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25 de jan. de 2013

Por que São Paulo se converteu? Ouça Pe. José Bizon



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Cidade do Vaticano (RV) - No dia 25 de janeiro, celebra-se a conversão de São Paulo. Nascido em Tarso, na Cilícia, por volta do ano 10, era um autêntico defensor do Judaísmo, e de perseguidor, tornou-se o maior anunciador do Cristianismo. Como se deu esta conversão? 

Quem responde é o Padre José Bizon, mestre em Ecumenismo pela Pontifícia Universidade Santo Tomás, de Roma; ex-assessor da Comissão Episcopal para o Ecumenismo, atualmente cônego da Arquidiocese e diretor da Casa da Reconciliação, em São Paulo.

Ele foi tocado pela ação do Espírito Santo, ele conheceu através dos escritos, do testemunho de outras pessoas que falavam do Jesus de Nazaré. Ele que era fiel à lei, achava que deveria dar esta continuidade, mas através do testemunho também de outros apóstolos das primeiras comunidades, dos primeiros cristãos, ele também se sente tocado pelo próprio Jesus de Nazaré e de perseguidor passa a ser o anunciador e depois será também perseguido. Portanto, ele foi capaz de ouvir a mensagem; ele estava aberto ao testemunho de outras pessoas e deixou-se tocar também pela ação do Espírito Santo. A partir daí ele passou a ser o grande anunciador do Reino de Deus; passou a ser o grande anunciador de Jesus Cristo e da Boa Nova a todos os povos. Celebrar a festa do Apóstolo Paulo no encerramento da Semana de Oração pela Unidade dos cristãos no hemisfério Norte e ter também a Palavra de Deus no centro, que é fonte e alimento da espiritualidade ecumênica, a exemplo do próprio Apóstolo Paulo”.

Sua conversão ocorreu de modo inesperado a caminho de Damasco, quando liderava uma perseguição contra os cristãos daquela cidade. Jesus Ressuscitado apareceu-lhe e o derrubou do cavalo, transformando-o de cruel perseguidor dos cristãos em ardoroso apóstolo dos gentios. Qual o significado desta simbologia?

Eu gosto desta metáfora, desta figura que o Apostolo Paulo caiu do cavalo. No Brasil, temos um modo de dizer, popular, que é ‘cair do cavalo’ quando temos uma idéia, ou quer fazer alguma coisa que é do nosso modo, sem pensar nos outros, e de repente, a gente caiu do cavalo. Assim foi o Apostolo Paulo. Creio que a sua queda é muito figurativa: ele caiu por terra e renasceu de novo. Caiu mas se levantou numa nova perspectiva, então, portanto, ele foi derrubado de toda a perseguição, o ideal um tanto quando ‘fanático’ que ele tinha em questão da lei e se deixa tocar pelo próprio Jesus. Portanto, ele caiu por terra como o ressuscitado e levanta para uma vida nova, para uma conversão, e começa a levar a mensagem a todos os povos. Quem de nós nunca caiu do cavalo diante de um projeto pessoal, pensando apenas em nós mesmos? Assim como nós caímos do cavalo algumas vezes, o Apóstolo Paulo caiu e acordou para o novo projeto, que era uma coisa mais ampla do que aquele seu pensamento radical e – digamos – fundamentalista. Aquela perseguição só causaria destruição. Ao se levantar, encontra Ananias e vai se abrir para uma nova realidade”. 

21 de jan. de 2013

O que é o Pálio usado pelo Papa e arcebispos?


Arquivo
Modelo do Pálio utilizado por Bento XVI, e abaixo, o Santo Padre fazendo a imposição do Pálio aos novos arcebispos
O pálio que o Papa Bento XVI usará a partir do próximo domingo, solenidade de São Pedro e São Paulo, será diferente do atual: terá uma forma circular fechada, com os dois extremos pendendo em meio ao peito e nas costas. As cruzes que o adornam continuarão sendo vermelhas mas a forma será maior e mais larga.

Segundo explicou Monsenhor Guido Marini, mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias, ao jornal "L’Osservatore Romano", com estas mudanças se recupera um pouco da forma anterior ao pontificado de João Paulo II, ainda que mais largo e com as cruzes vermelhas (anteriormente eram de cor negra).

O pálio pontifício, vestimenta litúrgica que é utilizada desde a antiguidade, é um pano de lã branca que utilizam somente o Papa e os arcebispos metropolitanos (o do Papa é diferente ao dos arcebispos), adornado com seis cruzes e três cravos, símbolo da Paixão.

É confeccionado com a lã de dois cordeirinhos que o Papa abençoa no dia de Santa Inês (21 de janeiro), tecido posteriormente pelas monjas beneditinas de Santa Cecília. Os novos pálios são colocados em uma urna diante do Túmulo de São Pedro, e em 29 de junho o Papa os entrega somente aos novos arcebispos nomeados durante o ano.

A forma do pálio papal mudou com o passar do tempo: desde a forma de faixa antiga à de fita, a partir do século VI, até a forma atual que se originou no século X, e com seis cruzes negras incorporadas no século XV. O Papa Bento XVI utilizava até agora um pálio parecido aos que se usavam antes do século X, cruzado sobre o homem e com cinco cruzes vermelhas, símbolo das chagas de Cristo.

Como explica Monsenhor Marini, o pálio cruzado sobre o ombro que Bento XVI utilizou até agora "trazia vários problemas e inconvenientes", pelo que se decidiu voltar à forma circular.

Mas esta não é a única mudança realizada na vestimenta litúrgica papal, já que há alguns meses, explicou Monsenhor Marini , o Papa decidiu utilizar um báculo dourado e com forma de cruz grega, que havia utilizado Pio IX, no lugar do prateado com a figura do Crucificado que Paulo VI introduziu.

"Esta escolha não significa simplesmente uma volta ao antigo, explicou Monsenhor Marini, mas mostra um desenvolvimento na continuidade, um enraizamento na tradição que permite seguir adiante ordenadamente na mudança da história. Este báculo pastoral, chamado 'férula', responde mais fielmente à forma do báculo papal típico da tradição romana, que sempre havia sido em forma de cruz e sem crucificado”.

19 de jan. de 2013

O que é O Tempo comum?

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“Tempo comum”, “Tempo ordinário” ou “Tempo durante o ano” são três designações para o período de cerca de dois terços de todo o ano litúrgico (33 ou 34 semanas) e que tem como característica própria celebrar o mistério de Cristo na sua globalidade, em vez de se centrar numa dimensão desse mesmo mistério de Cristo.

As Normas apresentam este tempo litúrgico do seguinte modo (NGALC, n. 43-44):

Além dos tempos referidos, que têm características próprias, há ainda trinta e três ou trinta e quatro semanas no ciclo do ano, que são destinadas não a celebrar um aspecto particular do mistério de Cristo, mas o próprio mistério de Cristo na sua globalidade, especialmente nos domingos. Este período é denominado Tempo Comum.

O Tempo Comum começa na segunda-feira a seguir ao domingo que ocorre depois do dia 6 de Janeiro e prolonga-se até à terça-feira antes da Quaresma inclusive; retoma-se na segunda-feira a seguir ao Domingo do Pentecostes e termina antes das Vésperas I do Domingo I do Advento. Para os domingos e os dias feriais deste tempo há uma série de formulários próprios, que se encontram no Missal e na Liturgia das Horas.

A grande dificuldade em perceber o que é específico do tempo comum está na oposição que estabelecemos com os restantes “tempos” do ano litúrgico. Como chamamos “tempos fortes” ao ciclo do Natal (Advento e Tempo do Natal) e da Páscoa (Quaresma, Tríduo Pascal e Tempo Pascal), tendemos a considerar o Tempo comum como um “tempo fraco”, por oposição aos outros ciclos. O ciclo do Natal e da Páscoa concentram-se numa dimensão do mistério de Cristo, o que lhes dá uma fisionomia própria e facilmente identificável. Mas isso não significa que o Tempo comum não tenha também identidade própria ou se defina apenas pela negativa: o período que não pertence aos dois ciclos celebrativos ditos “fortes”. Num certo sentido, também o Tempo comum é um “tempo forte”, destinado a aprofundar a presença de Cristo na existência cristã. Sem este Tempo comum, as nossas celebrações do ano litúrgico perderiam unidade, pois limitar-se-iam a considerar momentos episódicos da vida de Cristo e do seu mistério, sem contudo os integrar no conjunto da sua existência e, por isso, sem impregnar toda a nossa existência cristã. Além disso, importa ter presente que a semana “comum” ou “ordinária” nasceu, na Igreja, antes de qualquer um dos “tempos fortes”.

O novo Calendário enumera estes domingos de I a XXXIV, designando-os “per annum”. Já quanto aos dias feriais, não têm formulários próprios: usam-se os do Domingo correspondente. Contudo, o Leccionário apresenta leituras específicas para todos os dias feriais.

O que caracteriza este longo tempo litúrgico é a celebração do mistério de Cristo “na sua globalidade, especialmente nos Domingos” (Normas Gerais do Ano Litúrgico e do Calendário, n. 43). Esta globalidade significa que a manifestação do Senhor não se celebra exclusivamente no ciclo natalício, mas continua no Tempo comum; significa que a Páscoa não se celebra apenas no ciclo próprio, mas que ilumina toda a existência cristã ao longo do ano; significa que toda a vida de Cristo, com a salvação que traz e torna presente, acompanha a vivência cristã de todo o ano litúrgico.

É na celebração do Domingo, Dia do Senhor e “Páscoa semanal”, que o Tempo comum encontra o seu centro significativo. Ora, os Domingos do Tempo comum são aqueles que se podem considerar os Domingos no seu estado mais puro: Páscoa semanal e primeiro dia da semana, que dá sentido à vivência de toda a semana. Por isso, as orações da celebração eucarística, ao longo da semana, são as do Domingo.

Ao nível das leituras bíblicas, o Tempo comum tem também características próprias. O Evangelho, a mais importante das leituras bíblicas, é lido de forma semi-contínua. Deste modo, apresenta-nos a vida de Jesus e as suas palavras, não apenas nos grandes momentos, mas também na normalidade quotidiana dos seus gestos e dos seus ensinamentos. Os textos evangélicos aparecem-nos, assim, como a grande escola dos discípulos de Cristo, dos cristãos, que acompanham o Mestre e O escutam no dia a dia; que procuram configurar as suas vidas com a do próprio Cristo. O Tempo comum é tempo de amadurecimento da vivência da fé, até ao momento culminante da solenidade de Cristo Rei.

Solenidades e festas do Senhor no Tempo Comum

A Liturgia celebra o mistério de Cristo na sua totalidade, ao longo do ano litúrgico. Celebra os momentos da história da salvação, a partir do mistério de Cristo. Os acontecimentos da vida de Jesus não aparecem como momentos isolados: é sempre a totalidade da obra da redenção que é celebrada. Contudo, desde o período medieval que entraram na Liturgia as chamadas festas devocionais ou de “ideias”. O Missal actual, no final do Próprio do Tempo, apresentam uma série de solenidades do Senhor no Tempo per annum: Santíssima Trindade, Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, Sagrado Coração de Jesus, Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo. Nenhuma destas celebrações se centra em algum aspecto do mistério de Cristo que não esteja já presente em outras celebrações do ano litúrgico. A nível teológico, são “duplicados”, que sublinham sempre aspectos do único mistério de Cristo já presentes noutros momentos do ano. Todas estas solenidades nasceram no segundo milênio cristão.

18 de jan. de 2013

Algumas Curiosidades





Por que João não descreveu o batismo de Jesus?
O aparecimento de João Batista, batizando no Rio Jordão, atraiu multidões. Como resultado da sua pregação e testemunha de vida, formou-se a seita dos discípulos de João Batista, a qual se expandiu rapidamente. Então, para não contribuir com o seu crescimento, o evangelista João evitou narrar a cena do batismo de Jesus.

Como era o Apóstolo Paulo?
Segundo um livro apócrifo, do século II, intitulado Atos de Paulo e Tecla, Paulo “era um homem de baixa estatura, calvo, pernas arqueadas, corpo vigoroso, sobrancelhas unidas, nariz um tanto proeminente, cheio de amabilidades; de fato, às vezes, tinha o aspecto de homem, às vezes, o de anjo.



Os hicsos
No período de 1700 a 1500, a.C., reinaram no egito os príncipes hicsos, de origem semita. Foram eles que acolheram José, filho de Jacó e Raquel, o qual foi vendido, como escravo, pelos seus irmãos. Os hicsos o promoveram ao cargo de primeiro ministro do Reino. Tornou-se conhecido como José do Egito.



Quantas são, autenticamente, as cartas paulinas?
Das 13 Cartas Paulinas, 7 são autênticas: Romanos, 1ª e 2ª Coríntios, Gálatas, Filipenses, 1ª Tessalonicenses e Filemon. As outras 6 são deuteropaulinas, isto é, atribuídas a São Paulo: Efésios, Colossenses, 2ª Tessalonicense, 1ª e 2ª a Timóteo e carta a Tito.



Quem era Febe?
São Paulo se refere a esta pessoa como “nossa irmã, diaconisa da Igreja de Cencréia” (Rom 16,1). Foi quem levou a Carta aos Romanos, que este apóstolo escreveu quando estava em Corinto. Ele recomenda que os cristãos de Roma a recebam com toda hospitalidade.



Em Roma, onde morava Paulo?
Quando Paulo chegou prisioneiro em Roma, teve o privilégio de “morar em casa particular, junto com o soldado que o vigiava” (Atos, 28,16). Na opinião do exegeta Rinaldo Fabris, a casa de Paulo se localizava “nas proxi-midades dos bairros habitados pelos judeus, na zona popular da “Suburra” ou na zona do Velabro”. 


Paulo esteve na Espanha?

Depois que Paulo foi libertado da sua prisão, em Roma, é muito provável que ele tenha ido à Espanha, considerada como “os confins do Ocidente”. Vários escritores da Patrística, Clemente Romano, o Fragmento de Muratori, do ano 180, os Atos Apócrifos de Pedro e de Paulo confirmam que esta viagem foi realizada entre os meados de 63 e 64.


De que vivia Paulo?
No cristianismo nascente, não havia ainda dízimo, nem espórtula de sacramentos. Contrariando a cultura grega, que reservava o trabalho manual para os escravos, Paulo sobreviveu fabricando tendas, arte que ele aprendeu com seu pai. Na cultura judaica, na qual ele foi educado, não havia preconceito contra o trabalho manual. Até os ricos exerciam estas atividades.

Sofrimento de Paulo
Nos 30 anos de ação missionária, São Paulo enfrentou muitos obstáculos. Na 2ª Carta aos Coríntios, ele sintetiza o sofrimento: “muitas vezes, vi-me em perigo de morte. Dos judeus, recebi cinco vezes os 40 golpes, menos um. Três vezes fui flagelado; uma vez, apedrejado; três vezes, naufraguei. Passei um dia e uma noite em alto mar. Sofri perigo dos ladrões, dos meus irmãos de estirpe, dos gentios...”(cf. 2Cor 11,24-27).

A fidelidade de Paulo
Apesar das adversida-des da missão, Paulo perma-nece fiel ao chamado de Jesus. Na Carta aos Roma-nos, mostra a solidez da sua fé: “quem nos separará do amor de Cristo? Tribulação, angústia, perseguição, fome, nudez, perigos espada?(...). Estou convencido de que nem a morte nem a vida, nem os anjos nem os principados, nem o presente nem o futuro, nem os poderes, nem a altura, nem a profundeza, nem qualquer outra criatura poderá nos separar do amor de Deus manifestado em Cristo Jesus, nosso Senhor”.

Quem eram os pais de Paulo?
As melhores fontes históricas sobre o Apóstolo Paulo são o livro Atos dos Apóstolos e as suas cartas. Em nenhuma destas fontes, encontramos uma referência sobre os seus genitores. Em Atos 22,3 ele identificou-se como judeu, nascido em Tarso, da Cilícia, educado em Jerusalém pelo rabino Gamaliel, no estrito cumprimento da observância da lei mosaica. Portanto, esta indagação fica sem resposta.

Quem inventou os dias da semana, em português?
A nomenclatura (segunda-feira, terça-feira....), na língua portuguesa, substituiu os nomes latinos pagãos que se referiam aos astros: lunae dies, martis dies, mercurii dies, jovis dies, veneris dies, saturni dies e solis dies. Quem fez esta substituição foi São Martino de Dume, bispo de Praga (Portugal), por volta do ano 560, da nossa era cristã.



Como surgiu a lenda do Santo Graal?
Diz a tradição lendária que José de Arimatéia, o amigo de Jesus que O sepultou num túmulo novo, guardou o cálice que Jesus usou na última ceia. A expressão “Santo Graal” designa este cálice. Ele teria sido levado para a Inglaterra no ano 64 d.C. e guardado numa capela, situada num bosque. Chrétien de Troyes, através do livro Le conte du Graal, publicado em 1190, iniciou a popularidade desta lenda.

Como surgiu a festa de Corpus Christi?
Em Liége, na Bélgica, a Freira Juliana de Retine teve uma visão, na qual via uma lua, toda radiante, exceto uma parte, que ficava obscura. Na sua opinião, aquela parte obscura significa a ausência, na Igreja Católica, de uma festa em honra do Santíssimo Sacramento. Indo ao encontro desta visão, o Papa Urbano IV instituiu a festa de Corpus Christi, em 1264.

O que significa “rasgar as vestes”?
Na linguagem bíblica do antigo e do novo Testamento, rasgar as vestes tem vários significados. Era sinal de luto (Gn 37, 24); de tristeza (2 Sam 13, 19); de blasfêmia (At 14, 14; 22,23; Mt 26,65) e de arrependimento (1Rs 21, 27).


Sacos e cinzas

De acordo com os costumes dos judaicos, usar roupas de sacos e colocar cinzas na cabeça ou no corpo era sinal de luto ou de arrependimento (1Sam 3,31; 2Rs 19,1; Is 20,2). Quando alguém usava roupa de saco, costumava também cobrir o rosto com cinzas (2Sam 13,19).

Mulheres que auxiliaram São Paulo
Além de contar com a colaboração dos discípulos Barnabé, Timóteo e Lucas, o Apóstolo Paulo contou com a ajuda de várias mulheres, na sua missão: Loide, Eunice, Lídia, Ninfa, Maria, Trifena, Pérside, Trifona, Febe, Prisca, Evódia, Sínteque e algumas outras. Isto mostra a participação do elemento feminino na formação da Igreja Primitiva.

A Bíblia de Gutemberg
A invenção da impressão com tipos móveis, obra do alemão Johann Gutemberg (1400-1468), revolucionou a publicação de livros no século XV. Além de outros trabalhos impressos anteriormente, Gutemberg imprimiu, em 1454, uma Bíblia, utilizando-se de uma tradução revisada da Vulgata de São Jerônimo. A Bíblia de Gutemberg foi publicada em dois volumes, com 1282 páginas. Cada página tinha duas colunas e 42 linhas. Por isso é chamada de “a Bíblia de 42 linhas”.

A maior Bíblia do mundo
Quem produziu a maior Bíblia do mundo foi um marceneiro de Los Angeles (Estados Unidos), após dois anos de trabalho permanente. Ela contém 8.048 páginas, mede 2,5 metros de espessura e pesa meia tonelada. Cada página é feita de uma tábua fina, com um metro de altura, onde foram gravados os textos bíblicos.


O maior e menor versículo da Bíblia

O maior versículo da Bíblia se encontra no livro de Ester, no capítulo 8, versículo 9: “Imediatamente foram convocados os escribas reais - era o terceiro mês, que é Sivã, vigésimo terceiro dia, - e, sob a ordem de Mardoqueu, eles escreveram aos juveus, aos sátrapas (...) a cada povo segundo a sua língua e aos juveus sua escrita e sua língua”. E o menor está em Ex 20, 13: “Não matarás”.

A septuaginta
Este é o nome que se dá à primeira e a mais antiga tradução da Bíblia do hebraico para o grego. Com o objetivo de possuir uma cópia dos livros sagrados dos judeus na biblioteca de Alexandria, no século III a.C., o rei Ptolomeu II trouxe de Jerusalém 72 sábios, que traduziram a Torá. No século II, outros judeus traduziram os demais livros bíblicos. Assim nasceu a Bíblia Septuaginta.


Vulgata após Trento

Após o Concílio de Trento (1545-63), os Papas criaram várias Comissões de exegetas para aperfeiçoarem o texto da Vulgata. Assim, a primeira foi nomeada por Pio IV, em 1561. Oito anos depois, Pio V criou a segunda, cujo trabalho foi infrutífero. Em 1586, Sisto V nomeou a terceira, da qual resultou a Bíblia Sistina. A quarta foi nomeada por Clemente VIII, em 1592, da qual nasceu a Vulgata Sixto-Clementina. Em 1933, Pio XI promoveu a última revisão da Vulgata de São Jerônimo.

A Peshita
Entre as diversas traduções da Bíblia feitas no Oriente, a mais famosa é a versão siríaca (da Síria) do Antigo Testamento, feita diretamente do hebraico. Desde o séc. X, que esta Bíblia se chama Peshita, isto é, versão popular. Ela foi realizada no séc. II d.C. Atualmente, a Peshita é a Bíblia oficial das Igrejas Ortodoxas Síria e Maronita, assim como das Igrejas do Oriente.

Modernas Bíblias Poliglotas
Com a invenção da imprensa, em 1454, católicos e protestantes resolveram publicar Bíblias Poliglotas, isto é, além do texto original, elas contém o mesmo texto em outras línguas, escrito em colunas paralelas. O pioneiro desta iniciativa foi o Cardeal Francisco Ximenez Cisneros, arcebipos de Toledo e Primaz da Espanha que, entre 1514 e 17, publicou a Poliglota Complutense.

A Bíblia Poliglota Complutense
O Cardeal Ximenez (1436-1517), da Espanha, fundou em Alcalá uma Universidade e reuniu ali um grupo de filósofos para fazer uma Bíblia Poliglota. Ela foi organizada em três colunas (uma para hebraico, outra para o grego e outra para o latim). Foi publicada em seis volumes, entre 1514 e 1517. Pelo fato de Alcalá, em latim, se chamar complutum, a Bíblia ficou conhecidfa como a Poliglota Complutense.

A Trindade
Esta palavra, que se refere à existência de um só Deus em três pessoas, não existe na Bíblia. Existem, sim, todos os elementos doutrinais pertinentes a este mistério da religião cristã. Quem inventou o termo Trindade foi Tertuliano (160-225). No livro Contra Práxeas, ele emprega o termo Trindade cerca de 15 vezes.

Tipos de fariseus
Entre os grupos religiosos judaicos que se opuseram a Jesus, destacaram-se os fariseus. Segundo o Talmude, havia sete tipos de fariseus: o que tirava proveito de tudo, o que fazia a sua parte, o que andava de cabeça baixa para não ver mulheres, o que andava curvado, o cumpridor dos seus deveres, o que fazia boas obras diariamente, e aquele que temia a Deus e tinha amor por Ele.

Votos dos Nazireus
Nazireu é uma palavra hebraica, que significa segregado, consagrado. O nazireato, isto é, a institucionalização do voto do nazireu se encontra no livro de Números 6, 1-21. Consiste numa promessa, num voto feito a Deus por um determinado tempo (não menos de 30 dias). Durante este tempo, o nazireu prometia: abster-se de vinho e de qualquer bebida forte; de suco de uva; de não cortar o cabelo e de não se aproximar de qualquer cadáver.

Quando surgiram as sinagogas
Dizem os biblistas que é difícil determinar exatamente o tempo da sua origem. Verdade é que, após a destruição do Templo de Jerusalém, em 587 a.C., as sinagogas proliferaram no exílio. Segundo Daniel-Rops, “existem papiros que provam a existência de sinagogas no Egito, no terceiro século a.C.”. A sinagoga é o lugar onde os judeus se reúnem para orar e ler a Sagrada Escritura.

Como era administrada uma Sinagoga?
Um Conselho de 10 anciãos escolhia um homem para ser o administrador da Sinagoga, o qual era um líder. Este e o Conselho admitiam os prosélitos, administravam as finanças etc. Havia o Hazzan, isto é, uma espécie de secretário executivo que fazia tudo. Além destes, havia funcionários de nível inferior, tais como professores, coletores de esmolas, pregoeiros etc.

O que era o Santo dos Santos
Era a parte mais sagrada do Templo de Jerusalém (1Rs 6,16). Do ponto de vista arquitetônico, era de forma cúbica, onde se guardavam os objetos mais sagrados da religião judaica: o altar de ouro, a arca da aliança (dentro dela, a urna de ouro, contendo o maná, a vara de Aarão e as Tábuas da Aliança e os querubins de ouro, cf. heb 9, 3-5). Só quem penetrava no Santo dos Santos era o Sumo Sacerdote, apenas uma vez por ano, no Dia da Expiação.


Oração dos judeus

No tempo de Jesus (séc. I), todos os judeus adultos (exceto as mulheres), a partir dos 13 anos, eram obrigados a rezar algumas vezes por dia. Assim, de manhã e à noite, eles rezavam o Shema Israel (ouve, Israel! O Senhor, nosso Deus, é o único Senhor ( Deut 6, 4-7). A outra oração, que era recitada três vezes por dia, chamava-se Shemoneh Esreh. Era a oração das 18 bênçãos, cujo texto reflete situações políticas e econômicas da sua composição.

O profeta que andou nu e descalço
Em obediência às ordens de Javé, o Profeta Isaias, cuja atividade profética se desenvolveu entre os anos 740 e 701, andou nu (sem manto de pelos, característico dos verdadeiros profetas (2Rs 1,8) e descalço durante três anos. Esta sua postura simbolizava a nudez, a miserabilidade que os cativos do Egito e da Etiópia iam sofrer durante o exílio imposto pelos assírios.

Composição do Sinédrio
Na teocracia de Israel, o Sinédrio, entre outras funções, desempenhava o papel de suprema corte. Sua origem remonta aos tempos de Moisés (Núm 11, 16). Compunha-se de 71 membros, presidido por um rabino ou um sumo sacerdote (não se sabe ao certo), chamado Nassi. Compunha-se, em partes iguais, dos príncipes dos sacerdotes, dos escribas e dos Doutores da Lei; dos anciãos do povo; fariseus e saduceus.

Bethara?
Os autores dos Evangelhos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas) afirmam que Jesus foi batizado por João Batista, no rio Jordão. Ora, este rio, que é o maior da Palestina, tem 100 km de comprimento, em linha reta, desde o Lago de Tiberíades, onde nasce, até chegar ao Mar Morto. Então, em que local deste rio Jesus Jesus foi batizado? Segundo o evangelista João (1,28), foi em Bethara que, segundo os arqueólogos, ficava a uns 10 km do Mar Morte.

Por que Jesus iniciou o ministério na Galiléia?
Os evangelhos sinóticos são unânimes em afirmar que Jesus iniciou o ministério na Galiléia. Por que Ele escolheu esta região, e não Jerusalém, que era o centro do poder religioso de Israel? A decisão de Jesus não obedeceu a razões políticas nem sociológicas. Ele escolheu a Galiléia para que se cumprisse uma profecia de Isaias (8,23;9,1), citada pelo por Mateus (4,12-16).

Vários títulos para designar Jesus
O principal objetivo do Evangelho de São Marcos é mostrar a divindade de Jesus. Por isso, este evangelista empregou nove títulos para designar Jesus Cristo, assim especificados: Jesus, 81 vezes; Cristo, 7 vezes; Filho de Davi, 2; Filho de Maria, 01; Senhor, 01; Rabi, 3; Mestre, 11; Filho do Homem, 14; e Filho de Deus, 5 vezes.

A novidade do Batismo de João Batista
Diferentemente dos rituais judaicos de purificação, o batismo de arrependimento ministrado por João Batista tinha as seguintes características próprias: 1) Era ministrado somente aos judeus; 2) Alguém fazia a imersão do batizando (não se tratava de auto-imersão); 3) A imersão era feita uma única vez; 4) Exigia a conversão pessoal do batizando.

Qual o simbolismo do deserto na Bíblia?

Segundo o biblista Marc Girard, o significado do deserto na Bíblia é ambivalente. Do ponto de vista positivo, pode significar lugar de refúgio (Sl 55, 8-9; 1 Rs 19, 3-4; Ap 12, 6); preparação para uma missão (Mt 4, 1) e lugar privilegiado de contato com Deus (Os 2, 16). Do ponto de vista negativo, o deserto é lugar de provação, tal como foi a caminhada do povo de Israel no deserto do Sinai (Deut 8, 2-5).

Onde morava João Batista?

Os evangelistas dizem que João Batista morava no deserto. Afirmação genérica! Graças às descobertas do arqueólogo Shimon Gibson, realizadas em 2000 e 2002, sabemos, hoje, que o profeta João Batista morava na Gruta de Suba, que está localizada a oeste da aldeia de Ain Karim, onde morava a sua mãe, Isabel.

Em qual deserto Jesus foi tentado?
Logo após o seu batismo, no Rio Jordão, o Espírito Santo levou Jesus para o deserto, onde passou 40 dias em jejum e foi tentado por Satanás (Mc l,12). Qual foi este deserto? Uma tradição o localiza em Djebel - Qarantal, que fica a 4 km a noroeste de Jericó do tempo de Jesus. Este local chama-se, também, de Monte da Quarentena.

A inauguração da Igreja Católica

Segundo o Papa Bento XVI, existem três momentos fundadores da Igreja Católica: o primeiro foi na encarnação de Jesus no seio da Virgem Maria; o segundo foi a Morte e Ressurreição de Jesus; e o terceiro foi a vinda do Espírito Santo sobre os Apóstolos reunidos no cenáculo, em Jerusalém. Este último momento foi a inauguração da Igreja Católica.

Por que doze Apóstolos?
Quando Jesus estava organizando a Igreja Católica, escolheu doze Apóstolos. Por que doze e não dez ou quinze? Ora bem, o número doze tem uma longa tradição na Bíblia. Nela há 189 referências ao número doze. Segundo o pesquisador Dan Duke, o número doze “simboliza a ordem divina, governo e perfeição governamental”.

A caminhada de um sábado
No zelo exagerado que os fariseus tinham para santificar o sábado, eles estabeleceram 39 proibições, tais como: carregar peso, cozinhar, bater palmas, desfazer um nó, saltar, acender o fogo etc. Era proibido, também, fazer longos passeios. Era permitido caminhar somente 1.250 metros. Este percurso era chamado “caminhada de um sábado”(At. 1,12).

Quem eram os pecadores?
No banquete que Mateus ofereceu a Jesus para se despedir dos seus colegas de trabalho (Mc 1, 15-17), estavam presentes os pecadores. Quem eram estes personagens? Segundo alguns biblistas, os pecadores eram pessoas que realizavam trabalhos que podiam ensejar desonestidade: pastores, curtidores de pele, tropeiros, coletores de impostos, assim como os que realizavam trabalhos equivalentes aos dos escravos.

O que nos ensinam as parábolas
Segundo o biblista Joachim Jeremias, as parábolas de Jesus nos transmitem as seguintes ideias: a presença da salvação, a misericórdia de Deus para com os pecadores, a confiança na providência divina, convite à conversão, viver como disccípulo de Cristo, o sofrimento como revelação da glória de Cristo e, no final, seremos todos julgados, os vivos e os mortos.

Como classificar as parábolas de Jesus?
Pelo seu conteúdo, podemos classificar as parábolas de Jesus em dois grandes grupos: as doutrinárias e as moralizantes. Como exemplo das doutrinárias, podemos citar a do semeador, a da semente, a da pérola preciosa e a do joio. Como moralizantes, temos a do fariseu e publicano, a do juiz injusto, a do bom samaritano, a do filho pródigo e a do pobre Lázaro e o rico Epulão.

O Doutor Evangélico
Ao conferir, em 1946, a Santo Antônio de Pádua (1195 -1231) o honroso título de Doutor Universal da Igreja, o Papa Pio XII chamou-o de “Doutor Evangélico”. Apesar de ser mais conhecido como “casamenteiro”, ele notabilizou-se como grande conhecedor da Bíblia. Por isso, o Papa Gregório IX chamou-o de “Arca do Testamento”, em 1227.

Os Padres do deserto e a Bíblia
Numerosos cristãos denominados com esta expressão - Padres do Deserto - se retiraram da sociedade e foram morar nos desertos do Egito, da Síria e da Palestina, entre os séculos III e IV. Para eles, “a Bíblia era a voz de sua oração”. Enquato eles trabalhavam, fazendo cordas ou cestos para vender no mercado, decoravam livros inteiros da Bíblia.

Salmos da Subida
Folheando a Bíblia, encontramos uma coleção de pequenos salmos, do 120 ao 134, que trazem, abaixo do título, esta expressão: “Salmo da Subida”. A tradição hebraica ensina que estes 15 salmos eram cantados pelos judeus piedosos quando iam a Jerusalém para as festas anuais. São chamados “da subida”, porque a antiga Jerusalém ficava a 700 ou 800 metros acima do nível do mar.

7 de jan. de 2013

As vantagens de se receber o Corpo de Nosso Senhor diretamente na boca


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Ensina-nos a nossa Santa Mãe Igreja que o Santíssimo Sacramento é a Presença Real de Nosso Senhor Jesus Cristo, em Corpo, Sangue, Alma e Divindade. Por isso, falando a respeito do ato de receber o Corpo de Nosso Senhor diretamente na boca, o Papa Paulo VI, na instrução Memoriale Domini, de 29 de maio 1969 (posterior ao Concílio Vaticano II, portanto), recomenda: “Levando em conta a situação atual da Igreja no mundo inteiro, essa maneira de distribuir a santa comunhão deve ser conservada.”


A prática tradicional que a Santa Igreja adota há vários séculos é que os fiéis recebam o Corpo de Nosso Senhor diretamente na boca. Entretanto, existe hoje a concessão para que se receba o Corpo de Nosso Senhor na mão. Assim, em matéria moral, é lícito tanto receber o Corpo de Nosso Senhor na boca como na mão. Porém, a recomendação oficial do Santa Igreja é que se conserve a prática de receber Nosso Senhor na boca. E as normas litúrgicas são bem claras em afirmar que ?os fiéis jamais serão obrigados a adotar a prática da comunhão na mão.” (Notificação da Sagrada Congregação para os Sacramentos e Culto Divino, de Abril de 1985). Não tem, pois, um sacerdote o direito de se negar a ministrar o Corpo de Nosso Senhor na boca.

O Papa Paulo VI deixa claro que, se na antiguidade, em algum local foi comum a prática dos fiéis receberem o Corpo de Nosso Senhor na mão, houve nas normas litúrgicas um amadurecimento neste sentido para se passasse a receber o Corpo de Nosso Senhor diretamente na boca. Assim diz Paulo VI: “Com o passar do tempo, quando a verdade e a eficácia do mistério eucarístico, assim como a presença de Cristo nele, foram perscrutadas com mais profundidade, o sentido da reverência devida a este Santíssimo Sacramento e da humildade com a qual ele deve ser recebido exigiram que fosse introduzido o costume que seja o ministro mesmo que deponha sobre a língua do comungante uma parcela do pão consagrado.”

Mas quais são as vantagens que há em receber o Corpo de Nosso Senhor diretamente na boca? O Papa Paulo VI fala de duas: a maior reverência à Sua Presença Real e a maior segurança para que não se percam os fragmentos do Seu Corpo. Assim ele se expressa: “Essa maneira de distribuir a santa comunhão deve ser conservada, não somente porque ela tem atrás de si uma tradição multissecular, mas sobretudo porque ela exprime a reverência dos fiéis para com a Eucaristia. Esse modo de fazê-lo não fere em nada a dignidade da pessoa daqueles que se aproximam desse sacramento tão elevado, e é apropriado à preparação requerida para receber o Corpo do Senhor da maneira mais frutuosa possível. 

Essa reverência exprime bem a comunhão, não ?de um pão e de uma bebida ordinários? (São Justino), mas do Corpo e do Sangue do Senhor, em virtude da qual ?o povo de Deus participa dos bens do sacrifício pascal, reatualiza a nova aliança selada uma vez por todas por Deus com os homens no Sangue de Cristo, e na fé e na esperança prefigura e antecipa o banquete escatológico no Reino do Pai? (Sagr. Congr. dos Ritos, Instrução Eucharisticum Mysterium, n.3) Por fim, assegura-se mais eficazmente que a santa comunhão seja administrada com a reverência, o decoro e a dignidade que lhe são devidos de sorte que seja afastado todo o perigo de profanação das espécies eucarísticas, nas quais, ?de uma maneira única, Cristo total e todo inteiro, Deus e homem, se encontra presente substancialmente e de um modo permanente? (Sagr. Congr. dos Ritos, Instrução Eucharisticum Mysterium, n. 9); e para que se conserve com diligência todo o cuidado constantemente recomendado pela Igreja no que concerne aos fragmentos do pão consagrado.”

Em relação à esta maior reverência de que o Papa Paulo VI fala, o senso litúrgico da Santa Igreja tem o ato de evitar tocar no Sagrado como sinal de reverência. No Antigo Testamento, Deus proíbe que se toque na Arca da Aliança que Ele manda fabricar (Ex 25,10-22; 2Sm 6,6-7). A este respeito também que Santo Tomás de Aquino, doutor da Santa Igreja, na Summa Teológica (Summa, III pars, q.82, art. 3), afirma que ?por reverência a este sacramento, nada o toca, a não ser o que é consagrado; portanto, o corporal e o cálice são consagrados, e da mesma forma as mãos do sacerdote, para tocarem este sacramento.” Também o saudoso Papa João Paulo II escreveu: ?Tocar as Sagradas Espécies s e distribui-las com as próprias mãos é um privilegio dos ordenados.” (Dominicae Cenae, 24 de fevereiro de 1980) Por isso, o Sagrado Magistério ordinariamente só permite que os sacerdotes e diáconos toquem no Corpo de Nosso Senhor. Tanto que o Corpo de Nosso Senhor só pode ser recebido na mão como concessão especial, e “o ministro ordinário da Sagrada Comunhão é o Bispo, o Presbítero ou o Diácono” (Código de Direito Canônico, 910); os ministros extroardinários da Sagrada Comunhão só podem atuar quando houver uma necessidade real e extraordinária – como o próprio nome diz.
Se na Santa Ceia, Nosso Senhor entregou o Seu Corpo nas mãos dos Santos Apóstolos, não podemos esquecer que eles eram Bispos, e como Sacerdotes que são, tocam ordinariamente o Corpo de Nosso Senhor.
Tal ato externo de reverência exprime e testemunha a fé da Santa Igreja, em reconhecer que a hóstia consagrada não é um pãozinho, uma rosquinha ou uma bolacha Trakinas, mas é o Corpo de Nosso Senhor.
Se a intimidade a qual Nosso Senhor se entrega a nós no Santo Sacrifício da Missa é verdadeira, também é verdadeira a reverência que devemos à Ele como verdadeiro Deus. A reverência não se opõe à intimidade, nem a intimidade se opõe a reverência. Neste sentido, o saudoso Papa João Paulo II escreve em sua última encíclica: ?Se a idéia de “banquete” inspira familiaridade, a Igreja nunca cedeu à tentação de banalizar esta “intimidade” com seu Esposo, recordando-se que ele é também seu Senhor e que, embora “banquete”, permanece sempre um banquete sacrifical, assinalado com o sangue derramado no Gólgota.” (EE 48)

Se nos cultos protestantes se tem o costume tradicional de receber o pão na mão, é porque lá não se acredita na Presença Real de Nosso Senhor no Santíssimo Sacramento – e neste caso é pão mesmo, pois os protestantes romperam com a Sucessão Apostólica, ou seja, lá não há sacerdotes validamente ordenados, e portanto não poderiam celebrar a Santa Missa nem se quisessem.

Em ambientes católicos, os teólogos ditos “progressistas” vão na mesma linha e incentivam a prática de receber o Corpo de Nosso Senhor na mão; uma conhecida religiosa brasileira (que aliás, combate explicitamente o ensinamento da Sagrado Magistério ao defender a utopia do sacerdócio feminino) contraria de forma absurda a argumentação de Santo Tomás de Aquino e dos Papas, dizendo: “A comunhão deve ser recebida na mão ou na boca? Na maioria das dioceses, esse problema já foi superado há muito tempo; entendemos que somente crianças muito pequenas necessitam receber comida na boca. E o povo de Deus não quer ser infantilizado por mais tempo.” (Ione Buyst, em “A Missa, memória de Jesus no coração da vida”; p. 139) Que ousadia terrível uma religiosa comparar o Corpo de Nosso Senhor com uma comida qualquer e afirmar que o Sagrado Magistério nos infantiliza ao recomendar reverência à Ele!

Aqui, é preciso deixar claro que não podemos condenar a atitude de quem recebe, em determinada situação, o Corpo de Nosso Senhor na mão, por motivos justos. Aqui se enquadra o exemplo de uma pessoa que em determinada situação opta em receber o Corpo de Nosso Senhor na mão de um ministro que se sabe que lhe desagrada ministrar o Corpo de Nosso Senhor diretamente na boca, para evitar conflitos com tal ministro. Porém, tais razões podem ser muito pessoais e subjetivas, por isso aqui não nos cabe julgamento do ato.

Além do mais, sempre será mais santa a atitude daquele que recebe o Corpo de Nosso Senhor na mão estando em estado de graça, do que aquele que recebe o Corpo de Nosso Senhor na boca estando em estado de pecado mortal. Porém, não podemos relativizar a questão a tal ponto de ignorarmos as vantagens que há em receber o Corpo de Nosso Senhor na boca.

Fonte: Reino da Virgem Mãe de Deus.

5 de jan. de 2013

Por que batizar as crianças?


A razão teológica pela qual a Igreja batiza crianças é que o Batismo não é como uma matrícula em um clube, mas é um renascer para a vida nova de filhos de Deus, que acontece mesmo que a criança não tome conhecimento do fato. Este renascer da criança a faz herdeira de Deus. A partir do Batismo a graça trabalha em seu coração (cf. 1Jo 3,9), como um princípio sobrenatural. Elas não podem professar a fé, mas são batizadas na fé da Igreja a pedido dos pais.
Santo Agostinho explicava bem isto: “As crianças são apresentadas para receber a graça espiritual, não tanto por aqueles que as levam nos braços (embora, também por eles, se são bons fiéis), mas sobretudo pela sociedade espiritual dos santos e dos fiéis… É a Mãe Igreja toda, que está presente nos seus santos, a agir, pois é ela inteira que os gera a todos e a cada um” (Epíst. 98,5).
Nenhum pai espera o filho chegar à idade adulta para lhe perguntar se ele quer ser educado, ir para a escola, tomar as vacinas, etc. Da mesma forma deve proceder com os valores espirituais. Se amanhã, esta criança vier a rejeitar o seu Batismo, na idade adulta, o mal lhe será menor, da mesma forma que se na idade adulta renegasse os estudos ou as vacinas que os pais lhe propiciaram na infância.
A Bíblia dá indícios de que a Igreja sempre batizou crianças. Na casa do centurião Cornélio (“com toda a sua casa”; At 10,1s.24.44.47s); a negociante Lídia de Filipos (At 16,14s); o carcereiro de Filipos (16,31-33), Crispo de Corinto (At 18,8); a família de Estéfanas (1Cor 1,16). Orígenes de Alexandria († 250) e S. Agostinho († 430), atestam que “o costume de batizar crianças é tradição recebida dos Apóstolos”. Santo Irineu de Lião († 202) considera óbvia a presença de “crianças e pequeninos” entre os batizados (Contra as heresias II 24,4). Um Sínodo da África, sob São Cipriano de Cartago († 258) aprovou que se batizasse crianças “já a partir do segundo ou terceiro dia após o nascimento” (Epíst. 64).
O Concilio regional de Cartago, em 418, afirmou: “Também os mais pequeninos que não tenham ainda podido cometer pessoalmente um pecado, são verdadeiramente batizados para a remissão dos pecados, a fim de que, mediante a regeneração, seja purificado aquilo que eles têm de nascença” (Cânon 2, DS 223).
No Credo do Povo de Deus, o Papa Paulo VI afirmou: “O Batismo deve ser ministrado também às criancinhas que não tenham podido ainda tornar-se culpadas de qualquer pecado pessoal, a fim de que elas, tendo nascido privadas da graça sobrenatural,renasçam pela água e pelo Espírito Santo para a vida divina em Cristo Jesus” (nº 18).
Prof. Felipe Aquino

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REFLITA

Ter uma vida positiva é ter consciência que o universo precisa de você; é lutar pelos SONHOS de maneira determinada; é crescer sem precisar diminuir ninguém; é ter a verdade como um principio vital; é usar o poder da ousadia construtiva; é saber agradecer e perdoar, fraterna e totalmente; é priorizar a família; é viver cada dia de uma vez, sendo alegre no presente e otimista no futuro; é respeitar o próprio corpo; é se preocupar com os mais carentes; é preservar a natureza; é não se abater nos momentos de dor; é jamais perder a esperança; é ter auto estima; é ser rico em humildade; é sempre fazer a sua parte...Pois quando você faz a sua parte tenha certeza de que Deus fará a parte dele.

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