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26 de dez. de 2012

Qumran, confirmação ou desmentido?

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Fragmento 4Q1,
contendo Gn 39,
11-21 (ano 125 a
100 a.C.)
Considerada a maior descoberta arqueológica do século XX, a coleção dos manuscritos do Mar Morto veio prestar grande auxílio à exegese cristã, esclarecendo pontos relativos à Sagrada Escritura e confirmando a veracidade dos textos bíblicos que circulam hoje.
José Messias Lins Brandão
No início do ano de 1947, um jovem pastor beduíno, chamado Mohammed ed-Dib, procurava afanosamente uma ovelha desgarrada ao longo da falésia que margeia o Mar Morto, a cerca de dez quilômetros da bíblica cidade de Jericó. Vasculhando as reentrâncias da rocha, entrou numa caverna onde descobriu vasos de argila contendo rolos de pele manuscritos, envolvidos em tecido de linho. Escolheu e retirou os sete que lhe pareciam em melhor estado.
Alguns meses depois, os beduínos venderam três desses rolos a um arqueólogo da Universidade Hebraica de Jerusalém e os restantes ao Metropolita do convento sírio-jacobita São Marcos, também da Cidade Santa.
Pouco tardou para os estudiosos perceberem que Mohammed havia feito a mais retumbante descoberta arqueológica do século XX: os famosos Manuscritos do Mar Morto.
Aos poucos, pesquisadores começaram a explorar meticulosamente a região, enquanto os beduínos, por seu lado, faziam o mesmo. Assim, de 1949 a 1956, foram descobertas mais dez grutas, nas quais foram coletados diversos rolos em diferentes estados de conservação e dezenas de milhares de fragmentos, alguns tão diminutos que contêm apenas poucas letras.
Riqueza e variedade de conteúdo
Uma vez analisados e classificados os fragmentos maiores, chegou-se à conclusão de que eles compõem um conjunto de 900 documentos escritos em hebraico, aramaico ou grego entre o fim do século III a.C. e o ano 68 da Era Cristã. A maior parte deles está grafada sobre pergaminho, alguns em papiro, e há um único texto gravado em cobre.
Mais de uma quarta parte desses documentos é constituída por cópias de livros do Antigo Testamento, em sua imensa maioria escritos em hebraico ou aramaico. Todos os livros canônicos da bíblia hebraica, salvo o de Ester e o de Neemias, ali figuram, e frequentemente em vários exemplares: há pelo menos quatorze manuscritos do Deuteronômio, quinze de Isaías e dezessete dos Salmos. Encontram-se também três livros deuterocanônicos: Tobias, Eclesiástico e a Carta de Jeremias,
que faz parte de Baruc.
Um segundo bloco de manuscritos está formado por excertos de livros apócrifos: Jubileus, Salmos Apócrifos, Livro de Enoc,
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Entre 1949 e 1956, beduínos e pesquisadores descobriram onze grutas com documentosfotografia tirada na época das escavações 
Royal Ontario Museum, Toronto (Canadá)
Testamento dos Doze Patriarcas e Apócrifo do Gênesis. Faz parte também desse conjunto um grande número de outros escritos tais como a Oração de Nabônides, trechos de hinos, anotações e comentários, entre eles o Targum de Jó e o Comentário de Habacuc.
Há, por fim, excertos do que se poderia chamar de "códigos disciplinares" - a Regra da Comunidade, o Regulamento da Guerra dos Filhos da Luz contra os Filhos das Trevas, o Escrito de Damasco -, bem como orações para cada dia do mês, textos poéticos, comentários de trechos da Bíblia, calendários, etc.
A misteriosa comunidade de Qumran
Cabia, então, aos arqueólogos desvendar o mistério: como fora parar nas inóspitas cavernas uma tão valiosa biblioteca? Qual a autoria desses documentos, muitos dos quais inéditos?
A clave da solução estava, certamente, nas vizinhas ruínas de Qumran e na enigmática comunidade que as habitara até o primeiro século da nossa era. Como explica Pnina Shor, chefe da Seção de Conservação de Artefatos do Departamento de Antiguidades de Israel, em entrevista exclusiva à nossa revista, "o grupo que escreveu os manuscritos chama a si mesmo de yahad, que em hebraico significa ‘o conjunto', ‘a comunidade'". 1

Ao longo dos anos não faltaram as controvérsias entre os especialistas sobre a identidade dessa comunidade. Mas, hoje em dia, a grande maioria deles a identifica com os essênios, 2 ou, para ser mais preciso, com os membros de uma ala radical desse movimento.3
Os essênios constituíam, junto com os fariseus e os saduceus, os três principais grupos religiosos em que se dividiam os judeus desde o segundo século antes de Cristo até a destruição de Jerusalém.4 Procuravam viver em estrito cumprimento da lei mosaica, atendo-se à letra desta mais ainda do que os próprios fariseus.
Segundo uma corrente de autores, seu nome deriva do grego εσσηνοι (os piedosos). Embora não sejam mencionados por este título nas Escrituras Sagradas, não faltam referências a eles em autores antigos como Plínio o Velho, Flávio Josefo e Fílon de Alexandria.
Os essênios que moravam em Qumran compunham uma comunidade masculina, celibatária, de vida austera e regida por uma regra, assemelhando-se, portanto, aos mosteiros cristãos surgidos séculos depois. E, como reconhece a mencionada Pnina Shor, responsável pela conservação dos manuscritos do Mar Morto, "a descrição que Josefo faz dos essênios e de como eles viviam é muitíssimo parecida com o que esse grupo narra sobre si mesmo".5
O assentamento de Qumran foi arrasado no ano 68 por uma legião Romana. Ao que tudo indica, os essênios, ante o irresistível avanço das tropas imperiais, procuraram pôr a salvo sua biblioteca. No início, envolviam os rolos em tecidos e colocavam-nos em vasos de argila bem tampados; no fim, atiravam-nos nas cavidades da falésia, às pressas e sem qualquer proteção.
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Vista exterior da gruta IV
Observa a este respeito o teólogo luterano Joachim Jeremias: "Os irmãos devem ter sido exterminados, até o último, neste ano de 68, pois, se um só deles tivesse escapado, as grutas não teriam guardado, até os nossos dias, o seu segredo".6
O "fenômeno Qumran"
A descoberta dos manuscritos do Mar Morto provocou o que o sacerdote jesuíta J. R. Scheifler descreve como "fenômeno Qumran": "uma prodigiosa e alarmante fecundidade literária, sobretudo entre os especialistas; e um inusitado interesse entre o grande público, às vezes com certos ressaibos de esnobismo e não sem uma dose de insegurança e inquietação entre os fiéis".7
Com efeito, apenas nos primeiros quinze anos após a descoberta dos manuscritos vieram a público "mais de três mil títulos, entre obras e artigos, além de uma revista científica consagrada exclusivamente ao tema", acrescenta o estudioso jesuíta.
O "fenômeno Qumran" também não tardou a transbordar dos círculos científicos para as revistas de generalidades. Ao longo desses quase sessenta anos desde a descoberta dos manuscritos, a imprensa dedicou ao tema rios de tinta e toneladas de papel, e ele ocupa hoje considerável espaço nas páginas web da internet.
Qual a causa mais profunda desse "inusitado interesse"?
Fidelidade das versões bíblicas
Antes de Gutenberg imprimir, em 1455, sua "bíblia de 42 linhas", cada exemplar das Sagradas Escrituras era uma transcrição singular feita por amanuenses. Ora, uma vez que não se conservam os originais dos livros vetero e neotestamentários, qual o grau de confiabilidade dessas inumeráveis "cópias de cópias" realizadas ao longo de dezenove ou mais séculos por escrivães de índoles e raças variadas?
Até a descoberta do Mar Morto, os mais antigos manuscritos com a Bíblia completa eram o Codex Vaticanus (séc. IV), o Sinaiticus (séc. IV) e o Alexandrinus (séc. V), todos eles provenientes da Septuaginta. Os primeiros textos massoréticos - escritos em hebreu e incluindo apenas os livros aceitos pela religião judaica - eram mais recentes: tanto o Codex Leningradensis como o Aleppo estão datados no século XI. Conservavam-se também fragmentos de textos anteriores, sendo, o mais antigo deles, um raro papiro do século segundo antes de Cristo, trazendo apenas o decálogo e um trecho do Deuteronômio.
Ora, em 1947, surgiu inesperadamente nas onze grutas do Qumran um grande número de textos bíblicos copiados entre o século II a.C. E o século I da Era Cristã que podiam reforçar a autenticidade das versões da Sagrada Escritura hoje utilizadas pela Igreja, ou apontar-lhes as deficiências. Ademais, a maior parte dos livros do Antigo Testamento havia sido copiada em hebreu ou aramaico, o que permitia confrontá--los com o texto grego da Septuaginta. Foram essas as razões que tornaram a publicação dos documentos do Mar Morto tão esperada.
Hoje em dia, tendo vindo a lume o último volume da coleção com os manuscritos,8 qualquer pessoa com conhecimento de hebraico,
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Pnina Shor: "Quando os manuscritos foram
encontrados, verificou-se que a exatidão
das traduções é realmente de admirar - e
isso é emocionante".
aramaico e grego pode conferir as diferentes versões, e verificar que, ao longo dos séculos, as traduções mantiveram uma impressionante fidelidade. Por isso a Dra. Shor comenta que, através dos manuscritos do Mar Morto, pôde-se constatar como as traduções gregas e latinas da Sagrada Escritura conservaram-se fiéis aos originais hebraicos. "Quando os manuscritos foram encontrados, verificou-se que a exatidão das traduções é realmente de admirar - e isso é emocionante".9
Ao contrário, portanto, do que alguns previam, os manuscritos de Qumran vieram mostrar que são perfeitamente confiáveis os textos das Sagradas Escrituras conservados pela Igreja Católica e propostos aos fiéis durante quase vinte séculos. E desmontaram certas hipóteses imaginativas sobre a origem do Novo Testamento surgidas cem anos atrás.
Hipóteses imaginativas sobre os quatro Evangelhos
Com efeito, certos exegetas do início do século XX quiseram ver nos livros do Novo Testamento obras tardias, distantes da realidade que narram, influenciadas pela mitologia e filosofia grega. Ora, tal hipótese choca-se agora com a evidência fornecida pelos manuscritos do Mar Morto.
Muitas das expressões e estilos supostamente helênicos das redações neotestamentárias coincidem com expressões e estilos encontrados em tais manuscritos, os mais recentes dos quais, como vimos, remontam ao ano 68 d.C. Demonstra-se, assim, terem sido eles de uso corrente na sociedade judaica da época de Jesus e, a fortiori, estarem os autores do Novo Testamento acostumados a pensar e a falar em hebraico ou aramaico, e não em grego.
Mesmo não tendo sido provado haver entre os documentos de Qumran fragmentos de escritos neotestamentários,10 "vários textos- chaves contêm informações, ideias ou linguagem muito similares aos encontrados em certas passagens dos Evangelhos",11 como ainda nas Epístolas e nos Atos, embora não tenham sido redigidos por cristãos ou para cristãos. Por isso a Dra. Shor diz que, nesses manuscritos, "podem-se ver as origens do cristianismo, junto com textos bíblicos e outros textos judaicos. Constata-se assim a origem comum das duas religiões".12
Mesmo no terceiro bloco de manuscritos - o qual, como vimos, contém textos doutrinários e disciplinares dos essênios - encontramos alguns elementos de grande interesse para a exegese neotestamentária.
Nesses documentos inéditos pululam numerosas palavras, frases e descrições de fatos que reportam surpreendentemente a palavras, frases e fatos dos Evangelhos e de algumas epístolas de São Paulo: os "pobres de espírito", a "justificação pela Fé", luta entre os "filhos da luz" e os "filhos das trevas".
Merecem destaque duas expressões usadas por São Lucas: "será chamado Filho de Deus" (Lc 1, 35) e "chamar-se-á Filho do Altíssimo" (Lc 1, 32). Uma geração anterior de exegetas tentava procurar a origem desses termos no paganismo helênico. Ora, elas são encontradas num texto aramaico de Qumran, no qual se lê claramente: "Será denominado filho de Deus, e o chamarão filho do Altíssimo" (4Q246). Parece, portanto, que tais conceitos se desenvolveram em círculos judaicos, o que constitui mais um prova do enraizamento hebraico, e não helênico, do Novo Testamento.13
Mais impressionante ainda foi a descoberta relacionada com a resposta dada por Nosso Senhor aos discípulos de São João Batista, que lhe foram perguntar: "Sois vós aquele que deve vir, ou devemos esperar por outro?" (Mt 11, 3; Lc 7, 20). Jesus lhes respondeu: "Ide e contai a João o que ouvistes e o que vistes: os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, o Evangelho é anunciado aos pobres..." (Mt 11, 4-5; Lc 7, 21-22).
Estas palavras de Nosso Senhor aludem claramente a Isaías (35, 5-6 e 61, 1). Porém, neste livro profético não se fala em ressurreição dos mortos. Ora, o fragmento 4Q521 de Qumran, referindo-se ao Messias, afirma: "Pois Ele curará os criticamente feridos, Ele ressuscitará os mortos, Ele trará boas novas aos pobres".14
Conforme comenta John J. Collins, a impressionante semelhança entre esse fragmento e as citadas passagens dos Evangelhos
de São Mateus e São Lucas permitem chegar à conclusão de que Jesus "proclama o reino de Deus, e por Seu ministério de cura e exorcismo, prova que está presente; e alega ser ungido e, pois, qualificado para proclamar a boa nova. [Esse fragmento] apoia de modo significativo a tradicional concepção de que Jesus via a Si mesmo como o Messias de Israel".15
No total, foram identificados mais de 500 paralelos entre a linguagem de Qumram e a do Novo Testamento, muitos dos quais sem precedentes no Antigo Testamento.16 A imaginativa hipótese a propósito da origem helênica dos escritos neotestamentários fica, assim, definitivamente descartada.
Desmentido cabal a hipóteses sensacionalistas e extravagantes
No entanto, a origem comum judaica das literaturas qumrânica e neotestamentária, bem como as similaridades apontadas acima, conduziram a pôr novamente em dúvida a autenticidade das narrativas evangélicas, analisando-as agora sob outro prisma.
Pretendia-se provar que o Cristianismo nascente não trazia nenhuma novidade; nada mais era que um prolongamento da comunidade de Qumran, um mero plágio dela. "Via-se, no agrupamento essênio, um predecessor da comunidade cristã, e até mesmo sua origem. Pensava-se, notadamente, ter-se encontrado no Mestre de Justiça um precursor de Jesus: tinha-se por certo que a seita teria visto nele o Messias, atribuía-se-lhe uma morte violenta, supondo-se até mesmo que ele teria sido crucificado, e falava-se de fé na sua ressurreição e no seu retorno".17
Dupont-Sommer chegou a tirar a conclusão de que as semelhanças entre a Religião Cristã e a seita essênia "constituem um conjunto quase alucinante", acrescentando: "Em todas as partes nas quais os paralelos nos obrigam ou convidam a pensar em um plágio, o plágio foi feito pelo cristianismo".18
Alguns galoparam em suas hipóteses, ganhando muita atenção na mídia. Um jornalista americano, E. Wilson, opinou que o mosteiro de Qumran "é talvez, mais do que Belém ou Nazaré, o berço do cristianismo". 19 E no jornal russo Konsomolskaia Pravda, edição
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"São Lucas Evangelista" 
Basílica de São Marcos, Veneza
de 9/1/1958 lê-se que os Manuscritos do Mar Morto "demonstraram peremptoriamente o caráter mítico de Moisés e de Jesus".20 John Allegro, Barbara Thiering e Edmond Székely tornaram-se nomes populares na literatura sensacionalista por suas hipóteses extravagantes, todas pretendendo apoiar-se nos manuscritos do Mar Morto para reduzir o cristianismo a uma seita pagã ou gnóstica, negar a existência histórica de Nosso Senhor ou a atribuir-Lhe uma vida excêntrica.21
Ora, após a catalogação final dos pergaminhos e o atual estágio de conhecimento do seu conteúdo, já não há mais lugar para teses esdrúxulas e fantasiosas. A tal propósito, Vanderkam e Flint são taxativos: "Devemos deixar claro que as teorias ou
aproximações descritas [até aqui] não são apoiadas pelos especialistas dos pergaminhos do Mar Morto".22
Diferenças em pontos essenciais
Refutando as hipóteses anteriores, todas elas baseadas nas semelhanças entre textos essênios e textos cristãos, os manuscritos de Qumran demonstram que há diferenças irreconciliáveis em pontos fundamentais. Um dos temas nos quais o choque é maior entre as concepções cristãs e as de Qumran é o da Lei de Moisés. Na comunidade do Mar Morto, a justificação pela Lei tem um caráter intenso e a realização da perfeição por meio da Lei era ali interpretada de um modo mais estrito do que entre os próprios fariseus.
Em Qumran, "a Lei é propriamente o messias, a salvação".23 Por causa disso, conforme Scheifler, mesmo sem atribuir a Nosso Senhor uma atitude polêmica relativamente àquela comunidade, parece haver uma alusão a Qumran na resposta aos fariseus que lhe interrogavam sobre a cura no sábado: "Há alguém entre vós que, tendo uma única ovelha e se esta cair num poço no dia de sábado, não a irá procurar e retirar?" (Mt 12, 10-13). "As palavras de Cristo parecem supor uma prática admitida ou de sentido comum. Porém, a seita de Qumran, mais estreita na casuística sabática que os próprios fariseus, a proibia expressamente".24
O ponto mais difícil de harmonizar entre o cristianismo e a doutrina de Qumran é o do amor ao inimigo. Terão sido uma referência direta a eles as palavras de Nosso Senhor: "Tendes ouvido que se diz: amarás a teu próximo e odiarás a teu inimigo, mas eu vos digo..." (Mt 5, 43s)? Um bom número de especialistas responde afirmativamente.25 Do mesmo modo, a extensão dada por Jesus ao mandamento do amor ao próximo é alheia ao pensamento da comunidade de Qumran. Esta se aferrava a um exclusivismo separatista e orgulhoso, considerando digno de amor só seu selecionado grupo, excluindo de modo absoluto os pagãos e grande parte de Israel. Mais que para os fariseus, as três parábolas da misericórdia (Lc 3, 3-32) e o "eu também não te condeno", dirigido à adúltera, devem ter repercutido como algo insuportável em Qumran.26
A arqueologia confirma o acerto da Igreja
Por causa da demora na publicação dos manuscritos do Mar Morto, já referida mais atrás, levantou-se em certo momento a suspeita de que a Santa Sé estivesse pondo obstáculos a isto, por receio da verdade histórica. Num dos episódios mais rocambolescos, M. Baigent e R. Leigh aproveitaram o clima criado para lançar um livro com o chamejante título de O embuste dos rolos do Mar Morto: Porque uma dúzia de estudiosos religiosos conspiraram para suprimir o conteúdo revolucionário dos rolos do Mar Morto.27
Segundo os dois autores, a equipe de especialistas a cargo da publicação estava sob o controle do Vaticano, o qual temia ver o Cristianismo minado pelas revelações contidas nos referidos manuscritos. O livro se tornou um best-seller. Quem o comprou caiu num verdadeiro embuste, pois, como comentam Vanderkam e Flint, "agora que os textos estão à disposição em forma de fotografia, transcrições e traduções, perguntamo-nos o que pode ter levado alguém a pensar que eles causariam dano ao Cristianismo ou que o Vaticano teria interesse - e mesmo o poder - de eliminá-los".28
Ao contrário de autores como esses, os estudiosos cristãos veem nos manuscritos do Mar Morto uma inesgotável fonte de dados exegéticos, um inestimável instrumento para seu trabalho.

23 de dez. de 2012

Conheça algumas curiosidades deste dia


Imagem de Destaque



O dia 25 de dezembro



Em um primeiro momento, durante os séculos I e II depois de Cristo, os cristãos não celebravam o nascimento de Jesus. Sabia-se quando havia morrido, na Páscoa Judaica, mas não quando havia nascido. Porém, no século III, existem os primeiros testemunhos de que a festa do Nascimento de Cristo era celebrada pela Igreja, ainda que de forma clandestina, no dia 25 de dezembro.



Como em outros casos, os primeiros cristãos aproveitaram festividades pagãs para celebrar sua fé. No caso do Natal, em torno do dia 25 de dezembro, as civilizações pré-cristãs celebravam o solstício de inverno, no qual a luz voltava a aparecer e terminavam as trevas. Ainda que seja uma época de frio e de noites longas, sabe-se que a vida volta a se iniciar.



De seu lado, os romanos celebravam, entre os dias 17 e 24 de dezembro, as Saturnalia, festa dedicadas ao deus Saturno. Na época imperial, a partir dos séculos I e II, fixou-se o dia 25 de dezembro como o dia do nascimento do “Sol invicto”, divindade que era representada por um recém-nascido. Era um dia de festa, ninguém trabalhava, inclusive os escravos festejavam.



Logo, a já grande comunidade romana de cristãos – que ainda vivia na clandestinidade – aproveitou essa data, tão celebrada na sociedade romana, para celebrar o nascimento de Jesus, cuja data era desconhecida.



A difusão da celebração litúrgica do Natal foi rápida. Após as perseguições de Diocleciano, em 354, foi fixada oficialmente a data do nascimento de Cristo. É possível considerar que, no século V, o Natal era uma festa universal, já que na ocasião a Igreja não estava dividida. Também os povos do Norte da Europa celebravam uma série de festas ao redor do solstício em honra a deuses como Thor, Odin ou Yule, razão pela qual não custou aos evangelizadores adaptar as festas pagãs ao Natal.



Missa do “Galo”



No século V, o Papa Sixto III introduziu, em Roma, o costume de celebrar, no Natal, uma vigília noturna, à meia-noite, “mox ut gallus cantaverit” (“enquanto o galo canta”). A Missa tinha lugar num pequeno oratório, chamado “ad praesepium” (“junto ao presépio”), situado atrás do altar-mor da Basílica paleo-cristã de São Pedro.



A celebração Eucarística dessa Noite Santa começa com um convite insistente e urgente à alegria: “Alegremo-nos todos no Senhor – dizem os textos da liturgia -, porque nosso Salvador nasceu no mundo”. O tempo litúrgico do Natal vai até o domingo do Batismo do Senhor, o domingo que se segue à Epifania.



Os Presépios



O presépio é a representação doméstica do mistério do Nascimento de Jesus. O costume surgiu quando, no Natal de 1223, na Itália, São Francisco de Assis oficiou como diácono a Missa dentro de uma gruta na localidade de Greccio. Nela, após pedir permissão ao Papa Honório III, tinha montado um presépio com uma imagem em pedra do Menino Jesus, um boi e um asno vivos.



Esta representação de Greccio foi o ponto de partida de um fenômeno extraordinário de difusão do culto do Natal. A partir do próprio século XIII, a elaboração de presépios difundiu-se por toda a Itália. Os frades franciscanos imitaram seu fundador nas igrejas dos conventos abertos na Europa. Este costume propagou-se por toda a Europa durante os séculos XIV e XV.



Atualmente, o movimento da representação do nascimento de Cristo tem um grande êxito, principalmente na Itália, Espanha e América Latina. Na França, após a Revolução Francesa, em que foram proibidas as manifestações natalinas, nasceram com muita força na região de Provença. Até mesmo as comunidades protestantes, ainda que não montem presépios em suas casas, conservam, sim, a tradição de montar “presépios vivos” com crianças.



A árvore de Natal



É outra tradição pré-cristã que adquiriu um significado profundamente cristão. Muitas tradições, todas de procedência nórdica, reclamam o costume da árvore de Natal, ainda que nenhuma seja confiável, pelo que sua origem se perde na noite dos tempos. Os antigos povoadores da Europa Central e Escandinávia consideravam as árvores seres sagrados. Assim, na época do solstício de inverno, adornavam a árvore mais alta e poderosa do bosque com luzes e com frutos (maçãs, por exemplo), acreditando que suas raízes chegavam ao reino dos deuses, onde se encontravam Thor e Odin.



Segundo a tradição, o Cristianismo atribuiu uma leitura mais profunda a este costume. Conta-se que São Bonifácio – um sacerdote inglês que evangelizou a Europa Central nos séculos VII e VIII –, explicava o mistério da Trindade com a forma triangular do abeto (pinheiro): os frutos seriam os dons do Espírito Santo (os presentes de Deus aos homens); a estrela seria Cristo, a luz de Deus, a luz do mundo; e o tronco é facilmente assimilável à tradição cristã, que utiliza também muitas árvores em sua catequese: a árvore do Paraíso, da ciência do Bem e do Mal, a árvore de Jessé, o santo madeiro do qual se fez a cruz...



A partir do sáculo XV, os fiéis começaram a montar as árvores em suas casas. Com a reforma protestante – que suprime as tradições do presépio e de São Nicolau –, a árvore adquire maior protagonismo em muitos países do norte. A seus pés, as crianças encontram os presentes trazidos pelo Menino Jesus.



O enorme êxito da árvore, no mundo anglo-saxão, deve-se à rainha Vitória, que instalou uma no palácio real em 1830 e estendeu o costume a todo o reino. Em 1848, chegou até a felicitar as festividades natalinas com uma imagem da família real junto à árvore, o que contribuiu para sua difusão também nos Estados Unidos da América.



A difusão da árvore, no mundo protestante, fez com que, nos países católicos, especialmente do sul da Europa, dessem menos importância a essa tradição. Mais recentemente, com dois Pontífices centro-europeus, o costume da árvore de Natal recuperou sua importância. Em 1982, a árvore foi instalada pela primeira vez na Praça de São Pedro: “Que significa esta árvore? – perguntava João Paulo II. Eu creio que é o símbolo da árvore da vida, aquela árvore mencionada no livro do Gênesis e que foi plantada na terra da humanidade junto a Cristo (...). Depois, no momento em que Cristo veio ao mundo, a árvore da vida voltou a ser plantada por meio d'Ele e, agora, cresce com Ele e amadurece na cruz (...). Devo dizer-lhes – confessava – que eu pessoalmente, apesar de ter uns quantos anos, espero impacientemente a chegada do Natal, momento em que é trazido aos meus aposentos esta pequena árvore. Tudo isso tem um enorme significado que transcende as idades...”.



Os presentes



A relação Natal-presente é muito antiga. Desde o início, um presente nestas datas tem sido um modo de transmitir, de modo material, às pessoas queridas a alegria própria pelo nascimento do Filho de Deus. Até o século XIX, não se generalizou a ideia, fruto das classes médias, da burguesia. Reis Magos, Menino Jesus, São Nicolau ou Papai Noel, Befana, Olentzero, Caga Tiò são personagens que, nas festas natalinas, trazem presentes às crianças. Mas muitos destes personagens têm uma longa história. Contaremos duas.



Papai Noel



São Nicolau foi um bispo cristão que viveu na atual Turquia, no século IV. Ainda que tenha feito muitos milagres, o mais conhecido foi o que restituiu a vida a três meninos que haviam sido esquartejados por um carniceiro que havia colocado seus restos em uns sacos. Por isso, sua figura esteve sempre unida à dos meninos. Sua devoção sempre existiu tanto na Igreja Católica como na Ortodoxa. Logo, associou-se o santo aos presentes que as crianças recebiam no Natal.



A imagem atual é uma mistura do Sinterklaas holandês e tradições escandinavas que haviam chegado aos Estados Unidos. Sua origem remonta a uma noite de 1822, quando o pastor protestante Clément C. Moore criou o personagem Santa Claus. No dia 24 de dezembro, ao cair da tarde, sua esposa descobriu que faltavam algumas coisas para a ceia e pediu a seu marido que fosse comprá-las. Na volta, Clement se entreteve algum tempo com o guarda Jan Duychinck: um holandês gordo e efusivo, com vontade de contar as tradições natalinas de sua terra, em particular os costumes relacionados com Sinterklaas (São Claus).



Já em casa, enquanto a esposa preparava a ceia, redigiu um poema para suas três filhas, contando a visita que lhe havia feito São Nicolau. A figura que descreveu era a mesma de Duychinck: um indivíduo cordial, gordo, de olhos chispeantes, nariz vermelho e faces rosadas, que trazia consigo um cachimbo e dizia “ho, ho, ho”. Ainda que o personagem se chamasse São Nicolau, nada tinha a ver com o bispo.





M. Narbona

http://www.opusdei.org.br

20 de dez. de 2012

Entenda a ação do Espírito Santo na vida da Igreja e do cristão


Arquivo
'o Espírito Santo está em todas as atividades que fazem parte da nossa vida espiritual', destaca o professor Felipe Aquino
Creio no Espírito Santo, diz a oração do Credo. Mas você de fato crê no Espírito Santo? Quem é Ele? Como Ele age na vida da Igreja, na vida dos fiéis?

“Crer no Espírito Santo é crer que Deus revelou que o Espírito Santo é Deus, é a terceira pessoa da Santíssima Trindade, procede do Pai e do Filho e que é a alma da Igreja, a sua força, a sua inspiração, o seu guia e quem revelou isso foi Jesus”, explicou o professor Felipe Aquino, estudioso da doutrina católica.

Ele acrescentou o fato de que, tendo como guia o Espírito Santo, a Igreja é invencível e infalível ao ensinar a verdade da doutrina católica. “É uma questão de fé naquilo que Jesus revelou”.

E a Igreja ficou cheia do Espírito Santo no dia de Pentecostes, ocasião em que Ele desceu sobre a comunidade cristã de Jerusalém na forma de línguas de fogo. De acordo com professor Felipe, esse acontecimento marca o nascimento da Igreja como continuadora da missão, da ação, da presença de Cristo no mundo.

“O que faz com que Cristo esteja presente no mundo é a ação do Espírito Santo. Quando por exemplo a Igreja batiza, é Cristo que batiza através da Igreja no poder do Espírito Santo e assim todos os Sacramentos. Então o Espírito Santo torna o Cristo presente hoje na Igreja como um braço prolongado do Cristo na história dos homens”, disse.

Ação do Espírito Santo


Conforme lembrado por professor Felipe, o Espírito Santo age na vida da Igreja tornando presente o próprio Cristo. Na vida de cada fiel em particular, Ele é o santificador.

Retomando o exemplo do Batismo, professor Felipe explicou que, a partir deste sacramento, a criança recebe os chamados dons infusos: sabedoria, ciência, inteligência, conselho, fortaleza, piedade e temor de Deus. “Estes são os dons que vão desenvolver a fé na criança, que preparam para a vida de cristão”, destacou.

Mas a ação do Espírito Santo não se resume a este sacramento inicial da vida cristã. O professor lembrou que, ao atingir a adolescência, período em que o jovem começa a enfrentar o mundo e principalmente o pecado, o adolescente precisa ter a força sacramental do Espírito Santo, então recebe o sacramento da Crisma, que é a confirmação do Batismo.

“O Espírito Santo age assim, no Batismo, na Crisma. Depois, em cada Sacramento que a gente recebe Ele age, na oração Ele age, na Palavra de Deus Ele age, na doutrina da Igreja Ele age. Então o Espírito Santo está em todas as atividades que fazem parte da nossa vida espiritual, para a nossa santificação”, finalizou.

18 de dez. de 2012

Você entende o significado da oração do Credo?


Canção Nova
Padre Toninho destacou a necessidade de refletir sobre a oração, o que atende ao pedido do Papa Bento XVI neste Ano da Fé
Neste 'Ano da Fé', proclamado pelo Papa Bento XVI para o período de 11 de outubro de 2012 a 24 de novembro de 2013, o Santo Padre pede aos fiéis para que rezem a oração do Credo. Esta é a profissão de fé dos fiéis, ou seja, expressa qual é a verdadeira crença dos fiéis católicos. Nesta semana, o noticias.cancaonova.com exibe uma série de cinco reportagens que refletem o significado da oração.

Existem duas formas de se rezar o Credo. Padre Antônio Justino Filho, conhecido como padre Toninho da Comunidade Canção Nova, explicou que a primeira, denominada Credo niceno-constantinopolitano, é resultado dos primeiros concílios ecumênicos da Igreja: o Niceno, de Niceia, no ano 325, e o de Constantinopla, em 381.

O sacerdote disse que esta oração ainda é muito comum nas grandes Igrejas do Oriente e do Ocidente. Ela pode ser rezada nas Celebrações Eucarísticas dependendo da liturgia, o que acontece, normalmente, em ocasiões solenes.

Mas há uma forma mais resumida desta oração, o qual é chamado 'símbolo dos apóstolos', ou seja, o Credo que se reza normalmente na Santa Missa no momento da Profissão de Fé.

“Nós temos o 'símbolo dos apóstolos', assim chamado por ser considerado o resumo fiel da fé deles, um antigo símbolo da fé batismal da Igreja de Roma e sua grande autoridade vem do seguinte fato: ele é o símbolo guardado pela Igreja Romana, aquela na qual Pedro, o primeiro apóstolo, teve a sua fé e para onde ele trouxe a comum expressão de fé, opinião comum. Isto quem diz é Santo Ambrósio, um grande Santo da Igreja”, informou padre Toninho.

O sacerdote ressaltou que o Credo niceno constantinopolitano é o mais completo símbolo de fé. Contudo, este resumo de fé dos apóstolos aconteceu para facilitar a vida da Igreja e dos cristãos, já que a oração fruto dos dois Concílio é um Credo um pouco mais extenso.

Ano da Fé

Tendo em vista que o Credo é a profissão de fé dos fiéis, o Papa pede que todos o rezem com atenção neste 'Ano da Fé', isso porque a proposta deste Ano é, justamente, uma redescoberta da fé, de forma que os cristãos saibam entender e dar razões da fé que têm.

Quanto a isso, padre Toninho acrescentou o fato de que, muitas vezes, se reza muito rápido, mas é necessário parar e refletir sobre o que se está rezando.

“A primeira palavra que a profissão de fé nos mostra é o ‘creio’. Em que você crê? Começa daí, pois a fé é você meditar aquilo que você está rezando. Você crê em quem: no Pai, no Filho, no Espírito Santo, na Igreja, na Ressurreição da Carne? Esse crer significa a minha adesão àquilo que eu estou rezando. Então, nesse Ano da Fé, o Papa pede isso: essa maior interiorização naquilo que se reza”, destacou.

8 de dez. de 2012

8 de Dezembro Nossa Senhora da Imaculada Conceição


Nossa Senhora da Imaculada ConceiçãoMais do que memória ou festa de um dos santos de Deus, neste dia estamos solenemente comemorando a Imaculada Conceição de Nossa Senhora, a Rainha de todos os santos.

Esta verdade, reconhecida pela Igreja de Cristo, é muito antiga. Muitos padres e doutores da Igreja oriental, ao exaltarem a grandeza de Maria, Mãe de Deus, usavam expressões como: cheia de graça, lírio da inocência, mais pura que os anjos.

A Igreja ocidental, que sempre muito amou a Santíssima Virgem, tinha uma certa dificuldade para a aceitação do mistério da Imaculada Conceição. Em 1304, o Papa Bento XI reuniu na Universidade de Paris uma assembleia dos doutores mais eminentes em Teologia, para terminar as questões de escola sobre a Imaculada Conceição da Virgem. Foi o franciscano João Duns Escoto quem solucionou a dificuldade ao mostrar que era sumamente conveniente que Deus preservasse Maria do pecado original, pois a Santíssima Virgem era destinada a ser mãe do seu Filho. Isso é possível para a Onipotência de Deus, portanto, o Senhor, de fato, a preservou, antecipando-lhe os frutos da redenção de Cristo.

Rapidamente a doutrina da Imaculada Conceição de Maria, no seio de sua mãe Sant'Ana, foi introduzido no calendário romano. A própria Virgem Maria apareceu em 1830 a Santa Catarina Labouré pedindo que se cunhasse uma medalha com a oração: "Ó Mariaconcebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós".

No dia 8 de dezembro de 1854, através da bula Ineffabilis Deus do Papa Pio IX, a Igreja oficialmente reconheceu e declarou solenemente como dogma: "Maria isenta do pecado original".

A própria Virgem Maria, na sua aparição em Lourdes, em 1858, confirmou a definição dogmática e a fé do povo dizendo para Santa Bernadette e para todos nós: "Eu Sou a Imaculada Conceição".

Nossa Senhora da Imaculada Conceição, rogai por nós!

Reze esta oração a Nossa Senhora da Imaculada Conceição


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REFLITA

Ter uma vida positiva é ter consciência que o universo precisa de você; é lutar pelos SONHOS de maneira determinada; é crescer sem precisar diminuir ninguém; é ter a verdade como um principio vital; é usar o poder da ousadia construtiva; é saber agradecer e perdoar, fraterna e totalmente; é priorizar a família; é viver cada dia de uma vez, sendo alegre no presente e otimista no futuro; é respeitar o próprio corpo; é se preocupar com os mais carentes; é preservar a natureza; é não se abater nos momentos de dor; é jamais perder a esperança; é ter auto estima; é ser rico em humildade; é sempre fazer a sua parte...Pois quando você faz a sua parte tenha certeza de que Deus fará a parte dele.

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