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31 de mar. de 2009

A Castidade e o Celibato dos Padres


São Pedro era celibatário, a castidade é um estado de vida mais perfeito do que o matrimônio, etc.


1 Coríntios 7: (7)"Quisera que todos os homens fossem como eu [celibatário]; mas cada um recebe de Deus o seu dom particular, um, deste modo; outro, daquele modo.". (8)"Contudo, digo às pessoas solteiras e às viúvas que é bom ficarem como eu". (27)"Estás ligado a uma mulher? Não procures romper o vínculo. Não estás ligado a uma mulher? Não procures mulher. (38)"Portanto, procede bem aquele que casa a sua virgem; e aquele que não a casa, procede melhor ainda".
À Nosso Senhor, perguntam os discípulos "...não convém casar? ... Não são todos que compreendem esta palavra, mas somente aqueles a quem é dado"(Mt. 19,11)
"Todo aquele que tiver deixado casa, irmãos ou irmãs, pai ou mãe, mulher ou filhos, ou terras, por amor de meu nome, receberá o cêntuplo e a vida eterna" (Mt 19, 29). Em S. Lucas: "Na verdade vos digo, que não há quem deixe, pelo reino de Deus, casa, pais, irmãos ou mulher que não receberá... a vida eterna" (Lc 18, 29-30)
O Casamento não é obrigatório
O Concílio de Trento esclareceu um ponto muito importante. Afinal, o casamento é de preceito, é obrigatório?
A teologia ensina que o matrimônio foi uma obrigação de direito natural, para nossos primeiros pais, depois da queda; porém, este preceito não obrigava senão no caso de necessidade de propagação ou de conservação da raça humana, como o preceito de esmola não obriga senão no caso da necessidade de um indivíduo: tal é o ensino de Suárez (lib. IX, De cast. c. 1).
O catecismo do concílio de Trento diz que a raça, tendo-se multiplicado, hoje não somente não há obrigação de casar-se, mas antes a castidade é soberanamente recomendada, e aconselhada pela Sagrada Escritura (De matr. 14). Dirão, talvez, que o matrimônio é um meio de evitar as quedas. Não digo o contrário [comenta o Pe. Júlio Maria], mas faço notar que, além deste meio, há muitos outros meios de evitar as fraquezas. Suárez é do mesmo sentimento: Não acredito, diz ele, que um homem possa estar exposto a um tal perigo moral de cair em falta contra a castidade, que seja obrigado a casar-se, pois restam-lhe sempre os meios de fugir das ocasiões, de vencer as tentações pela oração, o jejum e outros remédios deste gênero. (lib. IX, c. 2).
S. Afonso diz que um pai não pode, de nenhum modo, obrigar um filho a casar-se, se este filho pretende escolher um estado mais elevado, como são a castidade no mundo ou a vida religiosa (Theol. Mor. 1. 6 - tr. 6).
S. Pedro era Celibatário - provas da Sagrada Escritura
Os protestantes se arvoram em intérpretes da Bíblia, insinuando, que conhecem-na muito melhor que os católicos. Então, vamos procurar demonstrar - com a mesma Bíblia que eles dizem seguir - que S. Pedro era Celibatário. Eles utilizam o seguinte trecho para tentar provar que S. Pedro não podia ser celibatário: "E a sogra de Simão estava enferma" (Lc 4, 38).
Primeiramente, cabe distinguir entre celibato e castidade. A castidade pressupõe o celibato, mas este não pressupõe aquele. Uma pessoa celibatária pode ter sido casada, por exemplo. Enquanto uma pessoa que guardou a castidade a vida inteira, de regra, nunca foi casada. A não ser que tivesse feito um voto de castidade dentro do casamento, como foi o caso de Nossa Senhora.
S. Pedro, segundo ensina a tradição e segundo vou procurar demonstrar com a Bíblia, foi casado, mas era viúvo ou tinha deixado sua mulher.
Afirmar que S. Pedro era casado por ter uma sogra é um argumento precipitado. Há muitas pessoas que tem sogra mas já não tem mulher. Da Sagrada Escritura, a única coisa de certo que se pode afirmar é que S. Pedro tinha uma sogra e que, portanto, podia ser casado, podia ser viúvo, ou podia ter deixado a esposa.
De qualquer forma, estando viva ou não sua mulher, S. Pedro a tinha deixado, segundo o conselho do Mestre: "Todo aquele que tiver deixado, por amor de mim, casa, irmãos, pais, ou mãe, ou mulher, ou filhos... receberá a vida eterna" (Mt 19, 29).
Eis um conselho do divino Mestre dirigido aos Apóstolos e, na pessoa deles, aos séculos vindouros. Nosso Senhor os convida a deixar tudo, por seu amor... até a própria mulher.
Os Apóstolos compreenderam o convite de Nosso Senhor. E compreenderam tão bem que ficaram admirados, e disseram: "logo quem poderá salvar-se?" (Lc 18, 26).
S. Pedro, sem hesitação, sem embaraço, como quem fala com completa certeza, dirige-se ao divino Mestre, e exclama: "Eis que nós deixamos tudo e te seguimos" (Lc 18, 28).
E o Senhor aprova e apóia esta exclamação de Pedro, respondendo: "Na verdade vos digo, que não há quem deixe, pelo reino de Deus, casa, pais, irmãos ou mulher que não receberá... a vida eterna" (Lc 18, 29-30)
S. Pedro exclama ter deixado tudo... O Mestre o confirma, e promete-lhe o céu em recompensa.
É, pois, claro e irrefutável que S. Pedro, embora tivesse sogra, não tinha, ou tinha deixado a mulher; era pois celibatário como os outros apóstolos. Se assim não fosse, S. Pedro não podia dizer ter deixado tudo, visto não ter deixado a mulher, embora fosse incluída a mulher na enumeração, feita pelo Mestre, daquilo que se pode deixar por seu amor.
Os Padres não se casam seguindo o conselho de Nosso Senhor
O celibato não é obrigação imposta por Deus, mas um conselho de Nosso Senhor transformado em preceito pela Igreja.
S. Paulo, como visto, deixa claro que quem casa faz bem e quem não casa faz melhor (1 Cor 7, 8-40).
O Padre, portanto, escolhe para si o estado de vida mais perfeito, de acordo com sua vocação religiosa e seguindo o exemplo de Nosso Senhor e seus Apóstolos.
Nosso Senhor era Virgem, era a pureza perfeita. O sacerdote católico, que é o seu ministro, procura, o melhor possível, imitar o seu modelo divino, que disse: "Eu vos darei o exemplo para que façais como eu fiz" (Jo 13, 15). E S. Paulo acrescenta: "Sede os imitadores de Deus como filhos queridos" (Ef 5, 1).
Um escolhido para ser o "pastor" do "Povo de Deus" deve procurar, em tudo, o que aconselhou Nosso Senhor (Mt 19, 10 - 20 e 29) e S. Paulo (1 Coríntios 7, 7-38).
Como que para deixar claro a posição do sacerdote ou da pessoa que tem uma vocação mais alta, Cristo afirma: "Se alguém quiser vir após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga" (Mt 16, 24), e ainda: "Se quiseres ser perfeito, vai, vende o que tens, e dá o valor aos pobres" (Mt. 19, 21).
Um pastor protestante tem obrigações com sua esposa e com seus filhos. Obrigações de sustento, de proteção, de amparo, de educação, etc. Portanto, o seu desprendimento das coisas desse mundo acaba ficando tolhido, pelo menos em parte.
A lei eclesiástica que preceitua o celibato, mesmo tendo sido estabelecida posteriormente, era seguida pelos sacerdotes católicos desde os Apóstolos. No começo da Igreja, a própria Bíblia deixa claro o celibato.
Tertuliano, falecido pelo ano 222, diz que "os clérigos são celibatários voluntários".
Eis a lei do celibato, que é uma grande e bela instituição derivada do exemplo e do conselho do próprio Messias.
Resposta a uma objeção comum dos protestantes
Para querer provar que um padre deve se casar, os protestantes, segundo seu costumeiro "Livre Exame", utilizam-se de um texto de S. Paulo. É claro que, segundo a interpretação de cada um, um mesmo texto acaba levando a conclusões diametralmente opostas...
Diz S. Paulo: "Se alguém deseja o episcopado, deseja uma boa obra. Importa que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, sóbrio, prudente, conciliador, modesto, hospitaleiro, capaz de ensinar" (1 Tim 3, 1-2).
Segundo a interpretação corrente que fazem os protestantes desse texto, o padre deve casar-se. Ora, se o próprio Cristo deixou a cada um a liberdade de casar-se ou de ficar celibatário, será que ele recusaria esse direito ao padre?
O que prova esse trecho? Prova apenas o que a Igreja sempre ensinou, ou seja, que o celibato não é uma obrigação divina, mas sim um conselho de Nosso Senhor e do próprio S. Paulo (1 Cor 7, 7 - 38). O Apóstolo não diz: "é preciso que o bispo seja casado!"; mas diz: "Sendo ele casado, deve sê-lo com uma mulher só", excluindo, deste modo, a tal "bigamia" pública ou oculta...
Ora, nunca a Igreja ensinou que o celibato era de ordem divina, mas sim de ordem eclesiástica.
O padre deve ser "pai espiritual" de todos; e para isso, não deve ser pai carnal de ninguém. Seu tempo não lhe pertence e não poderia pertencer à sua família carnal, pois ele deve viver para a Igreja e para a religião, e não para mulher e filhos. Ele deve renunciar ao conforto do lar e à família, para consagrar-se ao serviço de Deus. "Aquele que ama pai ou mãe mais do que a mim não é digno de mim. E aquele que ama filho ou filha mais do que a mim não é digno de mim. Aquele que não toma a sua cruz e me segue não é digno de mim. Aquele que acha a sua vida, vai perdê-la, mas quem perde a sua vida por causa de mim, vai achá-la". (Mt 10, 37-39)
O famoso texto de S. Paulo, longe de contradizer, confirma a doutrina católica mostrando o que sempre foi repetido: que o celibato não foi exigido por Cristo; porém foi aconselhado, pela palavra e pelo exemplo, deixando Jesus Cristo à sua Igreja o cuidado de regular estes pormenores, conforme os tempos e os lugares.
Ninguém é obrigado a ser padre, sendo, deve conformar-se com as decisões da Igreja de Cristo, pois "quem vos escuta, escuta a mim e quem vos despreza, despreza a mim", disse Nosso Senhor aos seus Apóstolos, à sua Igreja(Lc 10, 16).
Aliás, como tudo isso é diferente do protestantismo, que nasceu e foi impulsionado por pessoas que desejavam o adultério e a fornicação: Calvino, Henrique VIII, Lutero e Zwinglio!
Agora, querendo justificar sua posição, protestantes procuram lançar pedras contra o sacerdócio católico... Ignoram a Bíblia, os conselhos de Cristo e os preceitos da Igreja. Mais deveriam tentar limpar a imagem de seus 'fundadores' do que atacar a Igreja fundada por Cristo.

Fonte:lepanto.com
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30 de mar. de 2009

O que é HOMILIA?

HOMILIA É CONVERSA DE FAMÍLIA
A palavra homilia é de origem grega e significa “conversa familiar”. Esta conversa é caracterizada por aqueles momentos prazerosos em que os filhos se reúnem ao redor do pai da família para ouvir e aprender os casos e fatos de sua vasta e sábia experiência, fazendo saltar aos olhos de todos os valores que conduzem ao sublime sentido da vida: o amor.

Sabemos que no mundo existem mais ou menos 48.000 sacerdotes e aproximadamente 900 bispos. Sabemos também que a cada semana, dois ou três públicos, mais ou menos fixos freqüentam nossos templos. Estes fiéis, sedentos de Deus, para a Igreja se dirigem em busca de algo consistente para suas vidas, desejando alimentarem-se de algo sólido. Cabe, pois, a este artigo, a tarefa de refletir sobre esta disponibilidade do povo de Deus, como também sobre a riqueza que é a Palavra de Deus partilhada, familiarmente, na homilia.

Vemos que a maioria de nossas homilias já não convence, não são preparadas, são mal feitas, expostas de forma incompreensível, dando descrédito ao Evangelho, itinerário da salvação. Elas não mais despertam o desejo de conversão e, não são capazes de criar uma realidade nova nas pessoas e na sociedade. O que acontece com a comunicação em nossas celebrações? O que falta? Zelo? Cuidado? Orientação?

O Departamento de Liturgia do Celam – o DELC – oferece um vasto instrumental de reflexão sobre a homilia, a fim de que por meio do Anúncio da Palavra haja santificação.
Queira Deus, o Absoluto dos nossos dias, que nos abramos ao Espírito de Amor que vem para suprir nossa pobreza.

A homilia
A palavra homilia é de origem grega e significa “conversa familiar”. Esta conversa é caracterizada por aqueles momentos prazerosos em que os filhos se reúnem ao redor do pai da família para ouvir e aprender os casos e fatos de sua vasta e sábia experiência, fazendo saltar aos olhos de todos os valores que conduzem ao sublime sentido da vida: o amor.

A homilia ultrapassa o que entendemos por discursos solenes, explanações moralistas, “elucubrações mentais”, aula de catequese, ou até mesmo exposições científicas, teológicas e filosóficas. Ela faz referência, pura e simplesmente, ao amor existente entre pai e filhos, à intimidade do lar. Ela não deve jamais afastar as pessoas, mas sim, atraí-las, aproximá-las da realidade celebrativa em que Deus fala aos corações, uma vez que, só os filhos possuem os corações escancarados para o Pai que lhes fala. Na homilia o sacerdote ou ministro da Palavra, deve ser íntimo da comunidade, porém, deve antes manter uma intimidade com o mistério de Deus. Tal intimidade é alcançada de modo perfeito pela oração. O pregador que gasta tempo conversando com Deus, com toda certeza, terá muito a partilhar com aqueles que o escutam.

A essência da homilia está na instrução, edificação e santificação dos fiéis a propósito dos mistérios da fé. Tecnicamente, na homilia, encontram-se duas funções litúrgicas importantes: função aplicativa, que é a de ser uma aplicação da mensagem bíblica ao hoje e aqui de nossas vidas; função viária, que é a de ser ponte entre a liturgia da Palavra e a liturgia sacramental. Ambas as funções são sublinhadas pela Constituição Dogmática Sacrosanctum Concilium (cf: 35 e 7), que nos mostra que a homilia não é um ato isolado, ou algo que separe a Liturgia Verbi (liturgia da Palavra) da Liturgia Sacramenti (liturgia sacramental), mas constitui o que se denomina “passagem para o rito”. É na homilia que o pregador busca na Palavra, proclamada e ouvida, uma atualização verificada na ação sacramental. Portanto, estas funções que a homilia executa coincidem numa conexão perfeita da Palavra de Deus ao hoje e aqui de nossa celebração ou de nossa vida.

Assim, a homilia é bem diferente de outros gêneros de “oratória sagrada”. Ela é parte fundamental do quesito Família Eclesial. A homilia é via para se aproximar das pessoas como um pai que fala de Deus aos corações de seus filhos.

Escrito por Sérgio Rubens M. Santos, Seminarista

O que é SALMO?

Os Salmos são declarações ritmadas. Sua autoria é do Rei David e datam de cinco mil anos depois da morte do rei Salomão. São 150 salmos que expressam a verdade. Eles estão presentes entre o Antigo e Novo Testamento. Existem salmos para curar, adquirir bens, para a família, para proteção, etc. A forma mais correta de se entoar um salmo é quase cantando. A combinação de palavras ritimamente colocadas e verbalizadas que acarretam vibrações e produzem o efeito esperado. Cada som no mundo terreno desperta no reino invisível a ação e a graça. Os anjos sempre rezam conosco. Quando oramos nosso Anjo fica mais perto de nós o que facilita o anjo entender nossa intenção. Mantenha a fé e a expectativa. Estamos vivendo em mundo onde os resultados têm que ser imediatos
Quem escreveu o livro de Salmos, e quando?
Nosso livro de Salmos é uma coleção de 150 poemas dividida em 5 livros. Várias pessoas foram usadas pelo Espírito Santo para nos revelar essa rica literatura de adoração.
A metade dos salmos foi escrita por Davi. Os títulos o identificam como autor de 73 salmos. Atos 4:25 e Hebreus 4:7 atribuem mais dois ao segundo rei de Israel. Salomão, o filho de Davi, acrescentou mais dois (72 e 127), e Moisés escreveu um (90). Vários homens que conduziam o louvor em Jerusalém (Asafe, Etã e os descendentes de Corá) escreveram 25 dos salmos. Os autores de quase um terço dos salmos não se identificam.
As datas dos salmos abrangem, pelo menos, nove séculos. Moisés escreveu no 15º século a.C., e alguns dos salmos foram escritos depois da volta do cativeiro (veja, por exemplo, Salmo 147:2), que aconteceu no 6º século a.C. A grande maioria vem da época do reino unido, quando a arca da aliança foi levada a Jerusalém, e o templo foi construído naquela cidade.
A diversidade dos salmos traz uma riqueza especial à sua qualidade como exemplos de adoração. Eles tratam de toda espécie de experiência humana. Falam de vitória e alegria, e de medo e perseguição. Refletem as emoções de homens espirituais gozando comunhão com o Criador, e de pecadores sentindo falta dele. Pedem bênçãos sobre os justos e punição dos ímpios. Podemos aprender muito das diversas experiências de Davi, Asafe e outros salmistas de Israel. Considere alguns exemplos.
Quando fugia de Absalão, seu filho rebelde, Davi escreveu: “São muitos os que dizem de mim: Não há em Deus salvação para ele. Porém tu, Senhor, és o meu escudo....Com a minha voz clamo ao Senhor, e ele do seu santo monte me responde. Deito-me e pego no sono; acordo, porque o Senhor me sustenta” (3:2-5).
Depois de cometer adultério com Bate-Seba, Davi abriu o seu coração penitente para Deus: “Compadece-te de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; e, segundo a multidão das tuas misericórdias, apaga as minhas transgressões. Lava-me completamente da minha iniqüidade e purifica-me do meu pecado. Pois eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim” (51:1-3).
Muitos salmos louvam as qualidades de Deus, como o Salmo 93, que fala em poucos versículos da soberana majestade, do poder, da fidelidade, da santidade e da eternidade do Senhor. Vários salmos destacam características específicas de Deus – a sua justiça (96:13; 98:8-9), a sua santidade (99), a sua misericórdia (136), etc.
A leitura dos salmos nos impressiona com a profunda espiritualidade do louvor. Temos o privilégio, através dos salmos, de ver de perto os corações de homens que realmente exultavam na presença de Deus. “Aleluia! Louvai o nome do Senhor; louvai-o, servos do Senhor” (135:1).
– por Dennis Allan

O que é CRISMA?

SIMBOLOS E GESTOS DA CRISMA

AJUDA PARA O CATEQUISTA
A palavra “Cristo” significa “ungido” que quer dizer enviado, pois Cristo é o enviado do Pai para a nossa salvação. Nós somos chamados de cristãos porque somos seguidores do Cristo e enviados como Ele. A mesma origem tem a palavra “Crisma”. Crismar é o ato de ungir com óleo sagrado a fronte do crismando, que se torna também ungido, ou seja, enviado (CIC 1289).O sacramento da Confirmação é administrado logo após a profissão de fé dentro da Celebração Eucarística:a) Primeiramente o bispo impõe as mãos sobre os crismandos e faz a invocação do Espírito Santo.b) O segundo gesto sacramental é a unção com o óleo do Crisma. Cada crismando se aproxima e o bispo faz o sinal da cruz, na sua fronte, dizendo: “N… recebe, por este sinal, o Espírito Santo, o dom de Deus!” O crismando responde: “Amém!” O bispo ainda diz: “A paz esteja contigo!” o crismando responde: “E contigo também!”Os gestos e sinais sacramentais da Crisma são ricos de significados, presentes desde o Antigo Testamento, nos evangelhos e dede a Igreja Primitiva até os nossos dias.a) Imposição das mãos. É um gesto de autoridade na qual se transmite um a responsabilidade dentro da Igreja. É o gesto bíblico pelo qual o dom do Espírito Santo é comunicado (cf. At 6,6-7; 8,14-17; 19,1-6).b) Unção com óleo. O óleo usado pelo bispo é chamado “o crisma”*. É preparado com óleo de oliveira e bálsamo (que é perfumado) na Missa dos santos óleos, na Quinta-Feira Santa. Já no Evangelho notamos o gesto da unção (cf. Jo 12,3-7). A unção com óleo possui vários significados:- o óleo, impregnando a fronte do crismando, significa que ele é impregnado pela força do Espírito Santo – somos “templos do Espírito Santo” (1Cor 3,16);- o perfume do óleo usado na Crisma significa que o cristão deve “exalar o bom odor de Cristo”, ou seja, deve testemunhar Jesus Cristo, sem ser alguém malcheiroso no viver (cf. 2Cor 2,1416);- ser ungido é ser marcado com o selo, com o sinal da cruz, significando que o cristão pertence a Cristo (cf. Ef 1,13; 4,30);- a unção é também sinal de consagração, pois o ungido é o enviado que deve realizar a missão de Cristo;- como os atletas e lutadores eram ungidos com óleo, o crismado deve ser atleta e soldado de Cristo;- o óleo é ainda sinal de abundância, de alegria, de purificação, de cura, de fortalecimento e de reconforto (cf. Sl 133 ‘132’).Para aprofundar, confira: CIC 1288-1289; 1293-1301.* É correto dizer “a Crisma”, referindo-se à unção, como também é correto falar “o Crisma”, referindo-se ao óleo santo.


QUERIDO(A) CATEQUISTA!
Que os catequizandos aprofundem o conhecimento do sacramento da Crisma, descobrindo o significado de seus gestos.


DINAMIZANDO O ENCONTRO
- Iniciar o encontro com um momento de oração:
Ler o texto de 2Cor 2,14-16.
- Explicar brevemente um dos significados do óleo: exalar o perfume de Cristo.- Resgatar a missão que os crismandos receberão no dia da Crisma, relacionando com o significado do perfume do óleo.- Utilizar um pouco de óleo perfumado em um recipiente (pode ser usado óleo hidratante) e reunir os catequizandos em círculo: colocar uma música instrumental e pedir que, em silêncio, cada catequizando esfregue um pouco de óleo em suas mãos e sinta o seu perfume. Enquanto o recipiente com óleo passa e os catequizandos ungem suas mãos, pedir que meditem (em silêncio) e peçam a graça de serem testemunhas de Cristo.- Cantar o Salmo 133, conforme indicado abaixo, ou outro conhecido.


SALMO 133
Como é bom, como é bom irmãos viverem unidos como irmãos:É como o óleo perfumado sobre a fronte, e pelos ombros a escorrer.É como o orvalho sobre a relva e sobre os montes, que renovam inteiro o nosso ser.(Letra de J. Thomas Filho e música de Fr. Fabretti)


O QUE VAI ACONTECER NO DIA DA CRISMA?
- Explicar como é constituído o Ritual da Crisma, ressaltando os dois gestos: a imposição das mãos e a unção com óleo. O rito está resumido no Livro do Catequizando.- Se for possível, assistir com os catequizandos um vídeo que mostre o momento em que acontece o Rito da Crisma (pode ser a gravação de uma das crismas da comunidade).


IMPOSIÇÃO DAS MÃOS E UNÇÃO COM ÓLEO
- Realizar a técnica: “Peritos e interrogados” (adaptada de ANTUNES, 2000, p.44-47):- Dividir a turma em equipes de no máximo 5 integrantes, havendo no mínimo 5 equipes (distribua de acordo com o número de catequizandos).- Fornecer um tempo para que estudem, em grupos, o texto (juntamente com os textos bíblicos indicados) que se encontra no Livro do Catequizando, elaborando 4 ou 5 questões com alternativas (o número de questões dependerá do tempo que houver disponível).- Concluída a elaboração das questões, sortear alguns grupos para serem os interrogadores e os demais para serem os peritos: os interrogadores farão as questões e os pertos tentarão responder.- Quando um dos grupos de interrogadores fizer a questão, dar-se um tempo para que os integrantes de cada grupo de peritos converse sobre a questão entre si. Sendo sorteado um dos grupos, esse responde. Se não souber ou errar, a vez é passada para outro grupo.- Vence o grupo de interrogados que fizer a maioria de questões válidas (só serão aceitas as questões que estiverem de acordo com o assunto, sendo avaliadas pelo catequista). Vence também o grupo de peritos que responder a maioria das questões corretamente.
Esta atividade pode exigir muito tempo. Se preferir, o catequista pode utilizar um encontro inteiro, propondo como fonte de estudo os dois encontros sobre o sacramento da Crisma, fazendo assim uma revisão do que foi trabalhado.


EXALAR O PERFUME, SER UNGIDO!
- Propor para casa a atividade que se encontra no Livro do Catequizando.- Motivar os catequizandos para que descubram a melhor maneira de exalarem o perfume de Cristo, vivendo como ungidos – enviados do Senhor.Dar exemplos concretos.


LIVRO DO CATEQUIZANDO
19 – SIMBOLOS E GESTOS DA CRISMA
Você já aprendeu muitas coisas sobre o significado do sacramento da Crisma. Chegou o momento de descobrir o significado dos seus gestos e símbolos.
Leia o texto de 2Cor 2,14-16.
O óleo perfumado significa que nós também precisamos exalar perfume.Como podemos fazer isso? Com a ajuda do seu catequista você entenderá melhor.
Cantar: SALMO 133
(Letra de J. Thomas Filho e música de Fr. FabrettiComo é bom, como é bom irmãos viverem unidos como irmãos:É como o óleo perfumado sobre a fronte, e pelos ombros a escorrer.É como o orvalho sobre a relva e sobre os montes, que renovam inteiro o nosso ser.


1. Você sabe o que acontecerá no dia de sua Crisma?

Leia o pequeno texto abaixo e converse a respeito com o seu catequista.
O sacramento da Confirmação é administrado logo após a profissão de fé dentro da Celebração Eucarística:- Primeiramente o bispo impõe as mãos sobre os crismandos e faz a invocação do Espírito Santo.O segundo gesto sacramental é a unção com o óleo do Creisma. Cada crismando se aproxima e o bispo faz o sinal da cruz na sua fronte, dizendo: “N… recebe, por este sinal, o Espírito Santo, o dom de Deus!” O crismando responde: “Amém!” O bispo ainda diz: “A paz esteja contigo!” o crismando responde: “E contigo também!”

CELEBRANTE: Recebe, por este sinal, o Espírito Santo, o dom de Deus!
IMPOSIÇÃO DAS MÃOS E UNÇÃO COM O ÓLEO
1. Em grupos, estude o texto abaixo, tendo também as citações bíblicas indicadas:
Os gestos e sinais sacramentais da Crisma são ricos em significados, presentes desde o Antigo Testamento, nos evangelhos e desde a Igreja Primitiva até os nossos dias.
a) Imposição das mãos. É um gesto de autoridade na qual se transmite um a responsabilidade dentro da Igreja. É o gesto bíblico pelo qual o dom do Espírito Santo é comunicado (cf. At 6,6-7; 8,14-17; 19,1-6).
b) Unção com óleo. O óleo usado pelo bispo é chamado “o crisma”*. É preparado com óleo de oliveira e bálsamo (que é perfumado) na Missa dos santos óleos, na Quinta-Feira Santa. A unção com óleo possui vários significados:- o óleo, impregnando a fronte do crismando, significa que ele é impregnado pela força do Espírito Santo – somos “templos do Espírito Santo” (1Cor 3,16);- o perfume do óleo usado na Crisma significa que o cristão deve “exalar o bom odor de Cristo”, ou seja, deve testemunhar Jesus Cristo, sem ser alguém malcheiroso no viver (cf. 2Cor 2,1416);- ser ungido é ser marcado com o selo, com o sinal da cruz, significando que o cristão pertence a Cristo (cf. Ef 1,13; 4,30);- a unção é também sinal de consagração, pois o ungido é o enviado que deve realizar a missão de Cristo;- como os atletas e lutadores eram ungidos com óleo, o crismado deve ser atleta e soldado de Cristo;- o óleo é ainda sinal de abundância, de alegria, de purificação, de cura, de fortalecimento e de reconforto.


EXALAR O PERFUME, SER UNGIDO!
O Espírito Santo no dia da Crisma nos dá força para que sejamos testemunhas de Jesus exalando seu perfume e vivendo como verdadeiros ungidos, ou seja, enviados de Deus.
* As pessoas que você conhece, percebem que você é cristão, ou seja, alguém que exala o perfume de Cristo?
1. O que você fará para exalar mais e mais o perfume de Cristo?
2. Em casa, explique o que significa cada gesto.


Fonte: Catequese.org.br

26 de mar. de 2009

Por que orar?

Pergunta: "Por que orar? Qual o sentido em orar se Deus conhece o futuro e já está no controle de todas as coisas? Se não podemos mudar a opinião de Deus, por que devemos orar?
"Resposta: Por que orar? Por que orar se Deus já está no perfeito controle de tudo? Por que orar se Deus sabe o que vamos pedir antes que o façamos?
(1) A oração é uma forma de servirmos a Deus (Lucas 2:36-38). Oramos porque Deus nos ordena que o façamos (Filipenses 4:6-7).
(2) A oração é exemplificada para nós por Cristo e a igreja primitiva (Marcos 1:35; Atos 1:14; 2:42; 3:1; 4:23-31; 6:4; 13:1-3). Se Jesus achava que valia a pena orar, também devemos achar.
(3) Deus determinou a oração como meio para que pudéssemos obter Suas soluções em inúmeras situações:
a) Preparação para grandes decisões (Lucas 6:12-13)
b) Derrubar barreiras demoníacas na vida das pessoas (Mateus 17:14-21)
c) Ajuntamento de obreiros para a colheita espiritual (Lucas 10:2)
d) Obtenção de forças para vencer a tentação (Mateus 26:41)
e) Um meio de fortalecer a outros espiritualmente (Efésios 6:18-19)
(4) Temos a promessa de Deus que nossas orações não são em vão, mesmo se não recebemos especificamente o que pedimos (Mateus 6:6; Romanos 8:26-27).
(5) Ele prometeu que quando pedirmos por coisas que estejam de acordo com Sua vontade, Ele nos dará o que pedirmos (I João 5:14-15).Às vezes Ele atrasa Sua resposta de acordo com Sua sabedoria e para o nosso benefício. Nestas situações, devemos ser perseverantes e persistentes em oração (Mateus 7:7; Lucas 18:1-8).
A oração não deve ser vista como nosso meio de obter que Deus faça nossa vontade na terra, mas como um meio de obter a vontade de Deus feita na terra. A sabedoria de Deus, em muito, excede a nossa.Em situações para as quais não sabemos especificamente qual a vontade de Deus, a oração é o meio de discerni-la. Se Pedro não tivesse pedido a Jesus para chamá-lo para fora do barco até a água, teria perdido tal experiência (Mateus 14:28-29). Se a mulher síria cuja filha estava influenciada pelo demônio não tivesse orado a Cristo, sua filha não teria sido restabelecida (Marcos 7:26-30). Se o homem cego fora de Jericó não tivesse clamado a Cristo, ele teria continuado cego (Lucas 18:35-43).
Deus disse que muitas vezes não recebemos porque não pedimos (Tiago 4:2). Em um sentido, a oração é como compartilhar o evangelho com as pessoas. Não sabemos quem responderá à mensagem do evangelho até que o preguemos. O mesmo ocorre com a oração: nunca veremos os resultados de uma oração respondida até que oremos.A falta de oração demonstra a falta de fé e a falta de confiança na Palavra de Deus. Nós oramos para demonstrar nossa fé em Deus, que Ele fará assim como prometeu em Sua Palavra, e que abençoará nossas vidas abundantemente mais do que podemos pedir ou esperar (Efésios 3:20).
A oração é nosso primeiro meio de ver a obra de Deus na vida de outros. Por ser nosso meio de nos “ligarmos” ao poder de Deus como se nos ligássemos em uma tomada, é nosso meio de derrotar nosso inimigo e seu exército (Satanás e seu exército) que, por nós mesmos, não teríamos forças para vencer. Por isto, que Deus nos encontre sempre perante Seu trono, pois temos um Sumo Sacerdote no céu que pode se identificar com tudo o que passamos (Hebreus 4:15-16). Temos Sua promessa de que “A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos” (Tiago 5:16-18). Que Deus possa glorificar Seu nome em nossas vidas conforme creiamos Nele de forma suficiente para que venhamos sempre a Ele em oração.

Fonte: gotquestions.org

23 de mar. de 2009

Os Apóstolos de Cristo

O Precursor
João, o Batista, foi quem iniciou pregações antes do Messias Prometido para preparar-lhe o caminho, de acordo com as profecias antigas, e conforme o próprio Jesus.Primo de Jesus, nascendo seis meses antes, filho na velhice de Zacarias e Isabel. Tornou-se profeta na Judéia, alimentando-se de gafanhotos e mel silvestres e vestindo-se de peles. Pregava no deserto a eminente vinda do Messias prometido e incitava o povo ao arrependimento dos erros e à conversão para uma nova vida, que era iniciada por um ritual de mergulho nas águas do rio Jordão, que ficou conhecido como batismo pelas águas.Foi com o batismo de João, e com o reconhecimento deste de que Jesus era o Messias Prometido, que o Mestre começou a sua vida pública de 3 anos até a sua crucificação.João foi preso por Herodes Antipas, rei da Galiléia, a quem havia criticado por se casar de forma ilícita com a própria cunhada, Herodíades. O rei mandou decapitá-lo para agradar a enteada, filha de Herodíades, chamada Salomé.Jesus, após a transfiguração, descendo do monte Tabor, fala sobre João Batista em Mateus, Cap. 17, versículos 10 a 13: "Os discípulos de Jesus lhe perguntaram: O que querem dizer os doutores da Lei, quando falam que Elias deve vir antes do Messias?". Jesus respondeu: "Elias vem para colocar tudo em ordem. Mas eu vos digo: Elias já veio, e eles não o reconheceram. Fizeram com ele tudo o que quiseram. E o Filho do Homem será maltratado por eles do mesmo modo. Então os discípulos compreenderam que Jesus falava de João Batista". Esta passagem, transcrita literalmente das escrituras sagradas, prova de um modo incontestável que João Batista era a reencarnação do profeta Elias, que tinha vivido 900 anos antes.


Os Apóstolos


Diferença entre apóstolo e discípulo: - Apóstolo: palavra derivada do grego que significa enviado. Jesus escolheu doze apóstolos e os enviou para diversos lugares para pregarem a chegada da "Boa Nova".- Discípulo: palavra derivada do latim que significa aluno. Jesus tinha em uma época de sua vida 70 discípulos, além dos doze apóstolos para ajudá-lo.

Pedro

Irmão do Apóstolo André, era um pescador no mar da Galiléia, mais precisamente da cidade de Cafarnaun. Seu nome era Simão, mas recebeu de Jesus o sobrenome de Pedro ou Cefas, que significa pedra em grego e hebraico, respectivamente.Junto com os irmãos Tiago e João Evangelista, fez parte do círculo íntimo de Jesus entre os doze, participando dos mais importante milagres do Mestre sobre a terra.Existe uma passagem peculiar nos Evangelhos, em que Pedro nega por três vezes que seria Apóstolo de Jesus. Quando, como Jesus predissera, o galo cantou depois da terceira negativa, Pedro verteu-se em lágrimas. É tido como fundador da Igreja Cristã em Roma, considerado pela Igreja Católica como o primeiro Papa. Depois da morte de Jesus, despontou-se como líder dos doze Apóstolos, aparecendo em destaque em todas as narrativas evangélicas. Exerceu autoridade na recém-nascida comunidade Cristã, apoiou a iniciativa de Paulo de Tarso de incluir os não judeus na fé cristã, sem obrigá-los a participarem dos rituais de iniciação judaica.Foi morto em Roma no ano de 64 D.C., na perseguição feita por Nero aos cristãos, crucificado de cabeça para baixo, conforme a sua vontade, pois não se achava digno de morrer como Jesus.Seu túmulo se encontra sob a catedral de S. Pedro, no Vaticano, e é autenticado por muitos historiadores, sendo validado pelo Papa no ano de 1968.


André

Foi o primeiro dos doze a ser chamado por Jesus. Era irmão de Pedro e também pescador. Antes de seguir o Mestre, era discípulo de João Batista, que o mandou junto com um outro não identificado (talvez João Evangelista), para segui-lo.As tradições indicam que ele tenha ido a lugares distantes para pregar o Evangelho, e que tenha morrido em uma cruz em forma de X na Grécia, de onde o seu corpo foi levado para Constantinopla, tornando-se padroeiro desta cidade.


João Evangelista

Filho de Zebedeu e irmão de Tiago, o Maior, que junto com este e mais Pedro participaram do círculo mais íntimo junto a Jesus.Autor do quarto evangelho, de três cartas aos cristãos em geral e do Livro do Apocalipse. O seu evangelho difere dos outros três que são chamados sinóticos ou semelhantes, sendo que a narrativa de João enfoca mais o aspecto espiritual de Jesus. É considerado "o discípulo amado". Era muito jovem na época da vida do Mestre, e na crucificação foi designado por Jesus a tomar conta de Maria, demonstrando aí o quanto este confiava em João.João viveu o resto de sua vida em Éfeso, juntamente com Maria, onde teria escrito o Evangelho e as cartas. Durante o governo de Domiciano, foi exilado na ilha de Patmos, onde escreveu o Apocalipse.Morreu em Éfeso, em idade muito avançada, tomando conta da igreja que estava nesta cidade.


Tiago, o Maior
Pescador, irmão de João, o Evangelista, filho de Zebedeu, fazia parte do círculo mais íntimo de Jesus. Após a morte deste, permaneceu em Jerusalém, junto a Pedro, sendo executado em 43 D.C., por ordem do rei Herodes Agripa, logo depois da morte de Estêvão, diácono grego e exaltado pregador cristão.


Tiago, o Menor
Filho de Alfeu, conhecido também como Zebeu, tornou-se um membro altamente respeitado da recém-nascida comunidade cristã em Jerusalém. Foi um observador da normas judaicas, defendendo que estas normas deveriam fazer parte do Cristianismo. Com isso, tornou-se adversário de Paulo de Tarso nesta questão, mas também foi conciliador e um pregador fervoroso do ensino de Jesus. Foi atacado por se recusar a denunciar os cristãos, sendo apedrejado até a morte, por ordem do sumo sacerdote Ananias.


Mateus

Também chamado de Levi, filho de Alfeu. Era publicano, ou cobrador de impostos, classe muito odiada na época de Jesus, por cobrarem impostos dos judeus para serem entregues às autoridade romanas. Escreveu o primeiro evangelho, onde dá mais ênfase ao aspecto humano e genealógico de Jesus. Pregou no norte da África depois da morte do Mestre, prosseguindo até a Etiópia, onde foi morto.


Felipe

Aparece rapidamente nos Evangelhos, não nos deixando muitas informações sobre ele. Diz-se que evangelizou na Ituréia, reunindo-se a André, no mar Negro, sendo morto na Frígia, para onde seguira.


Tomé

Também chamado Dídimo ou Gêmeo, era o terceiro apóstolo em idade depois de Pedro. Ficou famoso pelo fato de ter duvidado que Jesus tinha ressuscitado, e disse que só vendo acreditaria. Então, Jesus apareceu para ele e respondeu que muitos não iriam ver e acreditariam. Depois da crucificação, passou a pregar na Pérsia e na Índia, mas seus restos mortais são venerados na Síria.


Judas Iscariotes

Judas de Kerioth, localidade de Kerioth, localidade da Judéia. Dizem as tradições que este apóstolo era designado para cuidar do dinheiro comum, por ser um dos poucos instruídos. Foi enganado pelos sacerdotes que o induziram a mostrar onde estava Jesus a troco de 30 moedas de prata, prometendo que só o prenderiam durante as festividades da Páscoa Judaica.Depois que viu a crucificação de Jesus, Judas, amargamente arrependido, jogou as 30 moedas aos pés dos sacerdotes, indo se enforcar. Estes pegaram o dinheiro e compraram um terreno para servir de cemitério aos estrangeiros, sendo posteriormente chamado de Campo do Sangue.


Judas Tadeu

Também chamado Lebeu Tadeu, é um dos doze citados nominalmente por Mateus e Marcos. Contam as tradições que trabalhou na Mesopotâmia e na Pérsia.


Bartolomeu

Também chamado de Natanael no Evangelho de João, evangelizou na Armênia, junto ao Mar Negro, onde, segundo uma lenda posterior, foi esfolado vivo, vindo a morrer.


Simão, o zelote

Era chamado assim porque pertencia a uma seita chamada de "Os Zelotes, ou zeladores", que lutava para a libertação de Israel dos Romanos. Seita ultra-nacionalista e não religiosa. Simão permaneceu na Palestina pregando o Evangelho.
Fonte: Pesquisas do blog com foto de decorecomarte.com

20 de mar. de 2009

Quem foi o primeiro Papa da Igreja Católica?

São Pedro
O primeiro Papa na Igreja Católica foi São Pedro, um dos 12 apóstolos de Jesus Cristo. Nascido em 10 a.C, Simão Pedro exerceu seu pontificado entre os anos 30 e 67.
Ele tem uma grande importância para os católicos, pois é considerado o fundador, com São Paulo, da Igreja.
Foi considerado o primeiro bispo de Roma, apesar de não existir consenso histórico sobre sua ida à capital do Império Romano.
O cargo de primeiro Papa lhe foi dado anos depois, pois tal título começou a ser usado cerca de dois séculos mais tarde.

Sucessão


Perseguido pelos romanos, que na época adoravam não um só deus, mas vários, Pedro foi crucificado e enterrado em uma região nos arredores de Roma conhecida como Vaticanus.
Mas antes de morrer, escolheu seu sucessor, Lino, o segundo Papa da Igreja Católica. A sua autoridade foi transmitida até chegar a Bento XVI, o 265º herdeiro do principal cargo da Igreja Católica.
Fonte:UOL

São José



Ele rompeu com os paradigmas enraizados da cultura de sua época.



Em um mundo onde muitos fazem de tudo para “crescer e aparecer” a qualquer custo – muitas vezes utilizando o outro como escada para isso –, raras são as pessoas que na vida fazem a opção pelas pequenas coisas.
Em um sistema de crenças e valores no qual, muitas vezes, o mais valorizado é o que mais aparece e o que mais ostenta uma posição de destaque, o universo da discrição e da simplicidade acaba ficando em segundo plano (para não dizer em último). Estamos, sem dúvida alguma, na era da imagem e no império da aparência, nos quais o que acaba se destacando é a ilusão e não o ser em sua essência.

Em meio a esse complexo contexto, uma figura, como a de São José, manifesta-se como um concreto ícone de contradição, instaurando naquele que sensivelmente o contempla uma aguda crise de contestação de seus valores. E isso é muito bom. Não somos árvores imóveis e passíveis – sendo que mesmo na natureza a vida é dinâmica – diante de nossa realidade e das crenças que nos são impostas pela sociedade. Por isso questionar – tentando sinceramente compreender o melhor caminho – é sempre uma atitude virtuosa, que rompe paradigmas e aponta um novo caminho.

São José, com sua justiça silenciosa e discreta, foi alguém que soube romper com os paradigmas (modelo que era seguido) da mentalidade da sua época, desafiando crenças já cristalizadas que semeavam o preconceito e a subtração do ser humano.

Vivendo as pequenas coisas de seu cotidiano de carpinteiro, com a coragem de realizar escolhas virtuosas não vistas por ninguém, ele teve a ousadia de ser autêntico – de ser ele mesmo, sem copiar antigos modelos – seguindo a novidade da inspiração dada por Deus. Ao encontrar Maria, grávida, “sem antes terem coabitado”, “sendo justo e não a querendo difamar, resolveu deixá-la secretamente” (cf. Mt 1, 18-19), enquanto a lei vigente em sua época ordenava a lapidação (morte por pedradas) para as mulheres adúlteras. E ao ter sido avisado em sonho por um anjo, foi dócil ao que Deus lhe pedira assumindo Maria como esposa, juntamente com o que “nela foi gerado” (cf. Mt 1, 20).

Enfim, José, em sua humildade e sem muitos holofotes, rompeu com um profundo paradigma enraizado em sua cultura havia muito séculos, no qual a justiça se sobrepunha à misericórdia.
Mas ele não é chamado o justo? Por que não agiu seguindo o padrão de justiça de sua época? Sim. Ele foi justo, mas o tamanho de sua justiça se manifestou na intensidade de sua misericórdia, pois, conseguiu ir além do julgamento, dando mais valor ao ser do que ao aparecer.

Por ser fruto daquela época e cultura, ele poderia muito bem ter pensado: “O que irão falar de mim? Como as pessoas me verão quando descobrirem que não desposei minha esposa?”. Mas ele foi além. Para ele o amor se expressava no bem que luta para que o outro seja mais, para que este seja feliz, mesmo quando ninguém o vê nem percebe e mesmo correndo o risco de ser mal-interpretado.

Quem ama não se importa com o que vão pensar ou falar, nem se torna “vaquinha de presépio”, escravizando-se por convenções culturais acerca do que deve ser feito. Quem ama – sem desrespeitar o que existe de bom na tradição – tem a coragem de superar o convencional para fazer o bem e promover a pessoa.

José não buscou os elogios dos observantes da lei nem o prestígio de ser “visto” por todos como cumpridor da justiça; diferentemente, ele buscou antes e acima de tudo estar em paz com a sua consciência, buscando em tudo ouvir e obedecer a Deus.

Ele – como muitos outros santos em nossa história – nos ensina que não é preciso muito barulho e alarde para realizarmos grandes mudanças e intensas revoluções e que o amor/obediência e a humildade são armas poderosas, capazes de questionar conceitos vigentes em toda uma sociedade.
Olhando para São José, percebo – como antes já cria – que é preciso não ter medo de romper com convenções sociais e agir de maneira nova; é claro, em tudo fazendo o bem e obedecendo a Deus.

Com certeza, se o fato se tornasse público o pai adotivo de Jesus receberia muitas críticas, como os que ousam pensar diferente recebem-nas: “Por que você vive, pensa, escreve e age diferente? Está errado, tem de ser do jeito que todo mundo faz...”. Contemplando a justiça silenciosa e transformadora desse grande homem de Deus pergunto: Será que temos mesmo [de agir como todos]?

O carpinteiro foi santo o bastante para transcender aos olhares que o acusariam, fixando o olhar apenas onde o Amor tem sua morada.
Que o exemplo do grande e amado pai de nosso Salvador suscite em nós a coragem de sermos melhores, pois ele estava voltado em tudo para o Cristo sem se aprisionar a estruturas que escravizam o ser.





Por:Adriano Zandoná
Seminarista e missionário da Comunidade Canção Nova. Reside atualmente na missão de Palmas (TO). É formado em Filosofia e está cursando Teologia. Apresenta o programa "Contra-maré" pela rádio Canção Nova do Coração de Jesus, aos sábados das 16h às 18h. Através do site www.arquidiocesedepalmas.org.br também é possível acompanhar aos sábados toda a programação ao vivo

18 de mar. de 2009

Como se vive a QUARESMA?

A Agência ECCLESIA apresenta esta semana um olhar sobre várias perspectivas ligadas à preparação da Páscoa: como se celebra em outras Igrejas, qual a sua origem histórica, o que significa para quem entra na Igreja Católica através do Batismo. Perspectivas que se cruzam e ajudam a dar sentido à vivência deste tempo litúrgico.

O ano litúrgico como hoje o conhecemos pretende levar os católicos a celebrar sacramentalmente a pessoa de Jesus Cristo como "memória", "presença", "profecia". Na Igreja primitiva, o mistério, a celebração, a pregação, a vida cristã tiveram um único centro: a Páscoa - o culto da Igreja primitiva nasceu da Páscoa e para celebrar a Páscoa. No início da vida cristã encontra-se o Domingo como única festa, com a única denominação de "Dia do Senhor". Por influência das comunidades cristãs provenientes do judaísmo, surgiu depois um "grande Domingo", como celebração anual da Páscoa.



A celebração do baptismo na noite de Páscoa, já em uso no século III, e a disciplina penitencial com a reconciliação dos penitentes na manhã de Quinta-feira Santa, já no século V, fizeram nascer também o período preparatório da Páscoa, ou seja, a Quaresma, inspirada nos "quarenta dias bíblicos".



A Semana Santa apresenta-se, neste contexto, como a Semana Maior do ano litúrgico. Graças à peregrina Egéria, que viveu no final do século IV, conhecemos os rituais que envolviam estas celebrações no princípio do Cristianismo.
Ela descreve, no seu livro "Itinerarium", a liturgia que se desenvolveu em Jerusalém, teatro das últimas horas de vida de Jesus, e compreende o intervalo de tempo que vai do Domingo de Ramos à Páscoa.



Na Idade Média, esta semana era chamada a "semana dolorosa", porque a Paixão de Cristo era dramatizada pelo povo, pondo em destaque os aspectos do sofrimento e da compaixão. Actualmente, muitas igrejas locais dão ainda vida a essa tradição dramática, que se desenrola na Via-Sacra, procissões e representações da Paixão de Jesus.
Octávio Carmo



As outras Igrejas
Paixão, morte e Ressurreição de Cristo são as doutrinas comuns a todos os ramos do Cristianismo e que, ao mesmo tempo as distingue das outras religiões. A Quarta-feira de cinzas marca o início da Quaresma para todas as Igrejas cristãs, mas apenas a tradição católica a assinala obrigatoriamente com a simbologia da imposição das cinzas.



A Igreja Lusitana de comunhão Anglicana e também a Presbiteriana diferem pouco da tradição católica. Pequenos detalhes marcam a diferença. “A Igreja Lusitana é católica mas não é romana, ou seja, não reconhecemos a autoridade a Roma. A actividade litúrgica é, por isso, muito semelhante”, explica o Bispo Fernando Soares. O tempo de Quaresma principia na Quarta-feira de cinzas com o rito de imposição das cinzas. Não é uma prática de todas as igrejas, “dependerá da sensibilidade das comunidades”. Também a Igreja Evangélica Metodista Portuguesa não tem doutrinas nem normas específicas sobre este culto, mas em alguns países, “apenas em sentido tradicional e voluntário, há uma cerimónia nesta data, com ou sem imposição de cinzas”, explica o Pastor Jorge Barros.



Talvez a maior “detalhe” nas celebrações da Igreja Lusitana aconteça no Domingo de Ramos. Durante a Quaresma, são feitas, em folhas de palmeira, pequenas cruzes que no último Domingo da Quaresma, são abençoadas e distribuídas aos fiéis que, durante a leitura do Evangelho sobre a crucificação de Jesus, as seguram na mão. “É uma cruz pequena que se usa para marcar os livros. Algumas pessoas gostam inclusivamente de levar para alguns familiares”. Um pequeno símbolo que pretende “reforçar a relação de cada um com a cruz de Cristo”, explica o Bispo Fernando Soares.



A tradição Presbiteriana aponta como diferença a leitura do Evangelho no Domingo de Ramos. Enquanto a tradição católica revive toda a paixão de Cristo neste Domingo, a Igreja Presbiteriana apenas lê a entrada de Jesus em Jerusalém, deixando o restante relato para a Semana Santa. Os sete dias antes da Páscoa são um tempo especial de preparação para os fiéis presbiterianos e também para os metodistas. “A Semana Santa é a época do ano em que temos mais serviços religiosos, em especial nas igrejas paroquiais maiores, onde há serviços durante toda a semana, excepto no Sábado”, explica o pastor Jorge Barros.



Semana Santa
Todas as Igrejas têm um culto especial na Quinta-feira e na Sexta-feira Santa. Algumas comunidades Presbiterianas encontram-se todos os dias da Semana Santa. “A organização fica dependente de cada comunidade que poderá organizar actividades para os mais novos e mais velhos”, explica Eva Michel.



Durante a Quaresma a atenção principal centra-se nas passagens bíblicas e na reflexão pessoal de cada um, “para que possamos viver com maior atenção aos outros, a nós próprios, com a natureza e com Deus”. Este é o centro da prática quaresmal da Igreja Presbiteriana.



Tradicionalmente, nas Igrejas protestantes, a espiritualidade centrou-se na Sexta-feira Santa e na redenção. Eva Michel recorda a devoção que leva as pessoas ao culto na Sexta-feira santa, mesmo que estejam ausentes durante o resto do ano. No entanto, o diálogo ajudou a corrigir os extremos e, a pastora Eva explica que, hoje entende-se a necessidade de ampliar os horizontes. “A cruz sem ressurreição é muito vazia, mas a celebração da ressurreição sem olhar para o sofrimento na cruz também é insuficiente. Para ver a morte de Jesus temos de a perceber enquanto consequência da sua vida e não isolá-la. Isto significa redescobrir o profundo mistério que é a Páscoa”.



Na tradição baptista, durante a Semana Santa, há cultos vespertinos ou serviços religiosos à noite, em especial na Quinta-feira e Sexta-feira santa, onde são lembradas, através de textos e hinos, as últimas 48 horas de Jesus, a última ceia com os discípulos e a crucificação. “Existem muitos sermões sobre a descrição histórica do que aconteceu”. Os cânticos e os textos sagrados centram-se no sofrimento de Jesus. “Os evangélicos consideram que a salvação é de graça, mas não a foi para Jesus. Teve um alto preço e por isso os pastores recordam aos crentes que este foi um sofrimento atroz e dão ênfase ao preço do sofrimento para a salvação”, afirma Fernando Loja.



Tríduo Pascal
Das Igrejas cristãs, apenas a Católica realiza a Via-sacra na tarde de Sexta-feira santa, reconstruindo os último passos de Cristo. Na Sexta-feira Santa, a Igreja Lusitana prepara um momento devocional pelas 15 horas nas comunidades e também à noite, onde o culto se debruça sobre a crucificação. “A reflexão é conduzida pela pregação, pelos textos sagrados e por cânticos”. O culto de Quinta-feira santa termina com a desnudação do altar. “Todas as alfaias litúrgicas, a cruz, as flores, velas, a toalha são retirados com o objectivo de lembrar que Jesus foi sepultado e tudo ficou nu”. Na Sexta-feira o culto decorre na austeridade e apenas na Vigília Pascal de Sábado os elementos litúrgicos são repostos. Quando anunciada a ressurreição, acendem-se as luzes, “começando uma nova vida”. Um rito semelhante à tradição católica que habitualmente inicia a celebração com a bênção do fogo no exterior da igreja. No Domingo celebra-se o dia da Ressurreição. O convívio após o culto, num almoço familiar, é uma tradição que o Bispo da Igreja Lusitana lamenta estar-se a perder. “Até no Natal as pessoas já optam por ir ao restaurante ou a hotéis porque não querem cozinhar”.



A tradição Metodista celebra um culto na Sexta-feira santa “muito solene e por vezes emotivo e são realçados os acontecimentos centrados na crucificação e morte”, explica o Pastor Jorge Barros. Leituras bíblicas longas e apropriadas e hinos de sofrimento e tristeza, “embora de fé” conduzem os fiéis. Este é um dia em que a frequência na Igreja é “muito maior que o habitual, incluindo crentes pouco assíduos e visitantes”.



A tradição Presbiteriana não realiza a Vigília Pascal. Algumas comunidades organizam um culto durante a noite, que pode começar de madrugada e prolongar-se até ao nascer do Sol. “Quando o Sol se levanta, celebra-se a Ressurreição de Cristo”, afirma a pastora Eva Michel. A comunidade de Setúbal, por exemplo, desloca-se à Serra da Arrábida e têm o culto no exterior enquanto esperam pelo Sol. “Costuma seguir-se um pequeno-almoço comunitário”. Quem celebra o culto durante a noite já não participa no culto de Domingo.



Para os fiéis Baptistas a grande celebração é feita no Domingo de Páscoa. “Algumas comunidades fazem uma celebração fora de portas, pelas 7 horas da manhã, porque segundo os textos sagrados Jesus ressuscitou muito cedo, ainda o sol não tinha despontado”. Segue-se um pequeno-almoço comunitário e os fiéis juntam-se no habitual culto dominical. Fernando Loja explica que neste culto se “entoam cânticos específicos e é um Domingo de alegria”. Terminado o culto, as famílias reúnem-se num almoço festivo. Sem ser regra, algumas comunidades realizam almoços comunitários.



A Igreja Metodista celebra um culto no Domingo da Ressurreição “centrado na vitória da Vida e na alegria da Fé”. A Igreja é ornamentada com flores brancas e são entoados hinos de «Aleluia».
Apenas a tradição católica realiza o Compasso no Domingo da Ressurreição. As Igrejas cristãs Baptista, Lusitana, Presbiteriana e Metodista não usam o crucifixo mas a cruz que mantêm no local de culto. O pastor Jorge Barros explica que “a cruz vazia dá mais realce à vida, embora sem esquecer o sofrimento e morte de Cristo”. Fernando Loja explica que os Baptistas têm a cruz fixa na parede “e não anda de mão-em-mão. Não pode ser removida”.



Jejum e Renúncia
As práticas do jejum e a renúncia quaresmal são entendidos como opcionais e não impostos pelos líderes espirituais aos fiéis das Igrejas Baptista, Lusitana, Presbiteriana e Metodista.



As Igrejas protestantes assumem como sacramentos o Baptismo e a Eucaristia, pois são os que, segundo a Bíblia, foram instituídos por Cristo. “Apesar de falar também da reconciliação, não foi Jesus que disse para o fazer em sua memória. Não chamamos a reconciliação um sacramento” e por isso não é praticado no confessionário, explica Eva Michel, pastora da Igreja Presbiteriana.




Também a Igreja Baptista não reconhece a penitência como factor de purificação. “Entendemos que não precisamos de fazer penitência pelos pecados”, dá conta Fernando Loja da Igreja Baptista. “Jesus pagou o preço e o perdão é concedido gratuitamente a quem confessar directamente a Deus a sua falta”. A remissão deverá ser directa, quando estiver alguma pessoa em causa. “Não temos nenhuma privação na alimentação, nem especificamente em alguns dias”. Este cristão Baptista expressa que, para os evangélicos, “é difícil compreender o jejum. A privação e o sofrimento enquanto instrumento de purificação para nós não existem”.



Já na Igreja Lusitana de comunhão Anglicana a prática do jejum e da renúncia quaresmal são recomendadas. O Bispo Fernando Soares escreveu uma carta aos cristãos anglicanos a solicitar a renúncia quaresmal enfatizando duas vertentes - “o aprofundamento da espiritualidade interior e a relação com os outros, exprimindo a solidariedade com quem se encontra em dificuldades”. A liturgia anglicana exprime o apelo ao jejum, à renúncia, à oração e à leitura reflexiva da Palavra de Deus. Apelos dirigidos ao tempo de Quaresma como “preparação para a Semana Santa e Páscoa”.



Páscoa, centro da mensagem cristã
Sem um calendário litúrgico específico e com uma grande autonomia de comunidade para comunidade, a Igreja Baptista assume como central a celebração da Páscoa. Mais do que a celebração do Natal. “O Natal é necessário porque o filho de Deus precisava de se tornar homem, mas é instrumental. Se Deus não tivesse planeado a Páscoa, não haveria Natal”. A celebração do Natal é vista como “a promessa de Páscoa”, explica Fernando Loja.



O Bispo Fernando Soares da Igreja Lusitana lamenta que alguns aspectos da vivência tradicional da Páscoa se estejam a perder. “As alterações sociais e civilizacionais assim o dita, mas conduziram a um entendimento do lazer e do descanso diferente”. Chegados à Páscoa, “as pessoas optam por mini férias e diminuiu a presença nas celebrações pascais”. Entre os fiéis praticantes, o Bispo da Igreja Lusitana explica que a celebração do Domingo de Páscoa “é muito participada”.



A vivência da Páscoa acentua a espiritualidade pessoal e em comunhão na Igreja Presbiteriana. “A Quaresma conduz-nos durante os 40 dias, mas o tempo forte é a Semana Santa”, explica a pastora Eva Michel, que afirma não notar menos participação na altura da Páscoa. “Continua a ser um momento alto na nossa Igreja”.



Para a Igreja Metodista, a Quaresma é uma época não apenas de caminho, mas de preparação para a Páscoa Cristã, apontando para a centralidade dos acontecimentos centrais da Fé (Paixão, morte e Ressurreição de Cristo). A pastora presbiteriana Eva Michel explica que na Bíblia há muitas formas de falar da cruz e da Ressurreição e “todas as tradições se podem enriquecer mutuamente”.
Lígia Silveira



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Dossier Agência Ecclesia 17/03/2009 11:38 13280 Caracteres
382 Quaresma

17 de mar. de 2009

PARAMENTOS OU VESTES LITÚRGICAS

Amito - É um lenço de linho, branco, que recobre as costas, os ombros e o pescoço do sacerdote. Era a peça do vestuário que os povos antigos usavam para cobrir a cabeça, quando saíam ao ar livre. Recorda o pano com que os soldados vendaram os olhos de Jesus, para melhor ludibriarem-No. Simboliza o capacete da fé, com o qual venceremos os nossos inimigos. Ao vesti-la, o sacerdote faz a seguinte oração: "Colocai, Senhor, sobre a minha cabeça, o capacete da salvação, para que eu possa resistir às ciladas do demônio".
Alva - Esta palavra vem do vocábulo "albus", que significa branco. É uma túnica talar, de linho branco, que recobre todo o corpo. Era usada pelos nobres gregos e romanos, e também pelos povos de climas quentes, como se vê, ainda hoje, em alguns países do Oriente tropical. Recorda a túnica branca de escárnio com que Herodes mandou vestir Jesus. Simboliza a pureza do coração. Ao vesti-la, o sacerdote reza: "Fazei-me puro, Senhor, e santificai o meu coração, para que , purificado com o Sangue do Cordeiro, mereça fruir as alegrias eternas".
Cíngulo - É um cordão branco ou da cor dos paramentos, de seda, linho ou algodão, com que o sacerdote se cinge à cintura. Os antigos o usavam para maior comodidade, a fim de que a alva, comprida, não os estorvasse nos trabalhos ou nas longas caminhadas. Recorda as cordas com que Jesus foi atado pelos algozes. Simboliza o combate às paixões e a pureza do coração. Ao cingir-se com o cíngulo, o sacerdote reza: "Cingi-me, Senhor, com o cíngulo da pureza e extingui em meu coração o fogo da concupiscência, para que floresça em meu coração a virtude da caridade".

Manípulo - É uma faixa de pano, do mesmo tecido e cor da casula. Tem uns 40 cm de comprimento e uns 12 de largura. É preso ao braço esquerdo. Antigamente, servia para limpar o pó ou suor da fronte durante as caminhadas e trabalhos, ou ainda, com suas dobras, fazia-se as vezes de algibeira. Recorda as cordas com que Jesus foi manietado. Simboliza o amor ao trabalho, ao sacrifício e às boas obras. Ao acomodá-la ao braço, o sacerdote reza: "Que eu mereça, Senhor, trazer este manípulo de dor e penitência, para que possa, com alegria, receber os prêmios dos meus trabalhos".
Estola - É uma faixa de pano, do mesmo tecido e cor da casula e do manípulo. Mede uns oito palmos de comprimento e uns 12 cm de largura. Dá a volta ao pescoço, cruzando ao peito e passando sob o cíngulo, à altura da cintura. Os antigos a usavam como sudário ou como símbolo de autoridade e condecoração honorífica. Recorda as cordas com que Jesus foi puxado ao Calvário. Simboliza o poder espiritual do sacerdote, bem como a nossa dignidade de cristão e penhor de imortalidade. Ao vesti-la, o sacerdote reza: "Restituí-me, Senhor, a estola da imortalidade que perdi pelo pecado dos nossos primeiros pais; e ainda que eu seja indigno de acercar-me aos vossos Santos Mistérios, possa, contudo, merecer a felicidade eterna.

Casula - É a última veste que o sacerdote usa, por cima de todas as outras. Tem, geralmente, atrás, uma grande Cruz. Os antigos a usavam como uma capa, nas estações chuvosas. Casula, em latim, significa "pequena casa". Recorda a túnica inconsútil de Nosso Senhor, tecida, segundo a tradição, por Nossa Senhora. No Calvário, os soldados não quiseram retalhá-la, mas sortearam-na entre si. Simboliza o suave jugo da Lei de Deus que devemos levar, e que se torna leve para as almas generosas. Ao vesti-la, o sacerdote reza: "Ó Senhor, que dissestes: ' o meu jugo é suave e o meu fardo é leve' (Mt 11, 30); fazei que eu possa levar a minha cruz de tal modo que possa merecer a vossa graça".

Dalmática - É uma túnica originária da Dalmácia. É usada pelo diácono nas Missas solenes. O subdiácono usa, nas Missas solenes, a tunicela, bastante parecida com a dalmática, mas que deve ser um pouco mais curta e menos adornada que esta.

Pluvial - É uma capa comprida, usada pelos antigos em tempos de chuva, como indica o seu mesmo nome. Atrás, em cima. há uma dobra ou capucho, com que os antigos se cobriam a cabeça, à semelhança de algumas capas impermeáveis modernas. O sacerdote a usa nas Bênçãos do Santíssimo Sacramento, nas procissões e outras funções litúrgicas solenes.

Batina ou hábito- Veste talar dos abades, padres e religiosos, cujo uso diário é aconselhado pelo Vaticano. Alguns sacerdotes fazem o uso do Clerical ou "Clericman" como meio de identificação, sendo esta uma peça única de vestuário, ou seja, um colarinho circular que envolve o pescoço com uma pequena faixa branca central.
Tonsura - Corte circular, rente, do cabelo, na parte mais alta e posterior da cabeça, que se faz nos clérigos, também denominado cercilho ou coroa, em desuso. A "Prima Tonsura" consiste em cerimônia religiosa em que o prelado, conferindo ao ordinando o primeiro grau de clericato, lhe dá a tonsura.
Fonte:Página Oriente

15 de mar. de 2009

A Páscoa no Mundo


A Páscoa no Mundo
Os festejos da Páscoa em todo o mundo possuem variações em suas origens e significados.

Na China
O "Ching-Ming" é uma festividade que ocorre na mesma época da Páscoa, onde são visitados os túmulos dos ancestrais e feitas oferendas, em forma de refeições e doces, para deixá-los satisfeitos com os seus descendentes.

Na Europa
As origens da Páscoa remontam a bem longe, aos antigos rituais pagãos do início da primavera (que no Hemisfério Norte inicia em março). Nestes lugares, as tradições de Páscoa incluem a decoração de ovos cozidos e as brincadeiras com os ovos de Páscoa como, por exemplo, rolá-los ladeira abaixo, onde será vencedor aquele ovo que rolar mais longe sem quebrar.

Nos países da Europa Oriental, como Ucrânia, Estônia, Lituânia e Rússia
A tradição mais forte é a decoração de ovos com os quais serão presenteados amigos e parentes. A tradição diz que, se as crianças forem bem comportadas na noite anterior ao domingo de Páscoa e deixarem um boné de tecido num lugar escondido, o coelho deixará doces e ovos coloridos nesses "ninhos".

Nos Estados Unidos
A brincadeira mais tradicional ainda é a "caça ao ovo", onde ovos de chocolate são escondidos pelo quintal ou pela casa para serem descobertos pelas crianças na manhã de Páscoa. Em algumas cidades a "caça ao ovo" é um evento da comunidade e é usada uma praça pública para esconder os ovinhos.

No Brasil e América Latina
O mais comum é as crianças montarem seus próprios ninhos de Páscoa, sejam de vime, madeira ou papelão, e enchê-los de palha ou papel picado. Os ninhos são deixados para o coelhinho colocar doces e ovinhos na madrugada de Páscoa. A "caça ao ovo" ou "caça ao cestinho" também é utilizada

Do hebreu Peseach, Páscoa significa a passagem da escravidão para a liberdade. É a maior festa do cristianismo e, naturalmente, de todos os cristãos, pois nela se comemora a Passagem de Cristo - "deste mundo para o Pai", da "morte para a vida", das "trevas para a luz".
Considerada, essencialmente, a Festa da Libertação, a Páscoa é uma das festas móveis do nosso calendário, vinda logo após a Quaresma e culminando na Vigília Pascal.vinhos na madrugada de Páscoa. A "caça ao ovo" ou "caça ao cestinho" também é utilizada.

Entre os seus símbolos encontram-se os:
Ovo de Páscoa
A existência da vida está intimamente ligada ao ovo, que simboliza o nascimento.
Coelhinha da Páscoa
Por serem animais com capacidade de gerar grandes ninhadas, sua imagem simboliza a capacidade da Igreja de produzir novos discípulos constantemente.

A Cruz da Ressurreição
Traduz, ao mesmo tempo, sofrimento e ressurreição.

O Cordeiro
Simboliza Cristo, que é o cordeiro de Deus, e se sacrificou em favor de todo o rebanho.

Na ceia do senhor, Jesus escolheu o pão e o vinho para dar vazão ao seu amor. Representando o seu corpo e sangue, eles são dados aos seus discípulos, para celebrar a vida eterna.
É a grande vela que se acende na Aleluia. Quer dizer: "Cristo, a luz dos povos". Alfa e Ômega nela gravadas querem dizer: "Deus é o princípio e o fim de tudo".
Fonte: Terra.com

14 de mar. de 2009

O significado da Páscoa...

A Páscoa é uma festa cristã que celebra a ressurreição de Jesus Cristo. Depois de morrer na cruz, seu corpo foi colocado em um sepulcro, onde ali permaneceu, até sua ressurreição, quando seu espírito e seu corpo foram reunificados. É o dia santo mais importante da religião cristã, quando as pessoas vão às igrejas e participam de cerimônias religiosas.
Muitos costumes ligados ao período pascal originam-se dos festivais pagãos da primavera. Outros vêm da celebração do Pessach, ou Passover, a Páscoa judaica. É uma das mais importantes festas do calendário judaico, que é celebrada por 8 dias e comemora o êxodo dos israelitas do Egito durante o reinado do faraó Ramsés II, da escravidão para a liberdade. Um ritual de passagem, assim como a "passagem" de Cristo, da morte para a vida.
No português, como em muitas outras línguas, a palavra Páscoa origina-se do hebraico Pessach. Os espanhóis chamam a festa de Pascua, os italianos de Pasqua e os franceses de Pâques.

Assim se escreve "Feliz Páscoa" em diferentes idiomas:



A festa tradicional associa a imagem do coelho, um símbolo de fertilidade, e ovos pintados com cores brilhantes, representando a luz solar, dados como presentes. A origem do símbolo do coelho vem do fato de que os coelhos são notáveis por sua capacidade de reprodução. Como a Páscoa é ressurreição, é renascimento, nada melhor do que coelhos, para simbolizar a fertilidade!

Vamos ver agora como surgiu o chocolate...
Quem sabe o que é "Theobroma"? Pois este é o nome dado pelos gregos ao "alimento dos deuses", o chocolate. "Theobroma cacao" é o nome científico dessa gostosura chamada chocolate. Quem o batizou assim foi o botânico sueco Linneu, em 1753.
Mas foi com os Maias e os Astecas que essa história toda começou. O chocolate era considerado sagrado por essas duas civilizações, tal qual o ouro.Na Europa chegou por volta do século XVI, tornando rapidamente popular aquela mistura de sementes de cacau torradas e trituradas, depois juntada com água, mel e farinha. Vale lembrar que o chocolate foi consumido, em grande parte de sua história, apenas como uma bebida.
Em meados do século XVI, acreditava-se que, além de possuir poderes afrodisíacos, o chocolate dava poder e vigor aos que o bebiam. Por isso, era reservado apenas aos governantes e soldados.
Aliás, além de afrodisíaco, o chocolate já foi considerado um pecado, remédio, ora sagrado, ora alimento profano. Os astecas chegaram a usá-lo como moeda, tal o valor que o alimento possuía.
Chega o século XX, e os bombons e os ovos de Páscoa são criados, como mais uma forma de estabelecer de vez o consumo do chocolate no mundo inteiro. É tradicionalmente um presente recheado de significados. E não é só gostoso, como altamente nutritivo, um rico complemento e repositor de energia. Não é aconselhável, porém, consumí-lo isoladamente. Mas é um rico complemento e repositor de energia.

E o coelho?
A tradição do coelho da Páscoa foi trazida à América por imigrantes alemães em meados de 1700. O coelhinho visitava as crianças, escondendo os ovos coloridos que elas teriam de encontrar na manhã de Páscoa.
Uma outra lenda conta que uma mulher pobre coloriu alguns ovos e os escondeu em um ninho para dá-los a seus filhos como presente de Páscoa. Quando as crianças descobriram o ninho, um grande coelho passou correndo. Espalhou-se então a história de que o coelho é que trouxe os ovos. A mais pura verdade, alguém duvida?
No antigo Egito, o coelho simbolizava o nascimento e a nova vida. Alguns povos da Antigüidade o consideravam o símbolo da Lua. É possível que ele se tenha tornado símbolo pascal devido ao fato de a Lua determinar a data da Páscoa.
Mas o certo mesmo é que a origem da imagem do coelho na Páscoa está na fertililidade que os coelhos possuem. Geram grandes ninhadas!

Mas por que a Páscoa nunca cai no mesmo dia todo ano?
O dia da Páscoa é o primeiro domingo depois da Lua Cheia que ocorre no dia ou depois de 21 março (a data do equinócio). Entretanto, a data da Lua Cheia não é a real, mas a definida nas Tabelas Eclesiásticas. (A igreja, para obter consistência na data da Páscoa decidiu, no Conselho de Nicea em 325 d.C, definir a Páscoa relacionada a uma Lua imaginária - conhecida como a "lua eclesiástica").
A Quarta-Feira de Cinzas ocorre 46 dias antes da Páscoa, e portanto a Terça-Feira de Carnaval ocorre 47 dias antes da Páscoa. Esse é o período da quaresma, que começa na quarta-feira de cinzas.
Com esta definição, a data da Páscoa pode ser determinada sem grande conhecimento astronômico. Mas a seqüência de datas varia de ano para ano, sendo no mínimo em 22 de março e no máximo em 24 de abril, transformando a Páscoa numa festa "móvel".
De fato, a seqüência exata de datas da Páscoa repete-se aproximadamente em 5.700.000 anos no nosso calendário Gregoriano.
Para os curiosos, olha aí as datas da Páscoa até o ano de 2010:

2000 - 23 de abril
2001 - 15 de abril
2002 - 31 de março
2003 - 20 de abril
2004 - 11 de abril
2005 - 27 de março
2006 - 16 de abril
2007 - 08 de abril
2008 - 23 de março
2009 - 12 de abril
2010 - 04 de abril


Fonte:Venus.RDC.PUC/RJ

10 de mar. de 2009

POR QUE A IGREJA É CONTRA ABORTO, PRESERVATIVOS E DIVÓRCIO?

Por Carlos Martins Nabeto
Fonte: Agnus Dei

Todos esses três assuntos têm relação direta e atentam contra a família, mais precisamente contra a unidade e o amor que existem na relação interna familiar. Deus criou o homem e a mulher e concedeu-lhes a bênção da procriação. Por isso, a Igreja e a Bíblia enxergam a família como instituição sagrada, que não pode estar sujeita aos caprichos do egoísmo, da vaidade e dos interesses meramente humanos.


O preservativo, além de ser usado para evitar a "gravidez indesejada", incentiva a prática do sexo irresponsável, sem escrúpulos. O amor mútuo e verdadeiro que deve existir em todo casal é simplesmente substituído pelo erotismo, pelo ato sexual a todo e qualquer custo. Não são respeitadas as regras da fertilidade da mulher; não é respeitada a lei natural; não é respeitada a moral; não é respeitado o verdadeiro amor existente entre um homem e uma mulher: o que importa é o prazer, o sexo acima de tudo (o que é um absurdo!), com a "benção" [falsamente] assegurada pela "camisinha", que incontestavelmente certamente favorece muito mais a promiscuidade...


O aborto fere a dignidade maternal da mulher, maravilhoso dom concedido por Deus. Quem se rende ao aborto - seja qual for o motivo - é favorável à cultura da morte, sob a falsa máscara de planejamento familiar ou, mais tristemente, de gravidez indesejada. A mulher pode até ser a dona de seu corpo, mas o fato é que embrião ou feto não fazem parte do mesmo corpo da mulher (pois não são um órgão interno como o são os rins, o coração etc), mas são um corpo a parte. Por isso, o aborto é puro e verdadeiro assassinato, mesmo quando cometido nas primeiras semanas, ainda quando o embrião não possui forma humana; não é "coisa" que pode ser descartada, mas "pessoa" detentora do dom da vida! "Antes mesmo de te formares no ventre da tua mãe, Eu te conheci; antes que saísses do seio [materno], Eu te consagrei" (Jer 1,5)


Quanto ao divórcio - deixando de lado a questão da indissolibilidade como desejo original do Criador, como bem insistiu Jesus (Mt 5,31-32; 19,3-9; Mc 10,9; Lc 16,18; 1Cor 7,10-11) - constitui este em extremo atentado à dignidade do Matrimônio pois pretende romper uma promessa mútua dos cônjuges, obrigação contraída por livre e espontânea vontade - como é bom frisar, de viverem unidos até a hora da morte. Todos saem perdendo: um cônjuge fica abandonado e relegado ao desprezo; os filhos, principalmente menores, ficam traumatizados; e o outro cônjuge, aparentemente beneficiado, frequentemente cai em adultério (pois o vínculo contraído pela promessa nupcial permanece, cf. Mt 19,9), favorecendo ainda o adultério da outra parte. É a ruína da família, indiscutivelmente um dos fatores mais claros da desagregação familiar que gera tão pesados encargos para a sociedade, principalmente o aumento da violência.


Para uma visão mais completa sobre esses assuntos, sugiro a leitura cuidadosa dos parágrafos 2270 à 2275 (aborto); 2360 à 2379 (o verdadeiro amor entre os esposos); e 2382 à 2386 (divórcio) - todos do Catecismo da Igreja Católica.


NABETO, Carlos Martins. Apostolado Veritatis Splendor: POR QUE A IGREJA É CONTRA ABORTO, PRESERVATIVOS E DIVÓRCIO?. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/1552. Desde 14/07/2003

Veja também

REFLITA

Ter uma vida positiva é ter consciência que o universo precisa de você; é lutar pelos SONHOS de maneira determinada; é crescer sem precisar diminuir ninguém; é ter a verdade como um principio vital; é usar o poder da ousadia construtiva; é saber agradecer e perdoar, fraterna e totalmente; é priorizar a família; é viver cada dia de uma vez, sendo alegre no presente e otimista no futuro; é respeitar o próprio corpo; é se preocupar com os mais carentes; é preservar a natureza; é não se abater nos momentos de dor; é jamais perder a esperança; é ter auto estima; é ser rico em humildade; é sempre fazer a sua parte...Pois quando você faz a sua parte tenha certeza de que Deus fará a parte dele.

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