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25 de ago. de 2012

João Paulo II


João Paulo II (1920-2005) foi Papa da Igreja Católica Apostólica Romana. Teve papel importante para o fim do comunismo na Polônia e em vários países da Europa. Teve o terceiro maior pontificado, que iniciou em 16 de outubro de 1978 e só terminou em 2 de abril de 2005 com sua morte, permanecendo 26 anos como soberano da Cidade do Vaticano. De origem polonesa foi o único papa não italiano depois do holandês Adriano VI em 1522. Sabia falar vários idiomas. Visitou 129 países durante seu pontificado. Esteve 4 vezes no Brasil onde visitou várias cidades e reuniu multidões. Exerceu influencia para melhorar as relações entre a religião católica e outras religiões.

João Paulo II (1920-2005) foi Papa da Igreja Católica Apostólica Romana. Nasceu na pequena cidade de Wadowice na Polônia. Filho de Karol Wojtyla e de Kaczorowska, foi batizado com o nome de Karol Jósef Wojtyla. Ficou órfão aos 8 anos e perdeu seus dois irmãos mais velhos. Fez sua primeira comunhão aos 9 anos de idade. Estudou na escola Marcin Wadowita e em 1938 muda-se para a Cracóvia onde estuda na Universidade de Jaguelônica e numa escola de teatro.

João Paulo II teve que trabalhar, para evitar a deportação para a Alemanha, quando as forças nazistas fecharam a Universidade após a invasão da Polônia, na Segunda Guerra Mundial. Seu pai um suboficial do Exército Polonês morreu de ataque cardíaco em 1941. A partir de 1942 sentiu vocação para o sacerdócio e estudou em seminário clandestino na Cracóvia. Terminada a Guerra, continuou seus estudos na Faculdade de Teologia da Universidade de Jaguelônica. Foi ordenado padre no dia 1 de novembro de 1946. Completou o curso universitário em Roma e doutorou-se em teologia na Universidade Católica de Lublin. Foi nomeado bispo auxiliar na Cracóvia em 1958, foi capelão universitário e professor de ética na Cracóvia e Lublin.

Em 1964, Wojtyla assume as funções de arcebispo de Cracóvia, e em 1967, chega a cardeal. Ativo participante no Conselho Vaticano Segundo, representou igualmente a Polônia em cinco Assembleias internacionais de bispos entre 1967 e 1977. Foi eleito Papa em 16 de Outubro de 1978, sucedendo a João Paulo I. Wojtyla adotou então o nome João Paulo II. A 13 de Maio de 1981, foi atingido por um tiro e gravemente ferido durante uma tentativa de assassinato quando entrava na Praça de São Pedro, no Vaticano.

João Paulo II publicou livros de poesia e, sob o pseudônimo de Andrzej Jawien, escreveu uma peça de teatro, "A Loja do Ourives" em 1960. Os seus escritos éticos e teológicos incluem "Amor Frutuoso e Responsável" e "Sinal de Contradição", ambos publicados em 1979. A sua primeira Encíclica, "Redemptor Hominis" (Redentor dos Homens) de 1979 explica a ligação entre a redenção por Cristo e a dignidade humana. Encíclicas posteriores defendem o poder da misericórdia na vida dos homens (1980); a importância do trabalho como "forma de santificação" (1981); a posição da igreja na Europa de Leste (1985); os males do Marxismo, materialismo e ateísmo (1986); o papel da Virgem Maria como fonte da unidade Cristã (1987); os efeitos destrutivos da rivalidade das superpotências (1988); a necessidade de reconciliar o capitalismo com a justiça social (1991) e uma argumentação contra o relativismo moral (1993).

A 11ª encíclica de João Paulo II, "Evalegium Vitae" (1995), reitera a sua posição contra o aborto, controle da natalidade, fertilização in vitro, engenharia genética e eutanásia. Defende também que a pena capital nunca é justificável. A sua 12ª encíclica, "Ut Unum Sint" (1995) se refere a temas que continuam a dividir as igrejas Cristãs, como os sacramentos da Eucaristia, o papel da Virgem Maria e a relação entre as Escrituras e a tradição.

Nos anos 80 e 90, João Paulo II efetuou várias viagens, incluindo visitas a África, Ásia e América; em Setembro de 1993 deslocou-se às repúblicas do Báltico na primeira visita papal a países da ex- União Soviética. João Paulo II influenciou a restauração da democracia e liberdades religiosas na Europa do Leste, especialmente na sua Polônia natal. Reagindo ferozmente à dissidência no interior da Igreja, reafirmou os ensinamentos Católicos Romanos contra a homossexualidade, aborto e métodos "artificiais" de reprodução humana e controle da natalidade, assim como a defesa do celibato dos padres.

No ano 2000, o Ano Sagrado em que a Igreja refletiu os seus 2000 anos de História, João Paulo II pediu perdão pelos pecados cometidos por católico romanos. Apesar de não ter mencionado erros específicos, diversos cardeais reconheceram que o papa se referia às injustiças e intolerância do passado relativamente aos não-católicos. Nestes males reconhece-se o período das Cruzadas, da Inquisição e a apatia da igreja. O pedido de desculpas precedeu uma deslocação de João Paulo II à Terra Santa.

João Paulo II resistiu à secularização da igreja. Ao redefinir as responsabilidades da laicização, dos padres e das ordens religiosas, rejeitou a ordenação das mulheres e opôs-se a participação política e a manutenção de cargos políticos pelos padres. Os seus movimentos ecumênicos iniciais foram dirigidos para a Igreja Ortodoxa e para o Anglicanismo, e não para o Protestantismo Europeu. Atacado pelo Mal de Parkinson morreu aos 84 anos, no Vaticano, após dois dias de agonia às 21h37 de Roma, 16h37 de Brasília, do dia 2 de abril de 2005 em seus aposentos no Palácio Apostólico.

Curiosidades sobre o Papa João Paulo II

Seguem abaixo três notícias interessantes e curiosas sobre o Papa João Paulo II


Vaticanista: João Paulo II quis chamar-se Estanislau I

O vaticanista do jornal La Stampa, Marco Tosatti, assegurou que quando foi eleito Pontífice, o Cardeal Karol Wojtyla expressou seu desejo de chamar-se Estanislau I, como o santo padroeiro da Polônia, mas optou por João Paulo II para seguir a tradição romana.

No folheto “99 domande su Wojtyla” (99 perguntas sobre Wojtyla) editado para a próxima beatificação do Servo de Deus João Paulo II, Tosatti explica que o Papa queria adotar o nome do Estanislau para render homenagem a sua pátria. Entretanto, desistiu e escolheu João Paulo II, que reunia os nomes de seus três antecessores, João XXIII, Paulo VI e João Paulo I.

O folheto recolhe dados curiosos e histórias –várias inéditas- sobre o Pontificado de João Paulo II. Por exemplo, recorda que muitos dos presentes na Praça de São Pedro em 16 de outubro de 1978 pensaram que o novo Papa era africano porque seu nome soava voi-ti-wá.

Tosatti assegura que ao momento da eleição, João Paulo II já falava onze idiomas: polonês, eslovaco, russo, italiano, francês, espanhol, português, alemão, ucraniano e inglês, além de latim. Entretanto, antes de cada viagem tratava de aprender ao menos umas poucas palavras no idioma dos países que visitaria.

O folheto acrescenta que o Papa estava acostumado a ler as biografias dos Santos que ele mesmo tinha levado aos altares e que provavelmente sua favorita era a religiosa polonesa Faustina Kowalska (1905-1938).


Fidel Castro foi o líder que melhor se preparou para receber João Paulo II

O Secretário de estado Vaticano, Cardeal Tarcisio Bertone, revelou em um novo livro que para o Servo de Deus João Paulo II, o ex-mandatário cubano Fidel Castro foi o líder que se preparou mais profundamente para recebê-lo em suas viagens pelo mundo.

A autoridade vaticana fez esta afirmação em “Un cuore grande, Omaggio a Giovanni Paolo II” (Um grande coração. Homenagem a João Paulo II), livro editado pela Livraria Vaticano, que sairá à venda proximamente, e do qual o jornal L’Osservatore Romano publicou extratos este fim de semana.

João Paulo II visitou Cuba entre o 21 e em 25 de janeiro de 1998. Segundo o Cardeal Bertone, o futuro beato deu muito valor à sua excursão pelo entusiasmo do povo que conheceu uma espécie de pausa de liberação graças à visita”.

“Fidel Castro mostrou afeto pelo Papa, que já estava doente, e João Paulo II me confiou que possivelmente nenhum chefe de Estado se preparou tão profundamente para uma visita de um Pontífice”, recorda o Cardeal Bertone.

Segundo o Cardeal, Castro tinha lido as encíclicas, os principais discursos e inclusive algumas poesias do Papa João Paulo II.


Ali Agca nunca pediu perdão a João Paulo II, revela ex-porta-voz vaticano

Joaquín Navarro Valls, quem por 22 anos dirigiu o Escritório de Imprensa da Santa Sé, revelou que o turco Mehmet Ali Agca jamais pediu perdão ao Papa João Paulo II por tentar assassiná-lo a tiros no dia 13 de maio de 1981.

Nenhuma palavra de perdão. Ele (Agca) estava obcecado com o que tinha lido nos jornais. Só lhe perguntou pelo terceiro segredo da Virgem de Fátima, afirmou Navarro Valls em uma entrevista concedida no domingo 24 de abril ao programa La Arena da televisão italiana Rai Uno.

O ex-porta-voz vaticano recordou o encontro entre o Papa e Agca, ocorrido dois anos depois do atentado na prisão italiana de Rebbibia. Segundo Navarro Valls, João Paulo II ficou muito surpreso pela atitude do turco.

João Paulo II foi gravemente ferido pelos tiros de Agca e não duvidou em fazer público seu perdão em várias ocasiões, a primeira vez depois de apenas quatro dias do atentado.

Segundo Navarro Valls, João Paulo II ficou muito surpreso porque durante a visita a Agca o único que ele disse foi: “você tem que me dizer qual é o segredo da Virgem de Fátima”.

Agca tampouco deu uma explicação ao Papa sobre as razões do atentado.

No ano 2000, Agca admitiu ante a imprensa que na visita de Rebbibia perguntou a João Paulo II “diretamente” pelo segredo da Fátima, mas o Papa não lhe respondeu.

“O Papa naquela ocasião- manteve um silêncio absoluto, o que me causou uma profunda desilusão, junto à grande alegria de me haver encontrado com ele”, disse.

Uma mão disparou (a de Agca) e outra (a da Virgem) desviou a bala, a Providência Divina me salvou milagrosamente da morte, prolongou-me a vida e em certo sentido me foi dada de novo, disse João Paulo II ao recuperar a saúde.

16 de ago. de 2012

Origem do Hábito eclesiástico


Determinação do que seja “hábito eclesiástico”, que antes correspondia aos “costumes legítimos” e às “prescrições do ordinário do lugar”, passam agora às conferências Episcopais. Não se pode dizer, porém, que se imponha a estas uma obrigação estrita de dar normas nesse campo. De acordo com os pronunciamentos do Papa João Paulo II, a forma de vestir dos sacerdotes deveria ser, de algum modo, sinal da dedicação pessoal e elemento qualificante da condição de detentores de um ministério público. A questão é tão gritante que em vários “visita ad limina” dos Bispos do Brasil e doutras partes do mundo o Papa tem tratado da questão. No Brasil a CNBB legislou que o traje eclesiástico digno e simples é o clergyman ou a batina, quanto aos clérigos religiosos eles têm duas opções: usar o hábito de sua comunidade religiosa ou o clergyman, em algumas comunidades religiosas não se permite trocar o hábito religioso pelo clergyman, por questões de identidade, dizem os superiores, mas o fato é que o clérigo não pode vestir-se como um comum dos mortais, eles têm um ministério público assumido publicamente diante do povo, em várias circunstâncias, a saber: no dia das ordenações (Diaconal, Presbiteral e Episcopal) e no dia que assumiram ofícios específicos na Igreja Particular (Párocos, Administrador, Vigários Paroquiais, Forâneos, Episcopais, etc, etc).

No entanto, nos primeiros séculos o hábito dos clérigos não se diferenciava da veste comum do povo, nem pelo tipo de tecido, nem pela confecção. A partir do século V, os romanos começaram a usar algumas vestes muito curtas, como era costume entre os bárbaros. Por isso, a Igreja teve que ditar algumas normas para ajudar os clérigos e religiosos a se vestirem dignamente. Porém a dignidade não significava luxo ou ostentação, a dignidade aqui se referia a exposição do corpo, pois, os cristãos, desde o início, se mostraram mui atenciosos a essa questão. Com a Doutrina de “templo do Espírito Santo” desenvolvida por São Paulo em Efeso, criou-se a mentalidade de super protejar, guardar, cobrir como “coisa” sagrada o corpo. Também nesse tocante os cristãos começaram a se diferenciar dos Romanos Pagãos.

Desde os primórdios os monges, inicialmente, quase todos os ascetas eremitas optaram por uma veste de tecido rústico e de cor homogênea, que posteriormente foi chamado de hábito religioso ou clerical. Nos mais remotos escritos de regras religiosas encontramos a preferência pela cor preta, visto que era explicitamente contrária às luxuosas vestes coloridas da “nobreza pagã”, mas o tecido preto, para a época, já seria uma sofisticação, pois careceria de tintura, por isso muitos monges optam pelo hábito feito de tecido rústico sem pintura alguma, assim o monge se diferenciava publicamente de sua opção cristã radical, e, desde então começou

-se a exigir do monge, sacerdote ou religioso (vocábulo já medieval) que se distinguisse, também, pela sua veste.
Com a expansão do cristianismo vindo do oriente para a Europa e a gradual conquista dos povos bárbaros, as coisas aos poucos, foram tomando novos rumos, as novas ordens ou congregações religiosas começaram a “dar cor” as suas vestes, porém sempre cores homogêneas, nunca vestes coloridas, para se contrapor à seda de além de maleável sempre combina muitas cores no seu design.

Há um antigo provérbio medieval que diz: “O hábito não faz o monge, apenas o distingue de longe”, e todo religioso ou clérigo é vivamente convidado a honrar o seu hábito por uma vida santa e simples. Hoje, estamos seguros disso, retornamos ao tempo dos Romanos Pagãos, e, grande parte dos religiosos e clérigos embarcam na onda; encontra-se religioso ou clérigo com roupas de última moda, coloridas, com mil e um adereços propostos pela mídia, e, não esqueçamos da gritante exposição do corpo que cada vez mais torna-se normal.

O hábito eclesiástico sempre exerce uma função insubstituível no processo de evangelização, pois, em qualquer estratificação social, de qualquer nação, em qualquer tempo da história ele sempre questiona positivamente a opção que alguém faz por portar durante toda a vida este ou aquele hábito, que, repito, deve ser honrado pela santidade de vida de quem o usa.

A abolição do hábito religioso ou clerical é uma doutrina genuinamente protestante, pois, Lutero ensina que a verdadeira Igreja era invisível, esse disparate foi condenado pelo Concílio de Trento e reafirmado pelo Concílio do Vaticano II, quando diz que a verdadeira Igreja de Cristo é visível, pelos seus sacramentos, pelos seus fiéis, pelos seus santos, pela sua arte, etc, etc. Essa Doutrina da visibilidade da Verdadeira Igreja se apóia na Doutrina da Encarnação de N. Senhor Jesus Cristo, que torna visível aos nossos olhos a divindade, até então, invisível aos nossos olhos. Por isso que o hábito religioso ou clerical faz parte integrante da natureza da Igreja, tornar a fé visível, e, nesse mundo do áudio visual que nós vivemos, agora, mais do que nunca precisamos de símbolos que nos distingam no grande e diversificado universo do Povo de Deus. O exemplo mais evidente para nós é o Papa que em qualquer parte, diante de qualquer “platéia” sempre está com sua inconfundível veste talar branca, que depois do Papa São Pio V, tornou-se uma nota característica da pessoa e ministério petrino.

Ailton Araújo

http://www.infosbc.org.br

9 de ago. de 2012

Padre explica significados e importância da Santa Missa


 'Não fazer da Eucaristia apenas mais uma oração, mais um compromisso, mas que seja realmente uma celebração do mistério da fé', destacou padre Narci

Muitos católicos têm o hábito de ir à Missa todos os domingos. A afirmação parece comum para os fiéis desta religião, mas, para os mais atentos, traz um pequeno problema: o fato de se tornar simplesmente um hábito. Encarada desta forma, a participação na Santa Missa às vezes acaba sendo um gesto mecânico, o que impede de enxergar as riquezas de cada uma das partes dessa celebração.

A Santa Missa é estruturada basicamente em quatro momentos: Ritos Iniciais, Liturgia da Palavra, Liturgia Eucarística e Benção e Ritos finais. No primeiro momento, os fiéis são acolhidos, recebem os celebrantes, pedem perdão a Deus por seus pecados, preparando-se assim para receber a Eucaristia, e glorificam o Senhor.

Antes de entrar na próxima etapa, a Liturgia da Palavra, a comunidade apresenta a Deus os seus pedidos, a síntese das motivações e sentimentos da Assembleia, a chamada Oração do Dia. “Terminada a oração do dia, a assembleia é convidada a se sentar para acolher a Palavra, agora estamos prontos: perdoados, glorificamos a Deus, fizemos nossos pedidos e agora entramos para a Liturgia da Palavra, vamos ouvir o que Deus tem a nos dizer”, explica o assessor da Comissão para Liturgia da arquidiocese de Aparecida, padre Narci Jacinto Braga.

O padre explicou que a Liturgia da Palavra visa lançar e preparar o povo para a Oração Eucarística. Ele continuou dizendo que a primeira leitura é sempre retirada do Antigo Testamento e desde então Deus começa a transmitir sua mensagem até chegar o momento em que o próprio Cristo fala: o Evangelho.

“Há um vínculo muito estreito entre a Liturgia da Palavra e a Liturgia Eucarística. As duas mesas formam uma unidade, não podemos esquecer também este segredo muito bonito. Alimentamo-nos da Palavra, alimentamo-nos também da mesa eucarística”.

E na Eucaristia está o verdadeiro mistério da fé cristã, alimento para a alma dos fiéis católicos. “Depois, no final da Missa, nós levamos esta mensagem de Deus já enriquecida pela Eucaristia”.

Espírito de participação

Embora seja uma celebração tão importante para os católicos, nem todos reconhecem e vivenciam as riquezas da Santa Missa em sua plenitude. Para padre Narci, essa é uma questão de formação da comunidade. “É um grande desafio nosso, como Igreja, trabalhar a formação do nosso povo. Muitos ainda olham a Missa como uma oração a mais e esquecem que ela é o mistério de nossa fé”.

O sacerdote lembrou ainda o beato João Paulo II, que dizia que quando se celebra a Missa, em vez de apenas assisti-la, antecipa-se o céu na Terra. Assim sendo, o padre defende que é preciso realizar uma formação litúrgica sobre a Santa Missa, ou seja, explicar a Missa “parte por parte”.

“O que falta hoje para nossa Igreja é essa formação. Não é que nós não damos formação, é o nosso povo que não tem disponibilidade de participar dessa formação, aí acontece uma participação meramente formativa, não tem aquele sentido de ir à Missa para louvar, para agradecer, para pedir perdão, como um compromisso, ‘é nosso dever e nossa salvação’, como diz a Oração Eucarística. A Missa é a oração por excelência. Por isso, faltando à Missa nós estamos cometendo uma falha, pecando, porque é o maior momento de render graças a Deus”.

Ano da Fé

Essa necessidade de formação e reflexão é propícia tendo em vista o Ano da Fé, proclamado pelo Papa Bento XVI, cuja proposta é justamente fazer com que os cristãos possam redescobrir o sentido da fé católica. Para padre Narci, o primeiro passo para que isto seja alcançado é tomar consciência da importância da Eucaristia.

“Não fazer da Eucaristia apenas mais uma oração, mais um compromisso, mas que seja realmente uma celebração do mistério da fé. Procurar ler um pouco mais, estudar, buscar orientações na paróquia, junto ao pároco, à equipe de celebração e de liturgia”

O padre acrescentou que, acima de tudo, é imprescindível que haja gosto pela celebração, lembrando os fiéis de que a Missa não é só para ser assistida, mas para ser celebrada. “Todos nós celebramos: cantando, rezando, pedindo perdão, louvando a Deus. Por isso que é importante que tenha um cuidado e um carinho especial da equipe celebrativa para que levem o povo a uma celebração”, finalizou. 

Vídeo Santa Missa

 

6 de ago. de 2012

Sentido do Sacerdócio


Dom Pedro Brito Guimarães, presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados e Vida Consagrada da CNBB

"Ser padre, somente padre e totalmente padre". A frase dita a Dom Pedro Brito Guimarães, presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados e Vida Consagrada da CNBB, por seu pároco, quando ele pensava em ir ao seminário, continua servindo de alicerce para sua vocação. E é a experiência que ele, hoje como Arcebispo de Palmas (TO) continua passando para todos os que desejam ser padres ou aqueles que já o são.

Nesta semana, que a Igreja celebra a vocação dos Ministros Ordenados - bispos, padres e diáconos -, Dom Pedro afirma que só quem busca viver a dimensão dessa frase conseguirá vencer no seu ministério sacerdotal, pois a vida sacerdotal é muito bela, mas é exigente.

"Não dá para ser padre só nos momentos de alegria, mas é preciso sê-lo também nas noites difíceis, nos momentos de tribulação", destaca o arcebispo.

Acompanhar e fortalecer os que exercem o ministério é uma preocupação da Comissão para os Ministérios Ordenados, que tem desenvolvido um trabalho de formação permanente, aconselhamento e orientações para que os padres não se sintam desamparados diante das dificuldades encontradas.

"A vida é uma luta e quem vai vencer é aquele que tiver mais preparado", diz Dom Pedro.

O acompanhamento também é feito com aqueles que estão no seminário, entrando no processo de formação, para que não tenham uma visão superficial da vocação sacerdotal, mas consigam internalizá-la, se preparar bem para exercê-la.

Dom Pedro destaca ainda que a comunidade católica precisa "adotar" o padre que está em sua paróquia. "Os católicos não só cobrem e exijam a disponibilidade do sacerdote, mas tentem entender que nós somos humanos, temos coração, alma, somos frágeis, podemos adoecer... e a comunidade tem que nos adotar, na oração, rezando por nós".

Pastoreio

Segundo Dom Pedro, o "coração do ministério ordenado" está em cuidar e zelar por todas as pessoas que lhe são confiadas ao pastoreio.

Ele recorda que a missão do pastor está muito definida na Bíblia, tanto no Salmo 22, quanto no livro de Jeremias 23, que exorta os pastores que não cuidam das ovelhas, mas apenas de si mesmos, e também no Evangelho de João, capítulo 10, que fala sobre Jesus, o Bom Pastor, que dá a vida por suas ovelhas.

"A missão do pastor é cuidar do rebanho e para isso ele tem que conhecer o rebanho, se preocupar com ele, estar atento, vigilante. [...] O pastor na Igreja tem que reproduzir em sua vida as características do pastoreio de Cristo, dar a vida por suas ovelhas, amá-las, acima de tudo, e doar sua vida por elas", destaca o arcebispo.

Embora os ministros ordenados cuidem mais das pessoas, no âmbito espiritual, eles acabam cuidando delas por inteiro, o que engloba também as necessidades materiais. "Não é possível falar de Deus para uma pessoa morrendo de fome. Por isso a Igreja também trabalha com as pastorais sociais, para zelar pela pessoa como um todo", explica Dom Pedro.

O chamado

"Toda vocação representa uma resposta ao chamado de Deus. O Senhor chama todas as vocações por que ele ama a cada pessoa e a chama para uma missão específica, para um serviço", afirma o bispo.

Dom Pedro explica que o vocacionado, em geral, tem duas grandes missões: primeiramente estar com o Senhor, ouvir Suas palavras, e consequentemente, partir em missão, cuidar dos outros e ajudá-los a fazer a mesma experiência.

Na Igreja, quem faz bem esse papel são os ministros ordenados, disse o bispo. "Eles têm esse papel de ajudar na oração, no aconselhamento, na catequese, na maturação da vocação da pessoa, ministrar os sacramentos e evangelizar. Fundamentalmente é essa a missão do ministro ordenado. Alguém que represente Cristo e o ajude na divulgação do seu Evangelho".

Kelen Galvan
Da Canção Nova

5 de ago. de 2012

Dia do Padre: a Igreja comemora São João Maria Vianney


Cidade do Vaticano (RV) - Conhecido e amado como o Cura D’Ars, é o padroeiro de todos os párocos.

Nasceu em Dardilly, França, em 1786 e, ao entrar no seminário, principalmente na época dos estudos de filosofia e de teologia, começou a sentir as dificuldades no aprendizado. Isso causou apreensão nos formadores já que ele se destacava pela piedade.

O Vigário Geral quando soube das dúvidas ocasionadas pelas dificuldades de aprendizado, não teve dúvida e disse: “Um modêlo de piedade? Então eu o promovo e a graça de Deus fará o resto.”

Em 1815 foi ordenado sacerdote, mas impedido de ouvir confissões. Julgavam-no incapaz de orientar as pessoas.

Mais tarde, foi destinado a Ars como vigário e , em seguida, Cura. O local era muito pobre, onde 230 pessoas moravam em casas com teto de palha. Aí, nesse ambiente, Vianney despontou como o grande confessor, orientador de pessoas e pastor.

Sua presença transformou o lugar em ambiente devoto. O pároco continuou pobre, com sua simplicidade e sincera bondade e generosidade.

Sua fama atraiu peregrinos de várias continentes que iam a Ars para ouvir suas homilias, confessar-se e receber orientações.

Morreu com 73 anos de idade e foi canonizado em 1925 por Pio XI.

Cem anos atrás nascia Abbé Pierre, fundador da Comunidade de Emaús


Paris (RV) – Henri Grouès, mais conhecido como Abbé Pierre, fundador do movimento internacional de solidariedade para a justiça “Emaús”, nasceu em 5 de agosto de 1912 em Lion, na França.

Morto em 2007, dedicou sua vida às causas mais nobres, como a luta contra a fome e contra a pobreza e o compromisso em favor da democracia. A França recorda este centenário com diversas atividades: em Estevile, próximo a Rouen onde está sepultado Abbé Pierre, será inaugurado neste domingo um novo Centro Emaús, enquanto em sua cidade natal, no dia 30 de junho, uma praça no popular bairro de Duchère recebeu seu nome.

Em Paris, uma série de moedas de dois euros foi cunhada em homenagem a Abbé Pierre. De um lado traz um retrato de Abbé e do outro a logomarca da Comunidade de Emaús e seu lema “…e os outros?”.

“A vida de Abbé Pierre – lê-se no site do Emmaus International – foi aquela de um homem livre, fiel às suas convicções traduzidas em atitudes e em verdade ao longo de uma vida de amor ao próximo”. Na França e no mundo inteiro – lê-se ainda – Abbé Pierre continua a inspirar aqueles que lutam por sua dignidade e pelo acesso a todos os direitos fundamentais.

Presente em 37 países, hoje a Comunidade de Emaús conta com 327 centros que recebem pessoas marginalizadas na luta pelos seus direitos. O objetivo é aquele de demonstrar que existem alternativas às injustiças.

3 de ago. de 2012

Pai Nosso: a oração dos filhos

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Jesus Cristo nos ensina a nos dirigirmos a Deus como Pai

Com o Pai Nosso, Jesus Cristo nos ensina a nos dirigirmos a Deus como Pai: "Orar ao Pai é entrar em Seu mistério, tal como Ele é, e tal como o Filho no-lo revelou: “A expressão Deus Pai nunca fora revelada a ninguém. Quando o próprio Moisés perguntou a Deus quem Ele era, ouviu outro nome. A nós este nome foi revelado no Filho, pois este nome novo implica o novo do Pai” (Tertuliano, De oratione, 3)» (Catecismo, 2779).

Ao ensinar o Pai Nosso, Jesus revela também a Seus discípulos que eles foram feitos partícipes de Sua condição de Filho. Mediante a revelação desta oração, os discípulos descobrem uma especial participação deles na filiação divina, da qual São João dirá no prólogo de seu Evangelho: “A quantos acolheram-No (isto é, a quantos acolheram ao Verbo feito carne), Jesus deu o poder de chegar a ser filhos de Deus” (Jo 1,12). Por isso, com razão, rezam segundo seu ensino: Pai Nosso".

Jesus Cristo sempre distingue entre "meu Pai" e "vosso Pai" (cf. Jo 20,17). De fato, quando Ele reza, nunca diz Pai Nosso. Isto mostra que Sua relação com Deus é totalmente singular. Com a oração do Pai-Nosso, Jesus quer fazer conscientes Seus discípulos de sua condição de filhos de Deus, indicando, ao mesmo tempo, a diferença que há entre Sua filiação natural e nossa filiação divina adotiva, recebida como dom gratuito de Deus. 



A oração do cristão é a oração de um filho de Deus  que se dirige a seu Pai com confiança filial, a qual "se expressa nas liturgias de Oriente e de Ocidente com a bela palavra, tipicamente cristã: 'parrhesia', simplicidade sem rodeios, confiança filial, segurança alegre, audácia humilde, certeza de ser amado (cfr. Ef 3, 12; Hb 3, 6; 4, 16; 10, 19; 1 Jo 2, 28; 3, 21; 5, 14)" (Catecismo, 2778). O vocábulo “parrhesia” indica, originalmente, o privilégio da liberdade de palavra do cidadão grego nas assembleias populares, e foi adotado pelos padres da Igreja para expressar o comportamento filial do cristão ante seu Deus. Ao chamar Deus como 'Pai Nosso', reconhecemos que a filiação divina nos une a Cristo, "primogênito entre muitos irmãos" (Rm 8, 29), por meio de uma verdadeira fraternidade sobrenatural. A Igreja é esta nova comunhão divina e dos homens (cf. Catecismo, 2790).
Por isso, a santidade cristã, ainda sendo pessoal e individual, nunca é individualista ou egocêntrica: "Se rezamos verdadeiramente ao nosso Pai, saímos do individualismo, pois o amor que acolhemos nos liberta. O adjetivo 'nosso', no começo da oração do Senhor, bem como o 'nós' dos quatro últimos pedidos, não exclui ninguém. Para que se diga em verdade (cfr. Mt 5, 23-24; 6, 14-16), devemos superar nossas divisões e oposições" (Catecismo, 2792).

A fraternidade, que estabelece a filiação divina, estende-se também a todos os homens, porque, em verdadeiro modo, todos são filhos de Deus —criaturas suas— e estão chamados à santidade: "Na terra, há apenas uma raça: a dos filhos de Deus". Por isso, o cristão tem de se sentir solidário na tarefa de conduzir toda a humanidade para Deus.

A filiação divina nos impulsiona ao apostolado, uma manifestação necessária de filiação e fraternidade: "Pense nos demais —antes que nada, nos que estão a Seu lado— como nos que são filhos de Deus, com toda a dignidade desse título maravilhoso".

Temos de nos portar como filhos de Deus com os filhos d'Ele: o nosso tem de ser um amor sacrificado, diário, feito de mil detalhes de entendimento, de sacrifício silencioso, de entrega que não se nota.
Manuel Belda
http://www.opusdei.org.br

1 de ago. de 2012

Maria, humana como nós

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Ela foi a pessoa que melhor realizou a vontade de Deus

O gênero humano possui duas naturezas: a corporal e a espiritual. (CIC, 2337). Uma bonita característica desta realidade é que tudo aquilo que somos neste mundo têm como finalidade última revelar a nossa identidade eterna, como disse o Papa João Paulo II em uma de suas catequeses: “O corpo, de fato, e só ele, é capaz de tornar visível o que é invisível. Foi criado para transferir para a realidade visível do mundo o mistério oculto desde a eternidade em Deus, e assim ser sinal d’Ele (Teologia do Corpo, nº 19, de 20/02/1980).

Até a essência humana do "Homem-Deus" teve esse propósito: “a pessoa humana do Cristo pertence 'in proprio' à pessoa divina do Filho de Deus, Sua vontade e inteligência têm como primazia a revelação do ser espiritual da Trindade (CIC, 470).

Podemos identificar uma mostra disso ao checar a vida dos santos, aqueles que já alcançaram a glória junto ao Altissímo, mas que, desde sua vida terrena, enquanto peregrinos neste mundo, demonstravam habilidades, carismas e dons que faziam parte da identidade eterna a respeito deles.

Perceba que aqueles que foram elevados aos altares, os mais conhecidos, são tidos como padroeiros e intercessores de causas específicas conforme suas experiências vividas em sua passagem aqui na terra. Dom Bosco, hoje no céu, continua intercedendo pelos jovens; São Lucas, médico (cf.Cl 4,14), é padroeiro destes profissionais da medicina; Santa Cecília, musicista, é auxiliar espiritual dos músicos, e assim por diante.

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Neste contexto, destacamos Maria Santíssima. Ela foi a pessoa humana que realizou, da maneira mais perfeita, a obediência da fé (CIC, 148), por isso está acima de todos os santos. Ela teve, em sua humanidade, a dádiva de ser mãe como maior incumbência e a mantém na eternidade. Tudo nela diz respeito à maternidade.

Aquilo que conhecemos a seu respeito, proclamado pela Igreja em seus títulos, já tinham um traço, uma característica que ela desenvolveu em sua vida neste mundo. A personalidade, a alegria, o silêncio, o serviço, a feminilidade, a prontidão, o ser educadora, a intimidade, o modo particular de ser mãe, correspondem ao cuidado que Cristo desfrutou e que, ainda nos tempos de hoje, nós também podemos obter de Maria. Nisso tudo, ela antecipava o ser “Auxiliadora”, “Rainha de Paz”, distribuidora de “Graças”, “Medianeira”, mulher “das Dores" etc.

Nela, o “dom da maternidade” atinge seu significado mais profundo e perfeito desde sempre e para sempre.

Maria, a mãe de Jesus, é e sempre será a mãe de toda a Igreja. Sem nenhuma exceção, aqueles que são gerados no Cristo herdam a filiação do Pai das Misericórdias e também dessa Mãe Dulcíssima, que nos acolhe e nos ama, pois, somos membros do Corpo Místico de Jesus, no qual Sua dimensão física foi gerada por Maria.

Ela é o modelo de mãe que concebe o corpo e também cuida para que o filho alcance a plenitude da vida espiritual e da vontade de Deus a seu respeito.

Ao vislumbrar o rosto humano da Virgem de Nazaré, seremos impulsionados a aumentar nosso amor, nossa devoção e entrega a Nossa Senhora, como também será uma provocação, partindo dos exemplos de Maria, a encontrar a iniciativa do Senhor no sentido de nossa própria existência, conhecer o que Deus pensou a nosso respeito para esta vida e para a eternidade.

Maria, mãe da ternura, rogai por nós!
Foto Sandro Ap. Arquejada
blog.cancaonova.com/sandro
Membro da Comunidade Canção Nova, formado em Administração, colunista do Portal Canção Nova, autor do livro: "Maria humana como nós".

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REFLITA

Ter uma vida positiva é ter consciência que o universo precisa de você; é lutar pelos SONHOS de maneira determinada; é crescer sem precisar diminuir ninguém; é ter a verdade como um principio vital; é usar o poder da ousadia construtiva; é saber agradecer e perdoar, fraterna e totalmente; é priorizar a família; é viver cada dia de uma vez, sendo alegre no presente e otimista no futuro; é respeitar o próprio corpo; é se preocupar com os mais carentes; é preservar a natureza; é não se abater nos momentos de dor; é jamais perder a esperança; é ter auto estima; é ser rico em humildade; é sempre fazer a sua parte...Pois quando você faz a sua parte tenha certeza de que Deus fará a parte dele.

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