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23 de jan. de 2009

Curiosidades da Igreja


Dia 20 de outubro de 2000, João Paulo II bateu o recorde de permanência de uma papa no século XX. Foram 19 anos, 6 meses e 28 dias no Vaticano, superando o papa Pio XII, que permaneceu como pontífice de 1939 a 1958. João Paulo II entrou no cargo em 16 de outubro de 1978, e foi o oitavo papa eleito do século XX. Mas o recorde de permanência de um papa no Vaticano é de Pio IX, eleito em 1846: foram 32 anos no poder.


O nome da reunião fechada em que os cardeais elegem o papa é conclave ("com chave"). Ela foi adotada em 1216.


Os 120 cardeais com direito ao voto dirigem-se às suas cadeiras na capela Sistina, dentro do Vaticano, e são simbolicamente trancados. Ali, o mestre-de-cerimônias distribui as cédulas. Na parte de cima, elas têm a seguinte inscrição: "Eligo in summum ponti-ficem" (Escolho para sumo pontífice). A parte de baixo traz o espaço em branco, onde os cardeais colocam o nome de seu preferido. Todos podem votar em todos.
Um por um, segurando a cédula de modo que possa ser vista pelos demais, dirigem-se até o altar, onde estão os apuradores e sobre o qual se situa o cálice coberto por um prato. Ajoelham-se, rezam por um curto tempo, erguem-se e pronunciam em voz alta um juramento idealizado pelo papa Paulo VI: "Chamo por testemunha a Cristo, que saberá que meu voto está sendo dado àquele que, diante de Deus, julgo que deve ser o eleito".
Cada um põe a cédula no prato e faz cair dentro do cálice. Quando as 120 cédulas foram depositadas, os apuradores agitam bem o cálice e começam a computar os votos. Esse processo se repete até que um cardeal consiga dois terços (oitenta) dos votos.
As cédulas e as listas de controle são colocadas no forno, nos fundos da capela, e a fumaça escapa pela chaminé. É sinal de que o papa ainda não foi escolhido. A fumaça branca anuncia o final da eleição.
A escolha do nome do papa é feita pelo próprio cardeal, por motivos pessoais, históricos e para marcar o sentido de seu pontificado.


A função do papa é vitalícia e nunca nenhum papa se aposentou na História da Igreja.
O papa é o soberano do Estado do Vaticano. Mas tem muitos outros títulos espirituais: bispo de Roma, vigário de Cristo, sucessor de São Pedro, sumo pontífice da Igreja Católica, patriarca do Ocidente, primaz da Itália e arcebispo da régio metropolitana de Roma.
Em 1271, o conclave que escolheu o papa Gregório X (Tebaldo Visconti) durou dois anos e nove meses.


Atualmente, um cardeal com mais de 75 anos não pode ser mais eleitor do papa.


Em 1978, na sucessão do papa Paulo VI, o cardeal italiano Albino Luciani deu seu voto ao brasileiro Aloísio Lorscheider. Luciani foi o eleito e se transformou no papa João Paulo I. Morreu 34 dias depois de sua posse.


Em abril de 2001, legistas exumaram o corpo do papa João XIII e descobriram que ele estava em excelentes condições de preservação. Mais tarde, foi revelado que o médico italiano Gennaro Goglia havia embalsamado o cadáver antes do sepultamento do religioso. O procedimento empreendido por Goglia consistiu na injeção de 5 litros de um coquetel de substâncias conservantes (álcool, sulfato de sódio, nitrato de potássio e outros componentes) no corpo. Após a exumação, o corpo recebeu nova preparação química, além da aplicação de uma camada de cera no rosto.


A soberania do Vaticano, o menor país do mundo (0,44km2), foi dada pelo tratado de Latrão, em 11 de fevereiro de 1929. As terras tinham sido doadas em 756 por Pepino O Breve, rei dos francos.


O palácio em que reside o papa tem 5 mil quartos, duzentas salas de espera, 22 pátios, cem gabinetes de leitura, trezentos banheiros e dezenas de outras dependências destinadas a recepções diplomáticas.


Guarda-suíça é o nome que recebe o grupo de soldados contratados para proteger o papa. Foi criado no século XV.
Fonte: Voxdei

20 de jan. de 2009

O Mistério de Guadalupe continua! Milagre!

Infelizmente, somente uma pequena parte dos católicos conhece o milagre acontecido no México, em 1531. Assim, para aqueles que ainda não o conhecem, oferecemos uma excelente oportunidade de saber mais, clicando no link que vamos lhe oferecer no final deste artigo. Também damos a oportunidade de você divulgar este prodígio, indicando este artigo para algum amigo seu.
Observe a imagem:





a) Nela Nossa Senhora aparece profundamente identificada com os índios, ou seja, com a população pobre do México, daquela época e da nossa época. Ela está vestida de índia, exatamente como as índias do México se vestiam no século XVI.
b) Nossa Senhora encontra-se grávida, pois traz um cinto à cintura. As índias grávidas identificavam seu estado desta forma.
c) Existe uma estrela no centro da barriga, indicando que alguém mais importante está em Seu ventre.
d) Nossa Senhora traz uma espécie de cordão. Este cordão simbolizava as índias virgens e que não iriam se casar.
e) Ela está sobre a lua, indicando que não é o sol (Jesus é o Sol), mas apenas a lua, que reflete a luz do sol.
etc, etc, etc.
São muitos os significados desta imagem belíssima. Demoraríamos muito tempo se fôssemos analisando um por um os significados de cada elemento da imagem.
Além disso, existe um laudo científico dado por cientistas à Igreja Católica, após 20 anos de estudos apurados feitos sobre o manto do índio Juan Diego, com a ajuda de aparelhos e computadores moderníssimos, que o deixarão ainda mais surpreso. Sobre isto você lerá mais abaixo.
Bem, mas vamos ao ponto mais alto deste nosso artigo: uma nova e estupenda descoberta foi feita a partir de mais uma análise técnica feita por um médico, sobre o manto do índio Juan Diego (tilma). Esta descoberta se deu há pouco mais de um ano atrás.
Como dizíamos, cientistas estudaram o manto por 20 anos seguidos e chegaram a conclusões formidáveis. No entanto, agora foi a vez de um médico examinar o manto aonde se encontra estampada a imagem da Santíssima Virgem Maria. A Igreja permitiu que ele o fizesse.
O médico, então, examinou a "barriga" da imagem da Virgem Maria com um estetoscópio (aparelho com que os médicos examinam os seus pacientes para ouvir o coração). Para seu espanto e espanto de todos os presentes, ele ouviu claramente as batidas de um coração com uma frequência de batimentos cardíacos acima de 180 pulsações, ou seja, o coração de uma criança.
Fato extraordinários!!!! Ouve-se as batidas do Coração de Jesus (em estado de feto), dentro do ventre de Maria Santíssima. Tal fato foi registrado oficialmente, com a confirmação científica de um médico.
Este novo prodígio nos foi relatado pelo bispo e médico Dom Antonio Dias Duarte, bispo-auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro e é, por isso mesmo, de uma total credibilidade.

Crédito: Canto da Paz

17 de jan. de 2009

ROSÁRIO OU TERÇO? QUAL O NOME CERTO?

“O costume de contar pequenas orações de repetição nos dedos da mão, por meio de pedrinhas, grãos ou ossinhos, soltos ou unidos por um barbante, é muito antigo e utilizado por fiéis de muitas religiões…
Primeiramente, foi introduzido o costume de rezar determinado número de vezes o Pai-Nosso. Isto se dava de modo especial nos mosteiros, sobretudo a partir do século X (depois do ano 900) onde muitos cristãos que faziam os votos de vida religiosa não tinham condições de participar das orações dos salmos (do saltério), com leituras e cânticos. Seus superiores estabeleciam para eles a recitação do Pai-Nosso determinado número de vezes…“
Inicialmente, a recitação da Ave Maria era feita sem a inclusão de fatos - mistérios - da vida de Cristo. Entre 1410 e 1439, o monge cartuxo Domingo de Prusia, de Colônia, Alemanha, introduziu uma espécie de saltério mariano, com 50 Ave-Marias, mas cada uma era seguida de uma referência a uma passagem do Evangelho, como uma jaculatória. Assim, os salmos eram substituídos pelas Ave-Marias e as antífonas, pelas passagens evangélicas…
São Pio V, Papa de 1566 a 1572, época final e de implementação do Concílio de Trento, em que foram organizados os livros litúrgicos utilizados até o Concílio Vaticano II, estabeleceu a atual configuração do Rosário. Ele atribuiu à oração do Rosário a vitória naval de Lepanto, em 07 de outubro de 1571, que salvou o povo cristão da Europa de um grande perigo. Por causa disto, introduziu a festa de Nossa Senhora do Rosário.
Esta designação de "rosário" pode ter origem no costume de, em alguns lugares, o povo oferecer coroas (guirlandas) de rosas à sua rainha. Os cristãos transferiram isto a Maria, a rainha do céu e da terra: oferecer-lhe uma coroa de 150 rosas - Ave-Marias. Daí o rosário, mas dividido em três partes, resultando o nome de “terço”. Portanto, o rosário (150 Ave-Marias) é composto pela recitação de três terços (cada um com 50 Ave-Marias ou 5 dezenas de 10 Ave-Marias).
Como nestes mistérios da vida de Jesus e de Maria não estava incluída a fase da vida de Jesus que ele dedicou à pregação do Evangelho, o Papa João Paulo II, em 16 de outubro de 2002, acrescentou cinco novos mistérios: os mistérios da luz ou mistérios luminosos. Desta forma, o rosário passou a ter 200 Ave-Marias (duzentas rosas) e cada série de cinco mistérios passa a ser um quarto." Apesar disso, o nome “terço” permaneceu, apesar de agora um rosário ser formado por 4 terços e não mais por 3 terços, como antes.
Fonte: Canto da Paz

14 de jan. de 2009

Você Sabia?

Por que João não descreveu o batismo de Jesus?
O aparecimento de João Batista, batizando no Rio Jordão, atraiu multidões. Como resultado da sua pregação e testemunha de vida, formou-se a seita dos discípulos de João Batista, a qual se expandiu rapidamente. Então, para não contribuir com o seu crescimento, o evangelista João evitou narrar a cena do batismo de Jesus.

Como era o Apóstolo Paulo?
Segundo um livro apócrifo, do século II, intitulado Atos de Paulo e Tecla, Paulo “era um homem de baixa estatura, calvo, pernas arqueadas, corpo vigoroso, sobrancelhas unidas, nariz um tanto proeminente, cheio de amabilidades; de fato, às vezes, tinha o aspecto de homem, às vezes, o de anjo.

Os hicsos
No período de 1700 a 1500, a.C., reinaram no egito os príncipes hicsos, de origem semita. Foram eles que acolheram José, filho de Jacó e Raquel, o qual foi vendido, como escravo, pelos seus irmãos. Os hicsos o promoveram ao cargo de primeiro ministro do Reino. Tornou-se conhecido como José do Egito.

Quantas são, autenticamente, as cartas paulinas?
Das 13 Cartas Paulinas, 7 são autênticas: Romanos, 1ª e 2ª Coríntios, Gálatas, Filipenses, 1ª Tessalonicenses e Filemon. As outras 6 são deuteropaulinas, isto é, atribuídas a São Paulo: Efésios, Colossenses, 2ª Tessalonicense, 1ª e 2ª a Timóteo e carta a Tito.

Quem era Febe?
São Paulo se refere a esta pessoa como “nossa irmã, diaconisa da Igreja de Cencréia” (Rom 16,1). Foi quem levou a Carta aos Romanos, que este apóstolo escreveu quando estava em Corinto. Ele recomenda que os cristãos de Roma a recebam com toda hospitalidade.
Em Roma, onde morava Paulo?
Quando Paulo chegou prisioneiro em Roma, teve o privilégio de “morar em casa particular, junto com o soldado que o vigiava” (Atos, 28,16). Na opinião do exegeta Rinaldo Fabris, a casa de Paulo se localizava “nas proxi-midades dos bairros habitados pelos judeus, na zona popular da “Suburra” ou na zona do Velabro”.
Paulo esteve na Espanha?
Depois que Paulo foi libertado da sua prisão, em Roma, é muito provável que ele tenha ido à Espanha, considerada como “os confins do Ocidente”. Vários escritores da Patrística, Clemente Romano, o Fragmento de Muratori, do ano 180, os Atos Apócrifos de Pedro e de Paulo confirmam que esta viagem foi realizada entre os meados de 63 e 64.

De que vivia Paulo?
No cristianismo nascente, não havia ainda dízimo, nem espórtula de sacramentos. Contrariando a cultura grega, que reservava o trabalho manual para os escravos, Paulo sobreviveu fabricando tendas, arte que ele aprendeu com seu pai. Na cultura judaica, na qual ele foi educado, não havia preconceito contra o trabalho manual. Até os ricos exerciam estas atividades.

Sofrimento de Paulo
Nos 30 anos de ação missionária, São Paulo enfrentou muitos obstáculos. Na 2ª Carta aos Coríntios, ele sintetiza o sofrimento: “muitas vezes, vi-me em perigo de morte. Dos judeus, recebi cinco vezes os 40 golpes, menos um. Três vezes fui flagelado; uma vez, apedrejado; três vezes, naufraguei. Passei um dia e uma noite em alto mar. Sofri perigo dos ladrões, dos meus irmãos de estirpe, dos gentios...”(cf. 2Cor 11,24-27).

A fidelidade de Paulo
Apesar das adversida-des da missão, Paulo perma-nece fiel ao chamado de Jesus. Na Carta aos Roma-nos, mostra a solidez da sua fé: “quem nos separará do amor de Cristo? Tribulação, angústia, perseguição, fome, nudez, perigos espada?(...). Estou convencido de que nem a morte nem a vida, nem os anjos nem os principados, nem o presente nem o futuro, nem os poderes, nem a altura, nem a profundeza, nem qualquer outra criatura poderá nos separar do amor de Deus manifestado em Cristo Jesus, nosso Senhor”.

Quem eram os pais de Paulo?
As melhores fontes históricas sobre o Apóstolo Paulo são o livro Atos dos Apóstolos e as suas cartas. Em nenhuma destas fontes, encontramos uma referência sobre os seus genitores. Em Atos 22,3 ele identificou-se como judeu, nascido em Tarso, da Cilícia, educado em Jerusalém pelo rabino Gamaliel, no estrito cumprimento da observância da lei mosaica. Portanto, esta indagação fica sem resposta.

Quem inventou os dias da semana, em português?
A nomenclatura (segunda-feira, terça-feira....), na língua portuguesa, substituiu os nomes latinos pagãos que se referiam aos astros: lunae dies, martis dies, mercurii dies, jovis dies, veneris dies, saturni dies e solis dies. Quem fez esta substituição foi São Martino de Dume, bispo de Praga (Portugal), por volta do ano 560, da nossa era cristã.

Como surgiu a lenda do Santo Graal?
Diz a tradição lendária que José de Arimatéia, o amigo de Jesus que O sepultou num túmulo novo, guardou o cálice que Jesus usou na última ceia. A expressão “Santo Graal” designa este cálice. Ele teria sido levado para a Inglaterra no ano 64 d.C. e guardado numa capela, situada num bosque. Chrétien de Troyes, através do livro Le conte du Graal, publicado em 1190, iniciou a popularidade desta lenda.

Como surgiu a festa de Corpus Christi?
Em Liége, na Bélgica, a Freira Juliana de Retine teve uma visão, na qual via uma lua, toda radiante, exceto uma parte, que ficava obscura. Na sua opinião, aquela parte obscura significa a ausência, na Igreja Católica, de uma festa em honra do Santíssimo Sacramento. Indo ao encontro desta visão, o Papa Urbano IV instituiu a festa de Corpus Christi, em 1264.

O que significa “rasgar as vestes”?
Na linguagem bíblica do antigo e do novo Testamento, rasgar as vestes tem vários significados. Era sinal de luto (Gn 37, 24); de tristeza (2 Sam 13, 19); de blasfêmia (At 14, 14; 22,23; Mt 26,65) e de arrependimento (1Rs 21, 27).Sacos e cinzas
De acordo com os costumes dos judaicos, usar roupas de sacos e colocar cinzas na cabeça ou no corpo era sinal de luto ou de arrependimento (1Sam 3,31; 2Rs 19,1; Is 20,2). Quando alguém usava roupa de saco, costumava também cobrir o rosto com cinzas (2Sam 13,19).

Mulheres que auxiliaram São Paulo
Além de contar com a colaboração dos discípulos Barnabé, Timóteo e Lucas, o Apóstolo Paulo contou com a ajuda de várias mulheres, na sua missão: Loide, Eunice, Lídia, Ninfa, Maria, Trifena, Pérside, Trifona, Febe, Prisca, Evódia, Sínteque e algumas outras. Isto mostra a participação do elemento feminino na formação da Igreja Primitiva.

A Bíblia de Gutemberg
A invenção da impressão com tipos móveis, obra do alemão Johann Gutemberg (1400-1468), revolucionou a publicação de livros no século XV. Além de outros trabalhos impressos anteriormente, Gutemberg imprimiu, em 1454, uma Bíblia, utilizando-se de uma tradução revisada da Vulgata de São Jerônimo. A Bíblia de Gutemberg foi publicada em dois volumes, com 1282 páginas. Cada página tinha duas colunas e 42 linhas. Por isso é chamada de “a Bíblia de 42 linhas”.

A maior Bíblia do mundo
Quem produziu a maior Bíblia do mundo foi um marceneiro de Los Angeles (Estados Unidos), após dois anos de trabalho permanente. Ela contém 8.048 páginas, mede 2,5 metros de espessura e pesa meia tonelada. Cada página é feita de uma tábua fina, com um metro de altura, onde foram gravados os textos bíblicos.
O maior e menor versículo da Bíblia
O maior versículo da Bíblia se encontra no livro de Ester, no capítulo 8, versículo 9: “Imediatamente foram convocados os escribas reais - era o terceiro mês, que é Sivã, vigésimo terceiro dia, - e, sob a ordem de Mardoqueu, eles escreveram aos juveus, aos sátrapas (...) a cada povo segundo a sua língua e aos juveus sua escrita e sua língua”. E o menor está em Ex 20, 13: “Não matarás”.

A septuaginta
Este é o nome que se dá à primeira e a mais antiga tradução da Bíblia do hebraico para o grego. Com o objetivo de possuir uma cópia dos livros sagrados dos judeus na biblioteca de Alexandria, no século III a.C., o rei Ptolomeu II trouxe de Jerusalém 72 sábios, que traduziram a Torá. No século II, outros judeus traduziram os demais livros bíblicos. Assim nasceu a Bíblia Septuaginta.
Vulgata após Trento
Após o Concílio de Trento (1545-63), os Papas criaram várias Comissões de exegetas para aperfeiçoarem o texto da Vulgata. Assim, a primeira foi nomeada por Pio IV, em 1561. Oito anos depois, Pio V criou a segunda, cujo trabalho foi infrutífero. Em 1586, Sisto V nomeou a terceira, da qual resultou a Bíblia Sistina. A quarta foi nomeada por Clemente VIII, em 1592, da qual nasceu a Vulgata Sixto-Clementina. Em 1933, Pio XI promoveu a última revisão da Vulgata de São Jerônimo.

A Peshita
Entre as diversas traduções da Bíblia feitas no Oriente, a mais famosa é a versão siríaca (da Síria) do Antigo Testamento, feita diretamente do hebraico. Desde o séc. X, que esta Bíblia se chama Peshita, isto é, versão popular. Ela foi realizada no séc. II d.C. Atualmente, a Peshita é a Bíblia oficial das Igrejas Ortodoxas Síria e Maronita, assim como das Igrejas do Oriente.

Modernas Bíblias Poliglotas
Com a invenção da imprensa, em 1454, católicos e protestantes resolveram publicar Bíblias Poliglotas, isto é, além do texto original, elas contém o mesmo texto em outras línguas, escrito em colunas paralelas. O pioneiro desta iniciativa foi o Cardeal Francisco Ximenez Cisneros, arcebipos de Toledo e Primaz da Espanha que, entre 1514 e 17, publicou a Poliglota Complutense.

A Bíblia Poliglota Complutense
O Cardeal Ximenez (1436-1517), da Espanha, fundou em Alcalá uma Universidade e reuniu ali um grupo de filósofos para fazer uma Bíblia Poliglota. Ela foi organizada em três colunas (uma para hebraico, outra para o grego e outra para o latim). Foi publicada em seis volumes, entre 1514 e 1517. Pelo fato de Alcalá, em latim, se chamar complutum, a Bíblia ficou conhecidfa como a Poliglota Complutense.

A Trindade
Esta palavra, que se refere à existência de um só Deus em três pessoas, não existe na Bíblia. Existem, sim, todos os elementos doutrinais pertinentes a este mistério da religião cristã. Quem inventou o termo Trindade foi Tertuliano (160-225). No livro Contra Práxeas, ele emprega o termo Trindade cerca de 15 vezes.

10 de jan. de 2009

Tau é a última letra do alfabeto hebraico

O Tau é a última letra do alfabeto hebraico;a décima nona letra do alfabeto grego;sinal bíblico usado pelo profeta Ezequiel:
“Chamou o Senhor Deus o homem vestido de linho branco, que trazia à cintura os instrumentos de escriba e lhe disse: percorre a cidade, o centro de Jerusalém, e marca com um “T” na fronte os que gemem e suspiram devido a tantas abominações que na cidade se cometem.” (Ez 9,3-4)

Todo aquele que tinha sido assinalado com o “T” foi poupado do extermínio.
O Papa Inocêncio III (1160-1216) explica o sentido do Tau: “Tem a forma de Cruz; quem o traz consigo, vive sua fé.”
São Francisco teve grande veneração por esta letra, pois lhe lembrava o grande amor de Cristo por nós.
Portanto, o Tau é:
A lembrança da Redenção, da Cruz, do Amor;Sinal de penitência e conversão interior;Sinal de dor pelos pecados do mundo;Recordação de nosso batismo; nossa marca de Filhos de Deus;Sinal de salvação .
São Francisco selava o que escrevia com o Tau, para significar a densidade do Amor de Deus, concretizado na Cruz de Cristo, sinal de Salvação.

Para aqueles que gostam de se aprofundar, será interessante ler este artigo abaixo, retirado de http://www.franciscanos.org.br/:

“TAU - SÍMBOLOS E SIGNIFICADOS:
Há certos sinais que revelam uma escolha de vida. O TAU, um dos mais famosos símbolos franciscanos, hoje está presente no peito das pessoas num cordão, num broche, enfeitando paredes numa escultura expressiva de madeira, num pôster ou pintura. Que escolha de vida revela o TAU? Ele é um símbolo antigo, misterioso e vital que recorda tempo e eternidade. A grande busca do humano querendo tocar sempre o divino e este vindo expressar-se na condição humana. Horizontalidade e verticalidade. As duas linhas: Céu e Terra! Temos o símbolo do TAU riscado nas cavernas do humano primitivo. Nos objetos do Faraó Achenaton no antigo Egito e na arte da civilização Maia. Francisco de Assis o atualizou e imortalizou. Não criou o TAU, mas o herdou como um símbolo seu de busca do Divino e Salvação Universal.

TAU, SINAL BÍBLICO
Existe somente um texto bíblico que menciona explicitamente o TAU, última letra do alfabeto hebraico, Ezequiel 9, 1-7: “Passa pela cidade, por Jerusalém, e marca com um TAU a fronte dos homens que gemem e choram por todas as práticas abomináveis que se cometem”. O TAU é a mais antiga grafia em forma de cruz. Na Bíblia é usado como ato de assinalar. Marcar com um sinal é muito familiar na Bíblia. Assinalar significa lacrar, fechar dentro de um segredo, uma ação. É confirmar um testemunho e comprometer aquele que possui o segredo. O TAU é selo de Deus; significa estar sob o domínio do Senhor, é a garantia de ser reconhecido por Ele e ter a sua proteção. É segurança e redenção, voltar-se para o Divino, sopro criador animando nossa vida como aspiração e inspiração.

O TAU NA IDADE MÉDIA
Vimos o significado salvífico que a letra hebraica do TAU recebe na Bíblia. Mas o TAU tem também um significado extrabíblico, bastante divulgado na Idade Média: perfeição, meta, finalidade última, santo propósito, vitória, ponto de equilíbrio entre forças contrárias. A sua linha vertical significa o superior, o espiritual, o absoluto, o celeste. A sua linha horizontal lembra a expansão da terra, o material, a carne. O TAU lembra a imagem do sustentáculo da serpente bíblica: clavada numa estaca como sinal da vitória sobre a morte. Uma vitória mística, isto é, nascer para uma vida superior perfeita e acabada. É cruz vitoriosa, perfeição, salvação, exorcismo. Um poder sobre as forças hostis, um talismã de fé, um amuleto de esperança usado por gente devota sensível.

O TAU DO PENITENTE
Francisco de Assis viveu em um ambiente no qual o TAU estava carregado de uma grande riqueza simbólica e tradicional. Assumiu para si a marca do TAU como sinal de sua conversão e da dura batalha que travou para vencer-se. Não era tão fácil para o jovem renunciar seus sonhos de cavalaria para chegar ao despojamento do Crucificado que o fascinou. Escolhe ser um cavaleiro penitente: eliminar os excessos, os vícios e viver a transparência simples das virtudes. Na sua luta interior chegou a uma vitória interior. Um homem que viveu a solidão e o desafio da comunhão fraterna; que viveu o silêncio e a canção universal das criaturas; que experimentou incompreensão e sucesso, que vestiu o hábito da penitência, que atraiu vidas, encontrou um modo de marcar as paredes de Santa MariaMadalena em Fontecolombo, de assinar cartas com este sinal. De lembrar a todos que o Senhor nos possui e nos salva sob o signo do TAU.

O TAU FRANCISCANO
O TAU franciscano atravessa oito séculos sendo usado e apreciado. É a materialização de uma intuição. Francisco de Assis é um humano que se move bem no universo dos símbolos. O que é o TAU franciscano? É Verdade, Palavra, Luz, Poder e Força da mente direcionada para um grande bem. Significa lutar e discernir o verdadeiro e o falso. É curar e vivificar. É eliminar o erro, a mentira e todo o elemento discordante que nega a paz. É unidade e reconciliação. Francisco de Assis está penetrado e iluminado, apaixonado e informado pela Palavra de Deus, a Palavra da Verdade. É um batalhador incansável da Paz, o Profeta da Harmonia e Simplicidade. É a encarnação do discernimento: pobre no material, vencedor no espiritual. Marcou-se com este sinal da luz, vida e sabedoria.

O TAU COMO IDEAL
No mês de novembro de 1215, o Papa Inocêncio III presidia um Concílio na IgrejaConstantiniana de Roma. Lá estavam presentes 1.200 prelados, 412 bipos, 800 abades e priores. Entre os participantes estavam São Domingos e São Francisco. Na sessão inaugural do Concílio, no dia 11 de novembro, o Papa falou com energia, apresentou um projeto de reforma para uma Igreja ferida pela heresia, pelo clero imerso no luxo e no poder temporal. Então, o Papa Inocêncio III recordou e lançou novamente o signo do TAU de Ezequiel 9, 1-7. Queria honrar novamente a cristandade com um projeto eclesial de motivação e superação. Era preciso uma reforma de costumes. Uma vida vivida numa dimensão missionária mais vigorosa sob o dinamismo de uma contínua conversão pessoal. São Francisco saiu do Concílio disposto a aceitar a convocação papal e andou marcando os irmãos com o TAU, vibrante de cuidado, ternura e misericórdia aprendida de seu Senhor.

O TAU NAS FONTES FRANCISCANAS
Os biógrafos franciscanos nos dão testemunhos da importância que São Francisco dava ao TAU: “O Santo venerava com grande afeto este sinal”, “O sinal do TAU era preferido sobre qualquer outro sinal”, “O recomendava, freqüentemente, em suas palavras e o traçava com as próprias mãos no rodapé das breves cartas que escrevia, como se todo o seu cuidado fosse gravar o sinal do TAU, segundo o dito profético, sobre as fontes dos homens que gemem e lutam, convertidamente a Jesus“, “O traçava no início de todas as suas ações”, “Com ele selava as cartas e marcava as paredes das pequenas celas” (cf. LM 4,9; 2,9; 3Cel 3). Assim Francisco vestia-se da túnica e do TAU na total investidura de um ideal que abriu muitos caminhos.

TAU, SINAL DA CRUZ VITORIOSA
Cruz não é morte nem finitude, mas é força transformante; é radicalidade de um Amor capaz de tudo, até de morrer pelo que se ama. O TAU, conhecido como a Cruz Franciscana, lembra para nós esta deslumbrante plenitude da Beleza divina: amor e paz. O Deus da Cruz é um Deus vivo, que se entrega seguro e serenamente à mais bela oferenda de Amor. Para São Francisco, o TAU lembra a missão do Senhor: reconciliadora e configuradora, sinal de salvação e de imortalidade; o TAU é uma fonte da mística franciscana da cruz: quem mais ama, mais sofre, porque muito ama, mais salva. Um poeta dos primeiros tempos do franciscanismo conta no “Sacrum Comercium”, a entrega do sinal do TAU à Dama Pobreza pelo Senhor Ressuscitado, que o chama de “selo do reino dos céus”. À Dama Pobreza clamam os menores: “Eia, pois, Senhora, tem compaixão de nós e marca-nos com o sinal da tua graça!” (SC 21,22).

O TAU E A BÊNÇÃO
Francisco se apropriou da bênção deuteronômica, transcreveu-a com o próprio punho e deu a Frei Leão: “Que o Senhor te abençoe e te guarde. Que o Senhor mostre a tua face e se compadeça de ti. Que o Senhor volva o teu rosto para ti e te dê a paz. Irmão Leão; o Senhor te abençoe!” Sob o texto da bênção, o próprio Frei Leão fez a seguinte anotação: “São Francisco escreveu esta bênção para mim, Irmão Leão, com seu próprio punho e letra, e do mesmo modo fez a letra TAU como base”. Assim, Francisco, num profundo momento de comunicação divina, com delicadeza paternal e maternal, abençoa seu filho, irmão, amigo e confidente. Abençoar é marcar com a presença, é transmitir energias que vêm da profundidade da vida. O Senhor te abençoe!

O TAU E A CURA DOS ENFERMOS
No relato de alguns milagres, conta-se que Francisco fazia o sinal da cruz sobre a parte enferma dos doentes. Após ter recebido os estigmas no Monte Alverne, Francisco traz em seu corpo as marcas do Senhor Crucificado e Ressuscitado. Marcado pelo Senhor, imprime a marca do Senhor que salva em tudo o que faz. Conta-nos um trecho das Fontes Franciscanas que um enfermo padecia de fortes dores; invoca Francisco e o santo lhe aparece e diz que veio para responder ao seu chamado, que traz o remédio para curá-lo. Em seguida, toca-lhe no lugar da dor com um pequeno bastão arrematado com o sinal do TAU, que traz consigo. O enfermo ficou curado e permaneceu em sua pele, no lugar da dor, o sinal do TAU (cf. 3Cel159). O Senhor identifica-se com o sofrimento de seu povo. Toma a paixão do humano e do mundo sobre si. Afasta a dor e deixa o sinal de Amor.

A COR DO TAU
O TAU, freqüentemente, é reproduzido em madeira, mas quando, pintado, sempre vem com a cor vermelha. O Mestre Nicolau Verdun, num quadro do século XII, representa o Anjo Exterminador que passa enquanto um israelita marca sobre a porta de sua casa um TAU com o Sangue do Cordeiro Pascal que se derrama num cálice. O Vermelho representa o sangue do Cordeiro que se imola para salvar. Sangue do Salvador, cálice da vida! Em Fontecolombo, Francisco deixou o TAU grafado em vermelho. O TAU pintado na casula de Frei Leão no mural de Greccio também é vermelho. O pergaminho escrito para Frei Leão no Monte Alverne, marca em vermelho o Tau que assina a bênção. O Vermelho é símbolo da vida que transcende, porque se imola pelos outros. Caminho de configuração com Jesus Crucificado para nascer na manhã da Ressurreição.

O TAU NA LINGUAGEM
O TAU é a última letra do alfabeto judaico e a décima nona letra do alfabeto grego. Não está aí por acaso; um código de linguagem reflete a vivência das palavras. O mundo judaico e, conseqüentemente, a linguagem bíblica mostram a busca do transcendente. É preciso colocar o Deus da Vida como centro da história. É a nossa verticalidade, isto é, o nosso voltar-se para o Alto. O mundo grego nos ensinou a pensar e perguntar pelo sentido da vida, do humano e das coisas. Descobrir o significado de tudo é pisar melhor o chão, saber enraizar-se. É a nossa horizontalidade. A Teologia e a Filosofia são servas da fé e do pensamento. Quem sabe onde está parte para vôos mais altos. É como o galho de pessegueiro, cortado em forma de tau é usado para buscar veios d’água. Ele vibra quando a fonte aparece cheia de energia. Coloquemos o tau na fonte de nossas palavras!

O TAU, O CORDÃO E OS TRÊS NÓS
Em geral, o Tau pendurado no pescoço por um cordão com três nós. Esse cordão significa o elo que une a forma de nossa vida. O fio condutor do Evangelho. A síntese da Boa Nova são os três conselhos evangélicos=obediência, pobreza, pureza de coração. Obediência significa acolhida para escutar o valor maior. Quem abre os sentidos para perceber o maior e o melhor não tem medo de obedecer e mostra lealdade a um grande projeto. Pobreza não é categoria econômica de quem não tem, mas é valor de quem sabe colocar tudo em comum. Ser pobre, no sentido bíblico-franciscano, é a coragem da partilha. Ser puro de coração é ser transparente, casto, verdadeiro. É revelar o melhor de si. Os três nós significam que o obediente é fiel a seus princípios; o pobre vive na gratuidade da convivência; o casto cuida da beleza do seu coração e de seus afetos. Tudo isto está no Tau da existência!

USAR O TAU É LEMBRAR O SENHOR
Muita gente usa o Tau. Não é um amuleto, mas um sacramental que nos recorda um caminho de salvação que vai sendo feito ao seguir, progressivamente, o Evangelho. Usar o TAU é colocar a vida no dinamismo da conversão: Cada dia devo me abandonar na Graça do Senhor, ser um reconciliado com toda a criatura, saudar a todos com a Paz e o Bem. Usar o TAU é configurar-se com aquele que um dia ilumina as trevas do nosso coração para levar-nos à caridade perfeita. Usar o TAU é transformar a vida pela Simplicidade, pela Luz e pelo Amor. É exigência de missão e serviço aos outros, porque o próprio Senhor se fez servo até a morte e morte de Cruz.”

Autor: Frei Vitório Mazzuco, OFM
Fonte: Canto da Paz

1 de jan. de 2009

Reformadores protestantes honravam Maria

O sentimento anti-mariano que presenciamos entre os protestantes não faz parte do verdadeiro ideal da Reforma, mas surgiu pelo falso receio de que o ''brilho'' de Maria pudesse sombrear ou apagar a verdadeira Luz, que é Jesus Cristo. Graças a Deus, hoje podemos enxergar mudanças em alguns fiéis e teólogos evangélicos, reconhecendo o verdadeiro sentido e valor da Santa Mãe de Deus, tal como defende a Igreja Católica. As citações abaixo, feitas por Lutero e Calvino, reais fundadores do Protestantismo, e outros teólogos sérios, denotam o verdadeiro respeito, carinho e amor que todo cristão deve nutrir pela Mãe de Jesus:
''Quem são todas as mulheres, servos, senhores, príncipes, reis, monarcas da Terra comparados com a Virgem Maria que, nascida de descendência real (descendente do rei Davi) é, além disso, Mãe de Deus, a mulher mais sublime da Terra? Ela é, na cristandade inteira, o mais nobre tesouro depois de Cristo, a quem nunca poderemos exaltar bastante (nunca poderemos exaltar o suficiente), a mais nobre imperatriz e rainha, exaltada e bendita acima de toda a nobreza, com sabedoria e santidade.''
(Martinho Lutero, ''Comentário do Magnificat'', cf. escritora evangélica M. Basilea Schlink, revista ''Jesus vive e é o Senhor'').

''Por justiça teria sido necessário encomendar-lhe [para Maria] um carro de ouro e conduzi-la com quatro mil cavalos, tocando a trombeta diante da carruagem, anunciando: 'Aqui viaja a mulher bendita entre todas as mulheres, a soberana de todo o gênero humano'. Mas tudo isso foi silenciado; a pobre jovenzinha segue a pé, por um caminho tão longo e, apesar disso, é de fato a Mãe de Deus. Por isso não nos deveríamos admirar, se todos os montes tivessem pulado e dançado de alegria.''
(idem, cf. escritora evangélica M. Basilea Schlink, revista ''Pergunte e Responderemos'' nº 429).

''Ser Mãe de Deus é uma prerrogativa tão alta, coisa tão imensa, que supera todo e qualquer intelecto. Daí lhe advém toda a honra e a alegria e isso faz com que ela seja uma única pessoa em todo o mundo, superior a quantas existiam e que não tem igual na excelência de ter com o Pai Celeste um filhinho comum. Nestas palavras, portanto, está contida toda a honra de Maria. Ninguém poderia pregar em seu louvor coisas mais magníficas, mesmo que possuísse tantas línguas quantas são na terra as flores e folhas nos campos, nos céus as estrelas e no mar os grãos de areia.''
(idem, cf. escritora evangélica M. Basilea Schlink, revista ''Jesus vive e é o Senhor'')

''Peçamos a Deus que nos faça compreender bem as palavras do Magnificat... Oxalá Cristo nos conceda esta graça por intercessão de sua Santa Mãe! Amém.
(Martinho Lutero, ''Comentário do Magnificat'').

''O Filho de Deus fez-se homem, de modo a ser concebido do Espírito Santo sem o auxílio de varão e a nascer de Maria pura, santa e sempre virgem.
(Martinho Lutero, ''Artigos da Doutrina Cristã'')

''Maria é digna de suprema honra na maior medida.''
(''Apologia da Confissão de Fé de Augsburg'', art. IX).

''Um só Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, nascido da Virgem Maria.''
(idem)

''Não podemos reconhecer as bênçãos que nos trouxe Jesus, sem reconhecer ao mesmo tempo quão imensamente Deus honrou e enriqueceu Maria, ao escolhê-la para Mãe de Deus.''
(João Calvino, Comm. Sur l’Harm. Evang.,20)

''Firmemente creio, segundo as palavras do Evangelho, que Maria, como virgem pura, nos gerou o Filho de Deus e que, tanto no parto quanto após o parto, permaneceu virgem pura e íntegra.''
(Zwinglio, em ''Corpus Reformatorum'')

''Creio que [Jesus] foi feito homem, unindo a natureza humana à divina em uma só pessoa; sendo concebido pela obra singular do Espírito Santo, nascido da abençoada Virgem Maria que, tanto antes como depois de dá-lo à luz, continuou virgem pura e imaculada.''
(John Wesley, fundadador da Igreja Metodista, em carta dirigida a um católico em 18.07.1749)

''Ao ler estas palavras de Martinho Lutero [em ''Comentário do Magnificat''], que até o fim de sua vida honrava a mãe de Jesus, que santificava as festas de Maria e diariamente cantava o Magnificat, se percebe quão longe nós geralmente nos distanciamos da correta atitude para com ela, como Martinho Lutero nos ensina, baseando-se na Sagrada Escritura. Quão profundamente todos nós, evangélicos, deixamo-nos envolver por uma mentalidade racionalista, apesar de que em nossos escritos confessionais se lêem sentenças como esta: 'Maria é digna de ser honrada e exaltada no mais alto grau'.
O racionalismo ignorou por completo o mistério da santidade. O que é santo, é bem diferente do resto; diante do que é santo, só nos podemos quedar em admiração, adorar e prostrar-nos no pó. O que é santo, não é possível compreendê-lo. Diante da exotação, de Martinho Lutero, de que Maria nunca pode ser suficientemente honrada na cristandade, como a mulher suprema, como a jóia mais preciosa depois de Cristo, e sou obrigada a me confessar adepta daqueles que durante muitos anos de sua vida não seguiram esta admoestação de exaltá-la e assm também não cumpriram a exotação da Sagrada Escritura segundo a qual as gerações considerariam Maria bem-aventurada (Lucas 1,48). Eu não entrei na fila destas gerações. É verdade que também li na Sagrada Escritura como Isabel, mulher agraciada por Deus, falando pelo Espírito Santo e denominando Maria 'a mãe do meu Senhor', lhe prestou a maior homenagem, ao lhe dizer como prima mais idosa: 'Donde me vem a honra de tu entrares em minha casa?!' Eu, de fato, poderia ter aprendido o procedimento correto com Isabel. Mas eu não prestei homenagem a Maria com pensamento algum, com nenhum sentimento do coração, com palavra alguma, nem com algum canto. E muito menos eu a louvava sem fim, deixando de seguir a orientação de Lutero, quando escreve que jamais chegaríamos a exaltá-la o suficiente.
Minha intenção, ao escrever este opúsculo sobre o caminho de Maria, segundo o que diz dela a Sagrada Escritura, foi conscientemente reparar esta omissão pela qual me tornei culpada para com o testemunho da Palavra de Deus. Nas últimas décadas o Senhor me concedeu a graá de aprender a amar e honrar cada vez mais a Maria, a mãe de Jesus. E isto, à medida que, pela Sagrada Escritura, me ia aprofundando no conhecimento de sua vida e dos seus cainhos. Minha sincera intenção, ao escrever este livro, é fazer o que posso para ajudar, a fim de que entre nós, os evangélicos, a mãe de nosso Senhor seja novamente amada e honrada, como lhe compete, segundo as palavras da Sagrada Escritura e conforme nos recomendou Martinho Lutero, nosso reformador.
Com gratidão gostaria de confessar aqui quanto o testemunho de sua obediência, de sua entrega total de disponibilidade para andar todos os seus penosos caminhos, me foram uma bênção. Pois ela viveu e andou o caminho da humilhação, numa atitude que - no dizer de Lutero, quando escreve a introdução ao Magnificat - nos pode servir de exemplo: 'A delicada mãe de Cristo sabe ensinar melhor do que ninguém - pelo exemplo de sua prática - como devemos conhecer, louvar e amar a Deus...'
Quanto amor nós, os evangélicos, dedicamos aos apóstolos Paulo e Pedro! Muitas vezes até encontramo-nos num relacionamento individual e espiritual com eles. Nós os honramos e lhe agradecemos por terem andado este caminho de discípulos de Cristo. Agradecemos ao apóstolo Paulo, porque sabemos que, sem ele, a mensagem de Jesus não teria chegado até nós, os gentios. Exaltamos, cheios de gratidão, os mártires de nossa Igreja, cujo sangue foi semente da qual a Igreja tira vida. E nos esquecemos muitas vezes de agradecer a Maria, a mãe de nosso Senhor.
Não está ela inserida na 'nuvem de testemunhas' que nos circundam (cf. Hebreus 12,1) e cujo testemunho nos deve fortalecer para a luta que temos a sustentar?
Se honramos apóstolos e arcanjos e deles esperamos que sejam nossos guias no caminho, usando seus nomes para denominar comunidades e igrejas nossas, então, como é que poderíamos excluir Maria, que está ligada a Jesus como a primeira e mais íntima e que andou com Ele o caminho da cruz?
A nossa Igreja Evangélica deixou de lhe prestar honra e louvor, receando com isto reduzir a honra devida a Jesus. Mas o que acontece é o seguinte: toda honra autêntica dirigida aos discípulos de Jesus e também à Sua mãe aumenta a honra do Senhor. Pois foi Ele, só Ele, que os elegeu, os cobriu com Sua graça e fez deles Seu vaso de eleição. Por sua fé, seu amor e sua dedicação para com Deus, é Deus colocado no centro das atenções e é glorificado.
É intenção nossa - como Irmandade de Maria - contribuir, em obediência à Sagrada Escritura, para que nosso Senhor Jesus não seja entristecido por um comportamento nosso destituído de reverência para com Sua mãe ou até de desprezo. Pois ela é Sua mãe que O deu à luz e O criou e educou e a cujo respeito falou o Espírito Santo, por intermédio de Isabel: 'Bem-aventurada a que creu!'
Jesus espera de nós que a honremos e amemos. É isto que nos é proposto pela Palavra de Deus e é, portanto, Sua vontade. E somente os que guardam Sua palavra, são os que amam a Jesus de verdade (João 14,23).''
(M. Basilea Schlink, escritora evangélica que escreveu, em 1960, o livro ''Maria - o Caminho da Mãe do Senhor'' e fundadora da Irmandade Evangélica de Maria, em Darmstadt, Alemanha; fonte: revista ''Pergunte e Responderemos'', nº 429).
''Em Lourdes, em Fátima e em outros santuários marianos, a crítica imparcial se encontra diante de fatos sobrenaturais, que tem relação direta com a Virgem Maria, seja mediante as aparições, seja por causa das graças milagrosas solicitadas pela sua intercessão. Estes fatos são tais que desafiam toda a explicação natural.
Sabemos ou deveríamos saber que as curas de Lourdes e Fátima são examinadas com elevado rigor científico por médicos católicos e não-católicos. Conhecemos a praxe da Igreja Católica, que deixa transcorrer vários anos antes de declarar alguma cura milagrosa. Até hoje, 1200 curas ocorridas em Lourdes foram pelos médicos consideradas cientificamente inexplicáveis. Todavia a Igreja Católica só declarou milagrosas 44 delas. Nos últimos 30 anos, 11000 médicos passaram por Lourdes. Todos os médicos, qualquer que seja a sua religião ou posição científica, tem livre acesso ao ''Bureau des Constatations Medicales''. Por conseguinte, uma cura milagrosa é cercada das maiores garantias possíveis.
Qual é, pois, o sentido profundo destes milagres no plano de Deus? Bem parece que Deus quer dar uma resposta irrefutável à incredulidade dos nossos dias. Como poderá um incrédulo continuar a viver de boa fé na sua incredulidade diante de tais fatos? E também nós, cristãos-evangélicos, podemos ainda, em virtude de preconceitos, passar ao lado destes fatos sem nos aplicarmos a um atento exame? Uma tal atitude não implicaria grave responsabilidade para nós? Por que um cristão evangélico pode ter o direito de ignorar tais realidades pelo fato de se apresentarem na Igreja Católica e não na sua comunidade religiosa? Tais fatos não deveriam, ao contrário, levar-nos a restaurar a figura da Mãe de Deus na Igreja Evangélica?
Somente Deus pode permitir que Maria se dirija ao mundo, através de aparições.
Não nos arriscamos talvez a cometer um erro fatal, fechando os olhos diante de tais realidades e não lhes dando atenção alguma? Cristãos Evangélicos da Alemanha, deveremos talvez continuar a opor-lhes recusa e indiferença? Continuaremos a nos comportar de modo que o inimigo de Deus nos mantenha em atitude de intencional cegueira?
Não deveremos talvez abrir o nosso coração a esta luz que Deus faz brilhar para a nossa salvação? Tal problema evidentemente merece exame, não deve ser afastado de antemão, por preconceito, pelo único motivo de que tais curas são apresentadas pela Igreja Católica. Uma tal atitude acarretaria grave dano para nós mesmos e para o mundo inteiro. Grande responsabilidade nos toca. Temos o direito de examinar tais fatos. Não nos é possível passar ao largo e encampar tudo no silêncio. Hoje, em alguns países, está em causa a existência mesmo do Cristianismo. Seria o cúmulo da tolice ignorarmos a voz de Deus que fala ao mundo, pela mediação de Maria, e dar-lhe as costas, unicamente, porque Ele faz ouvir sua voz através da Igreja Católica. Como quer que seja, não podemos calar por muito tempo sobre tais realidades. Temos que examiná-las, sem preconceito, pois é iminente uma catástrofe.
Poderia acontecer que, rejeitando ou ignorando a mensagem que Deus nos faz chegar através de Maria, estejamos recusando a última graça que ele nos oferece para a nossa salvação. É, por isso, um dever muito grave para todos os chefes da Igreja luterana e para outras comunidades cristãs examinar tais fatos e tomar uma posição objetiva. Este dever impõe-se também pelo fato de que a Mãe de Deus não foi esquecida somente depois da Guerra dos 30 anos e na época dos livres pensadores da metade do século XVIII.
Sufocando no coração dos evangélicos o culto da Virgem, destruíram os sentimentos mais delicados da piedade cristã.
No seu Magnificat, Maria declara que todas as gerações a proclamarão bem-aventurada até o fim dos tempos. Todos nós verificamos que esta profecia se cumpre na Igreja Católica e, nestes tempos dolorosos, com intensidade sem precedentes. Na Igreja Evangélica, tal profecia caiu em tão grande esquecimento que dificilmente se encontra algum vestígio da mesma. Ainda uma vez estas reflexões nos impõe o dever de examinar os fatos acima citados e de tirar dos mesmos todas as conclusões pertinentes.''

(Manifesto de Dresden - documento redigido por vários teólogos luteranos e publicado pela revista ''Spiritus Domini'' n.5, Maio/1982)

A Inquisição


A Inquisição era um Tribunal Eclesiástico, também chamado de “Tribunal do Santo Ofício”, criado para combater heresias cometidas pelos cristãos confessos e muçulmanos vindos do Oriente. A inquisição, ou Tribunal do Santo Ofício, foi iniciada em Verona sob o Papa Lúcio III no ano de 1184, inspirado em escritos de Santo Agostinho, fortaleceu-se sob o Papa Inocêncio III (1198-1216) e o Concílio de Latrão (1215), em 1231, Gregório IX oficializou e multiplicou pela Europa os Tribunais de Inquisição, presidido por inquisitores permanentes. A justificativa dos inquisitores era a de que queriam salvar a alma dos hereges.Todos os inquisitores deveriam ser doutores em Teologia, Direito Canônico e Civil e os inquisitores deveriam ter no mínimo 40 anos de idade ao serem nomeados, e a autoridade do inquisitor é dada pelo Papa através de uma bula. Às vezes o Papa pode delegar o seu poder de nomear os inquisitores, a um Cardeal representante, bem como aos superiores e padres provincianos dos dominicanos, e frades Franciscanos, (foram os papas Inocencio IV e Alexandre IV), que deram esse poder aos superiores e padres provincianos de suas respectivas ordens “Licet ex Omnibu” e “Olim Praesentiens”.O Inquisidor não pode nomear um escrivão, pois será assistido pelo escrivão público das dioceses, somente em 1561 e que os Papas puderam nomear o escrivão. No ponto de vista da Inquisição são Heréticos.O papa Gregório IX ordenou uma investigação (em 1231) sobre uma suspeita de "heresia" entre os albigenses (cultura Cátara, que futuramente iremos mencionar aqui no Site Mistérios Antigos). A palavra albigenses tanto designa os moradores da cidade de Albi, localizada no Sul da França, como nomeia os seguidores da "heresia" (como diz a igreja) cátara, ou dualista, que prega a necessidade da luta do espírito (bem) contra a matéria (mal). Os cátaros do sul da França foram denominados de albigenses. O suspeito de heresia deveria se retratar diante do Tribunal do "Santo Ofício", negar as idéias consideradas heréticas, ou seja, "qualquer linha de pensamento que fosse diferente a da Igreja", e reafirmar a crença nos preceitos católicos. Caso se negasse a fazê-lo, estaria sujeito a santas punições como: multas, penitências, prisão, "confisco de bens" (fator favorável para santa igreja) pelas autoridades eclesiásticas, torturas (autorizadas pelo papa Inocêncio IV) e finalmente, condenação à morte na fogueira.Os perseguidos eram: excomungados, simoníacos, quem se opusesse a igreja de Roma e contestasse a autoridade que "ela" (somente a igreja) recebeu de Deus.Sorrir era proibido! O tom sério afirmou-se como a única forma de expressar a verdade e tudo que era importante e bom. O riso, por sua vez, era visto como o oposto: a expressão do que era mau (pecado). O riso foi declarado como uma emanação do diabo. O cristão deveria conservar a seriedade sempre, para demonstrar seu arrependimento e a dor que sentia na expiação dos seus pecados. É interessante notar que nas histórias infantis medievais essa articulação entre bem e seriedade, mal e riso é fortemente representada. A mocinha que é boa sofre sempre e é tristonha; a bruxa ou feiticeira que é má está sempre dando gargalhadas. Certamente que, seguindo o raciocínio moral da Idade Média, no final da história o sofrimento será recompensado e o riso castigado.Quem cometesse erros na interpretação das sagradas escrituras, quem criasse uma nova seita ou aderisse a uma seita já existente, quem não aceitasse a doutrina Romana no que se refere aos sacramentos, quem tivesse opinião diferente da igreja de Roma sobre um ou vários artigos de Fé e quem duvidasse da fé Cristã, todos eram torturados barbaramente.Uma das experiências mais chocantes que podemos viver é visitar um museu que expõe os instrumentos de torturas usados na Idade Média. É como entrar numa câmara de horrores. É quase impossível acreditar que aqueles objetos eram usados para ferir as pessoas. Aliás, visitar museus que expõem instrumentos de torturas de qualquer época histórica e de qualquer região do mundo é sempre uma experiência muito dolorosa, porque nos deparamos com a crueldade humana elevada a altíssima potência. São pessoas abusando de seu poder para ferir outras pessoas que não podem se defender. A tortura é a expressão máxima da covardia humana, por isso é tão doloroso lidar com esse assunto. A Inquisição usava como método de obtenção de confissão a tortura, e usada em alguns casos ao extremo, levando o torturado à morte.O Juiz Heinrich Von Schulteis de Rhineland do século XVII, considerava a tortura agradável aos olhos de Deus. Ele chegou a cortar os pés de uma mulher e despejar óleo quente nas feridas abertas.Segundo Enry Thomas, grande historiador norte-americano, poderia ser escrito um livro somente sobre as torturas empregadas pela inquisição, embora nada agradável.










Fonte:portal das curiosidades

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REFLITA

Ter uma vida positiva é ter consciência que o universo precisa de você; é lutar pelos SONHOS de maneira determinada; é crescer sem precisar diminuir ninguém; é ter a verdade como um principio vital; é usar o poder da ousadia construtiva; é saber agradecer e perdoar, fraterna e totalmente; é priorizar a família; é viver cada dia de uma vez, sendo alegre no presente e otimista no futuro; é respeitar o próprio corpo; é se preocupar com os mais carentes; é preservar a natureza; é não se abater nos momentos de dor; é jamais perder a esperança; é ter auto estima; é ser rico em humildade; é sempre fazer a sua parte...Pois quando você faz a sua parte tenha certeza de que Deus fará a parte dele.

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