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28 de fev. de 2009

Sexta-feira Santa - “Paixão do Senhor”

Na Sexta-feira Santa a Igreja celebra o Mistério da morte de Jesus na cruz. Ao contrário do que podemos imaginar, não é um dia de tristeza nem de pranto, mas de profunda reflexão acerca do caríssimo preço que Nosso Senhor pagou pela salvação de toda humanidade: oferecendo o dom maior, a própria vida. Do alto da cruz, a redenção deixou de ser promessa e se tornou realidade. Rompeu-se o bloqueio entre o céu e a terra. Nossa comunhão com Deus, destruída pelo pecado, foi restabelecida pelo sangue derramado de Jesus. Podemos dizer com São João da Cruz: “Na cruz, quando sofria o maior abandono sensível, Cristo realizou a maior obra que superou os grandes milagres e prodígios operados em toda a sua vida: a reconciliação do gênero humano com Deus, pela graça”. O sacrifício da cruz recuperou para todos nós o Paraíso (eternidade), outrora perdido, por causa de nossos pecados. Portanto, a cruz que era considerada objeto de maldição (cf. Gl 3,13), tornou-se o trono da glória do Filho de Deus e instrumento de salvação. Também, a morte de Jesus na cruz revelou a condição do homem pecador como ser-para-a-morte. Todos pecaram! A humanidade sem Deus é uma humanidade condenada à morte. Jesus sentiu a solidão da humanidade sem Deus, quando se tornou pecado por nós: “Meu Deus, por que me abandonaste?” (Mc 15,34). O homem, sem Deus, jaz nas trevas e na sombra da morte. Essa imagem de Jesus Crucificado é a imagem final da humanidade, se ela não se converter e permanecer em seu caminho. Jesus, assumindo nossa dor, experimenta-a na sua mais profunda e crua realidade. Ele sofreu aquilo que na verdade cada pecador deveria padecer. Porém, ao gritar sua angústia, Ele invocou o Pai, chamando-o de: “Meu Deus”, expressando assim, a própria confiança e certeza de que, apesar de todas as aparências, o Pai não está longe, nem surdo. Diante da súplica de Jesus, o Pai não o livrou da morte, mas o conduziu à suprema vitória. Por essa vitória, Cristo estabeleceu seu Reino de Amor, revelou a salvação a todos povos: “Embora sendo Filho, aprendeu sofrendo o que é obedecer, e já consumado, chegou a ser causa de salvação eterna para todos os que lhe obedecem” (Hb 5,8-9). Nesta perspectiva, podemos refletir sobre o nosso sofrimento, a nossa cruz! Esta é condição para seguirmos Jesus, Ele mesmo dá um sentido redentor à cruz, quando afirma: “Quem quiser seguir-me negue a si mesmo, carregue sua cruz e me siga” (Mc 8,34). Então, ser discípulo de Jesus Cristo consiste em percorrer o seu caminho, isto é, não desprezar os próprios sofrimentos. Seremos vitoriosos no Senhor! Muitas vezes, questionamos os porquês destes sofrimentos. Jesus lhes deu um sentido, aplicando-os a serviço do Pai e em prol da humanidade: “Cristo padeceu por vós, deixando-vos um exemplo, para que sigais suas pegadas” (1Pd 2,21). Portanto, sigamos sem medo, sem reservas os passos de Nosso Senhor e que a celebração da sua Paixão nos ajude a compreender que a dor e o sofrimento não são o fim de tudo, mas o itinerário que nos remete às alegria eternas da Ressurreição.
Fonte: Boletim Diocesano

O que quer dizer Quaresma?

A palavra Quaresma vem do latim quadragésima e é utilizada para designar o período de quarenta dias que antecedem a festa ápice do cristianismo: a ressurreição de Jesus Cristo, comemorada no famoso Domingo de Páscoa. Esta prática data desde o século IV.
Na quaresma, que começa na quarta-feira de cinzas e termina na quinta-feira (até a Missa da Ceia do Senhor, exclusive - Diretório da Liturgia - CNBB) da Semana Santa, os católicos realizam a preparação para a Páscoa. O período é reservado para a reflexão, a conversão espiritual. Ou seja, o católico deve se aproximar de Deus visando o crescimento espiritual. Os fiéis são convidados a fazerem uma comparação entre suas vidas e a mensagem cristã expressa nos Evangelhos. Esta comparação significa um recomeço, um renascimento para as questões espirituais e de crescimento pessoal. O cristão deve intensificar a prática dos princípios essenciais de sua fé com o objetivo de ser uma pessoa melhor e proporcionar o bem para os demais. Essencialmente, o período é um retiro espiritual voltado à reflexão, onde os cristãos se recolhem em oração e penitência para preparar o espírito para a acolhida do Cristo Vivo, Ressuscitado no Domingo de Páscoa. Assim, retomando questões espirituais, simbolicamente o cristão está renascendo, como Cristo. Todas as religiões têm períodos voltados à reflexão, eles fazem parte da disciplina religiosa. Cada doutrina religiosa tem seu calendário específico para seguir. A cor litúrgica deste tempo é o roxo, que significa luto e penitência.
Cerca de duzentos anos após o nascimento de Cristo, os cristãos começaram a preparar a festa da Páscoa com três dias de oração, meditação e jejum. Por volta do ano 350 d. C., a Igreja aumentou o tempo de preparação para quarenta dias. Assim surgiu a Quaresma.


Qual o significado destes 40 dias?
Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material. Os zeros que o seguem significam o tempo de nossa vida na terra, suas provações e dificuldades. Portanto, a duração da Quaresma está baseada no símbolo deste número na Bíblia. Nela, é relatada as passagens dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias de Moisés e de Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, dos 400 anos que durou a estada dos judeus no Egito, entre outras. Esses períodos vêm sempre antes de fatos importantes e se relacionam com a necessidade de ir criando um clima adequado e dirigindo o coração para algo que vai acontecer.





O que os cristãos devem fazer no tempo de Quaresma?
A Igreja católica propõe, por meio do Evangelho proclamado na quarta-feira de cinzas, três grandes linhas de ação: a oração, a penitência e a caridade. Não somente durante a Quaresma, mas em todos os dias de sua vida, o cristão deve buscar o Reino de Deus, ou seja, lutar para que exista justiça, a paz e o amor em toda a humanidade. Os cristãos devem então recolher-se para a reflexão para se aproximar de Deus. Esta busca inclui a oração, a penitência e a caridade, esta última como uma conseqüência da penitência.





Ainda é costume jejuar durante este tempo?
Sim, ainda é costume jejuar na Quaresma, ainda que ele seja válido em qualquer época do ano. A igreja propõe o jejum principalmente como forma de sacrifício, mas também como uma maneira de educar-se, de ir percebendo que, o que o ser humano mais necessita é de Deus. Desta forma se justifica as demais abstinências, elas têm a mesma função.





Oficialmente, o jejum deve ser feito pelos cristãos batizados, na quarta-feira de cinzas e na sexta-feira santa. Pela lei da igreja, o jejum é obrigatório nesses dois dias para pessoas entre 18 e 60 anos. Porém, podem ser substituídos por outros dias na medida da necessidade individual de cada fiel, e também praticados por crianças e idosos de acordo com suas disponibilidades.
O jejum, assim como todas as penitências, é visto pela igreja como uma forma de educação no sentido de se privar de algo e reverte-lo em serviços de amor, em práticas de caridade. Os sacrifícios, que podem ser escolhidos livremente, por exemplo: um jovem deixa de mascar chicletes por um mês, e o valor que gastaria nos doces é usado para o bem de alguém necessitado.





O que é a Campanha da Fraternidade?
O percurso da Quaresma é acompanhado pela realização da Campanha da Fraternidade – a maior campanha da solidariedade do mundo cristão. Cada ano é contemplado um tema urgente e necessário.
A Campanha da Fraternidade é uma atividade ampla de evangelização que ajuda os cristãos e as pessoas de boa vontade a concretizarem, na prática, a transformação da sociedade a partir de um problema específico, que exige a participação de todos na sua solução. Ela tornou-se tão especial por provocar a renovação da vida da igreja e ao mesmo tempo resolver problemas reais.
Seus objetivos permanentes são: despertar o espírito comunitário e cristão no povo de Deus, comprometendo, em particular, os cristãos na busca do bem comum; educar para a vida em fraternidade, a partir da justiça e do amor: exigência central do Evangelho. Renovar a consciência da responsabilidade de todos na promoção humana, em vista de uma sociedade justa e solidária.
Os temas escolhidos são sempre aspectos da realidade sócio-econômico-política do país, marcada pela injustiça, pela exclusão, por índices sempre mais altos de miséria. Os problemas que a Campanha visa ajudar a resolver, se encontram com a fraternidade ferida, e a fé, tem o compromisso de restabelecê-la. A partir do início dos encontros nacionais sobre a CF, em 1971, a escolha de seus temas vem tendo sempre mais ampla participação dos 16 Regionais da CNBB que recolhem sugestões das Dioceses e estas das paróquias e comunidades.





Como começou a Campanha da Fraternidade?
Em 1961, três padres responsáveis pela Cáritas Brasileira idealizaram uma campanha para arrecadar fundos para as atividades assistenciais e promocionais da instituição e torná-la autônoma financeiramente. A atividade foi chamada Campanha da Fraternidade e realizada pela primeira vez na quaresma de 1962, em Natal-RN, com adesão de outras três Dioceses e apoio financeiro dos Bispos norte-americanos. No ano seguinte, 16 Dioceses do Nordeste realizaram a campanha. Não teve êxito financeiro, mas foi o embrião de um projeto anual dos Organismos Nacionais da CNBB e das Igrejas Particulares no Brasil, realizado à luz e na perspectiva das Diretrizes Gerais da Ação Pastoral (Evangelizadora) da Igreja em nosso País.
Este projeto se tornou nacional no dia 26 de dezembro de 1963, com uma resolução do Concílio Vaticano II, a maior e mais importante reunião da igreja católica. O projeto realizou-se pela primeira vez na quaresma de 1964. Ao longo de quatro anos seguidos, por um período extenso em cada um, os Bispos ficaram hospedados na mesma casa, em Roma, participando das sessões do Concílio e de diversos momentos de reunião, estudo, troca de experiências. Nesse contexto, nasceu e cresceu a Campanha da Fraternidade.





Qual é a relação entre Campanha da Fraternidade e a Quaresma?
A Campanha da Fraternidade é um instrumento para desenvolver o espírito quaresmal de conversão e renovação interior a partir da realização da ação comunitária, que para os católicos, é a verdadeira penitência que Deus quer em preparação da Páscoa. Ela ajuda na tarefa de colocar em prática a caridade e ajuda ao próximo. É um modo criativo de concretizar o exercício pastoral de conjunto, visando a transformação das injustiças sociais.
Desta forma, a Campanha da Fraternidade é maneira que a Igreja no Brasil celebra a quaresma em preparação à Páscoa. Ela dá ao tempo quaresmal uma dimensão histórica, humana, encarnada e principalmente comprometida com as questões específicas de nosso povo, como atividade essencial ligada à Páscoa do Senhor.





Quais são os rituais e tradições associados com este tempo?
As celebrações têm início no Domingo de Ramos, ele significa a entrada triunfal de Jesus, o começo da Semana Santa. Os ramos simbolizam a vida do Senhor, ou seja, Domingo de Ramos é entrar na Semana Santa para relembrar aquele momento.
Depois, celebra-se a Ceia do Senhor, realizada na quinta-feira santa, conhecida também como o lava pés. Ela celebra Jesus criando a eucaristia, a entrega de Jesus e portanto, o resgate dos pecadores.





Depois, vem a celebração da Sexta-feira da Paixão, também conhecida como sexta-feira santa, que celebra a morte do Senhor, às 15 horas. Na sexta à noite geralmente é feita uma procissão ou ainda a Via Sacra, que seria a repetição das 14 passagens da vida de Jesus.
No sábado à noite, o Sábado de Aleluia, é celebrada a Vigília Pascal, também conhecida como a Missa do Fogo. Nela o Círio Pascal é acesso, resultando as cinzas. O significado das cinzas é que do pó viemos e para o pó voltaremos, sinal de conversão e de que nada somos sem Deus. Um símbolo da renovação de um ciclo. Os rituais se encerram no domingo, data da ressurreição de Cristo, com a Missa da Páscoa, que celebra o Cristo vivo.

Fonte: CNBB - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil Arquidiocese de São Paulo - Vicariato da Comunicação

26 de fev. de 2009

O que é um Vigário Geral?

Um vigário-geral é o sacerdote constituído pelo bispo diocesano, com poder ordinário, de acordo com o Código de Direito Canônico, para ajudá-lo no governo de toda a diocese. A nomeação e a demissão do vigário-geral é de livre vontade do bispo.
Normalmente, o bispo deve constituir apenas um vigário-geral, a não ser que a enorme extensão territorial da diocese justifique o contrário. O vigário-geral é, ipso facto, o coordenador da cúria diocesana e tem, durante o tempo que exercer este cargo, o direito ao uso do título de monsenhor.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre

O que é um Bispo?

O Bispo é o pastor da Igreja, responsável pelo ensinamento da Palavra de Deus, pela celebração da Eucaristia e demais sacramentos e pela animação e organização dos carismas e ministérios do Povo de Deus. Ele é obrigado a fazer a visita “ad limina apostolorum” a Roma, e ao Papa, de quatro em quatro anos, quando então apresenta à Santa Sé um relatório de sua diocese e é recebido pelo Papa. Os bispos são, em suas dioceses, o princípio visível e o fundamento da unidade com as outras dioceses e com a Igreja universal.



O BISPO DIOCESANO: é aquele que governa uma diocese.





O BISPO TITULAR: possui o título de uma diocese que existiu no passado e agora existe apenas em título; é normalmente bispo assistente (auxiliar) de um bispo diocesano o arcebispo.





BISPO COADJUTOR: é o bispo assistente (auxiliar) de um bispo diocesano, com direito a sucessão.





O VIGÁRIO EPISCOPAL: é um assistente que pode ser ou não um bispo, designado por um bispo residencial como seu delegado em uma parte fundamental da diocese, para um determinado trabalho apostólico.





A NOMEAÇÂO DOS BISPOS: é realizada após um processo determinado de seleção que varia segundo as regiões e os diversos ritos católicos, mas a aprovação final em todos os casos está sob a decisão do Santo Padre.





O SÍNODO DOS BISPOS: é uma assembléia de Bispos escolhidos das diversas regiões do mundo, que se reúnem em ocasiões determinadas para fomentar a união estreita entre o Romano Pontífice e os Bispos, e ajudar o Papa com seus conselhos para a integridade e melhora da fé e costumes e a conservação e fortalecimento da disciplina eclesiástica, e estudar as questões que se referem à ação da Igreja no mundo.Foi criado pelo Papa Paulo VI em 15 de Setembro de 1965 com o Motu Proprio Apostolica Sollicitudo, aprovando seu Regulamento em 8 de Dezembro de 1966, que foi ampliado nos anos de 1969, 1971 e 1974." (D.C. 342). O sínodo depende diretamente e imediatamente do Papa, que tem a autoridade de designar a agenda, chamar a sessão e dar aos membros autoridade de deliberar e aconselhar. O Papa se reserva o direito de designar o Secretário Geral, Secretários Especiais e até 15% do total dos membros.





Fonte: Adital / Diocese de Joinville

21 de fev. de 2009

Recordes e curiosidades do Papa

Os 26 anos e meio de Pontificado de João Paulo II estão marcados pelos números mais surpreendentes e muitas “primeiras vezes” históricas:
- Além de ter sido o primeiro Papa polaco, foi o primeiro oriundo de uma país comunista – numa altura em que ainda existia a “cortina de ferro” na Europa.
- Foi um jovem que demonstrou grande interesse pelo teatro e literatura polaca.
- Trabalhou duramente numa mina.
- Durante as férias, mesmo já Papa, foi praticante de esqui, montanhismo e remo.
- É o único pontífice católico que deu entrada num hospital público até hoje.
- João Paulo II ocupou o primeiro lugar numa sondagem que pedia a alunos do secundário de Portugal, Espanha e América Latina para indicarem “a pessoa que mais admiram”.
- Confessava todas as Sextas-feiras Santas na Basílica de São Pedro. Baptizava na sua capela privada os filhos dos seus amigos ou dos seus mais modestos colaboradores. Já casou um serralheiro com uma mecanógrafa.
- Em Março de 2003 o Vaticano apresentou o sexto livro de poemas místicos escritos pelo Papa, o “Tríptico Romano”.
- No dia 13 de Abril de 1986 realizou um gesto histórico ao visitar a sinagoga de Roma.
- Pediu perdão pelas faltas humanas cometidas pela Igreja Católica numa intervenção a 12 de Março de 2000, ano do Jubileu.
- É o primeiro Papa a ter rezado numa Mesquita, na Síria, um gesto que muitos sectores mais conservadores não receberam de bom grado.
- Proclamou 1.338 beatos, canonizou 482 santos, mais do que em todos os Pontificados desde 1588.
- Após 26 anos de Pontificado, João Paulo II realizou 104 viagens apostólicas fora da Itália, a que se juntam 146 nesse país.
- Visitou 129 países diferentes e mais de mil cidades. Nestas viagens pronunciou 3288 discursos e esteve fora do Vaticano um total de dias correspondentes a dois anos e três meses.
- Escreveu 14 encíclicas, 15 exortações apostólicas, 11 constituições apostólicas, 46 cartas apostólicas.
- O Papa encontrou-se com 17,5 milhões de pessoas em 1164 audiências semanais. Mais de Mil Chefes de Estado e de Governo passaram pelo Vaticano.

18 de fev. de 2009

Carnaval: Crucificar novamente a Jesus Cristo


Tendo em vista que muitas pessoas - entre eles, vários cristãos - usam dos dias de carnaval como pretexto para darem vazão à prática de uma infinidade de pecados, achamos por bem publicarmos aqui uma pequena coletânea sobre este tempo nefasto, tirada de relatos e escritos da vida de santos e de pessoas piedosas. Intentamos assim levar os verdadeiros católicos a se dedicarem de maneira especial a nesses dias, reparar de alguma forma as ofensas cometidas contra Deus, que já está por demais ofendido pelos pecados do mundo. Que seja para nós o tempo do carnaval um período de oração e sacrifício. E que usemos todo o nosso tempo, ainda que dispendido em ocupações que não sejam propriamente a oração, em oferecermo-nos -juntamente com o que temos, somos e fazemos -, em reparação pela conversão dos pecadores.
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“Numa outra vez, no tempo de carnaval, apresentou-me (Jesus), após a santa comunhão, sob a forma de Ecce Homo, carregando a cruz, todo coberto de chagas e ferimentos. O Sangue adorável corria de toda parte, dizendo com voz dolorosamente triste: Não haverá ninguém que tenha piedade de mim e queira compadecer-se e tomar parte na minha dor no lastimoso estado em que me põem os pecadores, sobretudo, agora?” (Santa Margarida Maria Alacoque, Escritos Espirituais).
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São Francisco de Sales dizia: “O carnaval: tempo de minhas dores e aflições”.
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São Vicente Ferrer dizia: “O carnaval é um tempo infelicíssimo, no qual os cristãos cometem pecados sobre pecados, e correm à rédea solta para a perdição”.
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Santa Catarina de Sena, referindo-se ao carnaval, exclamava entre soluços: “Oh! Que tempo diabólico!"
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Santo Afonso Maria de Ligório escreve: “Não é sem razão mística que a Igreja propõe hoje à nossa meditação, Jesus Cristo predizendo a sua dolorosa Paixão. Deseja a nossa boa Mãe que nós, seus filhos, nos unamos a ela na compaixão de seu divino Esposo, e o consolemos com os nossos obséquios; porquanto, os pecadores, nestes dias mais do que em outros tempos, lhe renovam os ultrajes descritos no Evangelho. Nestes tristes dias os cristãos, e quiçá entre eles alguns dos mais favorecidos, trairão, como Judas, o seu divino Mestre e o entregarão nas mãos do demônio. Eles o trairão, já não às ocultas, senão nas praças e vias públicas, fazendo ostentação de sua traição! Eles o trairão, não por trinta dinheiros, mas por coisas mais vis ainda: pela satisfação de uma paixão, por um torpe prazer e por um divertimento momentâneo. Uma das baixezas mais infames que Jesus Cristo sofreu em sua Paixão, foi que os soldados lhe vendaram os olhos e, como se ele nada visse, o cobriram de escarros, e lhe deram bofetadas, dizendo: Profetiza agora, Cristo, quem te bateu? Ah, meu Senhor! Quantas vezes esses mesmos ignominiosos tormentos não Vos são de novo infligidos nestes dias de extravagância diabólica? Pessoas que se cobrem o rosto com uma máscara, como se Deus assim não pudesse reconhecê-las, não têm vergonha de vomitar em qualquer parte palavras obscenas, cantigas licenciosas, até blasfêmias execráveis contra o Santo Nome de Deus. Sim, pois se, segundo a palavra do Apóstolo, cada pecado é uma renovação da crucifixão do Filho de Deus. Nestes dias Jesus será crucificado centenas e milhares de vezes” (Meditações).

São Pedro Claver e o carnaval
Um oficial espanhol viu um dia São Pedro Claver com um grande saco às costas.
— Padre, aonde vai com esse saco?
— Vou fazer carnaval; pois não é tempo de folgança?
O oficial quer ver o que acontece: acompanha-o.
O Santo entra num hospital. Os doentes alvoroçam-se e fazem-lhe festa; muitos o rodeiam, porque o Santo, passando com eles uma hora alegre, lhes reparte presentes e regalos até esvaziar completamente o saco.
— E agora? – pergunta o oficial.
— Agora venha comigo; vamos à igreja rezar por esses infelizes que, lá fora, julgam que têm o direito de ofender a Deus livremente por ser tempo de carnaval.
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Santo Afonso Maria de Ligório e o carnaval
“ Jesus Cristo, (...) especialmente nestes dias de carnaval é deixado sozinho pelos homens ingratos e como que reduzido à extrema penúria. Se um só pecado, como dizem as Escrituras, já desonra a Deus, o injuria e o despreza, imagina quanto o divino Redentor deve ficar aflito neste tempo em que são cometidos milhares de pecados de toda a espécie, por toda a condição de pessoas, e quiçá por pessoas que lhe estão consagradas. Jesus Cristo não é mais suscetível de dor; mas, se ainda pudesse sofrer, havia de morrer nestes dias desgraçados e havia de morrer tantas vezes quantas são as ofensas que lhe são feitas.
É por isso que os santos, a fim de desagravarem o Senhor de tantos ultrajes, aplicavam-se no tempo de carnaval, de modo especial, ao recolhimento, à penitência, à oração, e multiplicavam os atos de amor, de adoração e de louvor para com o seu Bem-Amado. No tempo do carnaval, Santa Maria Madalena de Pazzi passava as noites inteiras diante do Santíssimo Sacramento, oferecendo a Deus o sangue de Jesus Cristo pelos pobres pecadores. O Bem-aventurado Henrique Suso guardava um jejum rigoroso a fim de expiar as intemperanças cometidas. São Carlos Borromeu castigava o seu corpo com disciplinas e penitências extraordinárias. São Filipe Néri convocava o povo para visitar com ele os santuários e realizar exercícios de devoção. O mesmo praticava São Francisco de Sales, que, não contente com a vida mais recolhida que então levava, pregava ainda na igreja diante de um auditório numerosíssimo. Tendo conhecimento que algumas pessoas por ele dirigidas, que se relaxavam um pouco nos dias de carnaval, repreendia-as com brandura e exortava-as à comunhão frequente.
Numa palavra, todos os santos, porque amaram a Jesus Cristo, esforçaram-se por santificar o mais possível o tempo de carnaval. Meu irmão, se amas também este Redentor amabilíssimo, imita os santos. Se não podes fazer mais, procura ao menos ficar, mais do que em outros tempos, na presença de Jesus Sacramentado ou bem recolhido em tua casa, aos pés de Jesus crucificado, para chorar as muitas ofensas que lhe são feitas.
O meio para adquirires um tesouro imenso de méritos e obteres do céu as graças mais assinaladas, é seres fiel a Jesus Cristo em sua pobreza e fazer-lhe companhia neste tempo em que é mais abandonado pelo mundo. Como Jesus agradece e retribui as orações e os obséquios que nestes dias de carnaval lhe são oferecidos pelas suas almas prediletas!” (Meditações).

Referência bibliográfica: http://www.filhosdapaixao.org.br/carnaval.htm


Sociedade Apostolado
Blog de Doutrina Católica: apologética, espiritualidade e cultura

17 de fev. de 2009

Carnaval: Festa de Deus ou do diabo?


Os dias de carnaval estão entre as primeiras e mais profundas marcas da minha infância. Não porque eu andasse por aí em algum clube ou participando de algum bloco de rua. É que na minha terra e naquela época, carnaval eram três dias de adoração ao Santíssimo Sacramento visando reparar os muitos pecados que se cometiam naqueles dias pelo Brasil afora.Na minha inocência tentava, em vão, compreender o que havia em comum entre adoração-carnaval e pecado. E ficava imaginando que tipo de pecado era aquele que colocava tanta gente no inferno. Claro que, com o tempo, fui tentando organizar meus pensamentos e esquecer aquelas marcas negativas. Mas confesso que ainda hoje carrego comigo algumas daquelas marcas.
Infelizmente, não sou o único a carregar as marcas negativas de um discurso moralizante contra o carnaval e seus pecado. Lá no fundo, muitos católicos continuam associando carnaval e pecado, e sobretudo “aqueles pecados”. Já conseguiu dar um grande passo no caminho da liberação de uma mentalidade doentia que é capaz de perceber que “aqueles” pecados não acontecem só no carnaval, e que os pecados que acontecem no carnaval nem sempre são os piores. Mas seria de esperar que os cristãos que já chegaram ao terceiro milênio dessem alguns passos em frente. E é neste sentido que gostaria de acenar para alguns pontos.
1) A maldade que “se vê” no mundo, depende muito do olhar de cada um. Lembro-me que, de novo, quando criança, ir à praia era considerado um dos piores pecados. Só arriscavam ir à praia pessoas más… Hoje, qualquer pessoa normal concordará que esta é uma das poucas e boas práticas de lazer que nos restam: “descansar na praia”. E já faz muitos anos que não se vê mais ninguém comentar o tamanho do maiô ou do biquini, ou de outros trajes menores ainda. E o mais curioso é que, felizmente, ninguém mais fica se preocupando com os centímetros a mais ou a menos de roupa que se usa. Como nos diz o Evangelho, precisamos primeiro tirar a trave do nosso olho, para só então podermos tentar remover o cisco que se encontra no olho do outro. Tudo é uma questão de olhar… “é do coração que brotam todos os pecados…”; e tudo é questão de ambiente. Uma mesma “veste” que não escandaliza ninguém na praia, pode fazer mal e revestir-se de um sentido maldoso num outro ambiente.
2) Há muito para se aprender com as “escolas de samba”. As pessoas que têm “mente podre”, novamente, são capazes de ver alguns eventuais exageros nas escolas de samba. Mas uma mente sã, será capaz de entrever não só a beleza do ritmo e das coreografias, como será capaz, sobretudo, de discernir muitas virtudes escondidas por trás daqueles desfiles. A primeira destas virtudes é resultante de um trabalho “conjunto”, e feito “com alma”. Numa escola de samba ninguém ganha ponto sozinho. A segunda é resultante da persistência, e porque não dizer da renúncia a tantas distrações, como aquelas cultivadas pelos “videotas”, ou seja, por aquelas pessoas que perdem horas e mais horas diante de programas fúteis de TV, ou de partidas igualmente fúteis de futebol, ou de outro jogo qualquer. Muitos destes programas são carregados de violência. Em pior situação só ficam aqueles que preferem imagens de guerras e de destruição Solidariedade e disciplina são outras duas virtudes a serem lembradas neste contexto.
3)O Carnaval é um exemplo de “invenção” que brota da sabedoria cristã. Para entender a origem cristã do carnaval, devem ser levados em consideração ao menos dois fatores: a tendência de “batizar” certas festas pagãs e a consciência de que “ninguém é de ferro”. Quando estudamos a origem de várias de nossas festas e celebrações litúrgicas, vamos encontrar nelas uma raíz pagã. Ou seja, a Igreja nascente e dos primeiros séculos ficava atenta a certas festas e a certos comportamentos pagãos, para superá-los através de uma espécie de sublimação. Sabidamente o próprio dia do Natal tem a ver com uma festa pagã dedicada ao “deus Sol”. A introdução progressiva aos “mistérios da fé”, também tem algo a ver com uma certa necessidade humana de preservar contra a banalização certas dimensões muito profundas da vida.
Pois bem, percebendo que os pagãos tinham alguns dias de festividades mais intensas, e que com certa facilidade levavam a exageros (festa do vinho, por exemplo), a Igreja, em sua sabedoria, entreviu no carnaval uma possibilidade de os cristãos encontrarem maneiras alternativas para se alegrarem e se descontraírem. Sabendo que “ninguém é de ferro”, a mesma Igreja que pregava a necessidade do jejum e da penitência, sobretudo no período da Quaresma, olhou com bons olhos a organização de uma espécie de “despedida” dos dias normais, para uma entrada corajosa no período da Penitência. Não se poderia, sem mais, afirmar que a Igreja “criou” o carnaval, através de uma espécie de decreto. Aliás este sabidamente não é seu feitio. Mas pode-se dizer que a Igreja olhou com bons olhos e até incentivou o “batismo” de dias de “folia”, para então poder concluir: “agora vocês que já brincaram peguem firme no jejum quaresmal”.
4) As considerações feitas acima nos levam à algumas conclusões:
Primeira: toda e qualquer atividade, todo e qualquer momento, podem ser propícios tanto para a graça, quanto para o pecado. Às vezes os mesmos gestos podem traduzir graça ou pecado. Depende de quem os faz, como os faz e com que motivações os faz.
Segunda: seria bom que, em vez de ficar criticando o que se imagina ter acontecido, nós buscássemos no carnaval alternativas para descansarmos, para depois, sim, pegarmos firmes na Quaresma. É isto que fazem milhões de famílias: aproveitam estes dias para ir à praia, conhecer algum local especial, visitar parentes e amigos, ou mesmo, ficam de “papo para o ar”. Lembro que as “mentes podres” de algumas pessoas ficam vendo fantasmas onde eles não existem; ou mesmo, que certas condenações moralizantes traduzem desejos ocultos, mas muito profundos dos resmungões da vida. Lembremos o ditado: “quem desdenha quer comprar”.
Terceira: para as pessoas de mente mais aberta, ousaria sugerir que fossem criativas, buscando alternativas para aquelas práticas eventualmente associadas ao Carnaval e que não condizem com nossa compreensão cristã da vida, e que não convêm a nós cristãos. Falando mais claro: por que não organizar um carnaval “leve” para nossas crianças e adolescentes, para nossa segunda e terceira idades, mesclando danças, músicas ritmadas, momentos de brincadeira e outras coisas interessantes?
Quarta: mas afinal, o carnaval é festa de Deus ou do diabo? Para bom entendedor, meia palavra basta: tudo depende de como você “imagina”, “vê”, ou “vive” o carnaval. As manifestações de alegria profunda e verdadeira sempre vêm de Deus; as “rosnadas” de mau humor sempre vêm do diabo. Ao que tudo indica, a Igreja dos primeiros séculos mais temia os mal humorados do que os “foliões”, pois os primeiros são quase incorrigíveis, uma vez que se julgam melhores do que os outros, e quem sabe até já “salvos”; enquanto os segundos, são capazes de apresentar mais disponibilidade para cultivar certas virtudes cristãs, como as apontadas acima: trabalho em conjunto, solidariedade, persistência, coragem para enfrentar os revezes da vida…
Por: Frei Antônio Moser

14 de fev. de 2009

Campanha da Fraternidade, como surgiu?


A Campanha da Fraternidade (CF):

Realizada todos os anos pela CNBB, teve início em 1964 com temas que diziam respeito apenas à Igreja. A partir de 1973, a CF começou a mostrar uma maior preocupação com a realidade social do povo brasileiro e os temas começaram a dar destaque a promoção da Justiça e a situações existenciais do povo brasileiro como a realidade sócio-econômico-política, marcada pela injustiça, pela exclusão e por altos índices de miséria.


De acordo com o Padre Toffoli, uma das motivações para que o tema da CF de 2009 seja a Segurança Pública foram os constantes pedidos feitos pela Pastoral Carcerária, organismo pertencente à CNBB que cuida da evangelização em unidades prisionais de todo o país.


Além da Pastoral Carcerária, as dioceses e as regionais da Conferência por todo o país também solicitaram a adoção desse tema. A CF é especialmente manifestada na evangelização libertadora, clama a renovar a vida da Igreja a transformar a sociedade, a partir de temas específicos, tratados à luz do Projeto de Deus. Meio para viver os três elementos fundamentais da espiritualidade quaresmal: Oração, Jejum e Esmola.


Objetivo Geral:

Suscitar o debate sobre a segurança pública e contribuir para a promoção da cultura da paz nas pessoas, na família, na comunidade e na sociedade, a fim de que todos se empenhem efetivamente na construção da justiça social que seja garantia de segurança para todos.


Objetivos Permanentes:

Despertar o espírito comunitário e cristão no povo de Deus, comprometendo os cristãos na busca do bem comum; Educar para a vida em fraternidade, a partir da justiça e do amor, exigência central do Evangelho; Renovar a consciência da responsabilidade, de todos, na Evangelização, na promoção humana, em vista de uma sociedade justa(Justiça e Inclusão social) e solidária.


Objetivos Específicos:

Desenvolver nas pessoas a capacidade de reconhecer a violência na sua realidade pessoal e social, a fim de que possam se sensibilizar e se mobilizar, assumindo sua responsabilidade pessoal no que diz respeito ao problema da violência e à promoção da cultura da paz Denunciar a gravidade dos crimes contra a ética, a economia e as gestões públicas, assim como a injustiça presente nos institutos da prisão especial, do foro privilegiado e da imunidade parlamentar para crimes comuns Fortalecer a ação educativa e evangelizadora, objetivando a construção da cultura da paz, a conscientização sobre a negação de direitos como causa da violência e o rompimento com as visões de guerra, as quais erigem a violência como solução para a violência Denunciar a predominância do modelo punitivo presente no sistema penal brasileiro, expressão de mera vingança, a fim de incorporar ações educativas, penas alternativas e fóruns de mediação de conflitos que visem à superação dos problemas e à aplicação da justiça restaurativa Favorecer a criação e a articulação de redes sociais populares e de políticas públicas com vistas à superação da violência e de suas causas e à difusão da cultura da paz Desenvolver ações que visem à superação das causas e dos fatores da insegurança Despertar o agir solidário para com as vítimas da violência Apoiar as políticas governamentais valorizadoras dos direitos humanos.


Oração Campanha da Fraternidade 2009

Bom é louvar-vos, Senhor, nosso Deus,que nos abrigais à sombra de vossas asas,defendeis e protegeis a todos nós, vossa família,como uma mãe, que cuida e guarda seus filhos. Nesse tempo em que nos chamais à conversão, à esmola, ao jejum, à oração e à penitência, pedimos perdão pela violência e pelo ódio que geram medo e insegurança. Senhor, que a vossa graça venha até nóse transforme nosso coração. Abençoai a vossa Igreja e o vosso povo, para que a Campanha da Fraternidade seja um forte instrumento de conversão. Sejam criadas as condições necessárias para que todos vivamos em segurança, na paz e na justiça que desejais. Amém.


Música da Campanha da Fraternidade 2009

Salve em seu computador o hino com a partitura

1. Ó povo meu, chegou a mim o teu lamento, Conheço o medo e a insegurança em que estás. Eu venho a ti, sou tua força e teu alento. Vou te mostrar caminho novo para a paz Refr.: Onde pões tua confiança? Segurança, quem te traz? É o amor que tudo alcança; Só a justiça gera a paz!

2. Quando o direito habitar a tua casa, Quando a justiça se sentar à tua mesa, A segurança há de brincar em tuas praças; Enfim, a paz demonstrará sua beleza

3. A segurança é vida plena para todos: Trabalho digno, moradia, educação; É ter saúde e os direitos respeitados; É construir fraternidade, é ser irmão.

4. É vão punir sem superar desigualdades; É ilusão só exigir sem antes dar. Só na justiça encontrarás tranquilidade; Não-violência é o jeito novo de lutar.

5. É como teia de aranha, a segurança (Jó 8,14) De quem confia só nas armas, no poder. Não é violência, não são grades ou vingança Que irão fazer paz e justiça florescer.

6. Eu desposei-te no direito e na justiça; Com grande amor e com ternura te escolhi. (Os 2,18) Como aceitar o desrespeito, a injustiça, A intolerância e o desamor que vêm de ti?!


Fonte: CNBB

13 de fev. de 2009

Na igreja católica o que é um Leigo?

O Papel dos Leigos na Igreja Católica: aExortação Apostólica ‘ChristifidelesLaici’ de 1987
(notas de conferência proferida em São Paulo, em 30-11-03, para universitários do Projeto Universidades Renovadas-RCC).

Pe. João Sérgio Cury Lauand

Passados 20 anos do Vaticano II, o Romano Pontífice quis voltar-se para um tema que teve destaque no Concílio e dedicou o Sínodo dos Bispos de 1987 ao estudo de aspectos relativos aos fiéis leigos. O documento pós-sinodal, a exortação Christifideles Laici, apresenta temas dignos de estudo.
Dessa forma vai-se preenchendo uma lacuna de séculos na definição das atribuições dos leigos. Durante muito tempo, pouco ou nada se falou sobre isso. A título de exemplo, em seu conhecido livro sobre a História da Igreja, comentando os resultados do Concílio de Trento, Daniel-Rops afirma: "É de admirar que, entre tantas sessões, não tenha havido uma que traçasse o retrato do verdadeiro cristão leigo...como se tinham traçado os do bispo e do sacerdote".
Logo no início, a Exortação que estamos considerando, afirma: "Ao longo dos seus trabalhos, o Sínodo fez constante referência ao Concílio Vaticano II, cuja doutrina sobre o laicato, à distância de vinte anos, se revelou de surpreendente atualidade e, por vezes, de alcance profético: essa doutrina é capaz de iluminar e de guiar as respostas que hoje devem dar-se aos novos problemas". (n.2).
O Sínodo deu muitas graças pela atuação do Espírito Santo e por tantas iniciativas surgidas nesse período, que vão renovando a Igreja. Recordou por outro lado dois perigos: por um lado a tentação de que os leigos mostrem um interesse exclusivo pelos serviços e tarefas eclesiais, de forma a chegarem freqüentemente a uma abdicação prática das suas responsabilidades específicas no mundo profissional, social, econômico, cultural e político; e a tentação de legitimar a indevida separação entre fé e vida, entre a aceitação do Evangelho e a ação concreta nas mais variadas realidades temporais e terrenas. Voltaremos a isto mais adiante.
O trabalho do Sínodo, em palavras do Papa, esteve voltado a indicar caminhos para que a ‘teoria’sobre o laicato se converta em praxe na Igreja. O documento indica algumas questões de particular relevância: "Entre esses problemas contam-se os que se referem aos ministérios e aos serviços eclesiais confiados ou que deverão confiar-se aos fiéis leigos, a difusão e o crescimento de novos «movimentos» ao lado de outras formas associativas de leigos, o lugar e a função da mulher tanto na Igreja como na sociedade".
Ao final do Sínodo os participantes pediram ao Papa um documento conclusivo sobre os fieis leigos, que foi a origem da Exortação.


Vocação e missão dos leigos
Logo a seguir à introdução o Papa começa a falar com grande força da vocação e missão dos fiéis leigos: "Que escutem o chamamento de Cristo para trabalharem na Sua vinha". O Romano Pontífice faz uma leitura da parábola descrita em Mateus 20, a dos trabalhadores na vinha. Fala da voz de Deus e recorda que essa voz ressoa na alma de cada um e nos acontecimentos, e que neste momento histórico –em todos - pede uma resposta generosa. Pede a coragem de encarar este nosso mundo, que agora está –em palavras do documento - , em certo sentido, pior que nos anos do Concílio.
Vê-se portanto um apelo em sentido inverso ao que gerou a vocação religiosa. Este último, que continua válido, foi no sentido de que os religiosos adotassem o contemptus mundi, o abandono das preocupações do mundo, característico da sua vocação. Trata-se portanto de duas atitudes perfeitamente válidas – entrar de cheio no mundo ou afastar-se dele - , cabendo a cada um saber a que Deus lhe pede pessoalmente. Dessa forma fica respondida a pergunta sobre o local onde o leigo deve ser sal da terra e luz do mundo: no lugar que ocupa no mundo. Dentro do capítulo sobre a vocação e missão o Papa usa imagem muito bonita: são trabalhadores da vinha, mas são também a própria vinha.
Quanto à vocação individual –questão que cedo ou tarde todos se colocam - há um número próprio (58), recomendando a escuta pronta e dócil da Palavra de Deus e da Igreja, a oração filial e constante, a referência a uma sábia e amorosa direção espiritual, a leitura feita na fé dos dons e dos talentos recebidos, bem como das diversas situações sociais e históricas em que nos encontramos.




Quem são os leigos?
A quem se dirige o texto? O Papa diz que vai tentar uma formulação positiva. Implicitamente se reconhece que as anteriores eram algo negativas, quase como os ‘coitados’ que não são padres nem freiras. Recorda-se não somente que pertencem à Igreja mas que são a Igreja, vides radicadas em Cristo, e outras imagens. Mas é sobretudo nos efeitos do batismo que se deve encontrar sua essência: "só descobrindo a misteriosa riqueza que Deus dá ao cristão no santo Batismo é possível delinear a ‘figura’ do fiel leigo". Nesta altura o documento refere-se a toda a força do batismo, com suas conseqüências: passar a ser filhos no Filho, formar um só corpo com Cristo e ser Templos vivos e santos do Espírito.
Os fiéis participam –ainda que de forma diferente que a dos presbíteros - do sacerdócio de Cristo. Os leigos possuem – não perdem! - a secularidade. Um fiel leigo tem características, modos de vida, etc., diferentes dos que têm os religiosos. É diferente seu modo de viver as virtudes. Sempre foi uma grande tentação, e um grande erro, identificar esses modos, de maneira a propor aos leigos as mesmas formas de viver as virtudes que se apresentam para os religiosos. Não pode ter as mesmas características a pobreza de um franciscano e a de um pai de família.




Panorama histórico
Este tema já foi abordado em muitos lugares e seria extenso tratar dele agora. Baste dizer que logo a seguir aos primeiros cristãos foi aparecendo na Igreja o chamado à vida religiosa, a princípio de forma espontânea, condensada depois nas diferentes regras (constituições) aprovadas pela Santa Sé.
Foi tomando diversas formas de acordo com a inspiração de Deus e as necessidades dos tempos. Em séculos sucessivos – em processo que não terminou - foram aparecendo, no Ocidente, os beneditinos, os frades mendicantes, os jesuítas, os clérigos regulares e tantos outros, sempre com a característica do afastamento do mundo, maior ou menor. Não houve um desenvolvimento paralelo de fórmulas para os leigos, até recentemente, com o Vaticano II e seus precursores.
Necessidade da vida interior
Na Exortação o Papa reitera a afirmação evangélica, tantas vezes esquecida na prática, de que todo apostolado fecundo deve apoiar-se na vida interior dos que pretendem efetuá-lo. O ramo não produz fruto se não estiver unido à videira, a Cristo. Todos os cristãos são chamados à santidade, à perfeição, a serem semelhantes ao Pai.
"Sobre a universal vocação à santidade, o Concílio Vaticano II teve palavras sobremaneira luminosas. Pode dizer-se que foi precisamente esta a primeira incumbência confiada a todos os filhos e filhas da Igreja por um Concílio que se quis para a renovação evangélica da vida cristã. Tal incumbência não é uma simples exortação moral, mas uma exigência do mistério da Igreja, que não se pode suprimir: a Igreja é a Vinha escolhida, por meio da qual as vides vivem e crescem com a mesma linfa santa e santificadora de Cristo; é o Corpo místico, cujos membros participam da mesma vida de santidade da Cabeça que é Cristo... Hoje como nunca, urge que todos os cristãos retomem o caminho da renovação evangélica, acolhendo com generosidade o convite apostólico de «ser santos em todas as ações». O Sínodo extraordinário de 1985, a vinte anos do encerramento do Concílio, insistiu com oportunidade sobre essa urgência: «Sendo a Igreja em Cristo um mistério, ela deve ser vista como sinal e instrumento de santidade... Os santos e santas foram sempre fonte e origem de renovação nas circunstâncias mais difíceis em toda a história da Igreja. Hoje temos muitíssima falta de santos, que devemos pedir com assiduidade». Todos na Igreja, precisamente porque são seus membros, recebem e, por conseguinte, partilham a comum vocação à santidade. A título pleno, sem diferença alguma dos outros membros da Igreja, a essa vocação são chamados os fiéis leigos: «Todos os fiéis, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade»; «Todos os fiéis são convidados e têm por obrigação tender à santidade e à perfeição do próprio estado». A vocação à santidade mergulha as suas raízes no Batismo e volta a ser proposta pelos vários sacramentos, sobretudo pelo da Eucaristia: revestidos de Jesus Cristo e impregnados do Seu Espírito, os cristãos são «santos» e, por isso, são habilitados e empenhados em manifestar a santidade do seu ser na santidade de todo o seu operar. O apóstolo Paulo não se cansa de advertir todos os cristãos para que vivam «como convém a santos» (Ef 5, 3).
A vida segundo o Espírito, cujo fruto é a santificação (Rom 6, 22; cf. Gal 5, 22), suscita e exige de todos e de cada um dos batizados o seguimento e imitação de Jesus Cristo, no acolhimento das Suas Bem-aventuranças, na escuta e meditação da Palavra de Deus, na consciente e ativa participação na vida litúrgica e sacramental da Igreja, na oração individual, familiar e comunitária, na fome e sede de justiça, na prática do mandamento do amor em todas as circunstancias da vida e no serviço aos irmãos, sobretudo os pequeninos, os pobres e os doentes."
Como se vê pelo longo texto que reproduzimos, o fundamento da exigência de perfeição é o próprio batismo, afetando portanto todos os que receberam esse sacramento.
Já foi dito que um dos motivos para João Paulo II promover tantas beatificações e canonizações é mostrar que a santidade é algo atual, possível, acessível.




Ação de Deus e do homem
Aqui se coloca uma questão prática interessante. Até que ponto devo atuar, ou abandonar a iniciativa nas mãos de Deus. É o tema da graça. A graça move os corações, mas, ordinariamente, alguém precisa falar. "Quem enviarei?" pergunta Nosso Senhor pela boca do profeta pensando na transmissão da sua doutrina.
Trata-se de tema muito comentado, mas nem sempre as soluções encontradas na realidade prática de cada um estão de acordo com a reta teologia. Sabe-se que mais de uma vez os Papas intervieram impondo silêncio aos dois lados, quando os ânimos ficavam exaltados. Sobre uma dessas ocasiões, comenta Daniel-Rops: "Vinte anos de discussões não serão suficientes para esgotar os argumentos dos dois campos nem para terminar num acordo".
Um resumo rápido da solução poderia ser que cada um de nós procure fazer o que lhe corresponde –de verdade - e deixar para o Senhor aquilo a que não temos acesso. Remeto aqui a uma sugestiva observação do prof. Jean Lauand - falando precisamente a universitários católicos carismáticos num ENUCC - sobre a voz média.




As línguas antigas dispunham de uma fantástica terceira voz: a voz média. Emprega-se a voz média para ações que não se enquadram propriamente na voz ativa nem na voz passiva. Quer dizer que há ações que não são ativas nem passivas? É, é isto mesmo! O verbo nascer por exemplo não é ativo nem passivo: eu nasço ou sou nascido? Sim, certamente sou eu que nasço, mas não exerço ativamente esta ação; por isso o inglês fala do nascer na passiva: I was born in 1952...
Paulinho da Viola trabalha muito com esse conceito de voz média; por exemplo, de sua canção "Timoneiro" é o maravilhoso verso:
"Não sou eu quem me navega, quem me navega é o mar..."
(Cf. http://jean_lauand.tripod.com/page27.html)
"Não sou eu que me navega, quem me navega é o mar". Seria tentar a Deus pedir-lhe que resolva problemas que eu posso solucionar: iluminar-me para que eu não necessite estudar, limitar-nos a rezar para que se solucionem os problemas de econômicos e sociais do país, etc.
Lembro-me, a propósito, de duas histórias que ouvi. Uma é a do homem que cuidava sacrificadamente de seu jardim quando passou uma senhora e candidamente comentou: "Que belo jardim! Que coisas bonitas Deus faz!". Nosso amigo olhou bem para ela, enxugou o suor e disse: "A senhora precisava ver como era isto quando Ele cuidava sozinho!".
A segunda é a do sacerdote que preparava só metade do seu sermão dominical e dizia que deixava a outra metade para o Espírito Santo. Certo domingo, quis conferir com o sacristão, como tinha saído sua prática. Este lhe disse: "Padre, a sua parte como sempre muito boa; a do Espírito Santo desta vez não foi aquelas coisas...!".
Parece que a conclusão é clara. Como já se disse, sem transpiração não há muita inspiração. Para tirar boas notas é preciso estudar; para contratar um funcionário, mais do que consultar a Bíblia (excelente coisa para outros propósitos) será preferível comprovar seu currículo, fazer uma entrevista, etc.
Interesse exclusivo pelas tarefas eclesiais
Esse seria o primeiro erro, a que já nos referimos acima. Com freqüência ressurge a tentação de abandonar a procura de respostas para as dificuldades do dia a dia, ou a de encontrar soluções ‘católicas’ para os problemas.
O Concílio Vaticano II definiu bem a autonomia das realidades terrenas: "Muitos dos nossos contemporâneos parecem temer que a íntima ligação entre a atividade humana e a religião constitua um obstáculo para a autonomia dos homens, das sociedades e das ciências. Se por autonomia das realidades terrenas se entende que as coisas criadas e as próprias sociedades têm leis e valores próprios que o homem irá gradualmente descobrindo, utilizando e organizando, é perfeitamente legítima essa autonomia...e corresponde à vontade do Criador....Mas se com esse nome se entende que as coisas não dependem de Deus e que o homem pode dispor de tudo sem referência ao Criador, então todos os que acreditam em Deus compreendem como são falsas tais afirmações".
É na seqüência desse texto da Gaudium et Spes que se situa uma sentença muito citada e que cada vez mais se revela profundamente sábia: "a criatura sem o seu Criador desaparece, não tem razão de ser". É, portanto, mais um convite a não abandonar o mundo, a trabalhar com todos na procura de soluções justas para os problemas. Deve ter sido em parte em relação a isso que Cristo avisou que os filhos das trevas são mais espertos que os filhos da luz. Um cristão está no mundo como em seu lugar próprio. Aí deve aprender a conviver com todos, a sofrer as dores de todos, a perseguir a resposta aos problemas que afetam seus semelhantes.
Separação entre fé e vida
Um cristão, como aliás toda pessoa, é chamado a manter a coerência entre aquilo em que acredita e sua vida. Não é possível separar nem em sua cabeça, nem em sua atuação as idéias da vida. O contrário seria vida dupla, hipocrisia, incoerência.
Ouvi contar, há tempos, uma história que se não é verdadeira, bem que poderia ser. Certo político, conhecido como católico, votou a favor de determinado tema contrariamente à doutrina da Igreja. Ao ser criticado por um bispo, protestou dizendo que votara como político e não como católico. O bispo lhe respondeu: "Pode ficar tranqüilo, eu não o critiquei como político e sim como católico!".
Não se pode distinguir onde acaba o político e onde começa o católico, e isso vale para todas as ocupações e para todas as ocasiões. A fé e as convicções não são peças de vestuário, acessórios, que se possam utilizar ou não.
Estas foram algumas breves considerações sobre papel dos leigos na Igreja Católica de acordo com a Exortação Apostólica ‘Christifideles Laici’, um documento rico, claro, necessário.

12 de fev. de 2009

Como foi criado o Vaticano


Com poderes ilimitados e polpuda indenização em caixa,Pio XI molda a estrutura do recém-criado estado do Vaticano. E já incomoda seu vizinho, o ditador fascista Benito Mussolini

Em setembro de 1870, quando as tropas de Vittorio Emanuelle II, proclamado rei da recém-unificada Itália, subjugaram e anexaram a cidade de Roma, o papa Pio IX enclausurou-se nos muros do Vaticano. A essa altura, o Risorgimento italiano já havia tomado a maioria dos estados papais, e o pontífice, para não se submeter à nova ordem política na Velha Bota, rompeu relações com a monarquia e declarou-se um prisioneiro do poder laico. O mal-estar entre o estado e a Igreja finalmente chegou ao fim em fevereiro deste ano, quando o papa Pio XI e o ditador fascista Benito Mussolini, o "Duce", assinaram o Tratado e o Concordato de Latrão, que determinaram a criação do estado soberano do Vaticano, reconheceram o catolicismo como religião oficial da Itália e ainda garantiram à Santa Sé uma polpuda compensação financeira pelas anexações dos rincões papais. Livre depois de quase seis décadas, é o Santo Padre que agora se esbalda com seus poderes de chefe-de-estado, literalmente mandando prender e mandando soltar dentro do Vaticano.




O Santo Padre: rádio e jornal próprios
Com a garantia da indenização da administração italiana, de 750 milhões de liras, à vista, e de um bilhão de liras em títulos do governo, o chefe da Santa Sé começa a estruturar uma respeitável aparelhagem estatal – boa parte dela, a seu serviço imediato. Já existe um diário oficial, o L’Osservatore Romano, e Pio XI, de acordo com seus assessores próximos, planeja estruturar no futuro próximo uma rádio oficial para alardear o cristianismo e, claro, a palavra papal. O maior candidato para tocar a empreitada é Guglielmo Marconi. Está em circulação a moeda corrente do Vaticano, a lira vaticana, com a efígie do sumo pontífice, também aceita na Itália e que tem valor parelho ao da lira italiana. O serviço postal do Vaticano foi inaugurado em fevereiro. Já o Corpo da Gendarmaria Pontifícia e o Corpo da Guarda do Papa, com suas coloridas fardas desenhadas por Michelangelo, ganham ainda mais liberdade dentro do Vaticano para assegurar a proteção do agora chefe de estado Pio XI.
Para completar, em junho último, foi promulgada a Lei Fundamental do Estado do Vaticano, que dá ao sucessor de São Pedro a plenitude dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário no enclave de 0,44 quilômetro quadrado ao norte de Roma e em mais doze edifícios espalhados pela cidade, incluindo o Palácio de Castelgandolfo. Os bens da Santa Sé, sua administração, a biblioteca, o arquivo, a livraria e a tipografia do Vaticano também estão diretamente subordinados à vontade do pontífice. Tal lei criou a figura do governador, que pode criar regras para a ordem pública na cidade-estado, com a anuência do Conselho. Porém, a escolha do governador é exclusiva do papa, e pode por ele ser revogada a qualquer momento, sumariamente. Qualquer semelhança com os plenos poderes de Mussolini não é mera coincidência – ao menos para os cartunistas locais, que não se cansam de produzir caricaturas retratando Pio XI envergando a camisa negra do fascismo e o Duce com a tiara papal em sua careca.
O rei Vittorio: encontro simbólico
Os dois manda-chuvas, aliás, trocaram algumas farpas há alguns meses – Mussolini dizendo à Câmara dos Deputados que "a Igreja é soberana apenas no reino da Itália, e não no estado italiano", com a resposta de Pio XI lamentando as declarações hereges do fascista. As arestas ainda não foram completamente aparadas. Para acabar de vez com a animosidade, no fim do ano, de acordo com informações extra-oficiais, o Santo Padre deve receber pela primeira vez no Vaticano o rei Vittorio Emanuele III, em um encontro simbólico para selar a paz entre a monarquia e a Igreja. Mas também aí se descortina um problema diplomático. Pelas rígidas regras cerimoniais do Vaticano, todo soberano católico deve ajoelhar-se ao pé do papa e beijar seu dedão. Benito Mussolini, porém, é radicalmente contra o ósculo, preferindo o tradicional aperto de mão entre dois chefes de estado. Fontes ligadas ao príncipe Umberto garantem que este prefere o cumprimento da formalidade. Este beijo ainda dará muito o que falar.
Fonte: Veja

Adão e Eva existiram de verdade?

Entendendo os primeiros capítulos da Bíblia
Esta é uma pergunta que muitos católicos fazem. O Gênesis, em seus três primeiros capítulos, usa de linguagem figurada para revelar verdades religiosas, não científicas ou históricas. Em resumo, a Bíblia quer nos ensinar apenas o seguinte:
1) Deus criou o ser humano, homem e mulher, podendo ter utilizado a evolução da matéria preexistente até chegar ao grau de complexidade do corpo humano;
2) O Senhor concedeu aos primeiros pais graças espirituais especiais: "justiça original" (harmonia consigo, com a mulher, com a natureza e com Deus), e "estado de santidade" (comunhão profunda com Deus, participação da vida divina), dons preter naturais (não sofrer, morrer, ciência infusa, etc).
3) O Criador indicou aos primeiros pais um modelo de vida, figurado pela proibição de comer a fruta da árvore da ciência do bem e do mal. Isso significava que o homem não deveria ser "o árbitro do bem e do mal", e já que foi elevado à especial comunhão com Deus, devia comportar-se não simplesmente de acordo com seu bom senso ou suas intuições racionais, mas segundo às normas correspondentes de sua dignidade de filho de Deus;
4) O homem, por soberba e desobediência, disse não a esse modelo de vida e ao convite do Criador, perdendo assim o "estado de santidade" e de "justiça original". Desta forma, o sofrimento e morte entraram no mundo por causa do pecado original; isto levou São Paulo a dizer que "o salário do pecado é a morte" (Rom 6, 23).
Não é preciso exagerar a perfeição do estado primitivo da humanidade por causa dos dons preter naturais, e da " justiça original". Foi um estado belo, mas do ponto de vista religioso e moral apenas, não sob o aspecto da civilização ou da cultura.
Os primeiros homens de que fala o Gênesis, podem muito bem ter sido rudimentares como mostram os indícios dos fósseis da pré-história. As idéias religiosas de Adão poderão ter sido puras, mas sob a forma de intuições concretas como dos povos primitivos e das crianças; não se tratava de altos conhecimentos teológicos.
Adão (= Adam, homem) e Eva (=Mãe dos viventes) representam o ser humano criado por Deus. São tão reais quanto é real o gênero humano. Deus se apresentou ao homem nas suas origens, ao homem real e não a um ser fictício. Eles existiram de fato; foram os primeiros seres humanos que receberam de Deus uma alma imortal.
Por outro lado, Adão e Eva não são nomes próprios como João, Pedro, Maria o são. Então, não necessariamente representam apenas o primeiro casal de humanos, mas os primeiros humanos. São nomes de origem hebraica que significam apenas "homem" e "mulher". Por isso, a Igreja deixa para o estudo dos cientistas mostrar como os seres humanos surgiram trazidos por Deus; se de apenas um casal (monogenismo) ou de vários casais de um mesmo tronco (poligenismo). O que a Igreja não aceita é que a humanidade tenha surgido, ao mesmo tempo, de vários troncos, em lugares diferentes.

Por Felipe Aquino: felipeaquino@cancaonova.comProf. Felipe Aquino, casado, 5 fihos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de Aprofundamentos no país e no exterior, já escreveu 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias".

10 de fev. de 2009

Existem provas hoje de que a Arca de Noé realmente foi construida?

Vamos voltar na história e relembrar dos fatos ocorridos...

O filho de Lameque e o neto de Metusalém, Noé, aparece na décima geração depois de Adão. Noé tornou-se o centro de uma das mais conhecidas histórias da Bíblia. Ele e sua família viviam num mundo tão violento e pecador que Deus decidiu que não iria permitir que a raça humana existisse mais naquela época. Mas, no meio de tanta decadência, havia um homem-NOÉ-que tinha fé em Deus e vivia de acordo com as coisas de Deus. Tão justo era Noé que Deus lhe revelou seu plano e fez uma promessa de salvar a ele e a sua família. Deus deu um projeto de 120 anos a NOÉ e disse-lhe para construir uma arca porque iria fazer cair água do céu e inundar toda a terra. Noé fez tudo o que Deus lhe ordenou e com uma idade de 600 anos presenciou tudo acontecer de acordo com o que Deus havia lhe dito. E fez da arca sua casa durante os 40 dias de chuva sobre a terra “...e tudo o que havia fôlego de espírito de vida nos seus narizes, tudo o que havia no seco, morreu.” Gênesis 7:22. E assim foi até o sétimo mês, e no dia dezessete a arca repousou sobre os Montes de “Ararate”. Gênesis 8:4. E foram as águas minguando até o décimo mês. Essa é a história que conhe-cemos. Mas onde estará a “arca”? Por que ninguém consegue encontrá-la ainda mais hoje em dia num mundo de tantas tecnologias e satélites que podem tirar uma foto em nítida imagem de uma pessoa aqui na terra?


Pois o fato é! Realmente estão descobrindo várias evidências desde 1883 que realmente existe uma grande embarcação no monte Ararate na Turquia. Fotos tiradas de satélites, depoimento de pessoas que dizem realmente terem chegado até a arca e evidências como uma pedra que se parece uma âncora

Também amostras da suposta madeira da arca estão sendo analisadas e muitas inscrições em rochas encontradas na região aos redores do monte servem de fatos de que realmente existe uma arca em algum lugar por ali. Em 17 de junho de 1949

Uma missão de rotina da Força Aérea Americana fotografou a mais de 4 mil metros de altura algo muito estranho. Os especialistas analisaram as fotos e emitiram um relatório chamado “anomalia do Ararate” e foi mantido em segredo por mais de 50 anos. Mas em 1993 Porcher Taylor um estudante especializado em satélites e diplomacia começou a fazer severas perguntas sobre esses arquivos. Ele acabou desco-brindo que junto com as fotos de 1949 também haviam outras fotos tiradas por um U-2 (avião-espião) e fotos de alta resolução tiradas pela CIA em 1973 usando o satélite militar KH-9 e até fotos mais sofisticadas tiradas pela CIA através do satélite KH-11 em 1976/1990/1992. Depois de muitos esforços o serviço de defesa liberou 6 fotos das tiradas em 1949 e não foram suficientes para provar se a anomalia era uma formação rochosa ou algo construído por mãos humanas. As fotos foram tiradas de muito longe e um pouco fora de foco (1949). Mesmo depois de outras tentativas usando um satélite comercial de alta precisão as fotos tiradas no verão de Out/99 (um dos mais quentes de todos os tempos na Turquia) ainda não davam para terem certeza sobre a anomalia encontrada no monte Ararat. A espessura de gelo é muito profunda e quase impossivel para se obter uma foto nítida daquele lugar.
Se a arca existe, por que então eles não conseguem encontrá-la? E por que não se organiza uma grande expedição para desvendar tudo? Primeiro: porque durante quase todo o ano o Ararat é coberto de neve. Segundo: os terroristas curdos atrapalham e atacam expedicionários que se aventuram a subir o monte; aquela é uma região muito conturbada. Nos anos 90, mais de 6 mil pessoas morreram no monte e só existe permissão para subir do lado sul, enquanto a suposta arca está no lado norte.
Um geólogo Adventista uma certa vez declarou: Talvez a maior descoberta arqueoló-gica de todos os tempos - a arca de Noé - esteja sendo preservada providencial-mente para, no momento certo, ser revelada ao mundo como um monumento, prestando silenciosamente sua homenagem ao Criador e Mantenedor da vida, o mesmo Deus que amoro-samente deseja implantar em nosso ser a Sua própria imagem, para que pos- samos habitar eternamente em Sua companhia, no Céu e na Nova Terra finalmente restaurados.

Por: Joseano DeSouza

A passagem de Maria para a Eternidade

Ao longo da história, tanto os teólogos quanto a piedade popular se dividiram na opinião se Maria morreu de fato ou se apenas adormeceu e foi levada ao céu em corpo e alma pelos anjos. A basílica em sua honra em Jerusalém chama-se exatamente "Dormitio Mariæ" e um dos documentos mais antigos que temos sobre os últimos dias de Maria também leva esse título. O dogma da Assunção de Maria, proclamado em 1950, não dirimiu a questão, afirmando que "a Imaculada Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria, terminado o curso de sua vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celeste". O corpo de Maria, elevado ao céu, podia já ser um corpo glorificado, como o de Jesus após a ressurreição. Tanto os que falam em morte natural de Maria quanto os que falam em sono profundo da Mãe de Deus têm seus bons argumentos. Estes últimos argumentam com sua conceição imaculada. Se a morte é conseqüência do pecado, Maria, sem pecado e sem sombra de pecado, não podia morrer. Lembram também que a imortalidade é uma característica da Igreja. Ora, sendo Maria o protótipo da Igreja, bem podia Deus realizar nela o que fará com a Igreja no final dos tempos, ou seja, ressuscitar os que morreram e "arrebatar com eles para as nuvens, ao encontro do Senhor nos ares os que ainda estão vivos" (1Ts 4,16-17). Os que afirmam sua morte natural lembram que também Jesus era imaculado e santíssimo e passou pela morte, destino de todos os filhos de Adão, porta e parto necessários para a imortalidade. Maria é o modelo de todos os resgatados pelo Cristo através de sua morte e ressurreição. Também Maria, que se uniu a Ele no Calvário, ter-se-á configurado a ele na morte e na ressurreição. Assim como ela, sem pecado, passou por dores, angústias, desconfortos, perseguição, também terá passado pela prova maior: a morte corporal. Sem que com isso se afirme que seu corpo sofreu a decomposição. As duas tradições são antiqüíssimas. Em nossos dias prevalece a tese de que Maria passou pela morte à imitação de Jesus. Mas é ainda e continuará a ser uma questão em aberto. Também não temos certeza de onde e quando Maria encerrou sua passagem terrena. Sabe-se que, na dispersão dos Apóstolos, Maria acompanhou João, como recomendara Jesus na Cruz (Jo 19,16-27). O Apóstolo João teria migrado para Éfeso, hoje sudoeste da Turquia, uns 600 km ao sul de Istambul. Maria teria findado seus dias em Éfeso. Esta tradição tomou corpo a partir do século XVIII com as visões da camponesa alemã Ana Catharina Emmerich (1774-1824) que, em sonho ou numa revelação, "viu" no alto da montanha popularmente denominada "Colina do Rouxinol", distante 7 km da antiga cidade portuária de Éfeso, a capela Meryem Ana Evi (Casa da Mãe de Deus), que seria a casa em que Maria teria terminado seus dias. Catharina viajou para lá, encontrou tudo como "vira" em sonho e começou a restaurar a antiga capela-casa de Maria, que até hoje os peregrinos podem visitar. Mães turcas, católicas e muçulmanas visitam continuamente aquele santuário, para terem um bom parto e sorte na educação dos filhos. No entanto, não há documentos históricos que favoreçam essa tradição e as escavações arqueológicas mostraram que a capela é certamente posterior ao século VI. Uma outra tradição faz Maria terminar sua jornada terrena em Jerusalém, no Monte Sion e ser sepultada no lugar onde se encontra hoje a Basílica da "Dormição de Nossa Senhora", na região do Vale do Cedron, local tradicional de sepulturas. Os estudos arqueológicos e outros indícios fazem remontar o túmulo aos tempos romanos, ou seja, ao primeiro século da nossa era. Além disso, foram encontradas grafites, escritas pelos primeiros cristãos, que iam honrar o local do túmulo de Maria. Foram encontradas também algumas sepulturas judeu-cristãs, que ladeiam a câmara mais interna. Temos ainda a tradição oral de dois mil anos: os cristãos sempre foram lá venerar o túmulo da Mãe de Deus. E temos, além disso, alguns relatórios de peregrinos (famoso é o de Etérea), que por lá passavam e registravam suas impressões sobre a visita e a liturgia celebrada no local. Maria teria voltado de Éfeso para Jerusalém, onde moravam seus parentes, quando o Apóstolo João retornou para participar do primeiro Concílio Ecumênico da Igreja (At 15,6-29). Na década de 60, quase ao mesmo tempo em que o franciscano Frei Bellarmino Bagatti fazia as escavações científicas junto ao túmulo de Maria, foi descoberto, na biblioteca do Louvre, em Paris, um documento em grego que possibilitou chegar a outros documentos, sobretudo a três, muito próximos entre si tanto na informação quanto no estilo. São eles: De Transitu Mariæ (em língua etíope), Dormitio Mariæ (em grego) e Transitus Mariæ (em latim). Estes textos devem ser datados do final do segundo século até começos do século quarto. Os três textos concordam em que Maria tenha terminado seus dias em Jerusalém. A última referência bíblica a respeito de Maria a temos nos Atos, ainda quando os Apóstolos estavam no Cenáculo, depois da Ascensão de Jesus: "Todos permaneciam unânimes na oração com algumas mulheres, Maria, Mãe de Jesus, e seus irmãos" (At 1,14). Mas até o século VIII o texto grego "Dormitio Mariæ" encontrava-se no final da bíblia, depois do livro do Apocalipse. Hoje esse texto é considerado apócrifo, isto é, não pertencente ao conjunto dos livros da Sagrada Escritura, portanto, não revelado. Mas de todo respeito. Podia-se perguntar por que a Igreja não aceitou esse livro como revelado. Porque seu estilo é todo diferente e, no IV século, quando se fixou a canonicidade dos livros da Escritura, esse livro tinha muitos acréscimos heréticos e tendenciosos contra a divindade de Jesus, contra a maternidade divina de Maria, contra a Santíssima Trindade, e já não se sabia mais qual era o texto original. O texto descoberto agora é anterior a esses acréscimos e, por isso, merece algum crédito e, diria, alguma veneração. Segundo este texto e segundo o texto intitulado "Transitus Mariæ", teríamos os seguintes passos: Maria recebe o anúncio de sua morte e garantia de amparo no momento da passagem; os Apóstolos se reúnem milagrosamente em torno de seu leito; Maria morre à semelhança de todos os seres humanos; durante o funeral, os judeus promovem uma manifestação hostil; depois do sepultamento, segue-se a ressurreição, sendo levada ao céu. Não podemos esquecer que não estamos num terreno de fé. Mas de piedosa crença popular. Na verdade, os últimos dias de Maria e sua passagem para a eternidade estão envoltos num véu de mistério que dificilmente a história ou a teologia conseguirão desvendar. Que idade teria Nossa Senhora quando terminou seus dias na terra? Há um texto antigo que diz: "Dois anos depois de Cristo ter vencido a morte e subido ao céu, Maria começou a chorar no refúgio de seu quarto", ou seja, Maria passou a viver seus últimos dias. O texto passa a contar esses últimos dias, inclusive sua assunção ao céu. Se Maria concebeu Jesus aos 14 anos, deu à luz aos 15 (idade normal naquele tempo na Ásia Menor para casar) e Jesus morreu em torno dos 33 anos, Maria teria 50 anos ao morrer. Sabe-se que era a idade média de vida das mulheres naquele tempo e naquela região. Há uma tradição, que vem dos primeiros tempos da Igreja, que conta que, chegado o momento do trânsito de Maria, Jesus teria vindo buscá-la, acompanhado dos Arcanjos Miguel e Gabriel. O Arcanjo Miguel foi o anjo vencedor de Lúcifer no paraíso terrestre (Ap 12,7-9) e o vencedor do dragão de sete cabeças, que quis devorar o filho da mulher revestida de sol (Ap 12,3-5). No passamento de Maria, hora mais de triunfo e vitória do que de morte, retorna, na piedade popular, o grande Arcanjo, como que para re-arrumar o paraíso perdido e introduzir nele, agora celestial, a humanidade inteira, representada em Maria Imaculada, virgem, esposa e mãe, Mãe de Deus. Retorna Miguel, o protetor da Igreja contra Satanás, para acompanhar na entrada da glória aquela que é o protótipo da comunidade cristã redimida e santificada. Retorna também, na piedosa crença popular, com o Cristo glorioso, o Arcanjo Gabriel, o embaixador de Deus na Anunciação (Lc 1,26), a testemunha da escolha da jovem Maria de Nazaré como Mãe do Filho de Deus, o Messias Salvador. O Arcanjo, presente no início da história da salvação trazida pelo Cristo e na qual Maria se envolvera cem por cento, retorna no momento em que ela termina sua missão e seus dias na terra, entra gloriosa no seio da Trindade para ser, no tempo e na eternidade, a Mãe da Igreja, a terníssima Rainha do Céu e da Terra. Maria esteve associada a Jesus a vida inteira (de fato, os teólogos a chamam "Sócia de Cristo"). Associada no corpo, fazendo uma unidade com ele. Associada na missão redentora a ponto de ser chamada "Mãe da Redenção". Associada na morte e associada por toda a eternidade na glória. Passando pela morte, Maria tornou-se para a humanidade a "feliz porta do céu, para sempre aberta".
Por Frei Clarêncio Neotti, O.F.M

Santa Edwiges “Protetora dos Endividados”.

Nasceu em uma região na Europa Central chamada Silésia, entre Alemanha Oriental e Polônia, no século XVI, ano de 1174. Filha de Bertoldo de Andech, Marquês de Meran e Conde do Tirol e de Inês, filha do Conde de Rottech, família muito numerosa e dotada de grandes riquezas e poderes. Edwiges foi criada com carinho, conforto e uma boa base religiosa.
Aos seis anos foi internada no Mosteiro de Kicing, onde recebeu uma rígida educação, aprendeu as Sagradas Escrituras e foi preparada para vida.Ao completar doze anos, seu pai arranjou-lhe um noivo chamado Henrique, Duque da Silésia, mais tarde Duque da Polônia. Seu encantamento foi grande ao conhecer sua Noiva dotada de grande beleza interior.
Seu casamento aconteceu no ano de 1186, com a presença de nobres famílias, este acontecimento marcou a época, com longas comemorações de grande estilo. No final, Edwiges parte com seu marido, tornando-se a grande Duquesa da Silésia e da Polônia.Em seu novo lar, ela assumiu seu papel de dona de casa, e em pouco tempo conquistou todos os que estavam sobre suas ordens através da forma carinhosa de tratá-los. Transformou seu lar num grande templo de Deus, onde era respeitada e amada por todos. Aos treze anos foi mãe pela primeira vez, trazendo felicidade e luz, com o passar do tempo sua família cresceu ainda mais, ficando com o total de seis filhos. Alguns anos passaram, e por razões de rivalidades, ocorreram grandes conflitos no seio de sua família. Infelizmente por causa destas contendas a Duquesa Edwiges derramou muitas lágrimas.
Apesar de todo sofrimento ela encontrou na sua fé em Deus, forças para consolar parentes seus mais próximos. Com o passar do tempo Edwiges desapegou-se das coisas materiais e foi morar com seus amigos nas dependências do Mosteiro.Seu marido tinha construído o Mosteiro de Trebnitz, e após sua morte, Edwiges continuou sua obra com dedicação.
Edwiges dedicou inteiramente sua vida aos pobres, doentes e aos trabalhos monásticos. Foi a personificação da humildade, amor, solidariedade, caridade e fé! Era fiel a todas as regras monásticas, mas não fez os votos religiosos! Pois queria beneficiar, pessoalmente e melhor, seus irmãos com suas riquezas.Ela possuía virtudes de grande nobreza celestial! E as punha em prática sempre nos momentos conturbados em que conservava sua serenidade e paciência. Sua vida foi bastante austera, com penitências e jejuns. Sua vida era uma grande oração, pois seguia os exemplos dos Santos de sua Igreja. Quando Edwiges se recolhia para orar entrava num estado de graça que a fazia levitar, e certa vez foi flagrada por um Ministro de nome Boguslau que ficou deslumbrado com o quadro angelical que vira.
Sua missão na terra, com seus irmãos carentes de pão material e espiritual, consumiu inteiramente sua vida; pois ela renunciou a tudo para seguir os ensinamentos de Deus!Certo dia Edwiges recebeu uma nobre visita de uma senhora chamada Myleísa, e passaram muito tempo a conversar. Quando chegou a hora da despedida Edwiges queria beijá-la pela última vez, pois já previa sua ida para a eternidade.Quando se aproximava o momento de sua enfermidade, ela avisou a todos do seu convívio, chamou seu confessor Frei Mateus para ministrar o Sacramento da Unção dos Enfermos.
Foram dias de preparação para o dia de sua partida, com dias de muitas orações. Edwiges recebeu visitas de muitos Santos, foram momentos de graça e luz para todos, e finalmente no dia 15 de Outubro de 1243 ela caminhou rumo ao Pai Celestial.Após sua morte milhares de pessoas conseguiram muitas graças por sua intercessão, e foram feitos longos estudos de sua vida e finalmente ela foi canonizada numa Missa solene no dia 15 de Outubro de 1267. Podendo ser chamada de Santa Edwiges “Protetora dos Endividados”.
Fonte: Minha Prece

8 de fev. de 2009

Por que Santo Antonio tem fama de casamenteiro?

Santo Antonio é o santo mais popular do Brasil. Conta a lenda que certo dia ele ajudou uma pobre moça a se casar. Ela não tinha dinheiro para apresentar como dote, a fim de que pudesse se casar. Então, Santo Antonio disse-lhe que tivesse fé e logo surgiram, milagrosamente, moedas de ouro e a moça realizou o seu sonho.
Este santo também é invocado para achar objetos perdidos.
Por que existe o "pão de Santo Antonio" ou o "pão dos pobres"?

Santo Antonio, que era frade franciscano ajudava sempre os pobres e todos os dias distribuia alimento aos que passavam fome. É por isso que em vários lugares existe o costume de seus devotos distribuirem alimentos e pães para ajudar os mais carentes. No dia da festa do santo acontece também a distribuição dos pãezinhos. Muitas pessoas os colocam dentro dos potes de farinha ou de algum outro alimento, presente na despensa, para que nunca falte a comida em suas casas.
No dia 31 de maio de 2008 começa a trezena (treze dias de orações) de Santo Antonio. Celebraremos o dia de Santo Antonio no dia 13 de junho. No final deste artigo ofereceremos algumas preces para que você possa utilizar.
O Dia dos Namorados, tratado em muitos países como Dia de São Valentim, é uma data comemorativa na qual se celebra o amor dos casais de namorados, quando é comum a troca de cartões com mensagens românticas e presentes com simbolismo de mesmo intuito, tais como as tradicionais caixas de bombons em formato de coração.
No Brasil, a data é comemorada no dia 12 de Junho, já em Portugal, a data é celebrada em seu dia mais tradicional: 14 de Fevereiro.
A história do Dia de São Valentim remonta um obscuro dia de jejum já tido em homenagem a São Valentim. A associação com o amor romântico chega depois do final da Idade Média, durante o qual o conceito de amor romântico foi formulado.
O dia é hoje muito associado com a troca mútua de recados de amor em forma de objetos simbólicos. Símbolos modernos incluem a silhueta de um coração e a figura de um cupido com asas. Iniciada no século XIX, a prática de recados manuscritos deu lugar à troca de cartões de felicitação.
Estima-se que aproximadamente um bilhão de cartões com mensagens românticas são mandados a cada ano, tornando esse dia um dos mais lucrativos do ano. Também se estima que as mulheres comprem aproximadamente 85% de todos os presentes no Brasil.
Durante o governo do imperador Caldeus II, este proibiu a realização de casamentos em seu reino, com o objetivo de formar um grande e poderoso exército. Caldeu acreditava que os jovens se não tivessem família, se alistariam com maior facilidade. No entanto, um bispo romano continuou a celebrar casamentos, mesmo com a proibição do imperador. Seu nome era Valentim e as cerimônias eram realizadas em segredo. A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens jogavam flores e bilhetes dizendo que os jovens ainda acreditavam no amor. Valentim foi decapitado em 14 de Fevereiro de 270 d.C.
Data no Brasil
No Brasil, a data é comemorada no dia 12 de junho por ser véspera do 13 de junho, Dia de Santo Antônio, santo português com tradição de casamenteiro, provavelmente devido suas pregações a respeito da importância da união familiar.
A data foi criada pelo comércio paulista e depois assumida por todo o comércio brasileiro para reproduzir o mesmo efeito do Dia de São Valentim, equivalente nos países do hemisfério norte, para incentivar a troca de presentes entre os "apaixonados".
A seguir colocamos uma interessante contribuição do internauta Alex A. Borges, de Minas Gerais, Patos de Minas, Brasil, a respeito de Santo Antonio, que aparecerá entre aspas. Logo em seguida, você encontrará orações dirigidas ao santo.
"Quanto ao motivo pelo qual Santo Antônio é considerado patrono dos namorados ou santo casamenteiro, o que sei é que se deve ao seguinte caso: "Em Nápoles, havia uma moça muito bonita, cuja família não podia pagar o dote para ela se casar. Certa vez, a moça - ajoelhada aos pés da imagem de Santo Antônio - pediu com fé a ajuda do Santo que, milagrosamente, lhe entregou um bilhete e disse para entregá-lo a um determinado comerciante. No bilhete, ele pedia ao comerciante que desse a ela moedas de prata equivalentes ao peso do papel. O comerciante não se importou, achando que o peso daquela folhinha era insignificante. Mas, para sua surpresa, foram necessários 400 escudos da prata para que a balança atingisse o equilíbrio. Foi nesse momento que o comerciante se recordou que outrora havia prometido 400 escudos de prata ao Santo, e nunca havia cumprido a promessa. Santo Antônio, então, viera fazer a cobrança daquele modo maravilhoso. A jovem moça pôde, assim, casar-se de acordo com o costume da época e, a partir daí, Santo Antônio recebeu - entre outras atribuíções - a de "O Santo Casamenteiro"." Não tenho certeza, mas essa história parece encontrar-se na obra Vida e milagres de Santo Antônio do Padre Fernando Tomás de Brito, da Editora Artpress, comercializado pela Livraria Petrus, que é a livraria dessa editora, cujo site é facilmente encontrado pelo google. PAZ E BEM A TODOS!

ORAÇÕES A SANTO ANTONIO
Benção de Santo Antonio
Eis aqui a Cruz do Senhor!Fugi, partes contrárias,venceu o leão da tribo de Judáe a Raiz de Davi.Aleluia, aleluia!Cristo vence,Cristo reina,Cristo manda com império,Cristo nos defende de todo o mal.Cristo Rei veio em paz, o Verbo se encarnou e Deus se fez homem.
Rogai por nós, Santo Antônio.Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
OREMOS: Ó Deus, nós vos suplicamos que a presença de Santo Antônio, vosso confessor e doutor, alegre a vossa Igreja para que, fortalecida sempre com os auxílios espirituais, mereça gozar as alegrias eternas. Por Jesus Cristo. Amém!



BÊNÇÃO DO PÃO DE SANTO ANTONIO
Senhor, Pai Santo, Deus eterno e todo-poderosoabençoai + este pão, pela intercessão de Santo Antônio,que por sua pregação e exemplodistribuiu o pão da vossa Palavra aos vossos fiéis.Este pão recorde aos que o comerem ou distribuírem com devoção,o pão que vosso Filho multiplicou no deserto para a multidão faminta,o Pão Eucarístico que nos dais todos os dias no mistério da Eucaristia;e fazei que este pão nos lembre o compromissopara com todos os nossos irmãos necessitados de alimento corporal e espiritual.Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,pão vivo que desceu do céu, e dá vida e salvação ao mundo,na unidade do Espírito Santo. Amém!



ORAÇÃOPARA QUE NÃO FALTE O PÃO
Santo Antônio, amigo dos pobres,peço-te a graça de nunca faltar pão e alimento em nossa mesa.Prometo-lhe, por minha vez, olhar sempre para os mais necessitados,repartindo com eles o pão que nos mandares, através do trabalho honesto.Ajuda-nos a buscar sempre o Pão vivo que desceu do céu, que é Jesus na Eucaristia. Amém.

Fonte:Canto da Paz

Santos Padroeiros


SANTOS PADROEIROS: São os Santos invocados e venerados por motivos especiais.


1) PADROEIROS DOS PRINCIPAIS PAÍSES.

ALEMANHA: - São Bonifácio.

ARGENTINA: - Nossa Senhora de Luján.

AUSTRÁLIA: - São Francisco Xavier.

BÉLGICA: - São José.

BRASIL: - Imaculada Conceição.

CANADÁ: - Santa Ana.

CHINA: - São José.

DINAMARCA: - Santo Oscar.

ESCÓCIA: - Santo André.

ESPANHA: - São Tiago Maior.

FINLÂNDIA: - São Henrique.

FRANÇA: - Santa Joana D’arc.

GRÉCIA: - São Nicolau de Mira.

HOLANDA: - São Willbrod.

HUNGRIA: - Santo Estevão.

INGLATERRA: - São Jorge.

IRLANDA: - Santa Brígida; Santa Columba; São Patrício.

ITÁLIA: - Santa Catarina de Sena; São Francisco de Assis.

JAPÃO: - São Pedro Batista.

MÉXICO: - Nossa Senhora Guadalupe.

NORUEGA: - Santo Olavo.

POLÔNIA: - São Casemiro.

PORTUGAL: - Santo Antonio de Pádua; São Vicente de Saragossa.

U.S.A.: - Imaculada Conceição.


2) PADROEIROS DE PROFISSÕES, ESTADOS DE VIDA, ETC.

AÇÃO CATÓLICA: - São Francisco de Assis.

ACÓLITOS: - São Tarcísio.

AÇOUGUEIROS: - Santo André; Santo Antão; São Lucas.

ADVOGADOS: - São Genésio; Santo Ivo.

ALFAIATES: - São Homobono.

AMAS: - Santa Ágata; Santo Aleixo; São Camilo de Lelis; São João de Deus; São Rafael Arcanjo.
ANIMAIS (DOMÉSTICOS): - Santo Antão.

ARQUEIROS: - São Sebastião.

ARQUITETOS: - Santa Bárbara; São Tomé.

ARTES: - Santa Catarina de Bolonha.

ARTILHEIROS: - Santa Bárbara.

ARTISTAS: - São Lucas.

ASCENSORISTAS: - Santa Ana.

ASTRÔNOMOS:- São Domingos.

ATLETAS: - São Sebastião.

ATORES: - São Genésio.

AUTOMOBILISTAS: - São Cristóvão.

AVIADORES: - Nossa Senhora de Loreto; São José Cupertino; Santa Teresa de Lisieux.
BANQUEIROS: - São Mateus.

BARBEIROS: - São Cosme; São Damião; São Luiz.

BIBLIOTECÁRIOS: - São Jerônimo.

BOMBEIROS: - São Floriano.

CAÇADORES: - São Huberto.

CALDEREIROS: - São Mauro.

CANONISTAS: - São Raimundo de Peñaforte.

CANTEIROS: - São Clemente I.

CANTORES: - São Cecília; São Gregório Magno.

CARPINTEIROS: - São José.

CATEQUISTAS: - São Carlos Borromeu; São Roberto Belarmino.

CEGOS: - Santa Odília.

CESTEIROS: - Santo Antão.

CHAPELEIROS: - São Severo de Ravena.

CIENTISTAS: - Santo Alberto Magno.

CINTEIROS: - Santo Aleixo.

CIRURGIÕES: - São Cosme; São Damião.

CLÉRIGOS: - São Gabriel da Virgem Dolores.

COCHEIROS: - São Fiacre.

COLETORES: - São Mateus.

COMEDIANTES: - São Vito.

CONFESSORES: - São João Nepomuceno.

CONSTRUTORES: - São Vicente Ferrer.

COVEIROS: - Santa Antão.

COZINHEIROS: - São Lourenço; Santa Marta.

DENTISTAS: - Santa Apolônia.

DOENTES: - São Camilo de Lelis; São João de Deus; São Miguel Arcanjo.

DOMÉSTICOS: Santa Marta; Santa Zita.

EMPREGADOS POSTAIS: - São Gabriel Arcanjo.

ENCADERNADORES: - São Pedro Celestino.

ENFERNEIROS: - Santa Ágata; Santo Aleixo; São Camilo de Lelis; São João de Deus; São Rafael Arcanjo.

ENGENHEIROS: - São Francisco III.

ERUDITOS: - Santa Acca.

ESCOLARES: - Santa Brígida.

ESCOLAS: - São José Calasans; São Tomaz de Aquino.

ESCOTEIROS: - São Jorge.

ESCRITORES: - São Francisco de Sales; Santa Luzia.

ESCULTORES: - São Cláudio.

ESTALAJADEIROS: - Santo Amando.

ESTENÓGRAFOS: - São Genésio.

ESTUCADORES: - São Bartolomeu.

ESTUDANTES: - Santa Catarina de Alexandria; São Tomaz de Aquino.

FARMACÊUTICOS: - São Cosme; São Damião; São Tiago Menor. FAZENDEIROS: - Santo Isidoro; São Jorge.

FERREIROS: - São Dunstan.

FILÓSOFOS: - Santa Catarina de Alexandria; São Justino.

FLORISTAS: - Santa Dorotéia.

FUNERÁRIOS: - São José Arimatéia.

GESTANTES: - São Geraldo Magela; Santa Margarida; São Raimundo Nonato.

GUARDAS: - São Pedro de Alcântara.

HOSPITAIS: - São Camilo de Lelis; São João de Deus. IATISTAS: - Santo Adjutor.

IGREJA UNIVERSAL: - São José.

IMPRESSORES: - Santo Agostinho de Hipona; São Genésio; São João de Deus.

INVÁLIDOS: - São Roque.

JARDINEIROS: - São Abalardo; Santo Dorotéia; São Fiacre; São Trifon.

JOALHEIROS: - Santo Eligio.

JORNALISTAS:- São Francisco de Sales.

JURISTAS: - Santa Catarina de Alexandria.

JUVENTUDE: - São Gabriel da Virgem Dolores; São João Berchmans; São Luiz de Gonzaga. LEITEIROS: - Santa Brígida.

LIVREIROS: - São João de Deus.

MARINHEIROS: - São Miguel Arcanjo; São Nicolau de Tolentino.

MARMORISTAS: - São Clemente I.

MÉDICOS: - São Cosme; São Damião; São Lucas; São Pantaleão; São Rafael Arcanjo. MENDICANTES: - Santo Aleixo.

MENSAGEIROS: - São Gabriel Arcanjo.

MERCADORES: - São Francisco de Assis; São Nicolau de Mira.

MERCEEIROS: - São Miguel Arcanjo.

METALÚRGICOS: - Santo Eligio.

MINEIROS: Santa Bárbara.

MISSÕES: São Francisco Xavier; Santa Teresa de Lisieux.

MOÇAS: - Santa Inês.

MOLEIROS: - Santo Arnulfo; São Vitor.

MOTOCICLISTAS: - Nossa Senhora Medianeira.

MOTORISTAS: - São Cristóvão.

MUSICISTAS: - Santa Cecília; São Dunstan.

NAMORADOS: - São Rafael Arcanjo.

NOTÁRIOS: - São Lucas; São Marcos.

OPERÁRIOS: - São José. ORADORES: - São João Crisóstomo.

ÓRFÃOS: - São Jerônimo Emiliano.

OUVIVES: - Santo Anastácio; São Dunstan.

PADEIROS: - Santa Izabel de Hungria; São Nicolau de Mira.

PATINADORES: - Santa Lidwina.

PEDREIROS: - Santa Bárbara; Santo Estevão.

PENHORES: - São Nicolau de Mira.

PELEGRINOS: - Santo Aleixo; São Tiago Maior.

PESCADORES: - Santo André.

PINTORES: - São Lucas. POBRES: - Santo Antonio de Pádua; São Lourenço.

POETAS: - Santa Cecília; São Davi.

PORTEIROS: - São Cristóvão.

PRATEIROS: - Santo Andrônico.

PRESOS: - São Pedro em Cadeias.

PRISIONEIROS:- Santa Bárbara.

PRISÕES: - São José Cafasso.

PROFESSORES: Santa Catarina de Alexandria; São Gregório Magno.

RADIOLOGISTAS: - São Miguel Arcanjo.

RETIRANTES: - Santo Inácio de Loiola.

SACERDOTES: - São João Batista Vianney.

SAPATEIRO: - São Crispim; São Crispiniano.

SELEIROS: - São Crispim; São Crispiniano.

SENHORAS: - Santo André.

SERRALHEIROS: - São Dunstan.

SOCIEDADES DE CARIDADE: - São Vicente de Paulo.

SOLDADOS: - Santo Adriano; Santo Inácio de Loiola; São Jorge; São Sebastião.

SURDOS: - São Francisco de Sales.

TABELIÃES: - São Lucas; São Marcos.

TANOEIROS: - São Nicolau de Mira.

TEÓLOGOS: - Santo Agostinho de Hipona.

TERCIÁRIOS: - Santa Izabel de Hungria; São Luiz de França.

TINTUREIROS: - Santa Lídia; São Maurício.

TRABALHADORES: - Santo Isidoro; São Tiago Maior.

VASSOUREIROS: - Santo Antão.

VELEIROS: - Santo Erasmo; Santa Eulália; São Nicolau de Tolentino; São Pedro Gonzáles. VENDEDORES DE VINHO: - Santo Amando.

VETERINÁRIOS: - São João Batista.

VIAJANTES: - Santo Antonio de Pádua; São Cristóvão; São Nicolau de Mira; São Rafael Arcanjo. VIDRACEIROS: - São Lucas.

VINHATEIROS: - São Vicente.

Fonte: ABCdaCuriosidade

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REFLITA

Ter uma vida positiva é ter consciência que o universo precisa de você; é lutar pelos SONHOS de maneira determinada; é crescer sem precisar diminuir ninguém; é ter a verdade como um principio vital; é usar o poder da ousadia construtiva; é saber agradecer e perdoar, fraterna e totalmente; é priorizar a família; é viver cada dia de uma vez, sendo alegre no presente e otimista no futuro; é respeitar o próprio corpo; é se preocupar com os mais carentes; é preservar a natureza; é não se abater nos momentos de dor; é jamais perder a esperança; é ter auto estima; é ser rico em humildade; é sempre fazer a sua parte...Pois quando você faz a sua parte tenha certeza de que Deus fará a parte dele.

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