ANO VIII - 2007/2014 - www.curiosidadescatolicas.blogspot.com - Um Blog Católico Apostólico Romano - Produzido em Volta Redonda - R. Janeiro - Brasil.

Seja bem-vindo. Hoje é

28 de abr. de 2009

O que a Bíblia ensina sobre a Organização da Igreja?

A divisão e a confusão que existem no mundo religioso em nossos dias são contrárias à oração de Jesus na noite anterior a sua morte (João 17:20-21). Há centenas de denominações ensinando e praticando coisas diferentes. Sabemos que Deus não criou essa confusão. O modelo que ele dá na Bíblia não é difícil de entender, nem impossível de praticar. O problema é que séculos de "modificações", "tradições" e "melhoramentos" humanos anuviaram nossa visão da simplicidade do plano original revelado pelo Espírito Santo no Novo Testamento. Em lugar nenhum isto é mais evidente do que na diversidade dos planos de organização de igrejas. Neste artigo, quero desafiar cada leitor a tentar deixar de lado tradições humanas e idéias pre-concebidas para ver claramente a simplicidade do padrão do Novo Testamento de organização de uma igreja. Tão certamente quanto os primitivos cristãos foram capazes de organizar-se em agrupamentos que funcionam, conhecidos como igrejas locais, sinceros seguidores de Jesus podem fazer o mesmo hoje em dia. Mas como? Como em todas as outras facetas da vida, precisamos por de lado nossas preferências, opiniões e políticas, para humildemente estudar e aplicar o ensinamento das Escrituras (Tiago 1:21-25).

O Modelo de Organização de Igrejas Locais no Novo Testamento
Precisamos começar por um entendimento básico da idéia bíblica de uma igreja. No Novo Testamento, uma igreja é simplesmente um grupo de cristãos que seguem Cristo. A palavra pode ser usada para falar de todos aqueles que servem ao Senhor, não importa onde estejam (Hebreus 12:22-23). É freqüentemente usada para descrever grupos locais de discípulos que se encontram para adorar, para edificarem uns aos outros e para proclamar o evangelho de Jesus. É neste sentido que lemos sobre a igreja em Antioquia da Síria (Atos 13:1), sobre as igrejas em Listra, Icônio e Antioquia da Pisídia (Atos 14:21-23), sobre a igreja em Éfeso (Atos 20:17), a igreja em Corinto (1 Coríntios 1:1; 2 Coríntios 1:1), as igrejas na região da Galácia (Gálatas 1:2) e a igreja dos tessalonicenses (1 Tessalonicenses 1:1; 2 Tessalonicenses 1:1). É neste ambiente de igrejas locais que encontramos homens escolhidos para supervisionar e guiar. Os sistemas comuns de superestruturas de denominações, de ligas internacionais de igrejas e de hiearquias que ligam e até governam milhares de igrejas locais, são invenções do homem. Não há modelo bíblico de tais arranjos. No Novo Testamento, os cristãos serviam juntos em congregações locais. Eles eram gratos pelos seus irmãos em outros lugares, mas não tentavam criar algum laço de organização onde os cristãos de um lugar pudessem dirigir ou governar o trabalho de discípulos de outro lugar. Veremos este modelo mais claramente quando considerarmos o ensinamento específico sobre a organização de uma igreja local.

A Formação de Igrejas Locais
Conforme se espalharam pelo mundo, partindo de Jerusalém, cada cristão levou o evangelho a outras pessoas. A semente (a palavra ­ Lucas 8:11) foi plantada e produziu fruto (cristãos ­ Lucas 8:15; 1 Coríntios 3:7). Estes novos discípulos começaram a adorar e a trabalhar juntos no serviço de Deus (Atos 2:44; 16:40). Em cada cidade onde homens e mulheres obedeciam ao evangelho, as igrejas eram formadas (Atos 14:21-23). As igrejas se reuniam regularmente para participar da Ceia do Senhor (Atos 20:7; 1 Coríntios 11:20-34), para servir a Deus e edificarem-se uns aos outros (1 Coríntios 14:26; Hebreus 10:23-25). Os membros destas igrejas locais contribuíam voluntariamente para a obra que Deus incumbiu à congregação (1 Coríntios 16:1-2; 2 Coríntios 9:7).


A Supervisão da Igreja Local
Quando estas congregações se formaram, eram grupos de recém-convertidos que tinham que crescer (1 Coríntios 3:1-2). Quando amadureciam, desenvolviam-se homens que satisfaziam às qualificações de Deus para prover supervisão a essas congregações. Esses homens eram selecionados para servirem como presbíteros (Atos 14:23). A Bíblia também usa a palavra bispo para descrever os mesmos homens, e diz que o seu papel é pastorear (Atos 20:17, 28; 1 Pedro 5:1-2). A distinção que muitos grupos religiosos fazem entre pastores, bispos e presbíteros não é baseada na Bíblia. Estes presbíteros serviam na igreja local para pastorear "o rebanho de Deus", no meio dos quais estavam (1 Pedro 5:1-2). Sua responsabilidade e autoridade para supervisionar não ia além do rebanho local. Não há nenhuma base bíblica para presbíteros de um local supervisionarem uma igreja em outro local. É também interessante e importante observar que as passagens que falam de bispos, presbíteros ou pastores nunca falam de apenas um servindo numa congregação. O modelo do Novo Testamento é ter uma pluralidade de bispos numa igreja local (Filipenses 1:1). Deus não autorizou nenhum homem a supervisionar sozinho uma igreja local.

Qualificações de Presbíteros/Pastores/Bispos
Duas passagens indicam claramente as qualificações que um homem tem que possuir para servir como bispo (1 Timóteo 3:1-7; Tito 1:5-9). Nenhum homem que não possua todas estas qualificações deverá ser selecionado para servir como presbítero/pastor/bispo. Antes de selecionar seus pastores, os membros da igreja local deverão estudar cuidadosamente estas listas para estarem certos de que tenham dois ou mais homens verdadeiramente qualificados. Paulo falou de qualificações familiares: esposo de uma só mulher, governa bem a própria casa, tem filhos crentes que não são acusados de dissolução, nem são insubordinados. Ele deu uma extensa lista de exigências espirituais e morais: irrepreensível, temperante, domínio de si, sóbrio, modesto, hospitaleiro, tem bom testemunho dos de fora, não dado ao vinho, não violento, cordato, inimigo de contendas, não avarento, não arrogante, não irascível, amigo do bem, justo, piedoso. Um bispo precisa também ter experiência e capacidade para ensinar: apto para ensinar, não neófito, apegado à palavra fiel, que é segundo a doutrina, de modo que tenha poder tanto para exortar pelo reto ensino como para convencer os que o contradizem. É claro que Deus quer homens espiritualmente maduros que se dedicarão aos seus irmãos para servir como presbíteros. Este não é o trabalho dos jovens, dos novos convertidos, ou homens que ainda não aprenderam a guiar suas próprias famílias, nem é papel atribuído a mulheres. Estas qualificações não se adquirem recebendo diplomas de cursos de seminários, mas dedicando-se ao serviço do Senhor.


Outros Servidores
Diáconos são homens especialmente qualificados e escolhidos para servir sob a supervisão dos presbíteros. Suas qualificações são encontradas em 1 Timóteo 3:8-12: "Quanto a diáconos, é necessário que sejam respeitáveis, de uma só palavra, não inclinados a muito vinho, não cobiçosos de sórdida ganância, conservando o mistério da fé com a consciência limpa. Também sejam estes primeiramente experimentados; e se se mostrarem irrepreensíveis, exerçam o diaconato . . . O diácono seja marido de uma só mulher e governe bem seus filhos e a própria casa."
Evangelistas ou pregadores são homens que proclamam a boa nova de Jesus Cristo. Eles não têm papéis de autoridade ou supervisão na igreja. Eles servem o Senhor como seus ministros e têm que ser completamente fiéis a sua palavra (2 Timóteo 4:1-5). A prática comum de chamar um pregador de “o pastor” e de lhe dar autoridade para governar uma igreja não tem base nas Escrituras.


A Simplicidade do Plano de Deus
Numa era quando muitas igrejas se assemelham a corporações multinacionais, o plano simples de Deus de organização de igreja parece muito simples. Seguindo este plano, qualquer grupo de crentes biblicamente batizados pode começar a adorar a Deus e a trabalhar unido como uma igreja local. Não precisam de treinamento em algum seminário. Não precisam de permissão de nenhuma diocese ou convenção. Não precisam filiar-se a nenhuma denominação ou liga de igrejas. Não precisam esperar que algum corpo eclesiástico lhes envie um padre ou pastor. Eles precisam é de um inabalável respeito à Palavra de Deus, e uma determinação a fazer tudo o que ele exige, e nada do que ele não autorizou. Que possamos amar bastante a Deus para retornarmos ao seu modelo!
­ por Dennis Allan

25 de abr. de 2009

O que é Igreja Maronita?

A Igreja Maronita é uma igreja cristã, do rito oriental, em plena comunhão com a Sé Apostólica, ou seja, reconhece a autoridade do Papa, o líder Igreja Católica Apostólica Romana. Tradicional no Líbano, a Igreja Maronita possui ritual próprio, diferente do rito latino adotado pelos católicos ocidentais.O rito maronita prevê a celebração da missa em língua aramaica. Os maronitas tiveram vários de seus religiosos canonizados ou beatificados.

ORIGEM DA IGREJA MARONITA
Os Maronitas são os Cristãos Católicos Orientais que devem seu nome a São Maron. Em documentos siríacos muito antigos, podemos ler esses vocábulos: Os fieis de Beth (casa) Maron, Calcedônios de Beth Maron, aqueles de Mar Maron... Esses vocábulos significam uma única palavra que os substituirá, a palavra Maronita que será dada a um povo que no Patriarcado de Antioquia seguiu a orientação religiosa de São Maron e seus discípulos.
A Igreja Maronita é uma Igreja católica, de rito oriental, em plena comunhão com a Sede Apostólica Romana, ou seja, ela reconhece a autoridade do Papa. Tradicional no Líbano, essa Igreja Oriental possui ritual próprio, diferente do rito Latino adotado pelos católicos ocidentais. O rito maronita prevê a celebração da missa em língua siro-aramaico, a língua que Jesus Cristo falava.
ٍA Igreja Católica possui duas raízes: a ocidental ou romana e a oriental. Dentro desta segunda, quatro são as sedes patriarcais que marcaram sua historia: Jerusalém, Alexandria (Egito), Antioquia e Constantinopla. Dentro do grupo de Igrejas antioquenas existem dois grupos: sírio- ocidental e sírio oriental. A Igreja Maronita forma parte do grupo sírio-ocidental, sendo o siríaco sua língua litúrgica. Integra-se, pois, na tradição cristã oriental, sendo seu povo das raízes mais antigas de toda a Cristandade.
A Igreja Maronita é a única entre todas as Igrejas orientais que permaneceu em plena comunhão com Roma durante todos os séculos, apesar das tremendas provações suportadas pelos Maronitas e causadas pelos Monofisitas, Bizantinos, Mamelucos e Otomanos ( Turcos). Além disso, essa Igreja constitui um fato único dentro da Igreja universal. Ela é a única no mundo que nunca teve uma facção separada do Catolicismo.Todas as outras Igrejas Católicas têm paralelamente a elas uma ou mais Igrejas gêmeas separadas do Catolicismo. Assim da Igreja Latina ou Romana se separaram os Protestantes e os Anglicanos. Todas as Igrejas Orientais Católicas – menos a Igreja Maronita – se dividem em duas facções desiguais, uma Católica e outra Ortodoxa.
Fonte: Diocese Maronita
Foto: Nossa Senhora do Líbano

22 de abr. de 2009

Sacrário

Local onde se guardam as espécies de pão consagradas, ou seja, transformadas em Corpo de Jesus!


Do Catecismo da Igreja Católica
"Pela consagração, opera-se a transubstanciação do pão e do vinho no Corpo e Sangue de Cristo. Sob as espécies consagradas do pão e do vinho, o próprio Cristo, vivo e glorioso, está presente de modo verdadeiro, real e substancial, com seu Corpo e seu Sangue, sua alma e divindade.Uma vez que Cristo em pessoa está presente no Sacramento do Altar, devemos honrá-Lo com culto de adoração. «A visita ao Santíssimo Sacramento é uma prova de gratidão, um sinal de amor e um dever de adoração para com Cristo nosso Senhor»."
( Catecismo da Igreja Católica, 1413, 1418)

Diante do Sacrário - Testemunho
Foi ao ouvir a profecia "Meus filhos, tenho-Me sentido muito sozinho no Sacrário. Venham visitar-Me", que o meu coração se sentiu fortemente tocado. E foi assim que tudo começou. Aquela frase não me saía do pensamento, até que decidi entrar numa Igreja só para falar com Ele. Depois fui no dia seguinte e no outro e agora não consigo passar um dia sem ir ao Seu encontro. Tenho sentido uma alegria imensa e aguardo ansiosa que chegue a hora de O ir visitar.As nossas conversas não são muito longas, mas o tempo que estou em Sua casa é o suficiente para ganhar força e confiança. Agradeço-Lhe por aquele dia, pelo trabalho, pela família, pelos amigos, pela saúde.

Eu sou tão feliz por tê-Lo comigo! Quando estou com alguma dificuldade, que não consigo ultrapassar, entrego-Lhe tudo pois sei que Ele resolve.Estou ali a falar com Ele como se fosse com uma outra pessoa. Conto-lhe como foi o meu dia, onde é que agi mal, onde me senti bem, intercedo por outras pessoas, agradeço-lhe por tudo, peço-lhe ajuda, e, principalmente, mostro-lhe sempre a minha inteira disponibilidade para o que Ele quiser.É tão bom estar diante Dele e reconhecer que sem Ele nada somos. E como Ele precisa de nós! Mas não tenhamos a pretensão de querermos fazer tudo sozinhos, pois sem Ele nada conseguiremos.

Quantas vezes lhe peço perdão pelas minhas faltas, pelos meus pecados, pela falta de fé, pela falta de paciência.E Ele está sempre ali ao nosso dispor para nos escutar, perdoar e acolher.Sinto uma paz tão grande e uma proteção tal que me custa ir embora, mas eu sei que Ele vai comigo.


Paula Martins
Pai de Amor

21 de abr. de 2009

Beatificação e canonização: diferenças e semelhanças

A história do Convento do Beato remonta ao século XV, quando a Rainha D. Isabel obtém autorização para construir na ermida de S. Bento um hospício para a congregação dos ‘frades azuis’ ou ‘loios’. Antes de poder cumprir o seu desejo, em 1455, a Rainha D. Isabel morre, deixando em testamento 8.000 coroas de ouro para edificar o hospício.No século XVI, Frei António da Conceição incentiva a construção do Convento. Reza a história que com apenas 7 tostões que recebera de esmolas, conseguiu dar início à construção do esplendoroso Convento. Esta obra milagrosa veio aumentar a sua fama e em 1602 o povo eleva-o a santo (tendo sido reconhecido como tal pela Igreja apenas no séc. XVIII), passando a tratá-lo por Beato António e a sua magnífica obra como Convento do Beato. Cedo toda a freguesia onde fora edificado o Convento, passa a ser conhecida como freguesia do Beato.
Os materiais usados na construção do Convento do Beato, predominantemente mármores brancos com laivos de jaspes vermelhos de origem nacional, conferem-lhe não só características únicas como também uma forte resistência, como se comprovou aquando do terramoto de 1755. Nessa altura, o Convento do Beato foi abrigo dos frades do Convento dos Lóios que consigo trouxeram várias relíquias de valor inestimável que resgataram dos escombros e das chamas.No final do séc. XVIII, uma das alas do Convento passa a ser utilizada como Hospital Real Militar e em 1834 o negociante João de Brito compra parte das edificações entretanto parcialmente destruídas por um incêndio de grandes dimensões.Assim se deu início à utilização do Convento para fins industriais, instalando-se uma moderna unidade fabril onde funcionou pela primeira vez em Portugal uma máquina a vapor. 15 anos mais tarde, em 1849, a Rainha D. Maria II concede autorização para a utilização da marca “Nacional” nos produtos daquela empresa, como reconhecimento ao industrial João de Brito.Reconhecido ao longo dos anos pela sua magnífica construção, o Convento do Beato foi em 1984 classificado pelo IPPAR como Património de Interesse Público, tendo sido utilizado para a realização de vários eventos de cariz cultural.Em 1999, o Grupo Cerealis, vocacionado para a transformação de cereais, com produção de massas alimentícias, farinhas, cereais para pequeno-almoço e bolachas, adquire a “Nacional“. Ciente do valor inestimável que o Convento do Beato tem, tanto para a cidade de Lisboa, como para o país, imprime uma gestão mais dinâmica a este espaço, com projectos e obras de beneficiação que proporcionaram uma maior notoriedade nacional e internacional a este espaço para a realização de eventos.
A beatificação é quando o Papa declara alguém Beato (ou Bem-aventurado), a canonização é quando o Papa declara que um beato é Santo, com aconteceu com Santa Paulina (de Beata Paulina passou a ser chamada Santa Paulina; o mesmo deverá acontecer um dia com os outros nossos beatos).

A primeira diferença entre a beatificação e a canonização é quanto ao tipo de ensinamento da Igreja.Quando o Papa declara alguém Beato isso é considerado um ensinamento oficial da Igreja a respeito dessa pessoa. O que isso quer dizer? Que ela viveu as virtudes cristãs de forma heróica, ou então, se é o caso de um mártir, que ela recebeu um martírio verdadeiro (chama-se declaração de magistério ordinário). Quando alguém é declarado santo é diferente: isso é feito de forma solene, com uma declaração infalível, que só o Papa ou os bispos todos do mundo inteiro unidos em Concílio podem fazer (Essa declaração é chamada declaração de magistério infalível, ou seja, é um dogma, é uma verdade irrevogável e definitiva). Quanto à vida virtuosa da pessoa, a canonização não acrescenta nada de novo ao que já foi falado na beatificação.A segunda diferença é quanto ao culto público que se presta a essas pessoas (culto público são as orações oficiais e públicas a essa pessoa em igrejas e oratórios, missas, veneração oficial de suas relíquias, etc.): com a beatificação a Igreja permite que se preste culto público ao Beato somente em algumas regiões, ou seja, nas regiões onde ele viveu, e na canonização esse culto é estendido ao mundo inteiro, é universal.

Agora as semelhanças: a primeira semelhança entre a beatificação e a canonização é que ambas falam que essas pessoas tiveram uma vida virtuosa e santa. A segunda semelhança é que, NA REGIÃO ONDE O BEATO VIVEU, ambas permitem ali o seu culto público.Isso levanta uma questão: se formos olhar pela conveniência pastoral, ou seja, o proveito espiritual dos fiéis, nos países onde o beato viveu, a beatificação já é pastoralmente suficiente, pois permite o seu culto público. Os beatos ali já fazem parte do centro da vida da Igreja, que é a liturgia.

Fonte: Santos do Brasil

19 de abr. de 2009

O que é Cardeal, Bispo, Arcebispo, Cônego, Monsenhor?

Prof. Felipe Aquino
BISPOS, ARCEBISPOS E CARDEAIS

Todos são ordenados, no grau máximo do sacramento da Ordem. Todos são bispos, palavra que deriva do grego epíscopos, que significa supervisor. Para chamá-los usa-se o título de Dom, abreviatura do latim dominus, senhor. Com o Papa à frente, os bispos do mundo inteiro formam o Colégio Apostólico, que sucede ao grupo dos apóstolos, os quais tinham a Pedro como seu líder. Assim, a Igreja é guiada pela história afora pelos mesmos pastores escolhidos por Jesus Cristo.

O Bispo é o pastor da Igreja particular, responsável pelo ensinamento da Palavra de Deus, pela celebração da Eucaristia e demais sacramentos e pela animação e organização dos carismas e ministérios do Povo de Deus. Ele é obrigado a fazer a visita “ad limina apostolorum” a Roma, e ao Papa, de quatro em quatro anos, quando então apresenta à Santa Sé um relatório de sua diocese e é recebido pelo Papa. Os bispos são, em suas dioceses, o princípio visível e o fundamento da unidade com as outras dioceses e com a Igreja universal. É obrigado pelo Código de Direito Canônico da Igreja a pedir renúncia ao completar 75 anos.

Arcebispo é o bispo de uma Arquidiocese, o titular da sede metropolitana, que é a diocese mais antiga de uma Província Eclesiástica, que é formada pelo conjunto de diversas dioceses. Ele é responsável pelo zelo da fé e da disciplina eclesiástica e pela presidência das reuniões dos bispos da Província. Mas não intervém diretamente na organização e na ação pastoral das demais dioceses (sufragâneas) da arquidiocese. O arcebispo usa, nos limites de sua Província, durante as funções litúrgicas, como sinal de unidade de sua Província com a Igreja em todo o mundo, o pálio, que lhe é entregue pelo Papa, no dia da festa de S. Pedro e S. Paulo, 29 de junho: uma faixa branca decorada de cruzes pretas que cobre os ombros, confeccionada com a lã de um cordeiro.
Cardeais são geralmente bispos de importantes dioceses do mundo. Mas também padres ou diáconos podem ser cardeais. São escolhidos pessoalmente pelo Papa, como representantes da Igreja em todo o mundo, para formarem o Colégio dos Cardeais. São responsáveis pela assessoria direta ao Papa na solução das questões organizativas e econômicas da Santa Sé, na coordenação dos diversos Dicastérios (uma espécie de ministério do Vaticano) que compõem o serviço da Santa Sé em favor da comunhão em toda a Igreja e da justiça para com os pobres do mundo todo. São também os responsáveis pela eleição do novo Papa enquanto não completarem 80 anos. A reunião dos Cardeais se chama Consistório e acontece quando o Papa a convoca.

PADRES, CÔNEGOS E MONSENHORES

Pelo sacramento da Ordem, não há nenhuma diferença entre padre, cônego ou monsenhor. Todos são ordenados, no segundo grau desse sacramento. Todos são presbíteros do Povo de Deus.
Hoje, os títulos de cônego e monsenhor são honorários e não indicam a posse de nenhum cargo ou posição na Igreja. Antes das reformas conciliares, eles formavam o cabido diocesano, para a função de conselheiros do bispo, o governo da diocese durante a vacância e o esplendor das funções litúrgicas na catedral. Hoje, o bispo conta com diversos Conselhos, que são formados por representantes de todo o clero e do laicato. Não contam os títulos, mas a disposição para o serviço comum e comunitário da evangelização. Hoje, cônego e monsenhor são títulos de homenagem e reconhecimento por serviços prestados à Igreja. Além disso, o título de monsenhor é também usado para o padre que foi eleito bispo. Enquanto ele não é ordenado bispo, é chamado de monsenhor.

MORRE PADRE ERNESTO

Volta Redonda – RJ, perde o querido padre Ernesto.


Padre Ernesto foi chamado a ser sacerdote, nasceu de uma família de 10 irmãos e criado com muita fé em Deus e Nossa Senhora Aparecida, nasceu em Pedra Selada, Resende - RJ, foi um servo do Senhor. Padre Ernesto M. Lamin tinha um jeito simples, humilde e perseverante, passou pela comunidade Sta . Cecília, e ali ficou por 7 anos. Construiu desde São Sebastião, passando por São Paulo Apóstolo, São José, Divino Espírito Santo, Sagrado Coração de Jesus, Sta. Edwiges, Sagrada Família entre outras, celebrava a Santa Missa também na capela do colégio Nossa Senhora do Rosário diariamente.

Construtor de igrejas!
Tinha uma preocupação em evangelizar, ensinar o povo a rezar e viver em comunidade e competência pois isso Padre Ernesto tinha de sobra, e embora passando por problemas de saúde, era incansável com seu rebanho, sempre presente atendendo os doentes nos hospitais, ministrando a unção dos enfermos.
Trabalhava para o Reino de Deus sem reclamar, com um sorriso no rosto e uma palavra amiga a quem necessita. Fala mansa...Padre Ernesto era um padre de construir Igrejas, por isso chamado Monsenhor, para nós com muita alegria e merecimento. Padre Ernesto, vai ficar em nossos corações, e temos de fato testemunhar esse título.

“Cantai ao senhor um cântico novo” “Por que Ele fez e faz maravilhas”.
Maravilha foi o presente que Deus nos deu: Monsenhor Ernesto!

18 de abr. de 2009

Objetos Usados na Missa

ÁGUA

Trata-se de água natural. É usada para purificar as mãos do sacerdote e para ser misturada com o vinho, simbolizando a união da Humanidade com a Divindade em Jesus. Também é usada para purificar o cálice e a âmbula.


ÂMBULA

É semelhante ao cálice, mas possui uma tampa. Nele se colocam as hóstias. Após a missa, é guardada no sacrário, juntamente com as hóstias que foram consagradas.


CÁLICE

É uma taça geralmente revestida de ouro ou prata. Nele se deposita o vinho a ser consagrado.


CORPORAL

É uma toalhinha quadrada. Chama-se corporal porque sobre ela coloca-se o Corpo do Senhor (cálice e âmbula), no centro do altar.


CRUCIFIXO

Sobre o altar ou acima dele, existe um crucifixo para lembrar que a Ceia do Senhor é inseparável do seu sacrifício redentor. Vemos em Mt 26,28, que Jesus deu a seus discípulos o "sangue da aliança que será derramado por muitos para o perdão dos pecados".


FLORES

Em dias festivos pode-se usar flores, não sobre o altar, mas ao lado deste. Sobre o altar usa-se decoração com motivos litúrgicos, tais como o pão e o vinho, o trigo e a uva, além das velas e crucifixo. No tempo da Quaresma não se usa flores; durante o Advento, admite-se seu uso desde que seja com moderação, para não antecipar a alegria do Natal.


GALHETAS

São duas jarrinhas em vidro ou metal. Em uma vai a água e na outra, o vinho. Estão sempre juntas sobre um pratinho no altar.

HÓSTIA
É feita de pão de trigo. Há uma hóstia grande para o sacerdote e pequenas para o povo. A do sacerdote é grande para que possa ser vista de longe pelo povo durante a elevação e também para ser repartida entre alguns participantes, em geral os ministros.


LECIONÁRIO

Livro que contém todas as leituras da Bíblia, de acordo com a missa dia.


MANUSTÉRGIO

Toalha que serve para enxugar as mãos do sacerdote, durante o ofertório. Costuma a acompanhar as galhetas.


MISSAL

É um livro grosso que contém todo o roteiro do rito da missa, com exceção das leituras que se encontram no lecionário.


PALA

É uma peça quadrada e dura (um cartão revestido de linho). Serve para cobrir o cálice.


PATENA

É um pratinho de metal. Sobre ela coloca-se a hóstia maior.


SANGUINHO

É uma toalha branca e comprida, usada para enxugar o cálice e a âmbula.


VELAS

Sobre o altar ficam duas velas. A chama da vela simboliza a fé que recebemos de Jesus, Luz do Mundo, no batismo e na confirmação. É sinal de que a missa só tem sentido para quem vive a fé.


VINHO

É vinho puro de uva. Assim como o pão se converte no verdadeiro Corpo de Cristo, também o vinho se converte no verdadeiro Sangue do Senhor, vivo e ressuscitado.


AS VESTES LITÚRGICAS

Para lidar com as coisas santas, o sacerdote se utiliza de sinais sagrados, usando vestes que o distinguem das outras pessoas. As vestes representam o Cristo cheio de glória e simbolizam a comunidade que crê no Cristo ressuscitado.


ALVA

É uma veste muito semelhante à túnica, sendo toda branca. Simboliza a nova vida, a pureza e a ressurreição.


AMITO

Usado por alguns sacerdotes, é um pano branco que envolve o pescoço e que é colocado sob a túnica ou a alva.


CASULA

É colocada sobre todas as vestes e também cobre todo o corpo. A cor da casula varia de acordo com o tempo litúrgico (branca, verde, roxa, vermelha...). É uma veste solene, ampla, usada nos dias festivos como o Natal, a Páscoa e o Corpus Christi. Simboliza a paz e a caridade que devem envolver todos aqueles que se aproximam do altar.


CÍNGULO

É um cordão que prende a alva ou a túnica à altura da cintura. Simboliza a vigilância, lembrando as cordas com as quais Jesus foi amarrado.


ESTOLA

É uma faixa vertical, separada da túnica, que desce a partir do pescoço do sacerdote em duas partes sobre o peito, uma de cada lado. Sua cor também varia de acordo com o tempo litúrgico. Simboliza o poder conferido ao sacerdote, a caridade, o perdão, a misericórdia e o serviço.


TÚNICA

É um manto longo, geralmente na cor branca, bege ou cinza clara, que cobre todo o corpo. Lembra a túnica que Jesus usava, "sem costura de alto a baixo", sobre a qual os soldados romanos tiraram a sorte para decidir quem ficaria com ela.

As Cores Litúrgicas


Quando vamos à Igreja, notamos que o altar, o tabernáculo, o ambão e até mesmo a estola usada pelo sacerdote combinam todos com uma mesma cor. Percebemos também que, a cada semana que passa, essa cor pode variar ou permanecer a mesma. Se acontecer de, no mesmo dia, irmos a duas igrejas diferentes comprovaremos que ambas utilizam as mesmíssimas coisas. Dessa forma, concluímos que as cores possuem algum significado para a Igreja. Na verdade, a cor usada em um certo dia é válida para toda a Igreja, que obedece um mesmo calendário litúrgico. Conforme a missa do dia - indicada pelo calendário - fica estabelecida determinada cor. Mas o que simbolizam essas cores?


VERDE

Simboliza a esperança que todo cristão deve professar. Usada nas missas do Tempo Comum.


BRANCO

Simboliza a alegria cristã e o Cristo vivo. Usada nas missas de Natal, Páscoa, etc... Nas grandes solenidades, pode ser substituída pelo amarelo ou, mais especificamente, o dourado.

VERMELHO
Simboliza o fogo purificador, o sangue e o martírio. Usada nas missas de Pentecostes e santos mártires.


ROXO

Simboliza a preparação, penitência ou conversão. Usada nas missas da Quaresma e do Advento.


ROSA

Raramente usada nos dias de hoje, simboliza uma breve "pausa" na tristeza da Quaresma e na preparação do Advento.


PRETO

Também em desuso, simboliza a morte. Usada em funerais, vem sendo substituída pela cor Roxa.

17 de abr. de 2009

POR QUE O BATISMO CATÓLICO NÃO É POR IMERSÃO

Embora realmente não seja tão comum vermos batismos por imersão na Igreja Católica - até porque a maioria dos católicos batizam seus filhos logo nos primeiros dias após o nascimento, constituindo isto um obstáculo prático para a "popularização" do batismo por imersão -, isso não significa que ela só proceda o batismo por infusão. Tanto isso é verdade, que o Código de Direito Canônico da Igreja possibilita a adoção desse rito, em seu cân. 854:

"Cân. 854 - O batismo seja conferido por imersão ou por infusão, observando-se as prescrições da Conferência dos Bispos".

Nesse sentido, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) estipulou o seguinte:

"Quanto ao cân. 854: Entre nós continua a praxe de batizar por infusão; no entanto, permite-se o batismo por imersão, onde houver condições adequadas, a critério do Bispo Diocesano".
Como observa o canonista pe. Jesús Hortal, em seu comentário ao cân. 854, "o rito de imersão demonstra mais claramente a participação na morte e na ressurreição de Cristo, mas o rito de infusão (derramamento de água) é plenamente legítimo".

Tal legitimidade provém, com certeza, desde as primitivas comunidades cristãs. Por exemplo, no séc. I d.C., já é explicitamente registrado na "Didaqué", o primeiro catecismo de que temos notícia na História da Igreja:

"Na falta de uma (=água corrente) ou outra (=água parada) [para imersão], derrame três vezes água sobre a cabeça, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo" (Did. VII, 3).

Na própria Bíblia, há uma menção implícita a outra forma de batismo que não a imersão, em Atos 2,41. Diz essa passagem que no dia de Pentecostes, em Jerusalém, 3 mil pessoas se converteram e foram batizadas. Ora, inexistindo rios naquela cidade e sendo os reservatórios de água locais insuficientes para tal quantidade de pessoas, resta claro que o batismo ali se deu muito provavelmente por aspersão, de forma que é possível notar que a imersão não é de fato obrigatória para a validade do batismo. Isto porque não é o volume de água que importa, mas a efusão da água como símbolo E canal de pureza interior.

Pois bem. O fato de Jesus ter sido batizado por imersão, também não significa que o cristão deva ser batizado apenas por imersão, pois o batismo recebido por Jesus era diferente do nosso, já que João Batista conferia "um batismo de arrependimento, para a remissão dos pecados", claramente simbólico (Mc. 1,4). O batismo cristão, por outro lado, é mais que um sinal: é verdadeiro instrumento de perdão, sacramento que regenera o velho homem, limpando os seus pecados (original e atual), transformando-o em um novo homem (cf. Ez. 36,25; Mt. 3,11; Jo. 3,5; At. 2,38; Ef. 2,5; 5,26; Tit. 3,5; 1Ped. 3,21)!

Por outro lado, é bom que se diga que o atual Código de Direito Canônico não faz mais referência ao batismo por aspersão (gotas de água lançadas com a ajuda do hissope ou outro instrumento similar), embora seja também considerado válido pela Sagrada Tradição bimilenar da Igreja. Logo, ainda que válido, não é tido por lícito, não devendo, pois, ser empregado pela Igreja. É que tal rito não deixa de causar dúvidas, visto não ser possível afirmar com certeza que a água tenha atingido o corpo do batizando.

Em suma: o que realmente importa, é que o batismo seja conferido com água verdadeira e a fórmula trinitária que indique claramente o ato de batizar em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo... Com efeito, se alguém recebe o batismo por imersão ou por infusão, com água corrente ou não (desde que verdadeira), em nome de cada uma das Pessoas da Santíssima Trindade, o sacramento é tido por válido pela Igreja Católica, ainda que tenha sido conferido por outras comunidades cristãs (ortodoxas, protestantes, pentecostais etc.), pouco importando, inclusive, uma eventual fé insuficiente do ministro em relação ao batismo (cf. Diretório Ecumênico, nº 95).


É bom que se diga, aliás, que várias comunidades - inclusive protestantes como luteranas, episcopais e metodistas - empregam com muita freqüência o batismo por infusão (ao qual, entretanto, denominam "aspersão", o que vem a ser uma simples diferença terminológica). Não haja dúvidas, pois, de que, no Cristianismo, a imersão não é a única forma de se conferir um batismo válido...
Carlos Nabeto
Apost. Veritatis Splendor
Foto: Essa foi a foto do batizado do Guilherme 27/11/05

16 de abr. de 2009

CRISMA

SIMBOLOS E GESTOS DA CRISMA
AJUDA PARA O CATEQUISTA

A palavra “Cristo” significa “ungido” que quer dizer enviado, pois Cristo é o enviado do Pai para a nossa salvação. Nós somos chamados de cristãos porque somos seguidores do Cristo e enviados como Ele. A mesma origem tem a palavra “Crisma”. Crismar é o ato de ungir com óleo sagrado a fronte do crismando, que se torna também ungido, ou seja, enviado (CIC 1289).O sacramento da Confirmação é administrado logo após a profissão de fé dentro da Celebração Eucarística:a) Primeiramente o bispo impõe as mãos sobre os crismandos e faz a invocação do Espírito Santo.b) O segundo gesto sacramental é a unção com o óleo do Crisma. Cada crismando se aproxima e o bispo faz o sinal da cruz, na sua fronte, dizendo: “N… recebe, por este sinal, o Espírito Santo, o dom de Deus!” O crismando responde: “Amém!” O bispo ainda diz: “A paz esteja contigo!” o crismando responde: “E contigo também!”Os gestos e sinais sacramentais da Crisma são ricos de significados, presentes desde o Antigo Testamento, nos evangelhos e dede a Igreja Primitiva até os nossos dias.a) Imposição das mãos. É um gesto de autoridade na qual se transmite um a responsabilidade dentro da Igreja. É o gesto bíblico pelo qual o dom do Espírito Santo é comunicado (cf. At 6,6-7; 8,14-17; 19,1-6).b) Unção com óleo. O óleo usado pelo bispo é chamado “o crisma”*. É preparado com óleo de oliveira e bálsamo (que é perfumado) na Missa dos santos óleos, na Quinta-Feira Santa. Já no Evangelho notamos o gesto da unção (cf. Jo 12,3-7). A unção com óleo possui vários significados:- o óleo, impregnando a fronte do crismando, significa que ele é impregnado pela força do Espírito Santo – somos “templos do Espírito Santo” (1Cor 3,16);- o perfume do óleo usado na Crisma significa que o cristão deve “exalar o bom odor de Cristo”, ou seja, deve testemunhar Jesus Cristo, sem ser alguém malcheiroso no viver (cf. 2Cor 2,1416);- ser ungido é ser marcado com o selo, com o sinal da cruz, significando que o cristão pertence a Cristo (cf. Ef 1,13; 4,30);- a unção é também sinal de consagração, pois o ungido é o enviado que deve realizar a missão de Cristo;- como os atletas e lutadores eram ungidos com óleo, o crismado deve ser atleta e soldado de Cristo;- o óleo é ainda sinal de abundância, de alegria, de purificação, de cura, de fortalecimento e de reconforto (cf. Sl 133 ‘132’).Para aprofundar, confira: CIC 1288-1289; 1293-1301.* É correto dizer “a Crisma”, referindo-se à unção, como também é correto falar “o Crisma”, referindo-se ao óleo santo.

QUERIDO(A) CATEQUISTA!
Que os catequizandos aprofundem o conhecimento do sacramento da Crisma, descobrindo o significado de seus gestos.



DINAMIZANDO O ENCONTRO
- Iniciar o encontro com um momento de oração:
Ler o texto de 2Cor 2,14-16.
- Explicar brevemente um dos significados do óleo: exalar o perfume de Cristo.- Resgatar a missão que os crismandos receberão no dia da Crisma, relacionando com o significado do perfume do óleo.- Utilizar um pouco de óleo perfumado em um recipiente (pode ser usado óleo hidratante) e reunir os catequizandos em círculo: colocar uma música instrumental e pedir que, em silêncio, cada catequizando esfregue um pouco de óleo em suas mãos e sinta o seu perfume. Enquanto o recipiente com óleo passa e os catequizandos ungem suas mãos, pedir que meditem (em silêncio) e peçam a graça de serem testemunhas de Cristo.- Cantar o Salmo 133, conforme indicado abaixo, ou outro conhecido.



SALMO 133
Como é bom, como é bom irmãos viverem unidos como irmãos:É como o óleo perfumado sobre a fronte, e pelos ombros a escorrer.É como o orvalho sobre a relva e sobre os montes, que renovam inteiro o nosso ser.(Letra de J. Thomas Filho e música de Fr. Fabretti)



O QUE VAI ACONTECER NO DIA DA CRISMA?
- Explicar como é constituído o Ritual da Crisma, ressaltando os dois gestos: a imposição das mãos e a unção com óleo. O rito está resumido no Livro do Catequizando.- Se for possível, assistir com os catequizandos um vídeo que mostre o momento em que acontece o Rito da Crisma (pode ser a gravação de uma das crismas da comunidade).



IMPOSIÇÃO DAS MÃOS E UNÇÃO COM ÓLEO
- Realizar a técnica: “Peritos e interrogados” (adaptada de ANTUNES, 2000, p.44-47):- Dividir a turma em equipes de no máximo 5 integrantes, havendo no mínimo 5 equipes (distribua de acordo com o número de catequizandos).- Fornecer um tempo para que estudem, em grupos, o texto (juntamente com os textos bíblicos indicados) que se encontra no Livro do Catequizando, elaborando 4 ou 5 questões com alternativas (o número de questões dependerá do tempo que houver disponível).- Concluída a elaboração das questões, sortear alguns grupos para serem os interrogadores e os demais para serem os peritos: os interrogadores farão as questões e os pertos tentarão responder.- Quando um dos grupos de interrogadores fizer a questão, dar-se um tempo para que os integrantes de cada grupo de peritos converse sobre a questão entre si. Sendo sorteado um dos grupos, esse responde. Se não souber ou errar, a vez é passada para outro grupo.- Vence o grupo de interrogados que fizer a maioria de questões válidas (só serão aceitas as questões que estiverem de acordo com o assunto, sendo avaliadas pelo catequista). Vence também o grupo de peritos que responder a maioria das questões corretamente.
Esta atividade pode exigir muito tempo. Se preferir, o catequista pode utilizar um encontro inteiro, propondo como fonte de estudo os dois encontros sobre o sacramento da Crisma, fazendo assim uma revisão do que foi trabalhado.



EXALAR O PERFUME, SER UNGIDO!
- Propor para casa a atividade que se encontra no Livro do Catequizando.- Motivar os catequizandos para que descubram a melhor maneira de exalarem o perfume de Cristo, vivendo como ungidos – enviados do Senhor.Dar exemplos concretos.


LIVRO DO CATEQUIZANDO
19 – SIMBOLOS E GESTOS DA CRISMA
Você já aprendeu muitas coisas sobre o significado do sacramento da Crisma. Chegou o momento de descobrir o significado dos seus gestos e símbolos.
Leia o texto de 2Cor 2,14-16.
O óleo perfumado significa que nós também precisamos exalar perfume.Como podemos fazer isso? Com a ajuda do seu catequista você entenderá melhor.
Cantar: SALMO 133
(Letra de J. Thomas Filho e música de Fr. FabrettiComo é bom, como é bom irmãos viverem unidos como irmãos:É como o óleo perfumado sobre a fronte, e pelos ombros a escorrer.É como o orvalho sobre a relva e sobre os montes, que renovam inteiro o nosso ser.
1. Você sabe o que acontecerá no dia de sua Crisma? Leia o pequeno texto abaixo e converse a respeito com o seu catequista.
O sacramento da Confirmação é administrado logo após a profissão de fé dentro da Celebração Eucarística:- Primeiramente o bispo impõe as mãos sobre os crismandos e faz a invocação do Espírito Santo.O segundo gesto sacramental é a unção com o óleo do Creisma. Cada crismando se aproxima e o bispo faz o sinal da cruz na sua fronte, dizendo: “N… recebe, por este sinal, o Espírito Santo, o dom de Deus!” O crismando responde: “Amém!” O bispo ainda diz: “A paz esteja contigo!” o crismando responde: “E contigo também!”
(com imagem, pg 78)



CELEBRANTE: Recebe, por este sinal, o Espírito Santo, o dom de Deus!
IMPOSIÇÃO DAS MÃOS E UNÇÃO COM O ÓLEO
1. Em grupos, estude o texto abaixo, tendo também as citações bíblicas indicadas:
Os gestos e sinais sacramentais da Crisma são ricos em significados, presentes desde o Antigo Testamento, nos evangelhos e desde a Igreja Primitiva até os nossos dias.
a) Imposição das mãos. É um gesto de autoridade na qual se transmite um a responsabilidade dentro da Igreja. É o gesto bíblico pelo qual o dom do Espírito Santo é comunicado (cf. At 6,6-7; 8,14-17; 19,1-6).
b) Unção com óleo. O óleo usado pelo bispo é chamado “o crisma”*. É preparado com óleo de oliveira e bálsamo (que é perfumado) na Missa dos santos óleos, na Quinta-Feira Santa. A unção com óleo possui vários significados:- o óleo, impregnando a fronte do crismando, significa que ele é impregnado pela força do Espírito Santo – somos “templos do Espírito Santo” (1Cor 3,16);- o perfume do óleo usado na Crisma significa que o cristão deve “exalar o bom odor de Cristo”, ou seja, deve testemunhar Jesus Cristo, sem ser alguém malcheiroso no viver (cf. 2Cor 2,1416);- ser ungido é ser marcado com o selo, com o sinal da cruz, significando que o cristão pertence a Cristo (cf. Ef 1,13; 4,30);- a unção é também sinal de consagração, pois o ungido é o enviado que deve realizar a missão de Cristo;- como os atletas e lutadores eram ungidos com óleo, o crismado deve ser atleta e soldado de Cristo;- o óleo é ainda sinal de abundância, de alegria, de purificação, de cura, de fortalecimento e de reconforto.



EXALAR O PERFUME, SER UNGIDO!
O Espírito Santo no dia da Crisma nos dá força para que sejamos testemunhas de Jesus exalando seu perfume e vivendo como verdadeiros ungidos, ou seja, enviados de Deus.
* As pessoas que você conhece, percebem que você é cristão, ou seja, alguém que exala o perfume de Cristo?
1. O que você fará para exalar mais e mais o perfume de Cristo?
2. Em casa, explique o que significa cada gesto.



Fonte: Catequese.org.br

14 de abr. de 2009

COMO SURGIU O DIA DE CORPUS CHRISTI

CORPUS CHRISTI
Existe no decorrer do ano, diversas datas que são definidas como feriado, seja, municipal, estadual ou nacional. Geralmente, um feriado sempre é bem vindo; para muitos sinônimo de folga no trabalho e diversão. Mas, há uma questão muito séria que encontra-se por trás de alguns destes feriados, são "dias santos", por conseqüência consagrado há alguma entidade venerada por multidões; estes feriados é uma forma de devotar louvor ou veneração a personagens declarados como "santos" (1Co 10.19,20).Irmãos queridos somos chamados a uma vida santa (separada) e compromissados com as verdades de Deus que estão expressas de forma clara na Bíblia; o Espírito Santo move e faz-nos ver que é incompatível com a fé verdadeira participar destas consagrações tradicionais em algumas cidades. E, na condição de separados que somos, é sábio declararmos diante das trevas que anulamos em nome de Jesus Cristo, todo poder e autoridade constituída pelos homens às forças espirituais contra nossas vidas. O passo seguinte é procurarmos viver um dia, de muita vigilância e consagração ao Senhor (Mt 26.41), para que não sejamos atingidos pelo inimigo.Corpus Christi é uma festa ao Corpo de Cristo. É uma data adotada na Igreja Católica, para comemorar a presença real de Jesus Cristo no sacramento da Eucaristia, pela mudança da substância do pão e do vinho na de seu corpo e de seu sangue (O Catolicismo declara que a hóstia, torna-se literalmente em Carne e Sangue do Senhor Jesus).

A seguir, veja como iniciou-se esta comemoração:A origem da Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo remonta ao século XII. A Igreja sentiu necessidade de realçar a presença real do "Cristo todo" no pão consagrado. Esta necessidade se aliava ao desejo do homem medieval de "contemplar" as coisas. Surgiu nesta época o costume de elevar a hóstia depois da consagração. Disseminava-se uma controvertida piedade eucarística, chegando ao ponto das pessoas irem à igreja mais "verem" a hóstia do que para participarem efetivamente da eucaristiaA Festa de Corpus Christi foi instituída pelo Papa Urbano IV com a Bula ‘Transiturus’ de 11 de agosto de 1264, para ser celebrada na quinta-feira após a Festa da Santíssima Trindade, que acontece no domingo depois de Pentecostes. O Papa Urbano IV foi o cônego Tiago Pantaleão de Troyes, arcediago do Cabido Diocesano de Liège na Bélgica, que recebeu o segredo das visões da freira agostiniana, Juliana de Mont Cornillon, que exigiam uma festa da Eucaristia no Ano Litúrgico.

Juliana nasceu em Liège em 1192 e participava da paróquia Saint Martin. Com 14 anos, em 1206, entrou para o convento das agostinianas em Mont Cornillon, na periferia de Liège. Com 17 anos, em 1209, começou a ter ‘visões’,(que retratavam um disco lunar dentro do qual havia uma parte escura. Isto foi interpretado como sendo uma ausência de uma festa eucarística no calendário litúrgico para agradecer o sacramento da Eucaristia). Com 38 anos, em 1230, confidenciou esse segredo ao arcediago de Liège, que 31 anos depois, por três anos, será o Papa Urbano IV (1261-1264), e tornará mundial a Festa de Corpus Christi, pouco antes de morrer.

A ‘Fête Dieu’ começou na paróquia de Saint Martin em Liège, em 1230, com autorização do arcediago para procissão eucarística só dentro da igreja, a fim de proclamar a gratidão a Deus pelo benefício da Eucaristia. Em 1247, aconteceu a 1ª procissão eucarística pelas ruas de Liège, já como festa da diocese. Depois se tornou festa nacional na Bélgica.A festa mundial de Corpus Christi foi decretada em 1264, 6 anos após a morte de irmã Juliana em 1258, com 66 anos. Santa Juliana de Mont Cornillon foi canonizada em 1599 pelo Papa Clemente VIII.O decreto de Urbano IV teve pouca repercussão, porque o Papa morreu em seguida. Mas se propagou por algumas igrejas, como na diocese de Colônia na Alemanha, onde Corpus Christi é celebrada antes de 1270.O ofício divino, seus hinos, a seqüência ‘Lauda Sion Salvatorem’ são de Santo Tomás de Aquino (1223-1274), que estudou em Colônia com Santo Alberto Magno.

Corpus Christi tomou seu caráter universal definitivo, 50 anos depois de Urbano IV, a partir do século XIV, quando o Papa Clemente V, em 1313, confirmou a Bula de Urbano IV nas Constituições Clementinas do Corpus Júris, tornando a Festa da Eucaristia um dever canônico mundial. Em 1317, o Papa João XXII publicou esse Corpus Júris com o dever de levar a Eucaristia em procissão pelas vias públicas.O Concílio de Trento (1545-1563), por causa dos protestantes, da Reforma de Lutero, dos que negavam a presença real de Cristo na Eucaristia, fortaleceu o decreto da instituição da Festa de Corpus Christi, obrigando o clero a realizar a Procissão Eucarística pelas ruas da cidade, como ação de graças pelo dom supremo da Eucaristia e como manifestação pública da fé na presença real de Cristo na Eucaristia.Em 1983, o novo Código de Direito Canônico – cânon 944 – mantém a obrigação de se manifestar ‘o testemunho público de veneração para com a Santíssima Eucaristia’ e ‘onde for possível, haja procissão pelas vias públicas’, mas os bispos escolham a melhor maneira de fazer isso, garantindo a participação do povo e a dignidade da manifestação.A Eucaristia é um dos sete sacramentos e foi instituído na Última Ceia, quando Jesus disse :‘Este é o meu corpo...isto é o meu sangue... fazei isto em memória de mim’. Porque a Eucaristia foi celebrada pela 1ª vez na Quinta-Feira Santa, Corpus Christi se celebra sempre numa quinta-feira após o domingo depois de Pentecostes.

Pr.Adenilson Loterio

12 de abr. de 2009

RESSURREIÇÃO?

Na Vigília Pascal, Papa explica o que é a ressurreição
Rádio Vaticano

Ontem à noite, 11, Sábado Santo, Bento XVI presidiu à Vigília Pascal na Basílica de São Pedro, diante de cinco mil pessoas. O Papa explicou, em especial, do que se trata a ressurreição.Por não entrar no âmbito das nossas experiências, esta mensagem acaba incompreendida, como se fosse algo do passado. A Igreja, por sua vez, procura levar-nos à sua compreensão, traduzindo este acontecimento misterioso na linguagem dos símbolos. Na Vigília Pascal, disse o Pontífice, o significado deste dia nos é indicado através de três símbolos: a luz, a água e o cântico do aleluia.Temos, em primeiro lugar, a luz. Onde há luz, nasce a vida. Na mensagem bíblica, a luz é a imagem mais imediata de Deus: Ele é todo Resplendor, Vida, Verdade, Luz. A ressurreição de Jesus é uma irrupção de luz. Ele é a Luz pura: é o próprio Deus, que faz nascer uma nova criação no meio da antiga, transforma o caos em cosmos.

Símbolos da Vigília Pascal

Na Vigília Pascal, a Igreja representa o mistério da luz de Cristo no sinal do círio pascal, cuja chama é simultaneamente luz e calor. O simbolismo da luz está ligado com o do fogo: resplendor e calor, resplendor e energia de transformação contida no fogo.
Verdade e amor andam juntos."Peçamos ao Senhor que a pequena chama da vela, que Ele acendeu em nós, a luz delicada da sua palavra e do seu amor, no meio das confusões deste tempo, não se apague em nós, mas se torne cada vez mais forte e mais resplendorosa. Para que sejamos com Ele pessoas do dia, astros para o nosso tempo."O segundo símbolo da Vigília Pascal – a noite do Batismo – é a água. Na Sagrada Escritura, ela aparece com dois significados opostos. De um lado, há o mar que se apresenta como o poder antagonista da vida sobre a terra, como a sua contínua ameaça, à qual, porém, Deus colocou um limite.
É o elemento da morte. O outro significado é a água como nascente fresca, que dá a vida, ou também como o grande rio de onde provém a vida. Sem água, não há vida.Cristo é nascente de água viva. D’Ele brota o grande rio que, no Batismo, faz frutificar e renova o mundo; o grande rio de água viva é o seu Evangelho que torna fecunda a terra. No Batismo, o Senhor faz de nós não só pessoas de luz, mas também nascentes, das quais brota água viva.O terceiro grande símbolo da Vigília Pascal é de natureza muito particular; envolve o próprio homem.
É a entoação do cântico novo: o aleluia. Quando uma pessoa experimenta uma grande alegria, não pode guardá-la para si. Deve manifestá-la, transmiti-la. O falar já não basta. Ela tem de cantar.Desde que Jesus ressuscitou, a gravitação do amor é mais forte que a do ódio; a força de gravidade da vida é mais forte que a da morte. "Porventura, concluiu o papa, não é esta a situação da Igreja de todos os tempos? Sempre dá a impressão de que ela deva afundar e, todavia, já está salva.
A mão salvadora do Senhor nos sustenta e assim podemos cantar desde já o cântico dos redimidos, o cântico novo dos ressuscitados: Aleluia!"Durante a celebração, cinco catecúmenos receberam o sacramento da iniciação cristão: três italianos, uma chinesa e uma norte-americana.

10 de abr. de 2009

Padre Joãozinho explica a Liturgia da Semana Santa

O Blog Curiosidades Católicas vem através da entrevista de Padre Joãozinho ao site Canção Nova Notícias, mostrar a todos a riqueza da Liturgia da Semana Santa, vejam:

Canção Nova Notícias
''Jesus veio nos trazer a vida nova, a partir da fragilidade da morte''.
Com a celebração do Domingo de Ramos no último dia 5, a Igreja, em todo mundo, deu início à Semana Santa. Por ser a "semana maior" da cristandade, os fiéis são convidados a conhecer o que celebram.


O Doutor em Teologia e diretor da Faculdade Dehoniana, de Taubaté, Padre Joãozinho, scj, explica a Liturgia desta semana, seus símbolos e significados.



noticias.cancaonova.com - Em que consiste a Semana Santa?


Padre Joãozinho - Inicialmente, devemos atentar que, na verdade, não é uma semana que é santa, mas é uma semana de santificação, em que devemos ficar mais santos. Assim, a dita Semana Santa parte da Vigília Pascal e daquela ceia celebrada por Jesus antes de sua morte e Ressurreição. Para os judeus, a Páscoa se tornou uma festa anual. Já para os cristãos, estava muito bem definido, inicialmente, se deveria ser anual, mas acabou se tornando semanal. No Ocidente católico, ela se torna diária, porque a Ressurreição é permanente. Assim, a Semana Santa, a Quaresma e todo ano litúrgico nascem desse embrião, que é o fato marcante da nossa fé, a Ressurreição de Cristo.





noticias.cancaonova.com - E a maneira de celebrar também foi mudando com o passar do tempo?


Padre Joãozinho - A celebração da fração do pão - como era chamada no início por ser uma grande partilha – era precedida por diversas orações. Após a fração também faziam orações, mas no meio era uma grande festa, um grande encontro da comunidade e se prolongava por muito tempo. Aos poucos, a festa foi sendo deslocada para o final e se chamou ágape. E a ação de graças se tornou a parte mais propriamente litúrgica e, hoje, nos a chamamos de Eucaristia. Em grego é eukharistía, ou seja, era aquela oração de ação de graças, que hoje nós rezamos de modo muito especial na Oração Eucarística. Lia-se a Palavra de Deus, rezavam as preces, professavam a fé, mas isso foi progredindo, ao longo dos séculos, até se tornar no Ocidente essa liturgia que nós conhecemos por Missa. No sábado, a Vigília Pascal é muito mais longa porque ela é a mãe de todas as celebrações e deveria girar em torno de uma figura fundamental, o catecúmeno, isto é, aquele que se converteu e, depois, se preparou e recebeu uma catequese durante a Quaresma, para ser batizado na Vigília Pascal. Hoje em dia, muita gente pergunta "por que essa Missa de sábado é tão longa?", mas não é uma Missa de sábado, é uma Vigília Pascal. É a mãe de todas as celebrações.



noticias.cancaonova.com - O que é o Tríduo Pascal e quais celebrações compreende?


Padre Joãozinho - Eu sempre pergunto aos meus alunos de Liturgia: “Quantos são os dias do Tríduo Pascal?”. Eles começam a responder contando a quinta-feira, sexta, sábado e domingo, mas o resultado é quatro. E outros perguntam: “E a Missa do Crisma, pela manhã, dos padres com o bispo, na Catedral? Faz parte do tríduo pascal?”. A resposta é a seguinte: esta Missa do Crisma é a última celebração da Quaresma. A partir da Ceia da Quinta-feira Santa, com a instituição da Eucaristia à noite, começa o primeiro dia e vai até a sexta-feira, mais ou menos ao meio dia. Isto porque o dia litúrgico não começa a zero hora e vai até à meia noite, como o nosso, porém começa numa véspera e vai até a outra véspera. Segue o ritmo do sol e é assim o dia judaico. Por isso que nós rezamos as vésperas, na Liturgia das Horas. Na véspera já se celebra o que vai acontecer no dia seguinte. Por exemplo, em honra à Santa Teresinha se reza as suas vésperas, antecipando o que se comemora no seu dia. Assim, o tríduo começa na quinta, é o dia da ceia, mas também já é o dia da morte, do sofrimento e do sacrifício, que vai da sexta até o sábado, pelo meio dia. Temos também um segundo dia de morte, sepultura e silêncio, mas se formos pensar, o primeiro dia já é o dia da morte, porque mesmo instituindo a Eucaristia, depois tem o translado, o altar é desnudado e fica até a celebração da sexta. Depois, começa um grande silêncio, que, muitas vezes, é esquecido. No sábado as pessoas não sabem o que fazer, contudo é um dia de retiro. É um dia do túmulo, da ausência de Deus, um Deus que desapareceu. É a "celebração da ausência" e, na véspera do domingo, já começamos a celebrar o dia da vida, da Ressurreição, que vai se prolongando até o domingo de manhã com as Missas de Páscoa e, a rigor, o domingo de Páscoa a tarde já não seria mais domingo. Tanto que a Igreja demorou muito para permitir Missa vespertina de domingo, existindo tal possibilidade por motivos pastorais.



noticias.cancaonova.com - Quando tem início a Semana Santa?


Padre Joãozinho - Com o Domingo de Ramos e, em alguns lugares, se prolonga com uma série de exercícios de piedade popular. Eu estive celebrando, por muito tempo, em Minas Gerais, onde acontecem as procissões, como a do Encontro, as Vias Sacras e uma série de outras orações que não estão previstas na Liturgia. O Papa mesmo realiza a Via Sacra no Coliseu. Contudo, a rigor, não faz parte da Liturgia, pode ser celebrada em qualquer dia do ano. A Semana Santa, portanto, começa no Domingo de Ramos e vai até o Domingo de Páscoa e, depois, ela se prolonga na qüinquagésima pascal. São 50 dias de Páscoa. Primeiramente, há a oitava da Páscoa que são oito dias em que a Igreja continua repetindo o mesmo dia de Páscoa. Então, por oito dias se repete o mesmo grito: “O Senhor ressurgiu! Aleluia”. E a qüinquagésima pascal termina em Pentecostes, quando vem o Espírito prometido pelo Ressuscitado. Praticamente, nós temos uma semana de Páscoa, uma repetição do que aconteceu por ser muito importante. Jesus está vivo, é Ressuscitado e, com a Semana Santa, a oitava da Páscoa e os dias até Pentecostes, temos quase 60 dias de celebração de tempo santo e tempo pascal.



noticias.cancaonova.com - Na Quinta-feira Santa, muitas vezes, se dá mais atenção ao Rito do Lava Pés, do que a Instituição da Eucaristia, qual o sentido dessas duas celebrações?


Padre Joãozinho - Deve-se tomar cuidado porque o Lava Pés e a Instituição da Eucaristia estão, na verdade, conexos, porque o Cristo que serve lavando os pés, reconhecendo a necessidade de ser disponível para com o irmão e ser solidário, é o mesmo Cristo que se faz Pão, o Pão da Solidariedade e Pão do povo. Ele se entrega até a última gota de sangue e água na cruz. Então, este gesto já é a antecipação do sacrifício na Cruz. Por isso, sacrifício é um serviço. O evangelista Marcos disse isso, no capítulo 10, versículo 45. Jesus veio para servir, e não para ser servido, e dar a vida em resgate de muitos. É serviço e resgate, serviço e sacrifício, serviço e entrega. Tanto que o Evangelho de João não tem a Instituição da Eucaristia, mas tem o Lava Pés. Se lermos os Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas e colocá-los em paralelo, veremos que apresentam a Instituição, e João trouxe o Lava Pés. Por isso que a Liturgia da Quinta-feira Santa coloca o Lava Pés joanino e a Instituição dos outros evangelistas.



noticias.cancaonova.com - Quais são os símbolos oficiais da Páscoa?


Padre Joãozinho - É difícil fazer um elenco oficial de símbolos, mas, liturgicamente, a Páscoa é cheia de símbolos, e outros são muito popularescos, como é o caso do ovo e coelho. Um mês antes da Páscoa, eu entrei no supermercado e já estavam à venda os ovos de chocolate. As igrejas ainda nem pensaram em se ornamentar para a Semana Santa e os supermercados já ornamentados para o marketing da Páscoa. Não vi nenhuma imagem de Jesus Cristo. Mas no Domingo de Ramos já temos o ramo como símbolo. Eu tenho uma certa dúvida quanto aos ramos por motivos ecológicos, mas sugiro que sejam ramos pequenos, e acho que um dia a Igreja vai permitir ramos que não sejam de árvores. Contudo, o ramo é um símbolo muito curioso, porque o mesmo povo que diz “Hosana ao Filho de Davi” com o ramo na mão, depois, com um outro ramo na mão, que é a cruz, crucifica-o. É uma celebração contraditória que sintetiza toda a Semana Santa. Depois, ao longo da semana, quando começa o Tríduo Pascal, teremos na Quinta-Feira Santa a água, utilizada no Lava Pés. Um outro símbolo já na sexta, é a cruz. Assim como a água do Lava Pés e a Eucaristia fazem a força simbólica da quinta-feira, na sexta nos reunimos em torno da cruz. E é o único dia do ano em que não há Missa. Eu celebro para as sacramentinas, em Taubaté, que são religiosas de clausura, e é único dia em que elas não tem Adoração com o Cristo exposto. Elas sentem saudades, pois ficam 24 horas e 364 dias por ano em Adoração perpétua. Mas na sexta-feira, a Igreja traslada a Eucaristia para um altar lateral, justamente para simbolizar esta ausência de Cristo. No Sábado Santo, são muitos os símbolos. Começando pela música, como o Exulte. Em muitos lugares, há um dificuldade em cantá-lo, mas deve ser proclamado pelo diácono. Há também o catecúmeno, que vai receber o batismo e ser um outro Cristo. A Vigília Pascal deveria terminar no domingo de manhã e já seria a celebração de domingo de manhã. Como isso não é possível para muitos, temos a Missa de domingo de manhã. Nesta, não há nenhum símbolo em especial, a Liturgia é muito discreta em ficar multiplicando símbolos, porque o coração de tudo isso é a Palavra que se fez carne e se manifestou a nós, o Cristo Ressuscitado.



noticias.cancaonova.com - E quanto aos símbolos populares?


Padre Joãozinho - Muito se associa o coelho com os ovos, mas coelho não põe ovo. Porém, o coelho seria o símbolo da Ressurreição, porque é madrugador e por acordar muito cedo, lembra o Cristo que ressuscitou de madrugada. Já o ovo é um embrião. Outro dia, eu estava vendo uma notícia de uma tentativa de preservação de ovos de tartaruga. Ali estava um filhote em potencial que poderia viver 100 anos. Mas, se alguém chega e põe uma cadeira de praia em cima, os ovos são destruídos. O ovo é frágil, mas ao mesmo tempo é forte. Ele é símbolo de um embrião de vida e Jesus veio nos trazer a vida nova, a partir da fragilidade da morte. Veio romper o sepulcro e se manifestar em vida plena, em vida total e eterna. Quando um pintinho, por exemplo, rompe com a casca de ovo, nos lembra o Ressuscitado saindo do sepulcro.

8 de abr. de 2009

Tríduo Pascal - como celebrar?

O Tríduo é a realidade das Páscoa do Senhor, celebrada sacramentalmente em três dias, a Sexta-feira: paixão; Sábado Santo: sepultura; domingo: ressurreição. O ponto principal dos três dias é a Vigília Pascal, com a celebração eucarística. A Quinta-feira santa não pertence ao Tríduo como antigamente. A missa “in cena Domini”, transmite a dimensão ritual, fornece o momento sacramental do mistério, atuando-o e perpetuando através dos tempos.

Celebrar a Páscoa é celebrar o rito eucarístico, é preciso considerar quatro Páscoas da história da salvação: Páscoa do Senhor ­­­­– passagem do Senhor na saída do Egito; Páscoa dos judeus – celebração do memorial; Páscoa de Cristo – imolação sobre a cruz; Páscoa da Igreja – celebrada sacramentalmente no rito eucarístico.
O rito pascal está ligado à Páscoa histórica que é memorial, presença real da salvação e anúncio do cumprimento definitivo. A ceia pascal se une à Páscoa, sendo evento histórico è também simbólico, está voltado para a libertação realizada por Cristo, em sua passagem redentora, é anúncio da redenção completa quando “todos os homens” celebrarem a “Páscoa de Cristo”.

Quando termina a celebração da missa, as sagradas espécies são levadas em procissão a um lugar devidamente preparado para serem adoradas e conservadas para a comunhão da Sexta-feira Santa. A adoração, nesta noite dedicada à lembrança da eucaristia, conserva a presença permanente de Cristo nas espécies eucarísticas. A adoração precisa terminar antes da meia-noite para respeitar o significado da celebração que é própria destes dias, ou seja, da traição, a prisão, paixão e morte de Cristo. Celebra-se o Tríduo Pascal na sexta-feira, sábado e domingo.

Na missa “in cena Domini” toda a comunidade está sob o julgamento da eucaristia celebrada. A celebração da ceia do Senhor é o encontro principal da comunidade com Cristo. Ressuscitado e com os irmãos no amor do Pai celeste, mas é necessária a abertura ao amor de Jesus que morre para libertar a todos do pecado e ajudar a encontrar novas relações. É ponto de partida para viver de uma nova maneira, em comunhão com o Pai e com os irmãos.
Verinha
Comunidade Canção Nova

6 de abr. de 2009

Ressurreição

As Escrituras confirmam que Jesus ressuscitou dos mortos. A Bíblia diz em Mateus 28:5-6 “Mas o anjo disse às mulheres: Não temais vós; pois eu sei que buscais a Jesus, que foi crucificado. Não está aqui, porque ressurgiu, como ele disse. Vinde, vede o lugar onde jazia.” A ressurreição aconteceu exatamente como os profetas preveram. A Bíblia diz em 1 Coríntios 15:3-4 “Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; que foi sepultado; que foi ressuscitado ao terceiro dia, segundo as Escrituras.” A ressurreição de Jesus é a verdade central da fé Cristã. A Bíblia diz em 1 Coríntios 15:14-17 “E, se Cristo não foi ressuscitado, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé. E assim somos também considerados como falsas testemunhas de Deus que ele ressuscitou a Cristo, ao qual, porém, não ressuscitou, se, na verdade, os mortos não são ressuscitados. Porque, se os mortos não são ressuscitados, também Cristo não foi ressuscitado. E, se Cristo não foi ressuscitado, é vã a vossa fé, e ainda estais nos vossos pecados.” Que ensina a Bíblia sobre a nossa ressurreição da morte? A nossa ressurreição é certa por causa da ressurreição de Jesus. A Bíblia diz em 1 Coríntios 15:12-14 “Ora, se se prega que Cristo foi ressucitado dentre os mortos, como dizem alguns entre vós que não há ressurreição de mortos? Mas se não há ressurreição de mortos, também Cristo não foi ressuscitado. E, se Cristo não foi ressuscitado, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé.” Os nossos corpos ressuscitados serão diferentes dos corpos que temos agora e serão eternos. A Bíblia diz em 1 Coríntios 15:51-53 “Eis aqui vos digo um mistério: Nem todos dormiremos mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos serão ressuscitados incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da imortalidade.” Por causa da ressurreicção de Cristo, Ele tem poder para ressuscitar relações pessoais que estão destruídas e aqueles que estão mortos espiritualmente. A Bíblia diz em Filipenses 3:10 “Para conhecê-lo, e o poder da sua ressurreição e a e a participação dos seus sofrimentos, conformando-me a ele na sua morte.” Efésios 2:1, 4, 5 “Ele vos vivificou, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, …Mas Deus, sendo rico em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossos delitos, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos).”

Fonte:jesusvoltara.com.br
Imagem: fotosearch (design pics royalty free)

2 de abr. de 2009

Domingo de Ramos

O Domingo de Ramos abre solenemente a Semana Santa, com a lembrança das Palmas e da paixão, da entrada de Jesus em Jerusalém e a liturgia da palavra que evoca a Paixão do Senhor no Evangelho de São Lucas.



Neste dia, se entrecruzam as duas tradições litúrgicas que deram origem a esta celebração: a alegre, grandiosa , festiva litrugia da Igreja mãe da cidade santa, que se converte em mímesis, imitação dos que Jesus fez em Jerusalém, e a austera memória - anamnese - da paixão que marcava a liturgia de Roma. Liturgia de Jerusalém e de Roma, juntas em nossa celebração. Com uma evocação que não pode deixar de ser atualizada.



Vamos com o pensamento a Jesuralém, subimos ao Monte das Oliveiras para recalar na capela de Betfagé, que nos lembra o gesto de Jesus, gesto profético, que entra como Rei pacífico, Messías aclamado primeiro e depois condenado, para cumprir em tudo as profecias.Por um momento as pessoas reviveram a esperança de ter já consigo, de forma aberta e sem subterfúgios aquele que vinha em nome do Senhor.



Ao menos assim o entenderam os mais simples, os discípulos e as pessoas que acompanharam ao Senhor Jesus, como um Rei. São Lucas não falava de oliveiras nem de palmas, mas de pessoas que iam acarpetando o caminho com suas roupas, como se recebe a um Rei, gente que gritava: "Bendito o que vem como Rei em nome do Senhor. Paz no céu e glória nas alturas".Palavras com uma estranha evocação das mesmas que anunciaram o nascimento do Senhor em Belém aos mais humildes. Jerusalém, desde o século IV, no esplendor de sua vida litúrgica celebrada neste momento com uma numerosa procissão.



E isto agradou tanto aos peregrinos que o oriente deixou marcada nesta procissão de ramos como umas das mais belas celebrações da Semana Santa.Com a litúrgia de Roma, ao contrário, entramos na Paixão e antecipamos a proclamação do mistério, com um grande contraste entre o caminho triunfante do Cristo do Domingo de Ramos e o "via crucis" dos dias santos.Entretanto, são as últimas palavras de Jesus no madeiro a nova semente que deve empurrar o remo evangelizador da Igreja no mundo."Pai, em tuas mão eu entrego o meu espírito". Este é o evangelho, esta a nova notícia, o conteúdo da nova evangelização. Desde um paradoxo este mundo que parece tão autônomo, necessita que lhe seja anunciado o mistério da debilidade de nosso Deus en que se demonstra o cume de seu amor.



Como o anunciaram os primeiros cristãos com estas narrações longas e detalhistas da paixão de Jesus. Era o anúncio do amor de um Deus que desce conosco até o abismo do que não tem sentido, do pecado e da morte, do absurdo grito de Jesus em seu abandono e em sua confiança extrema. Era um anúncio ao mundo pagão tanto mais realista quanto mais com ele se poderia medir a força de sua Ressurreição.



A liturgia das palmas antecipa neste domingo, chamado de páscoa florida, o triunfo da ressurreição, enquanto que a leitura da Paixão nos convida a entrar conscientemente na Semana Santa da Paixão gloriosa e amorosa de Cristo o Senhor.
Fonte:Portal Angels

Veja também

REFLITA

Ter uma vida positiva é ter consciência que o universo precisa de você; é lutar pelos SONHOS de maneira determinada; é crescer sem precisar diminuir ninguém; é ter a verdade como um principio vital; é usar o poder da ousadia construtiva; é saber agradecer e perdoar, fraterna e totalmente; é priorizar a família; é viver cada dia de uma vez, sendo alegre no presente e otimista no futuro; é respeitar o próprio corpo; é se preocupar com os mais carentes; é preservar a natureza; é não se abater nos momentos de dor; é jamais perder a esperança; é ter auto estima; é ser rico em humildade; é sempre fazer a sua parte...Pois quando você faz a sua parte tenha certeza de que Deus fará a parte dele.

BLOG'S DO IVSON

SEGUIDORES