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17 de mar de 2014

CATEQUESE: PORQUE SOU CATÓLICO?



O catolicismo é a maior religião, principalmente entre os povos ocidentais.
Você já se perguntou: "Porque sou católico?" Esta reflexão nos dias de hoje parece estar cada vez mais rara. Em meio a tantos “clãs” que surgem nos dias de hoje, se preocupar com religião parece ser algo menos atrativo. O jogo de futebol, a novela preferida e as ideologias políticas acabam por dar a sensação de que já temos as convicções que precisamos.


DO BATISMO ATÉ A CONVICÇÃO DE SER CATÓLICO 

Conforme o censo do IBGE de 2010, o percentual de católicos no Brasil é de 64,6%. Os católicos ainda são a maioria entre os cristãos mas está caindo a cada ano. A catequese é algo tão importante para a iniciação cristã, quanto a formação escolar é para aqueles que precisam ser alfabetizados. O que faz pensar, se não estamos hoje, com uma grande parcela destes 64,6% de “analfabetos de crença católica”. Ou seja um contingente que apenas nasceu em um lar católico, guardou algumas poucas práticas da religião e menos ainda de conhecimento. Não sabe responder na verdade o porque é católico, quando responde, diz, meus pais eram católicos. Uma religião apenas por herança mas sem muito sentido de ser. Então podemos fazer alguns questionamentos:

  1. Será que nos dias atuais nascer em um lar teoricamente católico, garante a convicção, ou o conhecimento necessário para permanecer na fé da Igreja de Cristo? 
  2. Será que a estratégia adotada pelas dioceses, paróquias e catequistas estão sendo o suficiente para instruir os que se preparam para receber os sacramento e permanecer confiante?
  3. Nossos catequistas possuem instrução para estarem nesse ponto inicial tão importante para ajudar nossos catecúmenos a compreenderem os mistérios e cercam a fé católica?
  4. Os materiais de base são sólidos, propícios e trazem informações necessárias para munir de conhecimento os catequistas?
Ser católico não é ser como jogadores de de futebol, onde um dia está em um time e depois de um está jogando para outro. É preciso sabermos termos convicção do porque se é católico. Buscar compreender a raiz e a essência do catolicismo. A catequese tem por responsabilidade transmitir e construir um conhecimento sobre a fé em Jesus Cristo e sua Igreja. Assim diz o Catecismo da Igreja Católica:
No centro da catequese encontramos essencialmente uma Pessoa, a de Jesus de Nazaré, Filho único do Pai..., que sofreu e morreu por nós e agora, ressuscitado, vive conosco para sempre... Catequizar... é desvendar na Pessoa de Cristo todo o desígnio eterno de Deus que nela se realiza. E procurar compreender o significado dos gestos e daspalavras de Cristo e dos sinais realizados por Ele." A finalidade definitiva da catequese é "levar à comunhão com Jesus Cristo: só ele pode conduzir ao amor do Pai no Espírito e fazer-nos participar da vida da Santíssima Trindade" (CIC, §426).
catequista é responsável pela formação e instrução dos novos cristãos, deve este buscar formas para que ele mesmo, possa estar mais intimo de Cristo para transmiti-lo:
Na catequese, é Cristo, Verbo Encarnado e Filho de Deus, que é ensinado – todo o resto está em relação com ele; e somente Cristo ensina; todo outro que ensine, fá-lo na medida em que é seu porta-voz, permitindo a Cristo ensinar por sua boca... Todo catequista deveria poder aplicar a si mesmo a misteriosa palavra de Jesus: 'Minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou' (Jo 7,16)." (CIC, §427) 
Completando:
Aquele que é chamado a "ensinar o Cristo" deve, portanto, procurar primeiro "este ganho supereminente que é o conhecimento de Cristo"; é preciso "aceitar perder tudo... a fim de ganhar a Cristo e ser achado nele", e "conhecer o poder de sua Ressurreição e a participação em seus sofrimentos, conformando-me com ele em sua Morte, para ver se alcanço a ressurreição de entre os mortos" (Fl 3,8-11).  (CIC, §427)
Precisamos nos munir de conhecimento para melhor anunciar a Jesus Cristo. E com isso responder, sim eu sou católico.

Fonte: catequesedoleigo

5 de mar de 2014

Por que se diz 'Quarta-feira de cinzas'? Ouça!

RealAudioMP3 
Brasília (RV) – A Quarta-feira de cinzas é o dia que para a Igreja Católica de rito latino marca o início da Quaresma. Dia de jejum e abstinência, depois do Carnaval, com ou sem samba, festa ou animação. Tiramos as máscaras, as fantasias, desfazemos as malas e a nossa vida começa a retornar ao normal. Mas por que a Igreja chama este dia de Quarta-feira de cinzas? A reposta vem de Dom Juventino Kestering, Bispo de Rondonópolis-MT.

Para a Igreja no Brasil, o dia de hoje tem um significado especial, porque anualmente, é lançada a maior iniciativa católica brasileira de partilha. Com o objetivo de despertar a solidariedade de seus fiéis e da sociedade em relação a um problema concreto que envolve a sociedade brasileira, a Campanha tem cada ano um tema que define a realidade concreta a ser transformada, e um lema, que explicita em que direção se busca a transformação. A Campanha é coordenada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). 

Falando à Rede Milícia SAT, Dom Juventino explica o que a Igreja propõe a seus fiéis.

Texto proveniente da página
do site da Rádio Vaticano 

24 de fev de 2014

O que é Cardeal, Bispo, Arcebispo, Cônego, Monsenhor?




PAPA – Bispo de Roma e sucessor de Pedro (Mt 16, 18-19). É o chefe de toda a Igreja. Está acima de todos os bispos (Apóstolos). Ele legisla para toda a Igreja através de Bulas, Encíclicas e Decretais. Jesus fez de Pedro o fundamento visível da Igreja, entregou as chaves. O bispo de Roma, sucessor de Pedro é a cabeça do colégio dos bispos, Vigário de Cristo na Terra, é o Pastor da Igreja Universal. Assim, ele possui três funções: é chefe de Estado (Vaticano), é bispo de Roma e Chefe da Igreja.



Cardeais, Bispos e Arcebispos...

Todos são ordenados, no grau máximo do sacramento da Ordem. Todos são bispos, palavra que deriva do grego epíscopos, que significa supervisor. Para chamá-los usa-se o título de Dom, abreviatura do latim dominus, senhor. Com o Papa à frente, os bispos do mundo inteiro formam o Colégio Apostólico, que sucede ao grupo dos apóstolos, os quais tinham a Pedro como seu líder. Assim, a Igreja é guiada pela história afora pelos mesmos pastores escolhidos por Jesus Cristo.


Cardeais - São geralmente bispos de importantes dioceses do mundo. Mas também padres ou diáconos podem ser cardeais. São escolhidos pessoalmente pelo Papa, como representantes da Igreja em todo o mundo, para formarem o Colégio dos Cardeais. São responsáveis pela assessoria direta ao Papa na solução das questões organizativas e econômicas da Santa Sé, na coordenação dos diversos Dicastérios (uma espécie de ministério do Vaticano) que compõem o serviço da Santa Sé em favor da comunhão em toda a Igreja e da justiça para com os pobres do mundo todo. São também os responsáveis pela eleição do novo Papa enquanto não completarem 80 anos. A reunião dos Cardeais se chama Consistório e acontece quando o Papa a convoca.

Arcebispo - É o bispo de uma Arquidiocese, o titular da sede metropolitana, que é a diocese mais antiga de uma Província Eclesiástica, que é formada pelo conjunto de diversas dioceses. Ele é responsável pelo zelo da fé e da disciplina eclesiástica e pela presidência das reuniões dos bispos da Província. Mas não intervém diretamente na organização e na ação pastoral das demais dioceses (sufragâneas) da arquidiocese. O arcebispo usa, nos limites de sua Província, durante as funções litúrgicas, como sinal de unidade de sua Província com a Igreja em todo o mundo, o pálio, que lhe é entregue pelo Papa, no dia da festa de S. Pedro e S. Paulo, 29 de junho: uma faixa branca decorada de cruzes pretas que cobre os ombros, confeccionada com a lã de um cordeiro.

Bispo - É o pastor da Igreja particular, responsável pelo ensinamento da Palavra de Deus, pela celebração da Eucaristia e demais sacramentos e pela animação e organização dos carismas e ministérios do Povo de Deus. Ele é obrigado a fazer a visita “ad limina apostolorum” a Roma, e ao Papa, de quatro em quatro anos, quando então apresenta à Santa Sé um relatório de sua diocese e é recebido pelo Papa. Os bispos são, em suas dioceses, o princípio visível e o fundamento da unidade com as outras dioceses e com a Igreja universal. É obrigado pelo Código de Direito Canônico da Igreja a pedir renúncia ao completar 75 anos.

Abade – Superior de um Mosteiro, que é visto como o pai da comunidade. Se o mosteiro for feminino, a responsável se chama Abadesa. 

Frade - É a designação dada a um católico consagrado que pertence a uma ordem religiosa mendicante e que vive normalmente num convento. Ele tanto pode ser um clérigo como um leigo.
O termo frade é proveniente da palavra latina frater, irmão, pelo qual se dirigiam uns aos outros. O título dado aos frades é frei, que deve ser usado somente anteposto ao prenome do frade e nunca como um substantivo independente (o correto é "o frade foi ordenado" e não "o frei foi ordenado").

Padre - (do latim páter ou pátris, que significa "pai" ou "chefe da família") refere-se a um presbítero, clérigo católico do sexo masculino que recebeu o sacramento da Ordem.Hierarquicamente, está acima dos diáconos e abaixo dos bispos. O padre na Igreja Católica é responsável por uma paróquia, onde preside a Sagrada Eucaristia, bem como atende à confissão, aconselhamentos e outros. É um homem que doou sua vida à serviço do Evangelho e vive para servir a Deus e aos leigos por meio da evangelização.
Na  Igreja latina atual os requisitos mínimos para que um fiel se torne padre são os seguintes: 1) que tenha a idade de pelo menos 25 anos; 2) que seja do sexo masculino; 3) que tenha cursado teologia em alguma faculdade autorizada pelo bispo e, na maioria dos casos, também filosofia; 4) que tenha sido ordenado diácono; 5) que seja solteiro e assim deseje permanecer por toda a vida.
Todo padre pode ser, a partir da idade de 35 anos e pelo menos cinco anos de ordenação presbiteral, nomeado bispo. Isso, porém, ocorre com uma minoria, escolhida, na atual disciplina da Igreja, pelo bispo de Roma, o papa.

Presbítero – Padre.

Diácono (permanente) - O diaconato é ordem sagrada, conferida pela imposição das mãos e pela oração consecratória prescrita (c. 1009 § 1 e § 2). Pela ordenação, o diácono se torna clérigo, ministro sagrado , e é incardinado numa Igreja particular, para cujo serviço (diaconia) foi ordenado.
Exige-se um período mínimo de três anos para a formação inicial (c. 236), com a participação nas seis etapas da Escola Diaconal, durante a qual o candidato estará assumindo encargos pastorais. Terminada esta fase preparatória, o candidato aprovado para seguir sua preparação para a ordem sagrada, será mantido em estágio pastoral, num período de seis meses (três meses no mínimo), em preparação à recepção do ministério de leitor e, outros seis meses (três meses no mínimo), preparatórios ao ministério de acólito (LC-CNBB de 27/2/1986). Nesta fase, tendo sido julgado apto, dar-se-á o início da preparação próxima à ordenação diaconal. Para o diaconato permanente, são idades mínimas exigidas: 30 anos completos, para aqueles que pretendem assumir o estado celibatário (91c-CNBB n. 60) e 35 anos completos, para os casados. Para estes últimos, requer-se, ainda, o indispensável consentimento da esposa (c. 1031), com um termo assinado por ela e pelos filhos respectivos.



Consistório – Reunião de Cardeais.


Sínodo - Assembléia de Bispos de uma Província.


Província Eclesiástica - Conjunto de Dioceses. Quem a governa, a preside é o bispo mais importante: o Metropolita, que, a partir de 1301, passa a se chamar Arcebispo. Arquidiocese à Diocese à Vicariatos à Regiões ou Foranias à Paróquias à Capelas.

Freira -  É a designação dada a uma mulher que renunciou a vida comum em sociedade e optou recolher-se em um convento ou mosteiro, passando a ter uma vida inteiramente dedicada aos serviços religiosos.
As freiras são mulheres consagradas a Deus, que assumem os compromissos da castidade, da obediência e da pobreza por meio de votos. Geralmente as freiras desenvolvem obras de caridade, de educação a crianças e jovens, entre outros tipos de apostolado. As freiras, por norma, fazem parte de ordens ou congregações religiosas de características mendicantes.

Madre Superiora - Superior de um Convento.


Padres Foâneos - Título dado pelo bispo a um grupo de padres dentro de um Vicariato. As foranias são regiões dentro dos Vicariatos.


Vigário Episcopal - É um presbítero colaborador do Bispo. 


Cônego - São Presbíteros que fazem parte de um “colegiado”, os quais tinham a função de eleger o novo bispo e assessorá-lo e caso acontecesse um impasse, quem escolhia era o Papa. Essa função perdura do século XII ao XVI. Atualmente eles são um conselho do Bispo na Catedral.

Cabildo - Conjunto de Cônegos em uma Catedral.


Monsenhor - É um título eclesiástico honorifico conferido aos sacerdotes pelo Papa. Apesar de somente o Papa conferir o título de Monsenhor, ele o faz a pedido do bispodiocesano por meio da Nunciatura Apostólica. O número máximo de monsenhores de umadiocese não pode, normalmente, ultrapassar 10% do total de sacerdotes. O Monsenhor não tem uma autoridade canônica maior que a de qualquer padre, uma vez que a nomeação não implica num sacramento da ordem. Assim o monsenhor só se distingue de um padre comum pelo título. Os padres que serão sagrados bispos recebem automaticamente o título de monsenhor.



Católico - Adjetivo grego que significa “Universal”. Esse termo é usado a partir do Concílio de Trento (1545 - 1563) para designar a Igreja Romana em oposição às Igrejas da Reforma. Antes, o termo utilizado era Cristandade

Leigos - São todos os cristãos, exceto os membros da Sagrada Ordem ou estado religioso reconhecido pela Igreja Católica, isto é, os fiéis que, incorporados a Cristo pelo Batismo, constituídos no povo de Deus e a seu modo feitos participantes da função sacerdotal, profética e régia de Cristo, exercem, no seu âmbito a missão de todo o povo cristão na Igreja e no mundo. O papa, os bispos, padres e leigos... São todos Igreja.


Padres, Cônegos e Monsenhores 


Pelo sacramento da Ordem, não há nenhuma diferença entre padre, cônego ou monsenhor. Todos são ordenados, no segundo grau desse sacramento. Todos são presbíteros do Povo de Deus.

Hoje, os títulos de cônego e monsenhor são honorários e não indicam a posse de nenhum cargo ou posição na Igreja. Antes das reformas conciliares, eles formavam o cabido diocesano, para a função de conselheiros do bispo, o governo da diocese durante a vacância e o esplendor das funções litúrgicas na catedral. Hoje, o bispo conta com diversos Conselhos, que são formados por representantes de todo o clero e do laicato. Não contam os títulos, mas a disposição para o serviço comum e comunitário da evangelização. Hoje, cônego e monsenhor são títulos de homenagem e reconhecimento por serviços prestados à Igreja. Além disso, o título de monsenhor é também usado para o padre que foi eleito bispo. Enquanto ele não é ordenado bispo, é chamado de monsenhor

Fonte: Felipe Aquino

10 de set de 2013

Relíquias de Dom Bosco chegam à Terra Santa

Arquivo/Salesianos
Relíquias de Dom Bosco percorrem diversos países por ocasião do bicentenário de seu nascimento, comemorado em 2015
Começa nesta terça-feira, 10,  na Terra Santa, a peregrinação da urna com as relíquias de Dom Bosco. Será o último lugar pelo qual a urna passará antes de retornar a Roma, após três anos de peregrinação. As relíquias do santo estão percorrendo diversos países, em ocasião dos preparativos do  bicentenário de seu nascimento, comemorado em 2015.

O Patriarca de Jerusalém dos Latinos, Dom Fouad Twal, acolherá as relíquias no início da noite na Co-catedral do Patriarcardo latino, com a oração das vésperas. Nos próximos dias, as relíquias serão levadas para numerosas igrejas de Belém, Beit Jala, Nazaré, Haifa, Beit Jemal e Jafa, e por fim retornarão a Jerusalém.

Segundo o vigário patriarcal, Dom Willian Somali, a peregrinação da urna  na Terra Santa é uma das mais significativas, pois sempre foi desejo de Dom Bosco visitar a Terra de Jesus. “Esse sonho foi impossível de realizar devido às suas condições de saúde. Agora ele chega de maneira diferente e cumpre a sua promessa”, afirma o vigário.

“Agora que em todo Oriente Médio se vive uma situação dramática, nunca vista antes, precisamos da intercessão de Dom Bosco”, ressalta Dom Somali. O vigário afirma que a visita da urna é muito importante para tantos religiosos salesianos que há tantos anos se dedicam à evangelização no Oriente Médio. 

com Agência Fides

14 de jul de 2013

Quando nasceram os seminários


Cidade do Vaticano (RV) – O dia 4 de dezembro de 2013 marca o 450º aniversário do encerramento do Concílio de Trento (1545-1563). No âmbito desta importante recorrência, outra data merece ser recordada: 15 de julho de 1563, dia em que os Bispos reunidos em Trento, aprovaram por unanimidade o Decreto Cum adolescentium Aetas, que recomendava a criação de seminários em cada diocese. Uma medida de relevância na época, que dotava a Igreja de um instrumento para o cuidado das vocações ao sacerdócio ordenado, ainda hoje um elemento fundamental e imprescindível. Parece útil, portanto, reviver os acontecimentos e os personagens que determinaram o nascimento dos seminários, na certeza de que a reflexão sobre o nosso passado possa oferecer subsídios importantes para a Igreja de hoje. 

Sem exagero, pode-se afirmar com segurança que o Concílio de Trento representou uma das viradas mais importantes na história da Igreja moderna. Isto porque, recolhendo e canalizando os impulsos positivos provenientes de vários setores do mundo católico de uma forma concreta e sistemática – mesmo entre numerosas dificuldades e inconvenientes – passou-se a aspirar à uma reforma da Igreja e a uma renovação geral, o que acabou ativando uma sucessiva e gradual formação de um modelo eclesial destinado a perdurar nos séculos. Mas a nenhum sujeito eclesial mais do que ao clero, foi dirigida a urgência reformadora dos padres tridentinos. Esta peculiar atenção respondia a uma convicção - que era também uma espera - particularmente difundida: uma virada moral e espiritual para toda a Igreja somente seria realmente possível, a partir de uma mudança radical que investisse, antes de tudo, nos pastores, isto é, nos bispos e nos sacerdotes. 

Como observou o grande historiador do Concílio de Trento sobre a revolução protestante, Hubert Jedin, "a crise do cisma foi, em última análise, a crise da formação sacerdotal". Instituindo os seminários, o Concílio de Trento deu à Igreja um importante legado, sobre o qual, não por acaso, insistirão todas as subseqüentes Relationes ad limina postridentine, e que será repetida antes e após os dois Concílios contemporâneos. O seminário não é uma relíquia do passado. O mesmo Concílio Vaticano II reafirmou a sua necessidade, como um lugar onde "toda a educação dos alunos deve ter o objetivo de formar verdadeiros pastores de almas, seguindo o exemplo de nosso Senhor Jesus Cristo, mestre, sacerdote e pastor." 

Há 450 anos de distância, o seminário aparece ainda como um instrumento indispensável no cuidado e na promoção das vocações ao sacerdócio. Desde então, o que é natural, ocorreram muitas mudanças, tanto na sociedade como na família e na Igreja. A Igreja, em particular, percorreu um longo caminho, no curso do qual teve que se atualizar várias vezes, na fidelidade ao coração de Cristo, os modelos de formação ao sacerdócio às exigências dos contextos em constante mudança. Um caminho semelhante deverá ser constantemente percorrido. Isto é particularmente verdadeiro para o nosso tempo, marcado pela grande rapidez de mudanças culturais, sociais e antropológicas. Se é verdade, portanto, que o seminário, enquanto tal, continua a ser uma estrutura e um recurso essencial para a vida da Igreja, é também verdade que a reflexão sobre os velhos e novos problemas de formação sacerdotal - em particular, a disciplina interna e as formas de interação entre o Seminário e a vida diocesana e civil - é e continuará a ser necessária e urgente, no consciência de que a verdadeira reforma da Igreja deve partir sempre de dentro: dos sacerdotes e dos consagrados, por isso, também por aqueles que nos Seminários se preparam para estar "à altura dos tempos". 

(Vincenzo Bertolone - Osservatore Romano\JE)

Texto proveniente da página
do site da Rádio Vaticano 

9 de jul de 2013

O que um casal de segunda união pode fazer na Igreja?

103 casais de pessoas
Casal de segunda união é aquele que casal cujo ambos, ou uma das duas pessoas, foi casado na Igreja Católica, separou-se e casou-se uma segunda vez, só no civil, pois a Igreja não pode fazer um segundo casamento, a menos que o primeiro casamento tenha sido declarado nulo pelo Tribunal Eclesiástico.
O Catecismo da Igreja Católica nos dá alguns ensinamentos sobre este assunto.
Sendo assim, neste vídeo, o Prof.Felipe Aquino irá explicar o que os casais que hoje vivem na situação de segunda união podem fazer na Igreja Católica.
Assista ao vídeo:

26 de jun de 2013

Corpo do Padre Pio ficará exposto permanentemente

A licença para a exposição contínua do corpo incorrupto do Padre Pio foi dada pelo Prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, Cardeal Angelo Amato, durante uma solene celebração eucarística na Grande Igreja de São Pio, realizada em 1º de junho. Agora a Igreja inferior de San Giovanni Rotondo, na Itália, expõe à veneração permanente o corpo de São Pio de Pietrelcina, um dos santos mais famosos do século XX.

São Pio de Pieltricina tinha afirmado que “farei mais barulho morto que vivo” e a predição não deixou de se cumprir. Nos anos de 2008 e 2009 o seu corpo ficou exposto para veneração pública por 17 meses e, durante esse tempo, quase o mesmo número de peregrinos de Lourdes visitaram São Pio: cerca de 10 milhões, entre os quais o Papa Bento XVI.
Segundo o Cardeal Angelo Amato “A dignidade das relíquias, daqueles que agora vivem no Paraíso, reside no fato de que sobre a Terra o seu corpo foi templo da graça divina e o instrumento dos seus méritos e da sua santificação com o exercício heróico da virtude ou com o seu martírio.” (RMDC)
Por Gaudium Press

19 de jun de 2013

Reconhecido segundo milagre por intercessão de João Paulo II

A comissão teológica da Congregação para a Causa dos Santos aprovou o segundo milagre atribuído à intercessão de João Paulo II.

O reconhecimento abre caminho para a canonização do Papa polonês, mas antes deverá ser aprovada também por uma comissão de cardeais e bispos e autorizada por decreto pelo Papa Francisco.
A notícia da aprovação do segundo milagre já provocou reações em Cracóvia, onde o Arcebispo Stanislaw Dziwisz, ex-secretário de João Paulo II, afirmou que “Papa Francisco não colocará à prova a paciência dos poloneses”.
“Existe muita esperança de que a canonização ocorra no domingo 20 de outubro”, disse ele, recordando que é a data em que se celebra o 35º aniversário da eleição de Wojtyla. O Arcebispo Dziwisz foi recebido pelo Papa Francisco no Vaticano no último sábado.
O Cardeal Karol Wojtyla foi eleito Papa em 16 de outubro de 1978. No dia 22, celebrou a Missa de início de pontificado.
Em 1º de maio de 2011, Bento XVI proclamou-o Beato, após a comprovação da cura – inexplicável para a ciência, da Irmã Marie Simon Pierre, que sofria do Mal de Parkinson.
Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

A velha sabedoria do Decálogo

O mundo moderno faz muito bem em querer andar para frente, e procurar caminhos novos de convivência humana. Somos animais desinquietos. Nem as mais recentes descobertas nos permitem buscar a sombra de um merecido repouso. Queremos sempre mais. Parece que a nossa sina é o infinito. No entanto, nessa busca – atitude reprovável – o novo nos faz desdenhar os avanços já conquistados, e que nos poderiam dar firmeza. Em tempos em que o socialismo já perdeu grande parte do seu vigor, reinam assim mesmo, propostas que contrariam diretamente os princípios insuperáveis dos “Dez Mandamentos”. É o próprio Senhor da Criação, conhecedor de nossa natureza, quem estabeleceu: “Não furtarás” (Ex 20, 15). Mas os tempos hodiernos estão repletos de roubos, de sonegação de impostos, de assaltos a pobres motoristas de táxi, de invasão de domicílios, de saidinhas de banco… Isso tudo, numa consciência normal de cristão, representa um ato pecaminoso. Furtar é apoderar-se dos frutos do trabalho de outrem. É praticar uma injustiça, que o Poderoso cobrará.

Sem a observância desse sábio princípio, que conhecemos como sétimo mandamento da Lei de Deus, a vida social é impossível. O direito tranquilo à propriedade é um princípio básico da convivência. É preciso retornar ao sábio Moisés, para perceber que a propriedade particular é uma garantia de liberdade. Quem nada possui é um dependente dos outros, seja esse outro o Estado ou um senhor. Além do mais a propriedade é um estímulo para o progresso, é uma garantia para cuidar dos bens, desperta o senso de responsabilidade e de previdência, leva a amar o belo e o bem. Sem nos esquecermos que a propriedade abre espaço para utilizar bem as coisas, de criar mais riquezas, que poderão servir a outros. Em suma, o direito à propriedade é um direito natural, porque se baseia na natureza humana. Não depende de uma atribuição graciosa do Estado. A ele cabe só o dever de zelar pelo bem comum, e de regular o uso da propriedade, para que todos possam usufruir dos bens da criação. O assunto é sério. O Apóstolo chega a dizer: “Quem furtava não furte mais” (Ef 4, 28).
Por Dom Aloísio Roque Oppermann – Arcebispo Emérito de Uberaba (MG)

18 de jun de 2013

RELÍQUIA - A COROA DE ESPINHOS DE JESUS

O Livro " Novas Curiosidades", editado pela editora Conquista, RJ, no Quarto Volume, às folhas 76, trás um fato interessante, conforme abaixo transcrevo:




"ONDE ESTARIAM OS RESTOS DA COROA DE ESPINHOS DE JESUS CRISTO?

A relíquia, de que tanto fala S. Mateus no Evangelho, achar-se-ia na França ou em Roma.

Afirma-se que esse precioso objeto foi entregue em 1239 a Luís IX (São Luís), rei de França, e o presente, ganhou-o das mãos do rei de Jerusalém, João de Birene, e do imperador de Constantinopla, Balduíno.


Nos fins do século XVIII, em 1791, para alguns autores, teria essa coroa, já incompleta, sido entregue à guarda da igreja de Notre Dame de Paris.

Há quem diga que Pio X em 1905 levou a relíquia para o Vaticano.

Fora de dúvida é a afirmativa do apóstolo e evangelista São Mateus, autor do primeiro Evangelho do Novo Testamento, que esteve em companhia de Cristo. Diz ele que depois da tragédia do Gólgota a coroa, ainda com os espinhos intactos, ficou em poder dos algozes.
SÃO LUÍS E A COROA DE ESPINHOS
Um dos traços da religiosidade do monarca da França, São Luís,  se manifestou  na aquisição da coroa de espinhos e de um fragmento da cruz da crucificação de Jesus Cristo, em 1239-1241, a Balduíno II, imperador de Constantinopla, por 135.000 libras.
Para estas relíquias mandou edificar a capela gótica de Sainte-Chapelle no coração de Paris, que curiosamente só custou 60.000 libras para construir. Sob este reinado foram também construídas as catedrais de Amiens, Rouen, Beauvais, Auxerre e Saint-Germain-en-Laye.





Relíquias da Paixão que se conservam na "Igreja da Santa Cruz de Jerusalém"

Um Espinho da Coroa


Ao contrário do que se julga, comumente, a Coroa de Espinhos de Nosso Senhor não tinha a forma de um diadema, mas a de um barrete, com 21 cm de diâmetro, cobrindo-Lhe toda a cabeça.

 É feita de ramos de longos espinhos trançados.

Depois de colocá-la na adorável fronte de Jesus, os algozes golpearam-na de modo a provocar grandes ferimentos, como pode ser atestado pelas manchas de sangue no Santo Sudário.

A Coroa permaneceu na Basílica do Monte Sião, em Jerusalém, até 1053, quando foi levada para Constantinopla.

Em 1238, o Imperador Balduíno II entregou-a – juntamente com a ponta da lança de Longinus – como penhor de empréstimo contraído com bancos de Veneza.

De comum acordo com esse Imperador, São Luís IX, Rei de França, resgatou a referida dívida e recebeuu em seu país as duas preciosas relíquias, com todas as demonstrações de veneração.


O próprio rei, a rainha-mãe, inúmeros prelados e príncipes foram encontrá-los perto da cidade de Sens.

São Luís e seu irmão, Roberto d’Artois, descalços, as levaram até a Catedral de Santo Estevão, nessa cidade.
Desejoso de acolher em lugar digno tão inestimáveis relíquias, o Rei santo fez construir em Paris uma verdadeira jóia daarquitetura gótica: a Sainte Chapelle (Capela Santa), uma maravilhosa igreja de vitrais, que extasia todos quantos tem a ventura de conhecê-la.

Atualmente, a Coroa de Espinhos está nos Tesouros da Catedral de Notre Dame de Paris.








RELICÁRIO DO ESPINHO


Em Roma encontra-se apenas um desses espinhos.





A veneração do relicário da Santa Coroa de espinhos tem lugar especialmente nas sextas-feiras da Quaresma.


Sainte- Chapelle

Sain Chapelle é uma magnífica obra gótica do ano 1248, situada em Paris para abrigar o que se acredita ser a coroa de espinhos usada por Jesus Cristo.


A principal característica é a cor e a luz que se filtram através de seus 15 lendários vitrais, construídos como um caleidoscópio em cores vermelho, azul, dourada, verde e malva que formam cenas religiosas assombrosamente belas. Suas altas torres de 15m de altura, estão coroadas por uma espécie de espinhas talhadas em pedra que representam as espinhas que Cristo levou em sua cabeça.

O edifício foi concebido por Louis IX (São Luis), em 1244, e foi construído em um período relativamente curto de 4 anos. Louis imaginou a estrutura como um tipo de relicário gigantesco para as relíquias mais preciosas em toda a Cristandade - a " verdadeira cruz " de Cristo, a " Coroa de Espinhos " e outras relíquias ligadas à paixão de Cristo.

Esta verdadeira jóia gótica está dentro do próprio complexo do Palace de la Cite, que era então sua residência oficial.



Consta que Luis IX, após a morte canonizado como São Luis, desejava um templo à altura das relíquias que trouxera, em especial a verdadeira Coroa de Espinhos de Cristo, que havia comprado do Rei Bauduíno II, de Constantinopla.



Segundo os registros, a coroa de espinhos foi adquirida por cerca de três vezes o valor de construção da própria capela.

 Ao contrário da maioria das igrejas góticas onde predomina a penumbra, Sainte Chapelle é um verdadeiro mar de luzes coloridas que entram pelos quinze magníficos painéis de vidro decorados com mosaicos.

Atualmente, a Santa Coroa de espinhos pode ser venerada na Catedral de Paris, onde se encontra pro­tegida por fino anel de cristal, sob a custódia dos Cavaleiros do Santo Sepulcro de Jerusalém.

Esta Ordem Militar foi fundada por Godofredo de Bouillon, célebre general cristão que conquistou a Terra Santa aos sarracenos, em 1099, e recusou ser coroado de jóias no local onde Nosso Senhor houvera sido coroado de espinhos.

Ao longo dos séculos, vários relicários foram elaborados pela piedade católica para guardar a sagrada relíquia. O mais belo e rico deles, foi desenhado em 1853 por indicação de Viollet­le-Duc, o famoso arquiteto que restaurou Notre Dame de Paris.

A base do relicário, em estilo neogótico, representa São Luiz IX, Santa Helena e o Imperador latino de Bizâncio, Balduíno de Courtenay, que sustentam uma coroa de flores-de-lis, cujas pilastras são, por sua vez, apoiadas em doze estátuas representando os Apóstolos.














por: rezairezareiza

30 de mai de 2013

Há 464 anos, fiéis de Salvador celebram a festa de Corpus Christi

 Arquidiocese de Salvador


Arquidiocese de Salvador
Procissão de Corpus Christi em Salvador, em 2012.
A solenidade de Corpus Christi ocorre sempre na primeira quinta-feira, após a festa da Santíssima Trindade. Em Salvador, a festa teve início em 1549 e foi a primeira manifestação pública de fé realizada no Brasil. Em entrevista ao Jornal São Salvador, o doutor em Liturgia, padre José Raimundo, disse que a festa entrou no calendário litúrgico da Igreja Católica a partir de uma experiência mística da religiosa Juliana de Cornion, em Liège (Bélgica), no século XIII.

“Na visão, aparecia o disco lunar, e no seu centro, uma parte completamente negra. Tal fato foi logo interpretado como sendo a falta de uma festa eucarística no interior do Ano Litúrgico. Introduzida pela primeira vez na diocese de Liège em 1246, a comemoração foi estendida pelo Papa Urbano IV a toda a Igreja latina em 1264”, explica o padre.

O coordenador de eventos na Arquidiocese, padre Valter Ruy Cordeiro, afirma que a festa de Corpus Christi é a celebração do mistério Eucarístico de Jesus. “É uma festa específica porque tem uma tônica diferente, que é a Missa e, após a procissão, a bênção com o Santíssimo Sacramento. Nesta Missa toda a reflexão é voltada para uma tentativa de explicação do sentido de Jesus Eucarístico na vida e caminhada do povo de Deus”, afirma.

Para o paroquiano Diogo Teles da Igreja Ascensão do Senhor, em Salvador, Corpus Christi é uma das festas mais importantes para a Igreja Católica. Segundo ele, a data é propícia para recordar  que na última ceia Jesus se deu no pão e no vinho. “E hoje, todo católico que comunga desse Cristo vivo, deve participar dessa celebração em memória da Eucaristia, que é a nossa ligação com o Pai”, diz.
Assim como Diogo, o jovem da Paróquia Santo Amaro de Ipitanga, em Lauro de Freitas (BA), Marcos Felipe Fonseca, afirma que celebrar Corpus Christi é, antes de tudo, celebrar a grandeza de Deus e a beleza da fé. “É reconhecer que Ele cumpriu a Sua promessa de que não nos deixaria só e se faz presente em nosso meio através da Eucaristia. É também reviver o mistério do Deus que um dia disse aos discípulos, e hoje diz a nós: ‘Fazei isto em memória de mim’”, assegura.

Sobre o pioneirismo de Salvador na celebração de Corpus Christi, o coordenador da Pastoral de Comunicação, padre Manoel Filho, afirma que a cidade é marcada de forma indelével por esta procissão, que é uma manifestação de fé dos primeiros habitantes e que perdura até os dias atuais. “São 464 anos de fé nas ruas da cidade. Tudo o que Salvador é hoje, teve início em torno desta fé. Podemos imaginar o tempo passando, as mudanças surgindo, a cidade crescendo e o mesmo coração soteropolitano batendo de fé e esperança pelas ruas da cidade”.

Festa de Corpus Christi

Em cada Missa, quando o padre toma o pão nas mãos e pronuncia as palavras: “Tomai todos e comei: isto é o meu corpo que será entregue por vós”, e, depois disso, ao tomar o cálice com vinho e proclamar:

“Tomai todos, e bebei! Este é o cálice do meu sangue, o sangue da nova e eterna aliança, que será derramado por vós e por todos para a remissão dos pecados: fazei isto em memória de mim!”, entendemos que se dá o milagre da transubstanciação do pão e do vinho no corpo e no sangue de Cristo.

Como católicos, cremos que, a partir daquele momento Cristo se faz presente no pão e no vinho consagrados. Por isso, nós O podemos adorar na Hóstia Consagrada, sem incorrer em ato de idolatria. Também por isso nós promovemos a adoração ao Santíssimo Sacramento em vários momentos do Ano Litúrgico, particularmente na noite da Quinta-feira Santa e na festa do Corpo e Sangue de Cristo.

Neste ano, a festa de Corpus Christi tem um caráter especial por ocorrer dentro do Ano da Fé, proclamado pelo Papa na comemoração dos 50 anos de início do Concílio Ecumênico Vaticano II. Sem esquecer que o centro da fé cristã é a profissão da fé na Trindade do Deus Pai, Filho e Espírito Santo, a Igreja professa a presença real de Cristo na Eucaristia.

E esta presença permanece fora da celebração, razão pela qual a Igreja conserva “com o máximo cuidado as Hóstias Consagradas, expondo-as aos fiéis para que as venerem com solenidade e levando-as em procissão” (CIC, n° 1379).

João Paulo II ensinou que “Jesus nos espera neste sacramento do amor. Por isso, não regatemos (não pechinchemos) o tempo para ir encontrá-lo na adoração, na contemplação cheia de fé e aberta a reparar as faltas graves e os delitos do mundo. Que nossa adoração nunca cesse” (CIC 1380).

Aproveitemos a festa de Corpus Christi, que acontece na semana que sucede a festa da Santíssima Trindade, para nos unirmos como cristãos e professarmos publicamente a nossa fé na presença de Cristo em nosso meio.

É particularmente significativa a atitude de paróquias e comunidades que se reúnem em uma única e grande celebração nas cidades, para assim testemunharem a comunhão do povo cristão, que é um dos desejos latentes na festa de Corpus Christi.

E é também significativo o povo caminhar em procissão pelas ruas da cidade, seguindo os passos do Cristo Eucarístico que está presente na hóstia consagrada, animado pelo canto: “Eu te adoro Jesus hóstia! Eu te adoro, Deus de Amor”.

Que o Deus Amor, que é a Trindade do Pai, do Filho e do Espírito Santo, anime e fortaleça a todos na fé da presença real de Cristo na Eucaristia, e nos torne mensageiros de um mundo de paz e comunhão!

Dom Canísio Klaus
Bispo de Santa Cruz do Sul (RS)

24 de mai de 2013

Padre explica Dogma da Santíssima Trindade

Neste próximo domingo, 26, a Igreja celebra a solenidade da Santíssima Trindade. A festa relembra o Dogma de Fé que professa Deus, Uno e Trino, sendo três Pessoas distintas, mas um único Deus.

Para facilitar a compreensão sobre a Santíssima Trindade, é importante entender também o que vem a ser o mistério, afinal, Deus é mistério.
Na concepção de muitas pessoas, mistério é algo insondável, é o desconhecido. Já o doutor em Teologia Espiritual, padre João Carlos Almeida (pe. Joãozinho, SCJ), explica que na Teologia e na fé cristã, mistério é o contrário: é aquilo que se pode experimentar, ainda que não se tenha o domínio racional do seu todo.
“O mistério não se compreende, se experimenta; e Deus se conhece pela experiência. Logo, o mistério não é necessariamente para ser estudado, mas para ser experimentado”, disse.
A Igreja considera a Santíssima Trindade um grande mistério. Seguindo a lógica explicativa do padre, é preciso fazer uma experiência com a Trindade para então compreendê-la melhor. Todavia, segundo o doutor em Teologia Espiritual, é possível também questionar sobre os mistérios de Deus, mas é imprescindível ter fé, porque, para ele, a fé é uma forma de completar aquilo que a razão não consegue alcançar.
“A razão, por mais que ela tente, ela tem um discurso sempre limitado sobre Deus. Ela consegue dar as razões, mas não consegue compreender Deus. Nós não podemos ter a arrogância de pensar que nossas reflexões são definitivas”.
Apesar dos limites da razão, a fé católica busca ampliar o campo de compreensão em torno da Santíssima Trindade. Sobre este Dogma de Fé, padre Joãozinho explica:
“Deus não é solitário, Deus é solidariedade! Deus é Pai, é Filho e é Espírito Santo, Deus é família: é Pai e Filho, Ele é o Espírito que existe entre o Pai e o Filho. Deus é Pessoa. A Trindade não é uma composição de três indivíduos, mas de Três Pessoas e pessoa se dá na relação, ou seja, o Pai é pai porque tem filho, o Filho é filho porque tem Pai e os dois são pai e filho porque tem uma paternidade filiação garantida pelo Espírito que há entre os dois. Isso é a Santíssima Trindade, uma relação de amor: o Pai é o amante, o Filho é o amado e o Espírito Santo é o amor do Pai e do Filho”.
Para facilitar a compreensão, o sacerdote dá um exemplo que se baseia no exercício humano do falar. “Pense numa pessoa que fala: eu falo com você, eu sou o falante. Agora, no momento em que eu falo a minha palavra fica gravada, então, a palavra se encarna, se grava. Para que eu fale é preciso soprar, sai um sopro de dentro de mim. Então, o Pai é o falante, o Filho é a Palavra do Pai encarnada, gravada. Mas, para que o Pai fale a Palavra que, encarnada se torna o Filho, é preciso o sobro do Espírito”.
Apesar de serem três pessoas distintas, padre Joãozinho garante: “Nós não acreditamos em três deuses, nem em apenas três nomes do mesmo Deus, nem em três modos do mesmo Deus se manifestar”. Segundo ele, a fé da Igreja está num “Deus plural”, ou seja, “num Deus solidário, num Deus família. E ressalta: “a Trindade nos revela que nem Deus é auto-suficiente”.
Se as Três Pessoas são um único Deus, o que então as tornam diferentes uma das outras? De acordo com o Catecismo da Igreja, a diferença entre as Pessoas da Trindade está no relacionamento existente entre elas (cf. CIC nº 255). Padre Joãozinho explica que isso foi esclarecido por Santo Tomás de Aquino que denominou essa relação como “atributos”
De acordo com o santo, as Três Pessoas têm atributos próprios: o Pai é criador, o Filho salvador e o Espírito santificador. Mas os atributos próprios não esgotam o significado de cada uma das Pessoas porque, como elas se inter-compenetram e a Igreja acredita em um só Deus, há atributos apropriados também.
“O Espírito Santo se apropria do atributo de criar. Há um hino chamado ‘Veni Creator’ que mostra a dimensão do Espírito Santo enquanto criador, criativo. O Filho é salvador, mas o Filho também cria, enquanto atributo apropriado. Atributos próprios: o Pai criador, o Filho salvador e o Espírito Santo santificador; e atributos apropriados enquanto um se apropria dos atributos das outras duas pessoas”, esclarece padre Joãozinho.
Entender ou apenas crer na Trindade?
Sobre essa questão, o padre afirma que as duas coisas se influenciam mutuamente e lembra ainda o que disse Santo Anselmo: “Creia para compreender”. A inteligência pede a compreensão e, segundo o padre, uma fé verdadeira busca dar as razões, “não é uma fé irracional ou uma fé de quem diz: eu não entendo, mas pulo”.
“A nossa compreensão do Mistério da Trindade é muito mais o ser compreendido por este mistério, ou seja, estar mergulhado no mistério por uma ação de fé que procura refletir, uma fé inteligente, mas ao mesmo tempo, uma fé vivida, testemunhada”.
Por fim, o padre explica que a fé consegue dar as razões mas não consegue compreender Deus. “Um Deus compreendido não seria mais Deus.
Por Canção Nova

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REFLITA

Ter uma vida positiva é ter consciência que o universo precisa de você; é lutar pelos SONHOS de maneira determinada; é crescer sem precisar diminuir ninguém; é ter a verdade como um principio vital; é usar o poder da ousadia construtiva; é saber agradecer e perdoar, fraterna e totalmente; é priorizar a família; é viver cada dia de uma vez, sendo alegre no presente e otimista no futuro; é respeitar o próprio corpo; é se preocupar com os mais carentes; é preservar a natureza; é não se abater nos momentos de dor; é jamais perder a esperança; é ter auto estima; é ser rico em humildade; é sempre fazer a sua parte...Pois quando você faz a sua parte tenha certeza de que Deus fará a parte dele.

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