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29 de dez. de 2008

OS NÚMEROS NA BÍBLIA

Devemos prestar muita atenção ao valor dos números na Bíblia, sobretudo no texto hebraico, pois estamos diante de uma mentalidade diferente da nossa. Os números, na maioria das vezes, não querem transmitir uma quantidade exacta, um dado preciso, mas sim expressar uma realidade, um valor teológico, um dado simbólico.
Vejamos o significado dos principais números e alguns exemplos interessantes, assim como algumas passagens bíblicas onde o número aparece:
1 (um): Deus é Um (Dt 6,4; Zc 14,9)

2 (dois): É o par perfeito. Dos animais puros, Noé levará para a arca sempre pares (Gn 7,2). É o dobro e pode significar “de sobra”, como em Is 40,2; 61,7; Ap 18,6.

3 (três): Número da unidade e da Trindade. É usado para reforçar ou dar ênfase a uma expressão. Assim, quando se quer dizer que Deus é Santo, repete-se três vezes: «Deus é Santo, Santo, Santo» (Is 6,3; Ap 4,8). Deus abençoa três vezes (Nm 6,24-26). Três são os mensageiros que anunciam o nascimento de Isaac (Gn 18,1ss). É o número da plenitude (Ap 21,13) e da santidade (Ap 4,8).

4 (quatro): Número da totalidade: os quatro cantos da terra; quatro evangelhos; quatro Seres vivos (Ap 4,6; 7,1; 20,8). Os quatro elementos do universo: terra, fogo, água e ar. Quadrangular (Ap 21,16). Representa sinal de plenitude.

5 (cinco): Cinco dedos da mão. O primeiro bloco da Bíblia (a Lei) tem 5 livros, o Pentateuco. No Apocalipse pode ser negativo.

6 (seis): Número imperfeito, não chegou à perfeição, que é o número 7. No Apocalipse (13,18) é repetido três vezes, por isso o número da besta é 666. Imperfeição total!

7 (sete): É a soma de 4 + 3. Por isso é o número perfeito, indica o máximo da perfeição (Nm 23,4; Mt 15,36); grande quantidade (Is 30,26; Pr 24,16; Mt 18,21); totalidade (Ap 1,4); indica séries completas como no Apocalipse: 7 Cartas (Ap 2-3); 7 Selos (Ap 6,1-17); 7 cabeças (Ap 12,3). O Cordeiro imolado recebe 7 dons (Ap 5,12). O sábado é o sétimo dia; Deus fez a Criação em 7 dias; a festa de Pentecostes acontece 7 vezes 7 dias depois da Páscoa. Cada sétimo ano é sabático (descanso para a terra e libertação dos oprimidos – Lv 25) e depois de 7 vezes 7 anos vem o Jubileu. Não se deve perdoar 7 vezes, mas 70 vezes 7 (Mt 18,22).É importante ver que no Apocalipse aparece a metade de 7, isto é 3,5 (Ap 11,9). Às vezes diz-se: um tempo, dois tempos, meio tempo (Ap 12,14; Dn 7,25), isto é três anos e meio. Também pode ser 42 meses (Ap 11,2), é igual a 1.260 dias (Ap 12,6), isto é, sempre a metade de 7. É a duração limitada das perseguições. É o tempo controlado por Deus.

8 (oito): É sete mais um, é como que o transbordar da plenitude. As bem-aventuranças em Mateus são sete mais uma (Mt 5).

10 (dez): Indica grande quantidade (Gn 31,7) ou é simplesmente um número redondo (Mt 25,1). Indica também listas completas. Pelos dez dedos das mãos é fácil lembrar a lista. Indica um tempo limitado; curta duração (Dn 1,12.14; Ap 2,10). Pode indicar também imperfeição: a besta só tem 10 chifres (Ap 12,3).

12 (doze): É o resultado de 4 vezes 3, isto é um número bem completo. É o número da escolha: 12 tribos no AT; 12 Apóstolos no NT; 12 legiões de anjos (Mt 26,53). Os anciãos são 24, isto é: 2 X 12 (Ap 4,4). Os que serão salvos (Ap 7,4) serão 144.000, isto é 12 X 12 X 1000! Número de totalidade (Ap 21,12-14).

40 (quarenta): Número que indica um tempo necessário de preparação para algo novo que vai chegar: 40 dias e quarenta noites do dilúvio (Gn 7,4.12); 40 dias e 40 noites passa Moisés no Monte (Ex 24,18; 34,26; Dt 9,9-11; 10,10); 40 anos foi o tempo da peregrinação pelo deserto (Nm 14,33; 32,13; Dt 8,2; 29,4, etc.); Jesus jejuou 40 dias antes de começar o seu ministério (Mt 4,2; Mc 1,12; Lc 4,2); a Ascensão de Jesus acontece 40 dias depois da Ressurreição (Act 1,3). Quando alguém errava, era corrigido com 40 chicotadas (Dt 25,3) e Paulo também recebeu cinco vezes as 40 chicotadas menos uma (2Cor 11,24).

70 (setenta): Jogo de números 10 X 7. Moisés comunica o espírito profético aos 70 anciãos (Nm 11,16-17.24-25). O exílio na Babilónia é interpretado como a duração de 70 anos (Jr 25,11; 29,10; 27,7; 2Cr 36,21; Dn 9). A tradução da Bíblia hebraica para o grego foi feita por 70 escribas e por isso recebeu o nome de LXX ou Septuaginta.
1000 (mil): Uma quantidade tão grande que não se pode contar. Prazo de tempo completo e comprido. Reino de mil anos (Ap 20,2). Ver as combinações: 7 X 1000 (Ap 11,13; 12 X 1000 (Ap 7,5-8); 144 X 1000 (Ap 7,4).É interessante também notar como os hebreus faziam combinações de números. Por exemplo: Abraão fez a Aliança com Deus quando tinha 99 anos (Gn 17,24), assim a Aliança completou o número 100. É o sábado que dá valor aos demais dias da semana, assim transforma os 6 dias (imperfeitos) em 7 dias (perfeito). O único dia da semana que tem um nome. Outro exemplo: seis povos habitavam a Terra Prometida (Ex 3,8). Mas são imperfeitos. Israel será o sétimo povo, aquele que tornará a terra perfeita (7). Ver também o jogo num rico feito na elaboração de alguns provérbios (Pr 6,16-19; 30,15-33).
Interessante é saber que os israelitas escreviam os seus números com letras alfabéticas (não tinham vogais). Assim podia-se escrever um nome com um valor numérico genial. Por exemplo, Mateus divide a genealogia de Jesus em três grupos de 14 gerações. Ora, o número 14 é o resultado das somas das letras do nome de David (d + w + d): 4 + 6 + 4 = 14. Então Jesus é três vezes David, é o David por excelência.
Em Ap 13,18, o famoso número da “besta do Apocalipse” é 666, que provém da soma das consoantes hebraicas (n + w + r + n + r + s + q) de KAISAR NERON: Imperador Nero, o grande perseguidor dos cristãos (100 + 60 + 200 + 50 + 200 + 6 + 50 = 666). Ou «César Deus», no grego.
Hoje poderíamos fazer o mesmo com o nome do Bush (que tanto mal faz ao mundo!). Ora, o nome completo dele é: George (6 letras) + Walker (6 letras) + Bush Jr (6 letras), ou seja: 666! O número da Besta do Apocalipse!
No capítulo 17 do Evangelho de João, a palavra «mundo» aparece 18 vezes, isto é: 6 + 6 + 6. Ora, para João não é a terra ou o mundo - como nós entendemos hoje - que era mau. «Mundo» significava: o sistema, ou seja, aqueles que não aceitavam Jesus (podiam ser os judeus do Templo ou também os romanos).
No capítulo 9 do Evangelho de João, o verbo «abrir» aparece 7 vezes, justamente no relato em que Jesus abre os olhos ao cego; um sinal importante no quarto Evangelho.
Muitas vezes, no AT, fala-se de personagens que viveram idades incrivelmente avançadas (Matusalém viveu 969 anos: Gn 5,27; Noé viveu 950 anos: Gn 9,29). Neste caso os números têm um valor simbólico. Querem indicar que estas foram pessoas importantes, fiéis a Deus, e que a época em que elas viveram foi de muito valor. Quanto maior o número de anos, mais importante essa pessoa foi diante de Deus.

Outro exemplo: na expressão «filhos de Israel» temos também um exemplo de como os escritores bíblicos gostavam de fazer os jogos de palavras baseadas no valor numérico das letras do alfabeto hebraico. Em laer’f.yI ynEB. (filhos de Israel), a soma dos valores das consoantes é: 2 + 50 + 10 + 10 + 300 + 1 + 30 = 603. Isto é a cifra da multidão do primeiro total do povo no recenseamento antes de partir em direcção ao Sinai: 603.550 (Nm 1,46; 2,32). É o mesmo número dos homens que deixaram o Egipto (Ex 12,37).

Autor: frei Acílio Mendes, ofm capCúria Provincial dos Franciscanos CapuchinhosLISBOA (Portugal) - Site Canto da Paz.

SÃO SILVESTRE: UM SANTO OU UM MARATONISTA?

Todos conhecem, pelo menos aqui no Brasil, a famosa corrida de São Silvestre, realizada sempre no dia 31 de dezembro em São Paulo, onde participam maratonistas do mundo todo.
Por isso, nossa pergunta para você é a seguinte: São Silvestre foi um santo ou um maratonista? Ou foi os dois? Pense um pouco e responda.
Bem, São Silvestre não foi nenhum corredor ou maratonista. Ele foi papa, paralelamente ao governo do imperador Constantino, nesse período, formou-se uma organização eclesiástica, que duraria vários séculos.
Foi o imperador Constantino, porém, que autorizou a construção de uma grande basílica em honra de São Pedro, sobre a colina do Vaticano, após ter destruído, ou parcialmente recoberto de terra um cemitério pagão, descoberto pelas escavações, feitas a pedido de Pio XII em 1939.
Entretanto, foi a harmonia entre Constantino e o papa Silvestre, que puderam ser construídas duas importantes basílicas romanas, uma em honra a São Paulo na via Ostiense e a outra em honra a São João.
São Silvestre faleceu no ano de 335.
O nome da corrida realizada em São Paulo ser São Silvestre se deve ao fato apenas dela acontecer no dia em que comemoramos o santo, ou seja, o dia 31 de dezembro.
São Silvestre, rogai por nós!
Fonte:Canto da Paz

26 de dez. de 2008

Sobre o Escudo Pontificio do Papa João Paulo II

Outro sinal do amor filial do Papa à Santa Maria é o escudo pontificio: sobre um fundo azul, uma cruz amarela, e debaixo do madeiro horizontal direito, uma "M", igualmente amarela, representando a Mãe que estava "ao pé da cruz", onde - segundo São Paulo- em Cristo estava Deus reconciliando ao mundo consigo. Na sua surpreendente simplicidade, o escudo dele é, pois, uma clara expressão da importancia que o Papa reconhece em Santa Maria como eminente cooperadora na obra da reconciliação realizada pelo Filho dela.
O escudo do Papa se alça diante de todos como uma incessante e silenciosa profissão de um amor terno e filial à Mãe do Senhor Jesus, e do mesmo modo,
é um constante convite a todos os filhos da Igreja para que reconheçamos o papel dela de cooperadora na obra da reconciliação, assim como sua dinâmica função materna para com cada um de nós. De fato, "entregando-se filialmente a Maria, o cristão, como o apóstolo João, "acolhe entre seus próprios bens" a Mãe de Cristo e a introduz na sua vida interior, isso é, em seu "eu" humano e cristão: "A acolheu na sua própria casa". Assim o cristão, busca entrar no raio de ação daquela "caridade maternal", com a que a Mãe do Redentor "cuida dos irmãos do Filho dela", "e a cuja geração e educação coopera" segundo a medida do Dom, propria de cada qual pela virtude do Espírito de Cristo. Assim se manifesta também aquela maternidade conforme o espírito, que chegou a ser a função de Maria ao pé da Cruz e no Cenáculo".
O aprofundamento da teología e da devoção mariana -em fiel continuidade com a ininterrupta tradição católica- é uma manifestação muito especial da pessoa e do pontificado do Santo Padre.
Fonte: acidigital

20 de dez. de 2008

A importância da participação da Missa na paróquia

Domingo é o dia do Senhor. São João Maria Vianey dizia: "Um Domingo sem Missa é uma semana sem Deus". A nossa fé nos agrega numa grande família que é a Igreja, de maneira mais particular a Paróquia, onde eu coloco em prática a minha fé. Lá é onde eu recebo o suporte necessário para crescer na formação humana, na espiritualidade e em todos os tesouros sacramentais para minha salvação. A Igreja paroquial é minha casa, é o meu núcleo de fé e vida.
Tomemos por modelo os cristãos das primeiras comunidades: "Os que receberam a sua palavra foram batizados. Perseveravam eles na doutrina dos apóstolos, na reunião em comum, na fração do pão e nas orações" (cf. Atos 2, 41-42).
Assim como eu preciso fazer uma experiência com Cristo para segui-lo, eu também preciso fazer uma experiência com a comunidade de fé, que é a Igreja, a portadora do depósito da fé, a extensão do grande corpo de Cristo e da qual eu sou membro. A comunidade é necessária para que a minha fé não seja estéril, morta, sem obras. Na comunidade paroquial, eu faço uma experiência de vida fraterna que faz toda a diferença no mundo de hoje. Na experiência dos apóstolos, o Domingo tem lugar especial por se tratar do dia da ressurreição do Senhor. No início, quando eles não tinham igrejas e eram perseguidos, eles celebravam em suas próprias casas. É isso que nós cristãos, hoje, somos chamados a resgatar: o sentido de casa de nossas paróquias, casa de comunhão e fé, ressurreição e vida.


Lembro-me, com muito carinho, da minha "paróquia mãe", a Catedral de Sant'Ana. Logo depois que eu encontrei Jesus e d'Ele recebi a Vida Nova, engajei-me na minha paróquia por meio do grupo de jovens, da Legião de Maria e da Missa Dominical, que não perdia por nada deste mundo; era por amor, era de coração. A partir daí, vieram a Direção Espiritual com o vigário Monsenhor Jessé Torres, a vida de oração e a vocação ao sacerdócio. Veja quantas riquezas a paróquia pôde me oferecer! Mas não posso me esquecer das desculpas imaturas de que não precisava ir à casa de Deus para encontrar o Senhor, que podia rezar em casa, pois Deus está em todo lugar e lá não se vê tanto testemunho, etc. Essas idéias acabaram quando fui crescendo no verdadeiro sentido de ser Igreja: "Eu sou e também faço a Igreja; sou discípulo de Jesus Cristo e estou neste caminho por Ele em primeiro lugar.


D.40.1 Celebração dominical, centro da vida da Igreja:
§2177 A celebração dominical do Dia do Senhor e da Eucaristia está no coração da vida da Igreja. "O domingo, dia em que por tradição apostólica se celebra o Mistério Pascal, deve ser guardado em toda a Igreja como a festa de preceito por excelência."
"Devem ser guardados igualmente o dia do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Epifania, da Ascensão e do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, de Santa Maria, Mãe de Deus; de sua Imaculada Conceição e Assunção, de São José, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e, por fim, de Todos os Santos".


Domingo primeiro dia da semana
§1166 "Devido à tradição apostólica que tem origem no próprio dia da ressurreição de Cristo, a Igreja celebra o mistério pascal a cada oitavo dia, chamado, com razão, o Dia do Senhor ou domingo". O dia da ressurreição de Cristo é, ao mesmo tempo, "o primeiro dia da semana", memorial do primeiro dia da criação, e o "oitavo dia" em que Cristo, depois de seu "repouso" do grande sábado, inaugura o dia "que O Senhor fez", o "dia que não conhece ocaso". A Ceia do Senhor é seu centro, pois é aqui que toda a comunidade dos fiéis se encontra com o Ressuscitado, que Os convida a seu banquete: O dia do Senhor, o dia da ressurreição, o dia dos cristãos, é o nosso dia, pois foi, nesse dia, que o Senhor subiu vitorioso para junto do Pai. Se os pagãos o denominam dia do sol, também nós o confessamos de bom grado, pois, hoje, levantou-se a luz do mundo; hoje, apareceu o sol de justiça, cujos raios trazem a salvação.
§1167 O domingo é o dia, por excelência, da assembléia litúrgica em que os fiéis se reúnem para, ouvindo a Palavra de Deus e participando da Eucaristia, lembrarem-se da Paixão, Ressurreição e Glória do Senhor Jesus e darem graças a Deus que os 'regenerou para a viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo de entre os mortos.


Domingo dia principal da celebração eucarística:
§1193 O domingo é o dia principal da celebração da Eucaristia por ser o dia da ressurreição. É o dia da assembléia litúrgica por excelência, da família cristã, da alegria e do descanso do trabalho. O domingo é o fundamento e o núcleo do ano litúrgico.
D.40.9 Obrigação de participar da liturgia dominical:
§1389 A Igreja obriga os fiéis "a participar da divina liturgia aos domingos e nos dias festivos" e a receber a Eucaristia pelo menos uma vez ao ano, se possível no tempo pascal, preparados pelo sacramento da reconciliação. Mas comenda, vivamente, aos fiéis que recebam a santa Eucaristia nos domingos e dias festivos ou ainda com maior freqüência, e até todos os dias.
§2042 O primeiro mandamento da Igreja ("Participar da Missa inteira aos domingos, de outras festas de guarda e abster-se de ocupações de trabalho") ordena aos fiéis que santifiquem o dia em que se comemora a ressurreição
do Senhor e as festas litúrgicas em honra dos mistérios do Senhor, da santíssima Virgem Maria e dos santos. Em primeiro lugar, participando da celebração eucarística, em que se reúne a comunidade cristã, e abstendo-se de trabalhos e negócios que possam impedir tal santificação desses dias.
Antes de qualquer obrigação, o meu relacionamento com Deus deve ser por amor e o meu compromisso concreto exige tempo e espaço para se atualizar, por isso, a minha paróquia é lugar de encontro com Ele e com os meus irmãos na fé, onde eu alimento a minha experiência e vida com o meu Senhor. Não existe uma experiência autêntica de Jesus Cristo fora da comunidade, nela sou formado na Palavra, no Altar, no testemunho e na doação de minha vida.


Sabendo de todas essas maravilhas e chamados a renovar o nosso compromisso com Jesus Cristo e com a Igreja Paroquial, como tem sido a sua participação na sua paróquia? Qual tem sido a sua experiência paroquial? Você vai à Missa todos os Domingos?
Nunca é tarde para recomeçar. Minha benção fraterna+.


Padre Luizinho
Sacerdote Missionário da Canção Nova

Católico pode casar com protestante?


Os esposos podem sentir o drama da desunião dos cristãos


Esta pergunta se torna cada vez mais comum, porque muitos jovens católicos estão namorando com protestantes.
Se ambos foram batizados (mesmo que na comunidade protestante), o sacramento do matrimônio pode ser celebrado na Igreja Católica, desde que os cônjuges aceitem certas condições. Mas a Igreja não deixa de lembrar que há dificuldades a serem superadas. Sabemos que o casamento se funda na expressão "sereis uma só carne" (Gen 2,23) e que, portanto, a diferença de religiões dificulta esta união plena.
Antes de tudo, a Igreja coloca as condições para a liceidade e validade de um matrimônio:


Cân. 1108 § 1. "Somente são válidos os matrimônios contraídos perante o Ordinário local ou o Pároco, ou um sacerdote ou diácono delegado por qualquer um dos dois como assistente, e além disso perante duas testemunhas, de acordo porém com as normas estabelecidas nos cânones seguintes, e salvas as exceções contidas nos cânon. 144, 1112, § 1, 1116 e 1127, §§ 2-3.”
§ 2. Considera-se assistente do matrimônio somente aquele que, estando presente, solicita a manifestação do consentimento dos contraentes e a recebe em nome da Igreja.
Cân. 1086 § 1. "É inválido o matrimônio entre duas pessoas, uma das quais tenha sido batizada na Igreja Católica ou nela recebida e que não a tenha abandonado por um ato formal, e a outra que não é batizada".


O Catecismo da Igreja diz:
§1634 – "A diferença de confissão entre cônjuges não constitui obstáculo insuperável para o casamento, desde que consigam colocar em comum o que cada um deles recebeu na sua comunidade e aprender, um do outro, o modo de viver sua fidelidade a Cristo. Mas nem por isso devem ser subestimadas as dificuldades dos casamentos mistos. Elas se devem ao fato de que a separação dos cristãos é uma questão ainda não resolvida. Os esposos correm o risco de sentir o drama da desunião dos cristãos no seio do próprio lar. A disparidade de culto pode agravar mais ainda essas dificuldades. As divergências concernentes à fé, à própria concepção do casamento, como também mentalidades religiosas diferentes, podem constituir uma fonte de tensões no casamento, principalmente no que tange à educação dos filhos. Uma tentação pode então apresentar-se: a indiferença religiosa".


Para que um casamento misto seja válido e legítimo tem que haver a permissão da autoridade da Igreja, o bispo, como diz o Código de Direito Canônico no cânon 1124. O cânon 1125 diz: "O Ordinário local pode conceder essa licença se houver causa justa e razoável; não a conceda, porém, se não se verificarem as condições seguintes:
1°- a parte católica declare estar preparada para afastar os perigos de defecção da fé e prometa, sinceramente, fazer todo o possível a fim de que toda a prole seja batizada e educada na Igreja Católica;
2°- informe-se, tempestivamente, desses compromissos da parte católica à outra parte, de tal modo que conste estar esta, verdadeiramente, consciente do compromisso e da obrigação da parte católica;
3°- ambas as partes sejam instruídas a respeito dos fins e propriedades essenciais do matrimônio, que nenhum dos contraentes pode excluir".
O cânon. 1126 orienta que: "Compete à Conferência dos Bispos estabelecer o modo segundo o qual devem ser feitas essas declarações e compromissos, que são sempre exigidos, como também determinar como deve constar no foro externo e como a parte não-católica deve ser informada".
Não devem ser feitas outras celebrações ecumênicas após a celebração do matrimônio; diz o Código, no cânon 1127:
§ 3. "Antes ou depois da celebração realizada de acordo com o § 1, proíbe-se outra celebração religiosa desse matrimônio para prestar ou renovar o consentimento matrimonial; do mesmo modo, não se faça uma celebração religiosa em que o assistente católico e o ministro não-católico, executando simultaneamente cada qual o próprio rito, solicitam o consentimento das partes".
Portanto, é possível um católico se casar na Igreja Católica com uma pessoa protestante, desde que esta seja batizada validamente e aceite as condições explicadas acima. No entanto, é bom lembrar aos jovens que não é fácil conciliar tudo isso. No calor da paixão inicial do relacionamento, isso pode parecer fácil de superar, no entanto, com o passar dos anos, o nascer dos filhos, etc., as dificuldades podem aumentar. O recomendado pela Igreja é que o fiel católico se case com alguém de sua mesma fé.


Felipe Aquinofelipeaquino@cancaonova.comProf. Felipe Aquino, casado, 5 fihos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de Aprofundamentos no país e no exterior, já escreveu 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias".

6 de dez. de 2008

Um pouco da história da Igreja Católica

A Igreja Católica foi fundada por JESUS CRISTO, no dia que hoje temos a quinta feira Santa, numa sequencia de acontecimentos, com a entrada triunfal em Jerusalém, onde foi proclamado rei dos judeus, causando inveja as autoridades que procuravam matar, sabendo do acontecimento, Jesus apressou em celebrar a pascoa, dois dias antes, marcando assim a nova pascoa (passagem) do regime judeu para o cristianismo, oferendo seu proprio sangue em substituição ao sangue da primeira pascoa que foi de cordeiro e cabrito.
Partir daí começou a perseguição, que cominou com a morte de Jesus na sexta feira, seus seguidores, sentiram vazios parecia que seria o fim mesmo com ressurreição no Domingo, seus seguidores se tornaram tímido, tendo apenas como conforto Maria a mãe de Jesus.
Seus seguidores já voltavam para seus afazeres de antes de encontrar Jesus, mas o ressucitado apareceu a eles e pediu que mantece reunidos, que iria enviar o paracto, o Consolador, o Espirito Santo, fato esse que aconteceu quarenta dias após, foi uma força desceu do céu, dificil de explicar, seus testemunhas descreveram como, um vento impertuoso, como lingua de fogo que repartia a todos, a partir encheram de coragem, de esperança e sairam a dar continuidade a trabalho de Jesus, enfrentaram todo tipo de perseguições, mais não desistia a força que receberam era maior, passava um perseguição, começava outra, seus seguidores, alegando que Deus não faz distinções de pessoas, aceitaram também os gregos, que passaram a ser perseguidos e fugiam, mais admirados da doutrina que recebera, onde chegavam fundavam comunidades, os apóstolos, sabendo disso partiam a visitar para complementar a doutrina e a igreja crescia.
Quando souberam que havia comunidade em Roma, alguns apóstolos partiram para lá e lá se estabeleceram, muitos ficavam admirados com a doutrina e aumentava cada vez mais seus seguidores, o povo passou a chamar a entidade de Igreja dos Apóstolos, e o povo de cristão, os governantes de Roma, passou a chamar de seita, e teve medo porque aumentava cada vez mais seus seguidores e passou a perseguir com crueldade, oferecendo cristãos em espetáculos ao mundo, O Colizeu uma arena de lutas, criando para os prisioneiros a lutar com as feras ferozes e famintas, passou também a colocar cristão que não davam em espetáculos porque não lutava com as feras aceitando ser devorados, porque sua fé na ressurreição era maior.
No inicio suas reuniões eram feitas nas Sinagogas, mas os judeus tradicionalista os expulsavam, passou a ser feito nas casas, com o aumento das perseguissões romanas, passaram a ser feitas as altas horas das noites e em cemitérios, chamados catatumbas, nos primeiros 200 anos todos papas foram martilisados, foi muito sangue derramado construindo assim o alicere da igreja. (lembrando que antigamente o sangue era usado como cimento)
Por fim converteu-se um grande do reino que passou a reinar, cumprindo assim uma promessa de Jesus a Pedro, eu vou sentar naquele trono, passando ter um imperador cristão, a igreja crescia e passou a chamar a Igreja de Roma, a igreja se espandia até os confins do mundo e passou a chamar Universal, (Católica, em latim). Foram os de fora quem deram nome a Igreja e aceito pelos cristãos, Igreja Catolica Apostolica Romana. se tornou uma instituição legal no seculo terceiro foi decretada a Igreja oficial do império Romano
A Igreja tornando uma intituição legal, cessaram as persseguições, um cemitério que fora construidos para os critãos e destivados com fim das perseguições, e no seu lugar construido um salão de festa chamado Latrão, mas como ninguém comparecia nestas festas, tornou inultil para o império e foi doado a Igreja, a partir daí a igreja teve seu primeiro Templo e em cima das ossadas dos cristãos, inclusel Pedro, como que para cumprir a professia de Jesus, também materialmente, quando falou a pedro sobre essa pedra construirei a minha igreja.
Com o crescimento da Igreja, parece que alguns esquereram do Espirito Santo e a Igreja teve seu primeiro Cisma, andando paralela por cento e cinquenta anos, entre os cristão convertido dos judaimo e os convertido do paganismo, voltando a unir novamete, a Igreja crecia em seguidores e patrimônio e poder, a ponto de possuir um terço de toda extensão territorial da Itália, no seculo XVII A Italia ficou assim dividida, o Vaticano no centro e uma parte da Italia no Norte e outra no Sul, com sua fortuna e poder dominou o mundo inteiro. Governos tiveram medo e confiscou seus bens, a Italia sentindo dividida em Norte e Sul, se uniram e reconquistaram, reduzindo o Vaticano no menor paiz do mundo, cerca de vinte alqueres paulista.
Varios papas passaram pela igreja de São Pedro a Bento XVI, cargo esse que passou a ser disputado como simbolo de poder politico, pessoas queriam ser papas independete da fé, no seculo VII, morreram mistériosamente trêz papas dentro de um ano, a ponto de ninguém mais querer ser papa, depois de oito anos, apareceu um santo homem disendo aceitar morrer pela igreja e reinou por decadas.
Nos anos mil, a Igreja passou por dificuldades, época de sombras como diz João Paulo II, e aconteceu o grande cisma da Igreja, dividindo na igreja do Oriente e Igreja do Ocidente, ou Igreja Católica e Otodoxa, mais a fé e a santidade dos leigos fez com que a Igreja caminhasse através dos tempos, A Igreja precisava de reformas e não foram poucos os que contribuiram, um deles Francisco de Assis, deu animo e novos rumos a Igreja para caminhar mais trezentos anos.
no seculo XV Alemanha e o Vaticano entrou em confrito, no inicio a Alemanha queria a sede da Igreja em seu paiz, porque era rendosa devido a grande quantidade de turista que a Itália recebia, O Vaticano não aceitou, devido já duas tranferença feita no passado, para França e para Ingraterra, a Igreja não fucionava nesses lugares, por isso chegou se a conclusão que Roma é o lugar que Deus escolheu.
Havia um padre muito inteligente, chamado Lutéro, os grandes da Alemanha passou a precionar, Lutero contra o Vaticano, Lutéro mandou quarenta e cinco tese ao Vaticano, o Papa aceitou trinta, parece que a hitória vai se repetir, como no seculo XII, de Francisco de Assis, com o papa aceitando a colaboração de Lutero a Igreja, Mas Lutéro não resistindo a pressão alemã, manda mais trinta tese, entre elas as quinze rejeitada, o papa entende que Lutéro não quer o bem da Igreja e excomunga o padre, (quer dizer desliga da igreja) era o pretexto que os governantes da Alemanha queria, porque também o Vaticano lançara uma campanha para construir uma Igreja, era tempo das indulgência, um tipo de sacrifio a ser feito no Jubileu, existente até os dias de hoje, o povo alemão muito piedoso, com certeza mandaria uma elevada soma, justamente para seu rival a Italia, A Alemanha rompe com o Vaticano e proibe o catolicismo.
Lutero sofreu muito com a excumunhão, (dizem que foi dois anos de profunda depressão) mas tornou o único orientador espiritual do povo alemão que necessitava e com apoio do governo do governo ficou facil, traduziu Blibia do hebráico para o alemão, Lutéro foi aconselhado a fundar uma religião pelos governates, mas não aceitou, dizendo que não podia por dois motivos disendo, para fundar uma religião é preciso primeiro morrer na cruz, isso eu não quero, segundo ressucitar, isso eu não posso, mais conquistou milhares de seguidores de seguidores, dando continuidade ao cristianismo.
O Rei da França declarou guerra com a Alemanha em nome do catolicismo, mais perdeu, oito anos após também rompeu com o Vaticano, porque separara da esposa e o papa não aceita fazer seu segundo casamento, fundando assim assim sua própria igreja e cassando oito veses.
Com a dotrina espiritual ligada ao governo o povo aceitava mais os desafios e a ser explorado, trabalhando mais os dois paizes deram grande passos ao desenvolvimento, vendo isso a Igraterra seguiu os mesmo caminhos.
Daí para cá criar Igreja passou a se criar igrejas indiscliminadamente, tornado bons negócios para seus fundadores, instrumento de manipulação, no século XIX, nos Estados Unidos politicos incentivava a criação e finaciava seus lideres, porque descobriu-se que era vantajoso invistir em apenas uma pessoa, angariavam muitos votos era muito mais barato fazer campanhas assim.
Mais no século vinte que se criou mais igrejas no ocidente.
A Igreja sofrera muitos golpes, que muitos estudiosos admiram por ter sobrevivido, por isso alguns converteram ao catolicismo dizendo, não fosse uma instituição divina, a igreja não teria restido, porque também foram muitos os golpes dos dos que se dizia de dentro, A Igreja sofreu o apocalipse no segundo milhenio mais chega vitóriosa, no terceiro, pois perdera um terço de seus fiéis varias vezes, no século XI, um terço XV, um terço no seculo XVII perdeu seu patrimônio, seu poder material, mais deu grandes passos no espiritual.
A Igreja havia perdido seu patrimônio, mais não havia ainda perdido seu poder. Mas no fim do século XIX, os grandes do mundo reuniram e disseram a igreja está sendo incapaz, pois ainda está havendo guerras, tiraram seu poder, vendo vaziu constituiram a ONO, que além de mostrar imcapaz foi testemunha de duas grandes guerras mundiais que mataram muito mais gente que os XX seculos da Igreja.
A Igreja Católica chegou no seculo XX com mais de um bilhão de seguidores, tornando maior de todas as igrejas, e até religiões, congregando quase dezoito por cento da população mundias e mais de cinquenta por cento de todos os cristãos, a Igreja perdeu seus bens materiais mais ganhou muito em espirituais, um dos maiores presentes de Deus nos ultimos tempos foi sem dúvida João Paulo II.
Com toda essa grandeza não podemos nos orgulhar, porque é obra de Deus, mais há muito trabalho a frente, foi suor foi sangue, foi discordia, chegamos até aqui com Deus caminhando a nossa frente e com certeza continuará a caminhar, porque nesses 2000 anos construimos a Igreja, mais é preciso estabecer o reino de Nosso Senhor Jesus Cristo a todas as criaturas,



Até meados dos séc. XI, por Igreja Católica referiam-se todas as dioceses que eram oriundas da Sucessão dos Apóstolos. Os cristãos ocidentais eram chamados de católicos e os orientais de ortodoxos.
Após o Cisma entre o Papa e o Patriarca de Constantinopla em 1054, convencionou-se chamar Igreja Católica ao conjunto de dioceses do Ocidente e Oriente que seguiram a liderança do Papa; e Igreja Ortodoxa o conjunto de dioceses do Oriente que seguiram a liderança do Patriarca de Constantinopla.
Nestes termos, por Igreja Católica entende-se o conjunto de todas as Igrejas que estão em comunhão com o Papa. Por exemplo: Igreja Católica Latina, Igreja Católica Melquita, Igreja Católica Maronita, Igreja Católica Siríaca e etc.
Entretanto, não se deve entender esta diversidade como denominações. O Termo denominação como é usado no Protestantismo é inadequado quando aplicado à Igreja Católica. No Protestantismo o termo refere-se a agremiações de fiés que são independentes entre si, tanto no governo, na disciplina e doutrina. Na Igreja Católica, a diferença de nomenclatura diz respeito apenas à diversidade do rito litúrgico (Liturgia) e à independencia das leis disciplinares (Código de Direito Canônico).
Conforme o exposto, por Igreja Ortodoxa entende-se o conjunto de todas as Igrejas que estão em comunhão com o Patriarca de Constantinopla, que também é chamado de Patriarca Ecumênico. São elas Igreja Ortodoxa Copta, Igreja Ortodoxa Grega, Igreja Ortodoxa Russa, para citar alguns exemplos.
O termo católico é muitas vezes associado imediatamente à Igreja Católica, sob o Papado, que tem cerca de mil milhões de fiéis, cerca de um sexto da População mundial, o que a transforma não só na maior agremiação cristã (representado cerca de metade dos cristãos do mundo) como também no maior ramo de qualquer religião [1] logo seguida pelo Islão Sunni. As suas características distintivas são a aceitação da autoridade do Papa, o Bispo de Roma, e a comunhão com ele, e aceitarem na sua autoridade em matéria de "fé" e "moral" e a sua afirmação de "total, supremo e universal poder sobre toda a Igreja".
Fonte: adecasvirtual

3 de dez. de 2008

O Celibato do Sacerdote

Jesus Cristo é o verdadeiro sacerdote e foi celibatário; então, a Igreja vê n'Ele o modelo do verdadeiro sacerdote que, pelo celibato, se conforma ao grande Sacerdote. Jesus deixou claro a Sua aprovação e recomendação ao celibato para os sacerdotes, quando disse: “Porque há eunucos que o são desde o ventre de suas mães, há eunucos tornados tais pelas mãos dos homens e há eunucos que a si mesmos se fizeram eunucos por amor do Reino dos céus. Quem puder compreender, compreenda” (Mateus 19,12).Nisso Cristo está dizendo que os sacerdotes devem assumir o celibato, como Ele o fez, “por amor ao Reino de Deus”. O sacerdote deve ficar livre dos pesados encargos de manter uma família, educar filhos, trabalhar para manter o lar; podendo assim dedicar-se totalmente ao Reino de Deus. É por isso que, desde o ano 306, no Concílio de Elvira, na Espanha, o celibato se estendeu por todo o Ocidente, até que em 1123 o Concílio universal de Latrão I o tornou obrigatório.É preciso dizer que a Igreja não impõe o celibato a ninguém; ele deve ser assumido livremente e com alegria por aqueles que têm essa vocação especial de se entregar totalmente ao serviço de Deus e da Igreja. É uma graça especial que o Senhor concede aos chamados ao sacerdócio e à vida religiosa. Assim, o celibato é um sinal claro da verdadeira vocação sacerdotal.No início do Cristianismo a grandeza do celibato sacerdotal ainda não era possível; por isso São Paulo escreve a Timóteo, que o grande Apóstolo colocou como bispo de Éfeso, dizendo: “O epíscopo ou presbítero deve ser esposo de uma só mulher” (1Tm 3, 2). Estaria, por isso, o padre hoje obrigado a se casar? Não. O Apóstolo dos gentios tinha em vista uma comunidade situada em Éfeso, cujos membros se converteram em idade adulta, muitos deles já casados. Dentre esses o Apóstolo deseja que sejam escolhidos para o sacerdócio homens casados (evitando os viúvos recasados). Já no ano 56, São Paulo, que optou pelo celibato, escrevia aos fiéis de Corinto (cf. 1Cor 7,25-35) enfatizando o valor do celibato: “Aos solteiros e às viúvas digo que lhes é bom se permanecessem como eu. Mas se não podem guardar a continência que se casem” (1Cor 7,8). “Não estás ligado a uma mulher? Não procures mulher”. São Paulo se refere às preocupações ligadas ao casamento (orçamento, salário, educação dos filhos...). E enfatiza:“Quem não tem esposa, cuida das coisas do Senhor e do modo de agradar à esposa, e fica dividido. Da mesma forma a mulher não casada e a virgem cuidam das coisas do Senhor, a fim de serem santas de corpo e de espírito. Mas a mulher casada cuida das coisas do mundo; procura como agradar ao marido”. “Procede bem aquele que casa sua virgem; aquele que não a casa, procede melhor ainda” (1Cor 7, 38). A virgindade consagrada e o celibato não tinham valor nem para o judeu nem para o pagão. Eles brotam da consciência de que o Reino já chegou com Jesus Cristo.O último Sínodo dos Bispos sobre a Eucaristia confirmou o celibato e o Papa Bento XVI expressou isso na Exortação Apostólica pos-sinodal “Sacramentum Caritatis”, de 22 fev 2007. Disse o Sumo Pontífice:“Os padres sinodais quiseram sublinhar como o sacerdócio ministerial requer, através da ordenação, a plena configuração a Cristo... é necessário reiterar o sentido profundo do celibato sacerdotal, justamente considerado uma riqueza inestimável e confirmado também pela prática oriental de escolher os bispos apenas de entre aqueles que vivem no celibato (...) Com efeito, nesta opção do sacerdote encontram expressão peculiar a dedicação que o conforma a Cristo e a oferta exclusiva de si mesmo pelo Reino de Deus. O fato de o próprio Cristo, eterno sacerdote, ter vivido a sua missão até ao sacrifício da cruz no estado de virgindade constitui o ponto seguro de referência para perceber o sentido da tradição da Igreja Latina a tal respeito. Assim, não é suficiente compreender o celibato sacerdotal em termos meramente funcionais; na realidade, constitui uma especial conformação ao estilo de vida do próprio Cristo. Antes de mais, semelhante opção é esponsal: a identificação com o coração de Cristo Esposo que dá a vida pela sua Esposa. Em sintonia com a grande tradição eclesial, com o Concílio Vaticano II e com os Sumos Pontífices meus predecessores, corroboro a beleza e a importância duma vida sacerdotal vivida no celibato como sinal expressivo de dedicação total e exclusiva a Cristo, à Igreja e ao Reino de Deus, e, consequentemente, confirmo a sua obrigatoriedade para a tradição latina. O celibato sacerdotal, vivido com maturidade, alegria e dedicação, é uma bênção enorme para a Igreja e para a própria sociedade” (n.24).O Mahatma Ghandi, hindu, tinha grande apreço pelo celibato. Ele disse: “Não tenham receio de que o celibato leve à extinção da raça humana. O resultado mais lógico será a transferência da nossa humanidade para um plano mais alto... “Vocês erram não reconhecendo o valor do celibato: eu penso que é exatamente graças ao celibato dos seus sacerdotes que a Igreja católica romana continua sempre vigorosa” (Tomás Tochi, “Gandhi, mensagem para hoje”, Ed. Mundo 3, SP, pp. 105ss,1974).Alguns querem culpar o celibato pelos erros de uma minoria de padres que se desviam do caminho de Deus. A queda desses padres no pecado não é por culpa do celibato, e sim por falta de vocação, oração, zelo apostólico, mortificação, etc; tanto assim que a maioria vive na castidade e por uma longa vida. Quantos e quantos padres e bispos vivendo em paz e já com seus cabelos brancos!O casamento poderia trazer muitas dificuldades aos sacerdotes. Não nos iludamos, casados, eles teriam todos os problemas que os leigos têm, quando se casam. O primeiro é encontrar, antes do diaconato, uma mulher cristã exemplar que aceite as muitas limitações que qualquer sacerdote tem em seu ministério. Essa mulher e mãe teria de ficar muito tempo sozinha com os filhos. Depois, os padres casados teriam de trabalhar e ter uma profissão, como os pastores protestantes, para manter a família. Quantos filhos teriam? Certamente não todos que talvez desejassem. Teriam certamente que fazer o controle da natalidade pelo método natural Billings, que exige disciplina. A esposa aceitaria isso?Além disso, podemos imaginar como seria nocivo para a Igreja e para os fiéis o contratestemunho de um padre que por ventura se tornasse infiel à esposa e mãe dos seus filhos! Mais ainda, na vida conjugal não há segredos entre marido e mulher. Será que os fiéis teriam a necessária confiança no absoluto sigilo das confissões e aconselhamentos com o padre casado? Você já pensou se um dos filhos do padre entrasse pelos descaminhos da violência, da bebedeira, das drogas e do sexo prematuro, com o possível engravidamento da namorada?Tudo isso, mas principalmente a sua conformação a Jesus Cristo, dedicado total e exclusivamente ao Reino de Deus, valoriza o celibato sacerdotal.

Felipe Aquinofelipeaquino@cancaonova.comProf. Felipe Aquino, casado, 5 fihos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de Aprofundamentos no país e no exterior, já escreveu 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias".

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REFLITA

Ter uma vida positiva é ter consciência que o universo precisa de você; é lutar pelos SONHOS de maneira determinada; é crescer sem precisar diminuir ninguém; é ter a verdade como um principio vital; é usar o poder da ousadia construtiva; é saber agradecer e perdoar, fraterna e totalmente; é priorizar a família; é viver cada dia de uma vez, sendo alegre no presente e otimista no futuro; é respeitar o próprio corpo; é se preocupar com os mais carentes; é preservar a natureza; é não se abater nos momentos de dor; é jamais perder a esperança; é ter auto estima; é ser rico em humildade; é sempre fazer a sua parte...Pois quando você faz a sua parte tenha certeza de que Deus fará a parte dele.

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