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31 de ago. de 2010

Igreja

Organização e Governo

Como sociedade estruturada, a Igreja Católica está organizada e governada especialmente em base a jurisdições correspondentes ao Papa e aos bispos.

O Papa é a cabeça suprema da Igreja. Ele tem a primazia de jurisdição como a honra sobre toda a Igreja.

Os bispos, em união e subordinados ao Papa, são os Sucessores dos Apóstolos para o cuidado da Igreja e para continuar com a missão do Senhor Jesus no mundo. Eles servem o povo de sua própria diocese, ou igrejas particulares, com autoridade ordinária e jurisdição. Eles também compartilham com o Papa, e entre eles, a comum preocupação e esforço pelo bom andamento de toda a Igreja.

Os bispos de status especial são os patriarcas do Rito Pascal, que dependem somente do Santo Padre, são cabeças dos fiéis que pertencem a estes ritos em todo o mundo.

Os bispos são diretamente responsáveis perante o Papa, pelo exercício de seu ministério ao serviço de seu povo em várias jurisdições ou divisões da Igreja pelo mundo.

Podem ser: Arcebispos residentes e Metropolitanos (cabeças de arquidiocese), Bispos diocesanos (cabeças de dioceses), Vigários e Prefeitos Apostólicos (cabeças de pastorais apostólicas e prefeituras apostólicas), Prelados (cabeças de uma Prelatura) e Administradores Apostólicos (responsáveis temporais por uma jurisdição).

Cada um destes, em seus respectivos territórios e de acordo com a lei canônica, têm jurisdição ordinária sobre os párocos (que são responsáveis pela administração das paróquias), sacerdotes, religiosos e leigos.

Também dependem diretamente do Santo Padre os Arcebispos e Bispos titulares, ordens religiosas e congregações de Direito Pontifício, institutos e faculdades Pontifícias, Núncios do Papa e Delegados Apostólicos.

Assistindo o Papa e atuando em seu nome no governo central e administração da Igreja estão os cardeais da Cúria Romana.

Fonte: ACI Digital

Apologética

Apologética

No domingo, Dia do Senhor.

Na pastoral destes últimos anos, o domingo se converteu em um grave problema, não só nos planos religioso e pastoral, mas também no cultural, social, político e econômico. Quando tentam realizar uma aproximação a este tema, não entram em causa somente a vivência da fé e o compromisso propriamente pastoral, mas sim toda a complexidade da malha social.

Diante de tal panorama nos perguntamos como entender realmente o domingo? O que é? O Catecismo da Igreja Católica nos dirá: "A Igreja, da tradição apostólica que tem sua origem no mesmo dia da ressurreição de Cristo, celebra o mistério pascal a cada oito dias, no dia que se chama com razão "dia do Senhor" ou domingo. O dia da Ressurreição de Cristo é de uma vez o "primeiro dia da semana", memorial do primeiro dia da criação, e o "oitavo dia" em que Cristo, depois de seu "repouso" do grande Sabbat, inaugura o Dia "que faz o Senhor", o "dia que não conhece ocaso". O "banquete do Senhor" é seu centro, porque é aqui onde toda a comunidade dos fiéis encontra o Senhor ressuscitado que os convida a seu banquete... Para os cristãos deve ser o primeiro de todos os dias, a primeira de todas as festas, o dia do Senhor ("Hé kyriaké hémera", "dies dominica"), o "domingo"" (CIC, 1166.2174). É mediante a Ressurreição do Senhor que no domingo é estabelecido como o dia privilegiado, como o dia da Reconciliação.

Apesar disto há quem critique fortemente à Igreja católica por ter trocado o preceito bíblico do descanso sabático, substituindo assim o ensino divino com preceitos humanos, tomando a liberdade de converter o domingo como o Dia dos dias, o Dia principal. Isto é verdade?

Para responder a esta crítica repassemos rapidamente os inícios da história de maneira que possamos entender o significado do sábado: "Deus concluiu no sétimo dia a obra que fizera e no sétimo dia descansou, depois de toda a obra que fizer. Deus abençoou o sétimo dia e o santificou, pois nele descansou depois de toda sua obra de criação..." (Gén 2, 2-3). Este dia, o último dia da criação, onde Deus tinha terminado sua obra criadora foi declarado dia santo e dia de descanso no Monte Sinai; o dia para recordar a aliança de Deus com seu povo. "Recorda o dia do sábado (sabbath = descanso) para santificá-lo. Seis dias trabalhará, mas nos sétimo dia é dia de descanso para Yahvé, seu Deus. Não fará nenhum trabalho..." (Ex 20, 8, 10). Os elementos que podemos extrair do relato da Criação da Sagrada Escritura são os seguintes:

A. Último dia da criação.

O dia do descanso é "abençoado" e "santificado" por Deus, ou seja, separado dos outros dias para ser, entre todos o "dia do Senhor". É um dia para nos ocuparmos das coisas santas e não das profanas, trabalhar seria "profanar" o dia santo.

B. Dia de libertação.

Na sábado se estabelece como lei de libertação no Monte Sinai (ver Dt 5,15). Yahvéh quer que os judeus festejem o dia de sua libertação e do poder de Deus.

C. Dia santo e santificado por Deus.

O dia do descanso é "abençoado" e "santificado" por Deus, ou seja, separado de outros dias para ser, entre todos, o "dia do Senhor". É um dia para nos ocuparmos das coisas santas e não das profanas, trabalhar -para o judeu- seria "profanar" o dia santo

D. Dia consagrado a Yahvé.

O Senhor do sábado é Yahvé, os judeus chamavam de o dia do Yahvé, o dia consagrado a Yahvé (ver Ex 16, 23- 25).

Depois de ter visto tudo isto alguém poderia perguntar: há uma oposição entre o dito no Antigo Testamento e o anúncio do Senhor Jesus? Não há nenhuma oposição, todos os elementos que repassamos encontram sua plenitude com a vinda do Senhor Jesus; analogamente -sendo conscientes da limitação da analogia- é como se primeiro tivesse um televisor branco e preto onde o que se vê é a imagem tal como é mas logo tem um televisor a cores onde o que vê é a mesma imagem mas de maneira mais nítida e mais clara. O Papa João Paulo II menciona na carta apostólica Dies Domini: "no domingo, pois, mais que uma "substituição" do sábado, é sua realização perfeita, e em certo modo sua expansão e sua expressão mais plena, no caminho da história da salvação, que tem seu auge em Cristo... O que Deus obrou na criação e o que fez por seu povo no Êxodo encontrou na morte e ressurreição de Cristo seu cumprimento... É em Cristo que se realiza plenamente o sentido espiritual do sábado, como destaca São Gregório Magno: "Nós consideramos como verdadeiro sábado a pessoa de nosso Redentor, Nosso Senhor Jesus Cristo"" (Dies Domini, 18). Entre os elementos mais importantes sobre este ponto estão:

A. Jesus Cristo é o Senhor do sábado.

Os judeus se zangavam com Jesus porque trabalhava na sábado curando às pessoas. (Ver Mc 3, 1). Jesus se defende afirmando que Ele é "o Senhor do sábado". (ver Mc 2, 23-28). Com seu exemplo, o Senhor nos ensina que no sábado devemos trabalhar fazendo o bem a outros, porque a caridade não tem tempo, está por cima de outros mandamentos.

B. no domingo é o dia da fé, para confessar que "Jesus é o Senhor".

Jesus Cristo ao declarar-se Senhor do sábado, adjudica-se, além disso, um título divino, por isso os fariseus queriam matá-lo. No domingo é o dia em que os cristãos confessam a divindade e o senhorio de Cristo; nesse dia Tomé confessou sua divindade e senhorio: "meu senhor e meu Deus" (ver Jo 20,26-28). Ao trocar o dia de culto, confessamos Jesus como Deus e Senhor do tempo e da história.

C. Deus segue trabalhando.

O Antigo Testamento diz que Yahvé descansou de toda obra criadora, o Novo Testamento nos revela que Deus segue trabalhando (ver Jo 5,17). Se segue trabalhando, quer dizer que a obra de Deus não acabou no sábado. O pecado de Adão introduziu desordem no mundo e era necessário um dia mais de trabalho e um novo dia de descanso.

D. Um novo dia.

Com Cristo se inaugura um tempo novo e definitivo. Ele é o Alfa e o Omega, e como no domingo é o primeiro dia da semana e o último da criação. A Sagrada Escritura o chama e a Igreja o proclama: O dia do Senhor (ver Ap 1, 8.10).

E. Nova Criação.

Já com o profeta Isaías se prediz uma nova criação (ver Is 65,17). E qual é a Nova Criação? A nova criação é a iniciada com a ressurreição de Cristo porque ele é o primeiro nascido dentre os mortos, ele é o princípio dessa nova criação (ver Col 1,18).

Por último deve ficar muito claro que no domingo é "o dia do Senhor, o dia da Ressurreição, o dia dos cristãos, é nosso dia. Por isso é chamado dia do Senhor: porque é neste dia quando o Senhor subiu vitorioso junto ao Pai. Se os pagãos o chamarem dia do sol, também o fazemos com gosto; porque hoje amanheceu a luz do mundo, hoje apareceu o sol de justiça cujos raios trazem a salvação" (CIC, 1166).

Fonte: ACI Digital

Temas controversos

Existiram realmente os milagres relatados no Evangelho ?

Ao longo da história muitos buscaram dar uma explicação natural aos milagres relatados no Evangelho. Essas pessoas asseguram que os progressos da medicina sugerem hoje em dia possíveis explicações naturais aos milagres de curas de paralíticos, surdo-mudos, endemoniados, etc., pois todas as enfermidades oferecem períodos ou fases de remissão, sobretudo contando com o componente psíquico que poderia se dar nesses casos.

Tampouco vêem problema em explicar os milagres de ressurreição de mortos: deve-se contar com que naquela época os certificados de óbito se extendiam por simples aparências, e não é de se estranhar que alguns logo se reanimassem (segundo estes homens, o número de pessoas enterradas vivas na antigüidade devia ser enorme).

Outros milagres; como caminhar sobre as águas ou a multiplicação dos pães, seriam explicados como efeito de espelhismos, ilusões ópticas ou coisas semelhantes. E os fenômenos sobrenaturais, como modos ingênuos de explicar aos espiritos simples as realidades habituais difíceis de entender.

Para todos os milagres, inclusive para os mais espetaculares, essas pessoas encontram uma simples explicação. O da passagem no Mar Vermelho, por exemplo, pode perfeitamente acontecer, assegurarão, por efeito de um movimento sísmico ou atmosférico que teria separado o mar em dois e, ao cessar bruscamente coincidindo com a passagem do último hebreu, as muralhas líquidas do mar voltaram a juntar engolindo os soldados do faraó (logo, há explicações naturais dos milagres mais "milagrosas" do que os próprios milagres).

Parece como se essas pessoas, que se vangloriam tanto por nos ensinar a ler de uma forma madura o Evangelho, tiveram medo de serem chamadas de espíritos simplistas pelos seguidores do materialismo comtemporâneo, e quiçá por isso demonstram um engenho, às vezes notável, para recionalizar a fé e eliminar dela todo fenômeno sobrenatural, sugerindo em troca assombrosas interpretações figuradas, simbólicas e alegóricas.

No fim, acabam por empenhar-se em que acreditemos que o único verdadeiro de todos os evangelhos são as notas de rodapé que eles põe. Entretanto, poderia ser objetado primeiramente que, desde as origens, todos os grandes espíritos nascidos da fé cristã tomaram ao pé da letra os relatos -evidentemente milagrosos- da Anunciação, da Ascensão ou de Pentecostes, sem que nenhum deles prestasse jamais a esse tipo de interpretações.

Por outra parte, não se tem notícia de que nenhum desses especialista em nos ensinar a interpretar a Sagrada Escritura tenha tido jamais alguma das alucianções ou espelhismos das que tanto recorrem para explicar os milagres que sucederam aos demais: teriam que nos explicar como puderam ser tão recorrentes naquela época, e além de em muitas ocasiões de modo coletivo e diante de pessoas enormemente céticas.

Quiçá seja porque como eles nunca tinham visto um anjo, nem se encontraram com um corpo glorioso -eu tampouco- não admitem que ninguém poderia ter tão boa sorte. Acabam por se parecer com essas pessoas que resistem a acreditar que Armstrong tenha pisado na Lua pelo simples fato de não ter podido esta ali com ele.

A fé e os milagres

Para a fé, admitir a existência dos milagres é sumamente importante. Como afirma C.S.Lewis, o Evangelho, sem milagres, ficaria reduzido a uma coleção de amáveis moralidades filantrópicas que não obrigam a nada em especial. Sem milagres, toda a predicação dos apóstolos e o testemunho dos mártires perderia quase todo seu sentido.

Por outro lado, se os milagres fossem impossíveis, não se poderia crer que Deus se fez homem, nem em sua ressurreição, que são milagres centrais da fé cristã. "Desfeitos os milagres -continua Lewis- só resta, a parte da postura ateia, o panteísmo e o deísmo. Em qualquer caso, um Deus impessoal que não intervém na Natureza, nem na história, nem interpela, nem manda, nem proíbe. Este é o motivo capital pelo qual uma divindade imprecisa e passiva se torna tão tentadora".

Mesmo assim, ainda existem muitos que confiam em que a evolução científic explique e certifique a veracidade destes milagres. Lewis novamente indica que a "crença ou descrença nos milagres está a margem da ciência experimental". Não importa o que esta avance: os milagres são reais ou impoassíveis independentes dela. O incrédulo pensará sempre que se trata de espelhismos ou fatos naturais de causas desconhecidades; mas não por imperativos da ciência, mas porque de antemão descartou-se a possibilidade do sobrenatural.

Fonte: ACI Digital

24 de ago. de 2010

Arcebispos

Arcebispo Dom Gil Antônio Moreira
ARCEBISPO é o nome que recebe um Bispo com o título de uma Arquidiocese.

É METROPOLITANO o Arcebispo da arquidiocese central de uma província eclesial que contém várias dioceses. Tem todos os poderes do bispo em sua própria arquidiocese e supervisão, e jurisdição limitada sobre as demais dioceses (chamadas sufragâneas). O pálio, conferido pelo Papa, é o símbolo de seu status como metropolitano.

ARCEBISPO TITULAR é aquele que tem o título de uma arquidiocese que existia no passado, mas agora só existe em título. Não tem jurisdição ordinária sobre uma arquidiocese. Assim são, por exemplo, os arcebispos na Cúria Romana, Núncios Papais, Delegados apostólicos.

ARCEBISPO AD PERSONAM é o título honorífico pessoal a modo de distinção concedido a alguns bispos. Não tem jurisdição ordinária sobre uma arquidiocese.

ARCEBISPO PRIMAZ é o título honorífico dado a Arcebispos das circunscrições eclesiásticas mais antigas ou representativas de alguns países ou regiões. Na Espanha, por exemplo, o é o Arcebispo de Toledo.

ARCEBISPO COADJUTOR É o assistente do Arcebispo governante e tem direito a sucessão.

Fonte: ACI

18 de ago. de 2010

Acólito

Acólito (do grego antigo ἀκόλουϑος) é um membro da Igreja Católica instituído para auxiliar o diácono e ministrar ao sacerdote nas ações litúrgicas, sobretudo na celebração da missa. É sua função, também, cuidar do altar e, com o ministro extraordinário da comunhão, distribuir a sagrada Comunhão.

Além disso, em circunstâncias extraordinárias, pode ser encarregado de expor e repor a Sagrada Eucaristia para a adoração pública dos fiéis, mas não dar a Bênção do Santíssimo. O Cerimonial dos Bispos traz rito próprio para a instituição deste ministério e ressalta que: "pode ser conferido a fiéis leigos, homens, não se considerando reservado unicamente aos candidatos ao sacramento da Ordem" (cf. Carta Apostólica Ministeria Quædam, de 15 de agosto de 1972, do Papa Paulo VI e Cærimoniarum Episcoporum - 1984 - Os Sacramentais: Parte VI, Cap. VI) .

No Brasil, confunde-se acólito com a figura do coroinha, todavia, este não é um ministro instituído, enquanto o acólito o é.

Em Portugal os acólitos estão divididos em meninos do coro (coroinhas, no Brasil), acólitos juniores e acólitos seniores, todos instituídos segundo as normas do cerimonial dos bispos para a instituição dos Acólitos.

A palavra acólito vem do verbo acolitar, que significa acompanhar no caminho. Acólito é aquele que na celebração da liturgia segue (ou precede) outras pessoas, para servir e ajudar. Auxilia primeiramente o padre ou bispo, mas também ao diácono.

Já o termo "coroinha" vem da antiga celebração da missa, onde as músicas eram cantadas em coro. Os meninos do coro eram chamados para auxiliar os padres na celebração da missa. E daí surgiu o termo coroinha, designando os meninos do coro que auxliavam os padres.

Das funções
Tem sua origem litúrgica nas antigas Ordens Menores (Ostiário, leitor, Exorcista e acólito). Com o Concílio Vaticano II essas ordens menores foram suprimidas, sendo que duas foram mantidas transformadas em ministérios instituídos, não-ordenados: leitor e acólito.

Atualmente, em algumas paróquias a função de coroinha é estendida também às mulheres.

Nos cerimoniais militares, acólitos é o nome dado ao militar cuja função é auxiliar na distribuição de medalhas, diplomas ou qualquer outro objeto aos agraciados com o prêmio.

Oração do Acólito
Senhor Jesus Cristo,
sempre vivo e presente conosco,
tornai-me digno de Vos servir no altar da Eucaristia,
onde se renova o sacrifício da Cruz
e Vos ofereceis por todos os homens.
Vós que quereis ser para cada um
o amigo e o sustentáculo no caminho da vida,
concedei-me uma fé humilde e forte,
alegre e generosa,
pronta para Vos testemunhar e servir.
E porque me chamaste ao Vosso serviço,
permiti que Vos procure e Vos encontre,
e pelo Sacramento do Vosso Corpo e Sangue,
Permaneça unido a Vós para sempre. Amém.

Acólitos famosos
São Tarcísio de Roma foi acólito na Igreja antiga, sendo martirizado por defender a Sagrada Eucaristia. É padroeiro dos acólitos, coroinhas e ministros extraordinários da sagrada Eucaristia
Anton Paolovitch Tchekhov foi acólito em Taganrog

Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.

15 de ago. de 2010

Bento XVI explica significado da festa da Assunção de Nossa Senhora

O Papa Bento XVI explicou que, "na Solenidade da Assunção de Nossa Senhora, celebramos a passagem da condição terrena à bem-aventurança celeste daquela que gerou na carne e acolheu na fé o Senhor da Vida".

O Santo Padre lembrou que a veneração da Virgem Maria acompanha desde o início a caminhada da Igreja e a partir do século IV surgem festas marianas. "Em algumas é evidenciada a função da Virgem na história da salvação, em outras são celebrados os momentos principais de sua existência terrena", disse o Papa.

Bento XVI ressaltou que o significado da festa está contido na Constituição Apostólica Munificentissimus Deus, promulgada pelo Venerável Papa Pio XII em 1° de novembro de 1950. "A Imaculada sempre Virgem Maria, Mãe de Deus, concluída sua vida terrena, foi assunta ao céu na glória celeste em corpo e alma", afirma o documento.

"Artistas de todas as épocas pintaram e esculpiram a santidade da Mãe do Senhor adornando igrejas e santuários. Poetas, escritores e músicos tributaram honras à Virgem com hinos e cantos litúrgicos. Do oriente ao ocidente a Mãe do Céu é invocada como santíssima que traz o Filho de Deus nos braços, cuja proteção toda humanidade encontra refúgio com a antiga oração: 'À vossa proteção recorremos, santa Mãe de Deus; não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mais livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita', destacou o Papa.

Bento XVI ressaltou que no Evangelho, São Lucas descreve a plenitude da salvação através da Virgem Maria. No seio de Maria o Onipotente se fez pequeno e Maria depois do anúncio do Anjo visita a sua prima Isabel para levá-la o Salvador do mundo. As duas mulheres, que esperavam a realização das promessas divinas, saboreiam agora a alegria da vinda do Reino de Deus, a alegria da salvação.

Bento XVI exorta aos fiéis a confiarem em Maria que "assunta ao céu, não renunciou à sua missão de intercessão e salvação", citando as palavras do Papa Paulo VI.

Fonte: CN Notícias

Missão Continental

O que é Missão Continental
A Missão Continental não é um exercício missionário isolado, mas uma opção missionária que pretende renovar a comunidade eclesial em seu conjunto, para que todos os batizados, convertidos em discípulos missionários, sejam capazes de dar testemunho da Boa Notícia em nosso mundo de hoje.

Não é um projeto missionário propriamente dito, mas trata-se de um projeto de animação missionária. Um dos compromissos centrais de Aparecida foi despertar a consciência discipular dos cristãos, resgatar a dimensão missionária da Igreja e convocar para uma Missão em todo o Continente. “Este despertar missionário, em forma de uma Missão Continental, cujas linhas fundamentais foram examinadas por nossa Conferência e que esperamos sejam portadoras de sua riqueza de ensinamentos, orientações e prioridades, será ainda mais concretamente considerada durante a próxima Assembleia Plenária do CELAM em Havana. Exigirá decidida colaboração das Conferências Episcopais e de cada diocese em particular. Procurará colocar a Igreja em estado permanente de missão” (DAp 551).

Nas palavras de Aparecida, a Igreja está chamada a repensar profundamente e a relançar com fidelidade e audácia sua missão nas novas circunstâncias latino-americanas e mundiais. (...) Trata-se de confirmar, renovar e revitalizar a novidade do Evangelho arraigada em nossa história, a partir de um encontro pessoal e comunitário com Jesus Cristo, que desperte discípulos e missionários. Isso não depende tanto de grandes programas e estruturas, mas de homens e mulheres novos que encarnem essa tradição e novidade, como discípulos de Jesus Cristo e missionários de seu Reino, protagonistas de uma vida nova para América Latina que deseja reconhecer-se com a luz e a força do Espírito.

Esta firme decisão missionária deve impregnar toda a Igreja e todos na Igreja, as estruturas eclesiais, os planos pastorais de dioceses, paróquias e comunidades religiosas, movimentos e qualquer instituição na Igreja. Nenhuma comunidade deve isentar-se de entrar decididamente, com todas as forças, nos processos constantes de renovação e de abandonar as ultrapassadas estruturas que já não favorecem a transmissão da fé (DAp 365).

Objetivos
Geral:
Abrir-se ao impulso do Espírito Santo e incentivar, nas comunidades e em cada batizado, o processo de conversão pessoal e pastoral ao estado permanente de Missão para a Vida plena.


Específicos:
•Proporcionar a alegre experiência do discipulado, no encontro com Cristo;
•Promover a formação em todos os níveis para sustentar a conversão pessoal e pastoral do discípulo missionário;
•Repensar as estruturas de nossa Ação Evangelizadora para um compromisso de ir e atingir a quem normalmente não atingimos;
•Favorecer o acesso de todos, a partir dos pobres, à “atrativa oferta da vida em Cristo” (cf. DAp 361);
•Aprofundar a Missão como serviço à humanidade;
•Discernir os sinais do Espírito Santo na vida das pessoas e na história.

Itinerário da Missão Continental
A missão se realizará em quatro etapas, seguindo os critérios de simultaneidade (podem sobrepor-se), da flexibilidade (segundo as circunstâncias locais) e de irradiação (se sustentam umas às outras).

Haverá um tempo introdutório de sensibilização e conversão pastoral da Igreja, de aprofundamento de Aparecida, afim de que seu conteúdo seja estudado, refletido e assimilado em todas as instâncias eclesiais.
•Etapa 1: Sensibilização dos agentes de pastoral e evangelizadores
•Etapa 2: Aprofundamento com Grupos prioritários
•Etapa 3: Missão setorial
•Etapa 4: Missão territorial
Os missionários formados nas etapas 1 e 2 são os agentes evangelizadores para a Missão setorial (Etapa 3) e territorial (etapa 4).

1. Destinatários da Missão

Todos os cristãos são, ao mesmo tempo, destinatários e sujeitos da missão. É necessário levar em conta que o discípulo se forma para a missão e, por sua vez, a missão forma o discípulo. Por isso, ao realizar a ação missionária, ao mesmo tempo que os discípulos se renovam na vida de Jesus Cristo, se preparam também para levar a Boa Notícia a todos os povos.

Etapa 1: Missão com agentes de pastoral e evangelizadores

Que sejam os pastores, os animadores e responsáveis das comunidades, os primeiros a assumirem este desafio de discipulado missionário.

Trata-se dos Bispos – Presbíteros – Diáconos permanentes – Vida religiosa e consagrada, incluindo Vida monástica e contemplativa – Leigos mais comprometidos das distintas áreas pastorais – Dirigentes de movimentos e comunidades – Seminários e Casas de formação – Conselhos de pastoral – Dirigentes de grupos, organizações, instituições, colégios, universidades católicas, movimentos eclesiásticos, novas comunidades.

Etapa 2: Missão com grupos prioritários

Exige uma conversão pessoal e pastoral dos membros de grupos, movimentos e associações para que passem logo a evangelizar os diversos setores da comunidade.

Dirigida a grupos pastorais prioritários: a título de exemplo nomeamos alguns: Missão em espaços virtuais – Colégios e Universidades Católicas – Educadores, Catequistas – Diversas áreas pastorais – Organizações de profissionais católicos – Grupos de pastoral indígena e afrodescendente – Confrarias, Irmandades, Movimentos e Comunidades.

Etapa 3: Missão setorial

Dirigida aos diversos setores da sociedade. A título de exemplo nomeamos alguns: Acadêmicos – Educadores e mundo da educação – Jovens – Empresários e trabalhadores – Comunicadores e todo o âmbito virtual – Político – Mundo da saúde – Mundo carcerário – Organizações de voluntariado.

Etapa 4: Missão territorial

Dirigida à pastoral territorial: Paróquias – Famílias – Comunidades Eclesiais de Base – Pequenas comunidades – Organizações comunitárias civis: grupos de vizinhos, clubes esportivos, ONGs.
Nesta etapa é necessário levar em conta os afastados, indiferentes e descrentes.

2. Sinais e gestos comuns: expressão de comunhão e simultaneidade da Igreja na Missão Continental.
•Lançamento oficial da Missão no CAM3 (17 de Agosto de 2008).
•Entrega da Bíblia e do Tríptico (Capelinha Missionária) com breve catequese sobre seu significado, especialmente a modo de um “altar familiar” para cada lar.
•Oração para a Missão Continental.
•Logotipo (de Aparecida).
•Elenco de canções missionários e eventualmente um Hino baseado na oração oficial que se pode fazer através de concursos nacionais.
Algumas celebrações de grandes festas litúrgicas com sentido missionário:
• Epifania;
•Páscoa
• Pentecostes;
•Festa Mariana de cada país.
• Produção e intercâmbio de subsídios formativos missionários.
• Material de divulgação: Poster sobre a missão; Spots para televisão e rádio; Página Web sobre a missão; Videos sobre a Missão (feitos com os tempos de TV).
•Um gesto significativo em matéria social em cada país.

Funções na Missão Continental


Funções das Conferências Episcopais:
•Dar orientações pastorais em chave de Missão Continental (sintonia e sincronia) para que todas as circunscrições eclesiásticas se ponham em estado de missão permanente;
•Criar uma comissão central para animar a missão em nível nacional;
•Elaborar os subsídios que considerem pertinentes para a formação dos agentes de pastoral e evangelizadores para a realização do projeto missionário;
•Revisar ou elaborar as Linhas ou Diretrizes Pastorais Gerais à luz de Aparecida em ordem à formação e ação de discípulos missionários;
•Preparar equipes em nível nacional para dirigir retiros espirituais, tendo como base Aparecida;
•Criar centros missionários em nível nacional. (no Brasil, a CNBB tem o Centro Cultural Missionário – CCM, com mais de 100 cursos já realizados).

Funções das Dioceses:
•“A Diocese, em todas as suas comunidades e estruturas, é chamada a ser comunidade missionária”(DAp 168) e, por tanto, o sujeito da missão.
•Revisar o plano pastoral à luz de Aparecida a fim de dar-lhe uma grande renovação missionária que contemple como sinal de maturidade, a missão ad gentes. A Missão Continental deve abrir as pessoas para ir além fronteiras;
•Criar uma comissão central que se encarregue de animar a missão diocesana;
Elaborar os subsídios que considerem pertinentes para a formação de agentes de pastoral e evangelizadores para a realização do projeto missionário;
•Oferecer uma proposta de cursos de preparação e de Exercícios espirituais para os agentes de pastoral e evangelizadores em cada uma das etapas;
•Realizar um trabalho conjunto com as dioceses vizinhas, em nível de províncias eclesiásticas, com um sentido de comunhão eclesial.

Funções do CELAM para a Missão Continental:
•Apoiar a preparação e seguimento da Missão Continental;
•Oferecer uma proposta de cursos de preparação e de exercícios espirituais para agentes de pastoral e evangelizadores em cada uma de suas etapas, em coordenação com o ITEPAL e o CEBIPAL;
•Dispor de uma equipe que possa ser convidada pelas Conferências Episcopais para a difusão dos conteúdos de Aparecida;
•Difundir subsídios existentes e elaborar outros dirigidos a cada um dos setores de agentes de pastoral e evangelizadores;
•Oferecer informações sobre as experiências missionárias que se levaram a cabo e que estão sendo realizadas no Continente, contando com o apoio do Observatório Pastoral;
•Elaborar os materiais catequéticos e litúrgicos para a missão que sejam comuns à Igreja da América Latina e do Caribe.

Atividades
Em nosso País, o projeto da Missão Continental, recebeu o nome de: “O BRASIL NA MISSÃO CONTINENTAL”, projeto este que a CNBB passou a chamar Projeto Nacional de Evangelização; para isto o mesmo foi elaborado sob inspiração de Aparecida e das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora (DGAE).


O projeto foi aprovado pela CNBB, no dia 25 de setembro de 2008. A partir desta deu-se início a inúmeras as atividades, assessorias pelas dioceses, regionais. Ainda no mesmo ano, foi criado uma equipe nacional, composta por um grupo de trabalho 13 pessoas, entre alas alguns missiólogos (GT) e um representante da cada regional. Este grupo de reúne uma vez por ano, com intuito de pensar e encaminhar o processo de missão continental em nosso país.


Confira as atividades realizadas.

Contatos
Assessor da Missão Continental:
Pe. Sidnei Marcos Dornelas
e-mail: missaocontinental@cnbb.org.br
(61) 2103-8300

11 de ago. de 2010

Por que Santa Clara é a padroeira da TV?

"Comemoramos em agosto, precisamente no dia 11, o dia de Santa Clara, padroeira da televisão.

Clara era da cidade de Assis, Itália. De forma simples e humilde, conviveu com São Francisco, fundador de três Ordens Religiosas, incluindo a das Clarissas ou Ordem das Damas Pobres.

E como a bondade é contagiante, abriu um caminho feminino franciscano de paz, fé e simplicidade.

Já no fim de sua vida, doente, Clara não pôde participar da celebração de Natal. Para os franciscanos, essa festa é muito especial, tanto que foi Francisco quem primeiro montou um presépio.

Clara tanto desejou estar com suas irmãs que algo extraordinário aconteceu: de seu quarto, pôde assistir a toda a cerimônia. Quando elas voltaram da igreja, foi Santa Clara quem deu os detalhes da liturgia!

Esse episódio, muitos séculos depois, levaria Clara de Assis a ser declarada a padroeira da televisão. De forma milagrosa, ela foi a primeira a assistir à TV.

E como Deus sempre faz bem feito, penso que já deve ter sido uma transmissão em HD, em alta definição.

Ainda hoje muitos se servem da TV para participar de missas, terços, orações, seja por causa de uma doença, pela distância de um templo ou por tantos outros motivos ligados ao nosso corre-corre diário.

É a isso que se propõem as emissoras de inspiração católica: disponibilizar uma cultura de paz, de valores e chamar a um exercício da cidadania, da solidariedade, na esperança de construção de uma sociedade diferente.

Ana Paula Guimarães
Missionária e superintendente da TV Canção Nova
Apresentadora do programa "Deus Proverá"

Bento XVI explica o significado do martírio

"Em uma palavra, o martírio é um grande ato de amor em resposta ao imenso amor de Deus", sintetizou o Papa.

O Pontífice perguntou: "Onde se baseia o martírio? A resposta é simples: sobre a morte de Jesus, sobre o seu sacrifício supremo de amor, consumado sobre a Cruz, a fim de que pudéssemos ter a vida".

Ele fez uma comparação com a lógica do grão de trigo, que morre para germinar e dar vida, em uma forma de amor total a Deus.

"De onde nasce a força para encarar o martírio? Da profunda e íntima união com Cristo, porque o martírio e a vocação ao martírio não são o resultado de um esforço humano, mas resposta a uma iniciativa e a um chamado de Deus, são um dom da Sua graça, que capacita para oferecer a própria vida por amor a Cristo e à Igreja e, assim, ao mundo", disse.

O Santo Padre fez questão de sublinhar que a graça de Deus não coloca em segundo plano a liberdade do mártir – "ao contrário, a enriquece e a exalta: o mártir é uma pessoa sumamente livre".

Fonte: Canção Nova

8 de ago. de 2010

PEQUENO MANUAL DO CATÓLICO

A Missa e outras obrigações
O Santo Sacrifício da Missa

1) O que é a Missa?

A missa é o sacrifício da Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo que se realiza sobre o altar.

2) Como pode ser a Missa o sacrifício de Jesus se este morreu na Cruz há dois mil anos?

Pelo rito da Santa Missa, o mesmo sacrifício realizado há dois mil anos torna-se presente novamente, de um modo novo, um modo sacramental, ritual, incruento, ou seja, sem derramamento do Sangue, mas verdadeiro e eficaz.

3) Porque dizemos que a missa é o mesmo sacrifício, presente de modo sacramental?

Por que nela aquele mesmo sacrifício de Jesus se apresenta diante de nós através de sinais sensíveis que realizam a graça sacramental. Estes sinais, no caso da missa são as espécies consagradas, o pão e o vinho que, na consagração, se transformam no Corpo e Sangue de Jesus pelas palavras que o sacerdote pronuncia.

4) A Missa é, então, um Sacramento?

Sim, a Missa é a cerimônia na qual se realiza o Sacramento da Eucaristia, que é a presença real de Jesus na hóstia consagrada.

5) Essa presença de Jesus na hóstia consagrada é um símbolo de Jesus?

Não podemos dizer que seja apenas um símbolo. Jesus está realmente presente com todo seu ser. Toda a natureza humana e toda a natureza divina estão presentes na Sagrada Hóstia. Toda a substância do pão e do vinho se transformaram milagrosamente no Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Cristo.

6) A Igreja católica dá um nome especial a esta transformação?

Sim, a Igreja definiu o termo de “transubstanciação” como sendo o único capaz de exprimir o milagre que se opera na transformação do pão e do vinho no Corpo e Sangue de Jesus.

7) Porque dizemos que a Missa é um sacrifício eficaz?

Por que pela presença real de Jesus nós recebemos não apenas a graça sacramental da Eucaristia, mas o autor mesmo da graça, Jesus Cristo, nosso Deus, a quem adoramos de joelhos. A presença real de Jesus é a maior graça que uma alma pode receber nesta vida.


8) De que modo podemos receber Jesus na Eucaristia?

Pela Santa Comunhão. Sendo um sinal sensível do sacrifício de Cristo, quando comungamos, recebemos Jesus como alimento de nossas almas. Ele vem ao nosso coração de um modo muito real e eficaz.

9) Como podemos nos preparar para receber Jesus no coração?

Antes de tudo, uma boa confissão, um arrependimento sincero dos nossos pecados. Devemos também viver sempre na presença de Deus, consagrando nosso dia a Ele, desde o levantar e agradecendo sempre as graças recebidas ao deitar. Na Santa Missa, estar atento ao que acontece no altar, de preferência seguindo o texto mesmo da missa no missal.


10) Existe algum momento da missa que seja mais importante do que outros?

O mais importante momento da missa é a Consagração. Assim que foram ditas as palavras da forma sacramental, o padre eleva a hóstia e o cálice para serem vistos pelos fiéis. Todos devem estar de joelhos, compenetrados, silenciosos e em adoração.

11) Existe algum outro momento em que devemos estar de joelhos obrigatoriamente?

Sim. Quando o sacrário está aberto, quando a comunhão é distribuída aos fiéis, quando o padre dá a bênção final.

O templo de Deus

A Igreja é a casa de Deus. Lugar de oração, lugar de silêncio. Nela, nada de profano deve entrar. Toda a vida de uma igreja gira em torno das coisas de Deus, principalmente do seu culto, do seu louvor, do seu sacrifício.

12) Qual é a parte principal de uma igreja?

É o altar. Ele é o centro e a razão de ser da igreja. Todo altar é de pedra, pois é sobre a pedra que se realiza um sacrifício. No Antigo Testamento vemos diversos exemplos de sacrifícios oferecidos sobre altares de pedra. Noé, quando sai da arca; Abraão quando vai sacrificar Isaac; Jacó quando acorda do sonho etc.

A Igreja mantém este costume. Mas o sacrifício oferecido já não é apenas figurativo do verdadeiro sacrifício, como no Antigo Testamento, mas o próprio sacrifício por excelência, o único agradável a Deus, o sacrifício de seu Filho.

13) Qual a primeira coisa que devemos fazer ao entrar numa igreja?

Molhando os dedos na água benta, fazemos o Sinal da Cruz. Caminhamos até o lugar em que vamos rezar, fazemos a genuflexão e nos ajoelhamos para rezar.

14) O que é uma genuflexão?

É um ato de adoração pelo qual dobramos nosso joelho direito até tocar o solo e voltamos à posição normal.

15) Em que momento devemos fazer a genuflexão?

Quando entramos na igreja, antes de sair da igreja e cada vez que passamos na frente do sacrário.

16) Existe algum outro tipo de genuflexão?

Sim. Devemos genuflectir com os dois joelhos sempre que o Sacrário estiver aberto, ou que um padre estiver elevando a hóstia na consagração de uma missa e que entrarmos nessa hora na igreja, ou ainda se o padre estiver distribuindo a comunhão. Também devemos fazer esta genuflexão com os dois joelhos quando o Santíssimo Sacramento estiver exposto na Custódia, para nossa adoração.

17) Como se faz esta genuflexão com os dois joelhos?

Devemos nos por de joelhos completamente, fazer uma leve inclinação com a cabeça e nos levantar-mos em seguida.

18) Além da água benta, da genuflexão e da oração, o que mais se pede quando se entra numa igreja?

Devemos estar vestidos corretamente, sem bermudas ou shorts, sem chinelos mas bem calçados, sem camisetas de alça, mas com camisas de mangas. Os homens e rapazes devem evitar as blusas com desenhos espalhafatosos, de esportes e coisas parecidas. As mulheres não podem entrar numa igreja com os ombros descobertos, sem mangas ou com mini-saias.

19) É obrigatório para as mulheres o uso do véu?

Desde São Paulo até bem pouco tempo sempre foi pedido às mulheres que cobrissem a cabeça dentro da Igreja. Esse é o costume que mantemos em nossas igrejas. Não somente porque está assim na Bíblia, mas também porque isso favorece o recolhimento e a oração.

20) Porque as mulheres devem vir à igreja de saias?

Porque as calças compridas dão a elas um ar menos feminino, diminuindo a distinção entre os sexos e favorecendo uma atitude menos recatada. Também por isso a saia deve ser abaixo do joelho. Estes são os critérios para as vestimentas em nossas capelas e isso tem mantido um ambiente muito bom, próprio para a oração.

21) Como podemos saber que a Sagrada Hóstia está presente no Sacrário?

O principal sinal da presença do Santíssimo é o véu que cobre o Sacrário. Este véu se chama “conopeu” e costuma ter a cor dos paramentos do dia. Além do conopeu, deve sempre haver uma lamparina acesa perto do Sacrário.

22) Se o Sacrário estiver vazio, devemos fazer a genuflexão?

Não. Diante do Sacrário vazio fazemos apenas uma profunda inclinação ao altar e ao Crucifixo. Neste caso a lamparina deve estar apagada e o conopeu levantado ou ausente.

A Missa vai começar

23) Em que momento devemos entrar na igreja para o início da Missa?

Devemos chegar sempre alguns minutos antes para nos recolhermos na oração, preparar o missal e, sendo necessário, nos confessarmos para poder comungar.

24) É permitido chegar atrasado na Missa?

Não é permitido chegar atrasado porque seria uma falta de respeito para com Deus, além de evidente prejuízo espiritual para as almas.

25) Existe alguma ordem formal da Igreja sobre isso?

Sim, um dos mandamentos da Igreja diz: assistir missa completa todos os domingos.

26) E se acontecer algum imprevisto no meio do caminho?

A Igreja tolera pequenos atrasos não culposos. Por isso ela considera que, chegando na missa dominical (ou festa de preceito) até o Evangelho, pode-se ainda comungar. É preciso, no entanto, evitar sempre o atraso. O prejuízo é muito grande quando se perde as leituras e o sermão da missa.

27) Qual o melhor lugar para se assistir à missa?

Em princípio qualquer banco da igreja deveria servir para a boa assistência. Na prática, constata-se que as pessoas que ficam no fundo têm a tendência a se dispersar, se distrair, conversar, fazer sinais aos vizinhos, chamando a atenção para coisas que distraem do essencial. Evidentemente estes costumes são prejudiciais para as almas e podem chegar a ser pecado.

28) Qual o melhor modo de se assistir à Missa?

Usando o missal Latim-Português podemos acompanhar as belíssimas orações que a Igreja reza durante o Santo Sacrifício. Com o missal, também podemos acompanhar melhor os gestos e ritos que são explicados passo a passo.

29) Existe um modo de se entender melhor as diversas orações que compõem uma missa?

Uma divisão lógica dos textos pode ajudar a se localizar:

Devemos antes de tudo distinguir entre

Ordinário da Missa: são as orações fixas que se rezam em todas as missas

Próprio da Missa: são as orações daquele dia em particular.

No Próprio de toda missa existem:

- 3 antífonas : Intróito, Ofertório e Comunhão – As antífonas são pequenos textos que introduzem um salmo. Na missa, os salmos que seguem estas 3 antífonas ficam reduzidos a um versículo, como podemos ver no missal.

- 3 orações: Coleta, Secreta e Pós-comunhão – A Coleta é a oração sobre os fiéis, nossas necessidades espirituais. A Secreta é a oração sobre as secretas, termo antigo que designava o pão e vinho separados no Ofertório para serem consagrados. A pós-comunhão é a oração de ação de graças pelo alimento sacramental que acabamos de receber.

- 2 leituras, Epístola e Evangelho. Entre as duas curtas meditações que variam de acordo com a época do Ano Litúrgico: Gradual, Aleluia, Trato.

30) Existe ainda outras divisões que possam ajudar a assistir à Missa?

Sim. Considerando a missa de modo cronológico, podemos distinguir três partes.

31) Como se chama a primeira parte da missa?

Chama-se Missa dos Catecúmenos. Assim chamada porque, sendo formada pela parte penitencial e de instrução, era assistida também pelas pessoas que se preparavam para o batismo (os catecúmenos). Estes deviam deixar a igreja após o Credo. Os Santos Mistérios só podiam ser assistidos pelos batizados. Já não se tem este costume, mas o nome permanece. Também se chama a esta parte de Ante-missa.

32) Quais as orações da Missa dos Catecúmenos?

Orações ao pé do altar, com o Salmo Judica me (42) e o Confiteor.

Intróito, Coleta e a parte da Instrução: epístola, evangelho, sermão e o Credo, que é a profissão de fé católica.

33) Qual a segunda parte da Missa?

É a Missa dos Fiéis

1 de ago. de 2010

DIA DO PADRE

Padre Luciano - Pia Sociedade São Caetano - Volta Redonda - RJ.
Ser Padre...
Ser Padre é uma aventura gostosa
Ser Padre é...

Viver entre espinhos e rosas
Sem nunca reclamar
Sua missão é viver contente
Aos males é resistente
Pronto a nos ajudar
Padre é aquele que perdoa
Que partilha os Sacramentos
Que anuncia a Boa-Nova
Que da massa é o fermento
Que denuncia as injustiças
Homem cheio de talento

Ser Padre é estar a serviço dos outros
Sem se preocupar com o tempo

Ser Padre é partilhar O pão que é Jesus
Alimenta com a palavra
Mostrando esta luz
Que o amor está presente
Não morreu naquela cruz

Padre não caiu do céu
Também não nasceu de um ovo
Surge com muitas orações
Nasce do meio do povo
Vem de nossas famílias
Em Jesus um homem novo

Padre, pessoa de Deus
Porta voz de Jesus Cristo
Luta por todos os seus
Mesmo sem nunca ser visto
Homem de grande valor

Parabéns por tudo isto

Ser Padre: É ser alegre e otimista
É ser sal e luz
É ajudar o irmão
É sentir o peso da cruz
É ser filho de Deus
É ser irmão de Jesus!

No dia do Padre, o Blog Curiosidades Católicas quer dar os parabéns e o nosso Muito Obrigado aos nossos queridos Sacerdotes!

O que é ser um padre novo no início do século XXI?


São jovens. São padres. Foram ordenados há menos de sete anos. Em Cascais e em Algueirão, os padres Nuno Coelho e Filipe Sousa, de 31 e 26 anos, mostram como vivem o Evangelho dia-a-dia.

"Em Cascais, quando as pessoas me vêem e sabem que eu sou o pároco, a maior parte delas desata-se a rir porque não imaginam um padre assim tão novo". O padre Nuno Coelho, de 31 anos e sete de ordenação, é pároco de Cascais há apenas um ano. É um dos padres mais novos da diocese e tem a seu cargo esta vila junto à orla marítima.

Depois de cinco anos como prefeito do Seminário de Caparide e do Pré-Seminário e um como coadjutor em Algés, o padre Nuno Coelho iniciou no Verão passado uma nova missão: paroquiar a vila de Cascais. Diz que foi levado a seguir Cristo no sacerdócio por amor. "É uma questão de vida, de paixão, de desejo de felicidade no serviço aos outros", salienta. "Mas, depois, é um encontro particular com alguém, Cristo".

O padre Nuno Coelho faz parte do chamado "Grupo dos Padres Novos" da diocese, o mesmo é dizer, é um sacerdote que foi ordenado presbítero há menos de sete anos. O que significa então ser padre novo no início do século XXI? "Em primeiro lugar, significa ser um rosto diferente, um rosto mais próximo, mais pequeno até, porque às vezes a Igreja parece sempre um pouco mais velha, com muita autoridade, alguma distância", refere o padre Nuno Coelho. Mas implica também muita responsabilidade: "Na diocese de Lisboa temos uma tradição muito grande de padres, de padres fantásticos. E ser padre novo significa um compromisso ainda mais absoluto, porque somos cada vez menos, com um horizonte de trabalho mais alargado, mais próximo das pessoas", adianta, sublinhando que por serem padres novos têm ainda muito para dar.

Cascais é uma vila por onde passam muitos jovens. Sobretudo por causa dos bares e discotecas. Para este sacerdote, a Igreja tem de chegar aos jovens. E o caminho, explica, "é simples". "É estar onde eles estão, com muita paciência, sabendo que os jovens são uma transição, ou seja, não são jovens durante uns anos...". Um sacerdote não se deve também importar de ‘perder tempo' com os jovens. "É preciso acompanhá-los, ouvi-los, ‘dar-lhes nas orelhas' de vez em quando, fazer as coisas deles, ir para onde eles vão, ter a sua linguagem", garante.

Para anunciar Cristo neste novo século o padre Nuno vê na fidelidade a Jesus o único caminho a seguir. "Quanto mais nós formos de Cristo, mais formos parecidos com Ele, mais estivermos apaixonados, de forma mais natural se anuncia Cristo", garante o padre Nuno Coelho.

"Ser padre não é uma coisa anormal, nem antinatural"

O padre Filipe Sousa, de apenas 26 anos, foi ordenado sacerdote em 2007 tendo sido enviado para a maior paróquia da Europa: Algueirão-Mem Martins-Mercês. Uma mesma paróquia, com três núcleos diferenciados, aguardava o jovem sacerdote. "O grande handicap de trabalhar numa paróquia tão vasta é a dificuldade em conhecermos todas as pessoas e em nos relacionarmos com todas. Há um grupo de leigos com quem trabalhamos mais no dia-a-dia, mas depois os outros paroquianos é difícil mantermos uma maior proximidade". O padre Filipe, coadjutor desta grande paróquia, costuma dizer que muitos são os funerais em que não conhece sequer o defunto...

Ao recordar a sua vocação sacerdotal, o padre Filipe Sousa lembra a importância da caminhada cristã. "Quanto mais eu me envolvi na minha caminhada cristã, mais me apercebi que o Senhor me chamava para o sacerdócio", recorda, falando também da importância do convívio com os outros padres novos da diocese: "Ajudou-me muito ir conhecendo mais jovens padres e também a sua vida do sacerdote".

Sendo um padre novo, o padre Filipe diz que não cai na tentação de pensar que agora é que os padres têm problemas e dificuldades. "Por vezes, esquecemos que cada tempo trouxe dificuldades para os padres. Penso que ser sacerdote no século XXI tem problemas próprios deste tempo mas que não são tão diferentes de outras épocas".

Afirma-se "realizado" ao ser padre e garante que "ser padre não é uma coisa anormal, nem antinatural". A sua missão? "Anunciar Jesus Cristo, dá-l'O a conhecer às pessoas e viver como Jesus Cristo viveu". Se os padres forem capazes de ser fiéis a esta missão, o padre Filipe Sousa acredita que "os problemas que se levantarem serão respondidos. Sejam eles quais forem".

Cascais é uma paróquia onde há muitos jovens, mas Algueirão-Mem Martins-Mercês não lhe fica atrás. Sobretudo porque é um local relativamente perto de Lisboa, que os casais novos costumam procurar para comprar casa. A missão da Igreja passa por acompanhar a juventude. "Em relação aos jovens, creio que é essencial a Igreja estar ao lado deles e depois lançar-lhes o desafio da mensagem cristã, que é uma mensagem para ser levada a vida inteira e para ser levada com fidelidade". O padre Filipe acredita que a falta de fidelidade e de compromisso são mesmo o maior entrave à evangelização. "O ser cristão pede um compromisso e muitas vezes essa fidelidade não existe", lamenta, colocando o olhar no amor a Cristo: "A própria fidelidade cristã só se vive se se perceber o amor de Deus, que é um amor fiel, um amor que está sempre presente". Se os jovens descobrirem o amor de Deus, o padre Filipe Sousa não tem dúvidas de que irão "viver a fidelidade à vida cristã de outra maneira".

http://www.jornalw.org/

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REFLITA

Ter uma vida positiva é ter consciência que o universo precisa de você; é lutar pelos SONHOS de maneira determinada; é crescer sem precisar diminuir ninguém; é ter a verdade como um principio vital; é usar o poder da ousadia construtiva; é saber agradecer e perdoar, fraterna e totalmente; é priorizar a família; é viver cada dia de uma vez, sendo alegre no presente e otimista no futuro; é respeitar o próprio corpo; é se preocupar com os mais carentes; é preservar a natureza; é não se abater nos momentos de dor; é jamais perder a esperança; é ter auto estima; é ser rico em humildade; é sempre fazer a sua parte...Pois quando você faz a sua parte tenha certeza de que Deus fará a parte dele.

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