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1 de ago de 2010

O que é ser um padre novo no início do século XXI?


São jovens. São padres. Foram ordenados há menos de sete anos. Em Cascais e em Algueirão, os padres Nuno Coelho e Filipe Sousa, de 31 e 26 anos, mostram como vivem o Evangelho dia-a-dia.

"Em Cascais, quando as pessoas me vêem e sabem que eu sou o pároco, a maior parte delas desata-se a rir porque não imaginam um padre assim tão novo". O padre Nuno Coelho, de 31 anos e sete de ordenação, é pároco de Cascais há apenas um ano. É um dos padres mais novos da diocese e tem a seu cargo esta vila junto à orla marítima.

Depois de cinco anos como prefeito do Seminário de Caparide e do Pré-Seminário e um como coadjutor em Algés, o padre Nuno Coelho iniciou no Verão passado uma nova missão: paroquiar a vila de Cascais. Diz que foi levado a seguir Cristo no sacerdócio por amor. "É uma questão de vida, de paixão, de desejo de felicidade no serviço aos outros", salienta. "Mas, depois, é um encontro particular com alguém, Cristo".

O padre Nuno Coelho faz parte do chamado "Grupo dos Padres Novos" da diocese, o mesmo é dizer, é um sacerdote que foi ordenado presbítero há menos de sete anos. O que significa então ser padre novo no início do século XXI? "Em primeiro lugar, significa ser um rosto diferente, um rosto mais próximo, mais pequeno até, porque às vezes a Igreja parece sempre um pouco mais velha, com muita autoridade, alguma distância", refere o padre Nuno Coelho. Mas implica também muita responsabilidade: "Na diocese de Lisboa temos uma tradição muito grande de padres, de padres fantásticos. E ser padre novo significa um compromisso ainda mais absoluto, porque somos cada vez menos, com um horizonte de trabalho mais alargado, mais próximo das pessoas", adianta, sublinhando que por serem padres novos têm ainda muito para dar.

Cascais é uma vila por onde passam muitos jovens. Sobretudo por causa dos bares e discotecas. Para este sacerdote, a Igreja tem de chegar aos jovens. E o caminho, explica, "é simples". "É estar onde eles estão, com muita paciência, sabendo que os jovens são uma transição, ou seja, não são jovens durante uns anos...". Um sacerdote não se deve também importar de ‘perder tempo' com os jovens. "É preciso acompanhá-los, ouvi-los, ‘dar-lhes nas orelhas' de vez em quando, fazer as coisas deles, ir para onde eles vão, ter a sua linguagem", garante.

Para anunciar Cristo neste novo século o padre Nuno vê na fidelidade a Jesus o único caminho a seguir. "Quanto mais nós formos de Cristo, mais formos parecidos com Ele, mais estivermos apaixonados, de forma mais natural se anuncia Cristo", garante o padre Nuno Coelho.

"Ser padre não é uma coisa anormal, nem antinatural"

O padre Filipe Sousa, de apenas 26 anos, foi ordenado sacerdote em 2007 tendo sido enviado para a maior paróquia da Europa: Algueirão-Mem Martins-Mercês. Uma mesma paróquia, com três núcleos diferenciados, aguardava o jovem sacerdote. "O grande handicap de trabalhar numa paróquia tão vasta é a dificuldade em conhecermos todas as pessoas e em nos relacionarmos com todas. Há um grupo de leigos com quem trabalhamos mais no dia-a-dia, mas depois os outros paroquianos é difícil mantermos uma maior proximidade". O padre Filipe, coadjutor desta grande paróquia, costuma dizer que muitos são os funerais em que não conhece sequer o defunto...

Ao recordar a sua vocação sacerdotal, o padre Filipe Sousa lembra a importância da caminhada cristã. "Quanto mais eu me envolvi na minha caminhada cristã, mais me apercebi que o Senhor me chamava para o sacerdócio", recorda, falando também da importância do convívio com os outros padres novos da diocese: "Ajudou-me muito ir conhecendo mais jovens padres e também a sua vida do sacerdote".

Sendo um padre novo, o padre Filipe diz que não cai na tentação de pensar que agora é que os padres têm problemas e dificuldades. "Por vezes, esquecemos que cada tempo trouxe dificuldades para os padres. Penso que ser sacerdote no século XXI tem problemas próprios deste tempo mas que não são tão diferentes de outras épocas".

Afirma-se "realizado" ao ser padre e garante que "ser padre não é uma coisa anormal, nem antinatural". A sua missão? "Anunciar Jesus Cristo, dá-l'O a conhecer às pessoas e viver como Jesus Cristo viveu". Se os padres forem capazes de ser fiéis a esta missão, o padre Filipe Sousa acredita que "os problemas que se levantarem serão respondidos. Sejam eles quais forem".

Cascais é uma paróquia onde há muitos jovens, mas Algueirão-Mem Martins-Mercês não lhe fica atrás. Sobretudo porque é um local relativamente perto de Lisboa, que os casais novos costumam procurar para comprar casa. A missão da Igreja passa por acompanhar a juventude. "Em relação aos jovens, creio que é essencial a Igreja estar ao lado deles e depois lançar-lhes o desafio da mensagem cristã, que é uma mensagem para ser levada a vida inteira e para ser levada com fidelidade". O padre Filipe acredita que a falta de fidelidade e de compromisso são mesmo o maior entrave à evangelização. "O ser cristão pede um compromisso e muitas vezes essa fidelidade não existe", lamenta, colocando o olhar no amor a Cristo: "A própria fidelidade cristã só se vive se se perceber o amor de Deus, que é um amor fiel, um amor que está sempre presente". Se os jovens descobrirem o amor de Deus, o padre Filipe Sousa não tem dúvidas de que irão "viver a fidelidade à vida cristã de outra maneira".

http://www.jornalw.org/

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