de fundar uma família, à faculdade de dispor do seu tempo como bem entender, a ir aonde quer e a viver conforme bem lhe parece. Vive só, pobre, em silêncio. Por que? Por causa daquilo em que ele crê. Crê na palavra de Cristo que prometeu: "Em verdade vos digo: Não há ninguém que tenha abandonado a casa ou os pais, ou os irmãos, ou a esposa, ou os filhos, por causa do reino de Deus, e que não receba muito mais no tempo presente, e, no século futuro, a vida eterna" (Lc. 18,29 - 30).
O MONGE E O MUNDO
O mosteiro não é nem um museu, nem um asilo. O monge permanece no mundo que abandonou, e é, nele, uma força poderosa, embora oculta. Para além de todas as tarefas que poderão acidentalmente se ligar à vocação do monge, este age sobre o mundo pelo simples fato de ser monge. A presença dos contemplativos é para o mundo o que o fermento é para a massa, pois há vinte séculos o próprio Cristo declarou nitidamente que o Reino dos céus se assemelha ao fermento oculto em três medidas de farinha.
Mesmo sem nunca sair do mosteiro em que vive, nem pronunciar uma palavra ouvida pelos demais homens, está o monge inextricavelmente envolvido nos sofrimentos e problemas da sociedade a que pertence. Deles não lhe é possível escapar, nem ele o deseja. Não está isento de prestar serviço nas grandes lutas de seu tempo, antes, como soldado de Cristo, está designado para tomar parte nessa batalhas, combatendo no "front" espiritual, no mistério, pelo sacrifício de si próprio e pela oração. Isso ele faz unido a Cristo crucificado, unido também a todos aqueles por quem Cristo morreu. Está consciente de que o combate não está dirigido contra a carne e o sangue, e sim "contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra os espíritos malignos espalhados nos ares" (Ef 6,12).
O mundo contemporâneo está em plena confusão. Está atingindo o ápice da maior crise na história. Nunca, antes, houve tamanha reviravolta na raça humana inteira. Forças tremendas: espirituais, econômicas, tecnológicas e políticas estão em movimento. A humanidade se vê à beira dum abismo de nova barbaria; restam, todavia, ao mesmo tempo, possibilidades quase incríveis de soluções imprevistas, a criação de um mundo novo e de uma nova civilização, tal como jamais se viu.
Estamos enfrentando o anticristo ou o milênio; ninguém sabe dizer se um ou o outro.
Neste mundo em perpétua mutação, permanece o monge como baluarte de uma Igreja que não muda, contra a qual as portas do inferno não podem prevalecer. É verdade que a própria Igreja se adapta, porque é ela uma Corpo vivo, um organismo em constante crescimento. Onde há vida, tem de haver desenvolvimento. Na ordem monástica, também deverá manifestar-se adaptação, desenvolvimento, crescimento.
Diante de Deus, diante dos homens, diante do mundo de concupiscência, seu antagonista, está o monge carregado de tremenda responsabilidade, a responsabilidade de continuar a ser aquilo que seu nome significa: um monge, um homem de Deus. Não apenas alguém que abandonou o mundo, mas alguém capaz de representar Deus neste mundo que o Filho de Deus salvou pela morte na Cruz.
O mosteiro nunca poderá ser, simplesmente, o refúgio de uma arquitetura de falso estilo gótico, de cultura clássica, e de piedade convencional. Se o monge nada mais é do que um burguês bem estabelecido na vida, com os preconceitos e o bem-estar de um membro da classe média e a habitual mediocridade que daí deriva, descobrirá que sua vida não foi dedicada a Deus, e sim ao "serviço da corrupção", e desaparecerá com tudo que é efêmero.
Por outro lado, a vocação do monge proíbe-lhe descer à planície para tomar parte nas lutas que aí se travam. Só poderá considerar como tentações as opções que o mundo lhe oferece e as oportunidades de tomar posição em favor de uns ou contra outros. A vocação do monge chama-o exclusivamente ao que é transcendente. Está e deverá sempre se manter acima das facções humanas. Isso quer dizer que é susceptível de se tornar vítima de todas elas. Contudo, não deve renunciar à posição exclusivamente espiritual que lhe cabe, de maneira a proteger a própria pele ou ter um teto para si.
Todavia, nunca a vida monástica deverá ser de tal modo "espiritual" que chegue a impedir toda encarnação. Aqui também haveria infidelidade. O monge tem de permanecer real, e só o poderá ser mantendo-se em contacto com a realidade. Mas, para ele, a realidade está encarnada na criação, obra de Deus, na humanidade, suas dores, suas lutas e seus perigos. Cristo, o Verbo, se encarnou de maneira a viver, sofrer, morrer e ressuscitar em todos os homens, libertando-os, assim, do mal, pela espiritualização do mundo material. O monge, portanto, permanece neste mundo em caos, mundo de carne em que ele e sua Igreja proclamam incansavelmente a primazia do espírito, mas fazem-no dando testemunho da realidade da Encarnação do Verbo. Para o monge, como para todo cristão, "viver é o Cristo". A comunidade monástica, já o vimos, vive da caridade e para a caridade, uma caridade que mantém a "lumen Christi", a luz de Cristo ardendo na escuridão de um mundo incrédulo. O mosteiro é um tabernáculo em que o Altíssimo habita entre os homens, santificando-os e unindo-os a Si em seu Espírito. A comunidade monástica se dedica incansavelmente a todas as obras de misericórdia, em especial, às obras espirituais de misericórdia. Aos olhos do mundo, o mosteiro se ergue como incompreensível sacramento da misericórdia de Deus para com os homens. Incompreensível; portanto, incompreendido. Que há nisso de surpreendente? O próprio monge não consegue avaliar plenamente sua vocação; ainda menos pode ele compreendê-la. Contudo, a misericórdia de Deus está nele. Se assim não fosse, ele nada seria. Isso é algo que o monge não pode ignorar, se é verdadeiramente monge.
Se, em certo sentido, o monge se mantém acima das divisões da sociedade humana, não quer isso dizer que não lhe caiba um lugar na história das nações. Sempre teve e terá por vocação uma atitude de simpatia e compreensão para com todo movimento cultural e social que favoreça o desenvolvimento do espírito humano; por vocação, continuará a fazê-lo. Os beneditinos se celebrizam por seu humanismo, e ninguém ignora que os monges preservaram as tradições culturais da antigüidade. Os monges serão sempre parte integrante de qualquer sociedade que favoreça a verdadeira liberdade, pois os próprios monges são centros de liberdade espiritual e transcendente. Como tal, o mosteiro representa, neste mundo, a caridade divina de que todas as liberdades e comunhões humanas nada mais são do que a sombra.
Por isso é que importa ao monge, acima de tudo, ser aquilo que seu nome significa: um solitário, alguém que, pelo desapego de tudo, se tornou "só". Mas, na solidão e no desapego, o monge está de posse duma vocação à caridade que atinge dimensões muito maiores do que a de qualquer outra. Pois aquele que tudo abandonou tudo possui, aquele que deixou a companhia dos homens permanece com todos pela caridade de cristo que nele vive, e aquele que renunciou a si próprio por amor a Deus é capaz de se dedicar à salvação de seus irmãos, com o poder irresistível do próprio Deus.

14 de jan. de 2008

Curiosidades pesquisadas pelo Professor Itamar de Souza

Padre honesto
O Mons. Walfredo Gurgel, que governou o Rio Grande do Norte no período de 1966 a 1971, agia deste modo: recebia o dinheiro do Estado para viajar a Brasília, Rio de Janeiro e outros lugares. Ao retornar, devolvia ao tesouro estadual o dinheiro que sobrou, segundo atestam os seus auxiliares mais próximos.

Profecias do seu Melo
Seu Melo, pai do escritor Veríssimo de Melo, gostava de apreciar a boa oratória sacra. Por isso, quando era nomeado um bispo para a diocese de Natal, ele ouvia, atentamente, o discurso de posse. Ao retornar para casa, manifestava aos seus familiares a sua opinião. Dom José Pereira Alves, Bispo e filósofo, assumiu a Diocese em 1923. Após ouvir a sua oratória, “Seu Melo” foi peremptório: “temos bispo por pouco tempo! O homem é inteligente demais”. Verdade é que, em 1928, ele foi transferido para outra diocese. Quando Dom Marcolino Dantas chegou, em 1929, “Seu Melo” não tergiversou: “Este vai morrer aqui! Vai ser uma eternidade!” Dom Marcolino governou a Diocese por 33 anos e foi um excelente pastor!

A genialidade do Pe. Monte
O Pe. Luiz Monte, da Arquidiocese de Natal, nunca cursou numa faculdade, mas penetrou em todos os ramos do conhecimento: da matemática à teologia. Leu duas vezes o famoso dicionário de Latim-Português, de F.R. Santos SARAIVA que possuía 1.300 páginas.

Pontificados mais longos
O Papa Pio IX é o campeão, até agora. Governou a Igreja durante 32 anos (1846 a 1878). Em segundo lugar vem o Papa João Paulo II, que já completou 26 anos de pontificado. Em terceiro lugar, está Leão XIII, que governou durante 25 anos. Em média, os pontificados durante entre 10 e 12 anos.

A família de Lutero
Após ter sido excomungado da Igreja, Martinho Lutero, fundador do protestantismo, casou-se com Catarina Bora, ex-monja cisterciense, em 1525. Deste matrimônio, nasceram seis filhos: João, Isabel, Madalena, Martinho, Paulo e Margarita. Todos foram batizados quando eram criancinhas. João, o primeiro, foi batizado no mesmo dia em que nasceu.

Encíclicas sobre a Eucaristia
Das centenas de encíclicas lançadas pelos Papas, ao longo da história da Igreja, apenas quatro se referem, prioritariamente, ao mistério da Eucaristia. São elas: Mirae Caritatis, de Leão XIII (1902); Mediator Dei, de Pio XII (1951); Mysterium Fidei, de Paulo VI (1965) e Ecclesia de Eucaristia, de João Paulo II (2003).

Doutoras da Igreja
Numa inequívoca demonstração de valorização da mulher, os Papas canonizaram centenas de mulheres. No séc. XX, houve avanço especial nesta valorização. Três santas foram proclamadas Doutoras da Igreja: Santa Tereza d’Ávila (1970) e Santa Catarina de Sena (1970), pelo Papa Paulo VI. (Por último, Santa Tereza do Menino Jesus (1997), pelo Papa João Paulo II.).

Pedro, o mais citado.
Um dos argumentos que os teólogos católicos invocam em favor do primado de São Pedro, escolhido por Jesus para chefiar a Igreja (Mt 16,18), é o fato de ser o mais citado nas páginas do Novo Testamento. São 161 referências: 24 vezes em Mateus, 20 em Lucas, 19 em Marcos, 33 em João, 58 nos Atos dos Apóstolos, 5 na Carta aos Gálatas, uma na primeira Carta de Pedro e outra na segunda.

Congresso Eucarístico Internacional
É uma forma moderna de culto público à Eucaristia, promovido pela Igreja Católica. O primeiro congresso Eucarístico Internacional ocorreu em Lelle, França, em 1881, e contou com 800 congressistas. No início, eram realizados de 2 em 2 anos. Após a II Guerra Mundial, passaram a ser realizados de 4 em 4 anos. De 1881 até 1985, realizaram-se 43 congressos eucarísticos internacionais. Em todos eles, se realizados fora de Roma, há sempre um representante do Papa.
Os Santos que curam
Durante a Idade Média (séc. VI - XV), quando a medicina era pouco eficiente e os medicamentos eram caríssimos, a população apelava, constantemente, para a cura através dos santos. Por isso, proliferaram os santos curadores. Gabirele Cosson, no seu livro Guérir avec les Saints, catalogou 115 doenças que tinham cura divina: da calvície às hemorróidas.

Superstições
São numerosas estas superstições e variam de época para época e de povos para povos. Uma delas consiste no seguinte: quando a mulher vai dar à luz, coloca-se debaixo dela uma Bíblia, na crença de que isto facilite o parto. Outros dizem que a Bíblia da família é a melhor companheira da futura mãe. Além disso, após o parto, coloca-se uma Bíblia no leito da mãe, o que garantirá boa saúde para ela e para o recém-nascido, segundo Heinrich Mertens.

Papas barbudos
A tradição iconográfica mostra Pedro, o primeiro Papa usando barba e bigode. Mas, por influência do estilo adotado pelos altos funcionários do Estado romano, os sucessores de Pedro abandonaram o uso da barba e do bigode. Durante os séc. XVI e XVII, eles retomaram o estilo petrino. Porém, a partir do séc. XVIII, desde Bento XIV até João Paulo II, os Papas não usaram mais barba nem bigode.

O Anel do Pescador
O Anel do Pescador (anulus piscatoris), assim chamado porque representa São Pedro pescando no seu barco, era, no início, o selo privado do Papa. Surgiu no séc. XIII, no pontificado de Clemente IV. Atualmente, o Anel do Pescador é um dos símbolos do poder pontifício. Após a morte de cada papa, ele é quebrado na presença de cardeais.

Coroa de espinhos
Para menosprezar a Realeza de Cristo, os soldados, depois de terem flagelado Jesus, teceram uma coroa de espinhos e a colocaram sobre a sua cabeça. Isto não era previsto para nenhum condenado. A coroa era feita de Ziziphus Spina, planta que existia perto de Jerusalém. Tinha 70 espinhos, cada um com cerca de 3 cm de comprimento.

O Doutor Angélico
Nenhum teólogo da Igreja Católica foi mais homenageado do que Tomás de Aquino (1225-1274). Foi chamado pelos seus admiradores de Doutor Exímio, Admirável, Incomparável, Flor dos Doutores, Irreformável. Em meados do séc. XV, começaram a chamá-lo de Doutor Angélico. Em 1323, foi canonizado, pelo Papa João XXII. Em 1567, o Papa Pio V conferiu-lhe o honroso título de Doutor da Igreja.

Livros proibidos
Desde os primórdios da Igreja houve a preocupação de evitar que os cristãos lessem livros ofensivos à religião. O Concílio de Trento(1545-63) fortaleceu esta preocupação, criando a Congregação Index (18 Bispos). Em 1964, ela publicou a primeira lista dos livros proibidos. Em 1917, esta congregação passou a se chamar O Santo Ofício. Em 1966, o Papa Paulo VI extinguiu este órgão. Dentro da Igreja, falou mais alto a liberdade de pensamento, fruto do Concílio Vaticano II.

Líber Pontificalis
Este livro contém uma coletânea de biografias dos primeiros papas, desde São Pedro até Adriano II (867 - 872). Foi escrito em várias etapas, por iniciativa da Cúria Romana. Atribui-se a sua paternidade ao Papa Dâmaso I (366 -384).

Breviário Romano
Palavra de origem latina, que significa resumido, abreviado. Contém as orações que os sacerdotes devem rezar diariamente, em horários previamente estabelecidos. Oficialmente, começou a ser usado no século XVI. O Breviário Romano foi reformado por Pio V (1568), Clemente VIII (1602), Urbano VIII (1632), Pio X (1913) e Paulo VI (1971).

Iconoclasta
Palavra de origem, grega, que significa “quebrador de ícones, de imagens”. O iconoclasmo é o movimento contrário ao uso de imagens de Cristo e dos santos. Manifestaram-se várias vezes, mas, principalmente, no séc. VIII. Após muitos debates, o II Concílio de Nicéia, realizado em 787, decidiu aceitar a presença das imagens nas Igrejas. No séc. XVI, os protestantes ressuscitaram o movimento iconoclasta.

Os sete papas alemães
A eleição do Cardeal Joseph Ratzinger para o trono de Pedro chamou a atenção para a nacionalidade dos pontífices. Até agora, a Igreja só teve 7 papas de nacionalidade alemã: Gregório V (996/999); Clemente II (1046/47); Dâmaso II (1048 governou 23 dias e faleceu); Leão IX (1049/54); Victor II (1055/57); Estevão IX (1057/58), e, por último, Bento XVI, eleito aos 19 de abril último, para suceder João Paulo II.

Canonização
O processo de reconhecer um cristão como santo ou uma cristã como santa passou, na história da Igreja Católica, por três etapas: 1ª) era o povo quem canonizava;2ª) só o bispo diocesano;3ª) somente o papa.Esta centralização aconteceu no século XIII, por iniciativa do Papa Inocêncio IV.

Santas Medievais
Durante a Idade Média (séc. V - XV), a Igreja realizou uma metamorfose no status da mulher. No início deste período, a mulher era considerada como a “encarnação do mal” e a “porta do diabo”. Contra esta mentalidade, a Igreja apresentou Maria, como a nova Eva, e elevou o status da mulher, proporcionando-lhe educação e a glória dos altares. A Igreja canonizou 460 mulheres, desde princesas a camponesas.

Mulheres no Vaticano
Antes de adoecer, João Paulo II nomeou quatro mulheres para importantes cargos na Igreja: Enrica Rosanna, para subsecretária da Congregação da Vida Consagrada; Mary A. Glendon, Professora de Direito da Universidade de Harvard para presidir a Academia de Ciências Sociais; Irmã Sarah Butter para a Comissão Teológica Internacional; Professora Bárbara Hallensleben para assessorar o Papa e a Congregação para a Doutrina da Fé.

Theotokos
No mês de maio, é oportuno se lembrar o primeiro título oficial que a Igreja concedeu à Virgem Maria. Aconteceu no Concílio de Éfeso, no ano 431. Contra Nestório, que negava a humanidade de Jesus, o concílio proclamou que Cristo é verdadeiramente homem e Deus. De Maria, através da Encarnação, Ele recebeu a humanidade. Então, como em Cristo há uma só pessoa, é adequado chamar Maria de Mãe de Deus, que, em grego, é Theotokos.

O chapéu dos cardeais
Em determinadas ocasiões, vemos os cardeais da Igreja Católica portando um chapéu vermelho. Esta insígnia cardinalícia foi instituída pelo Papa Inocêncio IV (1243-1254), com o objetivo de reforçar a união simbólica dos cardeais com a pessoa do Papa. Eles usaram a insígnia pela primeira vez por ocasião da visita que Inocêncio IV fez ao Mosteiro de Cuny, em 1245.

Filhas e mãe de Santos
Na Idade Média, quando a vivência dos valores transcendentais do cristianismo atingiu o seu auge, a santidade era vivida por famílias inteiras. A título de exemplo, podemos citar Santa Valdetrudes, falecida em 668. Era filha dos Santos Gualberto e Bertila, e esposa de São Vicente Madelgário. Seus quatro filhos também foram reconhecidos como Santos: Landri, Dentelin, Aldetrudes e Maldebergue.

Jesus e outros messias
Nos séculos I e II da nossa era cristã, houve, na Palestina, três correntes messiânicas: o povo judeu esperava um rei-messias, da descendência de Davi (Jesus); um messias-guerreiro, filho de José, da Tribo de Efraim; e um messias-profeta, que poderia ser Elias ou Moisés. A confusão era grande.

Os Templários
Esta ordem religiosa medieval tem sido objeto de vários livros publicados, recentemente. Ela foi fundada em 1118, por Hugo Payne, com o objetivo de proteger os peregrinos católicos que iam visitar a Terra Santa. Por ter-se instalado numa casa edificada sobre as ruínas do Templo de Jerusalém, ela passou a se chamar de Templários. Foi extinta em 1313, pelo Papa Clemente V.

Midraxe
Palavra hebraica que significa perscrutar, explicar. Trata-se de uma explicação do Antigo Testamento elaborada pelos rabinos judeus, visando estabelecer normas de conduta para o povo judeu.

Sião
Esta palavra é citada 163 vezes na Sagrada Escritura e tem vários significados: fortaleza, colina, cidade de Davi, monte, Jerusalém, habitação de Deus, povo judeu, Jerusalém celeste e outros.

Os papas de Avinhão
Durante o século XIV, a disputa pelo poder, em Roma, era tão hostil ao papado, que os sucessores de Pedro preferiram refugiar-se em Avinhão (França). De 1309 a 1376, sete papas governaram a Igreja Católica, a partir de Avinhão, sobre influência francesa. Eram todos franceses. Com exceção de Bento XII, todos foram nepotistas.

Sete espécies de fariseus
No tempo de Jesus, havia, na Palestina, sete espécies de fariseus, assim nomeados: os de costa larga, os vagarosos, os calculadores, os econômicos, os escrupulosos, os do temor e os do amor.

Anuário Pontifício
Esta é uma publicação anual, feita pelo Bureau Estatístico Central da Igreja, órgão integrante da Secretaria de Estado do Vaticano. A primeira publicação foi em 1716, com o título de Novidades do Ano. O título atual surgiu em 1860. O Anuário Pontifício contém preciosas informações sobre o estado da Igreja no mundo e sobre a cúria romana.

Missa na terra natal
A Arquidiocese de Natal ganhou, na última quinta-feira, dia 4, dois novos sacerdotes. Todos celebraram missa na sua terra natal. Este é um costume que nasceu na Espanha, em 1322, e que perdura até hoje.

Chancelaria Pontifícia
Denomina-se chancelaria o escritório que redigia e expedia documentos pontifícios. Desde a antiguidade que os Papas tiveram auxiliares redigindo, controlando e expedindo documentos da Cúria Romana. No pontificado de Paulo VI, em 1973, a chancelaria pontifícia foi extinta e suas competências passaram para a Secretaria de Estado. Restou, apenas, o nome de chanceler das cúrias diocesanas.

Os coptas
A palavra copta, de origem árabe, designa os antigos egípcios que viveram entre os séculos VII e IX d.C. Converteram-se ao catolicismo, mas, no séc. V aderiram à heresia monofisitista. No século XVI, boa parte dos coptas voltou à comunhão total com a Igreja Católica. Atualmente, eles somam quatro milhões, que integram a Igreja Copta Ortodoxa.

Teologia de Bento XVI
Antes de ser eleito Papa, o então Cardeal Joseph Ratzinger produziu uma vasta obra teológica, que compreende mais de cem escritos. A mais divulgada é O Sal da Terra (1998), traduzida para 14 idiomas. A mais rica é um Curso de Teologia Dogmático, em 9 volumes, escrito entre 1970 e 1985, em parceria com o teólogo Johann Auer.

Mês da Bíblia
A dedicação do mês de setembro à Bíblia surgiu em 1971, por ocasião do transcurso do 50º aniversário da Arquidiocese de Belo Horizonte. No último domingo de setembro, toda a Igreja Católica, no Brasil, comemora o Dia da Bíblia. É escusado dizer que esta iniciativa resultou das recomendações que o Concílio Vaticano II fez à Igreja, no documento Dei Verbum.

Dei Verbum
Dei Verbum, isto é, a Palavra de Deus, é o título do Documento do Concílio Vaticano II (1962-65) sobre a Sagrada Escritura. Ele foi promulgado pelo Papa Paulo VI, aos 18 de novembro de 1965. Está fazendo 40 anos que isto aconteceu. O Concílio ordenou que os sacerdotes ensinassem aos fiéis o “reto uso dos livros divinos, com a leitura freqüente das divinas Escrituras”.
Sínodo dos Bispos
No próximo mês de outubro, o Papa Bento XVI reunirá, em Roma, o sínodo dos Bispos. Esta assembléia foi instituída pelo Papa Paulo VI, aos 15 de setembro de 1965, através do motu próprio Apostólica Sollicitudo. Era uma das reivindicações dos Padres Conciliares, no Concílio Vaticano II. Na Igreja Católica, ele é a expressão prática da colegialidade episcopal com o Pontífice Romano.

Anátema ou excomunhão
Anátema é uma palavra de origem grega, que significa, atualmente, maldição, castigo, separação. Baseada na carta de São Paulo aos Gálatas 1,9, a Igreja excomunga ou anatematiza aqueles que professam doutrinas contrárias à fé católica. O Papa João VIII (872-882) definiu que anátema significa punição doutrinal e excomunhão, punião jurídica.

O Ângelus
Oração popular em honra da Encarnação do Verbo. Lembra o anúncio do anjo Gabriel à Virgem Maria. Esta oração foi introduzida na Igreja em diversas épocas. Reza-se três vezes ao dia. Em 1236, os Frades Franciscanos começaram a rezá-lo ao entardecer. No século XIV, na Itália, rezava-se o Ângelus pela manhã. No século XV, na França, o rei Luís XII ordenou que se recitasse esta oração ao meio dia. E hoje, quem reza o Ângelus?

Guarda Suíça
Esta organização militar foi fundada pelo Papa Júlio II, em 1505. Sua função é cuidar da segurança pessoal do Papa. São 190 suíços, de comprovada fé católica e de conduta familiar honrada. Moram em lugar próprio, dentro do Vaticano. É total a sua fidelidade ao sucessor de Pedro.

Coroação do Papa
Esta cerimônia começou a existir no século VIII, em decorrência da crescente importância do poder temporal do Papa. Após a cerimônia de consagração, realizada na basílica de São Pedro, realizava-se a coroação do pontífice: cobria-se a sua cabeça com a tiara, que pertencera a Constantino, o grande. Paulo VI, em 1975, aboliu a cerimônia e substituiu a tiara por mitra.

A bíblia em 422 idiomas
A cada dia cresce, no mundo inteiro, a divulgação da Bíblia Sagrada. A Bíblia completa já foi traduzida para 422 idiomas. No entanto, partes deste livro sagrado para os cristãos já foram publicadas em 2.300 línguas diferentes. Mesmo assim, falta se fazer muito, pois, no mundo inteiro, são falados atualmente 6.500 idiomas.

Um só Deus, vários nomes.
Na bíblia hebraica, Deus é designado através dos seguintes nomes: Yhwh, que aparece 5.372 vezes; Eloym, El, citado 2.523 vezes; Elyon, 31 citações; Adonai, 131 citações; e Shadai, que é mencionado 48 vezes.

Isaías é o campeão
De todos os profetas do Antigo Testamento, Isaías foi o que mais profetizou a respeito de Jesus, o Messias prometido. Fez 18 profecias, seguido pelo profeta Zacarias, com 05, e, em seguida, por Jeremias, com 03.

Antigo e Novo Testamento

Para ressaltar a inter-relação entre os dois Testamentos, a Pontifícia Comissão Bíblica afirma que o Novo Testamento contém 761 citações implícitas e 151 citações explícitas do Antigo Testamento. Diz mais: “Sem o AT, o Novo seria um livro indecifrável, uma planta privada das suas raízes e destinada a secar”.

Onde Jesus estudou?
No tempo de Jesus (séc. I), havia, entre os judeus, a tradição de freqüentar as sinagogas, que eram lugares de oração e de escolaridade. Em Nazaré, onde Jesus passou a infância, havia uma sinagoga. É muito provável que Jesus tenha estudado nesta sinagoga. Esta é a conclusão a que chegaram Riesner e Bagatti, após estudo minucioso sobre a situação escolar no tempo de Jesus.

A Bíblia em cem minutos
Em virtude de o homem atual não ter tempo para a reflexão ou leitura mais demorada, o americano King James publicou a Bíblia em 100 minutos, versão digital. Impressa, se resume a 50 páginas. Até outubro do corrente ano, já vendera 40 mil exemplares. A opinião pública está dividida.

Primeira festa do Natal
No ano 274 da nossa era cristã, o Imperador Aureliano criou, em Roma, a festa do Sol Invencível, que se realizou no dia 25 de dezembro. Então, a Igreja Católica substituiu a festa pagã pelo Natal de Jesus, que é o Sol da Justiça e a Luz do Mundo. Verdade é que, no ano 330 da nossa era cristã, o Natal de Jesus já era celebrado em Roma.

Por que Belém de Judá?
Quando Herodes perguntou aos príncipes dos sacerdotes e escribas do povo, onde deveria nascer o Messias, eles responderam: Em Belém de Judá (Mt 2,4-5). Por que Belém de Judá? Para distinguir de outra Belém, que existia na Palestina e pertencia à tribo de Zebulão (Josué 19,15).

Os nomes dos magos
Dos quatro evangelistas, Mateus é o único a se referir aos Magos, que vieram do Oriente e adoraram Jesus. Mateus não diz quantos eram, nem os chama de reis. Na realidade, eles eram nobres da Pérsia e sábios astrônomos. Os nomes de Melquior, Gaspar e Baltasar lhes foram dados pelo historiador Agnelo, na obra Pontidicalis Ecclesiae Ravenatis.

Quadriga
Nos primeiros séculos da Idade Média, acreditava-se que a Sagrada Escritura possuía quatro sentidos diferentes: o literal, o alegórico, o moral e o analógico. A este conjunto de sentidos interpretativos dava-se o nome de Quadriga.

Quem era Lilit?
Este personagem bíblico tem muitos significados. Na cultura babilônica, era o demônio da noite, o demônio feminino. Já o profeta Isaías (34,14) o chama de escuridão. Segundo uma lenda oriental, antiqüíssima, Lilit foi à primeira mulher de Adão. Depois que ela afastou-se de Adão, é que Eva foi criada. Lenda!

Beronike
Este é o nome da hemorraissa (mulher que sofria de um fluxo de sangue) que Jesus curou(Mc 5, 25-34). Segundo o historiador Eusébio de Cesárea, ela ergueu, na porta da sua casa, em Paneas, um nomumento de bronze, no qual ela está ajoelhada, suplicando a Jesus a sua cura. Juliano, o Apóstata, destruiu esse monumento.

Pontifícia Comissão Bíblica
Dois atos caracterizam o amor do Papa Leão XIII à Sagrada Escritura: a publicação da Encíclica Providentissimus Deus, em 1893, e a criação da Pontifícia Comissão Bíblica, em 1902. A Comissão compõe-se de 20 biblistas, nomeados pelo papa, por cinco anos, com a função de aprofundar assuntos bíblicos solicitados pela Igreja.

Salmo 110,1
O versículo primeiro deste Salmo - “Senta-te à minha direita, enquanto ponho os teus inimigos por escabelo aos teus pés”- é o texto do Antigo Testamento mais citado no Novo Testamento. É citado 16 vezes: Heb., 5 vezes; Mt., 2; Lc., 2; e uma vezes em At., Rom., 1Cor., Ef., e Colocenses.

Circuncisão
No AT, era o rito religioso que marcava o ingresso oficial do judeu na comunidade de Israel. Consistia na remoção do prepúcio, feita com uma pedra lascada ou um metal. No 3º milênio a.C. já era praticado este rito no Egito. O patriarca Abraão foi quem o introduziu em Israel. No 8-7 milênio, após o nascimento do menino, o pai circuncidava-o, na presença de 10 testemunhas. No cristianismo, ela foi substituída pelo batismo.

A cruz de Jesus
Pedro Lain, no livro Símbolos da Paixão (2002, p. 23), apresenta 27 tipos de cruzes que já foram criadas pela arte cristã. A maior parte dos estudiosos afirma que a cruz de Jesus foi a crux immissa (cruz cravada) ou capitata (com cabeça), que era formada por duas traves: uma horizontal e outra vertical. Na parte superior da vertical foi posta a inscrição: Jesus Nazareno, Rei dos Judeus.

Staurós ou Csilón?
Alguns dizem que os católicos deveriam deixar de usar crucifixos, porque Jesus morreu numa estaca (csilón) e não numa cruz (staurós). Ora, no texto grego original do Novo Testamento, a palavra staurós é citada 40 vezes, enquanto csilón (estaca, madeiro, mas também cruz) é citada cinco vezes. Podemos citar, também, o testemunho ocular do apóstolo São João: “junto da cruz de Jesus, estavam (ele), sua mãe...” (Jo 19, 25-27).

Jesus suou sangue
Narrando a agonia de Jesus no Getsêmani, o evangelista Lucas diz que seu “suor tornou-se-lhe como grossas gotas de sangue, que caiam na terra” (Lc 22,44). Do ponto de vista médico, suar sangue é um fenômeno psicossomático hematridose. Segundo o Dr. Le Bec, consiste no “esgotamento físico acompanhado de um transtorno moral, conseqüência de uma emoção profunda e de um medo atroz”.

Da fortaleza ao Calvário
Da Fortaleza Antônia, onde Pilatos condenou Jesus à morte, até o monte Calvário, onde Cristo foi crucificado, a distância era de um quilômetro. Após ter sido flagelado com cerca de cem chibatadas, Jesus, já fisicamente esgotado, carregou o patíbulo (trave horizontal da cruz) sobre os ombros e, na cabeça, uma coroa com 70 espinhos. O patíbulo media 1,70 m de comprimento, por 1,14 m de espessura e pesava 70 quilos.

Templo de Jerusalém
O Templo de Jerusalém que Jesus conheceu e do qual expulsou os vendilhões, foi aquele construído por Herodes, o Grande, entre os anos 19 aC e 64 dC. Trabalharam nesta obra mil sacerdotes e 18 mil operários. No ano 70 dC, ele foi destruído pelo exército romano. Restou, apenas, o Muro das Lamentações. Cumpriu-se, deste modo, a profecia de Jesus sobre a sua destruição (Lc 19, 41-46).

500 anos da Basílica
Os católicos de Roma comemoram, em 2006, os 500 anos da construção da nova Basílica de São Pedro, que substituiu a antiga, construída por Constantino, no séc. IV. A construção da nova Basílica começou no dia 18 de abril de 1506, por iniciativa do Papa Júlio II. Grandes artistas italianos concorreram com o seu talento para a beleza deste monumento.

A Fábrica de São Pedro
Foi o organismo administrativo criado pelo Papa Júlio II, em 1510, para administrar a construção da Basílica de São Pedro, no Vaticano. Clemente VIII o elevou à categoria de Congregação. Como tal foi extinta por Paulo VI, em 1968. A Fábrica conserva nos seus arquivos cerca de 5.300 documentos (do séc. XVI ao XX) relativos à construção desta basílica.

Shemoné Esré
Este é o nome da oração que os judeus rezavam, três vezes ao dia, pedindo a Javé que restabelecesse, em Jerusalém, o Reino de Davi, no Messias - Jesus, seu descendente. Tratava-se de uma visão político-nacionalista do Messias prometido.

Cláudia Prócula
Este é o nome da esposa do procurador romano Pôncio Pilatos. Segundo o evangelista Mateus (27,19), ela quis salvar Jesus das garras dos judeus, mandando dizer-lhe: “Não te envolvas no caso desses justo, porque muito sofri, hoje, em sonhos, por causa dele.”.

Os Símbolos dos Evangelhos
A partir do séc. II, a iconografia cristã atribuiu a cada Evangelho um símbolo, configurado nos quatro seres que circundam o trono de Deus: leão, touro, homem e águia (Ap 4,6; Ez1, 10). Para Mateus, o símbolo é um jovem ou um anjo; para Lucas, um touro (representa a força criadora); para Marcos, um leão (força e autoridade); para João, uma águia (em virtude da elevação da sua mensagem).

Os 144 mil eleitos

O livro do Apocalipse está cheio de números simbólicos. Este é um deles e, por isso, não pode ser considerado aritmeticamente. Para este número, há várias interpretações, sendo a melhor, esta: os eleitos são todos os cristãos, de todas as épocas e nações, que lutaram e perseveraram na fé, em Cristo, até o fim.

O Poeta da Eucaristia
Ao introduzir no calendário litúrgico a festa de Corpus Christi, o Papa Urbano IV (1261-64) encarregou São Tomás de Aquino de elaborar a liturgia desta festa. Então, ele escreveu os hinos: Tantum ergo sacramentum, Lauda, Sion, Adoro Te Devote e outros mais. Este santo teólogo foi um grande adorador de Jesus Eucarístico.

9 de jan. de 2008

O que significa?

Báculo
É uma espécie de bastão, também conhecido por cajado. Devido ser empregado pelos pastores, na Antigüidade, em seu ofício de cuidar do rebanho, passou a ser símbolo do ministério pastoral. Os bispos, cardeais e o papa usam-no em celebrações solenes.

Bênção Apostólica
É uma absolvição geral, (em artigo de morte) com bênção papal, dada por qualquer sacerdote, com a fórmula prescrita. O enfermo ganha, estando em condições, uma indulgência plenária (conforme o cânon 468).

Bíblias (as primeiras)
Por muitos séculos a Bíblia era copiada manualmente. Fazia-se este serviço com grande piedade e respeito. O copiador, toda vez que tinha de escrever uma frase onde figurasse o nome de Deus, levantava-se de sua mesa, ia ao lavatório e lavava, cuidadosamente, as mãos. Fonte: Livro da Família/1990.

Bodo
Palavra que vem do latim: votum, que significa: oferta. Antigamente, ofereciam-se nas igrejas, refeições, em certas solenidades, com ofertas, em dinheiro, aos pobres. Isso acontecia, por exemplo, no Natal, na Epifania, na Páscoa, no Pentecostes. Bodivo era a oferta concedida por ocasião de um enterro.

Brasão
É o ramo da heráldica que se relaciona com o significado dos símbolos, dos escudos e das armas. Seu objetivo é ressaltar aspectos pessoais e familiares a partir da interpretação de códigos e árvores genealógicas. Antigos heróis eram apresentados ao povo sobre escudo de guerra.

Brasão da Arquidiocese de Natal
É constituído de insígnias da hierarquia eclesiástica: mitra, báculo e cruz (arquiepiscopal) situados acima de um escudo. O escudo apresenta duas cores básicas: a cor azul, indicando o manto de Maria, unida, em diagonal, à cor vermelha que lembra o sangue dos mártires. No alto, à esquerda, a estrela dos Magos. No centro, a flor de lis, de onde surge a cruz, simbolizando a união materna da Virgem ao Salvador.

Brasão de Dom Heitor de Araújo Sales
O escudo é da família Araújo. No centro, a concha representa a Mãe da mulher privilegiada no plano divino, Maria Santíssima, esposa do Espírito Santo, simbolizada pela pérola, em meio aos besantes de ouro figurando uma coroa de estrelas. Abaixo do Escudo encontram-se as três palavras que compreendem o Lema do Arcebispo e dão sentido ao seu pastoreio no plano de Deus:- Unitate (na unidade): “que todos sejam um” - Jo 17, 22.- Pace (na paz): “a paz esteja convosco” - Jo 20, 19.- Gáudio (na alegria): “sejam todos alegres na esperança” - Rm 12, 12.Os besantes. Segundo o Apocalipse, a mulher privilegiada, Maria Santíssima, aqui representada na pérola, tem estrelas como diadema, simbolizadas nos 4 “besantes”. Este termo remonta ao império bizantino, na sua forma de moeda de ouro, para expressar um traço do seu esplendor.

Breviário
Também chamado Horas Canônicas ou Liturgia das Horas. Trata-se de um livro, composto de salmos, leituras, hinos e orações, para serem recitados em vários horários, pela manhã, à tarde e à noite.

7 de jan. de 2008

“SEEFELD, Áustria, ano 1384”


Na diocese de Innsbruck, entre as montanhas arborizadas da província do Tyrol, na aldeia de Seefeld, Áustria, a Paróquia de São Oswaldo deve sua popularidade a um milagre que aconteceu na quinta-feira Santa do ano 1384.
Naquela época o senhor Knight Milser era o guardião do Castelo de Schlossberg, localizado ao norte do lugarejo. O castelo foi estrategicamente construído para proteger uma importante estrada de acesso e servir como uma fortaleza, para defender os moradores da localidade. O senhor Knight sempre se mostrou orgulhoso da posição que ocupava e de sua autoridade. Por isso mesmo, estava sempre em evidência, nas colunas sociais e nos albergues de maior freqüência. Todos os fatos que aconteciam com ele ou com pessoas aparentadas, ou de sua relação de amizade, forçosamente eram publicados no jornal da comunidade: A Crônica Dourada de Hohenschwangau.
Certa manhã, ele foi com alguns de seus seguidores a Igreja Paroquial. Cercou o Padre e a congregação com homens bem armados. Por sua autoridade, exigiu do sacerdote que ia celebrar a Santa Missa, comungar com a Hóstia grande, aquela utilizada pelo Padre na cerimônia. Segundo ele, a Hóstia pequena tinha pouco valor. O Padre sentindo-se pressionado ficou apreensivo, porque recusar um pedido ao senhor Knight poderia significar a morte.
No momento da Comunhão, o profanador com a espada puxada e a cabeça coberta, estacionou à esquerda do altar e ali permaneceu. O Padre vendo aquela ameaça lhe deu a Hóstia Grande Consagrada.
No mesmo momento em que o senhor Knight a colocou na boca, impressionantemente o solo se abriu embaixo de seus pés, fazendo com que ele se afundasse até os joelhos. Assustado e com uma palidez mortal, quis sair dali; segurou no Altar com decisão, com ambas as mãos como se segurasse numa taboa de salvação, e tanto esforço fez que suas impressões digitais ficaram gravadas na mesa do Altar e podem ainda hoje serem vistas. Mesmo assim, não conseguiu sair daquele lugar.
Cheio de terror, implorou ao Padre para remover a Hóstia Consagrada que estava em sua boca, porque ele também não a conseguia engolir, ela estava lhe sufocando. O sacerdote se aproximou dele e assim que retirou a Sagrada Espécie, o chão ficou firme novamente. A Hóstia retirada da boca do senhor Knight estava totalmente vermelha, impregnada com o Sangue de JESUS.
O profanador aflito, logo que conseguiu sair daquela posição incômoda, apressou-se em chegar ao Mosteiro de Stams, onde chamou um sacerdote e arrependido, confessou os seus muitos pecados.
A partir daquele dia, mudou o seu comportamento e o seu proceder, vivendo uma existência santa, dedicada as orações, aos exercícios de penitência e também, ajudando aos mais necessitados da comunidade.
Morreu dois anos após e conforme o seu desejo, foi enterrado numa área próxima a capela do Santíssimo Sacramento do Mosteiro. O manto aveludado que usava durante a Santa Missa naquela quinta-feira Santa que ocorreu o Milagre, mandou cortar e fazer uma casula sacerdotal, a qual doou ao Mosteiro de Stams. A Hóstia do Milagre foi guardada num Cibório por determinação da autoridade eclesiástica, até a confecção de um belíssimo Relicário de Prata em estilo gótico, muito bonito, também encomendado pelo convertido.
A relíquia sagrada é preservada até hoje na Igreja de São Oswaldo e está disponível a visitação pública.
Na cena do milagre ainda é mantido o buraco no piso, onde o senhor Knight afundou até os joelhos. Por motivo de segurança, o buraco foi coberto com um grelha de ferro para evitar que alguém distraidamente caísse nele. Entretanto a grelha pode ser removida e assim, as pessoas que desejarem, podem examinar minuciosamente o interior do buraco.
O Altar de pedra, onde aconteceu o Milagre, está localizado na sua posição original. Ficou um pouco distante do Altar Novo que é mais alto e foi construído quando a Igreja foi aumentada. O Altar Novo está mais alto propositalmente, a fim de ficar separado do Altar do Milagre.
Tudo foi organizado de forma que uma diferença na altura da laje dos dois altares e uma distância de alguns metros que os separam, permite uma visão clara do Altar do Milagre. Nele ainda se pode ver, as impressões digitais das mãos do senhor Knight cujos dedos afundaram na pedra na hora do acontecimento sobrenatural.
Não se sabe quando a Igreja de São Oswaldo foi construída, mas a ocorrência é mencionada numa crônica de 1320. A igreja atual teve sua construção concluída em 1472.
Em 1984 a Igreja de São Oswaldo festejou 600 anos de aniversário do Milagre Eucarístico.

6 de jan. de 2008

“SANTARÉM, Portugal, ano 1247”


Entre os anos 1225 e 1247, havia uma mulher em Santarém que se sentia muito infeliz, porque o seu marido lhe era infiel. Querendo salvar o seu casamento, ouviu a sugestão de pessoas amigas e procurou a orientação e o serviço de uma feiticeira.
A bruxa logo lhe prometeu sucesso, dizendo que ia mudar a conduta de seu marido, isto se ela seguisse as suas recomendações. Pediu que a mulher levasse uma Hóstia Consagrada. Diante do espanto da mulher, a feiticeira lhe instruiu dizendo que fingisse uma enfermidade e comunicasse a sua doença a Igreja, assim ela seria autorizada a receber a Comunhão durante a semana e teria a oportunidade de levar a Hóstia Consagrada para ela fazer o trabalho.
A mulher ficou aterrorizada, porque sabia que aquele pedido era um sacrilégio. Por isso, permaneceu em silêncio, não disse nada. Saiu da presença da bruxa e por longo tempo não voltou, ficou pensando naquele pedido estranho e tentava solucionar a dúvida que afligia o seu coração.
Por fim, imaginando a possibilidade de converter o marido e alcançar a sonhada felicidade que buscava para a sua vida matrimonial, decidiu e inventou uma grande mentira. Contou ao sacerdote que estava muito doente e precisava receber JESUS no Santíssimo Sacramento. O pároco concedeu a licença e ela foi receber a Sagrada Comunhão na Igreja de São Esteves.
No momento da Comunhão, ela estava visivelmente emocionada e com um imenso drama de consciência. Ao receber JESUS Sacramentado na língua, não consumiu a Hóstia. Guardou-a e deixou a Igreja imediatamente, seguindo em direção a casa da feiticeira. Contudo a Partícula Sagrada começou a sangrar. Várias pessoas que passavam por ela na rua, notaram manchas de sangue em sua roupa e pensaram que ela estivesse com algum problema de saúde, talvez com uma hemorragia... Diante do acontecido, o medo tomou conta de seu coração. Decidiu não continuar com o projeto. Levou a Hóstia Consagrada para casa, envolveu-a num lenço bem limpo e completou a proteção com um tecido de linho branco. Depois, a colocou num baú que possuía no quarto de casal.
Todavia, durante a noite ela e o marido foram acordados por uma radiação clara e brilhante que vinha do baú e iluminava inteiramente o quarto. Espantados e comovidos, viram dois Anjos abrirem o baú e libertaram NOSSO SENHOR EUCARÍSTICO daquela prisão. Sem palavras e admirados com aquele fato, viram o baú aberto, o tecido de linho arrumado e a pequena Hóstia branca bem no meio do lenço aberto. E diante daquela realidade, chorando e arrependida pelo pecado cometido, a esposa contou ao marido a verdade sobre o acontecido. Ambos chorando e emocionados passaram a noite de joelhos rezando diante NOSSO SENHOR EUCARÍSTICO, suplicando perdão por aquele terrível desatino. E assim então permaneceram em estado de vigília e de adoração.
Na manhã do dia seguinte, apareceram na residência do casal diversas pessoas. Elas foram atraídas por lampejos e brilhos como se fossem pequenos relâmpagos, que saíam do telhado da casa. Repletas de curiosidade foram até o local para saber o que estava acontecendo. Foi então que conheceram o fato, narrado pela voz emocionada do casal e assim, testemunharam o notável milagre.
Um padre foi convidado a comparecer e levou a Hóstia Consagrada em procissão para a Igreja. Por ordem superior, a Partícula foi colocada num recipiente e lacrada com cera de abelha.
Dezenove anos depois aconteceu outro milagre. Um outro sacerdote abrindo o Tabernáculo notou que o recipiente cristalino que guardava aquela Hóstia, que foi lacrado com cera de abelha, estava com o lacre quebrado e a Partícula Sagrada tinha se transformado em Sangue do SENHOR, que estava visível dentro do recipiente cristalino fechado.
As autoridades eclesiásticas em respeito, objetivando homenagear a Manifestação Divina, encomendaram um precioso Relicário onde colocaram o Milagre, que se mantém na Igreja do Santo Milagre, a visitação e veneração dos fieis.Desde aquela época até hoje, todos os anos, no segundo domingo do mês de Abril, o Relicário em procissão, percorre as ruas de Santarém, até a casa onde morava aquela mulher. Na mencionada casa, transformada em Capela Diocesana, construíram um bonito e respeitoso Altar.

5 de jan. de 2008

"LANCIANO, Itália, ano 700"

Lanciano é uma pequena cidade medieval, banhada pelo Mar
Antigamente a denominavam de “Anxanum”. A mudança de nome foi com a finalidade de perpetuar uma homenagem à Longino, que segundo a Tradição nasceu lá e foi o Centurião romano que cravou a sua lança no flanco direito de JESUS Crucificado, alcançando o Coração do Redentor, para ver se ELE ainda estava vivo, conforme descreve São João em seu Evangelho (Jo 19,34).
Na seqüência dos acontecimentos, a sua vida começou a se transformar, despertando o seu espírito e o conduzindo pelo caminho da conversão. DEUS perdou o seu abominável sacrilégio e ele, ao longo de sua existencia, procurou cultivar a sua amizade e seu amor ao SENHOR JESUS, o qual nasceu e cresceu de maneira bonita e corajosa. A Igreja reconhece a sua notável transformação espiritual que o santificou e o colocou entre os Santos do SENHOR. É conhecido como São Longino e sua imagem está no Vaticano, no Santo Sepulcro em Jerusalém e em diversos outros altares do mundo. Sua Festa é comemorada no dia 15 de Março.
Na época em que aconteceu o Milagre que vamos focalizar, a Igreja de Lanciano estava entregue a proteção dos Santos Legonciano e Domiciano, e era administrada pelos Monges Basilianos do Rito Grego Ortodoxo.
Um Monge da Ordem de São Basílio (Basiliano), sábio nas coisas do mundo, mas contudo, vacilava nas coisas da fé. Atravessava um terrível período de perturbação espiritual e de tal ordem, que o levava a duvidar da presença Real de NOSSO SENHOR JESUS CRISTO na Hóstia e no Vinho Consagrados. Todavia, ele lutava contra aquela abominável tentação e rezava, suplicando ao CRIADOR que iluminasse o seu espírito e o livrasse daquela dúvida cruel e do medo que envolvia a sua consciência, que o fazia imaginar estar perdendo a sua vocação sacerdotal e sua fé. Mas ele era um homem fraco, não conseguia dominar a sua vontade, à medida que passavam os dias, aquele drama interior aumentava de intensidade e afetava a sua disposição, roubando-lhe até o prazer de viver.
Por outro lado, a situação do mundo naquela época não lhe favorecia em nada, para ajudá-lo a fortalecer sua fé. Havia muitas heresias disseminadas em todas as partes, as quais eram acolhidas por leigos e pessoas da Igreja. Diversos Bispos e alguns Sacerdotes aceitavam aquelas doutrinas sem uma maior e mais profunda reflexão. Então imperava uma terrível confusão de idéias, que deixavam dúvidas nas mentes dos fieis e religiosos, resultando um grande mal-estar e incompreensões no seio da Igreja.
Certa manhã, como habitualmente fazia, estava celebrando a Santa Missa, quando foi acometido por uma incontrolável onda de dúvidas. Envergonhado consigo mesmo, com um olhar de piedade, contemplou a Hóstia e o Vinho que estavam a sua frente e que ele começara a rezar a Consagração. De súbito, suas mãos tremeram e seu corpo foi envolvido por uma vigorosa e profunda emoção. Permaneceu imóvel, em silêncio, de costas para o povo (como as Missas eram celebradas antigamente). Depois de alguns minutos, voltando-se para os fieis que não sabiam o que acontecia e aguardavam com expectativa e ansiedade, falou:
“Ó testemunhas afortunadas, a quem o Santíssimo DEUS, para destruir a minha falta de fé, quis revelar-SE a SI Mesmo neste Bendito Sacramento e fazer-SE visível diante de nossos olhos. Venham irmãos, venham todos e maravilhem-se com o nosso DEUS tão próximo de nós. Venham contemplar a Carne e o Sangue de nosso Amado CRISTO”.
A Hóstia tinha se transformado em Carne e o Vinho convertido em Sangue do SENHOR.
As pessoas presenciando o Milagre ficaram emocionadas e surpresas, repletas de alegria pela infinita bondade Divina em lhes proporcionar tão extraordinária manifestação. Por isso, clamavam perdão e misericórdia para as suas vidas, declarando-se indignas de presenciarem tão grandioso e comovente Milagre.
Com o avançar das horas, quando retornaram às suas casas, divulgaram a auspiciosa notícia por onde passavam. Em pouco tempo, toda a cidade ficou sabendo da notável manifestação sobrenatural e afluíram à Igreja, centenas e milhares de pessoas, que superlotaram todas as dependências do templo cristão, porque todos estavam ávidos de verem o Corpo e o Sangue de JESUS.
O Milagre ocorreu no ano 700 de nossa era e causou um efeito admirável, porque atuou preponderantemente sobre a crença daquele Sacerdote Basiliano convertendo o seu coração e de muitas pessoas frias e indiferentes, que não acreditavam na Sagrada Eucaristia, na presença Real de JESUS, com o Seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade, na Hóstia e no Vinho Consagrados.
É importante destacar que desde a data do acontecimento, a Igreja acolheu o Milagre como “um verdadeiro Sinal do Céu” e venerou o Corpo e o Sangue do SENHOR nas procissões que anualmente são realizadas no dia da Festa, ultimo domingo do mês de Outubro.
Inicialmente o Milagre foi conservado num artístico relicário de marfim. Posteriormente foi colocado num magnífico Ostensório de ouro.
O Sangue do SENHOR no momento do Milagre, coagulou em cinco porções, como se fossem cinco pelotas. Elas guardam uma incrível propriedade: cada bola de sangue coagulado tem o mesmo peso que as outras quatro juntas.
O Sangue adquiriu uma cor marrom-sépia. A Carne ficou com uma cor grená-escuro. Entretanto, quando se coloca uma lâmpada por trás, ela adquire uma cor rosada.
A Igreja de Lanciano permaneceu sob a custódia dos Monges de São Basílio até 1176, quando assumiram os Padres Beneditinos e permaneceram até 1252. A seguir vieram os Franciscanos e tiveram que fazer muitas obras, porque a estrutura do templo estava comprometida.
Em 1258, os Franciscanos construíram uma nova Igreja, no local da antiga, e a colocaram sob a proteção de São Francisco.
Em 1515 o Papa Leão X implantou em Lanciano uma sede episcopal e em 1562, o Papa Pio IV emitiu uma Bula elevando a condição de sede Arcepiscopal.
Em 1887 o Arcebispo de Lanciano, Monsenhor Petrarca, obteve do Papa Leão XIII, indulgência plenária perpétua para quem visitasse o Milagre Eucarístico no período da Festa, último domingo de Outubro e nos seguintes oito dias da oitava, em cujo período transcorre as celebrações em honra do Sangue e do Corpo do SENHOR.
Em 1566, com a ameaça de invasão pelos turcos, Frei Giovanni Antônio de Mastro Renzo que era o pároco, e seus companheiros, construíram uma Capela especial e bem protegida, a Capela Valsecca, onde o Milagre de JESUS Eucarístico foi abrigado com segurança. Ali permaneceu até o ano 1902, quando construíram um magnífico Altar com dois Tabernáculos: no superior, colocaram o Ostensório Especial com o Milagre e no inferior, está o Sacrário com as Hóstias Consagradas nas Santas Missas, para serem consumidas pelos fieis. Pela parte de trás do Altar, tem uma pequena escada de acesso, por onde as pessoas podem subir e admirar bem de perto o Ostensório com o extraordinário Milagre.
A emoção da visita é sempre grande e proporciona manifestações espontâneas que atestam à admiração e a comoção das pessoas, diante do próprio DEUS.
Ao longo dos séculos, muitas pesquisas foram feitas com a Carne e o Sangue do Milagre Eucarístico. As investigações modernas foram concluídas em 1970 e atestaram:
1 – A Carne é verdadeira carne humana.
2 – A Carne é um pedaço do tecido muscular do coração (miocárdio).
3 – O Sangue também é humano.
4 – A Carne e o Sangue têm o mesmo tipo sanguíneo:“AB”.
5 – No Sangue encontram-se proteínas na mesma proporção que se encontra num sangue humano vivo.
6 – No Sangue também se encontram sais minerais em proporções idênticas as encontradas num ser humano normal: dosagem do cloro, fósforo, magnésio, potássio, sódio e do cálcio.
7 – A preservação da Carne e do Sangue durante 12 séculos, sem a ajuda de qualquer conservante ou ingrediente químico, é perfeita e admirável.

4 de jan. de 2008

CORPOS INCORRUPTOS

No livro do Eclesiastes, se lê esta frase: "Lembra-te que és pó. E ao pó retornarás". Além de lembrar ao homem sua condição perecível e transitória, esta sentença recorda a aniquilação física, a decomposição do organismo, após a morte. A realidade é constatada quase universalmente. Digo quase universalmente, por se darem exceções, embora raríssimas, de não decomposição física. Exceção esta conhecida pelo nome de incorrupção.A incorrupção é a preservação do corpo humano da deteriorização que comumente afeta todo organismo poucos dias após a morte. É evidente que são excluídas as mumificações, as saponificações e outros processos químicos de preservação dos corpos dos mortos; pois seriam incorrupções artificiais.O primeiro documento de autenticidade indiscutível que relata uma Incorrupção, data do século IV e é redigido por Paulino, secretário de Santo Ambrósio, Bispo de Milão: este documento é redigido em forma de carta dirigida ao Bispo de Hipona, Santo Agostinho. Paulino descreve o descobrimento feito por Ambrósio: 'Por este tempo,
ele (Ambrósio) encontrou o corpo do mártir Nazário que se encontrava enterrado num jardim fora da cidade de Milão; recolheu o corpo e o transladou para a Basílica dos Apóstolos. No túmulo foi encontrada a cabeça que fora decepada pelos inimigos, em perfeito estado, como se tivesse apenas sido colocada junto ao corpo, do qual emanava sangue vivo e uma fragrância que superava todos os perfumes'. Tinham transcorrido 200 anos do martírio.Mais preciso e mais digno de crédito é o relato de Eugippius acerca do corpo de São Severino, bispo de Noricum, morto em 482. Seis anos após sua morte, o corpo foi encontrado incorrupto. Embora existam muitos outros casos a partir do século IV até o século XVI, interessam-nos mais as preservações a partir do século XVI, por possuirmos fontes históricas mais comprovadas e mais fidedignas.Em 19 de outubro de 1634, falecia a Madre Inês de Jesus, priora de Langeac. Seu corpo, sem sofrer qualquer processo de extração de entranhas ou de embalsamento, foi sepultado na sala capitular, ao lado de outros membros da comunidade. Passados alguns anos, o Sr. Bispo, em vista do processo de Beatificação, ordenou que seus restos fossem exumados. O corpo foi encontrado sem sinal de decomposição. Transladações e verificações foram realizadas até o ano de 1770. Em 1698 e 1770, cientistas, cirurgiões e médicos declararam que humanamente, a preservação do corpo era inexplicável.São Vicente de Paula faleceu em 1660, para atender aos pedidos de canonização a exumação do corpo foi feita em 1712, depois de mais de 50 anos de sua morte. Aberto o túmulo, na expressão de uma testemunha ocular 'tudo estava como quando foi enterrado'. Quantos puderam vê-lo, observaram que seu corpo estava em perfeitas condições e os médicos atestaram que o corpo não podia ter sido preservado por meio natural algum, durante tanto tempo.A beata Maria Ana de Jesus, terciária da ordem de Nossa Senhora da Redenção, nascida em Madrid e falecida na mesma cidade em 1642; teve o corpo preservado da decomposição. Pouco depois de sua morte, o Cardeal Treso, Bispo de Málaga e presidente da Castela; que a conhecera pessoalmente em vida, no processo de beatificação, declara ter estado presente na primeira exumação e afirma: 'Eu ví e me assombrei ao presenciar que o corpo morto há anos, sem que tivessem sido retiradas as vísceras ou embalsamado, pudesse estar tão perfeitamente conservado que nem sequer o abdômen e nem as faces oferecessem sinal de deteriorização, com exceção de uma mancha nos lábios, embora esta já a tivesse em vida'.Em 1731, tendo já transcorridos 107 anos da morte da Serva de Deus, teve lugar uma inspeção oficial e mais completa, por ordem das autoridades eclesiásticas interessadas na causa da Beatificação. Os restos mortais se apresentavam suaves, flexíveis e elásticos ao tacto. Esta investigação teve lugar em Madrid, tendo sido fácil reunir médicos e peritos. Nove professores de medicina e cirurgia tomaram parte nas investigações e depuseram como testemunhas. Foram feitas incisões na parte carnosa e no peito; foram estudados os orifícios naturais por onde poderiam Ter sido introduzidos preservativos contra a putrefação. Foi uma verdadeira dissecação.
Após completar as investigações, os médicos declararam:
"Os órgãos internos, as vísceras e os tecidos carnosos, estavam todos eles intactos, sãos, úmidos e elásticos".Baseada nesse testemunho, a Congregação dos Ritos aceitou a preservação como fato milagroso, apesar de 35 anos mais tarde, antes que fosse publicado o decreto de beatificação, uma terceira inspeção revelasse que na oportunidade, o corpo já não era mais flexível e brando. Os tecidos tinham endurecido, mas não estavam decompostos.
Uma outra narração nos chama a atenção; é a do mártir jesuíta André Bobola, que tendo combatido com sua palavra, os cismáticos russos, tornando-se conhecido como o "apóstolo de Pinsk", atraiu o ódio de seus adversários, os cossacos; e foi submetido a um cruel martírio. Em mãos dos cossacos, e recusando-se a aceitar o cisma russo, foi açoitado, ultrajado de uma maneira incrível. Foi praticamente esfolado vivo, cortada uma mão, enfiados estiletes de madeira por debaixo das unhas, arrancada sua língua, e sua fisionomia tão deformada que mal parecia homem. "Sangrava, afirmava uma testemunha, como um boi no matadouro".
Após horas de tormento, saciados já os sanguinários e dando apenas sinais de vida, desferiram-lhe um golpe de espada na garganta. Após jogar o deformado cadáver numa esterqueira, retiraram-se os cossacos e os católicos recolheram os restos mutilados e os enterraram às pressas na cripta da Igreja dos Jesuítas, em Pinsk.Quarenta e quatro anos mais tarde, o reitor do colégio dos jesuítas de Pinsk, por uma visão ou sonho que acreditou ser sobrenatural, fez uma investigação para encontrar o corpo do mártir. Foi encontrado, segundo todas as aparências, exatamente no mesmo estado em que fora depositado: com as mutilações, continuava integro e incorrupto; as articulações continuavam flexíveis; a carne, nas partes menos afetadas pelas mutilações era elástica e o sangue que cobria o cadáver parecia recém-coagulado. O último exame ordenado pela Santa Sé, teve lugar em 1730 - setenta anos depois da morte. Seis eclesiásticos e cinco médicos mantiveram as declarações anteriores. Também eles declararam que o corpo, exceto as feridas causadas pelos assassinos, estava intacto; a carne conservava-se flexível e que sua preservação não poderia ser atribuída a uma causa natural. Em 1835, a preservação do corpo foi aceita pela Congregação dos Ritos, como um dos milagres exigidos para a beatificação. Segundo testemunhas, nenhum corpo dos depositados na cripta onde se encontrava o corpo de André Bobola foi preservado.Não se pode afirmar que tal fato pertença somente aos séculos passados; Santa Madalena Sogia Barat, fundadora da sociedade do Sagrado Coração, faleceu em 1865; vinte e oito anos mais tarde, seu corpo foi encontrado quase perfeitamente inteiro, embora o ataúde estivesse parcialmente podre e recoberto de mofo. Imunidade idêntica foi outorgada a João batista Vianney, o célebre Cura De Ars que morreu em 1859 e foi beatificado em 1905. Idêntico privilégio coube à vidente de Lourdes, Bernardete Soubirous; faleceu em 1879 com a idade de 34 anos. Em 1909, passados 30 anos, o corpo foi exumado e uma testemunha afirma: "Não havia o menor indício de corrupção. Seu rosto aparecia levemente escurecido e os olhos um tanto afundados, parecendo estar dormindo". O corpo foi novamente encerrado num ataúde juntamente com um informe do estado em que foi encontrado.
Poderíamos continuar a enumerar fatos, mas os já citados são suficiente para dar um idéia do fenômeno da incorrupção e sua inexplicabilidade. Digo inexplicabilidade, porque, apesar de existirem outros tipos de incorrupção, não coincidem com a exposta. Corrupção total do corpo e preservação integral de certos órgãos. Se a preservação total ou parcial da corrupção de alguns corpos é um assunto intrigante para a ciência e enigmático também para a Igreja, para a qual a simples constatação da incorrupção não é critério de santidade, e portanto, milagre evidente, muito mais intrigante e enigmática é a preservação de um
determinado membro de um corpo que foi reduzido a pó. Será, logicamente, muito mais difícil para a ciência encontrar uma explicação para tal preservação e um caminho muito mais aberto e claro para a Igreja afirmar o fato como miraculoso.Nenhum exemplo poderia ser mais sugestivo para discernir a Providência Divina do que a preservação parcial do coração de santa Brígida, da língua de Santo Antonio, de São João Nepomuceno e da beata Batista Varani.Santa Brígida, da Suécia faleceu em 23 de julho de 1373. Seus restos mortais foram exumados; tudo estava reduzido a pó encontrando-se o coração incorrupto.A atitude da Igreja Católica mostrou-se sempre muito cautelosa perante fatos inusitados, inclusive perante a incorrupção dos corpos de pessoas santas. Num levantamento feito pelo competente e autorizado estudioso de Parapsicologia, Pe. Herbert Thurston, S.J, com 42 santos célebres por sua vida, obra e santidade, entre os quais muitos foram encontrados incorruptos depois de anos, assevera o mesmo autor que nenhum deles foi canonizado por ter sido preservado da corrupção.Há aqueles que afirmam que a sobriedade na comida e na bebida, característica de todos os ascetas, podem modificar completamente as condições do metabolismo normal e tende a aliminar certa classe de micróbios que são mais ativos no processo de putrefação; poderíamos replicar que existem muitas pessoas pobres ou doentes ou por opção que são abstêmias, e uma vez mortas, a lei da decomposição as acompanha normalmente.A experiência comum mostra que não concorrendo condições extremas excepcionais, por exemplo, um frio intenso, a decomposição chega, mais cedo ou mais tarde e que antes de passados 15 dias da morte, são visíveis os primeiros sinais.E o problema tornar-se-á ainda mais insolúvel para o cientista ao constatar que as incorrupções são verificadas em místicos e santos (em ambiente religioso).Muitos segredos da natureza já foram desvendados, dado o contínuo progresso das diversas ciências. Há outros, entretanto, que são indecifráveis porque não só superam as forças e leis da natureza, como também, e isto é significativo, são característicos do catolicismo, e só dele.

Não consta historicamente, apesar de aprofundadas pesquisas na procura, que pessoas de outros credos e em qualquer outro tempo, tenham manifestado ausência de rigidez cadavérica. No catolicismo, ela é exclusiva de pessoas que em vida, manifestaram uma santidade excepcional, mas não de todos os grandes santos, pois nenhum milagre tem regras fixas. O primeiro caso de que temos notícias data de 1160 e a primeira pessoa em que foi verificado foi Rainerio de Pisa. Quem relata o fato é um contemporâneo e,ao que tudo indica, digno de crédito. "Seus membros não demonstravam depois da morte, nenhum sinal de rigidez. Pelo contrário, conservavam-se úmidos e molhados de suor e eram tão flexíveis como os de um homem vivo".Pouco mais de meio século depois (1226), ocorreu a morte de São Francisco e Assis. O novo superior da Ordem, o irmão Elias, num comunicado aos demais confrades, descreveu minuciosamente como durante os últimos dias, Francisco era incapaz de levantar a cabeça. Seus membros "estavam rígidos como os de um morto". Mas depois de sua morte... os membros antes rígidos se tornaram flexíveis.Pelo menos 50 casos bem estudados de ausência de rigidez cadavérica existem entre santos da Igreja católica, desde o século 12 até nossos dias.Exemplos - Parece oportuno agora falar um pouco sobre o aspecto fisiológico da questão do "Rigor mortis".Thurston revisou os manuais clássicos ingleses, franceses, alemães, espanhóis e italianos sobre jurisprudência médica: "Não descobri nenhum que reconhecesse a possibilidade de alguém estar isento da rigidez cadavérica".Há alguma variação com respeito a hora do aparecimento e término da rigidez: pode variar algumas horas dependendo do clima e do continente. Para a Inglaterra, por exemplo, o Prof. Glaister declara: "Ordinariamente a rigidez começa no pescoço, mandíbula e no rosto, cinco ou seis horas após a morte. Após dez horas, abrange toda a parte superior do corpo, e doze a dezoito horas após a morte, afetará todo o corpo". Segundo E. Harnack, médico alemão, na maioria dos casos, a rigidez chega a ser completa no prazo de 5 a 6 horas após a morte."Com toda a probabilidade, a rigidez terminará na maioria dos casos, transcorridas 36 horas", dando origem à corrupção. Segundo os clássicos alemães, porém, a rigidez cadavérica dura habitualmente 72 horas.O "rigor mortis" pode demorar em aparecer até 16 horas após a morte e permanecer até 21 dias, mas ambos são casos e circunstâncias raríssimas, como determinadas substâncias usadas na medicação. Nas doenças de consumpção, de curta ou prolongada duração, a rigidez pode começar imediatamente após a morte e desaparecer logo, iniciando-se imediatamente a putrefação.O número de casos em que não se verificaram traços de rigidez cadavérica é grande para enumerar e discutir um por um.Cadáveres que destilam óleo - Surpreendente constatação: Certos cadáveres, anos após a sepultura e até séculos depois, destilam um líquido semelhante ao óleo vegetal. Outros, em idênticas condições, sem causa que o justifique, emitem água.É relativamente comum que este líquido brote de qualquer incisão feita nos corpos preservados da corrupção.Os católicos gregos, antes do cisma da Igreja oriental, tinham um nome especial para determinados e numerosos casos de cadáveres de santos: "movoblútai", isto é, "destiladores de óleo".O Papa Bento XIV exige (e garante nestes casos) para afirmar a realidade do prodígio da água e do óleo, que tenham sido removidas todas as causas naturais, como a infiltração da água ou a possibilidade de Ter sido colocado algum líquido. Os restos mortais devem ficar em lugar apropriado e completamente seco, excluindo-se qualquer possibilidade de intervenção humana.Aqui nos defrontamos com um fenômeno de todo inusitado e inexplicável para o qual a ciência não pode encontrar nenhuma explicação razoável e satisfatória, apesar de tratar-se de casos fáceis de examinar e constatar qualquer vestígio de explicação, caso esta fosse possível. A evidência do fato é indiscutível.A Parapsicologia não encontra sequer uma hipótese que possa dar uma pista ou tênue esperança de solução. A Parapsicologia no seu caminhar no estudo do maravilhoso, se defronta, uma vez mais, com o absoluto Senhor da Vida, que pode manifestar-se igualmente na morte, para testemunhar a Doutrina e santidade de seus santos.

1 de jan. de 2008

SIGNIFICADO DE ALGUMAS PALAVRAS USADAS PELA IGREJA CATÓLICA

Adorar
Ato com que se atesta a excelência de alguém e diante de quem se prostra em piedosa submissão.Em sentido mais estrito, significa o gesto com que se reconhece Deus como princípio e fim, e Senhor soberano de todas as coisas.
Ágape
O termo vem do grego: agápe, que significa amor. Com o sentido de banquete, foi usado pelo cristãos, nos quatro primeiros séculos, comemorando a ceia de Cristo.Atualmente, a palavra ágape é empregada para significar a santa comunhão, o banquete eucarístico.
Alamar
Termo empregado para designar a presilha que mantém atada a capa de asperges.Também significa o torçal que une a estola sacerdotal sobre o peito do que dela faz uso.
Álapa
Uma leve tapa na face do confirmando, por ocasião da administração da crisma. Historiadores eclesiásticos dizem que, a princípio, o Bispo dava um beijo no rosto do crismando. Posteriormente, o ósculo foi substituído por uma suave bofetada para significar a intrepidez da fé.
Aleluia
Aclamação litúrgica, tirada do hebreu, que significa “louvai o Senhor”. É frequente nos salmos. Na liturgia, é empregada como expressão de alegria e louvor. Não é usada na Quaresma, mas é muito frequente no Tempo Pascal.Fonte: www.catolicanet.com.br
Alfa e ômega
Primeira e última letra do alfabeto grego, respectivamente. São usadas na Bíblia para designar Jesus Cristo como o começo e o fim de tudo. Na liturgia da Vigília Pascal emprega-se esta imagem na bênção do círio pascal.Fonte: www.catolicanet.com.br
Altar
Ara ou pedra destinada aos sacrifícios. Para os cristãos é, além disso, mesa para o banquete comunitário. O altar fica no presbitério e deve ser o centro da atenção. O altar representa o Cristo. É por essa razão que lhe é prestada honra (beijo, incenso...) e que não se pode colocar sobre ele um objeto qualquer.
Alva
Em latim, significa “branca”. É uma vestimenta litúrgica, utilizada pelos bispos, presbíteros, diáconos e outros ministros, em forma de túnica branca, que cobre desde o pescoço até perto do calcanhar. Alva significa limpeza.
Ambão
Vem do verbo grego “anabainer” que quer dizer: subir. No caso, é a estante, situada em local de destaque, onde são efetuadas as leituras, na liturgia da palavra, e realizada a pregação. Ao final da idade média, o ambão evoluiu para o púlpito, usado pelos pregadores, e localizado sempre do lado onde se proclama o evangelho.
Âmbula
Cálice com tampa com a finalidade de conservar e distribuir as partículas consagradas. Enquanto contém o Santíssimo, costuma ser coberta com um tecido conhecido como “véu de âmbula”. Na Idade Média sua forma era de uma pequena caixa. O modelo redondo surgiu no século XVI. Seus outros nomes são: píxide e cibório
Amém
Palavra hebraica que expressa a confirmação do que foi dito, e que pode ser traduzida popularmente por: assim seja.Compete à comunidade de fé responder, com ele, às orações de quem as dirige, manifestando, assim, sua união espiritual ao seu conteúdo de fé e aos celebrantes. O termo amém pode significar também: eu creio.
Amito
É a primeira das vestes litúrgicas internas. Trata-se de um pano branco, pequeno, quadrangular, que o sacerdote católico põe sobre os ombros e ao redor do pescoço, antes de vestir a alva. É uma peça de origem egípcia, que São Bento trouxe para os monges de sua ordem.
Ângelus
Toque das Ave-Marias pela manhã, ao meio-dia e à tarde, com suas respectivas orações.Sua origem se deve ao franciscano São Boaventura, com a finalidade de cultuar o mistério da Incarnação do Verbo e honrar a Santíssima Virgem. O Papa Bento XIV prescreveu a antífona Regina Coeli em substituição ao Ângelus, no tempo pascal.
Ano Litúrgico
O ano litúrgico é formado por três ciclos: o do Natal, o Pascal e o Tempo Comum (este com dois períodos). Ao longo dessas três etapas se desdobra o mistério de Cristo: seu nascimento, sua vida pública, sua paixão, morte e ressurreição.(Fonte: Livro da Família/2003)
Assunsão do Senhor
Segundo o Dicionário Aurélio, a Ascensão do Senhor significa “festa eclesiástica, comemorativa da glorificação de Cristo logo após a morte, representada, especialmente, como subida aos céus”.É uma festa móvel, no calendário cristão, que acontece 40 dias após o Domingo de Páscoa.
Ave Maria
Oração com que os cristãos veneram a Santíssima Virgem. Primeiramente, compunha-se das palavras do Arcanjo e de Santa Isabel: “Ave Maria, cheia de graça...” Posteriormente, acrescentou-se a segunda parte: “Santa Maria mãe de Deus...” de origem franciscana.
Ázimo
É o pão não fermentado, prescrito para a consagração das hóstias na igreja ocidental. Provavelmente a partir do século VIII todos os ritos se servem dele.O direito canônico permite que os fiéis recebam a eucaristia em qualquer rito. O uso do pão ázimo remonta à páscoa dos judeus

seqüência das cenas na Via Sacra

Foi introduzido pelo Santo Padre João Paulo II nova seqüência das cenas na Via Sacra que promoveu no Coliseu, em Roma, optando pelas narrações dos Evangelistas. É esta sucessão que estamos propondo aqui, com as próprias palavras da Sagrada Escritura.
As novas Estações são:
1. Jesus ora no Horto de Getsêmani, Monte das Oliveiras
Mt 26,36-46; Mc 14,32; Lc 22,39; Jo 18,1
2. Jesus, traído por Judas, é aprisionado
Mt 26,47-56; Mc 14,43; Lc 22,47; Jo 18,2
3. A condenação de Jesus perante o Sinédrio
Mt 26,57-66; Mc 14,53; Lc 22,54; Jo 18,19
4. As negações do Apóstolo Pedro
Mt 26,69-75; Mc 14,66; Lc 22,55; Jo 18,15
5. Jesus entregue a Pilatos
Jo 18,28; Mt 27,11; Mc 15,2; Lc 23,2
6. A flagelação e a coroação de espinhos de Jesus. Ludíbrio.
Jo 19,1; Mt 27,24; Mc 15,15; Lc 23,24
7. Jesus carrega a Cruz
Lc 22,26; Mt 27,31; Mc 15,20; Jo 19,16
8. Jesus e Simão Cirineu
Lc 22,26; Mt 27,32; Mc 15,21
9. O encontro de Jesus com as mulheres de Jerusalém
Lc 22,27; Mt 27,33
10. A crucificação de Jesus
Jo 19,18; Mt 27,35; Mc 15,24; Lc 23,33
11. Jesus e o bom ladrão
Lc 23,35; Mt 27,39; Mc 15,29; Lc 23,35
12. Maria Santíssima e o Apóstolo João ao pé da Cruz de Jesus
Jo 19,25-27
13. A morte de Jesus
Mt 27,45; Mc 15,33; Lc 23,44; Jo 19,28
14. Jesus deposto no sepulcro
Mc 15,42; Mt 27,57; Lc 23,50; Jo 19,38

Conclave

A criação do conclave, em 1274, deve-se justamente à demora para escolher o sucessor de Clementino IV. Já tinham se passado dois anos e nove meses de deliberações, quando oshabitantes de Viterbo, cidade onde os eclesiásticos estavam reunidos,resolveram trancá-los e mantê-los a pão e água para acelerar a decisão.Gregório X regulamentou a prática, que foi submetida a 53 reformas.No início dos anos 70, Paulo VI fixou em 120 o número máximo de cardeais eleitores, cuja idade não pode superar os 80 anos.A regra de eleição por maioria de dois terços, e mudada por João Paulo II para 50% mais um, foi imposta por Alexandre III, em 1180.Este mesmo pontífice criou o Sacro Colégio dos Cardeais, cujo número mudou de dezpara 20 no curso de três séculos. Em 1585, Sisto V aumentou o número para 70,em honra aos 70 anciões que assistiram Moisés. O número foi modificadooutra vez séculos depois, por João XXIII.

PAULO VI (PAPA DE ROMA, 1963-1978)

As mensagens de Palmar revelaram que o Papa Paulo VI era mártir do Vaticano, controlado através de drogas administradas a ele pelos inimigos da Igreja que lhe rodeavam e aqueles que instituíram várias mudanças destrutivas em seu nome, sem seu consentimento.
Nosso Senhor disse em Palmar: “Eles não lhe permitem ao Papa governar. A Igreja é governada pelas mãos infernais. A Maçonaria e o Comunismo estão bem infiltrados no Vaticano, rodeando e martirizando a meu queridíssimo Paulo VI.”
As mensagens revelaram que Roma cairia em breve e que teria lugar um cisma, trazendo à Igreja oficialmente a era apocalíptica. A Santíssima Virgem Maria sob a invocação da Divina Pastora fez este comentário em 25-4-1971:
“Nas Sagradas Escrituras está: os Apóstolos de Jesus faziam milagres em nome de Jesus, predicavam sua Doutrina; mas, os pontífices da Igreja Judaica, lhes proibiam mencionar o Santo Nome de Jesus, e os açoitavam na Sinagoga. Pedro recebeu valentia de parte do Senhor, e respondeu: Eu obedeço antes ao Senhor que aos homens. E ao fim de seus dias confirmou esta verdade com sua própria sangue, morrendo crucificado com a cabeça para baixo.
Se Eu vos dissesse alguma coisa contra o Evangelho, contra os dogmas, não deveis obedecer-me, mas a vossos Pastores. Sabeis que neste Sagrado Lugar, as Mensagens estão confirmando o Santo Evangelho e os sagrados dogmas da Santa Igreja Católica, Apostólica e Romana.”

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REFLITA

Ter uma vida positiva é ter consciência que o universo precisa de você; é lutar pelos SONHOS de maneira determinada; é crescer sem precisar diminuir ninguém; é ter a verdade como um principio vital; é usar o poder da ousadia construtiva; é saber agradecer e perdoar, fraterna e totalmente; é priorizar a família; é viver cada dia de uma vez, sendo alegre no presente e otimista no futuro; é respeitar o próprio corpo; é se preocupar com os mais carentes; é preservar a natureza; é não se abater nos momentos de dor; é jamais perder a esperança; é ter auto estima; é ser rico em humildade; é sempre fazer a sua parte...Pois quando você faz a sua parte tenha certeza de que Deus fará a parte dele.

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