Curiosidades Católicas em Tempo Real

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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Qual a importância da genealogia na Bíblia? Por que são citadas várias geneologias?

As genealogias aparecem sobretudo no Antigo Testamento. As mais importantes são:

1. De Adão até Noé (Gênesis 5), que compreende 10 nomes
2. Os descendentes de Caim (Gênesis 4,17-22)
3. De Sem até Abraão (Gênesis 11,10-26), com 10 nomes
4. Os descendentes de Abraão de Chetura (Gênesis 25,1-4)
5. Descendentes de Nacor (Gênesis 22,20-24)
6. Descendentes de Lot (Gênesis19,37)
7. Descendentes de Ismael (Gênesis 25,12-18)
8. Descendentes de Esau (Gênesis 36)
9. Descendentes de Israel / Jacó (Gênesis 46)

No Novo Testamento temos as duas clássicas genealogias de Jesus, aquela contada por Mateus 1,1-17 e a outra em Lucas 3,23-28.

Observando de perto as genealogias apresentadas pelo texto bíblico, vemos que os dados não são completos e muitas vezes alguns nomes, conhecidos através de outros textos, são omitidos (na lista dos descendentes de Araão - Esdras 7,1-5 - faltam seis nomes, que são, invés,mencionados em 1Crônicas 6,3-14). A partir desta evidência podemos deduzir que um dos objetivos destas genealogias é apresentar um resumo da história, sem muito escrúpulo histórico. Além disso, em Gênesis percebemos sobretudo a presença da idade dos personagens que formam a lista genealógica. Este aspecto sublinha o caráter mortal dos patriarcas, apesar do alto número dos anos que vivem, e, ao mesmo tempo, a conseqüência do pecado, que é a morte. Outras genealogias podem ter a intenção de dar autoridade a algum personagem. Isso é particularmente evidente nos Evangelhos, com Jesus, onde se busca frizar a descendência davídica de Cristo.

Por Luiz da Rosa

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

SATANISMO E A DOMINAÇÃO MUNDIAL

Por Padre Inácio Vale


“Satanás é um ser vivo, espiritual, pervertido e perverso, o inimigo número um, o tentador por excelência; um ser obscuro e perturbador, que existe verdadeiramente e que com traiçoeira astúcia está ainda agindo”.

Papa Paulo VI - Audiência Geral de 15/11/1972


É assustador a atuação destruidora de Satanás no panorama mundial via: os meios de comunicações, literaturas de auto-ajuda, Nova Era, crises econômicas, o ocultismo, xamanismo, pseuda-ciência, fome, guerra, terrorismo, doenças, ameaças de uma guerra nuclear, medo das armas de destruição de massa, degradação do meio ambiente, manipulação da ciência e a tecnologia, a indústria alienante da informação, banalidade da violência e das drogas, corrupção desenfreada, relativismo da verdade, impunidade descarada, perda do senso moral e da ética, desagregação familiar, homossexualismo e a sua principal máquina de guerra: rede de igrejas satânicas e congêneres. Vou assim usar nesse artigo informações valiosas do renomado pesquisador e autor da grande obra “O Anticristo-Poder oculto por trás da Nova Ordem Mundial”, da editora Ave-Maria, do holandês Robin de Ruiter.

GRANJAS HUMANAS

Anton LaVey foi o agente de publicidade encarregado de dar ao satanismo uma boa imagem. LaVey já pertencia ao satanismo antes dos anos 60, mas não foi senão em 30 de abril de 1966 que fundou a Igreja de Satã em São Francisco, EUA. Não só Jane Mansfield foi uma grande sacerdotisa dessa igreja, mas também Marilyn Monroe, que participou dos rituais satânicos de LaVey, mesmo antes que ele fundasse sua Igreja de Satã. Para fazer felizes a Satanás e seus demônios, os seguidores desses cultos os adoram dos modos mais violentos que se possam inventar. Entre suas cerimônias incluem a violação de virgens adolescentes, orgias sexuais, abuso desonesto e sacrifícios de animais e de humanos. Alguns elementos do ritual satânico, como a adoração do demônio e os sacrifícios humanos ou de animais, parecem tão incríveis aos que não estão familiarizados com estes crimes, que fazem com que diminua a credibilidade das vítimas. Aleister Crowley um dos fundadores do culto satânico, escreveu o seguinte em seu livro The Book of Law: "Para quase todos os propósitos, o melhor sacrifício é o de um menino varão de inocência perfeita e grande inteligência". Um Príncipe Negro (bruxo satanista negro) calculou que nos Estados Unidos se realizam cada ano de 40 a 60 mil sacrifícios humanos. (Entrevista do Dr. AI Carlisle a um Príncipe Negro gravada em Stattford. Satan's Underground. 1990,144.) Em muitos países existem "granjas humanas", onde se descobriram be­bês desde 11 dias até quatro meses de idade, para prover os sacrifícios humanos. Na Califórnia dezenas de "centros para cuidado diurno" são investigados a cada ano por entregar crianças confiadas a seus cuidados para sacrifícios sa­tânicos. No condado de Los Angeles referiram-se 800 denúncias de abuso ritual que envolviam 64 escolas e jardins da infância, bem como 27 dos arredores.

SEITAS DESTRUIDORAS
Um dos fins principais dos iluminados é a promoção do ocultismo. Nas programações de quase todos os canais de televisão incluem-se programas dedicados ao ocultismo, astrologia, parapsicologia, magia, bruxaria, feitiçaria e espiritismo. Embora estes termos não devam ser colocados sob uma mesma perspectiva, não obstante o diabo está na origem de todas essas manifestações. Atualmente as publicações ocultistas são mais abundantes do que nunca, aumentam dia a dia, estão em cada esquina e se exibem em todos os mostruários. A produção dessas publicações está nas mãos dos iluminados. Por exemplo, David Rockefeller está no conselho de administração de Cadence Industries, proprietária de Marvel Comics. Esse editor difunde entre os jovens o ocultismo e heróis tais como "O Filho de Satã". David Rockefeller também faz parte da administração do Lucis Trust (Lucifer' s Trust). O livro do Lucis Trust, Externalisation of the Hierarchy, nos afirma, entre outras coisas, que Satanás é o dono do mundo e que Lúcifer é seu governador.

A revista francesa Le Point publicou, em 1993, que já há muitos anos os advogados das diversas seitas destrutivas trabalham juntos em casos judiciais em que as mesmas são objetos de demandas. A mesma revista informou que durante uma reunião, em 1992, de diferentes representantes das diversas seitas foi fundada na França uma federação chamada Firephim (Federação das Minorias Religiosas e Filosóficas), uma organização para defender os direitos das seitas.

A presidenta da Firephim é a senhora Gounord, da Igreja da Cienciologia; o tesoureiro é o líder da seita Moon, Bemard Mitjaville, e o secretário geral é o "raeliano" Jacques Aizac.

O “infolink” da Alemanha publicou uma lista das seitas destruidoras que fazem parte de um “cartel de seitas”. Entre muitas, estão os moonis, e cienciologia, os satanistas, a Meditação Trascendental, os raelianos (culto sexual), os druidas, os maçons, a Wicca Ocidental, os Meninos de Deus, os baha’is, e também os Testemunhas de Jeová.

Os Superiores Invisíveis por trás dos Testemunhas de Jeová não só deram notáveis somas de dinheiro para o avanço da Sociedade Watchtower, mas também de muitas outras seitas destruidoras. As relações entre os Superiores Invisíveis e as seitas estão fora de qualquer dúvida.

Em 1970, Rockefeller elaborou um informe no qual insistiu na necessidade de substituir os católicos na América Latina pelas igrejas como os “moonis”. Em conseqüência, não é estranho que o Chase Manhattan banck dos Rockefeller, o banco mais poderoso da terra, concedesse ao coreano de origem japonesa, Sun Myung Moon, Líder da Igreja da Unificação (os moonis), um crédito importantíssimo. Rockefeller, como afirma Pepe Rodríguez, em sua obra El poder de las Sectas (Barcelona 1990), doou também notáveis quantidades de dinheiro para apoiar a expansão da seita Hare krishna.

APOLOGÉTICA CATÓLICA

“Hoje se faz necessário reabilitar a autentica apologética que faziam os Pais da Igreja como explicação da fé. Mas do que nunca os discípulos e missionários de Cristo de hoje necessitam de uma apologética renovada para que todos possam ter vida nele” (Documento de Aparecida nº229).

É uma lastima que muitos católicos, atraídos pela propaganda sectária, tenham abandonado a Igreja. Esses católicos não sabem que se expõem a perder a maior preciosidade que o ser humano possui: o dom da fé. Diversas vozes autorizadas levantaram-se para pedir que se volte a utilizar na Igreja uma apologética sadia.

O presbítero Dizán Vázquez diz, em seu livro Católico: defende tua fé! Que a Igreja precisa intensificar em seu próprio seio um processo de evangelização integral que chegue a todos os batizados que não descobriram o tesouro inesgotável de sua fé. É preciso ajudar muitos católicos a recuperar a confiança em sua própria Igreja, em seus ensinamentos e em sua moral, desenvolver-lhe a segurança de que sua Igreja não o está enganando, como tantas vezes lhe repetem os agentes sectários; ajudá-lo a sentir-se justamente, orgulhoso de sua identidade católica.

Escreve de forma sábia e exortativa o ilustre pesquisador de Religiões e Seitas Robim de Ruiter: “As seitas, para confundir os católicos sinceros, muitas vezes tornam públicos os defeitos dos piores elementos da Igreja Católica. Os pecados que certos católicos possam cometer não devem constituir obstáculo algum para os cristãos sinceros”.

“A Igreja Católica é a única coisa que salva o homem da degradante escravidão de ser um filho de sua época” dizia o intelectual inglês G.K. Chesterton. Nosso Senhor Jesus Cristo fundou uma só Igreja: a Católica, e não mandou ninguém mais fundar qualquer que seja outra igreja.

Só a Igreja Católica tem o poder de Deus para vencer, as forças do inferno, Satanás, o Anticristo e todo seu império destruidor. (Mt 16,18). Ser fiel aos ensinamentos da Igreja Católica de Cristo é ficar livre de toda armação de Satanás e de seus falsos apóstolos. Jesus Cristo disse: “Cuidado para que ninguém vos engane” (Mt 24,4).

Vivemos uma era farta de muitos falsos apóstolos, profetas, bispos, pastores, evangelistas, missionários e obreiros do diabo.

Vejamos um terrível testemunho de um ex-pastor da Igreja Universal do Reino de Deus. “Aprendi a extorquir o povo com o bispo Edir Macedo, tenho até vergonha de falar. Uma vez coloquei uma piscina de plástico no altar por 15 dias, cheia de água. Disse que era uma água do Rio Jordão, onde Jesus foi batizado. Eu dizia que as pessoas iam ser batizadas na mesma água que Jesus, desde que dessem uma oferta. E era uma água de torneira”. (Revista Época, 21/09/2009, p.43). “Isso é coisa de bandido”.
CONCLUSÃO
“Nós sabemos que somos de Deus, ao passo que o mundo inteiro está sob o poder do Maligno” (1Jo 5,19) “Para isto é que o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do diabo” ( 1 Jo 3,8). Toda missão de Jesus Cristo é uma luta ferrenha e colossal contra o império de Satanás e seus demônios. Jesus lhe disse: “Vai embora Satanás, pois está escrito: Adorarás só Senhor, teu Deus, e só a ele prestarás culto” (Mt 4,8-10) Já temos a fé, a graça e unção do Espírito Santo e a verdade de Jesus Cristo em nossas vidas, resta tão somente mais conhecimento, informação e formação bíblica, teológica, mística e histórica para enfrentar e libertar as pessoas de todo império de Satanás: Cultura de charlatanice e de morte.

Somente em Jesus Cristo o ser humano encontra felicidade e vida eterna. Somente ficarão livres de toda dominação satânica mundial os cristãos fiéis ao domínio da graça de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo que é o Rei dos reis e o Senhor dos Senhores (Ap 19,16).

Pe. Inácio José do vale Especialista em Ciência Social da Religião Professor e Pesquisador de Seitas E-mail: pe.inaciojose.osbm@hotmail.com

Nota Leia os dois livros de Robin de Ruiter:
1. O Anticristo – Poder Oculto por trás da Nova Ordem Mundial.
2. O Poder Oculto por trás dos Testemunhas de Jeová.
Ambos da Editora Ave-Maria. Televendas: 0800-7730456.

EUA: EXPORTADORES DE SEITAS “Os Estados Unidos têm força para espalhar as trevas mundo afora” André Petry Colunista da Veja
Os Estados Unidos são os maiores exportadores de seitas para o mundo inteiro. É a nação onde maior número de seitas nasce e prolifera para o resto do mundo. Também é a nação que recebe seitas dos quatro cantos do universo. Devido o dólar, a liberdade, a tecnologia e a manipulação religiosa americana tornam-se mais fácil criar, receber e expandir as seitas e outros movimentos religiosos.

O interesse não é só religioso e sim: econômico, político, licencioso, satanista e a desagregação da unidade cultural e artística.

Dos Estados Unidos procedem as mais diferentes seitas: fechadas, apocalípticas, fanáticas; libertinas; capitalistas, exóticas e moderadas.

O renomado pesquisador sobre história, religiões e seitas, o holandês Robin de Ruiter afirma: “Os Estados Unidos são a nação maçônica por excelência. O poder da maçonaria nessa nação é imenso. Em sua constituição se recolhem vários dos princípios propugnados pela maçonaria. Os seguidores da maçonaria mantêm uma presença muitíssimo ativa nas instituições do governo. Maçons são seus mais destacados líderes. O ex-presidente Bill Clinton é maçom do grau 33 e membro do Conselho de Relações Exteriores. Não só Bill Clinton é maçom, mas também outros 18 presidentes do país o foram, a saber, Washington, Madison, Monroe, Jackson, Polk, Buchanan, A. Johnson, Garfield, Mckinley, os dois Roosevelt, Taft, Harding, Truman, Johnson, Ford, Reagan e George Bush. Na lista maçônica da presidência norte-americana faltam os nomes de Lincoln, Hoover, Eisenhower e Kennedy. O presidente Eisenhower era filho de testemunha de Jeová. Seu pai foi ancião dos Estudantes da Bíblia (nome anterior das testemunhas de Jeová). A casa dos Eisenhower foi utilizada para as reuniões das testemunhas de Jeová durante muitos anos. Outros maçons influentes são ou foram Edward Mandell House, assessor do presidente Wilson, Boutros Boutros-Ghali, Henry Kissinger, Allen Dulles, diretor da CIA, e John Foster Dulles, secretário de Estado norte-americano. Os irmãos Dulles eram descendentes de uma famosa família suíça que introduziu o rito escocês nos Estados Unidos” (1).

A IGREJA DE SATANÁS

“O diabo disse: “Eu te darei tudo isso, se caíres de joelhos para me adorar” (Mt 4, 8 . 9). Em toda história humana o diabo sempre teve adoradores. Ele é o pai da mentira e têm seus filhos fiéis (Jo 8,44).
O diabo tem apóstolos para pregar seu engano em todo o mundo (2 Cor 11,13.14; Ap 12,9). Anton LaVey foi agente de publicidade encarregado de dar ao satanismo uma boa imagem. LaVey já pertencia ao satanismo antes dos anos 60, mas não foi senão em 1966 que fundou a Igreja de Satã. Não só Jane Mansfield foi uma grande sacerdotisa dessa igreja, mas também Marilyn Monroe, que participou dos rituais satânico de LaVey, mesmo antes que ele fundasse sua Igreja de Satanás em São Francisco que é reconhecida legalmente nos Estados Unidos.

Aleiser Crowley, um dos fundadores do culto satânico, escreveu o seguinte em seu livro The Book of Law: “Para todos os propósitos, o melhor sacrifício é o de um menino varão de inocência perfeita e grande inteligência”.

Um príncipe Negro (bruxo satanista negro) calculou que nos Estados Unidos se realizam cada ano de 40 a 60 mil sacrifícios humanos. Em muitos países existem “granjas humanas”, onde se descobriram bebês desde 11 dias até quatro meses de idade, para prover os sacrifícios humanos.

DECADÊNCIA MORAL

Thomas Macauley, um parlamentar britânico, escreveu em 1857 estas palavras sensatas sobre os Estados Unidos: “Sua República será tão terrivelmente despojada e devastada pelos bárbaros do Século XX quanto foi o Império Romano no Século V, com a seguinte diferença – os bárbaros e os vândalos que assolaram o Império Romano vieram de fora, e os seus bárbaros e vândalos estarão engendrados em seu próprio país”. Tragicamente, estamos testemunhando isso hoje, tanto na frente moral quanto na econômica.

O tsunami econômico está sendo alavancado pelos poderosos lideres mundiais de mover drasticamente o mundo em direção a uma economia global e a uma moeda mundial. A recente reunião do G20 em Londres, denominada “A Cúpula de Londres 2009”, confirmou essa virada brusca para a esquerda, para longe da proeminência americana e em direção à globalização. Em 6 de abril de 2009, a revista Time publicou o artigo “Será que o Todo-Poderoso Dólar Esta Arruinado?”, uma crônica sobre o consenso cada vez maior de que o sistema de reserva do dólar está com os dias contados. O primeiro-ministro britânico Gordon Brown disse que os dias da primazia dos Estados Unidos acabaram e que “problemas globais requerem soluções globais”.

Robert Bork, em seu livro Slouching Towards Gomorrah (Despencando em Direção a Gomorra) diz: “A cultura americana é complexa e se recupera com facilidade. Mas também não se deve negar que há muitos aspectos de quase todos os ramos de nossa cultura que estão piores do que jamais estiveram e que a podridão está se alastrando”. É triste, mas é verdade. O desastre nacional de quase 50% de nascimento de filhos ilegítimos, uma indústria de pornografias de 12 bilhões de dólares ao ano, e 50 milhões de abortos desde 1973 são flagelos terríveis no cenário nacional americano.

“Além disso, o movimento homossexual continua a impulsionar suas ações, confirmando tragicamente a descida cada vez mais intensa para dentro da espiral mortal do julgamento descrito em Romanos 1.24-31. O casamento homossexual foi legalizado em Massachussetts e em Connecticut já há algum tempo, e outros estados o estão legalizando agora”, escreve o Dr. Mark Hitchcock, pastor e escritor americano.

O FIM DA DOMINAÇÃO

Com a recessão na economia americana, a renda das famílias nos Estados Unidos caiu em 2008, e a pobreza subiu ao seu nível mais alto em 11 anos, segundo relatório divulgado ontem. Em 2008, metade dos americanos ganhava menos do que US$ 50.303 por ano – um valor 3,6% menor que em 2007, numa queda que interrompeu três anos seguidos de alta. Já a taxa de pobreza subiu de 12,5% em 2007 para 13,2% no ano passado. Com isso, o número de pobres cresceu para 39,8 milhões, num aumento de 2,6 milhões em relação a 2007. Os números constam do relatório anual sobre renda, pobreza e seguro-saúde do Departamento do Censo dos EUA. O documento destaca que o declínio na renda mostra que os gastos do consumidor terão papel limitado como propulsor da recuperação da economia.

Ainda de acordo com o relatório, a queda acentuada nos preços dos imóveis residenciais e das ações alimentou a perda recorde de US$ 13,9 trilhões na riqueza das famílias dos EUA desde meados de 2007. O governo americano informou ainda que o número de pessoas sem cobertura de seguro-saúde subiu de 45,7 milhões em 2007 para 46,3 milhões no ano passado (3).

A revista Time (24 de março de 2008) pode estar certa: “O século XXI subverterá muitos dos nossos pressupostos básicos sobre a vida econômica. O século XX viu o final da dominação européia sobre a política e a economia globais. O século XXI verá o fim da dominação americana”. CONCLUSÃO Seitas, coca-cola, capitalismo, invasão cultural e militar fazem parte da política dos Estados Unidos.

Esta nação é contaminada em demasia pela soberba e pela divisão sectária.

São 6.161 denominações protestantes nos Estados Unidos e 33.820 ao redor do mundo, segundo o Dictionary of Chistianity in America.

A causa principal do abandono da fé protestante é a divisão, o cisma. Este é o maior escândalo para o cristianismo.

Um sistema religioso que se divide muito prova a falta de obediência a Palavra de Deus e a falta de respeito e amor ao próximo. Por falta desse amor, a nação americana tem sua história religiosa manchada de sangue de irmão matando irmão da mesma fé. O sectarismo religioso americano a onde chega, causa também o sectarismo social, político, econômico, cultural, religiosos e familiar. Daí é o nosso dever rejeitar rigorosamente toda e qualquer que seja a proposta sectária americana.

A nossa unidade católica prova que somos fiéis a Palavra de Deus, cristãos ortodoxos e libertos de toda armadilha sectarista americana ou de qualquer outra parte do mundo.

Por amor a verdade da Boa Nova de Nosso Senhor Jesus Cristo e da Santa Tradição da Igreja de Deus temos a obrigação de denunciar todo sistema religioso sectário dos Estados Unidos. O império das seitas americanas deve ser combatido para o bem da humanidade.

Pe. Inácio José do Vale Especialista em Ciência Social da Religião Professor e Pesquisador de Seitas
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sábado, 31 de outubro de 2009

DIA DE FINADOS

O Dia de Finados é o dia da celebração da vida eterna das pessoas queridas que já faleceram. É o Dia do Amor, porque amar é sentir que o outro não morrerá nunca.

É celebrar essa vida eterna que não vai terminar nunca. Pois, a vida cristã é viver em comunhão íntima com Deus, agora e para sempre.

Desde o século 1º, os cristãos rezam pelos falecidos; costumavam visitar os túmulos dos mártires nas catacumbas para rezar pelos que morreram sem martírio. No século 4º, já encontramos a Memória dos Mortos na celebração da missa. Desde o século 5º, a Igreja dedica um dia por ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém se lembrava. Desde o século XI, os Papas Silvestre II (1009), João XVIII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia por ano aos mortos. Desde o século XIII, esse dia anual por todos os mortos é comemorado no dia 2 de novembro, porque no dia 1º de novembro é a festa de "Todos os Santos". O Dia de Todos os Santos celebra todos os que morreram em estado de graça e não foram canonizados. O Dia de Todos os Mortos celebra todos os que morreram e não são lembrados na oração.

Mons. Arnaldo Beltrami – vigário episcopal de comunicação

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Como JESUS sofreu

"Antes de ler, pense nas horas que reclama da vida, dos seus problemas, e compare se suportaria tanto sofrimento"



A agonia de Jesus

Relato de um médico francês Dr.Barbet , professor-cirurgião, sobre a agonia de Jesus Cristo , reconstituindo as dores sofridas por Ele, em nosso lugar .

"Sou um cirurgião, e dou aulas há algum tempo. Por treze anos vivi em companhia de cadáveres e durante a minha carreira estudei anatomia a fundo. Posso portanto escrever sem presunção a respeito de morte, como a de Jesus.

"Jesus entrou em agonia no Getsemani e seu suor tornou-se como gotas de sangue a escorrer pela terra". O único evangelista que relata o fato é um médico, Lucas. E o faz com a precisão de um clínico. O suar sangue, ou "hematidrose", é um fenômeno raríssimo. É produzido em condições excepcionais: para provocá-lo é necessário uma fraqueza física, acompanhada de um abatimento moral violento causado por uma profunda emoção, por um grande medo. O terror, o susto, a angústia terrível de sentir-se carregando todos os pecados dos homens devem ter esmagado Jesus. Tal tensão extrema produz o rompimento das finíssimas veias capilares que estão sob as glândulas sudoríparas, o sangue se mistura ao suor e se concentra sobre a pele, e então escorre por todo o corpo até a terra.

Conhecemos a farsa do processo preparado pelo Sinédrio hebraico, o envio de Jesus a Pilatos e o desempate entre o procurador romano e Herodes.

Pilatos cede, e então ordena a flagelação de Jesus. Os soldados despojam Jesus e o prendem pelo pulso a uma coluna do pátio. A flagelação se efetua com tiras de couro múltiplas sobre as quais são fixadas bolinhas de chumbo e de pequenos ossos. Os carrascos devem ter sido dois, um de cada lado, e de diferente estatura. Golpeiam com chibatadas a pele, já alterada por milhões de microscópicas hemorragias do suor de sangue. A pele se dilacera e se rompe; o sangue espirra. A cada golpe Jesus reage em um sobressalto de dor. As forças se esvaem; um suor frio lhe impregna a fronte, a cabeça gira e vem uma vertigem de náuseas, calafrios lhe correm ao longo das costas. Se não estivesse preso no alto, pelos pulsos, cairia em uma poça de sangue.

Depois do escárnio da coroação. Com longos espinhos, mais duros que os de acácia, os algozes entrelaçam uma espécie de capacete e o aplicam sobre a cabeça. Os espinhos penetram no couro cabeludo fazendo-o sangrar (os cirurgiões sabem o quanto sangra o couro cabeludo ).

Pilatos, depois de ter mostrado aquele homem dilacerado à multidão feroz, o entrega para ser crucificado. Colocam sobre os ombros de Jesus o grande braço horizontal da cruz; pesa uns cinqüenta quilos. A estaca vertical já está plantada sobre o Calvário. Jesus caminha com os pés descalços pelas ruas de terreno irregular, cheias de pedregulhos. Os soldados o puxam com as cordas. O percurso, é de cerca de 600 metros. Jesus, fatigado, arrasta um pé após o outro, freqüentemente cai sobre os joelhos. E os ombros de Jesus estão cobertos de chagas. Quando Ele cai por terra, a viga lhe escapa, escorrega, e lhe esfola o dorso. Sobre o Calvário tem início a crucificação. Os carrascos despojam o condenado, mas a sua túnica está colada nas chagas e tirá-la produz dor atroz. Quem já tirou uma atadura de gaze de uma grande ferida percebe do que se trata. Cada fio de tecido adere à carne viva; ao levarem a túnica, se laceram as terminações nervosas postas em descoberto pelas chagas. Os carrascos dão um puxão violento. Há um risco de toda aquela dor provocar uma síncope, mas ainda não é o fim.

O sangue começa a escorrer. Jesus é deitado de costas, as suas chagas se incrustam de pedregulhos. Depositam-no sobre o braço horizontal da cruz. Os algozes tomam as medidas. Com uma broca é feito um furo na madeira para facilitar a penetração dos pregos. Os carrascos pegam um prego (um longo prego pontudo e quadrado), apóiam-no sobre o pulso de Jesus, com um golpe certeiro de martelo o plantam e o rebatem sobre a madeira. Jesus deve ter contraído o rosto assustadoramente. O nervo mediano foi lesado. Pode-se imaginar aquilo que Jesus deve ter provado; uma dor lancinante, agudíssima, que se difundiu pelos dedos, e espalhou-se pelos ombros, atingindo o cérebro. A dor mais insuportável que o homem pode provar, ou seja, aquela produzida pela lesão dos grandes troncos nervosos: provoca uma síncope e faz perder a consciência. Em Jesus não. O nervo é destruído só em parte: a lesão do tronco nervoso permanece em contato com o prego, quando o corpo é suspenso na cruz, o nervo esticará fortemente como uma corda de violino esticada sobre a cravelha. A cada solavanco, a cada movimento, vibrará despertando dores dilacerantes. Um suplício que durará três horas.

O carrasco e seu ajudante empunham a extremidade da trava; elevam Jesus, colocando-o primeiro sentado e depois em pé; conseqüentemente fazendo-o tombar para trás, o encostam na estaca vertical. Os ombros da vítima esfregam dolorosamente sobre a madeira áspera. As pontas cortantes da grande coroa de espinhos penetram o crânio. A cabeça de Jesus inclina-se para frente, uma vez que o diâmetro da coroa o impede de apoiar-se na madeira.

Cada vez que o mártir levanta a cabeça, recomeçam pontadas agudas de dor. Pregam-lhe os pés. Ao meio-dia Jesus tem sede. Não bebeu desde a tarde anterior. Seu corpo é uma máscara de sangue. A boca está semi-aberta e o lábio inferior começa a pender. A garganta, seca, lhe queima, mas ele não pode engolir. Tem sede. Um soldado lhe estende sobre a ponta de uma vara, uma esponja embebida em bebida ácida, em uso entre os militares. Tudo aquilo é uma tortura atroz. Um estranho fenômeno se produz no corpo de Jesus. Os músculos dos braços se enriquecem em uma contração que vai se acentuando: os deltóides, os bíceps esticados e levantados, os dedos, se curvam. É como acontece a alguém ferido de tétano. A isto que os médicos chamam titânia, quando os sintomas se generalizam: os músculos do abdômen se enrijecem em ondas imóveis, em seguida aqueles entre as costelas, os do pescoço, e os respiratórios. A respiração se faz, pouco a pouco mais curta. O ar entra com um sibilo, mas não consegue mais sair. Jesus respira com o ápice dos pulmões. Tem sede de ar: como um asmático em plena crise, seu rosto pálido pouco a pouco se torna vermelho, depois se transforma num violeta purpúreo e enfim em cianítico.

Jesus é envolvido pela asfixia. Os pulmões cheios de ar não podem esvaziar-se. A fronte está impregnada de suor, os olhos saem fora de órbita. Mas o que acontece? Lentamente com um esforço sobre-humano, Jesus toma um ponto de apoio sobre o prego dos pés. Esforça-se a pequenos golpes, se eleva aliviando a tração dos braços. Os músculos do tórax se distendem. A respiração torna-se mais ampla e profunda, os pulmões se esvaziam e o rosto recupera a palidez inicial.

Por que este esforço? Porque Jesus quer falar: "Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem".

Logo em seguida o corpo começa afrouxar-se de novo, e a asfixia recomeça.

Foram transmitidas sete frases pronunciadas por Ele na cruz: cada vez que falou, elevou-se, tendo como apoio o prego dos pés. Inimaginável!

Atraídas pelo sangue que ainda escorre e pelo coagulado, enxames de moscas zunem ao redor do seu corpo, mas Ele não pode enxotá-las.

Pouco depois o céu escurece, o sol se esconde: de repente a temperatura diminui. Logo serão três da tarde, depois de uma tortura que dura três horas. Todas as suas dores, a sede, as cãibras, a asfixia, o latejar dos nervos medianos, lhe arrancam um lamento: "Meu Deus, Meu Deus, porque me abandonastes?". Jesus grita: "Tudo está consumado !". Em seguida num grande brado diz: "Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito". E morre.

E morre, no meu lugar e no seu. Não façamos dessa morte, que trouxe nova vida a todos nós, uma morte sem nexo. Está em você, dentro de você o espírito de Jesus.

Ame-o e glorifique-o todos os dias da sua vida.


Colaboração de: Renato Ruy

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Saiba mais sobre o Pontifício Instituto Bíblico

O Pontifício Instituto Bíblico (PIB) é uma instituição universitária da Santa Sé. Foi fundado pelo Papa Pio X com a Carta Apostólica ‘Vinea electa' em 7 de maio de 1909 como "um centro de altos estudos da Sagrada Escritura, em Roma, para promover de modo mais eficaz a doutrina bíblica e todos os estudos relacionados, segundo o espírito da Igreja Católica". Desde a fundação, foi confiado à Companhia de Jesus, tendo como primeiro reitor e organizador Padre L. Fonck.

Inicialmente, o PIB preparava os alunos aos exames da Pontifícia Comissão Bíblica. Em seguida, a Carta Apostólica 'Cum Biblia sacra' autorizou o Instituto a conferir o grau acadêmico de 'licença' em nome da Comissão, e enfim, o Motu proprio 'Quod maxime' de Pio XI concedeu-lhe a independência acadêmica e a possibilidade de conferir o 'doutorado' a seus alunos.

Com este mesmo documento, o PIB foi consociado à Pontifícia Universidade Gregoriana e ao Pontifício Instituto Oriental. Assim, estas três instituições possuem o mesmo Vice-Grão chanceler, (o Prepósito Geral da Companhia de Jesus), mas mantêm estatutos distintos.

Por ser fundado pelo Sumo Pontífice, o Instituto Bíblico goza de própria autonomia e depende diretamente da Santa Sé. Sendo assim, tem caráter internacional; atualmente seus alunos provêm de cerca de 60 nações.

O Grão-Chanceler é o Prefeito da Congregação para a Educação Católica, Cardeal Zenon Grocholewski (foto).
Fonte: Rádio Vaticano

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

São Sebastião

S. Sebastião foi um dos muitos soldados romanos que por sua fé em Jesus foi martirizado. É uma pena que só se pode saber de sua história através das atas de seu martírio que foram escritas dois séculos mais tarde. Em quase todas as atas de martírios de santos e santas, os escribas tinham ordens de colocarem muitos detalhes do martírio e dar pouca ênfase ao martirizado.(isto era para assustar os futuros cristãos visto que as atas eram colocadas na cidade onde ocorria o martírio, e na biblioteca de Roma).
Um soldado do exército, nosso santo nasceu em Narbona, França, no final do seculo III e desde muito pequeno seus pais mudadaram para a Milao onde cresceu e foi educado. Seu pai era millitar e nobre e ele quiz seguir a carreira do pai, chegando a ser capitão da primeira corte de guarda pretoriana, um cargo que só se dava a pessoas ilustres e corretas. Sua dedicação a sua carreira valeu elogios de seus companheiros e principalmente do imperador Maximiano. Cumpre recordar que o império romano na época era governado no, oriente por Diocleciano e no ocidente por Maximiano. Maximiano ignorava que Sebastião era um cristão de coração e ainda que mesmo cumprindo as suas tarefas militares, não tomava parte nos sacrifícios nem nos atos de idolatria. Sempre que podia, visitava os cristãos encarcerados e ajudava aos mais fracos, doentes e necessitados.
Podia se dizer que era um soldado dos dois exércitos: o de Cristo e o de Roma.

Maximiano empreendeu uma depuração de elementos cristãos nas forças armadas expulsando todos os cristãos de seus exércitos. Cabe dizer que o soldado do exercito romano era voluntário. Só era obrigatório servir, os filhos de militares, como era o caso do nosso Sebastião. Quando um soldado o denunciou. Maximiano sentiu-se traído por Sebastião e rapidamente o chamou e exigiu que renunciasse ao cristianismo.
Ante tal situação, Sebastião comunicou ao imperador que não queria renunciar as suas crenças cristãs e o imperador ordenou a sua morte. Mas Maximiano ordenou a sua morte de maneira a mais desumana. Ordenou que seus melhores arqueiros o flechassem! Os arqueiros o desnudaram, levaram-no ao estádio de Palatino, o ataram a um poste e lançaram nele uma chuva de flechas e o abandonaram para sangrar até a morte.
Irene, uma mulher cristã, providencial, que apreciava os conselhos de Sebastião, junto com um grupo de amigos, foram ao local onde estava o santo, e com assombro, comprovaram que o mesmo ainda estava vivo.
O desamarraram e Irene o escondeu em sua própria casa e curou as suas feridas. Passado um tempo, nosso querido santo, já curado, quiz continuar seu processo de evangelização e, em vez de se esconder, com valentia apresentou-se de novo a Maximiano, o qual ficou assombrado. Maximiano não deu ouvidos os pedidos de Sebastião para que deixasse de perseguir aos cristãos e ordenou a seus soldados que o açoitassem até a morte.
Outra versão conta que ele foi morto a pauladas e boladas de chumbo em 303DC e o Imperador ordenou que ele fosse jogado em um fossa de modo que os cristãos não o encontrassem.
Mas mais tarde Sebastião apareceu para uma cristã chamada Lucina e disse a ela :" em certo poço você me encontrará pendurado por um gancho e você deve me enterrar nas catacumbas dos apóstolos".
Na mesma noite ela e seus servos fizeram o que Sebastião ordenou.
Alguns autores dizem que Lucina o enterrou no jardim de sua casa que ficava situado na Via Apia onde está hoje sua Basílica.
Ele foi martirizado no ano de 287 DC.
Mais tarde a Igreja construiu na parte posterior da catacumba um templo em honra do santo: A Basílica de São Sebastião que lá existe até hoje e recebe grande romaria dos seus devotos. Existe ainda uma capela em Palatino em homenagem a São Sebastião.Acima, uma foto de uma pintura (Museu de Pushkin) mostrando Irene curando as feridas de São Sebastião.
A Irene que cuidou de São Sebastião, é a Santa Irene cuja festa é celebrada no dia 30 de março.
Fonte:Cademeusanto

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Jesus alguma vez disse ser Deus?


Jesus é Deus? Investigue essas interessantes afirmações...

Os seguidores mais antigos de Jesus, todos eles, pareciam estar convencidos de que Jesus era realmente Deus em forma humana. Paulo disse: "Ele é a imagem do Deus invisível... Nele a Sua totalidade teve o prazer em residir". João disse que Jesus criou o mundo. Pedro disse: "todo aquele que acredita Nele tem os seus pecados perdoados através de Seu nome".

Mas o que Jesus disse sobre si mesmo? Alguma vez ele se apresentou como Deus? De acordo com a Bíblia, com certeza! Abaixo estão algumas de suas declarações feitas no tempo que estava na terra, e seus contextos.

Jesus É Deus? Como Ele Disse Que Era Deus:
Disseram-lhe os judeus: "Você ainda não tem cinqüenta anos e viu Abraão?" Respondeu Jesus: "Eu lhes afirmo que antes de Abraão nascer, Eu Sou!" Então eles apanharam pedras para apedrejá-lo, mas Jesus escondeu-se e saiu do templo. (João 8:57-59)

"Eu e o Pai somos um". Novamente os judeus pegaram pedras para apedrejá-lo, mas Jesus lhes disse: "Eu lhes mostrei muitas boas obras da parte do Pai. Por qual delas vocês querem me apedrejar?" Responderam os judeus: "Não vamos apedrejá-lo por nenhuma boa obra, mas pela blasfêmia, porque você é um simples homem e se apresenta como Deus". (João 10:30-33)

Então Jesus disse em alta voz: "Quem crê em mim, não crê apenas em mim, mas naquele que me enviou. Quem me vê, vê aquele que me enviou. Eu vim ao mundo como luz, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas". (João 12:44-46)

Quando terminou de lavar-lhes os pés, Jesus tornou a vestir sua capa e voltou ao seu lugar. Então lhes perguntou: "Vocês entendem o que lhes fiz? Vocês me chamam Mestre e Senhor, e com razão, pois eu o sou. Pois bem, se eu, sendo Senhor e Mestre de vocês, lavei-lhes os pés, vocês também devem lavar os pés uns dos outros". (João 13:12-14)

Respondeu Jesus: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim. Se vocês realmente me conhecessem, conheceriam também o meu Pai. Já agora vocês o conhecem e o têm visto". Disse Filipe: "Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta". Jesus respondeu: "Você não me conhece, Filipe, mesmo depois de eu ter estado com vocês durante tanto tempo? Quem me vê, vê o Pai. Como você pode dizer: 'Mostra-nos o Pai'?". (João 14:6-9)

Jesus É Deus? Como Ele Se Descreve?
Jesus lhes disse: "Digo-lhes a verdade: Não foi Moisés quem lhes deu pão do céu, mas é meu Pai quem lhes dá o verdadeiro pão do céu. Pois o pão de Deus é aquele que desceu do céu e dá vida ao mundo". Disseram eles: "Senhor, dá-nos sempre desse pão!". Então Jesus declarou: "Eu sou o pão da vida. Aquele que vem a mim nunca terá fome; aquele que crê em mim nunca terá sede". (João 6:32-35)

Falando novamente ao povo, Jesus disse: "Eu sou a luz do mundo. Quem me segue, nunca andará em trevas, mas terá a luz da vida". Os fariseus lhe disseram: "Você está testemunhando a respeito de si próprio. O seu testemunho não é válido!". Respondeu Jesus: "Ainda que eu mesmo testemunhe em meu favor, o meu testemunho é válido, pois sei de onde vim e para onde vou. Mas vocês não sabem de onde vim nem para onde vou". (João 8:12-14)

Então Jesus afirmou de novo: "Digo-lhes a verdade: Eu sou a porta das ovelhas. Todos os que vieram antes de mim eram ladrões e assaltantes, mas as ovelhas não os ouviram. Eu sou a porta; quem entra por mim será salvo. Entrará e sairá, e encontrará pastagem. O ladrão vem apenas para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente. Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas". (João 10:7-11)

Disse Marta a Jesus: "Senhor, se estivesses aqui meu irmão não teria morrido. Mas sei que, mesmo agora, Deus te dará tudo o que pedires". Disse-lhe Jesus: "O seu irmão vai ressuscitar". Marta respondeu: "Eu sei que ele vai ressuscitar na ressurreição, no último dia". Disse-lhe Jesus: "Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente. Você crê nisso?" Ela lhe respondeu: "Sim, Senhor, eu tenho crido que tu és o Cristo, o Filho de Deus que devia vir ao mundo". (João 11:21-27)

Jesus É Deus? Ele Disse Que Foi Enviado Aqui Para Fazer O Quê?
Jesus os chamou e disse: "Vocês sabem que os governantes das nações as dominam, e as pessoas importantes exercem poder sobre elas. Não será assim entre vocês. Ao contrário, quem quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo, e quem quiser ser o primeiro deverá ser escravo, como o Filho do homem que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos". (Mateus 20:25-28)

"Porque estava ensinando os seus discípulos. E lhes dizia: "O Filho do homem está para ser entregue nas mãos dos homens. Eles o matarão, e depois de três dias ele ressuscitará". Mas eles não entendiam o que ele queria dizer e tinham receio de perguntar-lhe". (Marcos 9:31-32)

"Pois Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dele. Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, por não crer no nome do Filho Unigênito de Deus". (João 3:16-18)

"Todo aquele que o Pai me der virá a mim, e quem vier a mim eu jamais rejeitarei. Pois desci do céu não para fazer a minha vontade, mas para fazer a vontade daquele que me enviou. E esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não perca nenhum dos que ele me deu, mas os ressuscite no último dia. Porque a vontade de meu Pai é que todo aquele que olhar para o Filho e nele crer tenha a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia". (João 6:37-40)

Quem é Deus?

Quem é Deus...Ele pode ser conhecido.

Deus, que criou o universo em toda a sua imensidão e detalhes criativos, pode ser conhecido por nós. Ele nos conta sobre si mesmo, mas também nos revela muito mais. Deus nos convida a ter um relacionamento com ele, onde podemos conhecê-lo pessoalmente. Não somente podemos aprender sobre ele, como podemos conhecê-lo, intimamente.

"Não se glorie o homem sábio em sua sabedoria nem o forte em sua força nem o rico em sua riqueza, mas quem se gloriar, glorie-se nisto: em compreender-me e conhecer-me, pois Eu sou o Senhor e ajo com lealdade, com justiça e com retidão sobre a terra, pois é dessas coisas que me agrado", declara o Senhor. (Jeremias 9:23, 24) NVI

Quem é Deus...Ele é Acessível.

Deus nos convida a conversarmos com ele e deixá-lo saber de tudo o que nos preocupa. Nós não precisamos primeiro consertar as nossas atitudes. Também não precisamos ser educados, teologicamente corretos ou santos. É da própria natureza de Deus ser amável e receptivo quando vamos até Ele.

"O Senhor está perto de todos os que o invocam, de todos os que o invocam com sinceridade". (Salmos 145:18) NVI

Quem é Deus...Ele é Criativo.

Tudo o que nós fazemos é formado por materiais existentes ou construído com coisas que já foram criadas. Deus tem a capacidade de falar e trazer coisas à existência, não somente as galáxias e as formas de vida, mas também soluções para os problemas de hoje. Deus é criativo, por nós. É desejo dele que saibamos disso e confiemos em Seu poder.

"Proclamarão o glorioso esplendor de tua majestade, e meditarei nas maravilhas que fazes." (Salmos 145:5) NVI

"...De onde me vem o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra." (Salmos 121:1,2) NVI

Quem é Deus...Ele é Honesto.

Assim como uma pessoa que compartilha com você seus pensamentos e sentimentos, Deus claramente nos conta sobre ele mesmo, a única diferença que existe, é que ele é sempre honesto. Tudo o que ele conta sobre ele mesmo, ou sobre nós, é uma informação confiável. Mais verdadeiro do que nossos sentimentos, pensamentos e percepções, Deus é completamente preciso e honesto no que diz. Nós podemos confiar completamente em cada promessa que Ele nos faz, Ele cumpre. Nós podemos conhecê-lo com base em sua palavra.

"A explicação das tuas palavras ilumina e dá discernimento aos inexperientes."

"A tua palavra é lâmpada que ilumina os meus passos e luz que clareia o meu caminho." (Salmos 119:130,105) NVI


Quem é Deus...Ele é Capaz.

Você gostaria de estar 100% correto, sobre todas as coisas? Deus pode. Sua sabedoria não tem limites. Ele entende todos os elementos de uma situação, incluindo a história e os eventos futuros relacionados a ela. Nós não precisamos atualizá-lo, aconselhá-lo ou persuadi-lo a fazer a coisa certa. Ele fará, porque ele é capaz e porque seus motivos são puros. Quando confiamos nele, podemos estar certos de que ele nunca cometerá erros, nunca nos deixará enfraquecidos ou nos enganará. Você pode confiar completamente nele. Ele fará o que é certo, em todas as circunstâncias, em todo o tempo.


"Nenhum dos que esperam em ti ficará decepcionado..." (Salmos 25:3) NVI

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Ressurreição

As Escrituras confirmam que Jesus ressuscitou dos mortos. A Bíblia diz em Mateus 28:5-6 “Mas o anjo disse às mulheres: Não temais vós; pois eu sei que buscais a Jesus, que foi crucificado. Não está aqui, porque ressurgiu, como ele disse. Vinde, vede o lugar onde jazia.”
A ressurreição aconteceu exatamente como os profetas preveram. A Bíblia diz em 1 Coríntios 15:3-4 “Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; que foi sepultado; que foi ressuscitado ao terceiro dia, segundo as Escrituras.”
A ressurreição de Jesus é a verdade central da fé Cristã. A Bíblia diz em 1 Coríntios 15:14-17 “E, se Cristo não foi ressuscitado, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé. E assim somos também considerados como falsas testemunhas de Deus que ele ressuscitou a Cristo, ao qual, porém, não ressuscitou, se, na verdade, os mortos não são ressuscitados. Porque, se os mortos não são ressuscitados, também Cristo não foi ressuscitado. E, se Cristo não foi ressuscitado, é vã a vossa fé, e ainda estais nos vossos pecados.”
Que ensina a Bíblia sobre a nossa ressurreição da morte? A nossa ressurreição é certa por causa da ressurreição de Jesus. A Bíblia diz em 1 Coríntios 15:12-14 “Ora, se se prega que Cristo foi ressucitado dentre os mortos, como dizem alguns entre vós que não há ressurreição de mortos? Mas se não há ressurreição de mortos, também Cristo não foi ressuscitado. E, se Cristo não foi ressuscitado, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé.”
Os nossos corpos ressuscitados serão diferentes dos corpos que temos agora e serão eternos. A Bíblia diz em 1 Coríntios 15:51-53 “Eis aqui vos digo um mistério: Nem todos dormiremos mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos serão ressuscitados incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da imortalidade.”
Por causa da ressurreicção de Cristo, Ele tem poder para ressuscitar relações pessoais que estão destruídas e aqueles que estão mortos espiritualmente. A Bíblia diz em Filipenses 3:10 “Para conhecê-lo, e o poder da sua ressurreição e a e a participação dos seus sofrimentos, conformando-me a ele na sua morte.” Efésios 2:1, 4, 5 “Ele vos vivificou, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, …Mas Deus, sendo rico em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossos delitos, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos).”

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Paramentos Litúrgicos

È preciso sempre distinguir, no objeto litúrgico, no seu uso, dois aspectos: um prático e o outro simbólico. O primeiro se ordena à ação material que ele deve pôr em prática, o segundo nasce do significado da própria ação. Um objeto adquire sua eloqüência e valor artístico pela autenticidade e preciosidade do material empregado, pela coerência com a função prática, pela logicidade e conveniência das dimensões em relação ao ambiente.

Altar e Toalha
É a ara antiga dos sacrifícios e a mesa do banqute eucarístico; é a peça mais importante do edifício cristão. Deve ser de material sólido e fixo. Ele representa o próprio Jesus na Liturgia. O altar é o próprio cordeiro crucificado. A toalha do altar deve reduzir-se ao tamanho da mesa (parte superior) ou cair dos lados para não decepar o altar e, assim ignorarmos o símbolo mais importante do edifício cristão. Antes do concílio Vaticano II, usavam-se três toalhas que eram deixadas e usadas permanentemente, pois eram celebradas muitas missas, cada sacerdote devia celebrar a sua. Muita vezes, o altar era um depósito cheio de velas, flores, cálice... Hoje, sabemos que há uma só toalha que se confunde com o corporal.

Ambão
Lugar alto de onde se proclama e anuncia; no nosso caso, a palavra de Deus. Deve ser de material firme, igual ao altar, e a sédia, fixo, nobre e apenas um, pois uma só é a palavra de Deus. Aí são feitas as leituras, é proclamado o evangelho e, se desejar a homilia. Não é estante para os comentaristas, avisos etc.È bom lembrar que é uma peça sacramental como o altar e a sédia, e com destinos definidos para a ação litúrgica. Aí ou na sédia veneram-se os santos evangelhos.

Âmbula, Píxide ou Cibório
Vem de cibus (latim) alimento, seu primeiro formato foi de um cestinho de vime, lembrando cestos de pão. Depois foi uma espécie de cofre ou caixa. Hoje, para ser mais facilmente manipulado na distribuição da comunhão, é de metal ou outro material, com ou sem pé, e uma tampa. Não é consagrado, só Bento. Âmbula quer dizer "grande" e Píxide "pequena". O nome correto seria Cibório

Báculo
É uma das insígnias do Bispo. Longo bastão encurvado na extremidade. Lembra ser o Bispo o pastor do rebanho.

Cálice
O cálice com a patena são os vasos sagrados mais importantes pois nos remetem ao mandatum novum (nova aliança) do Senhor. tem suas raízes na páscoa judaica. Esses objetos São consagrados pelo bispo com o santo óleo do Crisma, como o altar, e devem ser tocados com respeito. O cálice já foi de vidro, madeira, cerâmica, marfim, pedra esculpida com duas ou sem alças. Já foi bem grande e com muitos enfeites inúteis como no período barroco. Hoje novamente pequeno e sóbrio como os primeiros (de 0,18 a 20cm de altura) deve ser de metal dourado (ao menos o interior da copa e em três partes: a copa, o nó central para segurá-lo e o pé para sustentá-lo).

Corporal
Vem do latim corpus e evoca o corpo de Cristo. É uma pequena toalha. Na realidade é a própria toalha que cobre todo o altar que com o tempo, por escrúpulos, transformou-se tão pequena que parece um guardanapo. Sua função é a de servir á eucaristia, colocando-se sobre ele o cálice e a patena para proteger as sagradas espécies que porventura caírem neste espaço.

Manustérgio
Toalha usada para purificar as mãos antes, durante e depois do ato litúrgico.

Pala
Como uma tampa de linho branco, serve para ser colocada sobre o cálice e a patena para protegê-los.

Sangüineo
Reservado exclusivamente para a purificação do cálice e da patena após a comunhão, e para o comungante enxugar os dedos e os lábios e o cálice após encostar a boca.

Sédia (ou cátedra)
Sédia vem do latim "cabeça" e Cátedra "cadeira". Nas catedrais recebe o nome de Cátedra e, é ocupada somente pelo bispo; é louvável toda a diocese ter muito amor pela Cátedra. Nas outras igrejas recebe o nome de Sédia e, é ocupada pelo presidente da celebração. Com o ambão e o altar deve ser do mesmo material, sólido e fixo(pois pertence ao Cristo) ao presbitério. Deve ser colocada na ponta oposta a porta de entrada, no fundo da ábside. Daí ele senta para ouvir a leitura; preside e conclui a celebração(somente a oração eucarística é presidida do altar.); se desejar a homilia.

Cruz Processional
Usada nas procissões, á frente de qualquer cortejo. Deve permanecer em lugar nobre no presbitério. Em torno de 0,40 a 0,50 cm, de qualquer material e uma haste de mais ou menos 2 m. Terá a figura do Cristo morto ou, preferencialmente, ressuscitado, glorioso ou, apenas cinco pedras que indiquem as cincos chagas, dando-lhe o caráter de estandarte da vitória. Ela marca o lugar dirigido exclusivamente pelo vitorioso. Faz parte dos elementos principais do presbitério com o altar, ambão e sédia.

Galhetas
São vasos de vidro ou prata que servem para a conservação dos santos óleos, para o vinho canônico e para a água a serem usados na missa.

Incenso
É símbolo da prece como no Salmo 140,2: "Como incenso suba a ti minha prece..."Sempre foi usado no oriente cristão, e no ocidente tornou-se habitual após o século V. Desde o antigo Egito é meio para o além, para a divindade. No judaísmo, adoração e sacrifício. È função do sagrado, de uma unção para Deus que se incensa em forma de cruz (sacrifício), de uma maneira circular (pertença) sobre as ofertas, cadáveres, túmulos etc...

Lavabo
Jarro com água e bacia. É usado na missa toda vez que o presidente, ministro ou acólito deve manusear o Santíssimo Sacramento ou outro elemento sacro, o sacerdote ainda lava as mãos depois de ministrar sacramentos que se utilizam dos Santos Óleos (Batismo, Crisma, Unção dos Enfermos, Ordem presbiteral e episcopal). Deve ficar na credencia o tempo todo.
Livros Sagrados

(Missal, evangeliário, lecionário, martirológio, pontifical).Os livros usados nas celebrações litúrgicas são sinais e símbolos das realidades celestes na ação litúrgica e, como tal devem ser dignos, decorados e belos."O missal contém o rito da missa, o Evangeliário, os evangelhos dominicais, o Lecionário, as leituras para todos os tempos litúrgicos, o martirológio, a celebração da memória dos santos, e o pontifical todas as celebrações presididas pelo bispo.

Menorá
È o castiçal de origem hebraica, usado sempre na igreja. Caiu em desuso com a perseguição da inquisição. Após o Vaticano II, retoma seu seu sentido no símbolo do Espírito Santo, com sete braços, os sete dons, deve ser usado no presbitério substituindo as velas do altar ou na frente do ambão.

Naveta
Pequeno recipiente para guardar o incenso, é usada junto com o turíbulo. A forma graciosa que os artistas lhe deram, como de nave, faz derivar o seu nome.

Ostensório
Usado para expor o Santíssimo sacramento para bênçãos e procissões. Tudo começou com a devoção de olhar para a hóstia consagrada, pois acreditava-se na idade média de ter poderes medicinais, com o crescimento da devoção foi incluído no ritual romano.

Patena
No princípio, a patena era uma bandeja grande, de qualquer material, para conter o pão consagrado, que depois seria repartido entre os fiéis. Com a introdução das partículas e cibórios, a patena serve hoje, só ao celebrante. Não é a tampa do cálice, mas pequena bandeja em forma de prato raso.

Teca
Usado para o transporte e administração do viático.

Turíbulo
Foi grande seu uso no antigo testamento em particular no momento do sacrifício junto ao santos do santos. Usa-se na procissão de entrada, incensa-se primeiramente a cruz depois o santo padroeiro ou do dia (se houver), depois o altar; antes da leitura do evangelho; as oferendas, (no ofertório não incensa-se a imagem do santo somente a cruz, oferendas, sacerdotes, e fiéis) e; na consagração do pão e do vinho. Incensam-se também o círio pascal na sábado santo, na páscoa e na sua oitava. Os defuntos, a pedra fundamental de uma igreja, enfim, na maioria das bênçãos de sacramentais.

Sineta ou Carrilhão
É usada para chamar a atenção da assembléia na parte mais importante da missa, a Consagração. Seu uso requer um pouco de experiência.

Crucifixo
Geralmente é usado em missas campais (fora da igreja) onde não se tem um pregado a parede. Ele deve ficar sobre o altar e com a face de Jesus voltada para o Padre e de costas para o resto da assembléia.

Círio Pascal
Vela grande, que é benzida solenemente na Vigília Pascal do Sábado Santo e que permanece nas celebrações até o Domingo de Pentecostes. Acende-se também nas celebrações do Batismo.

Sacrário
Local onde ficam armazenadas as hóstias consagradas, geralmente fica uma luz vermelha ao seu lado indicando a presença do corpo de Cristo. Quando entramos na Igreja e vemos essa luz acesa temos que ter o maior respeito pois estamos dentro da casa de Deus e Jesus está conosco.

Caldeira ou Caldeirinha
Local onde fica a água benta que o padre asperge sobre a comunidade ou algum objeto que vai ser benzido.

Asperges
Usado junto com a caldeirinha para aspergir a água benta sobre o povo ou algum objeto. tem diversos tamanhos e modelos.
Consulta:catequisar.com.br/

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Por detrás da aparência do pão

Os católicos dizem que não é pão, mas é o Corpo de Cristo
Os católicos dizem que não é mais pão após a consagração, mas é o Corpo de Cristo. Isso é uma loucura ou uma verdade que supera os critérios científicos?
O homem moderno espera da ciência, muitas vezes, um remédio que possa curar sua insegurança diante dos vários emblemas que o rodeiam, como a morte, a origem das coisas, o sentido da existência, o drama do sofrimento e da insatisfação interior, entre outros. Diante de suas múltiplas interrogações o que não é provado passa a ser tido como não verdadeiro.
A afirmação católica: "Não é pão e sim Corpo de Cristo" passa a ser considerada uma loucura. Nos laboratórios o que se verifica são as matérias de trigo e de vinho. Da mesma maneira, para muitos cristãos, essa mesma afirmação se encerra apenas no âmbito simbólico, ou seja, aponta para uma realidade, porém, não a contém em si mesma em sua inteireza. Portanto, como acreditar em um sinal de contradição até mesmo no meio cristão?
Existem realidades que superam as constatações realizadas em laboratórios, por exemplo: alguém já tocou em sua alma? Alguém já provou cientificamente a composição da alma humana? Como poderíamos negar sua existência, pois uma vez que alguém morre o que se vê é apenas um corpo e não mais um "alguém"? Por essa razão dizemos que está morto. Porque aquele corpo não possui mais alma.
Da mesma forma o Corpo de Cristo não é verificável em laboratório, mas sim, no princípio de causa e efeito. Se é Cristo deve por sua vez possuir um efeito. Como o alimento, alimenta, o Corpo de Cristo "cristifica", ou seja, faz a pessoa se superar, levando-a progressivamente a crescer no amor, a dar sentido a sua existência, a tornar-se mais humana e por sua vez mais divina.
Essa verdade se comprova também por "pesquisa de campo", pois são milhares de pessoas que no decorrer da história têm testemunhado virtudes heroicas e, ao mesmo tempo, que a causa de sua transformação e a base de sua felicidade se encontram no Deus escondido por detrás do pão consagrado.
Leandro Cesarleandrocesarcn@gmail.com

sábado, 6 de junho de 2009

A confecção de tapetes de rua é uma magnífica manifestação de arte popular que tem como origem a comemoração do Corpus Christi.

A confecção de tapetes de rua é uma magnífica manifestação de arte popular que tem como origem a comemoração do Corpus Christi.
Tapete para receber a procissão de Corpus Christi na cidade de Ouro Fino - MG - Foto de Dorival Junior [8]
Utilizando diversos tipos de materiais, como serragem colorida, borra de café, farinha, areia e alguns pequenos acessórios, como tampinhas de garrafas, flores e folhas, as pessoas montam, com grande arte, um tapete pelas ruas, com dizeres e figuras relativas ao assunto. Por este tapete passa a procissão, seguida pelas pessoas que participam com fervor. [1]
A celebração de Corpus Christi (Corpo de Cristo) surgiu na Idade Média e consta de uma missa, procissão e adoração ao Santíssimo Sacramento. Quarenta dias depois do Domingo de Páscoa é a quinta-feira da Ascensão do Senhor. Dez dias depois temos o Domingo de Pentecostes. O domingo seguinte é o da Santíssima Trindade, e na quinta-feira é a celebração do Corpus Christi.
É uma das mais tradicionais festas do Brasil e é comemorado no país desde a chegada dos portugueses.
A tradição de fazer o tapete com folhas e flores vem dos imigrantes açorianos. Essa tradição praticamente desapareceu em Portugal continental, onde teve origem, mas foi mantida nos Açores e nos lugares onde chegaram seus imigrantes, como por exemplo Florianópolis. [2]
O barroco enriqueceu esta festa com todas as suas características de pompa. Em todo o Brasil esta festa adquiriu contornos do barroco português. Corpus Christi é celebrado desde a época colonial com uma profusão de cores, música expressões de grandeza. [3]
No Brasil, a tradição de se fazer os tapetes de ruas acontece em inúmeras cidades, geralmente com voluntários que começam os preparativos dias antes da solenidade e varam a noite trabalhando. Veja a seguir algumas cidades onde é possível encontrar esse tipo de arte popular.
Matão-SP
A Festa de Corpus Christi é um dos eventos mais importantes da cidade e proporcionam um espetáculo maravilhoso de arte e religiosidade. São utilizadas dezenas de toneladas de materiais para a ornamentação das ruas, como areia, vidro moído tingido, serragem, entre outros, e seus tapetes coloridos atraem milhares de pessoas.
A 59ª edição (2007) da Festa oferece diversas atrações no dia 7 de junho. Além das ornamentações, que começam ainda pela madrugada, nas proximidades da Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus, no Centro, uma ampla estrutura é montada para receber os visitantes, com praça de alimentação explorada por entidades assistenciais, passeio turístico, feira de artesanato, área de recreação, exposições e espaço para artistas e músicos.
Av. 7 de SetembroCortesia: Prefeitura de Matão
Caçapava-SPCentenas de pessoas, dezenas de toneladas de areia e serragem, quilos de corante e tubos de tinta spray são usados para confeccionar o belíssimo tapete com cerca de 3 km de extensão usado na procissão com o Santíssimo Sacramento.
Florianópolis-SCConfeccionar os tapetes com areia e serragem é uma tradição em Florianópolis, capital do estado de Santa Catarina. A procissão de Corpus Christi ocorre em torno da área central da cidade, entre as praças 15 de Novembro e Pereira Oliveira. Grupos de moradores, congregações religiosas, entidades beneficentes e movimentos ligados à Igreja Católica dividem a tarefa de enfeitar as ruas, cada grupo responsável por uma pequena parte do trajeto de 1,5 Km.
Foto: Osvaldo Nocett
A maior parte do tapete é confeccionada com areia, serragem colorida e alguns pequenos acessórios, como tampinhas de garrafas e folhas. Mas a criatividade é a marca de muitos grupos que trabalham para enfeitar o caminho por onde passou mais tarde a procissão com o Santíssimo Sacramento, levado pelo arcebispo. A Irmandade do Divino Espírito Santo costuma fazer sua parte do tapete apenas com plantas. Ramos de cedrinho, obtidos durante a poda das árvores na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), flores vermelhas e rosas brancas são os principais componentes usados. [2]
Santana de Parnaíba-SPÉ uma das maiores do estado de São Paulo, que reúne milhares de fiéis de diversos municípios próximos, atraídos pelo famoso tapete artesanal. Com extensão de cerca de 850 metros, ele cobre as principais ruas do Centro Histórico.
Ouro Preto -MGEm Ouro Preto, as paróquias de Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora do Pilar, Santa Efigênia e Cristo Rei se unem na celebração com ruas forradas com formoso tapete de flores e serragem. A cidade atrai muitos turistas pela oportunidade de se conhecer melhor o período colonial brasileiro graças à arquitetura preservada da cidade, que é patrimônio histórico da humanidade.
Castelo-ESEm Castelo, no sul do Estado do Espírito Santo, as comemorações da festa de Corpus Christi atraem mais de 60 mil pessoas, e cerca de 500 voluntários ficam envolvidos na confecção de uma tapete de 1,2 mil metros de comprimento composto por quadros e passadeiras, cada um deles com uma mensagem ao visitante, como o amor, a doação, o sangue, o cordeiro, Jesus Cristo e a solidariedade.
Cabo Frio-RJOs moradores montam nas ruas da cidade um imenso tapete de sal para a passagem da procissão de Corpus Christi, que sempre atrai muitos turistas por causa de sua beleza.
Atibaia-SPTrata-se de uma festa já tradicional na região. O povo da cidade inicia na madrugada desse feriado religioso, o difícil trabalho de forrar e formar nas ruas do centro da cidade um enorme tapete com desenhos compostos por serragem (pintada em diversas cores) e pó.
São José do Rio Preto-SPSeguindo a tradição brasileira herdada de Portugal, muitas cidades da região e diversas paróquias de Rio Preto, enfeitaram o trajeto das procissões transformando as ruas num grande tapete multicolorido com símbolos eucarísticos e mensagens religiosas com enfoque em temas atuais.
Potirendaba - SPA cidade se destaca na decoração das ruas, produzindo verdadeiras obras de arte com os mais variados tipos de materiais, trabalhados por artistas plásticos da comunidade.
Bálsamo-SPÉ uma das mais populares na região. A decoração envolve crianças, jovens e adultos. Os 850 metros de ruas são enfeitados com serragem tingida, pó de café, tampinhas de refrigerantes encapadas com papel laminado, casca de ovo moída, tecidos, rendas e flores.
Mirassol-SPDiferente das demais cidades, Mirassol enfeita as ruas em volta da matriz de São Pedro Apóstolo com bordados. É um trabalho realizado por senhoras católicas que perdura durante o ano inteiro. As peças usadas durante a procissão, entre tapetes, toalhas de mesa e banho, jogos de cozinha e colchas são vendidas, com renda revertida para as obras sociais da comunidade.
Búzios-RJBúzios é uma cidade que oferece lazer para todos os gostos. Na praia de Manguinhos também é montado um tapete de sal que é imperdível.
Rodeio-SCA festa é realizada no município há cerca de 100 anos, desde a chegada dos primeiros imigrantes italianos católicos que colonizaram a região. É uma das mais tradicionais do Médio Vale por causa do tapete de serragem, flores, pó de café, isopor e outros materiais, caprichosamente feito pelos fiéis para a ocasião. A arte de fazer o tapete passa de pai para filho, em Rodeio. Na maior parte são jovens que deixam a cama no meio da madrugada para os preparativos.
Solidariedade
A festa religiosa é uma oportunidade para a prática da solidariedade. Neste dia, os fiéis têm costume de fazer doações, depois revertidas para as famílias necessitadas ou obras sociais mantidas pela Igreja.
Durante a missa o celebrante consagra duas hóstias: uma é consumida e a outra, apresentada aos fiéis para adoração. Essa hóstia permanece no meio da comunidade, como sinal da presença de Cristo vivo no coração de sua Igreja. [2]
Procissão em Florianópolis
História da Solenidade de Corpus Christi
No final do século XIII surgiu em Lieja, Bélgica, um Movimento Eucarístico cujo centro foi a Abadia de Cornillon fundada em 1124 pelo Bispo Albero de Lieja. Este movimento deu origem a vários costumes eucarísticos, como por exemplo a Exposição e Bênção do Santíssimo Sacramento, o uso dos sinos durante a elevação na Missa e a festa do Corpus Christi.
Santa Juliana de Mont Cornillon, naquela época priora da Abadia, foi a enviada de Deus para propiciar esta Festa. A santa nasceu em Retines perto de Liège, Bélgica em 1193. Ficou órfã muito pequena e foi educada pelas freiras Agostinas em Mont Cornillon. Quando cresceu, fez sua profissão religiosa e mais tarde foi superiora de sua comunidade. Morreu em 5 de abril de 1258, na casa das monjas Cistercienses em Fosses e foi enterrada em Villiers.
Desde jovem, Santa Juliana teve uma grande veneração ao Santíssimo Sacramento. E sempre esperava que se tivesse uma festa especial em sua honra. Este desejo se diz ter intensificado por uma visão que teve da Igreja sob a aparência de lua cheia com uma mancha negra, que significada a ausência dessa solenidade.
Juliana comunicou estas aparições a Dom Roberto de Thorete, o então bispo de Lieja, também ao douto Dominico Hugh, mais tarde cardeal legado dos Países Baixos e Jacques Pantaleón, nessa época arquidiácolo de Lieja, mais tarde o Papa Urbano IV.
O bispo Roberto focou impressionado e, como nesse tempo os bispos tinham o direito de ordenar festas para suas dioceses, invocou um sínodo em 1246 e ordenou que a celebração fosse feita no ano seguinte, ao mesmo tempo o Papa ordenou, que um monge de nome João escrevesse o ofício para essa ocasião. O decreto está preservado em Binterim (Denkwürdigkeiten, V.I. 276), junto com algumas partes do ofício.
Dom Roberto não viveu para ser a realização de sua ordem, já que morreu em 16 de outubro de 1246, mas a festa foi celebrada pela primeira vez no ano seguinte a quinta-feira posterior à festa da Santíssima Trindade. Mais tarde um bispo alemão conheceu os costume e a o estendeu por toda a atual Alemanha.
O Papa Urbano IV, naquela época, tinha a corte em Orvieto, um pouco ao norte de Roma. Muito perto desta localidade está Bolsena, onde em 1263 ou 1264 aconteceu o Milagre de Bolsena: um sacerdote que celebrava a Santa Missa teve dúvidas de que a Consagração fosse algo real. No momento de partir a Sagrada Forma, viu sair dela sangue do qual foi se empapando em seguida o corporal. A venerada relíquia foi levada em procissão a Orvieto em 19 junho de 1264. Hoje se conservam os corporais - onde se apóia o cálice e a patena durante a Missa- em Orvieto, e também se pode ver a pedra do altar em Bolsena, manchada de sangue.
O Santo Padre movido pelo prodígio, e a petição de vários bispos, faz com que se estenda a festa do Corpus Christi a toda a Igreja por meio da bula "Transiturus" de 8 setembro do mesmo ano, fixando-a para a quinta-feira depois da oitava de Pentecostes e outorgando muitas indulgências a todos que assistirem a Santa Missa e o ofício.
Em seguida, segundo alguns biógrafos, o Papa Urbano IV encarregou um ofício - a liturgia das horas- a São Boa-ventura e a Santo Tomás de Aquino; quando o Pontífice começou a ler em voz alta o ofício feito por Santo Tomás, São Boa-ventura foi rasgando o seu em pedaços.
A morte do Papa Urbano IV (em 2 de outubro de 1264), um pouco depois da publicação do decreto, prejudicou a difusão da festa. Mas o Papa Clemente V tomou o assunto em suas mãos e, no concílio geral de Viena (1311), ordenou mais uma vez a adoção desta festa. Em 1317 é promulgada uma recopilação de leis -por João XXII- e assim a festa é estendida a toda a Igreja.
Nenhum dos decretos fala da procissão com o Santíssimo como um aspecto da celebração. Porém estas procissões foram dotadas de indulgências pelos Papas Martinho V e Eugênio IV, e se fizeram bastante comuns a partir do século XIV.
A festa foi aceita em Cologne em 1306; em Worms a adoptaram em 1315; em Strasburg em 1316. Na Inglaterra foi introduzida da Bélgica entre 1320 e 1325. Nos Estados Unidos e nos outros países a solenidade era celebrada no domingo depois do domingo da Santíssima Trindade.
Na Igreja grega a festa de Corpus Christi é conhecida nos calendários dos sírios, armênios, coptos, melquitas e os rutínios da Galícia, Calábria e Sicília.
Finalmente, o Concílio de Trento declara que muito piedosa e religiosamente foi introduzida na Igreja de Deus o costume, que todos os anos, determinado dia festivo, seja celebrado este excelso e venerável sacramento com singular veneração e solenidade; e reverente e honorificamente seja levado em procissão pelas ruas e lugares públicos. Nisto os cristãos expressam sua gratidão e memória por tão inefável e verdadeiramente divino benefício, pelo qual se faz novamente presente a vitória e triunfo sobre a morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Fonte: ACI Digital [9]

A celebração da festa de "CORPUS CHRISTI" no Vaticano
Em Roma começou-se, desde o século XV, com o Papa Nicolau XV (1447-1455) a celebrar a festa de "Corpus Christi", com a procissão de São João de Latrão até Santa Maria Maior. A atual Via Merulana, no entanto, só pôde ser percorrida a partir de 1575, quando foram terminadas as obras para construir o retilíneo, sob o pontificado de Gregório XIII.
Durante três séculos, manteve-se o costume de fazer a procissão eucarística guiada pelos Papas. Depois, a partir de 1870, ano da "tomada de Roma", o costume caiu em desuso, sendo retomado pelo Papa João Paulo II, em 1979.

História da festa de "CORPUS CHRISTI" no Brasil
A festa foi trazida para o Brasil pelos portugueses. No Brasil, numa carta de 9 de agosto de 1549, o Padre Manuel da Nóbrega, da Bahia, informava: “Outra procissão se fez dia de Corpus Christi, mui solene, em que jogou toda a artilharia, que estava na cerca, as ruas muito enramadas, houve danças e invenções à maneira de Portugal”. (Cartas do Brasil, 86, Rio de Janeiro, 1931).
As procissões portuguesas eram esplendorosas: tropas, fidalgos, cavaleiros, andores, danças e cantos. A imagem de São Jorge, padroeiro de Portugal, seguia a procissão montada em um cavalo, rodeada de oficiais de gala. [5]
A tradição de enfeitar as ruas surgiu em Ouro Preto, cidade histórica do interior de Minas Gerais.

A "infiorata" na Itália
Há dois séculos, todos os anos, por ocasião da Festa de Corpus Christi, na cidadezinha de Genzano de Genzano de Roma realiza-se a procissão da "infiorata", um imenso tapete de flores composto por 13 quadros que se estende por cerca de 2 mil metros quadrados pela central via Italo Belardi que sobe até a igreja de Santa Maria della Cima, de onde parte o Sacramento em honra do qual se faz este singular enfeite sobre as ruas.
Com legítimo orgulho os cidadãos explicam como são realizados estes quadros: com a seleção dos esboços cujo esquema será desenhado sobre o calçamento e confiado aos “infioratori” que trabalham com as flores. Há a paciente coleta de 350 mil flores (além das essências vegetais) que são conservadas nas grutas da pequena cidade com um minucioso trabalho de separação de pétalas das corolas. [7]
Fonte: Portal da Família

domingo, 24 de maio de 2009

Nossa Senhora de Fátima

História
Três crianças, Lúcia de Jesus dos Santos (de 10 anos), Francisco Marto (de 9 anos) e Jacinta Marto (de 7 anos), afirmaram ter visto Nossa Senhora no dia 13 de Maio de 1917 quando apascentavam um pequeno rebanho na Cova da Iria, freguesia de Aljustrel, pertencente ao concelho de Ourém, Portugal.
Segundo relatos posteriores aos acontecimentos, por volta do meio dia, depois de rezarem o terço, as crianças teriam visto uma luz brilhante; julgando ser um relâmpago, decidiram ir-se embora, mas, logo abaixo, outro clarão teria iluminado o espaço. nessa altura teriam visto em cima de uma pequena azinheira (onde agora se encontra a Capelinha das Aparições), uma "Senhora mais brilhante que o sol".
Segundo os testemunhos recolhidos na época, a senhora disse às três crianças que era necessário rezar muito e que aprendessem a ler. Convidou-as a voltarem ao mesmo sítio no dia 13 dos próximos cinco meses. As três crianças assistiram a outras aparições no mesmo local em 13 de Junho, 13 de Julho e 13 de Setembro. Em Agosto, a aparição ocorreu no dia 19, no sítio dos Valinhos, a uns 500 metros do lugar de Aljustrel, porque as crianças tinham sido levadas para Vila Nova de Ourém pelo administrador do Concelho no dia 13 de Agosto.

A famosa "Capelinha das Aparições" em Fátima (que marca o local exacto onde Nossa Senhora apareceu aos três pastorinhos).
A 13 de Outubro, estavam presentes na Cova da Iria cerca de 50 mil pessoas, Nossa Senhora teria dito às crianças: "Eu sou a Senhora do Rosário", e teria pedido que fizessem ali uma capela em sua honra (que atualmente é a parte central do Santuário de Fátima). Muitos dos presentes afirmaram ter observado o chamado milagre do sol, prometido às três crianças em Julho e Setembro. Segundo os testemunhos recolhidos na época, o Sol, assemelhando-se a um disco de prata fosca, podia fitar-se sem dificuldade e girava sobre si mesmo como uma roda de fogo, parecendo precipitar-se na terra. Tal fenómeno foi testemunhado por muitas pessoas, até mesmo distantes do lugar da aparição. O relato foi publicado na imprensa por vários jornalistas que ali se deslocaram e que foram testemunhas do fenómeno. Contudo, há testemunhos de pessoas que afirmaram nada ter visto, como é o caso do escritor António Sérgio, que esteve presente no local e testemunhou que nada se passara de extraordinário com o Sol, e do militante católico Domingos Pinto Coelho, que escreveu na imprensa que não vira nada de sobrenatural. Entretanto, testemunhas da época disseram que o fato não aconteceu com o sol (este ficou do mesmo tamanho) mas sim que, no lugar onde Nossa Senhora apareceu para os pastores, deu-se uma luminosidade tão intensa que ninguém conseguiu ficar com os olhos abertos, ninguém conseguiu ver Nossa Senhora, apenas os tres pastores.
Posteriormente, sendo Lúcia religiosa doroteia, Nossa Senhora ter-lhe-á aparecido novamente em Espanha (10 de Dezembro de 1925 e 15 de Fevereiro de 1926, no Convento de Pontevedra, e na noite de 13 para 14 de Junho de 1929, no Convento de Tuy), pedindo a devoção dos cinco primeiros sábados (rezar o terço, meditar nos mistérios do Rosário, confessar-se e receber a Sagrada Comunhão, em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria) e a Consagração da Rússia ao mesmo Imaculado Coração.
Anos mais tarde, Lúcia contou ainda que, entre Abril e Outubro de 1916, teria já aparecido um anjo aos três pastorinhos, por três vezes, duas na Loca do Cabeço e outra junto ao poço do quintal da casa de Lúcia, convidando-os à oração e penitência, e afirmando ser o "Anjo de Portugal".
Este anjo teria ensinado aos pastorinhos duas orações, conhecidas por Orações do Anjo, que entraram na piedade popular e são utilizadas sobretudo na adoração eucarística.

Síntese da Mensagem de Fátima
Segundo a Irmã Lúcia, no seu último livro publicado em 2006, toda a mensagem subjacente às aparições da Nossa Senhora de Fátima é o seguinte:

No decorrer de toda a Mensagem, a começar pelas aparições do Anjo, encontramos um apelo à oração e ao sacrifício oferecido a Deus por amor e conversão dos pecadores. Para mim, este apelo é como que a norma básica de toda a Mensagem, que começa por introduzir-nos num plano de , esperança e amor: "Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-vos". É aqui que assenta a base fundamental de toda a nossa vida sobrenatural: viver de fé, viver de esperança, viver de amor.
Fonte de consulta: Wikipédia

segunda-feira, 18 de maio de 2009

O SACRAMENTO DO MATRIMÔNIO



O SACRAMENTO DO MATRIMÔNIO
Um dos estados de vida que é santificado por Nosso Senhor Jesus Cristo é o estado matrimonial. Assim como Jesus abençoa um Sacerdote com uma Sacramento especial, assim também abençoa o homem e a mulher que se unem para formar uma família. Para isso Jesus instituiu o Sacramento do Matrimônio, ou Casamento.

1) Do Casamento Natural ao Sacramento do Matrimônio
Deus criou nossos primeiros pais como esposos e os uniu para toda a vida. Deste modo, Deus instituiu o casamento natural
Por isso o homem deixa o seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher; e já não são mais que uma só carne (Gn 2,24); quando Jesus veio ao mundo para nos salvar, elevou este casamento natural à dignidade de Sacramento, ou seja, deu a esta união do homem e da mulher um valor sagrado, com as graças correspondentes para a missão que recebem. Por isso, São Paulo compara o casamento à união de Jesus Cristo com a sua Igreja, esposa de Cristo. Assim como Jesus ama a Igreja e morre por ela, os esposos amam-se e vivem um pelo outro. (Efésios, V,22)

2) O nome e a finalidade do Casamento
Este Sacramento recebe o nome de Matrimônio, ou seja, função de ser mãe, significando a grandeza e o valor da maternidade. Onde se diz "maternidade" leia-se "filhos". Hoje em dia a instituição familiar está sendo destruída pelo neo-paganismo. O pior é que muitos padres, querendo parecer modernos, têm vergonha de pregar o verdadeiro matrimônio. Inverteram os fins do Matrimônio para ficar de acordo com o mundo.
Mas basta examinarmos as características próprias do casamento para compreendermos que quando a Igreja ensina que o fim principal do casamento são os filhos, ela está simplesmente sendo verdadeira, não tem medo da verdade porque sabe que só a Verdade é fonte de verdadeira liberdade. É assim que devemos ensinar que:
- o fim principal do casamento é a procriação
- o amor mútuo é também um fim, porém subordinado, no sentido de depender do fim principal. Assim também o equilíbrio da concupiscência que proporciona o casamento.
Se os fins forem invertidos, como faz o Novo Catecismo da Igreja Católica, abre-se as portas para todas as aberrações e para a destruição da família. Vejam no quadro abaixo as razões:
Diferenças entre o casamento católico e união livre atual

Casamento Católico
Os dois se unem para formar uma sociedade, a família. Não é uma soma, mas algo de novo com características próprias.

União Livre
Os dois se unem para fazer uma experiência em comum. Soma de interesses particulares.
Se é uma sociedade, então a família tem objetivo próprio e os meios para alcança-los.

Fundando uma nova família com a bênção divina, os dois devem medir a grande responsabilidade que assumem diante de Deus e a grande graça de receber esta missão especial de colaborar com Deus na Criação de novos dos seus filhos, de levá-los à Fé pelo Santo Batismo, de educá-los e amá-los de modo verdadeiro, exigindo sempre o caminho reto e a vida religiosa.

3) O Ministro, a Matéria e a Forma
O ministro do Sacramento do Matrimônio são os próprios noivos. O Padre é a testemunha principal, que assiste a este juramento solene que os noivos fazem diante de Deus. Este juramento é um contrato que os dois assinam, pelo qual eles selam esta união para toda a vida, com a finalidade de ter os filhos que Deus quiser lhes dar.
A matéria do Sacramento é a aceitação do contrato.
A forma do Sacramento são as palavras que eles dizem para significar que aceitam o contrato: o "sim".
Como para todos os Sacramentos dos vivos, os noivos devem estar em estado de graça para se casar, de modo a poder receber todas as graças do Sacramento. Para isso, devem fazer uma boa Confissão antes da cerimônia e se aproximar da Santa Comunhão juntos.

4) A Cerimônia
O Padre começa fazendo o anúncio do casamento e pedindo que, se alguém souber de algo que impeça os noivos de se casarem que o diga nesta hora, sob pena de pecado mortal.
Depois o Padre lê para o noivo a fórmula do contrato: "Sr. NN aceita a Sra. NN aqui presente como legítima esposa, conforme manda a Santa Madre Igreja, até que a morte vos separe? R/Sim."
Lê para a noiva a mesma fórmula e ela responde o Sim.
Então o Padre cobre as mãos dos noivos com a estola e eles dizem, um depois do outro: "Eu, NN, recebo a vós, NN, por minha legítima esposa (por meu legítimo esposo), conforme manda a Santa Madre Igreja Católica, Apostólica, Romana."
Em seguida o Padre completa: "Eu vos uno no Matrimônio, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém." Benze as alianças e reza as orações finais.
Durante a Missa, o sacerdote dá a Bênção nupcial.
Pelo Sacramento do Matrimônio, Jesus Cristo une os esposos num vínculo santo e indissolúvel, ou seja, que nunca poderá ser desfeito, a não ser pela morte de um dos dois. O divórcio é condenado no Evangelho. Jesus Cristo instituiu o Sacramento do Matrimônio e quis que fosse indissolúvel, para proteger os filhos e preservar as famílias, base da sociedade cristã. As famílias católicas, protegidas e fortalecidas pela graça do Sacramento, vivendo pela Fé profunda que os pais transmitem aos filhos, pela oração que todos fazem uns pelos outros e para Deus, tendo o Sagrado Coração de Jesus e Nossa Senhora como centro de todos os interesses e atenções, conseguirá atravessar todas as dificuldade da vida presente, ajudando uns aos outros a alcançar o Céu.

Recomendamos a leitura da Encíclica Casti Connubii, de Pio XI, de 31/12/1930.


Uma caricatura de casamento
por: Dado Mouradado@dadomoura.com


Trabalha atualmente na Fundação João Paulo II para o portal Canção Nova, como articulista.
Inúmeras são as justificativas, mas pouco plausíveis os argumentos

Como acreditar na possibilidade de um casamento feliz ou na idoneidade de alguém quando encontramos testemunhos de relacionamentos malsucedidos? Após viver uma frustração, encontrar motivos para continuar a acreditar e a viver os projetos anteriores, certamente, vai exigir um esforço quase que sobrenatural de nossa parte. De nossa própria história, sabemos o quanto foi difícil realinhar nossos sonhos e projetos de vida face às amargas situações já vividas.
Ouça comentários do autor
Tribulações e aflições sempre teremos em nossos relacionamentos, seja por um namoro rompido, seja por decepções de nubentes que viram os castelos de seus sonhos ruírem às vésperas do matrimônio ou por casamentos que acabaram em separação.
Talvez seja por conta disso que encontramos tantas justificativas por parte de pessoas que consideram mais fácil viver juntas ou viver um namoro sem compromisso alegando que certos princípios e valores morais estão ultrapassados, entre outros.
Alguns casais, ainda que reconheçam que o (a) namorado (a) seja sua alma gêmea, pouco cogitam na possibilidade de oficializar o relacionamento por acreditarem que o casamento é apenas a formalização, para a sociedade, daquilo que já estão vivendo. Outros não desejam se casar por imaginar que precisarão conviver pelo resto da vida com a mesma pessoa, tolerando seus hábitos, pajeando crianças, entre outras obrigações da vida conjugal.
Diante das circunstâncias, alguns casais alegam preferir viver um relacionamento – cujos (as) companheiros (as) não podem ser considerados como namorados (as), tampouco como esposos (as) – até se assegurarem de que tal envolvimento tem chances de sucesso, para depois se comprometerem “oficialmente”. Assim, optam por viver uma caricatura do casamento. Isto é, vivem como casados sem o ser.

Muitos são aqueles que coabitam há anos, mas qual seria o tempo limite? Quando esses casais se sentirão prontos para “se desinstalar” do comodismo?
Inúmeras podem ser suas justificativas, entretanto, pouco plausíveis os argumentos. Pois, na maioria das vezes, a decisão de viver juntos quase sempre foi tomada no auge de uma paixão, assim como na intenção de minimizar despesas financeiras ou fundamentadas apenas nas más experiências de outros casamentos.

Se ao menos esses casais de namorados que dividem o mesmo teto não vivessem as mesmas dificuldades e desafios de um relacionamento [conjugal], como o processo de adaptação, ciúme, crises de desentendimentos... até poderíamos aceitar tal opção de vida como um forte argumento. Todavia, esses casais também vivem seus impasses, talvez até maiores que os demais.

Casar-se somente com o objetivo de oficializar um relacionamento diante da sociedade ou assegurar seus benefícios para a eventualidade do rompimento do relacionamento seria apenas firmar uma parceria de um contrato social.
Eu acredito que o sentimento que imbui alguém a viver o sacramento do matrimônio se fundamenta no testemunho de que ele tem sobre a família e seus valores. Esse desejo [de se viver o matrimônio] potencializado na certeza de viver um amor único e verdadeiro, ao longo do tempo de namoro, se consolida por meio das atitudes em tornar conhecido ao seu cônjuge aquilo que almeja sua alma.

Inverter o processo natural do conhecer-se dentro de um relacionamento, não evitará maiores sofrimentos, mas facilmente poderá ofuscar os verdadeiros sentimentos daqueles que desejam realizar seus anseios mais íntimos.
Para as pessoas que desejam formar família e percebem também que seu (sua) namorado (a) aspira pelo mesmo ideal, nada as impede de responder com fidelidade ao chamado para a vida conjugal, não somente na oficialização perante as leis dos homens, mas, também, na investidura do sacramento diante de Deus, o qual as capacitará espiritualmente a vencer os obstáculos que a vida sempre nos reserva.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

A Música na Igreja Católica

A música na Igreja Católica se tornou de grande importância, ainda mais que através dela os jovens começaram a procurar a igreja, e através das letras, foram evangelizados. Vamos tomar como exemplo a Canção Nova, que com seu Ministério da Música, evangeliza através da música.
O Ministério de Música Canção Nova, nasceu atendendo uma necessidade natural devido ao grande número de eventos, reunindo grandes massas e principalmente atendendo a necessidade de evangelizar jovens. Sua história começou há mais de vinte anos, quando pessoas como Pe. Jonas, Nelsinho Corrêa, Ricardo Sá e outros, realizaram no começo dos anos 80, os encontros, onde sentiu-se a necessidade de ter um grupo de músicas. Mas Deus nos chamou a realizar também shows, devido aos eventos, como acampamentos, louvores e congressos, fazendo surgir então, em 1984, o Ministério de Música Canção Nova. Hoje, percebemos que toda a experiência acumulada em mais ou menos vinte anos, conduziu grandes massas, unidas com a certeza de que Deus fez da Canção Nova a casa do músico católico, assumindo mais essa responsabilidade de ser o centro de formação para os músicos católicos do Brasil, onde ele pode se expressar e também buscar formação. O nosso cantar se tornou simplesmente uma forma de servir a Palavra, ou seja, afirmamos que nossa música existe em função da Palavra de Deus. Todas as nossas obras fonográficas e todas as nossas iniciativas, como shows, encontros, louvores, congressos... são somente fatores do servir a Deus. Sabemos que o Ministério de Música Canção Nova é, antes de tudo, um Ministério de Serviço.

terça-feira, 28 de abril de 2009

O que a Bíblia ensina sobre a Organização da Igreja?

A divisão e a confusão que existem no mundo religioso em nossos dias são contrárias à oração de Jesus na noite anterior a sua morte (João 17:20-21). Há centenas de denominações ensinando e praticando coisas diferentes. Sabemos que Deus não criou essa confusão. O modelo que ele dá na Bíblia não é difícil de entender, nem impossível de praticar. O problema é que séculos de "modificações", "tradições" e "melhoramentos" humanos anuviaram nossa visão da simplicidade do plano original revelado pelo Espírito Santo no Novo Testamento. Em lugar nenhum isto é mais evidente do que na diversidade dos planos de organização de igrejas. Neste artigo, quero desafiar cada leitor a tentar deixar de lado tradições humanas e idéias pre-concebidas para ver claramente a simplicidade do padrão do Novo Testamento de organização de uma igreja. Tão certamente quanto os primitivos cristãos foram capazes de organizar-se em agrupamentos que funcionam, conhecidos como igrejas locais, sinceros seguidores de Jesus podem fazer o mesmo hoje em dia. Mas como? Como em todas as outras facetas da vida, precisamos por de lado nossas preferências, opiniões e políticas, para humildemente estudar e aplicar o ensinamento das Escrituras (Tiago 1:21-25).

O Modelo de Organização de Igrejas Locais no Novo Testamento
Precisamos começar por um entendimento básico da idéia bíblica de uma igreja. No Novo Testamento, uma igreja é simplesmente um grupo de cristãos que seguem Cristo. A palavra pode ser usada para falar de todos aqueles que servem ao Senhor, não importa onde estejam (Hebreus 12:22-23). É freqüentemente usada para descrever grupos locais de discípulos que se encontram para adorar, para edificarem uns aos outros e para proclamar o evangelho de Jesus. É neste sentido que lemos sobre a igreja em Antioquia da Síria (Atos 13:1), sobre as igrejas em Listra, Icônio e Antioquia da Pisídia (Atos 14:21-23), sobre a igreja em Éfeso (Atos 20:17), a igreja em Corinto (1 Coríntios 1:1; 2 Coríntios 1:1), as igrejas na região da Galácia (Gálatas 1:2) e a igreja dos tessalonicenses (1 Tessalonicenses 1:1; 2 Tessalonicenses 1:1). É neste ambiente de igrejas locais que encontramos homens escolhidos para supervisionar e guiar. Os sistemas comuns de superestruturas de denominações, de ligas internacionais de igrejas e de hiearquias que ligam e até governam milhares de igrejas locais, são invenções do homem. Não há modelo bíblico de tais arranjos. No Novo Testamento, os cristãos serviam juntos em congregações locais. Eles eram gratos pelos seus irmãos em outros lugares, mas não tentavam criar algum laço de organização onde os cristãos de um lugar pudessem dirigir ou governar o trabalho de discípulos de outro lugar. Veremos este modelo mais claramente quando considerarmos o ensinamento específico sobre a organização de uma igreja local.

A Formação de Igrejas Locais
Conforme se espalharam pelo mundo, partindo de Jerusalém, cada cristão levou o evangelho a outras pessoas. A semente (a palavra ­ Lucas 8:11) foi plantada e produziu fruto (cristãos ­ Lucas 8:15; 1 Coríntios 3:7). Estes novos discípulos começaram a adorar e a trabalhar juntos no serviço de Deus (Atos 2:44; 16:40). Em cada cidade onde homens e mulheres obedeciam ao evangelho, as igrejas eram formadas (Atos 14:21-23). As igrejas se reuniam regularmente para participar da Ceia do Senhor (Atos 20:7; 1 Coríntios 11:20-34), para servir a Deus e edificarem-se uns aos outros (1 Coríntios 14:26; Hebreus 10:23-25). Os membros destas igrejas locais contribuíam voluntariamente para a obra que Deus incumbiu à congregação (1 Coríntios 16:1-2; 2 Coríntios 9:7).


A Supervisão da Igreja Local
Quando estas congregações se formaram, eram grupos de recém-convertidos que tinham que crescer (1 Coríntios 3:1-2). Quando amadureciam, desenvolviam-se homens que satisfaziam às qualificações de Deus para prover supervisão a essas congregações. Esses homens eram selecionados para servirem como presbíteros (Atos 14:23). A Bíblia também usa a palavra bispo para descrever os mesmos homens, e diz que o seu papel é pastorear (Atos 20:17, 28; 1 Pedro 5:1-2). A distinção que muitos grupos religiosos fazem entre pastores, bispos e presbíteros não é baseada na Bíblia. Estes presbíteros serviam na igreja local para pastorear "o rebanho de Deus", no meio dos quais estavam (1 Pedro 5:1-2). Sua responsabilidade e autoridade para supervisionar não ia além do rebanho local. Não há nenhuma base bíblica para presbíteros de um local supervisionarem uma igreja em outro local. É também interessante e importante observar que as passagens que falam de bispos, presbíteros ou pastores nunca falam de apenas um servindo numa congregação. O modelo do Novo Testamento é ter uma pluralidade de bispos numa igreja local (Filipenses 1:1). Deus não autorizou nenhum homem a supervisionar sozinho uma igreja local.

Qualificações de Presbíteros/Pastores/Bispos
Duas passagens indicam claramente as qualificações que um homem tem que possuir para servir como bispo (1 Timóteo 3:1-7; Tito 1:5-9). Nenhum homem que não possua todas estas qualificações deverá ser selecionado para servir como presbítero/pastor/bispo. Antes de selecionar seus pastores, os membros da igreja local deverão estudar cuidadosamente estas listas para estarem certos de que tenham dois ou mais homens verdadeiramente qualificados. Paulo falou de qualificações familiares: esposo de uma só mulher, governa bem a própria casa, tem filhos crentes que não são acusados de dissolução, nem são insubordinados. Ele deu uma extensa lista de exigências espirituais e morais: irrepreensível, temperante, domínio de si, sóbrio, modesto, hospitaleiro, tem bom testemunho dos de fora, não dado ao vinho, não violento, cordato, inimigo de contendas, não avarento, não arrogante, não irascível, amigo do bem, justo, piedoso. Um bispo precisa também ter experiência e capacidade para ensinar: apto para ensinar, não neófito, apegado à palavra fiel, que é segundo a doutrina, de modo que tenha poder tanto para exortar pelo reto ensino como para convencer os que o contradizem. É claro que Deus quer homens espiritualmente maduros que se dedicarão aos seus irmãos para servir como presbíteros. Este não é o trabalho dos jovens, dos novos convertidos, ou homens que ainda não aprenderam a guiar suas próprias famílias, nem é papel atribuído a mulheres. Estas qualificações não se adquirem recebendo diplomas de cursos de seminários, mas dedicando-se ao serviço do Senhor.


Outros Servidores
Diáconos são homens especialmente qualificados e escolhidos para servir sob a supervisão dos presbíteros. Suas qualificações são encontradas em 1 Timóteo 3:8-12: "Quanto a diáconos, é necessário que sejam respeitáveis, de uma só palavra, não inclinados a muito vinho, não cobiçosos de sórdida ganância, conservando o mistério da fé com a consciência limpa. Também sejam estes primeiramente experimentados; e se se mostrarem irrepreensíveis, exerçam o diaconato . . . O diácono seja marido de uma só mulher e governe bem seus filhos e a própria casa."
Evangelistas ou pregadores são homens que proclamam a boa nova de Jesus Cristo. Eles não têm papéis de autoridade ou supervisão na igreja. Eles servem o Senhor como seus ministros e têm que ser completamente fiéis a sua palavra (2 Timóteo 4:1-5). A prática comum de chamar um pregador de “o pastor” e de lhe dar autoridade para governar uma igreja não tem base nas Escrituras.


A Simplicidade do Plano de Deus
Numa era quando muitas igrejas se assemelham a corporações multinacionais, o plano simples de Deus de organização de igreja parece muito simples. Seguindo este plano, qualquer grupo de crentes biblicamente batizados pode começar a adorar a Deus e a trabalhar unido como uma igreja local. Não precisam de treinamento em algum seminário. Não precisam de permissão de nenhuma diocese ou convenção. Não precisam filiar-se a nenhuma denominação ou liga de igrejas. Não precisam esperar que algum corpo eclesiástico lhes envie um padre ou pastor. Eles precisam é de um inabalável respeito à Palavra de Deus, e uma determinação a fazer tudo o que ele exige, e nada do que ele não autorizou. Que possamos amar bastante a Deus para retornarmos ao seu modelo!
­ por Dennis Allan

sábado, 25 de abril de 2009

O que é Igreja Maronita?

A Igreja Maronita é uma igreja cristã, do rito oriental, em plena comunhão com a Sé Apostólica, ou seja, reconhece a autoridade do Papa, o líder Igreja Católica Apostólica Romana. Tradicional no Líbano, a Igreja Maronita possui ritual próprio, diferente do rito latino adotado pelos católicos ocidentais.O rito maronita prevê a celebração da missa em língua aramaica. Os maronitas tiveram vários de seus religiosos canonizados ou beatificados.

ORIGEM DA IGREJA MARONITA
Os Maronitas são os Cristãos Católicos Orientais que devem seu nome a São Maron. Em documentos siríacos muito antigos, podemos ler esses vocábulos: Os fieis de Beth (casa) Maron, Calcedônios de Beth Maron, aqueles de Mar Maron... Esses vocábulos significam uma única palavra que os substituirá, a palavra Maronita que será dada a um povo que no Patriarcado de Antioquia seguiu a orientação religiosa de São Maron e seus discípulos.
A Igreja Maronita é uma Igreja católica, de rito oriental, em plena comunhão com a Sede Apostólica Romana, ou seja, ela reconhece a autoridade do Papa. Tradicional no Líbano, essa Igreja Oriental possui ritual próprio, diferente do rito Latino adotado pelos católicos ocidentais. O rito maronita prevê a celebração da missa em língua siro-aramaico, a língua que Jesus Cristo falava.
ٍA Igreja Católica possui duas raízes: a ocidental ou romana e a oriental. Dentro desta segunda, quatro são as sedes patriarcais que marcaram sua historia: Jerusalém, Alexandria (Egito), Antioquia e Constantinopla. Dentro do grupo de Igrejas antioquenas existem dois grupos: sírio- ocidental e sírio oriental. A Igreja Maronita forma parte do grupo sírio-ocidental, sendo o siríaco sua língua litúrgica. Integra-se, pois, na tradição cristã oriental, sendo seu povo das raízes mais antigas de toda a Cristandade.
A Igreja Maronita é a única entre todas as Igrejas orientais que permaneceu em plena comunhão com Roma durante todos os séculos, apesar das tremendas provações suportadas pelos Maronitas e causadas pelos Monofisitas, Bizantinos, Mamelucos e Otomanos ( Turcos). Além disso, essa Igreja constitui um fato único dentro da Igreja universal. Ela é a única no mundo que nunca teve uma facção separada do Catolicismo.Todas as outras Igrejas Católicas têm paralelamente a elas uma ou mais Igrejas gêmeas separadas do Catolicismo. Assim da Igreja Latina ou Romana se separaram os Protestantes e os Anglicanos. Todas as Igrejas Orientais Católicas – menos a Igreja Maronita – se dividem em duas facções desiguais, uma Católica e outra Ortodoxa.
Fonte: Diocese Maronita
Foto: Nossa Senhora do Líbano

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Sacrário

Local onde se guardam as espécies de pão consagradas, ou seja, transformadas em Corpo de Jesus!


Do Catecismo da Igreja Católica
"Pela consagração, opera-se a transubstanciação do pão e do vinho no Corpo e Sangue de Cristo. Sob as espécies consagradas do pão e do vinho, o próprio Cristo, vivo e glorioso, está presente de modo verdadeiro, real e substancial, com seu Corpo e seu Sangue, sua alma e divindade.Uma vez que Cristo em pessoa está presente no Sacramento do Altar, devemos honrá-Lo com culto de adoração. «A visita ao Santíssimo Sacramento é uma prova de gratidão, um sinal de amor e um dever de adoração para com Cristo nosso Senhor»."
( Catecismo da Igreja Católica, 1413, 1418)

Diante do Sacrário - Testemunho
Foi ao ouvir a profecia "Meus filhos, tenho-Me sentido muito sozinho no Sacrário. Venham visitar-Me", que o meu coração se sentiu fortemente tocado. E foi assim que tudo começou. Aquela frase não me saía do pensamento, até que decidi entrar numa Igreja só para falar com Ele. Depois fui no dia seguinte e no outro e agora não consigo passar um dia sem ir ao Seu encontro. Tenho sentido uma alegria imensa e aguardo ansiosa que chegue a hora de O ir visitar.As nossas conversas não são muito longas, mas o tempo que estou em Sua casa é o suficiente para ganhar força e confiança. Agradeço-Lhe por aquele dia, pelo trabalho, pela família, pelos amigos, pela saúde.

Eu sou tão feliz por tê-Lo comigo! Quando estou com alguma dificuldade, que não consigo ultrapassar, entrego-Lhe tudo pois sei que Ele resolve.Estou ali a falar com Ele como se fosse com uma outra pessoa. Conto-lhe como foi o meu dia, onde é que agi mal, onde me senti bem, intercedo por outras pessoas, agradeço-lhe por tudo, peço-lhe ajuda, e, principalmente, mostro-lhe sempre a minha inteira disponibilidade para o que Ele quiser.É tão bom estar diante Dele e reconhecer que sem Ele nada somos. E como Ele precisa de nós! Mas não tenhamos a pretensão de querermos fazer tudo sozinhos, pois sem Ele nada conseguiremos.

Quantas vezes lhe peço perdão pelas minhas faltas, pelos meus pecados, pela falta de fé, pela falta de paciência.E Ele está sempre ali ao nosso dispor para nos escutar, perdoar e acolher.Sinto uma paz tão grande e uma proteção tal que me custa ir embora, mas eu sei que Ele vai comigo.


Paula Martins
Pai de Amor

terça-feira, 21 de abril de 2009

Beatificação e canonização: diferenças e semelhanças

A história do Convento do Beato remonta ao século XV, quando a Rainha D. Isabel obtém autorização para construir na ermida de S. Bento um hospício para a congregação dos ‘frades azuis’ ou ‘loios’. Antes de poder cumprir o seu desejo, em 1455, a Rainha D. Isabel morre, deixando em testamento 8.000 coroas de ouro para edificar o hospício.No século XVI, Frei António da Conceição incentiva a construção do Convento. Reza a história que com apenas 7 tostões que recebera de esmolas, conseguiu dar início à construção do esplendoroso Convento. Esta obra milagrosa veio aumentar a sua fama e em 1602 o povo eleva-o a santo (tendo sido reconhecido como tal pela Igreja apenas no séc. XVIII), passando a tratá-lo por Beato António e a sua magnífica obra como Convento do Beato. Cedo toda a freguesia onde fora edificado o Convento, passa a ser conhecida como freguesia do Beato.
Os materiais usados na construção do Convento do Beato, predominantemente mármores brancos com laivos de jaspes vermelhos de origem nacional, conferem-lhe não só características únicas como também uma forte resistência, como se comprovou aquando do terramoto de 1755. Nessa altura, o Convento do Beato foi abrigo dos frades do Convento dos Lóios que consigo trouxeram várias relíquias de valor inestimável que resgataram dos escombros e das chamas.No final do séc. XVIII, uma das alas do Convento passa a ser utilizada como Hospital Real Militar e em 1834 o negociante João de Brito compra parte das edificações entretanto parcialmente destruídas por um incêndio de grandes dimensões.Assim se deu início à utilização do Convento para fins industriais, instalando-se uma moderna unidade fabril onde funcionou pela primeira vez em Portugal uma máquina a vapor. 15 anos mais tarde, em 1849, a Rainha D. Maria II concede autorização para a utilização da marca “Nacional” nos produtos daquela empresa, como reconhecimento ao industrial João de Brito.Reconhecido ao longo dos anos pela sua magnífica construção, o Convento do Beato foi em 1984 classificado pelo IPPAR como Património de Interesse Público, tendo sido utilizado para a realização de vários eventos de cariz cultural.Em 1999, o Grupo Cerealis, vocacionado para a transformação de cereais, com produção de massas alimentícias, farinhas, cereais para pequeno-almoço e bolachas, adquire a “Nacional“. Ciente do valor inestimável que o Convento do Beato tem, tanto para a cidade de Lisboa, como para o país, imprime uma gestão mais dinâmica a este espaço, com projectos e obras de beneficiação que proporcionaram uma maior notoriedade nacional e internacional a este espaço para a realização de eventos.
A beatificação é quando o Papa declara alguém Beato (ou Bem-aventurado), a canonização é quando o Papa declara que um beato é Santo, com aconteceu com Santa Paulina (de Beata Paulina passou a ser chamada Santa Paulina; o mesmo deverá acontecer um dia com os outros nossos beatos).

A primeira diferença entre a beatificação e a canonização é quanto ao tipo de ensinamento da Igreja.Quando o Papa declara alguém Beato isso é considerado um ensinamento oficial da Igreja a respeito dessa pessoa. O que isso quer dizer? Que ela viveu as virtudes cristãs de forma heróica, ou então, se é o caso de um mártir, que ela recebeu um martírio verdadeiro (chama-se declaração de magistério ordinário). Quando alguém é declarado santo é diferente: isso é feito de forma solene, com uma declaração infalível, que só o Papa ou os bispos todos do mundo inteiro unidos em Concílio podem fazer (Essa declaração é chamada declaração de magistério infalível, ou seja, é um dogma, é uma verdade irrevogável e definitiva). Quanto à vida virtuosa da pessoa, a canonização não acrescenta nada de novo ao que já foi falado na beatificação.A segunda diferença é quanto ao culto público que se presta a essas pessoas (culto público são as orações oficiais e públicas a essa pessoa em igrejas e oratórios, missas, veneração oficial de suas relíquias, etc.): com a beatificação a Igreja permite que se preste culto público ao Beato somente em algumas regiões, ou seja, nas regiões onde ele viveu, e na canonização esse culto é estendido ao mundo inteiro, é universal.

Agora as semelhanças: a primeira semelhança entre a beatificação e a canonização é que ambas falam que essas pessoas tiveram uma vida virtuosa e santa. A segunda semelhança é que, NA REGIÃO ONDE O BEATO VIVEU, ambas permitem ali o seu culto público.Isso levanta uma questão: se formos olhar pela conveniência pastoral, ou seja, o proveito espiritual dos fiéis, nos países onde o beato viveu, a beatificação já é pastoralmente suficiente, pois permite o seu culto público. Os beatos ali já fazem parte do centro da vida da Igreja, que é a liturgia.

Fonte: Santos do Brasil

domingo, 19 de abril de 2009

O que é Cardeal, Bispo, Arcebispo, Cônego, Monsenhor?

Prof. Felipe Aquino
BISPOS, ARCEBISPOS E CARDEAIS

Todos são ordenados, no grau máximo do sacramento da Ordem. Todos são bispos, palavra que deriva do grego epíscopos, que significa supervisor. Para chamá-los usa-se o título de Dom, abreviatura do latim dominus, senhor. Com o Papa à frente, os bispos do mundo inteiro formam o Colégio Apostólico, que sucede ao grupo dos apóstolos, os quais tinham a Pedro como seu líder. Assim, a Igreja é guiada pela história afora pelos mesmos pastores escolhidos por Jesus Cristo.

O Bispo é o pastor da Igreja particular, responsável pelo ensinamento da Palavra de Deus, pela celebração da Eucaristia e demais sacramentos e pela animação e organização dos carismas e ministérios do Povo de Deus. Ele é obrigado a fazer a visita “ad limina apostolorum” a Roma, e ao Papa, de quatro em quatro anos, quando então apresenta à Santa Sé um relatório de sua diocese e é recebido pelo Papa. Os bispos são, em suas dioceses, o princípio visível e o fundamento da unidade com as outras dioceses e com a Igreja universal. É obrigado pelo Código de Direito Canônico da Igreja a pedir renúncia ao completar 75 anos.

Arcebispo é o bispo de uma Arquidiocese, o titular da sede metropolitana, que é a diocese mais antiga de uma Província Eclesiástica, que é formada pelo conjunto de diversas dioceses. Ele é responsável pelo zelo da fé e da disciplina eclesiástica e pela presidência das reuniões dos bispos da Província. Mas não intervém diretamente na organização e na ação pastoral das demais dioceses (sufragâneas) da arquidiocese. O arcebispo usa, nos limites de sua Província, durante as funções litúrgicas, como sinal de unidade de sua Província com a Igreja em todo o mundo, o pálio, que lhe é entregue pelo Papa, no dia da festa de S. Pedro e S. Paulo, 29 de junho: uma faixa branca decorada de cruzes pretas que cobre os ombros, confeccionada com a lã de um cordeiro.
Cardeais são geralmente bispos de importantes dioceses do mundo. Mas também padres ou diáconos podem ser cardeais. São escolhidos pessoalmente pelo Papa, como representantes da Igreja em todo o mundo, para formarem o Colégio dos Cardeais. São responsáveis pela assessoria direta ao Papa na solução das questões organizativas e econômicas da Santa Sé, na coordenação dos diversos Dicastérios (uma espécie de ministério do Vaticano) que compõem o serviço da Santa Sé em favor da comunhão em toda a Igreja e da justiça para com os pobres do mundo todo. São também os responsáveis pela eleição do novo Papa enquanto não completarem 80 anos. A reunião dos Cardeais se chama Consistório e acontece quando o Papa a convoca.

PADRES, CÔNEGOS E MONSENHORES

Pelo sacramento da Ordem, não há nenhuma diferença entre padre, cônego ou monsenhor. Todos são ordenados, no segundo grau desse sacramento. Todos são presbíteros do Povo de Deus.
Hoje, os títulos de cônego e monsenhor são honorários e não indicam a posse de nenhum cargo ou posição na Igreja. Antes das reformas conciliares, eles formavam o cabido diocesano, para a função de conselheiros do bispo, o governo da diocese durante a vacância e o esplendor das funções litúrgicas na catedral. Hoje, o bispo conta com diversos Conselhos, que são formados por representantes de todo o clero e do laicato. Não contam os títulos, mas a disposição para o serviço comum e comunitário da evangelização. Hoje, cônego e monsenhor são títulos de homenagem e reconhecimento por serviços prestados à Igreja. Além disso, o título de monsenhor é também usado para o padre que foi eleito bispo. Enquanto ele não é ordenado bispo, é chamado de monsenhor.

MORRE PADRE ERNESTO

Volta Redonda – RJ, perde o querido padre Ernesto.


Padre Ernesto foi chamado a ser sacerdote, nasceu de uma família de 10 irmãos e criado com muita fé em Deus e Nossa Senhora Aparecida, nasceu em Pedra Selada, Resende - RJ, foi um servo do Senhor. Padre Ernesto M. Lamin tinha um jeito simples, humilde e perseverante, passou pela comunidade Sta . Cecília, e ali ficou por 7 anos. Construiu desde São Sebastião, passando por São Paulo Apóstolo, São José, Divino Espírito Santo, Sagrado Coração de Jesus, Sta. Edwiges, Sagrada Família entre outras, celebrava a Santa Missa também na capela do colégio Nossa Senhora do Rosário diariamente.

Construtor de igrejas!
Tinha uma preocupação em evangelizar, ensinar o povo a rezar e viver em comunidade e competência pois isso Padre Ernesto tinha de sobra, e embora passando por problemas de saúde, era incansável com seu rebanho, sempre presente atendendo os doentes nos hospitais, ministrando a unção dos enfermos.
Trabalhava para o Reino de Deus sem reclamar, com um sorriso no rosto e uma palavra amiga a quem necessita. Fala mansa...Padre Ernesto era um padre de construir Igrejas, por isso chamado Monsenhor, para nós com muita alegria e merecimento. Padre Ernesto, vai ficar em nossos corações, e temos de fato testemunhar esse título.

“Cantai ao senhor um cântico novo” “Por que Ele fez e faz maravilhas”.
Maravilha foi o presente que Deus nos deu: Monsenhor Ernesto!

sábado, 18 de abril de 2009

Objetos Usados na Missa

ÁGUA

Trata-se de água natural. É usada para purificar as mãos do sacerdote e para ser misturada com o vinho, simbolizando a união da Humanidade com a Divindade em Jesus. Também é usada para purificar o cálice e a âmbula.


ÂMBULA

É semelhante ao cálice, mas possui uma tampa. Nele se colocam as hóstias. Após a missa, é guardada no sacrário, juntamente com as hóstias que foram consagradas.


CÁLICE

É uma taça geralmente revestida de ouro ou prata. Nele se deposita o vinho a ser consagrado.


CORPORAL

É uma toalhinha quadrada. Chama-se corporal porque sobre ela coloca-se o Corpo do Senhor (cálice e âmbula), no centro do altar.


CRUCIFIXO

Sobre o altar ou acima dele, existe um crucifixo para lembrar que a Ceia do Senhor é inseparável do seu sacrifício redentor. Vemos em Mt 26,28, que Jesus deu a seus discípulos o "sangue da aliança que será derramado por muitos para o perdão dos pecados".


FLORES

Em dias festivos pode-se usar flores, não sobre o altar, mas ao lado deste. Sobre o altar usa-se decoração com motivos litúrgicos, tais como o pão e o vinho, o trigo e a uva, além das velas e crucifixo. No tempo da Quaresma não se usa flores; durante o Advento, admite-se seu uso desde que seja com moderação, para não antecipar a alegria do Natal.


GALHETAS

São duas jarrinhas em vidro ou metal. Em uma vai a água e na outra, o vinho. Estão sempre juntas sobre um pratinho no altar.

HÓSTIA
É feita de pão de trigo. Há uma hóstia grande para o sacerdote e pequenas para o povo. A do sacerdote é grande para que possa ser vista de longe pelo povo durante a elevação e também para ser repartida entre alguns participantes, em geral os ministros.


LECIONÁRIO

Livro que contém todas as leituras da Bíblia, de acordo com a missa dia.


MANUSTÉRGIO

Toalha que serve para enxugar as mãos do sacerdote, durante o ofertório. Costuma a acompanhar as galhetas.


MISSAL

É um livro grosso que contém todo o roteiro do rito da missa, com exceção das leituras que se encontram no lecionário.


PALA

É uma peça quadrada e dura (um cartão revestido de linho). Serve para cobrir o cálice.


PATENA

É um pratinho de metal. Sobre ela coloca-se a hóstia maior.


SANGUINHO

É uma toalha branca e comprida, usada para enxugar o cálice e a âmbula.


VELAS

Sobre o altar ficam duas velas. A chama da vela simboliza a fé que recebemos de Jesus, Luz do Mundo, no batismo e na confirmação. É sinal de que a missa só tem sentido para quem vive a fé.


VINHO

É vinho puro de uva. Assim como o pão se converte no verdadeiro Corpo de Cristo, também o vinho se converte no verdadeiro Sangue do Senhor, vivo e ressuscitado.


AS VESTES LITÚRGICAS

Para lidar com as coisas santas, o sacerdote se utiliza de sinais sagrados, usando vestes que o distinguem das outras pessoas. As vestes representam o Cristo cheio de glória e simbolizam a comunidade que crê no Cristo ressuscitado.


ALVA

É uma veste muito semelhante à túnica, sendo toda branca. Simboliza a nova vida, a pureza e a ressurreição.


AMITO

Usado por alguns sacerdotes, é um pano branco que envolve o pescoço e que é colocado sob a túnica ou a alva.


CASULA

É colocada sobre todas as vestes e também cobre todo o corpo. A cor da casula varia de acordo com o tempo litúrgico (branca, verde, roxa, vermelha...). É uma veste solene, ampla, usada nos dias festivos como o Natal, a Páscoa e o Corpus Christi. Simboliza a paz e a caridade que devem envolver todos aqueles que se aproximam do altar.


CÍNGULO

É um cordão que prende a alva ou a túnica à altura da cintura. Simboliza a vigilância, lembrando as cordas com as quais Jesus foi amarrado.


ESTOLA

É uma faixa vertical, separada da túnica, que desce a partir do pescoço do sacerdote em duas partes sobre o peito, uma de cada lado. Sua cor também varia de acordo com o tempo litúrgico. Simboliza o poder conferido ao sacerdote, a caridade, o perdão, a misericórdia e o serviço.


TÚNICA

É um manto longo, geralmente na cor branca, bege ou cinza clara, que cobre todo o corpo. Lembra a túnica que Jesus usava, "sem costura de alto a baixo", sobre a qual os soldados romanos tiraram a sorte para decidir quem ficaria com ela.

As Cores Litúrgicas


Quando vamos à Igreja, notamos que o altar, o tabernáculo, o ambão e até mesmo a estola usada pelo sacerdote combinam todos com uma mesma cor. Percebemos também que, a cada semana que passa, essa cor pode variar ou permanecer a mesma. Se acontecer de, no mesmo dia, irmos a duas igrejas diferentes comprovaremos que ambas utilizam as mesmíssimas coisas. Dessa forma, concluímos que as cores possuem algum significado para a Igreja. Na verdade, a cor usada em um certo dia é válida para toda a Igreja, que obedece um mesmo calendário litúrgico. Conforme a missa do dia - indicada pelo calendário - fica estabelecida determinada cor. Mas o que simbolizam essas cores?


VERDE

Simboliza a esperança que todo cristão deve professar. Usada nas missas do Tempo Comum.


BRANCO

Simboliza a alegria cristã e o Cristo vivo. Usada nas missas de Natal, Páscoa, etc... Nas grandes solenidades, pode ser substituída pelo amarelo ou, mais especificamente, o dourado.

VERMELHO
Simboliza o fogo purificador, o sangue e o martírio. Usada nas missas de Pentecostes e santos mártires.


ROXO

Simboliza a preparação, penitência ou conversão. Usada nas missas da Quaresma e do Advento.


ROSA

Raramente usada nos dias de hoje, simboliza uma breve "pausa" na tristeza da Quaresma e na preparação do Advento.


PRETO

Também em desuso, simboliza a morte. Usada em funerais, vem sendo substituída pela cor Roxa.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

POR QUE O BATISMO CATÓLICO NÃO É POR IMERSÃO

Embora realmente não seja tão comum vermos batismos por imersão na Igreja Católica - até porque a maioria dos católicos batizam seus filhos logo nos primeiros dias após o nascimento, constituindo isto um obstáculo prático para a "popularização" do batismo por imersão -, isso não significa que ela só proceda o batismo por infusão. Tanto isso é verdade, que o Código de Direito Canônico da Igreja possibilita a adoção desse rito, em seu cân. 854:

"Cân. 854 - O batismo seja conferido por imersão ou por infusão, observando-se as prescrições da Conferência dos Bispos".

Nesse sentido, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) estipulou o seguinte:

"Quanto ao cân. 854: Entre nós continua a praxe de batizar por infusão; no entanto, permite-se o batismo por imersão, onde houver condições adequadas, a critério do Bispo Diocesano".
Como observa o canonista pe. Jesús Hortal, em seu comentário ao cân. 854, "o rito de imersão demonstra mais claramente a participação na morte e na ressurreição de Cristo, mas o rito de infusão (derramamento de água) é plenamente legítimo".

Tal legitimidade provém, com certeza, desde as primitivas comunidades cristãs. Por exemplo, no séc. I d.C., já é explicitamente registrado na "Didaqué", o primeiro catecismo de que temos notícia na História da Igreja:

"Na falta de uma (=água corrente) ou outra (=água parada) [para imersão], derrame três vezes água sobre a cabeça, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo" (Did. VII, 3).

Na própria Bíblia, há uma menção implícita a outra forma de batismo que não a imersão, em Atos 2,41. Diz essa passagem que no dia de Pentecostes, em Jerusalém, 3 mil pessoas se converteram e foram batizadas. Ora, inexistindo rios naquela cidade e sendo os reservatórios de água locais insuficientes para tal quantidade de pessoas, resta claro que o batismo ali se deu muito provavelmente por aspersão, de forma que é possível notar que a imersão não é de fato obrigatória para a validade do batismo. Isto porque não é o volume de água que importa, mas a efusão da água como símbolo E canal de pureza interior.

Pois bem. O fato de Jesus ter sido batizado por imersão, também não significa que o cristão deva ser batizado apenas por imersão, pois o batismo recebido por Jesus era diferente do nosso, já que João Batista conferia "um batismo de arrependimento, para a remissão dos pecados", claramente simbólico (Mc. 1,4). O batismo cristão, por outro lado, é mais que um sinal: é verdadeiro instrumento de perdão, sacramento que regenera o velho homem, limpando os seus pecados (original e atual), transformando-o em um novo homem (cf. Ez. 36,25; Mt. 3,11; Jo. 3,5; At. 2,38; Ef. 2,5; 5,26; Tit. 3,5; 1Ped. 3,21)!

Por outro lado, é bom que se diga que o atual Código de Direito Canônico não faz mais referência ao batismo por aspersão (gotas de água lançadas com a ajuda do hissope ou outro instrumento similar), embora seja também considerado válido pela Sagrada Tradição bimilenar da Igreja. Logo, ainda que válido, não é tido por lícito, não devendo, pois, ser empregado pela Igreja. É que tal rito não deixa de causar dúvidas, visto não ser possível afirmar com certeza que a água tenha atingido o corpo do batizando.

Em suma: o que realmente importa, é que o batismo seja conferido com água verdadeira e a fórmula trinitária que indique claramente o ato de batizar em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo... Com efeito, se alguém recebe o batismo por imersão ou por infusão, com água corrente ou não (desde que verdadeira), em nome de cada uma das Pessoas da Santíssima Trindade, o sacramento é tido por válido pela Igreja Católica, ainda que tenha sido conferido por outras comunidades cristãs (ortodoxas, protestantes, pentecostais etc.), pouco importando, inclusive, uma eventual fé insuficiente do ministro em relação ao batismo (cf. Diretório Ecumênico, nº 95).


É bom que se diga, aliás, que várias comunidades - inclusive protestantes como luteranas, episcopais e metodistas - empregam com muita freqüência o batismo por infusão (ao qual, entretanto, denominam "aspersão", o que vem a ser uma simples diferença terminológica). Não haja dúvidas, pois, de que, no Cristianismo, a imersão não é a única forma de se conferir um batismo válido...
Carlos Nabeto
Apost. Veritatis Splendor
Foto: Essa foi a foto do batizado do Guilherme 27/11/05

quinta-feira, 16 de abril de 2009

CRISMA

SIMBOLOS E GESTOS DA CRISMA
AJUDA PARA O CATEQUISTA

A palavra “Cristo” significa “ungido” que quer dizer enviado, pois Cristo é o enviado do Pai para a nossa salvação. Nós somos chamados de cristãos porque somos seguidores do Cristo e enviados como Ele. A mesma origem tem a palavra “Crisma”. Crismar é o ato de ungir com óleo sagrado a fronte do crismando, que se torna também ungido, ou seja, enviado (CIC 1289).O sacramento da Confirmação é administrado logo após a profissão de fé dentro da Celebração Eucarística:a) Primeiramente o bispo impõe as mãos sobre os crismandos e faz a invocação do Espírito Santo.b) O segundo gesto sacramental é a unção com o óleo do Crisma. Cada crismando se aproxima e o bispo faz o sinal da cruz, na sua fronte, dizendo: “N… recebe, por este sinal, o Espírito Santo, o dom de Deus!” O crismando responde: “Amém!” O bispo ainda diz: “A paz esteja contigo!” o crismando responde: “E contigo também!”Os gestos e sinais sacramentais da Crisma são ricos de significados, presentes desde o Antigo Testamento, nos evangelhos e dede a Igreja Primitiva até os nossos dias.a) Imposição das mãos. É um gesto de autoridade na qual se transmite um a responsabilidade dentro da Igreja. É o gesto bíblico pelo qual o dom do Espírito Santo é comunicado (cf. At 6,6-7; 8,14-17; 19,1-6).b) Unção com óleo. O óleo usado pelo bispo é chamado “o crisma”*. É preparado com óleo de oliveira e bálsamo (que é perfumado) na Missa dos santos óleos, na Quinta-Feira Santa. Já no Evangelho notamos o gesto da unção (cf. Jo 12,3-7). A unção com óleo possui vários significados:- o óleo, impregnando a fronte do crismando, significa que ele é impregnado pela força do Espírito Santo – somos “templos do Espírito Santo” (1Cor 3,16);- o perfume do óleo usado na Crisma significa que o cristão deve “exalar o bom odor de Cristo”, ou seja, deve testemunhar Jesus Cristo, sem ser alguém malcheiroso no viver (cf. 2Cor 2,1416);- ser ungido é ser marcado com o selo, com o sinal da cruz, significando que o cristão pertence a Cristo (cf. Ef 1,13; 4,30);- a unção é também sinal de consagração, pois o ungido é o enviado que deve realizar a missão de Cristo;- como os atletas e lutadores eram ungidos com óleo, o crismado deve ser atleta e soldado de Cristo;- o óleo é ainda sinal de abundância, de alegria, de purificação, de cura, de fortalecimento e de reconforto (cf. Sl 133 ‘132’).Para aprofundar, confira: CIC 1288-1289; 1293-1301.* É correto dizer “a Crisma”, referindo-se à unção, como também é correto falar “o Crisma”, referindo-se ao óleo santo.

QUERIDO(A) CATEQUISTA!
Que os catequizandos aprofundem o conhecimento do sacramento da Crisma, descobrindo o significado de seus gestos.



DINAMIZANDO O ENCONTRO
- Iniciar o encontro com um momento de oração:
Ler o texto de 2Cor 2,14-16.
- Explicar brevemente um dos significados do óleo: exalar o perfume de Cristo.- Resgatar a missão que os crismandos receberão no dia da Crisma, relacionando com o significado do perfume do óleo.- Utilizar um pouco de óleo perfumado em um recipiente (pode ser usado óleo hidratante) e reunir os catequizandos em círculo: colocar uma música instrumental e pedir que, em silêncio, cada catequizando esfregue um pouco de óleo em suas mãos e sinta o seu perfume. Enquanto o recipiente com óleo passa e os catequizandos ungem suas mãos, pedir que meditem (em silêncio) e peçam a graça de serem testemunhas de Cristo.- Cantar o Salmo 133, conforme indicado abaixo, ou outro conhecido.



SALMO 133
Como é bom, como é bom irmãos viverem unidos como irmãos:É como o óleo perfumado sobre a fronte, e pelos ombros a escorrer.É como o orvalho sobre a relva e sobre os montes, que renovam inteiro o nosso ser.(Letra de J. Thomas Filho e música de Fr. Fabretti)



O QUE VAI ACONTECER NO DIA DA CRISMA?
- Explicar como é constituído o Ritual da Crisma, ressaltando os dois gestos: a imposição das mãos e a unção com óleo. O rito está resumido no Livro do Catequizando.- Se for possível, assistir com os catequizandos um vídeo que mostre o momento em que acontece o Rito da Crisma (pode ser a gravação de uma das crismas da comunidade).



IMPOSIÇÃO DAS MÃOS E UNÇÃO COM ÓLEO
- Realizar a técnica: “Peritos e interrogados” (adaptada de ANTUNES, 2000, p.44-47):- Dividir a turma em equipes de no máximo 5 integrantes, havendo no mínimo 5 equipes (distribua de acordo com o número de catequizandos).- Fornecer um tempo para que estudem, em grupos, o texto (juntamente com os textos bíblicos indicados) que se encontra no Livro do Catequizando, elaborando 4 ou 5 questões com alternativas (o número de questões dependerá do tempo que houver disponível).- Concluída a elaboração das questões, sortear alguns grupos para serem os interrogadores e os demais para serem os peritos: os interrogadores farão as questões e os pertos tentarão responder.- Quando um dos grupos de interrogadores fizer a questão, dar-se um tempo para que os integrantes de cada grupo de peritos converse sobre a questão entre si. Sendo sorteado um dos grupos, esse responde. Se não souber ou errar, a vez é passada para outro grupo.- Vence o grupo de interrogados que fizer a maioria de questões válidas (só serão aceitas as questões que estiverem de acordo com o assunto, sendo avaliadas pelo catequista). Vence também o grupo de peritos que responder a maioria das questões corretamente.
Esta atividade pode exigir muito tempo. Se preferir, o catequista pode utilizar um encontro inteiro, propondo como fonte de estudo os dois encontros sobre o sacramento da Crisma, fazendo assim uma revisão do que foi trabalhado.



EXALAR O PERFUME, SER UNGIDO!
- Propor para casa a atividade que se encontra no Livro do Catequizando.- Motivar os catequizandos para que descubram a melhor maneira de exalarem o perfume de Cristo, vivendo como ungidos – enviados do Senhor.Dar exemplos concretos.


LIVRO DO CATEQUIZANDO
19 – SIMBOLOS E GESTOS DA CRISMA
Você já aprendeu muitas coisas sobre o significado do sacramento da Crisma. Chegou o momento de descobrir o significado dos seus gestos e símbolos.
Leia o texto de 2Cor 2,14-16.
O óleo perfumado significa que nós também precisamos exalar perfume.Como podemos fazer isso? Com a ajuda do seu catequista você entenderá melhor.
Cantar: SALMO 133
(Letra de J. Thomas Filho e música de Fr. FabrettiComo é bom, como é bom irmãos viverem unidos como irmãos:É como o óleo perfumado sobre a fronte, e pelos ombros a escorrer.É como o orvalho sobre a relva e sobre os montes, que renovam inteiro o nosso ser.
1. Você sabe o que acontecerá no dia de sua Crisma? Leia o pequeno texto abaixo e converse a respeito com o seu catequista.
O sacramento da Confirmação é administrado logo após a profissão de fé dentro da Celebração Eucarística:- Primeiramente o bispo impõe as mãos sobre os crismandos e faz a invocação do Espírito Santo.O segundo gesto sacramental é a unção com o óleo do Creisma. Cada crismando se aproxima e o bispo faz o sinal da cruz na sua fronte, dizendo: “N… recebe, por este sinal, o Espírito Santo, o dom de Deus!” O crismando responde: “Amém!” O bispo ainda diz: “A paz esteja contigo!” o crismando responde: “E contigo também!”
(com imagem, pg 78)



CELEBRANTE: Recebe, por este sinal, o Espírito Santo, o dom de Deus!
IMPOSIÇÃO DAS MÃOS E UNÇÃO COM O ÓLEO
1. Em grupos, estude o texto abaixo, tendo também as citações bíblicas indicadas:
Os gestos e sinais sacramentais da Crisma são ricos em significados, presentes desde o Antigo Testamento, nos evangelhos e desde a Igreja Primitiva até os nossos dias.
a) Imposição das mãos. É um gesto de autoridade na qual se transmite um a responsabilidade dentro da Igreja. É o gesto bíblico pelo qual o dom do Espírito Santo é comunicado (cf. At 6,6-7; 8,14-17; 19,1-6).
b) Unção com óleo. O óleo usado pelo bispo é chamado “o crisma”*. É preparado com óleo de oliveira e bálsamo (que é perfumado) na Missa dos santos óleos, na Quinta-Feira Santa. A unção com óleo possui vários significados:- o óleo, impregnando a fronte do crismando, significa que ele é impregnado pela força do Espírito Santo – somos “templos do Espírito Santo” (1Cor 3,16);- o perfume do óleo usado na Crisma significa que o cristão deve “exalar o bom odor de Cristo”, ou seja, deve testemunhar Jesus Cristo, sem ser alguém malcheiroso no viver (cf. 2Cor 2,1416);- ser ungido é ser marcado com o selo, com o sinal da cruz, significando que o cristão pertence a Cristo (cf. Ef 1,13; 4,30);- a unção é também sinal de consagração, pois o ungido é o enviado que deve realizar a missão de Cristo;- como os atletas e lutadores eram ungidos com óleo, o crismado deve ser atleta e soldado de Cristo;- o óleo é ainda sinal de abundância, de alegria, de purificação, de cura, de fortalecimento e de reconforto.



EXALAR O PERFUME, SER UNGIDO!
O Espírito Santo no dia da Crisma nos dá força para que sejamos testemunhas de Jesus exalando seu perfume e vivendo como verdadeiros ungidos, ou seja, enviados de Deus.
* As pessoas que você conhece, percebem que você é cristão, ou seja, alguém que exala o perfume de Cristo?
1. O que você fará para exalar mais e mais o perfume de Cristo?
2. Em casa, explique o que significa cada gesto.



Fonte: Catequese.org.br

terça-feira, 14 de abril de 2009

COMO SURGIU O DIA DE CORPUS CHRISTI

CORPUS CHRISTI

Existe no decorrer do ano, diversas datas que são definidas como feriado, seja, municipal, estadual ou nacional. Geralmente, um feriado sempre é bem vindo; para muitos sinônimo de folga no trabalho e diversão. Mas, há uma questão muito séria que encontra-se por trás de alguns destes feriados, são "dias santos", por conseqüência consagrado há alguma entidade venerada por multidões; estes feriados é uma forma de devotar louvor ou veneração a personagens declarados como "santos" (1Co 10.19,20).Irmãos queridos somos chamados a uma vida santa (separada) e compromissados com as verdades de Deus que estão expressas de forma clara na Bíblia; o Espírito Santo move e faz-nos ver que é incompatível com a fé verdadeira participar destas consagrações tradicionais em algumas cidades. E, na condição de separados que somos, é sábio declararmos diante das trevas que anulamos em nome de Jesus Cristo, todo poder e autoridade constituída pelos homens às forças espirituais contra nossas vidas. O passo seguinte é procurarmos viver um dia, de muita vigilância e consagração ao Senhor (Mt 26.41), para que não sejamos atingidos pelo inimigo.Corpus Christi é uma festa ao Corpo de Cristo. É uma data adotada na Igreja Católica, para comemorar a presença real de Jesus Cristo no sacramento da Eucaristia, pela mudança da substância do pão e do vinho na de seu corpo e de seu sangue (O Catolicismo declara que a hóstia, torna-se literalmente em Carne e Sangue do Senhor Jesus).

A seguir, veja como iniciou-se esta comemoração:A origem da Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo remonta ao século XII. A Igreja sentiu necessidade de realçar a presença real do "Cristo todo" no pão consagrado. Esta necessidade se aliava ao desejo do homem medieval de "contemplar" as coisas. Surgiu nesta época o costume de elevar a hóstia depois da consagração. Disseminava-se uma controvertida piedade eucarística, chegando ao ponto das pessoas irem à igreja mais "verem" a hóstia do que para participarem efetivamente da eucaristiaA Festa de Corpus Christi foi instituída pelo Papa Urbano IV com a Bula ‘Transiturus’ de 11 de agosto de 1264, para ser celebrada na quinta-feira após a Festa da Santíssima Trindade, que acontece no domingo depois de Pentecostes. O Papa Urbano IV foi o cônego Tiago Pantaleão de Troyes, arcediago do Cabido Diocesano de Liège na Bélgica, que recebeu o segredo das visões da freira agostiniana, Juliana de Mont Cornillon, que exigiam uma festa da Eucaristia no Ano Litúrgico.

Juliana nasceu em Liège em 1192 e participava da paróquia Saint Martin. Com 14 anos, em 1206, entrou para o convento das agostinianas em Mont Cornillon, na periferia de Liège. Com 17 anos, em 1209, começou a ter ‘visões’,(que retratavam um disco lunar dentro do qual havia uma parte escura. Isto foi interpretado como sendo uma ausência de uma festa eucarística no calendário litúrgico para agradecer o sacramento da Eucaristia). Com 38 anos, em 1230, confidenciou esse segredo ao arcediago de Liège, que 31 anos depois, por três anos, será o Papa Urbano IV (1261-1264), e tornará mundial a Festa de Corpus Christi, pouco antes de morrer.

A ‘Fête Dieu’ começou na paróquia de Saint Martin em Liège, em 1230, com autorização do arcediago para procissão eucarística só dentro da igreja, a fim de proclamar a gratidão a Deus pelo benefício da Eucaristia. Em 1247, aconteceu a 1ª procissão eucarística pelas ruas de Liège, já como festa da diocese. Depois se tornou festa nacional na Bélgica.A festa mundial de Corpus Christi foi decretada em 1264, 6 anos após a morte de irmã Juliana em 1258, com 66 anos. Santa Juliana de Mont Cornillon foi canonizada em 1599 pelo Papa Clemente VIII.O decreto de Urbano IV teve pouca repercussão, porque o Papa morreu em seguida. Mas se propagou por algumas igrejas, como na diocese de Colônia na Alemanha, onde Corpus Christi é celebrada antes de 1270.O ofício divino, seus hinos, a seqüência ‘Lauda Sion Salvatorem’ são de Santo Tomás de Aquino (1223-1274), que estudou em Colônia com Santo Alberto Magno.

Corpus Christi tomou seu caráter universal definitivo, 50 anos depois de Urbano IV, a partir do século XIV, quando o Papa Clemente V, em 1313, confirmou a Bula de Urbano IV nas Constituições Clementinas do Corpus Júris, tornando a Festa da Eucaristia um dever canônico mundial. Em 1317, o Papa João XXII publicou esse Corpus Júris com o dever de levar a Eucaristia em procissão pelas vias públicas.O Concílio de Trento (1545-1563), por causa dos protestantes, da Reforma de Lutero, dos que negavam a presença real de Cristo na Eucaristia, fortaleceu o decreto da instituição da Festa de Corpus Christi, obrigando o clero a realizar a Procissão Eucarística pelas ruas da cidade, como ação de graças pelo dom supremo da Eucaristia e como manifestação pública da fé na presença real de Cristo na Eucaristia.Em 1983, o novo Código de Direito Canônico – cânon 944 – mantém a obrigação de se manifestar ‘o testemunho público de veneração para com a Santíssima Eucaristia’ e ‘onde for possível, haja procissão pelas vias públicas’, mas os bispos escolham a melhor maneira de fazer isso, garantindo a participação do povo e a dignidade da manifestação.A Eucaristia é um dos sete sacramentos e foi instituído na Última Ceia, quando Jesus disse :‘Este é o meu corpo...isto é o meu sangue... fazei isto em memória de mim’. Porque a Eucaristia foi celebrada pela 1ª vez na Quinta-Feira Santa, Corpus Christi se celebra sempre numa quinta-feira após o domingo depois de Pentecostes.

Pr.Adenilson Loterio

Curiosidades Católicas

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