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12 de jul de 2008

Basílica de São Pedro


Fachada da Basílica de São Pedro

A Basílica de São Pedro (em italiano Basilica di San Pietro in Vaticano) é uma grande basílica na Cidade do Vaticano, em Roma. É a segunda maior de todas as igrejas católicas[1], e talvez a mais famosa e mais visitada das igrejas cristãs do mundo.
Cobre área de 23000 m² e pode albergar mais de 60 mil pessoas. É dos lugares mais sagrados do Catolicismo. A construção começou em 1506 e terminou em 1626 sendo parcialmente erguida com dinheiro angariado pela venda de indulgências (ver Papa Leão X).
Recentemente foi comprovado que a Basílica guarda o túmulo de São Pedro embaixo do altar principal. Diversos outros papas também estão ali enterrados.
Fica na Praça de São Pedro, desenhada por Bramante, com contribuições de muitos outros artistas do Renascimento e do maneirismo, como Michelangelo, Rafael e Bernini.

O edifício atual, com estrutura renascentista e barroca, foi erguido sobre outro edifício levantado por ordem do imperador Constantino em 319, sobre o túmulo do apóstolo Pedro, como um memorial. A escolha do sítio e a inclusão do túmulo não só exigiu que o edifício fosse orientado para oeste, mas também que a necrópole antiga fosse aterrada, sendo construídas muralhas de suporte para criar uma enorme base que servisse como alicerce. Na plataforma, construiu-se então a basílica, com nave central e quatro naves laterais, ricamente adornada com afrescos e mosaicos e um grande átrio dianteiro, com colunas. Muitas vezes alterado e restaurado, o edifício de Constantino, conhecido como velha igreja de São Pedro, sobreviveu até o início do século XVI.
Nada sobrou da igreja de Constantino, que pode entretanto ser quase totalmente reconstruída por descobertas arqueológicas, descrições de peregrinos, desenhos antigos. Como em quase todas as igrejas da antiguidade, seguiu-se o modelo da basilica cívica romana: um salão retangular, dividido em nave central e naves laterais, que oferecia espaço bastante para a congregação dos fiéis. As cerimônias no altar eram realizadas na ábside ao final da nave central, bem visíveis a todos. Havia transeptos, uma ábside na extremidade ocidental, um grande átrio.
Um afresco do século XVI na igreja de San Martino ai Monti nos dá uma idéia aproximada da aparência interior, com seu teto em madeira, mas ignoramos tudo sobre estátuas ou pinturas.
Durante o exílio dos papas em Avignon, de 1309 a 1377, ficou muito deteriorada e perdeu-se grande parte de sua magnificência. O desejo de uma igreja de grandiosidade apropriada para servir à cristandade, assim como a transferência da residência papal para o Vaticano, fez nascer planos de uma igreja nova. Sob o papa Nicolau V (pontificado de 1447 a 1455)os trabalhos tiveram início num coro novo e no transepto, mas foram logo abandonados por falta de recursos.

No pontificado de Júlio II (1503 a 1513) decidiu-se afinal derrubar a igreja velha e em 18 de abril de 1506 Bramante recebeu o encargo de desenhar a nova. Seus planos eram de um edifício centralmente planificado, com um domo colocado sobre o centro de uma cruz grega (com braços de idêntico tamanho), forma que correspondia aos ideais da Renascença por copiar a de um mausoléu da antiguidade.
Um século mais tarde o edifício ainda não estava completado. A Bramante sucederam, como arquitetos, Rafael, Fra Giocondo, Giuliano da Sangallo, Baldassare Peruzzi, Antonio da Sangallo. O Papa Paulo III (pontificado de 1534-1549) em 1546 entregou a direção dos trabalhos a Michelangelo. Este, aos 72 anos, deixou-se fascinar pela cúpula, concentrando nela os seus esforços, mas não conseguiu completá-lo antes de sua morte em 1564. O zimbório é visível de toda a cidade de Roma, dominando seus céus. Tem diâmetro de 42 m, ligeiramente menor ao domo do Panteão, mas é mais imponente por ser muito mais alto, com 132,5 m. Graças a seus planos e a um modelo em madeira, por seu sucessor Giacomo della Porta foi capaz de terminá-lo com ligeiras modificações, apenas. O modelo segue o da famosa cúpula que Brunelleschi ergueu na catedral de Florença e cria impressão de grande imponência. A diferença é que, ao contrário do que Michelangelo planejou, não se trata de uma cúpula semicircular mas afunilada, criando um movimento de impulso para cima até culminar na lanterna cujas janelas, inseridas em fendas entre duas colunas, deixam a luz inundar o interior. Terminada em 1590, ainda é uma das maravilhas da arquitetura ocidental.
Vignola, Pirro Ligorio, Giacomo della Porta continuaram os trabalhos na basílica.


Mudanças na liturgia, introduzidas pelo Concílio de Trento, fizeram necessárias outras mudanças sob o pontificado do Papa Paulo V (1605 a 1621), que encarregou Carlo Maderno de aumentar para o leste o edifício, aumentando a nave e criando assim uma cruz latina. Completou também em 1614 a famosa fachada.
O Papa Urbano VIII dedicou a nova igreja em 18 de novembro de 1626, precisamente 1.300 anos depois da data em que a primeira basílica fora dedicada.
Em 1629, Gian Lorenzo Bernini, agora o arquiteto principal, começou a construir as torres sineiras na fachada, que ruiram por deficiências estruturais. Trinta anos mais tarde Bernini redesenharia a Praça de São Pedro, mudando alguns aspectos do domo de Michelangelo e, sobretudo, unificando todos os edifícios em um conjunto harmonioso.
Os trabalhos terminaram quando se acrescentou uma sacristia, sob o pontificado do Papa Pio VI (1775-1799).


Impossível deixar de ver:
O pórtico, a porta de bronze, século XV. A Porta Santa.
A estátua em bronze de São Pedro por Arnolfo di Cambio.
O túmulo do papa Urbano VIII por Bernini.
O baldaquino e a cadeira de Pedro (Cathedra Petri) por Gian Lorenzo Bernini.
A Capela do Sacramento,
O túmulo do papa Inocêncio VIII, de 1498, por Antonio Pollaiuolo.
A entrada do túmulo de São Pedro.
A sacristia e a nova sacristia.
Museu do Tesouro de São Pedro, ou Museo del Tesoro di S. Pietro
A imagem de São Longuinho por Bernini.
A Pietà, por Michelangelo.
A Cúpula de São Pedro, projetada por Miguel Angelo, com 39.000 toneladas, 42 metros de diâmetro, e a mais elevada parte do Vaticano.
A Basílica de São Pedro perdeu o título de maior igreja do mundo para a Basílica de Nossa Senhora da Paz de Yamoussoukro), na Costa do Marfim.

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REFLITA

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