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29 de out. de 2010

Quem é Jesus? - 100 % Homem, 100% Deus

Quem é Jesus? Por que é importante saber!
Quem é Jesus e por que isso é tão importante?

Vivemos numa época de pluralismo religioso e relativismo moral. A filosofia espiritual popular, especialmente após os acontecimentos de 11 de Setembro, é que todos os sistemas de crença religiosa, contanto que sejam sinceros, são iguais. Escolha um para seguir de todo o coração e você vai chegar ao céu. Isso é no que o mundo acredita, mas Jesus ensina o contrário. Portanto, temos que analisar quem Jesus é ao ponderar sobre algumas perguntas que as pessoas frequentemente fazem sobre ele. As respostas são encontradas na Bíblia, a evidência histórica em que as pessoas têm confiado por mais de 2000 anos.

Quem é Jesus? Ele foi 100% homem

De acordo com João 1:14, Jesus se fez carne e habitou entre nós. Por que é que a sua humanidade é tão importante? Em Hebreus 4:15, Jesus foi tentado em todos os sentidos, tal como nós somos. Sendo assim, Jesus pode simpatizar com as nossas fraquezas como seres humanos. O que podemos aprender da maneira em que Jesus lidou com as tentações? De acordo com 1 João 3:5, Jesus veio à terra em forma humana para que pudesse morrer uma morte física e nos livrar de nossos pecados. Como é que todos nós seríamos afetados se não tivéssemos a opção de poder escapar de nossos pecados?

Jesus é a peça mais importante para podermos fazer parte da família de Deus. Quando Ele Se rebaixou ao nosso nível ao se tornar um homem, Ele tornou possível que nos relacionássemos com Deus e que Deus Se relacionasse conosco através dEle.

Quem é Jesus? Ele era 100% Deus

Quem é Jesus, e como foi possível que o corpo humano de Cristo fosse por completo a divindade e glória de Deus?

De acordo com João 1:1-3, Jesus existiu desde o início. Desde o início, Jesus estava com Deus, e Jesus era Deus. Aqui, a Bíblia define a natureza inseparável de Jesus e do Deus do Universo. Os seguintes versos fornecem mais provas de que Jesus é 100% Deus:

Destaques do tempo de Cristo na Terra e os seus versículos:

Milagres: Lucas 7:22
Testemunhas oculares da Sua vida perfeita: Mateus 16:13-17
Cumprimento da Profecia: Mateus 13:14, Lucas 24:44
A própria afirmação /identificação de Jesus: João 10:30-38, Mateus 16:13 -- 17, Marcos 14:61-64
Afirmações dos seguidores de Cristo: Hebreus 1:8, Colossenses 1:16, João 12:40 (citando Isaías 6:1-10)
Ressurreição: Lucas 24:39, Marcos 8:31, Atos 17:32
Jesus é a parte mais importante para podermos fazer parte da família de Deus. Quando Ele estabeleceu sua divindade ao ressuscitar da sepultura, Ele tornou possível que tivéssemos perdão do pecado e uma nova relação com Deus.

Quem é Jesus? Ele é o Caminho ao Céu
Quem é Jesus, e por que Ele é o único caminho de salvação?

Em João 14:6, Jesus declara: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” Por que é importante saber que nenhum outro líder religioso jamais fez uma declaração assim? De acordo com Efésios 2:8-9, “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie.” Como isso se compara com outras religiões do mundo que são baseadas em “obras” e não em fé em Jesus e sua ressurreição? Se não podemos construir um relacionamento com Deus através de boas obras e rituais repetitivos, o que então devemos fazer? Atos 4:12 deixa bem claro: “E em nenhum outro há salvação; porque debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, em que devamos ser salvos.”

19 de out. de 2010

?Como se escolhe um papa?

Por meio de uma eleição especial chamada conclave. Os eleitores são todos os cardeais do mundo com menos de 80 anos, reunidos no Vaticano, em Roma. Teoricamente, o conclave não é um pleito como outro qualquer. "A escolha é decidida pela luz divina e não pelas plataformas políticas", afirma o teólogo Fernando Altemeyer Júnior, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. "Por isso, os cardeais não podem falar com ninguém e devem orar ao Espírito Santo antes de preencher os seus votos." Quando nenhum dos candidatos recebe dois terços dos votos, a votação se repete. Se, depois de trinta votações, os dois terços não forem alcançados, na trigésima primeira o vencedor só precisará obter a metade dos votos mais um.

Os cardeais podem ficar trancados por meses. A cada votação mal sucedida, uma fumaça cinza sinaliza aos fiéis, aglomerados na Praça São Pedro, em frente à residência oficial do papa, no Vaticano, que ainda não há sumo pontífice. Quando finalmente ele é escolhido, a fumaça é branca e o cardeal mais velho anuncia em latim "Habemus papa" (temos papa).

15 de out. de 2010

Segredo de Fátima

Em 1917, Nossa Senhora apareceu em Fátima - Portugal para três pastorinhos - Lúcia, Francisco e Jacinta. A Virgem fez revelações que mais tarde ficaram conhecidas como o "Segredo de Fátima".

A 1ª e 2ª parte do Segredo foram escritas por Lúcia no ano de 1941 e conhecidas logo a seguir.
A 3ª parte do Segredo foi escrita em 1944 numa correspondência privada para ser aberta somente pelo Papa.
No dia 26 de Junho de 2000, a 3ª parte do Segredo foi finalmente publicada na íntegra pelo Vaticano.


1ª e 2ª parte do Segredo de Fátima, na íntegra.

Transcrição na íntegra das palavras de Lúcia de Jesus que contêm a revelação da primeira e segunda partes do segredo de Fátima:

"(...) o segredo consta de três coisas distintas, duas das quais vou revelar. A primeira foi pois a vista do inferno! Nossa Senhora mostrou-nos um grande mar de fogo que parecia estar debaixo da terra. Mergulhados nesse fogo os demônios e as almas, como se fossem brasas transparentes e negras , ou bronzeadas com forma humana, que flutuavam no incêndio levadas pelas chamas que delas mesmas saiam, juntamente com nuvens de fumo, caindo para todos os lados, semelhante ao cair das faúlhas em os grandes incêndios sem peso nem equilíbrio, entre gritos e gemidos de dor e desespero que horrorizava e fazia estremecer de pavor.

Os demônios distinguiam-se por formas horríveis e acrosas de animais espantosos e desconhecidos, mas transparentes e negros.
Esta vista foi um momento, e graças à nossa boa Mãe do Céu; que antes nos tinha prevenido com a promessa de nos levar para o Céu (na primeira aparição) se assim não fosse, creio que teríamos morrido de susto e pavor.
Em seguida, levantamos os olhos para Nossa Senhora que nos disse com bondade e tristeza: Vistes o inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores, para as salvar, Deus quer estabelecer no mundo a devoção a meu Imaculado Coração.

Se fizerem o que eu disser salvar-se-ão muitas almas e terão paz. A guerra vai acabar, mas se não deixarem de ofender a Deus, no reinado de Pio XI começará outra pior. Quando virdes uma noite, alumiada por uma luz desconhecida, sabei que é o grande sinal que Deus vos dá de que vai a punir o mundo dos seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre. Para a impedir virei pedir a consagração da Rússia a meu Imaculado Coração e a comunhão reparadora nos primeiros sábados. Se atenderem a meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz, se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja, os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas, por fim o meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre consagrar-me-á a Rússia, que se converterá, e será concedido ao mundo algum tempo de paz".



3ª parte do Segredo de Fátima, na íntegra.

O conteúdo da terceira parte do Segredo de Fátima, revelado em 13 de Julho de 1917, em Fátima, em que a Ir. Lúcia dos Santos, a única das três videntes ainda viva, redigiu em 03 de Janeiro de 1944, é o seguinte:

"Escrevo, diz Ir. Lúcia, em ato de obediência a Vós meu Deus, que me mandais por meio de Sua Excelência Reverendíssima o Sr. Bispo de Leuria, e da Vossa e minha Santíssima Mãe. Depois das duas partes que já expus, vimos ao lado esquerdo de Nossa Senhora, um pouco mais alto, um anjo com uma espada de fogo na mão esquerda.
Ao cintilar despedia chamas que pareciam incendiar o mundo. Mas, apagavam-se com o contato do brilho que da mão direita expedia Nossa Senhora ao seu encontro. O anjo, apontando com a mão direita para a terra, com voz forte dizia: - Penitência, penitência, penitência.

E vimos numa luz imensa, que é Deus, algo semelhante a como se vêem as pessoas no espelho, quando lhe diante passa um bispo vestido de branco. Tivemos o pressentimento de que era o Santo Padre. Vimos vários outros bispos, sacerdotes, religiosos e religiosas subir uma escabrosa montanha, no cimo da qual estava uma grande cruz, de tronco tosco, como se fora de sobreiro como a casca. O Santo Padre, antes de chegar aí, atravessou uma grande cidade, meia em ruínas e meio trêmulo, com andar vacilante, acabrunhado de dor e pena. Ia orando pelas almas dos cadáveres que encontrava pelo caminho.

Chegando ao cimo do monte, prostrado, de joelhos, aos pés da cruz, foi morto por um grupo de soldados que lhe disparavam vários tiros e setas e assim mesmo foram morrendo uns após os outros, os bispos, os sacerdotes, religiosos, religiosas e várias pessoas seculares. Cavalheiros e senhoras de várias classes e posições. Sob os dois braços da cruz, estavam dois anjos. Cada um com um regador de cristal nas mãos recolhendo neles o sangue dos mártires e com eles irrigando as almas que se aproximavam de Deus.

Este portanto, o conteúdo escrito por Ir. Lúcia, no ano de 1944, do Terceiro Segredo de Fátima].

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Aparição de Nossa Senhora
de Fátima aos 3 pastorinhos.

Comentário

Nossa Senhora em Fátima fez um diagnostico, mostrou os riscos e prescreveu os remédios. Ela ofereceu a humanidade meios para livrar-se de males ameaçadores representados nas visões dadas às 3 crianças. Na medida em que usamos o remédio o mal é vencido. Almas são salvas de cair no inferno e guerras destruidoras que atingem a Igreja são afastadas (adiadas). O mundo viveu por vários anos a chamada guerra fria em que o conflito com a Russia e todo o bloco soviético podia explodir a qualquer momento numa guerra nuclear. O remédio oferecido em Fátima, uma especial consagração ao Imaculado Coração, ficou por longo tempo sem o uso devido. Foi somente depois de ser salvo por milagre de um atentado em 13 de maio de 1981, aniversário das aparições, que João Paulo II se ocupou com as revelações de Fátima. Quando em 1984 nosso querido Papa, fez a consagração solene nos moldes prescritos por Nossa Senhora o remédio celestial começou a agir. Bastou cinco anos para o mundo assistir pasmo o desmantelamento do bloco soviético. Parte do tratamento prescrito cabia ao Papa e aos Bispos mas outra parte cabe a cada um de nós. Como temos feito a comunhão reparadora? Qual a visão pior: a da primeira parte ou a da última parte do segredo? A queda do muro de Berlim é um testemunho de como os remédios oferecidos pela Mãe são eficazes. Diante de tudo só posso pedir misericórdia pois tenho sido relaxado no uso destes remédios para o bem de tantos. Penitencia! Penitencia! Penitencia! dizia o anjo em 1917, que diria ele agora?

Sergio Vellozo - Comunidade Canção Nova

11 de out. de 2010

Nossa Senhora da Aparecida

1. Conhecendo a nossa cultura
No ano de 2000 o povo brasileiro celebrou um grande acontecimento histórico: os seus primeiros 500 anos de existência. Este fato marcou a entrada do Brasil no novo milênio e levou muitos a fazerem a seguinte pergunta: hoje, passados estes cinco séculos, qual é a nossa identidade cultural? Quais são as nossas raízes? O que é "ser brasileiro"? Que coisa me faz "ser brasileiro" ? Quantas vezes não escutamos falar que o Brasil é o "País do Futebol"; o "País do samba e da alegria"; "O País do Carnaval"; ou que o brasileiro é o "rei do jeitinho", ou até mesmo que "Deus é brasileiro"?

Isso é o que a gente mais ou menos escuta falar por aí, não é mesmo? Mas, por de trás destas frases tão populares, esconde-se um problema fundamental para nós brasileiros: conhecer, valorizar e transmitir a nossa mais autêntica identidade cultural. E como podemos fazer isso? O primeiro passo é, justamente, conhecê-la.

De uma maneira bem generalizada, poderíamos dizer que somos brasileiros porque compartimos uma mesma geografia eu por que nascemos em uma mesma "nação" que é reconhecida internacionalmente com o nome de "Brasil" e que possui o seu espaço político e econômico próprio; uma autonomia própria.

Ao mesmo tempo, aprofundando um pouco mais no assunto, percebemos que nem tudo é pura uniformidade, mas que convivemos também com uma enorme diversidade. São muitos os que afirmam que o Brasil é um "País de contrastes". E não deixam de ter, desde um certo ponto de vista, razão. Um nordestino é diferente de um cidadão do sudeste, ou do sul; um baiano é diferente de um mineiro; um curitibano é diferente de um paraense e um capixaba é diferente de um potiguar. Isso sem falar nas diferenças étnicas, como entre os negros, os brancos e os índios, ou mais ainda no caso dos descendentes de imigrantes de distintos lugares do mundo.

Por tudo isso, parece que a melhor expressão para qualificar essa nossa realidade aparentemente tão ambígua, entre unidade e pluralidade, seja a mencionada pelo Papa João Paulo II quando nos visitou pela primeira vez, na cidade do Rio de Janeiro, em 1980, e também compartida por muitas personalidades brasileiras, como, por exemplo, Alceu Amoroso Lima. Eles afirmam que o Brasil é uma "unidade na pluralidade". Somos um vasto território, que ao longo de sua história, soube reunir em si as diferenças para conformar uma enorme "unidade" que não se caracteriza pela mera "uniformidade", mas pela "pluralidade". Temos assim uma categoria muito interessante para compreender um pouco mais a nossa identidade cultural.

Chegando até aqui, é necessário que façamos uma pergunta: Se é verdade que somos essa "unidade na pluralidade" que fator, ou que fatores são os responsáveis por manter essa realidade estável e ao mesmo tempo dinâmica de nossa cultura? Resumindo, quais são os elementos constitutivos essenciais desta nossa "unidade na pluralidade"?

O primeiro fator constitutivo poderíamos encontrar na língua comum. A língua portuguesa é, sem sombra de dúvidas, um desses fatores essenciais, sem os quais não poderia haver unidade. Ainda que haja inúmeras diferenças, manifestadas inclusive no "sotaque", falamos todos uma mesma língua e por isso podemos viver uma real unidade.

O segundo fator importante - claro que há muitos outros, mas por brevidade mencionaremos os mais elementares - é a consciência de uma história comum. Nos identificamos como brasileiros e nos distinguimos das demais nações por que somos uma cultura com realidade histórica. Isso é tão importante que um povo, nação ou civilização que não tenha memória histórica, corre o risco não só de ver-se desunida e sem passado, como também sem identidade.

O terceiro elemento importante - e na opinião de muitos historiadores, o mais essencial de uma cultura - é a religião. É como a "alma" de um povo. Aí estão inscritos os seus valores, o sentido da vida e a orientação última de todo o seu desenvolvimento e progresso. E no nosso país quem cumpre esse papel preponderante, e disso a história é testemunha absoluta, é a fé católica.

A fé católica, semeada desde o nosso nascimento com o encontro entre índios e portugueses aos pés da Santa Cruz, foi se propagando e dando uma real coesão à nossa cultura. Frente às muitas diferenças, frente aos problemas e dificuldades de relações entre nativos, portugueses e negros, entre muitos outros fatores, a presença da fé católica garantiu, e segue garantindo, que exista essa realidade de "unidade na pluralidade".

Um exemplo claro desse papel sintetizador, conciliador e unitivo da fé católica na formação de nossa cultura se percebe na história de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, a Padroeira nacional.

2. Uma cultura fundada na fé e na piedade mariana

As primeiras décadas do século XVIII no Brasil não foram nada fáceis. O declínio do açúcar nordestino, a aparição de uma nova corrida aurífera no sudeste, especialmente em Minas Gerais, a concorrência de muitos "senhores" pelo monopólio da nova região do ouro, os conflitos entre negros e colonos portugueses, entre índios e os chamados "bandeirantes", bem como a grande distância do território nacional e as dificuldades nas comunicações, marcavam um panorama de tensão e de grande preocupação pelo futuro da nação, que ainda estava em formação.

E foi assim que em 1716, um novo governador da província de São Paulo e Minas de Ouro havia sido escolhido, D. Pedro de Almeida e Portugal, conhecido como o "Conde de Assumar". Vinha direto de Portugal com a difícil missão de apaziguar os conflitos na região mineira. Chega em São Paulo em 1717 e vai direto para Minas. Durante a sua viagem, chega no domingo 17 de outubro na vila de Guaratinguetá, após ter percorrido mais ou menos um terço do caminho, para descansar. A cidade recebe-o com grande festa. Passou na cidade 13 dias, sob os atenciosos cuidados do governador da Vila, o Capitão-mor Domingos Antunes Fialho.

Para a alimentação da grande comitiva que acompanhava ao Conde de Assumar, o Senado da Câmara mandou que alguns pescadores fossem conseguir peixes, já que a cidade estava rodeada pelo Rio Paraíba do Sul. E assim aconteceu que...

"Entre muitos, foram a pescar Domingos Martins Garcia, João Alves e Felipe Pedroso com suas canoas. E principiando a lançar as suas redes no Porto de José Corrêa Leite, continuaram até o Porto de Itaguassu, distância bastante, sem tirar peixe algum. E lançando neste porto, João Alves a sua rede de rastro, tirou o corpo da Senhora, sem cabeça; lançando mais abaixo outra vez a rede tirou a cabeça da mesma Senhora, não se sabendo nunca quem ali a lançasse. Guardou o inventor esta imagem em um tal ou qual pano, e continuando a pescaria, não tendo até então tomado peixe algum, dali por diante foi tão copiosa a pescaria em poucos lanços, que receoso, e os companheiros, de naufragarem pelo muito peixe que tinham nas canoas, se retiraram a suas vivendas, admirados deste sucesso" .

Havia ocorrido um milagre! Inexplicável como pode ser que em três lançadas de rede ao rio, se retirasse, continuamente, um corpo, logo sua cabeça, e mais tarde uma incrível quantidade de peixes. Felipe Pedroso, profundamente católico e tocado pela experiência, viu e creu. Foi intercessão da Virgem Maria, Mãe de Deus! Levou, então, a pequena imagem para a sua própria casa e poucos dias depois começou a organizar orações, sobretudo a reza constante do terço. Novos milagres foram acontecendo e a piedade foi aumentado incrivelmente. Já em 1748, pelo testemunho de alguns padres jesuítas que aí foram visitar, "eram muitos os que aí se reuniam para pedir ajuda e proteção à Senhora que eles chamam, piedosamente, de a "Aparecida"".

A própria imagem de Nossa Senhora Aparecida resume em si, todas as qualidades de síntese cultural, de conciliação e da unidade da qual estamos falando. E sem dúvida, sua "aparição" foi uma clara resposta, desde a fé, a todo esse difícil contexto político-social que atravessava a Colônia no início do s. XVIII.

Olhemos para a imagem. Nela se encontram o português (a imagem é uma réplica da Padroeira de Portugal e do Brasil, Nossa Senhora da Conceição, que desde 1646 fazia parte da devoção de D. João IV e de toda as suas colônias); o brasileiro (a imagem foi feita, segundo estudos, com "terracota", barro paulista característico da região encontrada); o índio (a imagem foi encontrada no rio indígena "Para`iwa", passo entre Minas, Rio e São Paulo, hoje, Rio Paraíba do Sul); e o negro (a imagem possui uma cor castanho escuro, tendendo ao negro).

E assim se espalhou a devoção a Nossa Senhora da Conceição Aparecida, hoje, Padroeira do Brasil, cujo Santuário, na cidade de Aparecida do Norte reúne milhares de fiéis, de distintos lugares e etnias, em um bela manifestação de nossas raízes culturais, de nossa "unidade na pluralidade" mantida e fortalecida pela fé. A História de Nossa Senhora Aparecida nos ajuda, portanto, a entender esse papel tão importante da fé católica na configuração de nossa identidade cultural. Somos um país com vocação católica!

Peçamos a Nossa Senhora da Conceição Aparecida, a "mãe amável, a mãe querida" do nosso Brasil que interceda por cada um de nós e pelo nosso povo para que, seguindo os seus passos, possamos ir ao encontro daquele que nos espera de "braços abertos", o Cristo Redentor, o Filho de Maria.

Feliz dia de Nossa Senhora Aparecida !
ACIDIGITAL

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REFLITA

Ter uma vida positiva é ter consciência que o universo precisa de você; é lutar pelos SONHOS de maneira determinada; é crescer sem precisar diminuir ninguém; é ter a verdade como um principio vital; é usar o poder da ousadia construtiva; é saber agradecer e perdoar, fraterna e totalmente; é priorizar a família; é viver cada dia de uma vez, sendo alegre no presente e otimista no futuro; é respeitar o próprio corpo; é se preocupar com os mais carentes; é preservar a natureza; é não se abater nos momentos de dor; é jamais perder a esperança; é ter auto estima; é ser rico em humildade; é sempre fazer a sua parte...Pois quando você faz a sua parte tenha certeza de que Deus fará a parte dele.

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