ANO VIII - 2007/2014 - www.curiosidadescatolicas.blogspot.com - Um Blog Católico Apostólico Romano - Produzido em Volta Redonda - R. Janeiro - Brasil.

Seja bem-vindo. Hoje é

13 de fev. de 2010

Por onde começar um estudo bíblico?

Quando alguém se propõe a fazer uma viagem, o ideal é que ela se programe para esta empreitada: defina qual meio de condução vai usar (avião, carro, ônibus…), onde vai se hospedar, em que lugar fará as refeições. Se for de carro, por exemplo, é essencial que veja por qual caminho seguirá para chegar ao destino final. Se ela quer chegar mais rápido vai por determinada estrada; se quer pagar menos pedágios segue por outro caminho; ou ainda, se quer se hospedar em bons hotéis pode escolher outra rota.

Com certeza, cada um dos caminhos tem sua beleza própria e também sua dificuldade. É preciso que a pessoa que vai viajar escolha o roteiro que é mais adequado para a sua realidade. Qual caminho se encaixa melhor no objetivo da viagem e do mesmo modo, qual não trará maiores dificuldades.

Quando nos propomos ao estudo bíblico algo parecido acontece. Estudar e se aprofundar nos textos bíblicos é também viajar por lugares muitas vezes desconhecidos. Por isso é preciso que haja um planejamento, assim como nessa viagem de carro. Faz-se necessário escolher um roteiro de estudo – um método que melhor se encaixe na realidade daquele que se dispõe a ler e entender os textos da Bíblia. Por isso, cada pessoa deve procurar um roteiro de estudos bíblicos que lhe seja mais útil e oportuno.

São vários os roteiros de estudos bíblicos que temos hoje à disposição no mercado. Sem desmerecer os demais, quero indicar aqui quatro deles, pois são os que melhor conheço e sei dos resultados que proporcionam. Repito, esses são apenas alguns dos tantos e bons roteiros que temos à disposição. O que precisa ficar claro é a necessidade de seguir um percurso que nos dê a segurança e nos impulsione a não desistir no meio da viagem.

Curso Bíblico da Escola Mater Ecclesiae – O primeiro roteiro vem da escola fundada por D. Estevão Tavares Bettencourt OSB. O curso bíblico da Matter Ecclesiae tem um objetivo de formação. É um tipo de curso de teologia para leigos por correspondência.

Lectio Divina – É um dos métodos mais antigos da Igreja. Leitura da Bíblia a partir de quatro passos: Ler, Meditar, Orar e Contemplar. O objetivo da Lectio Divina é, através de um método orante, proporcionar um contato direto com as Sagradas Escrituras.

Coleção luz para os meus passos – Baseado na Lectio Divina essa é uma proposta que segue uma apostila com uma lição que deve ser feita a cada dia. De certo modo ela mescla essa leitura orante com alguns conhecimentos mais técnicos como o que temos no método da Escola Mater Ecclesiae.

A Bíblia no meu dia-a-dia – O quarto roteiro faz parte da proposta do Monsenhor Jonas Abib. O estudo possui alguns passos e também tem uma ligação direta com a Lectio Divina: num diário espiritual a pessoa deve, ao fazer o estudo de um trecho bíblico, anotar as promessas de Deus, as ordens de Deus, os princípios eternos, a mensagem de Deus e como aplicar o entendimento do texto no dia-a-dia.

Além desses métodos sei que algumas pessoas fazem estudos bíblicos orientados por roteiros disponíveis em páginas da internet. É preciso muito cuidado! Já vi muita coisa errada e perigosa em várias dessas propostas. Se ainda assim, você faz ou deseja fazer um estudo orientado pela internet, que tome as devidas precauções: veja quem é a pessoa que ministra o curso, se está vinculado à Igreja Católica, qual a procedência do site, converse com outras pessoas que seguem esse curso e peça orientação ao seu diretor espiritual, pároco ou coordenador da sua comunidade.

Existe também o fato de muitas pessoas não conseguiram se adaptar a nenhum dos roteiros que conheceram e por isso resolveram ler a Bíblia começando no seu primeiro livro, o Gênesis, seguindo até o Apocalipse – lendo um ou alguns capítulos diariamente. Particularmente, acho esse o caminho mais difícil, mas não posso negar que também funciona ao ver algumas pessoas optarem e se adequarem a essa proposta.

O importante é que você faça uso de um bom roteiro que o impeça de se perder nessa viagem e o mantenha motivado para seguir adiante. Escolha um percurso de estudos que vá de acordo com as suas necessidades e capacidades, tomando o devido cuidado em averiguar a procedência do roteiro que assume para si. E que, seguindo essas orientações possa, durante a maravilhosa viagem pelos textos bíblicos, ter a certeza de que a Palavra de Deus é lâmpada para nossos pés e luz para o nosso caminho. (cf. Sl 119,105)
Fonte: Denis Duarte

A relação entre o Antigo e o Novo Testamento

A Constituição Dogmática Dei Verbum, sobre a revelação divina nas Sagradas Escrituras nos ensina que: … Deus, inspirador e autor dos livros dos dois Testamentos, dispôs tão sàbiamente as coisas, que o Novo Testamento está latente no Antigo, e o Antigo está patente no Novo.

Isso indica que há uma relação viva entre o Antigo e o Novo Testamento. E é também por isso que, às vezes, encontramos na Bíblia, palavras ou expressões que parecem estar soltas, sem sentido naquele texto. Nessa hora é preciso entender que existe uma ligação entre os textos e ficar atentos ao campo semântico a que essas palavras e expressões talvez pertençam.

Mas o que é campo semântico? É um grupo de palavras que se relacionam entre si, pois se ligam pelo sentido que representam. Por exemplo, quando dizemos um grupo de palavras como: multa, semáforo, pedestres, saberemos que essas palavras fazem parte do campo semântico do trânsito, pois aí elas se relacionam e adquirem sentido.

A ligação entre os textos acontece porque muitas expressões em uma dada cultura possuem um sentido específico, que em geral, não são compreendidas por pessoas de outro meio cultural. Por exemplo: em Minas Gerais se você disser a palavra trem, um mineiro vai entender que essa palavra é utilizada para fazer referências a várias coisas e não só ao meio de transporte com locomotiva e vagões. Se um estrangeiro chega a Minas e não conhece a cultura local, dificilmente vai entender o uso amplo que essa palavra possui nessa região do Brasil.

Da mesma maneira acontece com os textos bíblicos que possuem essas chamadas tradições lingüísticas. Algumas vezes, para entender uma passagem, precisamos recorrer a outro livro bíblico, a outro texto no qual teremos a explicação de alguma palavra, trecho ou expressão que não entendemos. Essa ligação entre os livros bíblicos faz com que o autor de um texto utilize um conhecimento prévio que já foi citado em outro livro, e que por isso, a compreensão total de uma passagem depende de outra.

Mas como identificar e entender essas tradições e ligações literárias na Bíblia?
Nossas traduções, em geral, nos dão condições de encontrar essas passagens que se relacionam e explicam o texto que estamos lendo. Em algumas Bíblias essas referências vêem na lateral da página, em letras miúdas, indicando outras passagens bíblicas. Em outras traduções essas referências estão na nota de rodapé.

Você pode ainda, consultar uma Chave ou Concordância Bíblica. Esses são livros que apresentam determinadas palavras e em quais lugares elas aparecem na Bíblia. Você pode adquirir essas obras ou, de maneira mais prática, conferir se no final de sua Bíblia existe uma espécie de glossário bíblico, que muitas vezes, trazem a palavra a ser explicada, juntamente com algumas passagens nas quais essa mesma palavra se encontra.

Para entendermos as Sagradas Escrituras é necessário termos essa visão de unidade entre o Antigo e Novo Testamento e, sabendo disso, a Igreja orienta que nossas traduções nos dêem esse aparato para melhor compreendermos a Bíblia.

Concluindo, completo a citação que abriu este artigo sobre a unidade de ambos os Testamentos: Pois, apesar de Cristo ter alicerçado à nova Aliança no seu sangue (cfr. Lc. 22,20; 1 Cor. 11,25), os livros do Antigo Testamento, ao serem integralmente assumidos na pregação evangélica adquirem e manifestam a sua plena significação no Novo Testamento (cfr. Mt. 5,17; Lc. 24,27; Rom. 16, 25-26; 2 Cor. 3, 1416), que por sua vez o iluminam e explicam
Fonte: Denis Duarte

3 de fev. de 2010

CURIOSIDADES SOBRE A IGREJA CATÓLICA


Por que João não descreveu o batismo de Jesus?
O aparecimento de João Batista, batizando no Rio Jordão, atraiu multidões. Como resultado da sua pregação e testemunha de vida, formou-se a seita dos discípulos de João Batista, a qual se expandiu rapidamente. Então, para não contribuir com o seu crescimento, o evangelista João evitou narrar a cena do batismo de Jesus.

Como era o Apóstolo Paulo?
Segundo um livro apócrifo, do século II, intitulado Atos de Paulo e Tecla, Paulo “era um homem de baixa estatura, calvo, pernas arqueadas, corpo vigoroso, sobrancelhas unidas, nariz um tanto proeminente, cheio de amabilidades; de fato, às vezes, tinha o aspecto de homem, às vezes, o de anjo.

Os hicsos
No período de 1700 a 1500, a.C., reinaram no egito os príncipes hicsos, de origem semita. Foram eles que acolheram José, filho de Jacó e Raquel, o qual foi vendido, como escravo, pelos seus irmãos. Os hicsos o promoveram ao cargo de primeiro ministro do Reino. Tornou-se conhecido como José do Egito.

Quantas são, autenticamente, as cartas paulinas?
Das 13 Cartas Paulinas, 7 são autênticas: Romanos, 1ª e 2ª Coríntios, Gálatas, Filipenses, 1ª Tessalonicenses e Filemon. As outras 6 são deuteropaulinas, isto é, atribuídas a São Paulo: Efésios, Colossenses, 2ª Tessalonicense, 1ª e 2ª a Timóteo e carta a Tito.

Quem era Febe?
São Paulo se refere a esta pessoa como “nossa irmã, diaconisa da Igreja de Cencréia” (Rom 16,1). Foi quem levou a Carta aos Romanos, que este apóstolo escreveu quando estava em Corinto. Ele recomenda que os cristãos de Roma a recebam com toda hospitalidade.

Em Roma, onde morava Paulo?
Quando Paulo chegou prisioneiro em Roma, teve o privilégio de “morar em casa particular, junto com o soldado que o vigiava” (Atos, 28,16). Na opinião do exegeta Rinaldo Fabris, a casa de Paulo se localizava “nas proximidades dos bairros habitados pelos judeus, na zona popular da “Suburra” ou na zona do Velabro”.

Paulo esteve na Espanha?
Depois que Paulo foi libertado da sua prisão, em Roma, é muito provável que ele tenha ido à Espanha, considerada como “os confins do Ocidente”. Vários escritores da Patrística, Clemente Romano, o Fragmento de Muratori, do ano 180, os Atos Apócrifos de Pedro e de Paulo confirmam que esta viagem foi realizada entre os meados de 63 e 64.

De que vivia Paulo?
No cristianismo nascente, não havia ainda dízimo, nem espórtula de sacramentos. Contrariando a cultura grega, que reservava o trabalho manual para os escravos, Paulo sobreviveu fabricando tendas, arte que ele aprendeu com seu pai. Na cultura judaica, na qual ele foi educado, não havia preconceito contra o trabalho manual. Até os ricos exerciam estas atividades.

Sofrimento de Paulo
Nos 30 anos de ação missionária, São Paulo enfrentou muitos obstáculos. Na 2ª Carta aos Coríntios, ele sintetiza o sofrimento: “muitas vezes, vi-me em perigo de morte. Dos judeus, recebi cinco vezes os 40 golpes, menos um. Três vezes fui flagelado; uma vez, apedrejado; três vezes, naufraguei. Passei um dia e uma noite em alto mar. Sofri perigo dos ladrões, dos meus irmãos de estirpe, dos gentios...”(cf. 2Cor 11,24-27).

A fidelidade de Paulo
Apesar das adversida-des da missão, Paulo perma-nece fiel ao chamado de Jesus. Na Carta aos Roma-nos, mostra a solidez da sua fé: “quem nos separará do amor de Cristo? Tribulação, angústia, perseguição, fome, nudez, perigos espada?(...). Estou convencido de que nem a morte nem a vida, nem os anjos nem os principados, nem o presente nem o futuro, nem os poderes, nem a altura, nem a profundeza, nem qualquer outra criatura poderá nos separar do amor de Deus manifestado em Cristo Jesus, nosso Senhor”.

Quem eram os pais de Paulo?
As melhores fontes históricas sobre o Apóstolo Paulo são o livro Atos dos Apóstolos e as suas cartas. Em nenhuma destas fontes, encontramos uma referência sobre os seus genitores. Em Atos 22,3 ele identificou-se como judeu, nascido em Tarso, da Cilícia, educado em Jerusalém pelo rabino Gamaliel, no estrito cumprimento da observância da lei mosaica. Portanto, esta indagação fica sem resposta.

Quem inventou os dias da semana, em português?
A nomenclatura (segunda-feira, terça-feira....), na língua portuguesa, substituiu os nomes latinos pagãos que se referiam aos astros: lunae dies, martis dies, mercurii dies, jovis dies, veneris dies, saturni dies e solis dies. Quem fez esta substituição foi São Martino de Dume, bispo de Praga (Portugal), por volta do ano 560, da nossa era cristã.

Como surgiu a lenda do Santo Graal?
Diz a tradição lendária que José de Arimatéia, o amigo de Jesus que O sepultou num túmulo novo, guardou o cálice que Jesus usou na última ceia. A expressão “Santo Graal” designa este cálice. Ele teria sido levado para a Inglaterra no ano 64 d.C. e guardado numa capela, situada num bosque. Chrétien de Troyes, através do livro Le conte du Graal, publicado em 1190, iniciou a popularidade desta lenda.

Como surgiu a festa de Corpus Christi?
Em Liége, na Bélgica, a Freira Juliana de Retine teve uma visão, na qual via uma lua, toda radiante, exceto uma parte, que ficava obscura. Na sua opinião, aquela parte obscura significa a ausência, na Igreja Católica, de uma festa em honra do Santíssimo Sacramento. Indo ao encontro desta visão, o Papa Urbano IV instituiu a festa de Corpus Christi, em 1264.

O que significa “rasgar as vestes”?
Na linguagem bíblica do antigo e do novo Testamento, rasgar as vestes tem vários significados. Era sinal de luto (Gn 37, 24); de tristeza (2 Sam 13, 19); de blasfêmia (At 14, 14; 22,23; Mt 26,65) e de arrependimento (1Rs 21, 27).

Sacos e cinzas
De acordo com os costumes dos judaicos, usar roupas de sacos e colocar cinzas na cabeça ou no corpo era sinal de luto ou de arrependimento (1Sam 3,31; 2Rs 19,1; Is 20,2). Quando alguém usava roupa de saco, costumava também cobrir o rosto com cinzas (2Sam 13,19).

Mulheres que auxiliaram São Paulo
Além de contar com a colaboração dos discípulos Barnabé, Timóteo e Lucas, o Apóstolo Paulo contou com a ajuda de várias mulheres, na sua missão: Loide, Eunice, Lídia, Ninfa, Maria, Trifena, Pérside, Trifona, Febe, Prisca, Evódia, Sínteque e algumas outras. Isto mostra a participação do elemento feminino na formação da Igreja Primitiva.

A Bíblia de Gutemberg
A invenção da impressão com tipos móveis, obra do alemão Johann Gutemberg (1400-1468), revolucionou a publicação de livros no século XV. Além de outros trabalhos impressos anteriormente, Gutemberg imprimiu, em 1454, uma Bíblia, utilizando-se de uma tradução revisada da Vulgata de São Jerônimo. A Bíblia de Gutemberg foi publicada em dois volumes, com 1282 páginas. Cada página tinha duas colunas e 42 linhas. Por isso é chamada de “a Bíblia de 42 linhas”.

A maior Bíblia do mundo
Quem produziu a maior Bíblia do mundo foi um marceneiro de Los Angeles (Estados Unidos), após dois anos de trabalho permanente. Ela contém 8.048 páginas, mede 2,5 metros de espessura e pesa meia tonelada. Cada página é feita de uma tábua fina, com um metro de altura, onde foram gravados os textos bíblicos.

O maior e menor versículo da Bíblia
O maior versículo da Bíblia se encontra no livro de Ester, no capítulo 8, versículo 9: “Imediatamente foram convocados os escribas reais - era o terceiro mês, que é Sivã, vigésimo terceiro dia, - e, sob a ordem de Mardoqueu, eles escreveram aos juveus, aos sátrapas (...) a cada povo segundo a sua língua e aos juveus sua escrita e sua língua”. E o menor está em Ex 20, 13: “Não matarás”.

A septuaginta
Este é o nome que se dá à primeira e a mais antiga tradução da Bíblia do hebraico para o grego. Com o objetivo de possuir uma cópia dos livros sagrados dos judeus na biblioteca de Alexandria, no século III a.C., o rei Ptolomeu II trouxe de Jerusalém 72 sábios, que traduziram a Torá. No século II, outros judeus traduziram os demais livros bíblicos. Assim nasceu a Bíblia Septuaginta.

Vulgata após Trento
Após o Concílio de Trento (1545-63), os Papas criaram várias Comissões de exegetas para aperfeiçoarem o texto da Vulgata. Assim, a primeira foi nomeada por Pio IV, em 1561. Oito anos depois, Pio V criou a segunda, cujo trabalho foi infrutífero. Em 1586, Sisto V nomeou a terceira, da qual resultou a Bíblia Sistina. A quarta foi nomeada por Clemente VIII, em 1592, da qual nasceu a Vulgata Sixto-Clementina. Em 1933, Pio XI promoveu a última revisão da Vulgata de São Jerônimo.

A Peshita
Entre as diversas traduções da Bíblia feitas no Oriente, a mais famosa é a versão siríaca (da Síria) do Antigo Testamento, feita diretamente do hebraico. Desde o séc. X, que esta Bíblia se chama Peshita, isto é, versão popular. Ela foi realizada no séc. II d.C. Atualmente, a Peshita é a Bíblia oficial das Igrejas Ortodoxas Síria e Maronita, assim como das Igrejas do Oriente.

Modernas Bíblias Poliglotas

Com a invenção da imprensa, em 1454, católicos e protestantes resolveram publicar Bíblias Poliglotas, isto é, além do texto original, elas contém o mesmo texto em outras línguas, escrito em colunas paralelas. O pioneiro desta iniciativa foi o Cardeal Francisco Ximenez Cisneros, arcebipos de Toledo e Primaz da Espanha que, entre 1514 e 17, publicou a Poliglota Complutense.

A Bíblia Poliglota Complutense

O Cardeal Ximenez (1436-1517), da Espanha, fundou em Alcalá uma Universidade e reuniu ali um grupo de filósofos para fazer uma Bíblia Poliglota. Ela foi organizada em três colunas (uma para hebraico, outra para o grego e outra para o latim). Foi publicada em seis volumes, entre 1514 e 1517. Pelo fato de Alcalá, em latim, se chamar complutum, a Bíblia ficou conhecidfa como a Poliglota Complutense.

A Trindade

Esta palavra, que se refere à existência de um só Deus em três pessoas, não existe na Bíblia. Existem, sim, todos os elementos doutrinais pertinentes a este mistério da religião cristã. Quem inventou o termo Trindade foi Tertuliano (160-225). No livro Contra Práxeas, ele emprega o termo Trindade cerca de 15 vezes.

Tipos de fariseus

Entre os grupos religiosos judaicos que se opuseram a Jesus, destacaram-se os fariseus. Segundo o Talmude, havia sete tipos de fariseus: o que tirava proveito de tudo, o que fazia a sua parte, o que andava de cabeça baixa para não ver mulheres, o que andava curvado, o cumpridor dos seus deveres, o que fazia boas obras diariamente, e aquele que temia a Deus e tinha amor por Ele.

Votos dos Nazireus

Nazireu é uma palavra hebraica, que significa segregado, consagrado. O nazireato, isto é, a institucionalização do voto do nazireu se encontra no livro de Números 6, 1-21. Consiste numa promessa, num voto feito a Deus por um determinado tempo (não menos de 30 dias). Durante este tempo, o nazireu prometia: abster-se de vinho e de qualquer bebida forte; de suco de uva; de não cortar o cabelo e de não se aproximar de qualquer cadáver.

Quando surgiram as sinagogas

Dizem os biblistas que é difícil determinar exatamente o tempo da sua origem. Verdade é que, após a destruição do Templo de Jerusalém, em 587 a.C., as sinagogas proliferaram no exílio. Segundo Daniel-Rops, “existem papiros que provam a existência de sinagogas no Egito, no terceiro século a.C.”. A sinagoga é o lugar onde os judeus se reúnem para orar e ler a Sagrada Escritura.

Como era administrada uma Sinagoga?

Um Conselho de 10 anciãos escolhia um homem para ser o administrador da Sinagoga, o qual era um líder. Este e o Conselho admitiam os prosélitos, administravam as finanças etc. Havia o Hazzan, isto é, uma espécie de secretário executivo que fazia tudo. Além destes, havia funcionários de nível inferior, tais como professores, coletores de esmolas, pregoeiros etc.

O que era o Santo dos Santos

Era a parte mais sagrada do Templo de Jerusalém (1Rs 6,16). Do ponto de vista arquitetônico, era de forma cúbica, onde se guardavam os objetos mais sagrados da religião judaica: o altar de ouro, a arca da aliança (dentro dela, a urna de ouro, contendo o maná, a vara de Aarão e as Tábuas da Aliança e os querubins de ouro, cf. heb 9, 3-5). Só quem penetrava no Santo dos Santos era o Sumo Sacerdote, apenas uma vez por ano, no Dia da Expiação.

Oração dos judeus

No tempo de Jesus (séc. I), todos os judeus adultos (exceto as mulheres), a partir dos 13 anos, eram obrigados a rezar algumas vezes por dia. Assim, de manhã e à noite, eles rezavam o Shema Israel (ouve, Israel! O Senhor, nosso Deus, é o único Senhor ( Deut 6, 4-7). A outra oração, que era recitada três vezes por dia, chamava-se Shemoneh Esreh. Era a oração das 18 bênçãos, cujo texto reflete situações políticas e econômicas da sua composição.

O profeta que andou nu e descalço

Em obediência às ordens de Javé, o Profeta Isaias, cuja atividade profética se desenvolveu entre os anos 740 e 701, andou nu (sem manto de pelos, característico dos verdadeiros profetas (2Rs 1,8) e descalço durante três anos. Esta sua postura simbolizava a nudez, a miserabilidade que os cativos do Egito e da Etiópia iam sofrer durante o exílio imposto pelos assírios.

Composição do Sinédrio

Na teocracia de Israel, o Sinédrio, entre outras funções, desempenhava o papel de suprema corte. Sua origem remonta aos tempos de Moisés (Núm 11, 16). Compunha-se de 71 membros, presidido por um rabino ou um sumo sacerdote (não se sabe ao certo), chamado Nassi. Compunha-se, em partes iguais, dos príncipes dos sacerdotes, dos escribas e dos Doutores da Lei; dos anciãos do povo; fariseus e saduceus.

Bethara?

Os autores dos Evangelhos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas) afirmam que Jesus foi batizado por João Batista, no rio Jordão. Ora, este rio, que é o maior da Palestina, tem 100 km de comprimento, em linha reta, desde o Lago de Tiberíades, onde nasce, até chegar ao Mar Morto. Então, em que local deste rio Jesus Jesus foi batizado? Segundo o evangelista João (1,28), foi em Bethara que, segundo os arqueólogos, ficava a uns 10 km do Mar Morte.

Por que Jesus iniciou o ministério na Galiléia?

Os evangelhos sinóticos são unânimes em afirmar que Jesus iniciou o ministério na Galiléia. Por que Ele escolheu esta região, e não Jerusalém, que era o centro do poder religioso de Israel? A decisão de Jesus não obedeceu a razões políticas nem sociológicas. Ele escolheu a Galiléia para que se cumprisse uma profecia de Isaias (8,23;9,1), citada pelo por Mateus (4,12-16).

Vários títulos para designar Jesus

O principal objetivo do Evangelho de São Marcos é mostrar a divindade de Jesus. Por isso, este evangelista empregou nove títulos para designar Jesus Cristo, assim especificados: Jesus, 81 vezes; Cristo, 7 vezes; Filho de Davi, 2; Filho de Maria, 01; Senhor, 01; Rabi, 3; Mestre, 11; Filho do Homem, 14; e Filho de Deus, 5 vezes.

A novidade do Batismo de João Batista

Diferentemente dos rituais judaicos de purificação, o batismo de arrependimento ministrado por João Batista tinha as seguintes características próprias: 1) Era ministrado somente aos judeus; 2) Alguém fazia a imersão do batizando (não se tratava de auto-imersão); 3) A imersão era feita uma única vez; 4) Exigia a conversão pessoal do batizando.

Qual o simbolismo do deserto na Bíblia?

Segundo o biblista Marc Girard, o significado do deserto na Bíblia é ambivalente. Do ponto de vista positivo, pode significar lugar de refúgio (Sl 55, 8-9; 1 Rs 19, 3-4; Ap 12, 6); preparação para uma missão (Mt 4, 1) e lugar privilegiado de contato com Deus (Os 2, 16). Do ponto de vista negativo, o deserto é lugar de provação, tal como foi a caminhada do povo de Israel no deserto do Sinai (Deut 8, 2-5).

Onde morava João Batista?

Os evangelistas dizem que João Batista morava no deserto. Afirmação genérica! Graças às descobertas do arqueólogo Shimon Gibson, realizadas em 2000 e 2002, sabemos, hoje, que o profeta João Batista morava na Gruta de Suba, que está localizada a oeste da aldeia de Ain Karim, onde morava a sua mãe, Isabel.

Em qual deserto Jesus foi tentado?

Logo após o seu batismo, no Rio Jordão, o Espírito Santo levou Jesus para o deserto, onde passou 40 dias em jejum e foi tentado por Satanás (Mc l,12). Qual foi este deserto? Uma tradição o localiza em Djebel - Qarantal, que fica a 4 km a noroeste de Jericó do tempo de Jesus. Este local chama-se, também, de Monte da Quarentena.


A inauguração da Igreja Católica

Segundo o Papa Bento XVI, existem três momentos fundadores da Igreja Católica: o primeiro foi na encarnação de Jesus no seio da Virgem Maria; o segundo foi a Morte e Ressurreição de Jesus; e o terceiro foi a vinda do Espírito Santo sobre os Apóstolos reunidos no cenáculo, em Jerusalém. Este último momento foi a inauguração da Igreja Católica.

Por que doze Apóstolos?

Quando Jesus estava organizando a Igreja Católica, escolheu doze Apóstolos. Por que doze e não dez ou quinze? Ora bem, o número doze tem uma longa tradição na Bíblia. Nela há 189 referências ao número doze. Segundo o pesquisador Dan Duke, o número doze “simboliza a ordem divina, governo e perfeição governamental”.

A caminhada de um sábado

No zelo exagerado que os fariseus tinham para santificar o sábado, eles estabeleceram 39 proibições, tais como: carregar peso, cozinhar, bater palmas, desfazer um nó, saltar, acender o fogo etc. Era proibido, também, fazer longos passeios. Era permitido caminhar somente 1.250 metros. Este percurso era chamado “caminhada de um sábado”(At. 1,12).

Quem eram os pecadores?

No banquete que Mateus ofereceu a Jesus para se despedir dos seus colegas de trabalho (Mc 1, 15-17), estavam presentes os pecadores. Quem eram estes personagens? Segundo alguns biblistas, os pecadores eram pessoas que realizavam trabalhos que podiam ensejar desonestidade: pastores, curtidores de pele, tropeiros, coletores de impostos, assim como os que realizavam trabalhos equivalentes aos dos escravos.

O que nos ensinam as parábolas

Segundo o biblista Joachim Jeremias, as parábolas de Jesus nos transmitem as seguintes ideias: a presença da salvação, a misericórdia de Deus para com os pecadores, a confiança na providência divina, convite à conversão, viver como disccípulo de Cristo, o sofrimento como revelação da glória de Cristo e, no final, seremos todos julgados, os vivos e os mortos.

Como classificar as parábolas de Jesus?

Pelo seu conteúdo, podemos classificar as parábolas de Jesus em dois grandes grupos: as doutrinárias e as moralizantes. Como exemplo das doutrinárias, podemos citar a do semeador, a da semente, a da pérola preciosa e a do joio. Como moralizantes, temos a do fariseu e publicano, a do juiz injusto, a do bom samaritano, a do filho pródigo e a do pobre Lázaro e o rico Epulão.

O Doutor Evangélico

Ao conferir, em 1946, a Santo Antônio de Pádua (1195 -1231) o honroso título de Doutor Universal da Igreja, o Papa Pio XII chamou-o de “Doutor Evangélico”. Apesar de ser mais conhecido como “casamenteiro”, ele notabilizou-se como grande conhecedor da Bíblia. Por isso, o Papa Gregório IX chamou-o de “Arca do Testamento”, em 1227.

Os Padres do deserto e a Bíblia

Numerosos cristãos denominados com esta expressão - Padres do Deserto - se retiraram da sociedade e foram morar nos desertos do Egito, da Síria e da Palestina, entre os séculos III e IV. Para eles, “a Bíblia era a voz de sua oração”. Enquato eles trabalhavam, fazendo cordas ou cestos para vender no mercado, decoravam livros inteiros da Bíblia.

Salmos da Subida

Folheando a Bíblia, encontramos uma coleção de pequenos salmos, do 120 ao 134, que trazem, abaixo do título, esta expressão: “Salmo da Subida”. A tradição hebraica ensina que estes 15 salmos eram cantados pelos judeus piedosos quando iam a Jerusalém para as festas anuais. São chamados “da subida”, porque a antiga Jerusalém ficava a 700 ou 800 metros acima do nível do mar.

Veja também

REFLITA

Ter uma vida positiva é ter consciência que o universo precisa de você; é lutar pelos SONHOS de maneira determinada; é crescer sem precisar diminuir ninguém; é ter a verdade como um principio vital; é usar o poder da ousadia construtiva; é saber agradecer e perdoar, fraterna e totalmente; é priorizar a família; é viver cada dia de uma vez, sendo alegre no presente e otimista no futuro; é respeitar o próprio corpo; é se preocupar com os mais carentes; é preservar a natureza; é não se abater nos momentos de dor; é jamais perder a esperança; é ter auto estima; é ser rico em humildade; é sempre fazer a sua parte...Pois quando você faz a sua parte tenha certeza de que Deus fará a parte dele.

BLOG'S DO IVSON

SEGUIDORES